Sector Florestal/Mobiliario

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Malagueta

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Sector Florestal/Mobiliario
« em: Abril 18, 2012, 10:40:21 am »
Grupo Catarino investe 6 milhões em unidade industrial


O Grupo Catarino, sediado em Febres, Cantanhede, anunciou hoje um investimento de seis milhões de euros na unidade industrial que vai produzir o lançamento de uma nova marca de madeira termo-modificada.
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De acordo com um comunicado do grupo empresarial, a marca Atlantic Wood, hoje lançada no mercado, é uma madeira termo-modificada (sujeita a um processo de tratamento térmico que melhora a estabilidade e durabilidade) para aplicação em soalhos exteriores, pavimentos e revestimentos.
 
O processo de produção, "tecnologicamente avançado", faz uso de calor e vapor de água, resultando numa madeira com "maior durabilidade contra fungos, mais estabilidade dimensional e 100 por cento ecológica, já que não utiliza qualquer composto químico com efeitos nocivos para o ambiente", garante o comunicado.
 
A nova marca está a ser produzida na Santos & Santos Madeiras, empresa fornecedora de madeira para a construção civil, que esteve na génese, em 1949, da criação do Grupo Catarino e que conta com mais de seis décadas de experiência na serração e transformação daquela matéria-prima, adianta.
 
A nova unidade de produção obrigou a um investimento de cerca de seis milhões de euros num complexo com 17 mil metros quadrados, que integra unidades de destroçamento de biomassa, tratamentos e segunda transformação de madeira.
 

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miguelbud

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Re: Sector Florestal/Mobiliario
« Responder #1 em: Abril 26, 2012, 12:08:36 pm »
Talvez devesse colocar isto no tópico da construçao, mas como as casas serao construídas no norte do país e serao em Madeira, este parece-me mais apropriado.

Arquitectos de Viana já estão a produzir a MIMA House

Após um período de sistematização de processos para definir a "forma mais rápida de produção" e o método "mais eficiente de transporte e montagem" foi encontrada a parceria certa. O conceito de habitação está em condições de começar a ser produzido, em série, em menos de dois meses, numa fábrica do Norte do país. Com o arranque da fase de produção os dois arquitectos admitem a necessidade de contratação de vários especialistas face ao volume de encomendas.

A MIMA House foi beber inspiração à arquitectura tradicional japonesa e com a arte e engenho de Mário Sousa e Marta Brandão, adequada ao estilo de vida das sociedades modernas. Os interessados em viverem a experiência de uma casa MIMA podem fazê-lo no primeiro showroom do país que os dois arquitectos abriram no fim-de-semana em Viana. "Será um quarto em que vão conseguir ter uma ideia do que será a casa, tocando, percebendo o que são as paredes internas e externas", explicou Marta Brandão.

O produto tornou-se famoso através da Internet. O sucesso do projecto foi consolidado, em Março, com o prémio Building of the Year, do famoso site de arquitectura ArchDaily. O conceito assenta num modelo com uma área de 18 a 36 metros quadrados, mas toda a concepção pode ser alterada, porque no interior da casa existem calhas metálicas que permitem colocar ou retirar paredes amovíveis, adicionando ou subtraindo divisões à casa ou oferecendo-lhe um carácter de open space.

A MIMA é composta, sobretudo, por materiais de madeira maciça e por janelas de vidro duplo, assente numa estrutura de pilar e viga com um espaço fixo. Tudo o resto são paredes com painéis e peças modulares personalizadas pelo cliente. Sobre as janelas ou sobre as paredes podem ser colocados (e trocados) painéis coloridos, na mesma lógica de personalização.

O preço-base ronda os 39 mil euros. No entanto, o que pode fazer variar o custo final é, precisamente, a possibilidade de o cliente personalizar a casa. A dupla quer combater a ideia de que a "arquitectura é um objecto de luxo" a que poucos têm acesso. "Mantendo a qualidade arquitectónica, que para nós é o mais importante, tentámos criar um produto mais económico que mantivesse as qualidades espaciais e construtivas, contornando as questões do tempo e das legalizações, porque já responde aos parâmetros", explicou Marta Brandão.

http://www.publico.pt/Local/arquitectos ... se-1543224
 

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miguelbud

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Re: Sector Florestal/Mobiliario
« Responder #2 em: Janeiro 27, 2014, 08:24:34 pm »
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Empresa da Maia mobila palácio presidencial do Turquemenistão

A Frato ganhou concurso da construtora francesa Vinci, no valor de um milhão de euros, para fornecer o novo equipamento de mobiliário usado pelas autoridades de Ashgabat.

Uma empresa da Maia, especializada em mobiliário de luxo, completou este mês o contrato de fornecimento de todo o equipamento amovível para o palácio de Gurbanguly Berdimuhammedow, presidente do Turquemenistão, e também para o novo edifício de 55 mil metros quadrados de área coberta, que alberga os principais ministérios e serviços estatais desta república da Ásia Central, como as tutelas do petróleo e gás, da agricultura, saúde e cultura.

Segundo adiantou ao Negócios o CEO da Frato, Carlos Santos (foto em baixo), o contrato de produção e montagem de mobiliário no Palácio Oguzkhan, no valor de um milhão de euros, foi firmado em Junho com a Vinci Construction, a unidade de construção que vale 50% do volume de negócios do grupo que ganhou a privatização da ANA, cuja facturação anual ronda os 32 mil milhões de euros. Apresentada aos franceses pela arquitecta local responsável pelo projecto – e que já era cliente da Frato –,  na fase final a indústria nortenha acabou por superar a concorrência italiana e eslovaca.

“A Vinci é um cliente exigente. Foi a primeira vez que trabalhámos com eles e foi muito positivochegar ao final deste processo sem mácula. Apesar de não termos ficado com a parte de projecto, de desenho, de arquitectura, sentimo-nos capazes de o fazer no futuro. E queremos aliar a capacidade produtiva, de montagem e de gestão de projecto a essa parte criativa”, descreveu Carlos Santos, garantindo que já está “a preparar novos projectos” e que há “fortes probabilidades de conseguir coisas novas com eles”.

Para a empresa maiata, que exporta 98% da produção para 47 países – “muitos deles fora da rota habitual de comércio português” –, mais do que a instalação da mercadoria na capital do Turquemenistão, o “mais difícil” acabou por ser a própria negociação prévia com a Vinci, que “é muito exigente contratualmente”. “Tivemos dificuldades com as garantias bancárias que apresentamos. Numa fase inicial, devido ao ‘rating’ da República [portuguesa], não foram aceites. Foi um entrave à negociação mas conseguiu-se ultrapassar”, detalhou Carlos Santos.

Após fechar o ano de 2013 com uma facturação de 2,5 milhões de euros (mais 140% face ao período homólogo), o empresário que criou com a esposa esta marca que compete com as “globais” Fendi Casa, Armani Casa ou Ralph Lauren Home avançou com um projecto autónomo focado no segmento não residencial, que representa anualmente 10% a 20% do volume de negócios.

A Idezi Concept está a ser apresentada ao mercado na feira “Maison & Objet”, que decorre até terça-feira em Paris, propondo aos clientes um serviço integrado, desde o projecto de arquitectura até à decoração de interiores, sobretudo para hotéis, restaurantes e aeroportos. Apesar de contar com uma estrutura própria, Santos acredita que a nova empresa vai beneficiar das sinergias com a Frato.

Esta parceria entre as duas marcas do grupo passará pelos recursos humanos, técnicos e produtivos – parte dos materiais terão produção própria e o restante será subcontratado a empresas da região –, assim como nos contactos profissionais já existentes a nível internacional. Um dos projectos emblemáticos na carteira da empresa portuguesa foi com a cadeia de hotéis "Four Seasons", que especificou a Frato para mobiliário, estofo e iluminação nas zonas públicas da unidade de Moscovo, que abrirá em 2014.
http://www.jornaldenegocios.pt/empresas ... istao.html
 

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Lusitano89

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Re: Sector Florestal/Mobiliario
« Responder #3 em: Abril 04, 2014, 01:30:22 am »
Portugal volta a investir em resina


Os produtores portugueses estão a voltar a investir na resina. O interesse nesta matéria-prima - da qual Portugal foi já o segundo maior exportador do mundo e o maior da Europa, sendo actualmente o segundo maior importador - é tal que, em Janeiro, foi apresentada a primeira associação que reúne resineiros e industriais. A ResiPinus - Associação de Destiladores e Exploradores de Resina surge numa altura em que a China, um dos grandes produtores mundiais de resina, começa a deixar de ter capacidade de resposta para as necessidades do mercado interno, explicou ao SOL Pedro Cortes, um dos promotores do regresso da actividade a Portugal.

Este membro do grupo de trabalho que desenvolveu o projecto transfronteiriço Sust-Forest - que pretende explorar a conservação e o emprego rural no Sul da Europa através das multifuncionalidades da resina - explica que, em muitos casos, esta matéria-prima pode substituir o petróleo, “de forma mais sustentável e ecológica”.

“A China tinha resina dos seus pinheiros autóctones, mas começou a esgotar os seus recursos. O Brasil também tem uma produção intensiva que começa a estar em causa”, refere o especialista, justificando o aumento de 60% do preço da resina nos mercados internacionais com esta quebra na produção. “Portugal já foi um grande exportador, nas décadas de 60 e 70, o maior da Europa, com uma produção de mais de 100 mil toneladas. Hoje temos cerca de dez mil. Existe um grande potencial de crescimento do sector”.

Portugal deixou de ter capacidade para competir quando se deu o boom da produção de resina na China, que conseguia preços mais baixos. “Além disso, tivemos o boom da construção civil e houve um abandono da actividade”, explica Pedro Cortes. Mas agora, acrescenta, “o mercado está a mexer”.

Daí o surgimento da primeira organização do sector, para “defender os interesses conjuntos dos resineiros e dos industriais”, referiu ao SOL Joaquim Pinheiro, da ResiPinus, lembrando que este sector tem estado “um pouco abandonado”, já que “as leis referentes à resina são dos anos 50”.

Apoios para vigiar floresta

A ResiPinus está, neste momento, a ultimar um documento para entregar à tutela, a Secretaria de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, reivindicando o apoio do Estado aos serviços prestados pela actividade da resinagem. Um dos argumentos de peso é a permanência constante de resineiros na floresta durante os meses mais quentes, ou seja, na época de incêndios, permitindo a abertura de caminhos e a limpeza da floresta. “Ninguém vai à floresta com a recorrência de um resineiro. Tem de ser feita uma incisão em cada pinheiro, de duas em duas semanas”, concretiza Pedro Cortes, do grupo de trabalho da resina. O documento deverá ser entregue à tutela já na próxima semana.

O interesse no sector justifica-se ainda pela “garantia de escoamento do produto” e pela garantia de empregos em zonas rurais onde eles menos existem, uma vez que “a resina requer bastante mão-de-obra”.

“A resinagem é muito provavelmente a actividade com maior intensificação de ocupação de mão-de-obra por área, pois em condições com potencial pode ocupar um operador durante seis a nove meses por cada 20 a 30 hectares de floresta”, garantem os responsáveis da ResiPinus.

Mas, para haver um regresso à actividade, “é necessário haver pinho”, nota Adelino Ferrador, também membro da ResiPinus e industrial que processa cerca de mil toneladas de resina por ano. “Só vejo investimento e apoio às plantações de eucaliptos. Os produtores cortam os pinheiros e metem eucaliptos”, lamenta, lembrando que um pinheiro demora cerca de 30 a 40 anos a dar resina.

Jorge Lameira, que trabalha “há quase 50 anos” na resinagem, explica também que o principal problema é o grande proprietário dos pinhais, o Estado. “Fazem-se concursos públicos, mas o Estado nunca publica os resultados a tempo. Depois se nos atrasarmos a tirar a resina, somos multados”, queixa-se, especificando que está neste momento à espera do resultado de um concurso para começar a resinagem de uma mata que deveria ter sido iniciada em Março, decorrendo a campanha até Novembro.

Quanto aos rendimentos, o resineiro é peremptório: “Não é fácil. Cada pinheiro dá, em média, cerca de 2,5 kg de resina por época, quatro se for muito bom”.

Em Portugal, que importa 90% da resina que utiliza, existem cerca de 500 resineiros e dez industriais que fazem a primeira transformação.

A ResiPinus pretende organizar e defender os interesses de todo o sector. Outro objectivo é ser “um parceiro activo das instituições que gerem o ordenamento do território e o desenvolvimento rural”, como explica Joaquim Pinheiro.

As reivindicações do sector foram também apresentadas na Comissão Europeia em Julho.

Onde é usada a resina:

Alimentação: Pastilhas, gomas e equipamentos para agricultura

Indústria: Aplicações e sacaria industriais

Construção: Isolamento, tubagens e chapas

Vestuário: Ténis, revestimento de roupas e sapatos

Medicina: Implantes de ossos artificiais

Sintéticos: Cola, verniz, elásticos, perfumaria, cremes, pneus

Aplicações: Pulseiras de relógio, suturas, capacetes de segurança, lentes, filmes fotográficos, isoladores

SOL
 

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Lusitano89

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Re: Sector Florestal/Mobiliario
« Responder #4 em: Setembro 18, 2014, 06:03:07 pm »
Serra da Estrela relança setor da resina


A Serra da Estrela está a relançar a atividade da resinagem - que consiste na extração da resina dos pinheiros -, uma aposta que deverá "contribuir para a criação de postos de trabalho e para a limpeza e proteção da floresta".
 
Em declarações à Lusa, David Bizarro, um dos responsáveis pelo projeto, explica que este relançamento se insere numa iniciativa do Baldio da Freguesia de Cortes do Meio, na Covilhã, que tem a seu cargo a gestão de uma área florestal superior a 450 hectares situada em pleno Parque Natural da Serra da Estrela.
 
Além de gerar emprego e de ajudar a salvaguardar uma extensão considerável de espaços verdes, a associação covilhanense pretende também "promover a criação de receitas próprias" através desta atividade.
 
"Este setor pode ter várias mais-valias e oportunidades", não só "porque a resina tem cada vez mais procura (utiliza-se em vários produtos, como os cosméticos ou as pastilhas elásticas)", mas também "porque é uma oportunidade para criar postos de trabalho e simultaneamente para contribuir para a limpeza e preservação da nossa floresta", justifica David Bizarro.
 
Segundo o responsável, o projeto do Baldio da Freguesia de Cortes do Meio está "numa espécie de ano zero", desconhecendo-se ainda as receitas que poderá gerar, mas o objetivo "é que permita pagar salários e até aumentar o número de postos de trabalho".
 
Até ao momento, e em colaboração com o Instituto de Emprego e Formação Profissional, a iniciativa já permitiu empregar três pessoas, que receberam formação específica no sentido do desenvolvimento desta atividade.
 
A formação foi realizada por resineiros de Trás-os-Montes, região que tem desenvolvido com maior incidência esta atividade. "É verdade que na década de 1970 a resinagem chegou a ser uma das principais atividades económicas nacionais, mas atualmente na região estava absolutamente abandonada, pelo que para termos formação no terreno tivemos de ir buscar três resineiros de Trás-os-Montes", esclarece David Bizarro.
 
Bizarro acrescenta ainda que, atualmente, a resina recolhida nos Cortes do Meio está a ser vendida a uma empresa de aglomerados de madeira com uma fábrica no Fundão.
 
O projeto está em vigor desde Abril e decorrerá "pelo menos até Dezembro", altura em que a atividade deverá ser interrompida. Posteriormente o Baldio dos Cortes do Meio  ambiciona manter os postos de trabalho, encaminhando os novos resineiros para outras atividades necessárias na proteção da floresta.

Boas Notícias
 

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Lusitano89

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Re: Sector Florestal/Mobiliario
« Responder #5 em: Abril 28, 2015, 03:47:05 pm »
Universidade de Aveiro desenvolve o primeiro drone de monitorização de florestas




É o primeiro drone preparado para monitorizar o estado da saúde das áreas florestais. Desenvolvida na Universidade de Aveiro (UA) a tecnologia acoplada ao veículo aéreo não tripulado (VANT) permite avaliar o grau de impacto de vários fatores de stress numa área florestal, seja os causados pela falta de água ou de nutrientes, seja os provocados por doenças ou ataques de insetos e fungos.

O projecto, que numa primeira fase pretende mudar o paradigma da monitorização das florestas, que quando realizada é morosa e feita por técnicos no terreno, está já pensado para posto ao serviço de explorações agrícolas.
 
«Nesta primeira fase, desenvolvemos um sistema para a monitorização de plantações de eucalipto, tendo em conta a relevância económica destas plantações, não só em Portugal mas também em muitas outras regiões do mundo como, por exemplo, em Brasil», revela Jan Jacob Keizer, investigador do Departamento de Ambiente e Ordenamento (DAO) da UA.

A aposta no eucalipto, explica o coordenador do projecto na UA, justifica-se por este ser «a espécie florestal dominante em Portugal representando mais de 6 por cento do total da superfície florestal, perfazendo 812 mil hectares». Também no Brasil, «em 2012, a área ocupada por florestas plantadas de eucalipto totalizava mais de 5 milhões de hectares, o que representa 70,8 por cento do total de florestas brasileiras plantadas». Áreas fácil e rapidamente perscrutadas pelo drone da UA que consegue monitorizar 50 mil metros quadrados a cada 10 minutos.

A tecnologia desenvolvida por uma equipa de investigadores não só do DAO como também dos departamentos de Biologia e Química e da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda, baseia-se num «sistema de monitorização em que imagens multiespectrais [imagens adquiridas em diferentes comprimentos de onda que resultam na captura separada de cores] são adquiridas através de um VANT de asa rotativa com propulsão elétrica que transportará um sensor multi-espectral». As imagens, explica Jan Jacob Keizer, são depois utilizadas «para quantificar, de forma espacialmente explícita, o grau de impacto de vários fatores de stress no crescimento tanto de uma plantação como um todo como de árvores individuais».

Os VANT da UA podem ser enviados em missão sob solicitação dos produtores florestais, «podendo monitorizar, de forma expedita, alterações no coberto florestal». Por exemplo, explica Jan Jacob Keizer, num voo pode-se «avaliar a eficácia de um tratamento contra uma praga ou determinar a mortalidade de plantas recentemente plantadas após dias de geada ou de seca».

O sistema de informação preconizado na tecnologia desenvolvida na UA, antevê o investigador, «implicará uma mudança de paradigma na monitorização de plantações florestais geridas de forma intensiva». Este sistema, acrescenta, «será uma ferramenta eficaz, permitindo aos mesmos técnicos melhorar a produtividade e a sustentabilidade das plantações sob a sua gestão».

O trabalho dos investigadores da UA está inserido no projeto Low-flying Unmanned Aerial Forest Monitoring System (LUNA), uma Iniciativa QREN (do FINANCIAMENTO UE/FEDER, através do COMPETE - Programa Operacional Factores de Competitividade), e envolve uma parceria com a empresea GeoAtributo especializada na gestão e ordenamento do território.

Diário Digital
 

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Lusitano89

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Re: Sector Florestal/Mobiliario
« Responder #6 em: Junho 19, 2015, 12:47:18 am »
Colmeias ajudam carpintarias a superar crise na construção civil


A apicultura está a ajudar carpintarias de todo o país a superar a crise na construção civil, com um número crescente destes estabelecimentos a dedicarem-se à construção de colmeias, revelou hoje a federação do sector.

"Grande parte das carpintarias que estavam a trabalhar na construção civil, neste momento, no país, estão a trabalhar no fabrico de colmeias", avançou à Lusa o presidente da Federação Nacional dos Apicultores de Portugal (FNAP), Manuel Gonçalves.

O dirigente garantiu que os números comprovam a constatação, tendo em conta que em Portugal havia "uns 10 construtores oficiais" de colmeias "e, neste momento há cerca de 30 a 35".

Manuel Gonçalves exemplificou com a zona centro do país, com "12 fabricantes onde só havia um".

"É um indicador que diz que na verdade o sector apícola está a crescer", sustentou.

O aparecimento destas unidades de fabrico de material agrícola é também, segundo o dirigente, revelador do crescimento do sector que conta actualmente com perto de 700 mil colmeias e com um ritmo de instalação que perspectiva chegar "brevemente a um milhão".

A federação antecipa 2015 como "um ano normal" para a produção nacional de mel que supera as nove mil toneladas e que deverá reflectir o aumento do efectivo apícola entre 10 a 12 por cento, quase o triplo da média dos últimos anos,

O presidente da FNAP acredita que 2015 será "um ano de um salto maior" para o sector que tem vindo sempre a crescer e com mais potencial de expansão com a procura a superar em 40 por cento a oferta.

O preço pago ao produtor cresceu nos últimos três anos na ordem dos 15 por cento e nos últimos cinco anos, o que cada apicultor produz quase duplicou.

Manuel Gonçalves indicou ainda que "enquanto a nível europeu o número de colmeias por apicultor é de 150", em Portugal "nenhum apicultor profissional tem menos de 350 colmeias".

O valor do sector apícola na economia portuguesa está avaliado em mais de 50 milhões de euros e o próximo desafio da federação é criar uma estrutura como uma intersindical que explora a mais-valia actualmente perdida na venda a granel, que representa cerca de 70 por cento das exportações nacionais de mel.

A prioridade da FNAP é conseguir agregar os agrupamentos e produtores para fazer chegar ao mercado externo este produto com a marca Mel Portugal, sem prejuízo para os méis certificados existentes no país, nomeadamente os com Denominação de Origem Protegida (DOP) que fazem parte de outro nicho de mercado, como explicou o dirigente.

Para os novos desafios o sector conta agora também com o recém-criado Centro de Competências da Apicultura e da Biodiversidade instalado em Castelo Branco.

Lusa
 

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tenente

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Re: Sector Florestal/Mobiliario
« Responder #7 em: Agosto 09, 2020, 08:03:33 am »
É o que temos, cambada de politicozecos da trampa.

Árvores crescem no Pinhal de Leiria mas lamenta-se a falta de meios

Há milhares de pinheiros a crescer na Mata Nacional de Leiria, três anos após o incêndio que destruiu 86% da floresta da Marinha Grande. O Estado fala numa elevada taxa de regeneração, mas no terreno há críticas, pedindo-se mais meios.


Muitas estão escondidas entre outra vegetação, alguma autóctone e também invasora, mas há já novas árvores que dão pelo joelho. É, finalmente, um sinal de esperança para a recuperação da floresta conhecida como Pinhal de Leiria ou Pinhal do Rei, propriedade do Estado. 

Em outubro de 2017, o fogo consumiu 9.400 dos seus 11.000 hectares, cerca de 86% da área arborizada. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) diz que a execução do Plano de Investimentos Matas Públicas do Centro e Litoral, que inclui a Mata Nacional de Leiria, vai permitir até 2022 a arborização de 2.400 hectares desta área e o acompanhamento da regeneração natural de 6.400 hectares.

Segundo o vogal do Conselho Diretivo do ICNF Nuno Sequeira, as taxas de sucesso "na generalidade das áreas arborizadas [em regeneração] são superiores a 80%", o que "é animador e permite ver algumas zonas com lançamentos de crescimento muito relevantes".

"Se formos ver algumas áreas onde foram plantadas folhosas, naturalmente a taxa de sucesso é inferior; se calhar teremos taxas de sucesso de 30%. Na generalidade da área, em termos globais, seguramente que a taxa de sucesso que estamos a ter nestas rearborizações andará, e muitas vezes ultrapassa, os 80%", indica à Lusa.

Mas, em pelo menos 1.000 hectares - 15% dos 6.400 hectares em que se espera a recuperação natural - será necessário um esforço suplementar "com reforço de arborização".

A Quercus, que com diversos parceiros plantou cerca de 60 mil árvores em 60 hectares do Pinhal de Leiria, também identifica sinais positivos: "Vejo as forças políticas e a sociedade mais focadas nisto. Vejo com bons olhos a recuperação do Pinhal de Leiria, mas temos de estar atentos", diz a presidente da associação ambientalista.

Num dos quatro talhões apadrinhados pela Quercus, Paula Nunes Silva fica feliz ao encontrar pinheiros juvenis, a crescer num modelo semelhante ao defendido pelo ICNF. "A regeneração natural é importantíssima, é a forma mais segura de sabermos que os pinheiros estão bem adaptados e a crescer. Temos de esperar. A natureza tem os seus tempos", refere, explicando que "a semente no solo pode demorar até cinco anos a nascer".

No que se refere à plantação de árvores, de há três anos para cá apenas se reflorestaram 1.000 hectares, ou seja, cerca de 10%. São suficientes?

"Tendo em conta que podemos aproveitar a regeneração natural e devemos esperar estes dois, três anos, é um bom método. Foi o possível, suficiente não é", diz a presidente da Quercus.

É por isso que a presidente da Câmara da Marinha Grande reclama mais meios. O Pinhal de Leiria "tem uma regeneração própria e já se veem muitos pinheirinhos a nascer, mas, sublinha, a parte da reflorestação "está a ser demasiado lenta".

É com tristeza, acrescenta, que se olha para o pinhal e não se vê o que se desejava nesta altura.

No final de junho, a autarca eleita pelo PS viu o seu partido chumbar no parlamento a proposta de outras forças partidárias para reforço de meios do ICNF no pinhal.

"O que pedimos - e que, acredito, também o PS peça - é que haja meios, haja pessoas, haja um maior investimento, haja um maior financiamento e haja também alocado, do Orçamento do Estado, uma verba que seja considerada necessária para que essa reflorestação e esse trabalho seja feito", afirma.

Mais crítico é o Observatório do Pinhal do Rei, que junta especialistas de diversas áreas. O geógrafo José Nunes André é um deles e considera mesmo que o ICNF deveria ser substituído.

"As entidades competentes, neste caso o Governo, têm de pensar em arranjar outra entidade que superintenda o Pinhal de Leiria e as matas litorais, porque o ICNF ou não tem pessoal ou não tem verbas ou não tem competência", considera.

O ponto da situação do trabalho no Pinhal de Leiria, lamenta, "não será nulo, mas é muito pouco".

Nuno Sequeira, do ICNF, avisa que é preciso esperar o resultado dos trabalhos: "Temos intervenções previstas e já em execução na área ardida e na área não ardida. Temos até 2022 cerca de cinco milhões de euros já realizados e contratualizados, seja em rearborização, seja em intervenções de controlo de invasoras lenhosas ou até em mosaicos de parcelas de gestão de combustível, e até 2024 teremos mais 2,5 milhões de euros de intervenção planeada".

A autarca da Marinha Grande sonha com um Pinhal de Leiria "com árvores frondosas, árvores bonitas, com os cursos de água na mesma a passarem por entre ele". Porém, Cidália Ferreira terá de dar tempo ao tempo, diz o representante do ICNF.

É possível ver a natureza a recuperar, lembra, apesar de ainda não se ter um povoamento adulto e de não ser este o pinhal que se deseja e ambiciona.

"Mas uma coisa é segura: quando houve a arborização destas matas [...], quem as plantou na altura também tinha a certeza e a convicção de que só os filhos é que veriam as árvores com a dimensão que nós desejamos e a que estávamos habituados", diz Nuno Sequeira.

A presidente do município entende ainda que deve haver da parte do ICNF "mais cuidado na manutenção". "É importante que os nichos que ficaram no nosso Pinhal do Rei possam ter uma atenção especial. Se as árvores vão levar tantos anos a crescer, há que criar também outras zonas que possam ser aprazíveis", afirma.

A nível climático, José Nunes André identifica, como impacto do grande incêndio de 2017 e o abate das árvores, "ventos fortes nas zonas limítrofes do pinhal". Também teme o efeito na erosão das dunas: "O cordão dunar frontal está a desaparecer. Já estava com a erosão marinha e, agora, com a erosão eólica, pela falta do pinhal, mais ainda", alerta.

A perda de biodiversidade, nomeadamente no ribeiro de S. Pedro de Moel, é também é criticada pelo Observatório do Pinhal do Rei. José Nunes André aponta que "os eucaliptos centenários que estavam lá, ao arderem, expandiram as sementes para as zonas envolventes", sem que o ICNF tenha agido.

O representante do ICNF admite que "em tudo se pode sempre dizer que havia aspetos que podiam ser feitos da maneira A, B ou C", mas em última análise, diz, quem gere tem de tomar uma decisão.


https://www.noticiasaominuto.com/pais/1561213/arvores-crescem-no-pinhal-de-leiria-mas-lamenta-se-a-falta-de-meios

Abraços
« Última modificação: Agosto 09, 2020, 09:11:06 am por tenente »
 

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Viajante

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Re: Sector Florestal/Mobiliario
« Responder #8 em: Agosto 09, 2020, 02:20:30 pm »
Ou seja, o Pinhal regenera-se 3 vezes mais rápido que o esforço mínimo (sem meios do estado) estatal!

O Pinhal de Leiria, até pelo histórico, merecia mais respeito! Mas as estéricas que apoiam esta geringonça já decretaram a morte do Pinheiro.....
https://sol.sapo.pt/artigo/604421/catarina-martins-ha-40-milhoes-de-eucaliptos-para-plantar-em-portugal-
(..."não basta abrir aceiros, é necessário que a composição da floresta deixe de ter manchas contínuas de eucalipto e pinheiro, que são altamente inflamáveis")