Amazônia: querem tomar essa riqueza

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J.Ricardo

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Amazônia: querem tomar essa riqueza
« em: Maio 30, 2005, 01:01:46 pm »
Amazônia: querem tomar essa riqueza
Por trás da histeria ecológica há interesses econômicos escusos

Por Hugo Studart e elaine cotta

A semana que passou entrará para a história do Brasil como uma daquelas em que o País mais foi atacado pela imprensa mundial. Diante de estatísticas mostrando um recrudescimento anômalo no desmatamento amazônico – esperava-se um crescimento de 2% no ritmo da derrubada entre 2003 e 2004, mas registrou-se um percentual de 6% – jornais, organizações ecológicas e até diplomatas do mundo desenvolvido reagiram com pedras na mão. Contra o Brasil. “É impossível encontrar qualquer argumento coerente em defesa da contínua destruição da floresta equatorial brasileira”, escreveu, em Londres, o diário Independent. “Eles estão transformando a floresta tropical em pastagens. É asqueroso”, proclamou John Sauven, líder do Greenpeace. Mas partiu de Peter Mandelson, comissário europeu de comércio, o comentário mais agressivo da semana. “O Brasil tem que assumir as suas responsabilidades. Algo grave está acontecendo”, disse ele, enfatizando que é preciso frear a destruição de “um bem público”. Essas afirmações maliciosas ecoaram o que já fora dito, em fevereiro, por Pascal Lamy, antecessor de Mandelson na União Européia e atual diretor-geral da Organização Mundial do Comércio. Com imensa cara de pau, Lamy, o príncipe do protecionismo europeu, defendeu a internacionalização da Amazônia. Como se a floresta mais pujante do planeta, que ocupa 58% do território brasileiro, já não tivesse dono. Como se os europeus já não tivessem destruído 90% de suas próprias florestas.

Presença policial na Amazônia Plano do governo inclui Exército, fiscais do Ibama e combate ao desmatamento para tráfico de madeira
 
Desta vez, porém, a grita ecológica tinha um alvo preciso: a soja e, através dela, a exploração das riquezas naturais do Brasil. Não é por outro motivo que a cobertura mais agressiva sobre o desflorestamento concentrou-se na pessoa de Blairo Maggi, governador do Mato Grosso e maior plantador de soja do planeta. A revista britânica The Economist referiu-se a ele como “o estuprador da floresta” e “rei do desflorestamento”, explicando que o Mato Grosso foi responsável por 40% do desmatamento registrado no último biênio. O governo federal limitou-se a defender seus planos para a região – que são bons, diga-se de passagem – sem confrontar a histeria dos ambientalistas e seus patrocinadores no Hemisfério Norte. “Atacam a nossa soberania e ninguém sai em nossa defesa. Assim vão permitir o esquartejamento da Amazônia”, revolta-se Maggi. O general Luiz Gonzaga Lessa, presidente do Clube Militar e ex-comandante militar da Amazônia, também sentiu cheiro de fumaça. “Isso é lobby econômico disfarçado de ideologia ambientalista”, resume. O historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira, autor de “As Relações Perigosas: Brasil-Estados Unidos”, também vê interesses escusos na grita da semana passada. “Essas ONGs não são inocentes. Servem aos interesses das transnacionais que estão sendo afetadas pela competição agrícola do Brasil”, afirma o professor. “Essa celeuma visa apresentar à ONU um projeto de internacionalização da Amazônia.”

 
Lamy, da OMC Amazônia é patrimônio internacional
Para entender os interesses em jogo na floresta, é preciso ter em conta que o Brasil tornou-se, nos últimos anos, o maior exportador de soja do mundo, com 36,2 milhões de toneladas. Ultrapassou os Estados Unidos. O Mato Grosso de Maggi lidera a produção nacional, sua soja esbarra na chamada Amazônia Legal e invade a zona de transição botânica entre o cerrado e a floresta equatorial. Os agricultores dizem que esse território é cerrado e insistem em plantar 50% da área de suas propriedades. O governo diz que é floresta e admite o plantio de apenas 20%. Adilton Sachetti, prefeito de Rondonópolis e um dos maiores plantadores de algodão do Mato Grosso, lembra que o Estado tem área de 90 milhões de hectares, dos quais apenas 8 milhões são de plantio. Outros 50 milhões de hectares são cobertos por florestas intocadas. Ele pondera que os americanos, a despeito das suas ONGs, têm 33% do seu PIB ancorado na agricultura: “Falar que a soja é responsável pela degradação do ambiente é fachada. Eles temem é que o Brasil roube mercado dos americanos”. Há outro mercado em jogo, o da madeira. Nos últimos três anos, a Amazônia multiplicou por cinco a sua área para exploração de madeira certificada, com selo verde para exportação legal. Mas a tese do Greenpeace é a de que a madeira da Amazônia não deve ser explorada nem mesmo como manejo florestal. No fundo desse debate, está o fato de que o Brasil caminha, rapidamente, para dominar tanto o mercado internacional de móveis e madeiras quanto o de papel e celulose. Há no segmento 40 projetos em andamento, com investimentos previstos de R$ 6,7 bilhões. “Muita gente não se conforma com o fato de uma área com o tamanho e o potencial da Amazônia ser controlada por um país subdesenvolvido como o Brasil”, afirma Lorenzzo Carrasco, organizador do best-seller “Máfia Verde”. “Algumas ONGs funcionam como forças de guerra irregulares e o governo brasileiro tem sido excessivamente submisso a essas pressões.”
Na tarde da terça-feira 24, houve uma reunião no Palácio do Planalto para tratar da pressão internacional. Coordenada por José Dirceu, ministro-chefe da Casa Civil, contou com cinco ministros em pessoa, como Marina Silva, do Meio Ambiente, e Aldo Rebello, da Coordenação Política. Dirceu abriu o encontro dizendo que estava efetivamente preocupado com as pressões internacionais. Ao final, o grupo concluiu que o problema pode ser resolvido caso o Brasil explique de forma detalhada nos foros internacionais todas as boas medidas que estão sendo tomadas pelo governo de um ano para cá, quando colocou em prática o Plano de Combate ao Desmatamento da Amazônia. Inaugurado em março do ano passado, esse plano prevê 149 ações de 13 ministérios e investimentos de R$ 390 milhões até 2007. Um dos focos do plano diz respeito à fiscalização da região, com intensificação da presença do Exército e a contratação de mais 600 fiscais do Ibama, ainda este ano. Outro foco é a criação de áreas de proteção para conter o desmatamento. Nos últimos dois anos, o governo reservou 376 mil km2 de florestas exclusivamente para projetos de assentamentos sustentáveis e extrativismo. A área é maior que a Alemanha. Também homologou 93 mil km2 de reservas indígenas e criou mais 83 mil km2 de reservas florestais. Equivale a uma Áustria. O plano é que essas reservas contenham a derrubada das árvores. A próxima meta é tentar aprovar no Congresso o projeto de lei que cria o Serviço Florestal Brasileiro, espécie de agência reguladora da floresta. A idéia central é que o governo faça concessões para exploração por manejo – da mesma forma que emite concessões de telecomunicações ou jazidas minerais. O SFB define a área de exploração, o Ibama fiscaliza. O projeto está pronto para ser votado em uma comissão da Câmara. Ao final da reunião de terça-feira, os ministros decidiram trabalhar melhor em quatro pontos: intensificar o policiamento, criar um selo verde para os produtos da Amazônia, efetivar a idéia de um pacto com os Estados (estabelecendo metas de redução da devastação) e, por fim, propor à equipe econômica uma linha de crédito subsidiada para os projetos verdes. “Não podemos ser simplesmente contra a soja”, diz a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente. “Temos de defender que as atividades produtivas, de qualquer natureza, sejam feitas em bases sustentáveis.” Essa é um conversa que os brasileiros podem entender, os produtores podem apoiar e o futuro não tratará como simples capitulação a interesses internacionais.
 

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fgomes

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« Responder #1 em: Maio 30, 2005, 05:52:12 pm »
Mais um exemplo da arrogância dos gringos! Só que a arrogância anda junta com a ignorância. Parece-me que a cultura da soja se tem desenvolvido na zona ocupada por um tipo de vegetação que é o cerrado, um tipo de savana, e não na floresta equatorial, portanto um bocado mais a sul da Amazónia. De qualquer modo é um disparate pedir a um país que estabeleça uma reserva natural com milhões de Km2.

Mas também é necessário dizer que nem todos os gringos são parvos, dando-se mesmo ao trabalho de fazer umas contas simples sobre a destruição da floresta amazónica, obtendo resultados surpreendentes!
Ora vejam:
 http://dailyablution.blogs.com/the_daily_ablution/2005/05/rain_forest_dis.html
 

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Sgt Guerra

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« Responder #2 em: Maio 31, 2005, 12:25:14 pm »
Citação de: "fgomes"
Mais um exemplo da arrogância dos gringos! Só que a arrogância anda junta com a ignorância. Parece-me que a cultura da soja se tem desenvolvido na zona ocupada por um tipo de vegetação que é o cerrado, um tipo de savana, e não na floresta equatorial, portanto um bocado mais a sul da Amazónia. De qualquer modo é um disparate pedir a um país que estabeleça uma reserva natural com milhões de Km2.

Mas também é necessário dizer que nem todos os gringos são parvos, dando-se mesmo ao trabalho de fazer umas contas simples sobre a destruição da floresta amazónica, obtendo resultados surpreendentes!
Ora vejam:
 http://dailyablution.blogs.com/the_daily_ablution/2005/05/rain_forest_dis.html


   fgomes,
   A soja brasileira é plantada n maior parte no sul do pais, onde fica a floresta araucaria, que não tem nada haver com a Amazonia, essa sim esta ameaçada. O Brasil tem 7 corredores ecologicos, cinco deles fica na Amazonia, o central, onde fica o cerrado brasileiro, era do tamanho da Grã-bretanha, foi aumentado em 800 km para se juntar ao pantanal. Esses 5 corredores formam uma area equivalente a 30% da Amazonia, e são intocaveis, nem o poder publico pode exercer atividade economica na area. Como foi dito a floresta representa 58% do territorio brasileiro, outra parte da Amazonia são reservas indigenas que representa uma area do tamanho de Portugal, Espanha, Alemanha e Bélgica juntos. Um estado como Roraima tem metade do territorio demarcado como area indigena e outra metade como Amazonia.
   Eu sou a favor da preservação da floresta, mas essa de patrimonio da humanidade eu não aceito. AAmazonia não pode ser o quintal do planeta.
 

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J.Ricardo

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« Responder #3 em: Junho 03, 2005, 03:22:02 pm »
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PF realiza operação contra extração ilegal de madeira
 
da Folha Online

Após nove meses de investigação, a Polícia Federal em Mato Grosso deflagrou nesta quinta-feira a Operação Curupira, para desarticular uma organização composta por madeireiros e despachantes especializados na extração e transporte ilegal de madeira.

Segundo a PF, o esquema contava com a ajuda de servidores públicos do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e da Fema (Fundação Estadual do Meio Ambiente).

Entre os presos estão o gerente-executivo do Ibama em Cuiabá, Hugo José Scheuer Werle, e o seu substituto Marcos Pinto Gomes --policial rodoviário federal cedido ao Ibama--, acusados de corrupção passiva e enriquecimento ilícito.

Segundo as investigações, nos últimos dois anos à frente da gerência do órgão no Estado, Werle teria aumentado seu patrimônio em R$ 426 mil. Também foram interditadas três madeireiras que atuavam na região --Sulmap, Ancacil e Madeplacas.

Os policiais estão cumprindo mandados de prisão e de busca e apreensão nos Estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia e Paraná. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Federal de Cuiabá.

De acordo com levantamentos preliminares dos analistas ambientais do Ibama, que acompanharam as investigações realizando auditorias nos postos do órgão, o volume de madeira ilegal transportado pelos integrantes da quadrilha, avaliado em R$ 890 milhões, daria para encher 66 mil caminhões, que enfileirados atingiriam a distância entre Salvador (BA) e Curitiba (PR).

Ainda segundo estudo preliminar, a União terá que arcar com R$ 108 milhões para promover a recomposição da área devastada. Parte desse dinheiro sairá do bolso dos próprios investigados, que terão seus bens seqüestrados a pedido da Polícia Federal. O destino da madeira era a comercialização no país e no exterior, para onde era enviada através do Porto de Paranaguá (PR).

Investigações

Segundo as investigações, o núcleo da fraude consistia no fornecimento ilícito, pelos servidores corruptos, de ATPF (Autorização para Transporte de Produtos Florestais), como forma de "esquentar" estoque ilegal de madeira existente nos pátios das grandes madeireiras.

Isto porque o documento, fabricado pela Casa da Moeda e controlado pelo Ibama, serve para lastrear não só o transporte, mas também a origem do produto florestal. No mercado negro, cada ATPF em branco é comercializada ao custo de R$ 2 mil.

As ATPF's são fornecidas a quem tem o direito de extrair madeira, ou seja, detentores de plano de manejo ambiental, autorização de desmate, comprador de outra empresa ou de créditos de reflorestamento. Madeireiros e despachantes criavam empresas fantasmas para obter um maior número de ATPF's e corrompiam servidores públicos para fornecer irregularmente o documento, além de facilitar a fiscalização quando os documentos eram falsificados.

Os envolvidos devem ser indiciados pelos crimes de corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações, prevaricação, advocacia administrativa, falsidade ideológica, autorização indevida de desmate, extravio de documento público, formação de quadrilha e estelionato contra a administração pública.

 :Palmas:
 

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Rhanges

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Bonjour
« Responder #4 em: Outubro 10, 2006, 11:19:00 am »
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #5 em: Outubro 10, 2006, 11:39:39 am »
Deviam explicar a esses senhores o que significa "Soberania Nacional"!  :?
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Paisano

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« Responder #6 em: Maio 20, 2008, 05:07:26 am »
Não há índio ianomâmi*

Fonte: www.tribunadaimprensa.com.br

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Em abril de 91, o príncipe Charles, da Inglaterra, aquele que trocou a deusa Diana pela bruxa Camila, promoveu, a bordo do iate real inglês Brittania, ancorado no rio Amazonas, um seminário de dois dias.

Estavam lá David Triper, ministro do Meio Ambiente da Inglaterra, William Reilly, diretor da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, Carlo Ripa di Meana, coordenador do Meio Ambiente da Comunidade Européia, Robert Horton, presidente da Britsh Petroleum, e o ministro brasileiro José Lutzenberger, do Meio Ambiente (governo Collor).

No dia 15 de novembro de 91, o ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, assinou a portaria 580, criando a Reserva Indígena dos Ianomâmis: uma área contínua de 91 mil quilômetros quadrados, na fronteira de Roraima e do Amazonas com a Venezuela.

Príncipe Charles

No começo de 2000, quando a população de Roraima se insurgiu contra a criação, em área continua, da Reserva Indígena Raposa-Serra do Sol, o príncipe Charles, aquele que trocou a divina Diana pelo fantasma Camila, visitou a Guiana, onde participou da inauguração da "reserva ambiental" de Iwokrama, com 400 mil hectares, na região do rio Rupunini.

O secretario do Ministério de Relações Exteriores inglês, Paulo Taylor, e o secretário da embaixada britânica no Brasil, John Pearson, estiveram em Roraima "para conhecer de perto a realidade indígena".

Em 15 de abril último, o governo Lula assinou a criação, em terras contínuas, da Reserva Indígena Raposa-Serra do Sol: 1,75 milhão de hectares, cuja constitucionalidade o Supremo Tribunal está julgando.

Agora, o mesmo Charles, o príncipe cego, convidou governadores e parlamentares da Amazônia para uma "segunda rodada sobre a Amazônia" em Londres. O que eles querem? Fincar uma estaca inglesa na Amazônia.

Curt Nimuendajú

Do embaixador Adriano Benayon, recebo estudo sobre a gula externa pela Amazônia, com uma pesquisa do professor Mario Drumond:

1 - "Consultei o `Mapa Etno-Histórico de Curt Nimuendajú' (IBGE/MEC - edição de 1981), considerado exaustivo como estudo científico das tribos, etnias, migrações e populações índigenas no Brasil, e verifico que não se registra nele nenhuma tribo chamada "ianomami", nem com I nem com Y, e nem com qualquer tipo de semelhança nominal ou ortográfica. Significa, portanto, que não existe e nunca existiu tal tribo".

2 - "Os estudos e pesquisas do naturalista e etnólogo alemão Curt Unkel (que adotou o nome indígena de Curt Nimuendajú), realizados no Brasil ao longo de 40 anos (1905 e 1945) de ininterruptos trabalhos de campo, relacionam nominalmente, mapeiam (inclusive as migrações e perambulações) e comprovam cientificamente a existência de mais de 1.400 tribos indígenas de diferentes etnias em todo o território brasileiro, com enfase na Amazônia e países fronteiriços a oeste e norte do Brasil. É considerado o mais importante e minucioso estudo jamais realizado em qualquer parte do mundo sobre as populações indígenas amazônicas".

A farsa

3 - "A `nação indígena inomami' é uma patifaria, uma ficção histórico-indígena que vem se criando e desenrolando em conivência com interesses apátridas e antinacionais. Não existem índios inanomamis. Os que estão na `reserva' foram levados por ONGs controladas e financiadas por entidades estrangeiras, com a ajuda da FunaiI, a partir dos anos 70".

4 - "Tudo isso está documentado no livro `A farsa ianomâmi', do coronel Carlos Alberto Menna Barreto, em trabalhos do coronel Gelio Fregapani e em artigo do almirante Gama e Silva: `Ianomâmi? Quem?'".

A ameaça

Para que a perda de nossos territórios se torne também "de direito", basta que nações mandem os índios, que já controlam através de ONGs, entidades religiosas, etc., proclamarem-se "cidadãos de países independentes" atraves da "independência" de países inventados, apoiados externamente.

Fantasia? Leiam a "Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas", aprovada dias atrás pela ONU, inclusive com o voto do Brasil. É da maior gravidade, sobretudo se o Congresso aprovar e incorporar à Constituição, conforme o art. 5º, parágrafo 3º, da emenda nº 45, de 2004:

"Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos, que forem aprovados, em cada casa do Congresso, em dois turnos, por 3/5 dos votos, serão equivalentes às emendas constitucionais".

Autonomia e governos

A "Declaração" tem 46 artigos, que o País não discutiu. Por exemplo:

Art. 4: "Os povos indígenas, no exercício de seu direito de livre determinação, têm direito à autonomia (sic) ou ao autogoverno (sic)... a reforçar suas instituições políticas, jurídicas, econômicas, sociais, culturais".

Art. 9: "Os povos indígenas têm direito a pertencer a uma comunidade ou nação (sic) indígena".

Art. 26: "Os povos indígenas têm direito às terras, territórios e recursos que tradicionalmente tenham possuído, ocupado ou utilizado".

Art. 30: "Não se desenvolverão atividades militares (sic) nas terras ou territórios dos povos indígenas, a menos que tenham solicitado".

Art. 36: "Os povos indígenas, sobretudo os separados por fronteiras internacionais (sic), têm direito de manter e desenvolver contatos, relações e cooperação com outros povos, através das fronteiras" (sic).

*Sebastião Nery
As pessoas te pesam? Não as carregue nos ombros. Leva-as no coração. (Dom Hélder Câmara)
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Paisano

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« Responder #7 em: Maio 22, 2008, 04:45:55 am »
Os "ianomâmis" e os "misquitos"*

Fonte: http://www.tribunadaimprensa.com.br

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Tomás Borge, moreno, baixo, forte, atarracado, que conheci na Nicarágua, em julho de 79, como ministro do Interior, logo depois que os sandinistas puseram o ditador Somoza para correr, era o mais velho dos líderes da guerrilha e, na hora da vitória, o único sobrevivente dos 10 que fundaram a Frente Sandinista e subiram as montanhas em 1961.

Anos depois, na redação dos "Cadernos do Terceiro Mundo", aqui no Rio, o universal deputado do Maranhão Neiva Moreira contou ao jornalista José Augusto Ribeiro, outro batalhador incansável, que, numa reunião da Opaal, a organização dos partidos da América Latina, em São Domingos, capital da República Dominicana, onde Neiva representava o PDT, o Tomás Borge, que lá estava em nome da Frente Sandinista, lhe perguntou:

- Que grupo é esse, na fronteira norte do Brasil com a Venezuela, uns "iano e mais qualquer coisa", de que temos ouvido falar lá em Manágua?

- São os "ianomâmis", uns índios que apareceram agora por lá.

Tomás Borge

O experiente Tomás Borge puxou uma cadeira, falou com Neiva:

- Olha, vocês no Brasil tomem cuidado. Na Nicarágua, na luta contra Somoza, os índios "misquitos", que viviam numa das nossas fronteiras, creio que com Honduras, não apoiaram os sandinistas. Nós decidimos não hostilizá-los e até, no poder, pensamos em nos aproximarmos deles.

- E como é que as coisas se desenrolaram?

- Logo começaram a aparecer, na mídia hostil à Nicarágua sandinista, "informações" sobre o "genocídio dos misquitos" pelo novo governo ou com a nossa cumplicidade.

"Informações", é claro, acompanhadas de apelos em favor da criação e reconhecimento de uma nação independente dos "misquitos", destacada do território da Nicarágua e de território correspondente do outro lado da fronteira.

- Já apareceram coisas parecidas em certa imprensa internacional.

- Pois é. Se os "ianomâmis" estão situados dos dois lados da fronteira brasileira, preparem-se para a campanha internacional em favor da criação de um país independente para eles. Independente do Brasil, não dos grupos econômicos internacionais, que querem avançar sobre o riquíssimo subsolo dessa região, grupos aos quais algumas ou muitas ONGs servem de biombo.

Neiva Moreira

E Neiva Moreira disse a Zé Augusto Ribeiro que estava preocupado:

- Quando penso nisso, lembro-me das alegações de "imperialismo brasileiro" na questão do Acre, há pouco mais de 100 anos: se não ficasse com o Brasil, o Acre também não poderia ficar com a Bolívia, mas com uma empresa tentacular, o Bolivian Syndicate, controlada por interesses norte-americanos e europeus. Agora, deveríamos perguntar se aos "ianomâmis" não se aplica também a advertência do padre Antonio Vieira, ainda no Brasil Colônia:

"O que querem não é nosso bem, mas nossos bens"
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*Sebastião Nery
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Re: Amazônia: querem tomar essa riqueza
« Responder #8 em: Julho 08, 2019, 04:30:25 pm »

Desmatamento na Amazónia dispara
« Última modificação: Julho 08, 2019, 04:31:01 pm por HSMW »
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Re: Amazônia: querem tomar essa riqueza
« Responder #9 em: Agosto 06, 2019, 09:35:26 pm »
Quem vai invadir o Brasil para salvar a Amazônia?


É só uma questão de tempo até que grandes potências tentem impedir a mudança climática por qualquer meio necessário

5 de agosto de 2025: Em um discurso na televisão para a nação, o presidente dos EUA, Gavin Newsom, anunciou que havia dado ao Brasil um ultimato de uma semana para cessar as atividades destrutivas de desmatamento na floresta amazônica. Se o Brasil não cumprisse, avisou o presidente, ele ordenaria um bloqueio naval de portos e ataques aéreos contra infraestruturas brasileiras críticas. A decisão do presidente veio no rescaldo de um novo relatório das Nações Unidas catalogando os efeitos globais catastróficos da contínua destruição da floresta tropical, que alertou para um “ponto crítico” que, se atingido, desencadearia uma rápida aceleração do aquecimento global. Embora a China tenha declarado que iria vetar qualquer resolução do Conselho de Segurança da ONU autorizando o uso da força contra o Brasil, o presidente disse que uma grande “coalizão de estados preocupados” estava preparada para apoiar a ação dos EUA. Ao mesmo tempo, Newsom disse que os Estados Unidos e outros países estão dispostos a negociar um pacote de compensação para mitigar os custos para o Brasil para proteger a floresta tropical, mas somente se ele cessar seus esforços atuais para acelerar o desenvolvimento.

O cenário acima é obviamente exagerado – pelo menos eu acho que é – mas até onde você iria para evitar danos ambientais irreversíveis? Em particular, os estados têm o direito – ou mesmo a obrigação – de intervir em um país estrangeiro a fim de evitar que cause danos irreversíveis e possivelmente catastróficos ao meio ambiente?

Levanto essa questão à luz das notícias de que o presidente brasileiro Jair Bolsonaro está acelerando o desenvolvimento da floresta amazônica (60% das quais estão nas mãos dos brasileiros), pondo assim em perigo um recurso global crítico. Como aqueles de vocês com mais respeito pela ciência do que Bolsonaro sabem, a floresta tropical é tanto um filtro de carbono importante quanto um regulador crítico de temperatura, bem como uma fonte importante de água doce. O desmatamento já prejudicou sua capacidade de desempenhar esses papéis cruciais, e cientistas brasileiros estimam que condições cada vez mais quentes e secas poderiam converter boa parte da floresta em savana seca, com efeitos potencialmente catastróficos. Na semana passada, a matéria de capa da revista Economist, pró-empresa e orientada para o livre mercado, foi “Deathwatch for the Amazon”, que enquadra a questão muito bem. Para reafirmar minha pergunta inicial: O que a comunidade internacional deve fazer (ou deveria) para evitar que um presidente brasileiro equivocado (ou líderes políticos em outros países) adote ações que possam prejudicar a todos nós?

Isso é onde fica complicado. A soberania do Estado é um elemento crítico do atual sistema internacional; com certas exceções, os governos nacionais são livres para fazer o que quiserem dentro de suas próprias fronteiras. Mesmo assim, o escudo da soberania nunca foi absoluto, e várias forças foram se desdobrando por muito tempo. Os Estados podem ser sancionados por violar o direito internacional (por exemplo, desafiando resoluções do Conselho de Segurança da ONU), e o direito internacional autoriza os países a entrar em guerra por autodefesa ou quando o Conselho de Segurança autorizar ações militares. É até legal atacar o território de outro país preventivamente, desde que haja uma base bem fundamentada para acreditar que ele estava prestes a atacá-lo primeiro.

Mais controversamente, a doutrina da “responsabilidade de proteger” procurou legitimar a intervenção humanitária em potências estrangeiras quando o governo local era incapaz ou não estava disposto a proteger seu próprio povo. E, na prática, os Estados aceitam rotineiramente as infrações à sua própria soberania, a fim de facilitar formas benéficas de cooperação internacional.

Quando a pressão chega, no entanto, a maioria dos estados se ressente e resiste aos esforços externos para levá-los a mudar o que estão fazendo dentro de suas próprias fronteiras. E mesmo que a destruição da floresta amazônica represente uma clara e óbvia ameaça para muitos outros países, dizer ao Brasil para parar e ameaçar tomar medidas para deter, punir ou prevenir seria um jogo inteiramente novo. E eu não quero destacar somente o Brasil: seria um passo igualmente radical ameaçar os Estados Unidos ou a China se eles se recusassem a emitir tantos gases do efeito estufa.

Não é como se os líderes mundiais não tivessem reconhecido a gravidade do problema. As Nações Unidas consideraram a degradação ambiental como uma “ameaça à paz e segurança internacional”, e o ex-representante de política externa da União Europeia, Javier Solana, argumentou em 2008 que a mudança climática “deve estar no centro das políticas externas e de segurança da UE” e já identificaram várias maneiras pelas quais o Conselho de Segurança poderia agir para evitá-lo. Como os pesquisadores Bruce Gilley e David Kinsella escreveram há alguns anos, “é pelo menos legalmente viável que o Conselho de Segurança invoque sua autoridade sob o Artigo 42, e use força militar contra os Estados que considera ameaças à paz e segurança internacionais em virtude de sua falta de vontade ou incapacidade de refrear as atividades destrutivas que emanam de seus territórios”.

A questão, portanto, é até que ponto a comunidade internacional estaria disposta a ir a fim de prevenir, suspender ou reverter ações que possam causar danos imensos e irreparáveis ​​ao meio ambiente de que todos os seres humanos dependem? Pode parecer improvável imaginar estados ameaçando uma ação militar para evitar isso hoje, mas torna-se mais provável que as estimativas mais pessimistas de nosso futuro climático se mostrem corretas.

Mas aqui está um paradoxo cruel: os países que são os maiores responsáveis ​​pelas mudanças climáticas também são os menos suscetíveis à coerção, enquanto a maioria dos estados que podem ser pressionados a tomar medidas não são fontes significativas do problema subjacente. Os cinco principais emissores de gases do efeito estufa são a China, os Estados Unidos, a Índia, a Rússia e o Japão – quatro deles são estados de armas nucleares e o Japão é uma potência militar formidável por si só. Não é provável que ameaçar qualquer um deles com sanções funcione, e ameaçar uma séria ação militar contra eles é completamente irrealista. Além disso, é improvável que o Conselho de Segurança autorize o uso da força contra estados muito mais fracos, porque os membros permanentes não gostariam de estabelecer esse precedente e quase certamente vetariam a proposta.

É isso que torna o caso brasileiro mais interessante. O Brasil está de posse de um recurso global crítico – por razões puramente históricas – e sua destruição prejudicaria muitos estados, se não o planeta inteiro. Ao contrário de Belize ou Burundi, o que o Brasil faz pode ter um grande impacto. Mas o Brasil não é um verdadeiro grande poder, e ameaçá-lo com sanções econômicas ou mesmo com o uso da força se ele se recusar a proteger a floresta tropical pode ser viável. Para deixar claro: não estou recomendando esse curso de ação agora ou no futuro. Eu estou apenas apontando que o Brasil pode ser um pouco mais vulnerável à pressão do que alguns outros estados.

Pode-se também imaginar outros remédios para esse problema. Os Estados poderiam certamente ameaçar ou impor sanções comerciais unilaterais contra Estados ambientalmente irresponsáveis, e os cidadãos privados poderiam sempre tentar organizar boicotes voluntários por razões semelhantes. Alguns estados deram passos nesse sentido, e é fácil imaginar tais medidas se tornando mais difundidas à medida que os problemas ambientais se multiplicam. Alternativamente, os estados que governam o território ambientalmente sensível poderiam ser pagos para preservá-lo, no interesse de toda a humanidade. Com efeito, a comunidade internacional estaria subsidiando a proteção ambiental por parte daqueles que possuem os meios de fazer algo a respeito.

FONTE: Foreign Policy / https://www.forte.jor.br/2019/08/06/quem-vai-invadir-o-brasil-para-salvar-a-amazonia/
 

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Vitor Santos

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Re: Amazônia: querem tomar essa riqueza
« Responder #10 em: Agosto 06, 2019, 09:37:16 pm »
Generais dizem que país está sob ataque indireto de nações estrangeiras


De acordo com Eduardo Villas-Boas e Alberto Cardoso, discursos em favor da preservação da Amazônia são só para favorecer interesses pelas riquezas do Brasil

Os generais Eduardo Villas-Boas e Alberto Cardoso afirmaram, na noite desta segunda-feira (5), que o Estado brasileiro está sendo alvo de um ataque indireto de nações estrangeiras que, na sua opinião, utilizam o discurso pela defesa da preservação da Amazônia em favor de seus interesses pelas riquezas do país. Eles apresentaram a palestra “Intérpretes do pensamento estratégico militar”, durante evento organizado pelo Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHG-DF), em Brasília.

“Há hoje uma guerra indireta em andamento, que agora, imediatamente, após a assinatura do acordo entre o Mercosul e a Uniao Europeia, envolve a Alemanha, o Uruguai, os Estados Unidos e outros países. E o curioso é que são países que se consideram com autoridade moral de apontar o dedo para o Brasil”, disse o general Villas-Boas, ex-comandante do Exército e hoje assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

“A Amazônia abriga uma riqueza de 23 tilhões de dólares. São 17 trilhões em recursos minerais e 6 trilhões de biodiversidade. A amazônia abriga soluções para os pronblemas mais importantes da humanidade, como a água, a produção de alimentos, energia renovável, biodiversidade, mudanças climáticas”, acrescentou o general. “Então vejam a importancia desse território. No entanto, infeizmente até hoje, o Brasil, salvo várias exceções, como o Marquês de Pombal, o ciclo da borracha, os governos militares, até hoje não temos uma política para a Amazônia, não temos um órgão para cuidar da Amazônia”, disse Villas-Boas.

Ele também defendeu que a Amazônia necessita de uma administração que leve em conta os componentes social, econômico e de segurança, este com a participação das Forças Armadas. Disse que esses três componentes são importantes para o desenvolvimento e proteção da região. “Eu não quero uma árvore preservada enquanto pessoas passam fome”, declarou.

O general Alberto Cardoso, que foi chefe do Gabinete Militar no governo Fernando Henrique Cardoso, afirmou que a disseminação sobre problemas na Amazônia, como desmatamento e a questão indígena, estão por trás de uma manobra externa e também interna contra o país.

“É essa história que estamos vendo sobre a Amazonia. É uma manobra indireta. O Estado Basileiro está sendo fixado, com esse ataque de fixação, com essas acusações. Genocídio, invasão de terras indígenas, agronegócio, mineração, meio ambiente. Isso aqui são instrumentos de fixação, de ataques ao Estado Brasileiro. Há uma manobra externa, forte, nisso aí, e interna também”, disse o general.

FONTE: Correio Braziliense / https://www.forte.jor.br/2019/08/06/generais-dizem-que-pais-esta-sob-ataque-indireto-de-nacoes-estrangeiras/
 

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Vitor Santos

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Re: Amazônia: querem tomar essa riqueza
« Responder #11 em: Agosto 06, 2019, 09:38:35 pm »
Querem tomar a Amazônia à força?

Que venham  c56x1

Passou da hora de uma nova discussão acerca de dispositivos de dissuasão nuclear pelo Brasil.
 

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BlackFerdyPT

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Re: Amazônia: querem tomar essa riqueza
« Responder #12 em: Agosto 07, 2019, 12:18:40 am »


A seguinte, é uma notícia sobre um relatório publicado pelos serviços secretos brasileiros - a qual, é cada vez mais difícil de se encontrar na Internet, mas que, por enquanto, ainda é possível ser lida na seguinte página do sítio do Senado brasileiro: http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/307777/noticia.htm

(Sendo que, houve também, na altura, pelo menos mais uma publicação brasileira que reportou sobre isto: http://forum.antinovaordemmundial.com/Topico-o-papel-da-greenpeace-e-afins-na-conquista-ocidental-da-amaz%C3%B3nia?pid=50001#pid50001)

***



ONGs são fachada para países ricos, diz relatório

Fonte: O Estado de São Paulo, 08/05/2005, Nacional, p. A12

Causas ambientais e indigenistas seriam pretexto para que nações dominantes fujam ao controle do Estado

BRASÍLIA - O relatório da Abin diz que chega a 115 o número de organizações não-governamentais (ONGs) que atuam na Amazônia Ocidental e levanta suspeitas sobre os reais interesses dessas entidades. "Muitas vezes, a serviço de outras nações, valorizam o mapeamento detalhado das riquezas minerais, o acesso aos recursos genéticos e aos conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade da região, sem o devido controle governamental", diz o relatório do coronel Gelio Fregapani. "Tudo indica que os problemas ambientais e indigenistas são apenas pretextos. Que as principais ONGs são, na realidade, peças do grande jogo em que se empenham os países hegemônicos para manter e ampliar sua dominação", alerta o texto. "Certamente servem de cobertura para seus serviços secretos."

De acordo com o documento, as ONGs contribuíram para a criação de extensas terras indígenas, áreas de proteção ambiental e corredores ecológicos que, atualmente, "sem dúvida alguma, dificultam e inibem a presença do Estado e (aplicação) dos programas de políticas públicas para a região". O documento ressalta que falta de controle reforça a suspeita de que as ONGs sejam utilizadas pelos países desenvolvidos para controlar os países emergentes e a riqueza de vastos territórios.

A Abin chama os movimentos ambientalistas de "Clube das Ilhas" e os classifica em três setores: um elabora as diretrizes gerais, outro planeja as operações e um terceiro, a chamada linha de frente, realiza a ação direta como uma "tropa de choque". No topo, estão a União Nacional para a Conservação da Natureza (UINC) e o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), orientado pelo Príncipe Charles, do Reino Unido, e que teria entre seus dirigentes o banqueiro Joseph Safra.

Na área da reserva ianomâmi, colada à Raposa Serra do Sol, uma das ONGs com maior influência, segundo a Abin, é a Survival International (SI), cujo roteiro de atuação foi criado pelo Príncipe Philip, também do Reino Unido. A ONG internacional mais estruturada seria o grupo Greenpeace. As ações mais radicais seriam executadas pelo Greenpeace e Amigos da Terra.

Segundo a Abin, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), da Igreja Católica, principal defensor da "autonomia e da autodeterminação dos indígenas", teria recebido, entre 1992 e 1994, US$ 85 milhões da Fundação Nacional para a Democracia, dos Estados Unidos, mantida pelo governo e dirigida pelo Congresso americano.




***

E, os seguintes, são alguns acrescentos de autoria própria...

1) Quem quiser saber que "Clube das Ilhas" é o mencionado pela Abin, pode procurar por informação sobre o mesmo nos muito bons arquivos do movimento LaRouche, que é descrito como tendo os melhores "serviços secretos privados" do mundo: https://larouchepub.com/eiw/public/1996/eirv23n22-19960524/eirv23n22-19960524_053-the_anglo_dutch_corporate_empire.pdf

2) Elaborando sobre a Greenpeace, (e copiando-colando o que eu escrevi sobre a mesma noutro sítio) posso acrescentar que ela é:

Uma organização financiada pelas grandes fortunas que são do conhecimentos público (incluindo uma das maiores de todas, que é a da família Rockefeller) e pelos grandes interesses económicos (como a banca, a indústria farmacêutica e outras corporações de topo). Assim como, uma de várias organizações ditas ambientalistas que, não só propagandeiam a falsidade do "aquecimento global" como também, lutam por impedir o desenvolvimento de países emergentes (http://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/peticao-greenpeace-tenta-impedir-desmatamento-na-floresta-amazonica/) - e ainda uma entidade relativamente à qual existem indícios de ser uma fachada para serviços secretos (http://www.larouchepub.com/eiw/public/1997/eirv24n04-19970117/eirv24n04-19970117_069-infiltrator_rips_the_mask_from_g.pdf).
A seguinte é uma lista parcial de fundações que doam dinheiro à Greenpeace, que foi tirada daqui: https://www.activistfacts.com/organizations/131-greenpeace/#donations (Sendo que, quem quiser, poderá parcialmente confirmar a mesma, indo aos sítios na Internet das próprias fundações que são listadas.)

    Gap Foundation
    J. P. Morgan Charitable Trust
    John Merck Fund
    Levi Strauss Foundation
    Merrill Lynch & Co. Foundation
    New York Times Company Foundation
    Pfizer Foundation
    Rockefeller Brothers Fund
    Rockefeller Family Fund
    Rockefeller Foundation
    Sun Microsystems Foundation
    Turner Foundation

3) E, sobre como o moderno movimento ambientalista de "acção directa" foi criado pela coroa britânica, têm por exemplo o seguinte artigo: https://larouchepub.com/eiw/public/1995/eirv22n03-19950113/eirv22n03-19950113_029-british_oligarchs_created_the_ec.pdf
« Última modificação: Agosto 07, 2019, 11:50:35 am por BlackFerdyPT »
"Trolls" que vagueiem por este fórum (denunciados aqui), as vossas pontuações negativas são como *medalhas* para mim! ;)

(Extra: http://www.forumdefesa.com/forum/index.php?topic=10786.msg316737#msg316737)
 

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Lusitan

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Re: Amazônia: querem tomar essa riqueza
« Responder #13 em: Agosto 07, 2019, 01:13:17 am »
A seguinte, é uma notícia sobre um relatório publicado pelos serviços secretos brasileiros - a qual, é cada vez mais difícil de se encontrar na Internet, mas que, por enquanto, ainda é possível ser lida na seguinte página do sítio do Senado brasileiro: http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/307777/noticia.htm

(Sendo que, houve também, na altura, pelo menos mais uma publicação brasileira que reportou sobre isto: http://forum.antinovaordemmundial.com/Topico-o-papel-da-greenpeace-e-afins-na-conquista-ocidental-da-amaz%C3%B3nia?pid=50001#pid50001)

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ONGs são fachada para países ricos, diz relatório

Fonte: O Estado de São Paulo, 08/05/2005, Nacional, p. A12

Causas ambientais e indigenistas seriam pretexto para que nações dominantes fujam ao controle do Estado

BRASÍLIA - O relatório da Abin diz que chega a 115 o número de organizações não-governamentais (ONGs) que atuam na Amazônia Ocidental e levanta suspeitas sobre os reais interesses dessas entidades. "Muitas vezes, a serviço de outras nações, valorizam o mapeamento detalhado das riquezas minerais, o acesso aos recursos genéticos e aos conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade da região, sem o devido controle governamental", diz o relatório do coronel Gelio Fregapani. "Tudo indica que os problemas ambientais e indigenistas são apenas pretextos. Que as principais ONGs são, na realidade, peças do grande jogo em que se empenham os países hegemônicos para manter e ampliar sua dominação", alerta o texto. "Certamente servem de cobertura para seus serviços secretos."

De acordo com o documento, as ONGs contribuíram para a criação de extensas terras indígenas, áreas de proteção ambiental e corredores ecológicos que, atualmente, "sem dúvida alguma, dificultam e inibem a presença do Estado e (aplicação) dos programas de políticas públicas para a região". O documento ressalta que falta de controle reforça a suspeita de que as ONGs sejam utilizadas pelos países desenvolvidos para controlar os países emergentes e a riqueza de vastos territórios.

A Abin chama os movimentos ambientalistas de "Clube das Ilhas" e os classifica em três setores: um elabora as diretrizes gerais, outro planeja as operações e um terceiro, a chamada linha de frente, realiza a ação direta como uma "tropa de choque". No topo, estão a União Nacional para a Conservação da Natureza (UINC) e o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), orientado pelo Príncipe Charles, do Reino Unido, e que teria entre seus dirigentes o banqueiro Joseph Safra.

Na área da reserva ianomâmi, colada à Raposa Serra do Sol, uma das ONGs com maior influência, segundo a Abin, é a Survival International (SI), cujo roteiro de atuação foi criado pelo Príncipe Philip, também do Reino Unido. A ONG internacional mais estruturada seria o grupo Greenpeace. As ações mais radicais seriam executadas pelo Greenpeace e Amigos da Terra.

Segundo a Abin, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), da Igreja Católica, principal defensor da "autonomia e da autodeterminação dos indígenas", teria recebido, entre 1992 e 1994, US$ 85 milhões da Fundação Nacional para a Democracia, dos Estados Unidos, mantida pelo governo e dirigida pelo Congresso americano.




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E, os seguintes, são alguns acrescentos de autoria própria...

1) Quem quiser saber que "Clube das Ilhas" é o mencionado pela Abin, pode procurar por informação sobre o mesmo nos muito bons arquivos do movimento LaRouche, que é descrito como tendo os melhores "serviços secretos privados" do mundo: https://larouchepub.com/eiw/public/1996/eirv23n22-19960524/eirv23n22-19960524_053-the_anglo_dutch_corporate_empire.pdf

2) Elaborando sobre a Greenpeace, (e copiando-colando o que eu escrevi sobre a mesma noutro sítio) posso acrescentar que ela é:

Uma organização financiada pelas grandes fortunas que são do conhecimentos público (incluindo uma das maiores de todas, que é a da família Rockefeller) e pelos grandes interesses económicos (como a banca, a indústria farmacêutica e outras corporações de topo). Assim como, uma de várias organizações ditas ambientalistas que, não só propagandeiam a falsidade do "aquecimento global" como também, lutam por impedir o desenvolvimento de países emergentes (http://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/peticao-greenpeace-tenta-impedir-desmatamento-na-floresta-amazonica/) - e ainda uma entidade relativamente à qual existem indícios de ser uma fachada para serviços secretos (http://www.larouchepub.com/eiw/public/1997/eirv24n04-19970117/eirv24n04-19970117_069-infiltrator_rips_the_mask_from_g.pdf).
A seguinte é uma lista parcial de fundações que doam dinheiro à Greenpeace, que foi tirada daqui: https://www.activistfacts.com/organizations/131-greenpeace/#donations (Sendo que, quem quiser, poderá parcialmente confirmar a mesma, indo aos sítios na Internet das próprias fundações que são listadas.)

    Gap Foundation
    J. P. Morgan Charitable Trust
    John Merck Fund
    Levi Strauss Foundation
    Merrill Lynch & Co. Foundation
    New York Times Company Foundation
    Pfizer Foundation
    Rockefeller Brothers Fund
    Rockefeller Family Fund
    Rockefeller Foundation
    Sun Microsystems Foundation
    Turner Foundation

3) E, sobre como o moderno movimento ambientalista de "acção directa" foi criado pela coroa britânica, têm por exemplo o seguinte artigo: https://larouchepub.com/eiw/public/1995/eirv22n03-19950113/eirv22n03-19950113_029-british_oligarchs_created_the_ec.pdf

Quesafoda a Amazónia... quem é que precisa de oxigénio? :)
 

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Re: Amazônia: querem tomar essa riqueza
« Responder #14 em: Agosto 07, 2019, 01:18:29 am »
Uma nota (ou mais um acrescento): Se alguém aqui duvidar da credibilidade, ou mesmo da qualidade, das publicações do movimento LaRouche, que também serve de minha fonte, pode ver o ex-militar, verdadeiro patriota e muito culto, Dr. Enéas Carneiro, a recomendar repetidamente, na televisão, a revista de tal movimento <aqui> e <aqui>.
"Trolls" que vagueiem por este fórum (denunciados aqui), as vossas pontuações negativas são como *medalhas* para mim! ;)

(Extra: http://www.forumdefesa.com/forum/index.php?topic=10786.msg316737#msg316737)
 

 

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