Comandos, diamantes, ouro e droga

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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #15 em: Novembro 09, 2021, 06:59:49 am »
Também e muita coisa deve ser enfiada nas bagagens pessoais.
Mas tem aqui muito peixe graúdo. No mínimo um Capitão já está lá metido.

Não é qualquer um que tem acesso às cargas RCA e descargas em Portugal.

Esse é o busílis da questão o facto dos militares e suas bagagens estarem isentos de rastreio, porque tal isenção provoca o sentimento de impunidade e, vai daí o começar a fazer estas merdas é um pulinho, o alcançar dinheiro fácil é uma tentação dos diabos, os banqueiros e os Politicos que o digam !

Pessoalmente não acredito que sejam só alguns elementos das Forças Portuguesas os que estão metidos neste tipo de tráfico, há de certeza, elementos de Forças de outras Nacionalidades enterrados nestes esquemas, agora que se descobriu o buraco e se começa a cavar mais fundo, a ver vamos quem vem por arrasto, o futuro o dirá,  !!!

Abraços
« Última modificação: Novembro 09, 2021, 07:29:52 am por tenente »


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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #16 em: Novembro 09, 2021, 07:48:47 am »
Além do potencial envolvimento de sargentos e oficiais do Exército, este tipo de tráfico será possível sem o envolvimento de elementos da FAP?
Talent de ne rien faire
 

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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #18 em: Novembro 09, 2021, 09:35:37 am »
Está criada a tempestade perfeita, depois de Tancos, morte no curso de comandos, messes da FAP e agora esta bomba....
Sabem o que vai acontecer não sabem ?

 

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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #19 em: Novembro 09, 2021, 10:14:33 am »
Estou fora do país, praticamente onde judas perdeu as botas e este caso apareceu noticiado aqui. Decidi verificar e vir até aqui ao fórum ver o "espirito".

No geral concordo com o que tem sido aqui dito sobre este caso. gostaria apenas de reter isto dito pelo caro forista Camuflage. Não crio que seja a opinião dele ou que esteja a usar isto como uma desculpa mas sim a sua pertinente observação para um problema de ideologia que afecta as nossas FA e FS e que está na causa deste tipo de comportamentos:

Citar
Recrutam pessoal de baixo calibre junto a bairros sociais, dão contratos temporários e depois de 6 ou 12 anos dão-lhes um chuto no cu, esperam que esta gente faça o quê? Acabam na GNR/PSP onde nunca vão subir ou como porteiros de discotecas integrados em grupos da pesada.

O que eu quero que essa gente faça é o mesmo que a esmagadora maioria dos que por lá passam e passaram fez e faz, ou seja, termina os contractos e segue a sua vida como um cidadão, com um trabalho honesto e lutando no dia a dia como qualquer outro que nunca por lá passou.
Ter prestado serviço militar não deve dar, nem tem que dar, privilégios nenhuns. Ir parar a uma GNR ou PSP não tem que significar promoções automáticas e só deve subir que é competente para tal e ponto!
É a total perversão do que é ser militar e de tudo o que isso significa, essa ideia de que se é uma casta à parte em que a sociedade lhes deve algo.

Infelizmente vejo esse tipo de ideologia dentro das nossas FA e FS. Umas FA e FS cuja esmagadora maioria a única coisa que fez na vida foi ser filho, completamente alheados do que é a dureza da vida, do que é ter de lutar dia a dia no trabalho, nas relações, no superar-se para chegar a uma posição acima e nas negas que a vida lhe está sempre a dar.

Acabe-se com esse esgoto, arranje-se maneira de voltar a ter um SMO mas com pés e cabeça (aqui onde estou é um bom exemplo disso). Este sistema de RC só veio aprofundar ainda mais a chaboca de lodo em que as nossas FA se vieram a tornar.


