Substituição dos M113

  • 427 Respostas
  • 75455 Visualizações
*

Kalil

  • Especialista
  • ****
  • 995
  • Recebeu: 302 vez(es)
  • Enviou: 216 vez(es)
  • +88/-465
 

*

Drecas

  • Investigador
  • *****
  • 1587
  • Recebeu: 510 vez(es)
  • Enviou: 179 vez(es)
  • +316/-191
Re: Substituição dos M113
« Responder #271 em: Fevereiro 16, 2023, 08:19:43 pm »
E tenho ideia de que será através de produção local, embora não tenha a certeza

A Eslováquia............aquela super mega potência
 

*

Kalil

  • Especialista
  • ****
  • 995
  • Recebeu: 302 vez(es)
  • Enviou: 216 vez(es)
  • +88/-465
Re: Substituição dos M113
« Responder #272 em: Fevereiro 16, 2023, 08:28:17 pm »
E é suposto ser a versão mais recente, com 35mm e Spike.
 

*

Subsea7

  • Investigador
  • *****
  • 1834
  • Recebeu: 1748 vez(es)
  • Enviou: 2588 vez(es)
  • +5509/-2931
Re: Substituição dos M113
« Responder #273 em: Fevereiro 16, 2023, 08:36:18 pm »
Volto a dizer...Os políticos não querem...Nem querem ficar associados a...
 

*

Red Baron

  • Investigador
  • *****
  • 2872
  • Recebeu: 580 vez(es)
  • Enviou: 355 vez(es)
  • +154/-469
Re: Substituição dos M113
« Responder #274 em: Fevereiro 16, 2023, 09:07:22 pm »
Pode ser que o envio de M113 de direito a uns M2 para o EREc.
 

*

dc

  • Investigador
  • *****
  • 8754
  • Recebeu: 4081 vez(es)
  • Enviou: 740 vez(es)
  • +5027/-809
Re: Substituição dos M113
« Responder #275 em: Fevereiro 20, 2023, 10:39:11 pm »
De graça, troca 1:1 pelos M113, e estes vão para a Ucrânia, é algo que já devia ter sido feito

Depois em 2025-7 assinava-se o contrato para CV90mkIV, ou até mais cedo

Porque o Bradley em si já está demasiado velho, ainda não é obsoleto mas para lá caminha

Eu já te tinha dito, se fossem recebidos Bradley ou qualquer IFV em segunda-mão, podes ter a certeza que não serão substituídos antes de 2040.

Os M-113 já estão obsoletos há décadas, e não é por isso que assinam contratos para a sua substituição (nem sequer está planeada para a presente década), agora imagina com uns Bradley, que em comparação, são a melhor coisa do mundo.

Eu acho que esta questão dos IFV de lagartas, tem que ser bem estudada por quem de direito, para se chegar a uma conclusão o mais depressa possível. Ou se decide manter/ampliar a BrigMec, para se ter uma Brigada de lagartas a sério, ou se extingue de vez e se usa os recursos para outras coisas (uma bateria a sério com uns 40 HIMARS, assim como exemplo atirado ao ar), ou se reduz a ambição para esta brigada, e converter/modernizar de modo a que seja uma unidade de apoio pesado (com meios de lagartas com elevado poder de fogo e protecção) num contexto de uma Brigada Mista.
 

*

Cabeça de Martelo

  • Investigador
  • *****
  • 20414
  • Recebeu: 3049 vez(es)
  • Enviou: 2281 vez(es)
  • +1407/-3474
Re: Substituição dos M113
« Responder #276 em: Fevereiro 28, 2023, 12:23:22 pm »


Os primeiros já foram entregues...e porque não?!

https://twitter.com/balt_security/status/1630538927659417601?s=20
« Última modificação: Fevereiro 28, 2023, 12:26:50 pm por Cabeça de Martelo »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

*

papatango

  • Investigador
  • *****
  • 7539
  • Recebeu: 990 vez(es)
  • +4643/-876
Re: Substituição dos M113
« Responder #277 em: Fevereiro 28, 2023, 12:39:20 pm »


A situação no que concerne aos M113 é - como em grande parte das situações - anedótica.

Nós estamos a falar em substituir o M113, quando na prática o M113 nem precisa ser substituido.
O M113 precisa é ser removido...

O M113 é uma viatura blindada de transporte de pessoal, indevidamente utilizada para apoio de carros de combate. Nós pura e simplesmente não temos viaturas de combate de infantaria à altura dos carros de combate...
Nem nunca tivemos.

Provavelmente só no caso dos Sherman recebidos por Portugal na década de 1950...
Lembro que os generais portugueses queriam formar uma quantidade de divisões, mas no final do prazo, receberam grandes quantidades de material e nunca conseguiram formar uma única divisão moderna.

Os oficiais portugueses estavam tão desfasados da realidade, que nem tinham a noção das necessidades de especialização militar necessárias para garantir a operacionalidade de uma divisão.

Os americanos fingiam que não se apercebiam da situação em que o país se encontrava. O que faziam era "apadrinhar" os oficiais mais modernos e fingir que ligavam alguma coisa à ala reumática do exército.

Temo que nos dias de hoje, estejamos a cair numa situação parecida.

A história afirma que, as forças armadas portuguesas quase nunca conseguiram modernizar-se sem a intervenção estrangeira...

Fosse o Schonberg, o conde de Lippe,  o Wellington,  o apoio durante a I guerra mundial, ou a adesão à NATO.
Tem que haver uma intervenção estrangeira, caso contrário, vamos continuar a discutir o sexo dos anjos ...
É muito mais fácil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...
 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: Luso, NVF, nelson38899, JohnM, Subsea7

*

dc

  • Investigador
  • *****
  • 8754
  • Recebeu: 4081 vez(es)
  • Enviou: 740 vez(es)
  • +5027/-809
Re: Substituição dos M113
« Responder #278 em: Fevereiro 28, 2023, 01:12:13 pm »


Os primeiros já foram entregues...e porque não?!

https://twitter.com/balt_security/status/1630538927659417601?s=20

Ou este:
https://www.ffg-flensburg.de/en/products/ffg-developments/acsv-g5/

Neste caso não como IFV, que aí teria de ser um veículo próprio (e opções não faltariam), mas sim para substituir as versões de apoio do M-113 que são muitas, e vários dos IFVs que existem, nomeadamente em segunda-mão, não possuem as variantes necessárias.
 

*

Drecas

  • Investigador
  • *****
  • 1587
  • Recebeu: 510 vez(es)
  • Enviou: 179 vez(es)
  • +316/-191
Re: Substituição dos M113
« Responder #279 em: Fevereiro 28, 2023, 02:57:57 pm »


A situação no que concerne aos M113 é - como em grande parte das situações - anedótica.

Nós estamos a falar em substituir o M113, quando na prática o M113 nem precisa ser substituido.
O M113 precisa é ser removido...

O M113 é uma viatura blindada de transporte de pessoal, indevidamente utilizada para apoio de carros de combate. Nós pura e simplesmente não temos viaturas de combate de infantaria à altura dos carros de combate...
Nem nunca tivemos.

Provavelmente só no caso dos Sherman recebidos por Portugal na década de 1950...
Lembro que os generais portugueses queriam formar uma quantidade de divisões, mas no final do prazo, receberam grandes quantidades de material e nunca conseguiram formar uma única divisão moderna.

Os oficiais portugueses estavam tão desfasados da realidade, que nem tinham a noção das necessidades de especialização militar necessárias para garantir a operacionalidade de uma divisão.

Os americanos fingiam que não se apercebiam da situação em que o país se encontrava. O que faziam era "apadrinhar" os oficiais mais modernos e fingir que ligavam alguma coisa à ala reumática do exército.

Temo que nos dias de hoje, estejamos a cair numa situação parecida.

A história afirma que, as forças armadas portuguesas quase nunca conseguiram modernizar-se sem a intervenção estrangeira...

Fosse o Schonberg, o conde de Lippe,  o Wellington,  o apoio durante a I guerra mundial, ou a adesão à NATO.
Tem que haver uma intervenção estrangeira, caso contrário, vamos continuar a discutir o sexo dos anjos ...

Muito verdade e chocante para mim como o nosso corpo de oficias não o consegue fazery
 

*

Drecas

  • Investigador
  • *****
  • 1587
  • Recebeu: 510 vez(es)
  • Enviou: 179 vez(es)
  • +316/-191
Re: Substituição dos M113
« Responder #280 em: Fevereiro 28, 2023, 03:00:55 pm »


A situação no que concerne aos M113 é - como em grande parte das situações - anedótica.

Nós estamos a falar em substituir o M113, quando na prática o M113 nem precisa ser substituido.
O M113 precisa é ser removido...

O M113 é uma viatura blindada de transporte de pessoal, indevidamente utilizada para apoio de carros de combate. Nós pura e simplesmente não temos viaturas de combate de infantaria à altura dos carros de combate...
Nem nunca tivemos.

Provavelmente só no caso dos Sherman recebidos por Portugal na década de 1950...
Lembro que os generais portugueses queriam formar uma quantidade de divisões, mas no final do prazo, receberam grandes quantidades de material e nunca conseguiram formar uma única divisão moderna.

Os oficiais portugueses estavam tão desfasados da realidade, que nem tinham a noção das necessidades de especialização militar necessárias para garantir a operacionalidade de uma divisão.

Os americanos fingiam que não se apercebiam da situação em que o país se encontrava. O que faziam era "apadrinhar" os oficiais mais modernos e fingir que ligavam alguma coisa à ala reumática do exército.

Temo que nos dias de hoje, estejamos a cair numa situação parecida.

A história afirma que, as forças armadas portuguesas quase nunca conseguiram modernizar-se sem a intervenção estrangeira...

Fosse o Schonberg, o conde de Lippe,  o Wellington,  o apoio durante a I guerra mundial, ou a adesão à NATO.
Tem que haver uma intervenção estrangeira, caso contrário, vamos continuar a discutir o sexo dos anjos ...

Muito verdade e chocante para mim como o nosso corpo de oficias não o consegue fazer, ao ponto de eu neste momento acreditar sinceramente que faria melhor que muitos deles...................

Mas uma nota que tenho de deixar, particularmente durante as guerras napoleónicas, Portugal teve bons oficiais, desde o Marquês de Alorna e a sua Legião de Tropas Ligeiras, um conceito muito interessante e de certa forma avançado para a época, como Miguel Forjaz, um dos oficiais que permitiu a reorganização do exército na altura.

Claro que não deixa de ser verdade a importância de Wellington e companhia para facilitar e encorajar (ou melhor até forçar) as reformas da altura
 

*

papatango

  • Investigador
  • *****
  • 7539
  • Recebeu: 990 vez(es)
  • +4643/-876
Re: Substituição dos M113
« Responder #281 em: Fevereiro 28, 2023, 07:27:50 pm »
Citar
Mas uma nota que tenho de deixar, particularmente durante as guerras napoleónicas, Portugal teve bons oficiais, desde o Marquês de Alorna e a sua Legião de Tropas Ligeiras, um conceito muito interessante e de certa forma avançado para a época, como Miguel Forjaz, um dos oficiais que permitiu a reorganização do exército na altura.

É verdade...
O que mostra que, o que muitas vezes muda as coisas, são pessoas capazes para levar à prática ideias que já existem.
As linhas de Torres Vedras, que ficaram na História como a primeira clara derrota de um exército Napoleónico, não foram uma ideia dos ingleses, foram apenas resultado do aproveitamento de planos já feitos pelos portugueses, que já tinham feito o levantamento de quase todas as colinas e elevações que constituiram as linhas defensivas...

