Artilharia do Exército

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Cabeça de Martelo

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #990 em: Junho 15, 2023, 10:49:30 am »
271 Excaliburs "só" por 48M

Fica a dica para Lisboa, nem me parece um negócio caro sinceramente
https://www.dsca.mil/press-media/major-arms-sales/spain-excalibur-projectiles?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter

Tenho sérias dúvidas que os nossos M114 ou os M109 pudessem usar este material.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 
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dc

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #991 em: Junho 15, 2023, 01:03:33 pm »
Só fará sentido quando se substituísse os M114, pois será o sistema de 155mm que terá mais chances de ser destacado para fora. Neste momento, os M109 só são para fazer número/manter escola, já que a BrigMec em si está demasiado desfalcada a todos os níveis para ser uma unidade de combate credível.
 

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Drecas

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #992 em: Agosto 08, 2023, 02:04:36 am »
Estive a ler um artigo no Livro de Atas do 4o ENCONTRO DE I&D EM CIÊNCIAS MILITARES de Novembro 2022.

O artigo é "Projétil de Artilharia para os exercícios de treino dos militares da unidade de Artilharia" (página 5) e sinceramente levantou-me algumas questões
Primeiro dá a entender (pelo menos no meu entendimento) que os custos de munição são "demasiado" caros, o que pessoalmente parece-me preocupante, porque tendo em conta o que se passa tenho duvidas se gastam assim tanta munição

Segundo a forma como apresenta (e bem) munição de treino, dá um ar de que esta munição não existe no exército
O que em primeiro lugar é preocupante como é que isto não existe ( assumindo que estou a interpretar bem)

E em segundo lugar, é verdade que é algo inexistente no exército??

https://comum.rcaap.pt/handle/10400.26/43485











 

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papatango

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #993 em: Agosto 08, 2023, 11:55:02 am »


Bom ...
Ainda que a nós nos custe, a verdade é que este tipo de informação é classificada e não deve ser divulgada.
Normalmente é informação classificada e em alguns casos acima do nivel de confidencia.

Não sei qual é a situação e mesmo que soubesse não dizia. O que conheci foi a situação há bastantes anos.
Sei por exemplo que, os soldados da infantaria mecanizada, passavam a recruta nas suas unidades sem nunca disparar, ou ver disparar um míssil TOW.
Todos os exércitos europeus são muito cuidadosos com as quantidades de munição utilizada na formação.

O que podemos fazer, é extrapolar, partindo do conhecido e tentando deduzir como será o que não conhecemos.
Podemos especular.

Afirmar por exemplo, que quanto maior é a classificação de segurança, quanto menor é a informação maior é a probabilidade de se cortar nos custos, porque não se sabe o que se passa.

Não se pode esconder "muito" o estado dos tanques, não se pode esconder o fato de as Pandur terem apenas uma metralhadora e estarem mal protegidas...
A quantidade de munições é mais facil de esconder, ocultar ou dissimular.
O estado da manutenção das viaturas, que ficam no parque-auto, e que não estão e reparação mas em canibalização provisória, é ainda mais facil de ocultar.

Tendo isto em consideração, conjugando com as afirmações sobre a quantidade de munições em países da NATO com muito mais recursos que Portugal, a conclusão infelizmente não pode ser muito positiva.
É muito mais fácil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...
 

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sivispacem

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #994 em: Agosto 08, 2023, 12:06:06 pm »
Bom..... a verdade é que no caso das FA's de Portugal a classificação de reservado serve apenas para esconder o estado de decrepitude em que as mesmas se encontram. Isso é mais do que sabido!
Temos um Exército com pouquíssimos meios que é uma espécie de museu ambulante, uma Marinha inexistente e uma Força Aérea que é o ramo 'menos mal', não obstante as reservas de munições e os aviões em final de vida....

 
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Drecas

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #995 em: Agosto 08, 2023, 01:39:41 pm »


Bom ...
Ainda que a nós nos custe, a verdade é que este tipo de informação é classificada e não deve ser divulgada.
Normalmente é informação classificada e em alguns casos acima do nivel de confidencia.

Não sei qual é a situação e mesmo que soubesse não dizia. O que conheci foi a situação há bastantes anos.
Sei por exemplo que, os soldados da infantaria mecanizada, passavam a recruta nas suas unidades sem nunca disparar, ou ver disparar um míssil TOW.
Todos os exércitos europeus são muito cuidadosos com as quantidades de munição utilizada na formação.

O que podemos fazer, é extrapolar, partindo do conhecido e tentando deduzir como será o que não conhecemos.
Podemos especular.

Afirmar por exemplo, que quanto maior é a classificação de segurança, quanto menor é a informação maior é a probabilidade de se cortar nos custos, porque não se sabe o que se passa.