PS: Não deixo também de observar a piada que foi aquela espécie de manifestação no Dia do Exercito. Ou seja, o nr. de efectivos está como está, o treino e actividade operacional é uma piada, o equipamento e sistemas de armas deveria envergonhar-nos, a base de recrutamento é a que se vê mas o importante é as aparências. Porque se não cantamos ou desfilamos à "parafuzocomandofuckingspecialbadass" perdemos o órgão masculino e já não podemos combater.....
« Última modificação: Novembro 09, 2021, 10:20:22 am por FoxTroop »
 
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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #21 em: Novembro 09, 2021, 10:37:18 am »
Além do potencial envolvimento de sargentos e oficiais do Exército, este tipo de tráfico será possível sem o envolvimento de elementos da FAP?

NVF, é completamente possivel, as tripulações não são tidas nem achadas na segurança da aeronave em terra, nas bagagens dos pax, nem no conteudo da carga, pois são os elementos que procedem ao despacho do voo que lhes apresentam os manifestos de carga que contêm os artigos que as unidades a transportar mencionam !

Em ambos os casos, de droga e diamantes a confirmarem-se, mas em especial para os diamantes como o volume destes é extremamente pequeno só com rastreio muito eficaz é que seriam descobertos, já no caso dos estupefacientes, depende do volume transportado, mas mesmo que fossem umas dezenas de kilos, passariam despercebidos no meio das pallets de carga pois os pacotes/sacos whatever, seriam dessiminados por entre os items transportados. 

O rastreio de toda a carga, incluindo todo o armamento é fundamental que se faça, para evitar este tipo de situações.
Claro está a existir rastreio se houver conivência com o staff do aeroporto/base que efectua esse rastreio, lá vai a segurança por agua abaixo, e não há nada a fazer !

Abraços


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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #22 em: Novembro 09, 2021, 10:47:27 am »
Está criada a tempestade perfeita, depois de Tancos, morte no curso de comandos, messes da FAP e agora esta bomba....
Sabem o que vai acontecer não sabem ?

Se acontecer é mais uma estupidez que a ser concretizada apenas vai afectar ainda mais as parcas capacidades que o Exército ainda possui em termos de infantaria, neste caso de um tipo de tropa de elite que durante a sua existência e, EM  ESPECIAL DURANTE TREZE ANOS DE GUERRA, NAS ACÇÕES DE COMBATE EM QUE PARTICIPOU, TANTO DEU AO SEU PAÍS, HONRANDO O EXÉRCITO A QUE PERTENCE !!

Se acontecer o mesmo que está a acontecer ao SEF, extinguir uma unidade ou serviço, que engloba centenas de elementos por causa de uns quantos crápulas, vai ser um erro e dos muito Graves que só poderá ocorrer se quem dirige as FFAA, neste caso o Exército, não tiver bonsenso e, assim o decidir.
Nesse caso na minha opinião, será cometido um enorme erro, LESA EXÉRCITO, que é bem mais grave que os crimes que ocorreram !!!!

Que haja bonsenso nas decisões subsequentes, e não se confundam alhos com bugalhos !!!

Abraços
« Última modificação: Novembro 09, 2021, 10:53:01 am por tenente »


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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #23 em: Novembro 09, 2021, 10:53:32 am »
Estou fora do país, praticamente onde judas perdeu as botas e este caso apareceu noticiado aqui. Decidi verificar e vir até aqui ao fórum ver o "espirito".

No geral concordo com o que tem sido aqui dito sobre este caso. gostaria apenas de reter isto dito pelo caro forista Camuflage. Não crio que seja a opinião dele ou que esteja a usar isto como uma desculpa mas sim a sua pertinente observação para um problema de ideologia que afecta as nossas FA e FS e que está na causa deste tipo de comportamentos:

Citar
Recrutam pessoal de baixo calibre junto a bairros sociais, dão contratos temporários e depois de 6 ou 12 anos dão-lhes um chuto no cu, esperam que esta gente faça o quê? Acabam na GNR/PSP onde nunca vão subir ou como porteiros de discotecas integrados em grupos da pesada.

