Estarão os EUA a ficar para trás?

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Cabeça de Martelo

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Re: Estarão os EUA a ficar para trás?
« Responder #510 em: Setembro 29, 2023, 06:32:27 pm »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 
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papatango

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Re: Estarão os EUA a ficar para trás?
« Responder #511 em: Outubro 06, 2023, 09:39:34 am »
Os americanos só ficam para trás, se forem eles os responsáveis por ficar para trás, mas como em todas as democracias, aqueles que querem ver a destruição das democracias, já entenderam o jogo, entenderam as regras e entenderam, claramente onde podem atacar.

Não precisam de ser muitos, no congresso dos deputados americano contam-se pelos dedos das mãos. Extremistas, neonazis encapotados,  prevertidos sexuais, como o pedófilo Matt Gaetz, que mostrava a toda a gente imagens dos seus encontros sexuais que gravava no telemovel, ou a prostituta nas horas vagas Laureen Boebert, avó aos 36 anos, apanhada em público a massajar as partes do gajo que tinha engatado para a noite, enquanto o dito lhe apalpava as m@m@s ...

Esta é a verdadeira cara desta suposta "nova direita", os apoiantes de Trump, que acham normal que o marido dê um enxerto de porrada na mulher, ou que vá às put@s depois de tomar uns copos.

É a falsidade dos conservadores de armário...

Mas para lá da descredibilização da democracia, a América tem problemas ao nível do sistema eleitoral que são de rir.

uma vez discuti online com um americano, que dizia que a América é um país novo, enquanto que a Europa é um monte de países velhos e castelos cheios de teias de aranha, por isso nós não os entendiamos.


Respondi-lhe que a América é um país novo, mas que o seu sistema eleitoral é mais velho que qualquer sistema eleitoral dos países da Europa, já que como não havia democracias em 1776, os americanos se inspiraram na Grécia clássica e no senado de Roma.

Todas as democracias europeias possuem sistemas eleitorais e jurídicos muito mais modernos e funcionais.
Não há colégios eleitorais que elegem indiretamente um presidente, num sistema em que quem ganha num estado, tem direito ao voto de TODOS os representantes do estado.

E isto nem sequer tem a ver com a distorção que pode levar a que um presidente seja eleito com menos votos que o outro, porque no sistema americano não são os eleitores que votam, são os estados que votam.

Citar
Notar que distorções ocorrem em todos os sistemas europeus, para facilitar a criação de maiorias. Portugal é presentemente um exemplo disso, com um governo de maioria absoluta, em que o partido que conseguiu essa maioria tem 41% dos votos.
Já aqui lembrei que, a maioria de Costa não advém dos votos que teve, mas sim da dispersão de votos à direita, em pequenos circulos eleitorais em que o PSD foi ultrapassado pelo PS, garantindo só aí, os deputados necessários (116).

Mas o sistema americano não fica por aí. Tem juizes do supremo, que são nomeados de forma vitalícia, permitindo a um grupo num determinado ponto da história, colocar no supremo tribunal, pessoas que os vão apoiar para a vida.

Temos o curioso sistema do Brasil, que neste aspecto é muito mais europeu que Americano. E parece ter capacidade para funcionar muito mais depressa e de forma muito mais eficiente que o sistema de base anglo-saxonica que vigora nos Estados Unidos.


Sinceramente, se eu fosse dado a acreditar em teorias da conspiração, eu diria que esta extrema direita que aparece pelo mundo, é feita de proposito tão anacrónica e tão repugnante, que  parece que o objetivo é tornar a esquerda radical menos abjeta do que é, apenas por comparação entre uma e outra.
É muito mais fácil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...
 
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Lusitano89

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Re: Estarão os EUA a ficar para trás?
« Responder #512 em: Outubro 06, 2023, 09:45:53 am »
Estados Unidos retomam a construção do muro na fronteira com o México


 

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Re: Estarão os EUA a ficar para trás?
« Responder #513 em: Novembro 03, 2023, 09:57:40 am »
Câmara dos Representantes dos EUA aprova ajuda "apenas para Israel"


 

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Lusitano89

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Re: Estarão os EUA a ficar para trás?
« Responder #514 em: Dezembro 17, 2023, 05:42:56 pm »
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Estarão os EUA a ficar para trás?
« Responder #515 em: Dezembro 21, 2023, 04:51:33 pm »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Estarão os EUA a ficar para trás?
« Responder #516 em: Janeiro 02, 2024, 04:16:17 pm »
Mais de 150 nomes associados a Jeffrey Epstein vão ser revelados.
Empresário foi acusado de tráfico sexual de menores para fins sexuais e morreu em 2019, antes de ser julgado. Lista deverá incluir Bill Clinton, mas muitos nomes já foram revelados pela imprensa.




Mais de 150 nomes ligados a Jeffrey Epstein, o empresário acusado de explorar sexualmente crianças e jovens, deverão ser divulgados este mês. Os nomes figuram em depoimentos de Virginia Giuffre, uma das vítimas de Epstein. A lista deverá expor ou confirmar as identidades de várias pessoas que, até agora, só foram mencionadas nos documentos legais como John Doe ou Jane Doe, denominações usadas para manter o anonimato. Pode incluir funcionários de Jeffrey Epstein ou de Ghislaine Maxwell - socialite e associada de Epstein condenada por tráfico humano com fins sexuais -, mas também o nome de Bill Clinton, antigo presidente dos EUA.

A divulgação da lista foi decidida por uma juíza de Nova Iorque, Loretta Preska. Registou 187 J. Does e defende que muitos devem ser revelados totalmente em janeiro de 2024. Alguns nomes aparecem mais de uma vez, e outros são de menores, pelo que não podem ser divulgados: não é claro quantos nomes deverão sair.

A lista surgiu depois do processo interposto por Virginia Giuffre em 2015, contra Ghislaine Maxwell, por difamação. Seria resolvido fora de tribunal com um acordo de valor não revelado.

Virginia Giuffre também acusou Epstein e Maxwell de lhe mandarem fazer sexo com o príncipe André de Inglaterra. O processo interposto por Giuffre contra o príncipe por "agressão sexual e imposição intencional de sofrimento emocional" também foi alvo de acordo fora de tribunal no valor de 12 milhões de dólares (11 milhões de euros).

Giuffre foi vítima de abusos sexuais a menores entre 1999 e 2002. Em dezembro de 2021, Ghislaine Maxwell foi condenada a 20 anos de prisão por tráfico humano com fins sexuais. Jeffrey Epstein morreu em 2019, com suicídio na prisão. Depois da condenação de Maxwell, a justiça norte-americana considerou que o caso estava encerrado, pelo que não é provável que haja mais processos a ser abertos depois de a lista ser revelada.

Segundo a juíza Loretta Preska, muitos nomes já foram divulgados pela imprensa. Nos EUA, Bill Clinton foi revelado como o Doe 36. O antigo presidente norte-americano viajou várias vezes no avião de Jeffrey Epstein para Paris, Banguecoque ou Brunei depois de ter deixado a presidência. Afirma ter cortado laços com Epstein em 2005 e em 2019, quando o empresário foi preso, disse que nunca tinha estado nos locais para onde foram levadas as vítimas.

Estas eram obrigadas a ter sexo com os clientes de Epstein nas suas propriedades de Manhattan, Flórida, e numa ilha privada perto de St. Thomas.

Em abril deste ano, o Wall Street Journal revelou o calendário privado de Jeffrey Epstein, que incluíam reuniões com pessoas como o diretor da CIA William Burns, da antiga conselheira da Casa Branca Kathryn Ruemmler, do realizador Woody Allen, do bilionário Bill Gates ou do ativista Noam Chomsky.

Leonor Riso in Sábado
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Lusitano89

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Re: Estarão os EUA a ficar para trás?
« Responder #517 em: Janeiro 12, 2024, 11:44:46 am »
Donald Trump regressa ao tribunal para fase final do julgamento


 

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CruzSilva

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Re: Estarão os EUA a ficar para trás?
« Responder #518 em: Janeiro 12, 2024, 12:52:24 pm »
Citação de: NY Mag
How could Defense Secretary Lloyd Austin go missing for days?

The Biden administration suddenly finds itself embroiled in a rare personnel scandal following a bizarre situation with Secretary of Defense Lloyd Austin — who ended up hospitalized last week and apparently didn’t tell senior administration officials or his own deputy about it. After days of speculation, Austin’s doctors revealed that he had undergone surgery for prostate cancer and received additional treatment for an infection following the operation. Below is what we know about this still-developing story, which has left a lot of people in Washington, D.C., scratching their heads.

What happened?

Defense Secretary Lloyd Austin has been hospitalized at Walter Reed National Military Medical Center in Virginia since January 1 for treatment following what Pentagon Press Secretary Pat Ryder said were complications from a minor elective medical procedure. The 70-year-old had that procedure done on December 22, according to the Pentagon, but began experiencing severe pain last week and was eventually admitted to Walter Reed’s intensive care unit, where he then remained for four days.

On Tuesday, January 9, Austin’s doctors at Walter Reed finally issued a statement, revealing that the Defense Secretary had been diagnosed with prostate cancer and underwent a successful surgery on December 22 to treat the cancer. Days after he returned home, Austin presented with symptoms of nausea and severe pain and it was later determined that he had an infection, prompting his admission to Walter Reed for additional treatment and evaluation. His doctors say Austin was never under general anesthesia during this time and was always conscious. Austin is expected to make a full recovery. However, it’s still not clear when he will be discharged.

What is clear is that senior leaders at the Pentagon and White House — including President Biden, National Security Adviser Jake Sullivan, and Deputy Secretary of Defense Kathleen Hicks — didn’t know about Austin’s hospitalization until days later. Multiple reports indicate that they weren’t informed about Austin’s condition and hospitalization until Thursday, January 4.

(...)

Fonte: New York Magazine
« Última modificação: Janeiro 12, 2024, 12:54:29 pm por CruzSilva »
"Homens fortes criam tempos fáceis e tempos fáceis criam homens fracos - homens fracos criam tempos difíceis e tempos difíceis criam homens fortes."
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Estarão os EUA a ficar para trás?
« Responder #519 em: Fevereiro 06, 2024, 04:03:21 pm »
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Re: Estarão os EUA a ficar para trás?
« Responder #520 em: Fevereiro 15, 2024, 07:50:30 pm »
Julgamento de Trump por suborno começa a 25 de março em Manhattan


 

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Duarte

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слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower"
The Only Good Fascist Is a Dead Fascist
 

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Re: Estarão os EUA a ficar para trás?
« Responder #522 em: Fevereiro 16, 2024, 07:57:35 am »
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 
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Re: Estarão os EUA a ficar para trás?
« Responder #523 em: Fevereiro 17, 2024, 10:58:21 pm »
<blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">One week ago, Donald Trump encouraged Putin to invade NATO countries. Now, it’s been more than 24 hours since we learned of the death of Alexei Navalny, and Trump has yet to say his name. We cannot have a president who sides with murderous thugs who want to destroy America.


https://twitter.com/NikkiHaley/status/1758948217729790022?ref_src=twsrc%5Etfw
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Re: Estarão os EUA a ficar para trás?
« Responder #524 em: Fevereiro 22, 2024, 03:29:23 pm »
Alexander Smirnov: como uma fonte de confiança do FBI se tornou o centro de um escândalo
CNN , Evan Perez e Hannah Rabinowitz


Fontes de longa data do FBI divulgou falsos "podres" sobre o Presidente Joe Biden e a sua família

Alexander Smirnov foi inicialmente valorizado pelo FBI como uma fonte sólida, que mantinha relações com empresários e funcionários governamentais estrangeiros corruptos, mas, de acordo com várias fontes, o seu poder de atração aumentou quando revelou que também tinha ligações a serviços secretos estrangeiros.

A gestão de Smirnov por parte do FBI está agora a ser alvo de forte escrutínio, depois de se ter determinado que uma das fontes pagas de longa data do FBI esteve a divulgar falsos "podres" sobre o Presidente Joe Biden e a sua família.

Os procuradores dizem que Smirnov foi a fonte das falsas alegações de que os Biden receberam 10 milhões de dólares em subornos em troca de favores para beneficiar uma empresa de energia ucraniana, a Burisma, enquanto o filho do presidente, Hunter, era um membro remunerado do conselho de administração. Smirnov afirma agora ter obtido alguns destes "podres" sobre os Biden através de funcionários dos serviços secretos russos, de acordo com documentos judiciais.


O antigo informador pago enfrenta acusações criminais de falsificar documentos e mentir ao FBI. Ainda não se declarou culpado.

Mas o FBI suspeitava de algumas das informações de Smirnov já em 2020 e, durante os anos em que trabalhou como informador pago, não há indicação de que ele tenha sido submetido a um polígrafo, de acordo com uma pessoa informada sobre o assunto.

O polígrafo é uma forma habitual de o FBI avaliar fontes. Nalguns casos, sabe-se que o gabinete evita utilizar o polígrafo se uma fonte confidencial estiver também a trabalhar com outra agência de informação dos EUA, segundo funcionários actuais e antigos.

A saga de Smirnov remete para outro conhecido informador de longa data, Christopher Steele, cuja relação com o FBI se deteriorou devido a alegações explosivas e não verificadas sobre as ligações do candidato Donald Trump à Rússia.

Ambos os informadores tinham uma reputação venerada no FBI e ambos apresentaram alegações cruas e não corroboradas contra um importante candidato presidencial e os seus laços estrangeiros supostamente corruptos. Mas os dois não são iguais; Smirnov é agora acusado de mentir criminalmente ao FBI, enquanto Steele foi investigado por potencialmente fazer a mesma coisa, mas nunca enfrentou acusações.


Os funcionários do FBI continuam a acreditar que é possível que ambas as coisas sejam verdadeiras: que Smirnov forneceu informações legítimas e valiosas em investigações criminais ao longo dos anos e que mentiu sobre os subornos da Birmânia em parte devido à sua antipatia contra os Bidens.

Smirnov começou a trabalhar para o FBI como informador em 2010, de acordo com os registos do tribunal. Forneceu informações ao mesmo responsável durante mais de uma década e, segundo os documentos do tribunal, a sua relação era suficientemente profunda para que os dois acabassem por falar quase diariamente.

Desde o início da sua relação, o encarregado de Smirnov sabia que ele tinha associações com funcionários de governos estrangeiros. Quando, mais tarde, ele relatou interacções com agências de informação estrangeiras, o FBI apercebeu-se de que a possível janela que Smirnov oferecia para essas actividades de informação também era valiosa, disseram pessoas informadas sobre o assunto.

O FBI também sabia que Smirnov trabalhava como fonte para os serviços secretos israelitas e outros serviços secretos norte-americanos, disseram as pessoas informadas sobre o assunto.


Cronologia das informações de Smirnov

À medida que os procuradores tornaram públicas as alegadas mentiras de Smirnov, a cronologia do que ele disse e do que os investigadores, os procuradores e os políticos acreditaram, foi objeto de um novo exame minucioso por parte dos legisladores, que dizem que o FBI tem mais para explicar.

Antes da semana passada, nem sequer se sabia que Smirnov estava por detrás das falsas alegações de suborno de Biden. E, mesmo quando os procuradores relacionam as suas alegadas ligações aos serviços secretos russos, não forneceram provas que corroborem que ele está agora a dizer a verdade.

No verão passado, os responsáveis do FBI disseram em privado aos membros do Congresso que Smirnov já tinha fornecido informações credíveis em várias investigações, afirmaram os legisladores.

Mas o FBI estava num beco sem saída: os informadores avisaram os legisladores que o documento, conhecido como 1023, que continha as alegações de Smirnov contra os Biden, também incluía informações não corroboradas que não deveriam ser tornadas públicas. Mas pelo menos um legislador já tinha o documento, e os republicanos da Câmara estavam a ameaçar o FBI por causa da sua resistência em entregá-lo.


Agora restam várias questões importantes, entre as quais uma é a principal: se o FBI e pelo menos dois procuradores dos EUA nomeados por Trump - Scott Brady, em Pittsburgh, e David Weiss, em Delaware - sabiam da incapacidade do FBI para corroborar as alegações de Smirnov, porque é que só no verão passado começaram a desvendar as suas alegadas mentiras?

Já em 2020, as afirmações de Smirnov sobre os Biden foram vistas como suspeitas pelos investigadores do FBI, em parte porque não podiam corroborá-las e porque alguns suspeitavam que ele não estava a ser sincero sobre todas elas, disse uma pessoa informada sobre o assunto. As novas informações de Smirnov surgiram também numa altura em que o FBI e a comunidade dos serviços secretos dos EUA estavam cientes dos esforços russos para semear a desinformação sobre os Bidens, alguns dos quais se tornaram públicos através de Rudy Giuliani.

Entretanto, os republicanos do Congresso passaram meses a utilizar as alegações de Smirnov para alimentar as suas investigações sobre Hunter Biden e, eventualmente, para lançar um inquérito de destituição do seu pai.


Riscos da utilização de informadores
Um antigo funcionário do FBI que geria fontes confidenciais disse à CNN que o caso de Smirnov põe em evidência os riscos da utilização de informadores.

"São um mal necessário", disse o antigo funcionário do FBI. "As pessoas têm segundas intenções para fornecer informações. E (...) o nosso trabalho é equilibrar tudo isso".

Com um informador do calibre de Smirnov - um que fornece informações sobre o presidente dos EUA ou funcionários de alto nível - os funcionários do FBI sabem que os riscos são ainda maiores.

"Toda a gente sustém a respiração", disse o antigo funcionário sobre a gestão de uma fonte confidencial particularmente sensível. "Há uma sala cheia de foices e pensamos: 'Vou dar de caras com uma delas'."

Uma auditoria de 2019 do Inspetor-Geral do Departamento de Justiça à gestão de informadores do FBI detectou várias deficiências na forma como o FBI utiliza os informadores, incluindo no processo de verificação das fontes, na forma como o gabinete decide continuar a utilizar os informadores e na forma como os informadores de longo prazo eram monitorizados.


Essas deficiências incluem "o risco de que os CHSs [sigla em inglês para Fontes Humanas Confidenciais] não sejam adequadamente examinados ou priorizados", concluiu a auditoria, usando um acrónimo para fontes humanas confidenciais, ou informadores.

Smirnov fez as primeiras acusações de pagamento em 2020

Em março de 2017 - após o fim do governo Obama-Biden - Smirnov relatou pela primeira vez contatos com executivos da Burisma, dizem os promotores. O informador disse ao seu contacto que houve uma menção "breve e não relevante" a Hunter Biden durante uma conversa que teve com o proprietário da Burisma, mas que a conversa se centrou noutros assuntos.

Os relatórios de Smirnov foram registados num formulário do FBI chamado 1023, que os agentes utilizam para registar relatórios não verificados de informadores.

Anos mais tarde, em maio de 2020, Smirnov terá enviado uma mensagem de texto ao seu supervisor do FBI a dizer que Joe Biden ia "para a cadeia". Smirnov terá dito ao seu supervisor que iria "obter as gravações" de Hunter Biden a dizer a Burisma que o seu pai iria "tomar conta" do procurador-geral - uma alegação que foi promovida na altura pelos principais aliados de Trump e agentes russos.


Durante meses, segundo os procuradores, Smirnov não forneceu qualquer informação que sustentasse as suas alegações.

Em junho de 2020, o procurador dos EUA baseado em Pittsburgh na altura, Scott Brady, foi incumbido por funcionários do Departamento de Justiça (DOJ) de ajudar a analisar informações do público "que possam ser relevantes para assuntos relacionados com a Ucrânia. Como parte de sua revisão, o FBI Pittsburgh abriu uma avaliação do documento que memorializou a discussão de Smirnov em 2017 com os executivos da Burisma.

É nesse ponto, alegam os promotores, que Smirnov fez as primeiras alegações explosivas sobre os Bidens. Smirnov disse ao FBI que os executivos da Burisma lhe admitiram em 2015 e 2016 que tinham contratado Hunter Biden para "nos proteger, através do pai dele, de todo o tipo de problemas" e que tinham pago 5 milhões de dólares a cada Biden.

O FBI pediu a Smirnov que entregasse documentos para determinar se as informações que forneceu eram exactas. Os procuradores dizem que, dois meses depois, os membros do FBI e a direção do DOJ concordaram que a sua avaliação das alegações de Smirnov fosse encerrada.


Mas, de acordo com o seu próprio testemunho privado, no ano passado, perante o Comité Judicial da Câmara dos Representantes, Scott Brady afirmou que era "capaz de corroborar certas informações que foram representadas pelo CHS e que estão memorizadas neste 1023", incluindo através de alguns registos de viagens que Smirnov tinha fornecido.

Os procuradores dizem agora que os registos de viagem de Smirnov vão ser usados como prova contra ele no seu processo criminal, provando que mentiu sobre as suas reuniões com os executivos da Burisma.

Brady disse acreditar que havia um "indício suficiente de credibilidade" em aspectos do 1023 e informou Weiss sobre o documento, de acordo com a transcrição da entrevista. Brady disse que pediu ao FBI que entregasse o documento ao gabinete de Weiss.

Aparentemente, Weiss manteve essa investigação aberta até julho de 2023, altura em que o FBI abordou a sua equipa sobre "alegações relacionadas com" as alegações de Smirnov. Nessa altura, as alegações de Smirnov, embora não lhe fossem atribuídas publicamente, foram lançadas para a ribalta política pelos republicanos que promoveram incansavelmente a sua história de suborno de Biden.


Smirnov relatou mais de uma dúzia de reuniões ou discussões com funcionários russos em 2023, de acordo com documentos judiciais.

Em setembro, seis anos após o seu relatório original, Smirnov foi novamente entrevistado pelo FBI relativamente às suas alegações sobre os Biden. Os promotores disseram que ele "repetiu algumas afirmações falsas, mudou sua história em relação a outras afirmações e promoveu uma nova narrativa falsa depois de dizer que se encontrou com autoridades russas".

Smirnov foi detido na semana passada. Ainda não apresentou uma declaração formal, mas os seus advogados afirmaram que está a lutar contra as acusações.

 

Imagem no topo: Alexander Smirnov sai do tribunal em Las Vegas, EUA, a 20 de fevereiro. CNN

https://cnnportugal.iol.pt/guerra/russia/alexander-smirnov-como-uma-fonte-de-confianca-do-fbi-se-tornou-o-centro-de-um-escandalo/20240222/65d71907d34e371fc0bd5e1f
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