Não se pode esconder "muito" o estado dos tanques, não se pode esconder o fato de as Pandur terem apenas uma metralhadora e estarem mal protegidas...
A quantidade de munições é mais facil de esconder, ocultar ou dissimular.
O estado da manutenção das viaturas, que ficam no parque-auto, e que não estão e reparação mas em canibalização provisória, é ainda mais facil de ocultar.

Tendo isto em consideração, conjugando com as afirmações sobre a quantidade de munições em países da NATO com muito mais recursos que Portugal, a conclusão infelizmente não pode ser muito positiva.

Não estou a perguntar quantas munições de artilharia o exército tem

Estou a perguntar é se as munições de treino (as azuis) existem, algo que deve ser tudo menos confidencial, e acima de tudo algo que eu consideraria como garantido num exército que preze o treino.

Mas lá está da forma como este artigo foi apresentado faz-me crer que não existe munição de treino, o que me parece muito preocupante
 

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papatango

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #996 em: Agosto 08, 2023, 03:29:16 pm »
Citar
Estou a perguntar é se as munições de treino (as azuis) existem, algo que deve ser tudo menos confidencial, e acima de tudo algo que eu consideraria como garantido num exército que preze o treino.

Mas lá está da forma como este artigo foi apresentado faz-me crer que não existe munição de treino, o que me parece muito preocupante

O problema é o seguinte …

A munição de treino, é comprada sim, e digo isto com base em informação pública. E deveria ser continuamente adquirida conforme as necessidades. Se é comprada ou não quando se gasta, isso são outros trezentos mil reis …

A infeliz lógica da batata, da realidade em que estamos metidos, aponta no sentido de que, sendo matéria reservada, é daquelas onde a «poupança» é mais fácil …



Citação de: Tenente
Quanto á classificação de segurança, a ser informação classificada ou não, alguém mais qualificado do que eu que se pronuncie, mas então o que dizer quanto á publicação da instituição militar, e aqui divulgada em parte, de um documento, que revela as dotações de munições para o treino de tiro real, dos poucos 2A6 que vamos possuindo ?

Não podemos confundir as coisas.
Creio que uma publicação, pode mostrar qual é a dotação que seria normal para uma determinada unidade militar. É como a sua orgânica por exemplo. São coisas que fazem parte da doutrina e não são necessáriamente classificadas.

São dados acima de tudo técnicos, mas não são dados táticos, que poderiam permitir a uma força hostil fazer estimativas sobre a real capacidade operacional das nossas forças.

Uma coisa é dizer que um Leopard-2A6 leva X munições e atinge a velocidade Y e pode atingir um alvo a N quilometros...

Outra coisa muito diferente, é nós dizermos que um carro Leopard num treino só levava seis munições, que parte dos racks estão tortos e não podem ser utilizados, e que não se move muito a torre, porque não há oleo para o sistema hidráulico, porque aquilo é caro como o xxxxx.

O primeiro tipo de informação é técnico e publico, o exemplo que coloquei a seguir, seria sempre alvo de classificação de segurança e não pode ser tornado público, porque dá informação a qualquer eventual potência hostil.


Dito isto...
Alguma da informação aqui publicada, do meu ponto de vista, e considerando a formação que me deram, no tempo em que as pessoas que tratavam com questões de segurança eram daquelas que ainda tinham andado na guerra, parte dos dados publicados não deveriam ter sido publicados.

Este problema não é de agora, já no meu tempo eu ouvia dizer que, o pessoal das unidades operacionais recebia formação sobre segurança da informação mas ria-se, achando que ninguém ligava nenhuma para esses dados ...

A mais triste destas demonstrações, nos últimos tempos, foi a triste declaração do almirante CEMA na Madeira, ao dar informação tática em direto na televisão, informando que andávamos com navios podres a ver o que os russos estavam a fazer ...

O portuga é demasiado confiante, demasiado bonacheirão... Já era assim no tempo da FNAC, onde até hoje, muita gente não entende como é que a espionagem do ar condicionado funcionava ...

Enfim... e la nave vá
« Última modificação: Agosto 08, 2023, 03:41:32 pm por papatango »
É muito mais fácil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...
 

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #997 em: Agosto 09, 2023, 03:20:30 pm »
hmmm, um diz que sim, e outro diz que não, assim é difícil  :mrgreen:

Quanto aquele trabalho da munição para os Leos, para mim acho que o aluno fez bem em expor a situação, e espero que tenha uma boa carreira
 

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papatango

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #998 em: Agosto 09, 2023, 08:39:49 pm »
hmmm, um diz que sim, e outro diz que não, assim é difícil  :mrgreen:
Olhe que não, olhe que não.  :mrgreen:

Eu não disse se havia ou não havia, eu apenas disse que foram compradas. Isso é informação pública ...  :mrgreen:
É muito mais fácil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...
 

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Drecas

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #999 em: Agosto 10, 2023, 01:36:00 am »
hmmm, um diz que sim, e outro diz que não, assim é difícil  :mrgreen:
Olhe que não, olhe que não.  :mrgreen:

Eu não disse se havia ou não havia, eu apenas disse que foram compradas. Isso é informação pública ...  :mrgreen:

Sim claro haha

Não me surpreendia se ambos estivessem corretos
 

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Pescador

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #1000 em: Agosto 10, 2023, 09:26:22 am »
Com o fim da fabrica nacional de munições, até 9mm e 7,62mm são relativamente escassas. Isso é um facto
Pior será na artilharia, pois cada projetil é imensuravelmente mais caro. Por falar de munições de artilharia especiais, isso é só exercício literacia a seco.

Este País passou de sustentar uma guerra em várias frentes, a sustentar guerras internas de parasitas, onde cada um quer ver se chupa mais.
Se calhar era melhor fazer boas contas aos gastos em mordomias e comparar gastos para treinos e manutenção. Pois quando alguns tem vidas de duques e lordes com tudo incluído, outros treinam a seco. E a encomendas e trabalhos nas FA.
Dessa realidade ninguém quer tirar mão.
Falta também estratégia a políticos que estão impregnados de estigmas anti tropa, como se isso fosse algo machista bélico e encerra-se algum distúrbio psicológico. Nem é preciso chegar a  tropa, porque o conceito de posse de arma já gera discursos patéticos e ignorantes.

Munições. O consumível, tão importante como abastecer meios militares e, mas importante do que abastecer carros de transporte pessoal e familiar, passeios e ida a tratar de assuntos particulares, mais motorista do Estado.

Sem duvida que a existência de uma fabrica nacional, dava emprego, desenvolvia tecnologia e abastecia mais barato as necessidades nacionais, aumentando o uso.

Assim , não é só de munições de artilharia ou morteiro que não se dispararam ou poucas se usam, mesmo ao nível de munições de pistolas e metralhadoras, estão muito limitadas. E por isso é um bocado fantasia certas coisas. Mas adiante.
Claro que o treino não é só gastar munição.
Como eu muitas vezes disse em formação, o disparo é só uma pequena parte do treino que envolve tácticas e técnicas. Mas é nos disparos que depois se vai aferir e dar confiança a tudo que se fez antes. E dar algum realismo que depois faz toda a diferença numa situação verdadeiramente real, nomeadamente aproximar ao aspecto psicológico envolvido.

Ficámos sem parte da OGMA( resta 35% para gastar em investimentos naquilo que outros querem). Querendo isso dizer, aceitar termos e pior, ter gente a mamar que se ajoelha.
Ficámos sem fabrica de munições.
Estamos a ficar sem Marinha, substituída por conceitos patéticos e comodistas de pipis doces.
O Exército é apenas o interesse em missões, de resto...lento e parado
A Força Aérea caminha para servir interesses em missões e de resto....pouco mais se vislumbra em concreto.

Entretanto olhamos o mapa e damos conta do que se passa no mundo.
Se esta gentinha não acordar, quando o fizer é tarde
« Última modificação: Agosto 11, 2023, 01:07:33 pm por Pescador »
 
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Re: Artilharia do Exército
« Responder #1001 em: Setembro 11, 2023, 05:12:39 pm »
Poland has ordered 486 U.S.-made HIMARS light multiple rocket launchers, the country’s Defense Minister Mariusz Błaszczak has announced.

Daqui a uns 10 anos vamos lá comprar em segunda mão.
 

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dc

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #1002 em: Setembro 11, 2023, 05:17:06 pm »
Vão ter quase tantos como os EUA.  :o
 

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Icterio

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #1003 em: Setembro 11, 2023, 05:21:58 pm »
Poland has ordered 486 U.S.-made HIMARS light multiple rocket launchers, the country’s Defense Minister Mariusz Błaszczak has announced.

Para dissuadir qualquer hipótese de os russos sequer juntarem tropas perto das fronteiras para alguma "operação militar especial"...

486 pode parecer excessivo, mas podem servir para ajudar os países bálticos - caso necessitem.
 

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dc

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #1004 em: Setembro 11, 2023, 05:45:56 pm »
Se eles têm pessoal para aquilo tudo, pode não ser tão excessivo. Agora se Portugal comprasse MLRS igual ou equivalente, nem 486 rockets e mísseis teríamos em stock.  :mrgreen: