Indústria Aeroespacial

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Lusitano89

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Re: Indústria Aeroespacial
« Responder #30 em: Dezembro 04, 2018, 05:50:15 pm »
O futuro do setor espacial português vai ser discutido em Coimbra


O Diretor-Geral da Agência Espacial Europeia e o Ministro da Ciência e Tecnologia vão estar no evento de celebração do 4.º aniversário da incubadora espacial portuguesa, organizado pelo Instituto Pedro Nunes. Iniciativa vai mostrar as mais recentes aplicações de tecnologia espacial na Terra, apresentar novas start-ups e discutir o futuro do setor espacial em Portugal.

A incubadora espacial portuguesa da Agência Espacial Europeia (ESA BIC Portugal), coordenada pelo Instituto Pedro Nunes (IPN), assinala nos dias 20 e 21 de dezembro, em Coimbra, o seu 4.º aniversário com o evento “Portugal Espaço 2030”, organizado em colaboração com a Ciência Viva e o Gabinete do Espaço da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

No dia 20, quinta-feira, seis novas start-ups incubadas na ESA BIC Portugal vão ser apresentadas nesta iniciativa e é inaugurada uma exposição onde se poderão conhecer ao vivo produtos e protótipos funcionais com aplicação terrestre desenvolvidos com tecnologia espacial.

A impressora 3D da BeeVeryCreative, desenhada para a Estação Espacial Internacional – MELT, capaz de imprimir em ambiente de microgravidade vai estar em funcionamento à vista de todos. Com a ajuda do IPN, enquanto Broker de Transferência Tecnologia da ESA, a BeeVeryCreative está a transferir tecnologia desta impressora para desenvolver um novo produto para prototipagem industrial.

Outra empresa que estará presente com um protótipo é a Pavnext. Vencedora de vários prémios, esta startup está a aplicar uma cortiça da Amorim Cork Composites, usada no isolamento de foguetões, no desenvolvimento um pavimento que reduz a velocidade dos carros e gera energia.

Também a ActiveSpace Automation, spin-off da Active Space Technologies, está a incorporar tecnologia espacial em aplicações terrestres e terá para mostrar um veículo teleguiado usado para suporte à logística em ambientes industriais. Este veículo incorpora o know-how que a Active Space Technologies adquiriu no desenvolvimento de um sistema robótico para os testes de locomoção de um rover utilizado na exploração de Marte, na missão europeia ExoMars.

Já a Matereo vai apresentar um rover aquático e um satélite marítimo capazes de recolher, em tempo real, dados bioquímicos de monitorização da qualidade das águas, combinados com dados de Observação da Terra.

O futuro do setor espacial em Portugal

Os trabalhos do segundo dia, 21 de dezembro, sexta-feira, começam às 10 horas com as intervenções de Teresa Mendes, Presidente da Direção do Instituto Pedro Nunes, Manuel Heitor, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e Gui Menezes, Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia dos Açores.

Estará também presente o Diretor-Geral da ESA, Jan Wörner, keynote speaker, com uma intervenção sobre as novas oportunidades no Espaço 4.0.

Durante a manhã, tem destaque o tema da plataforma de lançamento de satélites nos Açores – Atlantic International Satellite Launch Programme, numa sessão conduzida por Luís Santos, coordenador da Estrutura de Missão dos Açores para o Espaço, e que conta com a participação de Chris Larmour, presidente executivo da Orbex, Tiago Rebelo, do Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, e ainda da PLD Space, que trabalha com foguetões suborbitais.

O projeto Space Rider, que deverá aterrar nos Açores, vai ser outro tema marcante. Pelas suas condições de microgravidade, este projeto pode trazer muitas oportunidades de investigação nas áreas da saúde e farmacêutica como, por exemplo, testar como o sangue circula em microgravidade. A Avio, empresa italiana que opera no setor aeroespacial, tem presença confirmada neste painel.

Empresas como a Spin.Works e a organização EUMETSAT também vão estar presentes para fazer uma análise sobre os futuros mercados terrestres potenciados por dados de Observação da Terra.

A Ciência Viva estará presente num painel dedicado à Educação para o Espaço e Espaço para a Educação, contando ainda com a participação das parcerias internacionais MIT Portugal e UTAustin.

A ESA BIC Portugal é coordenada pelo IPN e tem polos no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto e na agência DNA Cascais. É um dos 20 centros de incubação da Agência Espacial Europeia a nível europeu, onde são apoiadas start-ups que transfiram tecnologia espacial para setores terrestres, mas também novas empresas que pretendam entrar no mercado espacial comercial, no chamado New Space.

O Instituto Pedro Nunes é também membro da rede de Brokers de Transferência Tecnologia da ESA, apoiando a comercialização da tecnologia espacial em mercados não espaciais e divulgando as melhores e mais promissoras tecnologias espaciais e competências das empresas e academia espaciais portuguesas.


:arrow: https://boasnoticias.pt/o-futuro-do-setor-espacial-portugues-vai-ser-discutido-em-coimbra/?fbclid=IwAR0WOgXHSy4CXaj67T80hST9Gi8VWazJ2R2sX_RTwD-HoImH5-hsDjjRQpU
 

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Re: Indústria Aeroespacial
« Responder #31 em: Dezembro 21, 2018, 01:00:12 pm »
É a Portugal Espaço. A Agência Espacial Portuguesa nasce no início de 2019


A Agência Espacial Portuguesa - Portugal Espaço vai nascer durante o primeiro trimestre de 2019. Com sede na ilha de Santa Maria, nos Açores, e pelo menos um polo em Lisboa, o novo organismo vai promover o desenvolvimento do setor nacional do espaço, dinamizando a criação de programas, de novas empresas e de mais emprego qualificado nesta área, no país.

O objetivo "é multiplicar por 10 em 2030 o volume de negócios deste setor em Portugal, que é atualmente de 40 milhões de euros, e chegar pelo menos aos 400 milhões de euros dentro de uma década. A criação da agência espacial faz parte da estratégia para lá chegar", explica ao DN o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

Pedra de toque para toda essa estratégia serão as verbas do financiamento público da União Europeia, através do novo programa europeu para o espaço, que será lançado em 2021, para vigorar até 2027. "Vão ser ao todo 16 mil milhões de euros, e Portugal ambiciona captar 2% [320 milhões de euros] dessa verba", adianta Manuel Heitor, sublinhando que "a ambição para a próxima década é também criar pelo menos mil novos postos de trabalho qualificado nesta área em Portugal"

"Para isso temos de nos preparar, e a criação da agência faz parte dessa estratégia", garante o ministro, que anuncia hoje a Portugal Espaço em Coimbra, na presença de Johann-Dietrich Woerner, o diretor-geral da ESA, a agência espacial europeia, e de Gui Menezes, o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, do Governo Regional dos Açores.

A agência será criada "em articulação com o Governo regional dos Açores", um dos membros associados fundadores do novo organismo.

A Portugal Espaço "será sobretudo um corpo técnico profissional de peritos, que vai dinamizar novos mercados e negócios, e novas atividades do espaço no país", resume Manuel Heitor, sublinhando que "não se trata de criar uma agência espacial tradicional de grandes dimensões e com laboratórios próprios", mas um organismo "afiliado da ESA", no que será "uma nova geração de agências nacionais nesta área, promotoras de novas atividades".

Estratégia para 2030, com novos mercados e atividades

O espaço, acredita Manuel Heitor, está cheio de novas oportunidades e a sua estratégia para a próxima década no setor passa por tirar partido delas. "Há um leque crescente de novas aplicações na observação da Terra para satélites de baixa altitude, entre 400 e 800 km, e novos mercados que vão desde a segurança marítima à agricultura de precisão, às pescas ou ao desenvolvimento urbano", explica.

Esse é um dos nichos que o setor nacional, com a criação de novas empresas e mais emprego qualificado, poderá explorar, defende o governante. Atualmente os pequenos satélites e microssatélites, "que já têm resolução de imagem dos ordem dos 10 centímetros, abrem essa possibilidade de novas aplicações em tecnologias e sistemas de observação da Terra", e Portugal pode aproveitar essa via aberta.

Outra linha a ser dinamizada é a da produção própria de satélites no país, na gama dos pequenos e microssatélites, que fazem, justamente, essas observações. "A ideia é que possa ser lançada uma indústria de pequenos satélites e de microssatélites em Portugal", avança Manuel Heitor.

O terceiro objetivo é entrar na área dos pequenos lançadores e facilitar o acesso ao espaço através dos Açores", enumera o ministro. Esse plano está delineado, "e em curso", e se tudo correr como previsto, os primeiros lançamentos a partir do porto espacial que está planeado para a ilha Santa Maria, poderão começar em 2021.

Estações de rastreio e um porto espacial

Essa é, de resto, uma aposta concertada com o Governo Regional dos Açores, que vê o setor espacial como decisivo. "Temos uma estratégia para o espaço desde 2008, e os Açores têm condições muito favoráveis ao desenvolvimento de projetos nesta área", sublina ao DN o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Gui Meneses.

Isso mesmo ficou demonstrado em 2016, com a instalação na ilha de Santa Maria da estação de rastreio de lançamentos espaciais da ESA. Depois disso, os projetos multiplicaram-se. Já em fevereiro do próximo ano, começa a ser montada ali uma nova antena de 15 metros, "para fazer rastreio de satélites e prestar outros serviços à ESA", adianta Gui Meneses.

Entre outras atividades, a nova antena vai integrar a rede mundial de estações no solo que vão receber os dados da sonda europeia Proba 3 que vai estudar o Sol, e que tem lançamento previsto para o final de 2020.

Nos próximos meses, será igualmente concluída a instalação de uma outra antena, essa destinada ao serviço da EUMETSAT, a organização europeia que opera e coordena os satélites meteorológicos.

Quanto ao porto espacial, o plano prossegue, para já, como delineado. Há duas semanas, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), tutelada pelo Ministério da Ciência, anunciou que foram selecionados cinco consórcios, entre os 14 que tinham manifestado interesse em instalar e operar um porto espacial na ilha de Santa Maria. Esses cinco - AVIO, AZUL Consortium, Isar Aerospace Technologies GmbH, PLD Space, Rocket Factory Augsburg e Edisoft - terão agora de apresentar, em fevereiro, os respetivos estudos de impacto ambiental, que até maio de 2019 serão avaliados pelas autoridades regionais.

Se tudo correr de feição, e com a "salvaguarda absoluta de todas as questões ambientais e de segurança", como sublinhou há dias Gui Menezes numa audição na Comissão de Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, os primeiros lançamentos poderão acontecer em 2021.

Em toda esta estratégia, a nova agência Portugal Espaço será uma peça central.


:arrow: https://www.dn.pt/vida-e-futuro/interior/e-a-portugal-espaco-a-agencia-espacial-portuguesa-nasce-no-inicio-de-2019-10348497.html?fbclid=IwAR1bPfDQftKqRXEFefh_hfPo44Pg_XhbPQLcTgGua4A1v_2Nxnqls7wTwQE
 

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Re: Indústria Aeroespacial
« Responder #32 em: Janeiro 15, 2019, 05:22:43 pm »
Conheça a primeira astronauta portuguesa


Ana Pires terminou com sucesso o curso da NASA que prepara os candidatos para voos espaciais.
A investigadora do Instituto Superior de Engenharia do Porto foi uma das 12 pessoas selecionadas para um programa de investigação apoiado pela agência espacial norte-americana. Durante um mês e meio esteve em formação na Flórida, naquela que considera ter sido uma experiência única.

Em breve parte para o Estado do Arizona, onde vai fazer um curso de Geologia Lunar e de Marte.

:arrow: https://sicnoticias.sapo.pt/pais/2019-01-15-Conheca-a-primeira-astronauta-portuguesa?fbclid=IwAR3fIsp2iyv_NKw1rmpL9U7qm0qW0FgU3DnWG6pVzP6SzBuA24Jgs6FhkVw
 

 

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