O que eu quero que essa gente faça é o mesmo que a esmagadora maioria dos que por lá passam e passaram fez e faz, ou seja, termina os contractos e segue a sua vida como um cidadão, com um trabalho honesto e lutando no dia a dia como qualquer outro que nunca por lá passou.
Ter prestado serviço militar não deve dar, nem tem que dar, privilégios nenhuns. Ir parar a uma GNR ou PSP não tem que significar promoções automáticas e só deve subir que é competente para tal e ponto!
É a total perversão do que é ser militar e de tudo o que isso significa, essa ideia de que se é uma casta à parte em que a sociedade lhes deve algo.

Infelizmente vejo esse tipo de ideologia dentro das nossas FA e FS. Umas FA e FS cuja esmagadora maioria a única coisa que fez na vida foi ser filho, completamente alheados do que é a dureza da vida, do que é ter de lutar dia a dia no trabalho, nas relações, no superar-se para chegar a uma posição acima e nas negas que a vida lhe está sempre a dar.

Acabe-se com esse esgoto, arranje-se maneira de voltar a ter um SMO mas com pés e cabeça (aqui onde estou é um bom exemplo disso). Este sistema de RC só veio aprofundar ainda mais a chaboca de lodo em que as nossas FA se vieram a tornar.


PS: Não deixo também de observar a piada que foi aquela espécie de manifestação no Dia do Exercito. Ou seja, o nr. de efectivos está como está, o treino e actividade operacional é uma piada, o equipamento e sistemas de armas deveria envergonhar-nos, a base de recrutamento é a que se vê mas o importante é as aparências. Porque se não cantamos ou desfilamos à "parafuzocomandofuckingspecialbadass" perdemos o órgão masculino e já não podemos combater.....


Fazer segurança ilegal fazem ainda enquanto militares, alguns deles. Veja-se o caso dos que o fazem no Avante.
Carácter sim. E também o recrutamento, tal como acontece nas FS.
Muitos vêm com as  suas ligações ao crime ou ligações privilegiadas a outros que andam no crime. Veja-se o exemplo de um GNR que andava nos assaltos e outras vezes emprestava a arma para os amigos de criação a usarem nos assaltos.
Mas o importante para os políticos são cotas e outras nuaces, não saber quem metem.

Mas foi o PR que andou a tirar selfis com 2 terroristas procurados.
Já antes as selfis com um cadastrado e família que agrediu duas mulheres São Tomenses do próprio Bairro e depois agrediu os policias lá chamados. E ainda outra selfi do sem abrigo duplo homicida. A correria pela palop ilegal que atirou o bebé no lixo.
Três casos de "não sabia" em pouco tempo e, alguns sem explicação que não seja subserviência. Azar ou coincidências, a verdade é que este País anda perdido de valores. E os exemplos vêm de cima.   
O PM disse agora que ninguém está isento da acção de justiça. Mais algo para rir dito por um cómico.
Os exemplos entram pelos olhos dentro.

Mas só aconteceu agora?
Então e no passado no Kosovo não houve nada?

E de Angola também não? Esta seria mais para o tópico da Marinha.

E os Vistos e Lavagens em troca de.....
também não?

Este país é uma comédia e os políticos atiram areia para os olhos como se estivéssemos no deserto.
Se calhar estamos

Valores precisam-se

 
« Última modificação: Novembro 09, 2021, 11:04:28 am por Pescador »
 
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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #24 em: Novembro 09, 2021, 10:58:36 am »
O povo insiste em ser camelo

O João Soares não traficava diamantes da Jamba? E aos anos que isso já foi e continua a ser uma figura "muito respeitável"

Este cagalhoto à beira-mar plantado não tem salvação
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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #25 em: Novembro 09, 2021, 11:37:45 am »
O que eu quero que essa gente faça é o mesmo que a esmagadora maioria dos que por lá passam e passaram fez e faz, ou seja, termina os contractos e segue a sua vida como um cidadão, com um trabalho honesto e lutando no dia a dia como qualquer outro que nunca por lá passou.
Ter prestado serviço militar não deve dar, nem tem que dar, privilégios nenhuns. Ir parar a uma GNR ou PSP não tem que significar promoções automáticas e só deve subir que é competente para tal e ponto!
É a total perversão do que é ser militar e de tudo o que isso significa, essa ideia de que se é uma casta à parte em que a sociedade lhes deve algo.

Infelizmente vejo esse tipo de ideologia dentro das nossas FA e FS. Umas FA e FS cuja esmagadora maioria a única coisa que fez na vida foi ser filho, completamente alheados do que é a dureza da vida, do que é ter de lutar dia a dia no trabalho, nas relações, no superar-se para chegar a uma posição acima e nas negas que a vida lhe está sempre a dar.

Acabe-se com esse esgoto, arranje-se maneira de voltar a ter um SMO mas com pés e cabeça (aqui onde estou é um bom exemplo disso). Este sistema de RC só veio aprofundar ainda mais a chaboca de lodo em que as nossas FA se vieram a tornar.


PS: Não deixo também de observar a piada que foi aquela espécie de manifestação no Dia do Exercito. Ou seja, o nr. de efectivos está como está, o treino e actividade operacional é uma piada, o equipamento e sistemas de armas deveria envergonhar-nos, a base de recrutamento é a que se vê mas o importante é as aparências. Porque se não cantamos ou desfilamos à "parafuzocomandofuckingspecialbadass" perdemos o órgão masculino e já não podemos combater.....

Pensa assim: quem é que vai para os Comandos? A maioria atualmente é recrutada junto da favelandia que se encontra na periferia do Regimento, não são meninos de Cascais, são na sua indivíduos provenientes da pobreza e já habituados a viver junto do crime onde este é a norma, num país com mão leve sobre o delinquente, com baixos níveis de estudo. Ora já vão com visão distorcida da sociedade, levam uma injecção de agressividade inerente às funções e voltam às suas casas. Quando o tempo de serviço termina que lhes resta? Não podem simplesmente desligar a ficha da agressividade ou esperar que de um momento para o outro queiram estudar se nunca estudaram e a vida lhes corre bem junto do crime.
Achas mesmo que esta gente vai querer ter um trabalho numa caixa de supermercado a ser explorado ou sentado num escritório? Logicamente vai usar as suas capacidades naquilo que sabe, ora concorre às policias e com sorte até assenta ora mete-se na segurança ilegal. Um número não determinado deles que não se comenta publicamente vai para mercenário cometer crimes contra a humanidade, mas como é tabu não se fala.

Tem que se meter uma coisa na cabeça: quem vai para uma tropa especial tem que fazer parte de um quadro de praças e ir subindo ou transferido para unidades diferentes à medida que vai envelhecendo e acalmando. O subir não significa que seja por anos de serviço, deve haver uma seleção, mas sobretudo oportunidade de quem entrou por baixo começar por ter direito a submeter-se a provas para subir na vida. Para muitos destes a entrada numa força militar era a escapatória ao estilo de vida que tinham, infelizmente tornou-se numa melhoria das suas skills no mundo do crime.

Não foram os gangues que se infiltraram nas forças armadas, foram as forças armadas que deixaram de ter controlo de qualidade em nome de manter quintais.
 
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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #26 em: Novembro 09, 2021, 11:54:28 am »
O que eu quero que essa gente faça é o mesmo que a esmagadora maioria dos que por lá passam e passaram fez e faz, ou seja, termina os contractos e segue a sua vida como um cidadão, com um trabalho honesto e lutando no dia a dia como qualquer outro que nunca por lá passou.
Ter prestado serviço militar não deve dar, nem tem que dar, privilégios nenhuns. Ir parar a uma GNR ou PSP não tem que significar promoções automáticas e só deve subir que é competente para tal e ponto!
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Infelizmente vejo esse tipo de ideologia dentro das nossas FA e FS. Umas FA e FS cuja esmagadora maioria a única coisa que fez na vida foi ser filho, completamente alheados do que é a dureza da vida, do que é ter de lutar dia a dia no trabalho, nas relações, no superar-se para chegar a uma posição acima e nas negas que a vida lhe está sempre a dar.

