Portugal vai enviar militares para o Afeganistão

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Portugal vai enviar militares para o Afeganistão
« em: Fevereiro 07, 2004, 11:06:37 pm »
Público 2004/02/07

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Portugal vai enviar militares para o Afeganistão no segundo semestre deste ano. A participação militar portuguesa vai ser "limitada, mais em qualidade do que em quantidade", afirmou hoje o ministro da Defesa, Paulo Portas. O PS impõe condições para o envio de tropas e o BE exige um debate de urgência no Parlamento. O Presidente Sampaio disse já ter dado o seu aval.

"O nosso contributo vai ser nas áreas de controlo e segurança aérea no aeroporto de Cabul [capital afegã], com dez militares, podendo ainda haver um lugar de Estado-Maior", disse o ministro Paulo Portas, em Munique, onde se encontra a participar numa conferência internacional sobre política de segurança.

Também de acordo com o governante, foram detectadas algumas lacunas na participação da NATO na Força de Estabilização do Afeganistão (ISAF), sob os auspícios das Nações Unidas, pelo que os países membros da Aliança decidiram entre si encontrar soluções para colmatar essas deficiências.

"Portugal, que era o único país da NATO a não participar na ISAF, decidiu contribuir com elementos especializados no controlo e segurança aérea, correspondendo a uma necessidade da Aliança", disse Paulo Portas.

"A participação portuguesa vai ocorrer no segundo semestre deste ano e torna-se orçamentalmente possível porque nessa altura estará reduzida a presença dos militares portugueses em Timor-Leste", frisou o ministro da Defesa.

"Esta missão no Afeganistão é importante no combate ao terrorismo, é importante para estabilizar a situação naquele país e é importante para a credibilização da Aliança", sublinhou.

Hoje de manhã, em Sintra, o Presidente da República, Jorge Sampaio, disse ter dado o seu aval à presença militar portuguesa no Afeganistão, no âmbito da missão da NATO, durante um contacto telefónico com o primeiro-ministro, Durão Barroso, quando se encontrava em visita de Estado à Noruega, esta semana.

Segundo o chefe de Estado, trata-se de uma decisão que considera "correcta no contexto da NATO, pois trata-se de uma operação da NATO aprovada no contexto internacional".

Gabinete de Portas estranha reacção de Ferro

Uma fonte do gabinete de Paulo Portas estranhou, entretanto, o comentário do líder socialista, Ferro Rodrigues, a esta participação de militares portugueses no Afeganistão.

Em Madrid, onde se encontra a participar numa reunião da Internacional Socialista, o secretário-geral do PS condicionou o eventual envio de militares portugueses para o Afeganistão se essa missão da NATO se realizar com o aval das Nações Unidas.

"É incompreensível essa posição, pois foi no anterior Governo, de António Guterres, que Portugal decidiu participar na operação no Afeganistão", comentou.

Contudo, interrogado pelos jornalistas sobre este assunto, Ferro Rodrigues alegou não possuir conhecimento oficial do eventual envio dessa missão militar portuguesa no âmbito da NATO.

No entanto, o secretário-geral do PS deixou uma advertência ao Executivo de Durão Barroso. "A única coisa que posso dizer é que o PS só aprova a presença de militares portugueses em acções com o aval das Nações Unidas", frisou o líder do PS.

BE quer ouvir Portas e Teresa Gouveia no Parlamento

Já o Bloco de Esquerda (BE) exigiu a realização de um debate de urgência na Assembleia da República, com a presença dos ministros Paulo Portas e Teresa Gouveia, sobre o possível envio de soldados portugueses para o Afeganistão.

O deputado do BE Francisco Louçã afirmou que os ministros da Defesa Nacional e dos Negócios Estrangeiros "têm de explicar urgentemente" o que se passa sobre o envio de uma missão militar para o Afeganistão.

"O envio de militares portugueses tem de ser controlado pela Assembleia da República", salientou Francisco Louçã, que se opôs a qualquer presença, "mínima ou máxima", de soldados portugueses no Afeganistão.

"A ocupação do Afeganistão [pelas forças da NATO] acabou por se transformar num desastre absoluto. As cidades afegãs estão dominadas, mas o país continua preso e flagelado por confrontos entre os senhores da guerra", justificou o deputado bloquista.

Sobre os alegados "senhores da guerra" no Afeganistão, Louçã referiu que "os mais perigosos são precisamente aqueles que foram aliados dos Estados Unidos durante o período de ocupação soviética", na década de 80.

Francisco Louçã invocou também dados das Nações Unidas segundo os quais o Afeganistão passou a representar 75 por cento da produção mundial de ópio, quando antes da ocupação da NATO esse valor não ultrapassava os quatro por cento.

Ainda para rejeitar a presença de militares portugueses no Afeganistão, o dirigente do BE sustentou que o país "elaborou uma Constituição em que se assegura um Estado religioso islâmico".

"Os nossos soldados não podem ir defender uma paz podre de um país produtor de ópio e dominado por fundamentalistas", declarou ainda.

O envio de militares portugueses para o Afeganistão foi noticiado hoje pelo semanário "Expresso", que referia que Portugal deverá participar na missão da NATO em território afegão "com uma presença simbólica de alguns elementos no aeroporto de Cabul".

De acordo com o jornal, a força portuguesa incluirá "controladores aéreos, meteorologistas e bombeiros militares", significando "o patamar mais baixo do envolvimento do país naquela operação".

A intervenção militar da NATO no Afeganistão, na sequência dos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001 nos EUA, foi aprovada pelo Governo português, então chefiado pelo socialista António Guterres.


Destaco aqui a típica irresponsabilidade dos partidos de esquerda.
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Ricardo Nunes

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« Responder #1 em: Fevereiro 08, 2004, 10:45:15 pm »
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"A única coisa que posso dizer é que o PS só aprova a presença de militares portugueses em acções com o aval das Nações Unidas"

 :roll:
Penso que está mais do que presente que a presença de forças da NATO ( que para todos os efeitos seriam as mesmas forças da UN - mudava só o nome ) é claramente positiva. Especialmente quando se considera que, ao contrário do Iraque, o conflito no Afeganistão foi um bom esforço na guerra contra o terrorismo, na sua vertente militar e de acção directa.



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"Os nossos soldados não podem ir defender uma paz podre de um país produtor de ópio e dominado por fundamentalistas"


O que Francisco Louçã quer dizer é que não devemos mandar os nossos soldados mas sim o pessoal do BE! Um país produtor de ópio aquela escala e fundamentalista, é o sonho de qualquer bloquista! Ora bolas!
E quem sabe, ainda veremos o senhor da guerra Dostun e o sr. Louçã, os 2 abraçados, ao por-do-sol com o seu charrito...  :twisted:

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komet

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« Responder #2 em: Fevereiro 09, 2004, 04:23:49 pm »
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O que Francisco Louçã quer dizer é que não devemos mandar os nossos soldados mas sim o pessoal do BE! Um país produtor de ópio aquela escala e fundamentalista, é o sonho de qualquer bloquista! Ora bolas!
E quem sabe, ainda veremos o senhor da guerra Dostun e o sr. Louçã, os 2 abraçados, ao por-do-sol com o seu charrito...


ROFL, agora estiveste muuuuuuito bem  :lol:




PS: Os derivados do ópio nao se fumam  :P
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papatango

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« Responder #3 em: Fevereiro 10, 2004, 10:41:57 pm »


O Afeganistão está um pouco fora daquilo que é o normalmente aceite como aréa de influência do conceito de defesa nacional.

Só por causa das questões do combate ao terrorismo, ou melhor, ao combate ao anti-americanismo islâmico, é que o Afeganistão se pode colocar na lista.

De qualquer forma, uns dez controladores aéreos não vão fazer mossa.

A questão de Timor infelizmente é muito mais complicada que o que parece, e neste momento o problema não parecem ser as milicias da Indonésia, que neste momento tem outros problemas.

Cumprimentos
« Última modificação: Fevereiro 16, 2004, 12:57:17 am por papatango »
 

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emarques

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« Responder #4 em: Fevereiro 11, 2004, 04:15:39 am »
Citação de: "komet"
PS: Os derivados do ópio nao se fumam  ;)

Quanto ao envio de tropas para o Afganistão (sim, foi de propósito, acho que o e não está ali a fazer nada :P), só mesmo para lembrar aos outros membros da NATO que ainda estamos aqui... Assim, o Portas já pode responder ao chanceler alemão que sim, que Portugal também tem um contingente no Afganistão.
Ai que eco que há aqui!
Que eco é?
É o eco que há cá.
Há cá eco, é?!
Há cá eco, há.
 

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Durão admite reforçar presença militar no Afeganistão
« Responder #5 em: Fevereiro 27, 2004, 09:12:33 pm »
Diário Digital 2004/02/27

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O primeiro-ministro, Durão Barroso, admitiu esta sexta-feira que Portugal poderá vir a reforçar a presença militar no Afeganistão no quadro da operação da NATO. O Executivo já decidiu que 10 militares da Força Aérea vão partir em missão para este país no quadro da ISAF. Esta partida está agendada para Junho.

Falando após um almoço de trabalho com o secretário-geral da NATO, Jaap de Hoop Scheffer, Durão Barroso afirmou que a presença portuguesa na ISAF (a missão da Aliança Atlântica para o Afeganistão) já está decidida, mas adiantou igualmente que o Governo está pronto «a analisar outros compromissos no quadro dos compromissos internacionais» de Portugal.
O PM realçou que o País «está com um envolvimento importante para a sua dimensão», mas quis deixar claro que poderão ocorrer mudanças.

«A missão (portuguesa) em Timor vai ser reduzida e é possível que se libertem recursos militares para empregar noutros teatros», disse Barroso.

O PM faz ainda depender esse reforço militar luso no Afeganistão de alterações que se possam produzir nos Balcãs, onde a UE vai dar lugar à NATO e onde Portugal deverá mater um nível de participação.

«Temos de ver no quadro deste novo redesenho o que poderemos destinar ao Afeganistão», concluiu.

O secretário-geral da NATO está a fazer uma ronda pelos países europeus para avaliar a disponibilidade dos aliados da Aliança Atlântica em contribuir para a ISAF. «A missão tem de ser um sucesso», sintetisou Hoop Scheffer.
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