Estas crises parecem ser constantes. A reconstrução depois do terramoto de 1755, levou a que se esquecesse completamente o exército. Chamaram estrangeiros, a coisa mais ou menos organizou-se, mas alguns anos depois, estavamos na mesma, praticamente sem exército para lutar contra o Napoleão.

Na atual situação de crise, esperemos que a União Europeia consiga desenvolver alguma ideia que permita alterar os estado de coisas.
A existência de carros de combate pesados, sem as necessárias  viaturas de combate de infantaria apenas demonstraram o problema das compras de ocasião.
Pensava-se substituir os M60 e surgiu uma possibilidade interessante. A compra dos Leopard-2 impressionou todos na altura, quando até se falava na compra do Leopard-1A5.
Mas o problema, tem vindo a ser o mesmo... Os sistemas cada vez mais sofisticados são cada vez mais caros.

A ideia que fica é que os responsáveis militares e políticos se limitam a ver o que há, e pensar no que vai substituir, mas sem ter em consideração o que é que realmente se faz com os equipamentos.

Uma qualquer unidade nacional, com carros de combate pesados, precisa não apenas das viaturas de combate de infantaria, que protegem os tanques (e são protegidas ), como precisa de algo que nunca tivemos em condições, que é a defesa anti-aérea movel. Hoje essa defesa tem que ser feita contra o que era tracidional (defender de ataques de aviões e helicópteros) mas agora temos que ter meios para defender as unidades dos mirones dos drones.

E não é com mísseis que se atacam drones...

Por isto, uma vez que, em território nacional uma força blindada pesada só se pode utilizar com eficiencia no sul do país, talvez seja altura de equacionar para que serve e se de facto serve para alguma coisa.
É muito mais fácil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...
 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: Drecas

*

mafets

  • Investigador
  • *****
  • 8785
  • Recebeu: 3323 vez(es)
  • Enviou: 1008 vez(es)
  • +4067/-6509
Re: Substituição dos M113
« Responder #282 em: Março 01, 2023, 02:33:13 pm »
A pontes problem everywere...  :mrgreen: :mrgreen:



Saudações  :mrgreen:

P.S. A última compra não foram aos Hermanos? Quiça...  :mrgreen:

"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

http://mimilitary.blogspot.pt/
 

*

Luso

  • Investigador
  • *****
  • 8578
  • Recebeu: 1672 vez(es)
  • Enviou: 702 vez(es)
  • +962/-7386
Re: Substituição dos M113
« Responder #283 em: Março 01, 2023, 03:31:28 pm »
Partindo do pressuposto que a utilização de Carros de Combate no nosso país estará limitado ao sul de Portugal, pergunto se não será melhor possuir IFV de última geração equipada com uma peça de 57mm / 76mm (ex: Denel GT4) + mísseis anticarro...
« Última modificação: Março 01, 2023, 03:40:32 pm por Luso »
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

*

papatango

  • Investigador
  • *****
  • 7539
  • Recebeu: 990 vez(es)
  • +4643/-876
Re: Substituição dos M113
« Responder #284 em: Março 01, 2023, 05:11:49 pm »
Citação de: Luso
Partindo do pressuposto que a utilização de Carros de Combate no nosso país estará limitado ao sul de Portugal

Notar que, a utilização de carros de combate pesados pode ser mais eficiente em zonas não montanhosas, mas isso não implica que a sua utilização está limitada ao sul.

A título de exemplo, ainda há pouco tempo foi publicado um video sobre as aquisições polacas, onde se refere a compra do carro pesado coreano K2 na versão K2PL, referindo-se que os tanques coreanos foram pensados para combates em zonas montanhosas.
Tudo tem a ver com a doutrina adotada e aparentemente com coisas como por exemplo a capacidade de elevação e depressão da peça principal.
É muito mais fácil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...