Acabe-se com esse esgoto, arranje-se maneira de voltar a ter um SMO mas com pés e cabeça (aqui onde estou é um bom exemplo disso). Este sistema de RC só veio aprofundar ainda mais a chaboca de lodo em que as nossas FA se vieram a tornar.


PS: Não deixo também de observar a piada que foi aquela espécie de manifestação no Dia do Exercito. Ou seja, o nr. de efectivos está como está, o treino e actividade operacional é uma piada, o equipamento e sistemas de armas deveria envergonhar-nos, a base de recrutamento é a que se vê mas o importante é as aparências. Porque se não cantamos ou desfilamos à "parafuzocomandofuckingspecialbadass" perdemos o órgão masculino e já não podemos combater.....

Pensa assim: quem é que vai para os Comandos? A maioria atualmente é recrutada junto da favelandia que se encontra na periferia do Regimento, não são meninos de Cascais, são na sua indivíduos provenientes da pobreza e já habituados a viver junto do crime onde este é a norma, num país com mão leve sobre o delinquente, com baixos níveis de estudo. Ora já vão com visão distorcida da sociedade, levam uma injecção de agressividade inerente às funções e voltam às suas casas. Quando o tempo de serviço termina que lhes resta? Não podem simplesmente desligar a ficha da agressividade ou esperar que de um momento para o outro queiram estudar se nunca estudaram e a vida lhes corre bem junto do crime.
Achas mesmo que esta gente vai querer ter um trabalho numa caixa de supermercado a ser explorado ou sentado num escritório? Logicamente vai usar as suas capacidades naquilo que sabe, ora concorre às policias e com sorte até assenta ora mete-se na segurança ilegal. Um número não determinado deles que não se comenta publicamente vai para mercenário cometer crimes contra a humanidade, mas como é tabu não se fala.

Tem que se meter uma coisa na cabeça: quem vai para uma tropa especial tem que fazer parte de um quadro de praças e ir subindo ou transferido para unidades diferentes à medida que vai envelhecendo e acalmando. O subir não significa que seja por anos de serviço, deve haver uma seleção, mas sobretudo oportunidade de quem entrou por baixo começar por ter direito a submeter-se a provas para subir na vida. Para muitos destes a entrada numa força militar era a escapatória ao estilo de vida que tinham, infelizmente tornou-se numa melhoria das suas skills no mundo do crime.

Não foram os gangues que se infiltraram nas forças armadas, foram as forças armadas que deixaram de ter controlo de qualidade em nome de manter quintais.

A melhor análise neste FD, nos últimos anos diria.
 

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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #27 em: Novembro 09, 2021, 01:36:08 pm »
Pensa assim: quem é que vai para os Comandos? A maioria atualmente é recrutada junto da favelandia que se encontra na periferia do Regimento, não são meninos de Cascais, são na sua indivíduos provenientes da pobreza e já habituados a viver junto do crime onde este é a norma, num país com mão leve sobre o delinquente, com baixos níveis de estudo. Ora já vão com visão distorcida da sociedade, levam uma injecção de agressividade inerente às funções e voltam às suas casas. Quando o tempo de serviço termina que lhes resta? Não podem simplesmente desligar a ficha da agressividade ou esperar que de um momento para o outro queiram estudar se nunca estudaram e a vida lhes corre bem junto do crime.
Achas mesmo que esta gente vai querer ter um trabalho numa caixa de supermercado a ser explorado ou sentado num escritório? Logicamente vai usar as suas capacidades naquilo que sabe, ora concorre às policias e com sorte até assenta ora mete-se na segurança ilegal. Um número não determinado deles que não se comenta publicamente vai para mercenário cometer crimes contra a humanidade, mas como é tabu não se fala.

Tem que se meter uma coisa na cabeça: quem vai para uma tropa especial tem que fazer parte de um quadro de praças e ir subindo ou transferido para unidades diferentes à medida que vai envelhecendo e acalmando. O subir não significa que seja por anos de serviço, deve haver uma seleção, mas sobretudo oportunidade de quem entrou por baixo começar por ter direito a submeter-se a provas para subir na vida. Para muitos destes a entrada numa força militar era a escapatória ao estilo de vida que tinham, infelizmente tornou-se numa melhoria das suas skills no mundo do crime.

Não foram os gangues que se infiltraram nas forças armadas, foram as forças armadas que deixaram de ter controlo de qualidade em nome de manter quintais.


Não discordo do que estás a dizer no geral,  tirando um ponto e, tal como dizes no final, as FA deixaram de controlar quem aparece para entrar.

No meu curso CFG-FZ havia de tudo vindo dos locais mais manhosos do nosso Portugal da altura. Manhosos e fura-vidas vindos do Casal Ventoso (quando aquilo era um gueto com a malta esticada na colina toda mamada), Pedreira do Húngaros, Musgueira, Bairro do Cerco, Boavista, etc, etc, mais alguns "campónios vindos da terrinha", esses endurecidos pelo trabalho logo desde a escola primária.
O que se passava era que numa selecção de cerca de 40 voluntários por dia durante quase um mês no CRA, ficamos seleccionados cerca de 400 para a Curso (dos 40 que foram a testes comigo entramos 3) e depois durante a recruta e curso fomos sendo seleccionados até acabarmos cerca de 110.
Essa selecção durante o Curso não tinha a ver só com as capacidades físicas ou aptidões militares em si. Tinha bastante a ver com aquilo que cada um era na realidade e posso afirmar que a maioria dos que foram excluídos durante a formação foi justamente por falta de "perfil" para se tornarem Fuzileiros, apesar de terem bons desempenhos nas provas físicas, exames escritos ou nos diversos exercícios de mato.
Não só havia um criteriosa selecção antes de entrares, como durante a formação a selecção era apertada. Instructores eram todos homens batidos, com grande experiencia que topavam à légua uma "má rês", tratando logo ali de a correr para fora. Claro que passava um ou outro mas era residual e creio que nas outras forças especiais não era diferente.

A esmagadora maioria cumpriu o seu serviço e foi à sua vida, são soldadores, mergulhadores, padeiros, condutores, professores, etc. Uns montaram empresas e são, hoje em dia pessoas de carreira consolidada. Uns poucos caíram em vidas mais complicadas, fruto de diversos factores e um ou outro tem problemas com a justiça mas nada fora do normal de uma amostra da sociedade.

O que verifiquei nos meus últimos anos no activo foi uma degradação enorme nos padrões de selecção, na qualidade da massa humana que terminava os cursos e, para mim o pior de tudo e a mãe de toda a jorda que agora esta a acontecer, um colapso da disciplina. Simplesmente a estrutura de comando deixou de se ralar, passou a ser permitido comportamento que nem numa empresa civil é tolerado. Os "meninos" não podem ser admoestados porque senão vão-se embora e não renovam os contractos....... Quando se quebra a disciplina férrea, quebra-se tudo e as FA e FS passaram a ser depósito de pessoal que pouco mais é que falhados na vida civil.

Não considero é que seja necessário um quadro para a malta das FE. Simplesmente não há estrutura para acomodar isso nem sequer estou a ver algum exército que o faça. Haver que possa ficar no quadro por reconhecidas competências e valor, de acordo, agora quadro para FE's só porque é FE?......





 
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« Responder #28 em: Novembro 09, 2021, 02:00:51 pm »
Pensa assim: quem é que vai para os Comandos? A maioria atualmente é recrutada junto da favelandia que se encontra na periferia do Regimento, não são meninos de Cascais, são na sua indivíduos provenientes da pobreza e já habituados a viver junto do crime onde este é a norma, num país com mão leve sobre o delinquente, com baixos níveis de estudo. Ora já vão com visão distorcida da sociedade, levam uma injecção de agressividade inerente às funções e voltam às suas casas. Quando o tempo de serviço termina que lhes resta? Não podem simplesmente desligar a ficha da agressividade ou esperar que de um momento para o outro queiram estudar se nunca estudaram e a vida lhes corre bem junto do crime.
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No meu curso CFG-FZ havia de tudo vindo dos locais mais manhosos do nosso Portugal da altura. Manhosos e fura-vidas vindos do Casal Ventoso (quando aquilo era um gueto com a malta esticada na colina toda mamada), Pedreira do Húngaros, Musgueira, Bairro do Cerco, Boavista, etc, etc, mais alguns "campónios vindos da terrinha", esses endurecidos pelo trabalho logo desde a escola primária.
O que se passava era que numa selecção de cerca de 40 voluntários por dia durante quase um mês no CRA, ficamos seleccionados cerca de 400 para a Curso (dos 40 que foram a testes comigo entramos 3) e depois durante a recruta e curso fomos sendo seleccionados até acabarmos cerca de 110.
Essa selecção durante o Curso não tinha a ver só com as capacidades físicas ou aptidões militares em si. Tinha bastante a ver com aquilo que cada um era na realidade e posso afirmar que a maioria dos que foram excluídos durante a formação foi justamente por falta de "perfil" para se tornarem Fuzileiros, apesar de terem bons desempenhos nas provas físicas, exames escritos ou nos diversos exercícios de mato.
Não só havia um criteriosa selecção antes de entrares, como durante a formação a selecção era apertada. Instructores eram todos homens batidos, com grande experiencia que topavam à légua uma "má rês", tratando logo ali de a correr para fora. Claro que passava um ou outro mas era residual e creio que nas outras forças especiais não era diferente.

A esmagadora maioria cumpriu o seu serviço e foi à sua vida, são soldadores, mergulhadores, padeiros, condutores, professores, etc. Uns montaram empresas e são, hoje em dia pessoas de carreira consolidada. Uns poucos caíram em vidas mais complicadas, fruto de diversos factores e um ou outro tem problemas com a justiça mas nada fora do normal de uma amostra da sociedade.

O que verifiquei nos meus últimos anos no activo foi uma degradação enorme nos padrões de selecção, na qualidade da massa humana que terminava os cursos e, para mim o pior de tudo e a mãe de toda a jorda que agora esta a acontecer, um colapso da disciplina. Simplesmente a estrutura de comando deixou de se ralar, passou a ser permitido comportamento que nem numa empresa civil é tolerado. Os "meninos" não podem ser admoestados porque senão vão-se embora e não renovam os contractos....... Quando se quebra a disciplina férrea, quebra-se tudo e as FA e FS passaram a ser depósito de pessoal que pouco mais é que falhados na vida civil.

Não considero é que seja necessário um quadro para a malta das FE. Simplesmente não há estrutura para acomodar isso nem sequer estou a ver algum exército que o faça. Haver que possa ficar no quadro por reconhecidas competências e valor, de acordo, agora quadro para FE's só porque é FE?......


Posso afirmar que alguns vão para as FS e alguns lugares das FA, tropas de elites, já com intenção de usar isso e de promover certas vantagens junto da sua comunidade de amigos.
Algumas ligações até são possíveis de ver nas suas redes sociais. Mas hoje em dia com tanta capacidade de controlar isso, pouco ou nada se controla ou o fazem tarde demais.
Deve ser o politicamente correcto que impede.
 

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P44

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"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas