Amazônia: querem tomar essa riqueza

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J.Ricardo

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Amazônia: querem tomar essa riqueza
« em: Maio 30, 2005, 01:01:46 pm »
Amazônia: querem tomar essa riqueza
Por trás da histeria ecológica há interesses econômicos escusos

Por Hugo Studart e elaine cotta

A semana que passou entrará para a história do Brasil como uma daquelas em que o País mais foi atacado pela imprensa mundial. Diante de estatísticas mostrando um recrudescimento anômalo no desmatamento amazônico – esperava-se um crescimento de 2% no ritmo da derrubada entre 2003 e 2004, mas registrou-se um percentual de 6% – jornais, organizações ecológicas e até diplomatas do mundo desenvolvido reagiram com pedras na mão. Contra o Brasil. “É impossível encontrar qualquer argumento coerente em defesa da contínua destruição da floresta equatorial brasileira”, escreveu, em Londres, o diário Independent. “Eles estão transformando a floresta tropical em pastagens. É asqueroso”, proclamou John Sauven, líder do Greenpeace. Mas partiu de Peter Mandelson, comissário europeu de comércio, o comentário mais agressivo da semana. “O Brasil tem que assumir as suas responsabilidades. Algo grave está acontecendo”, disse ele, enfatizando que é preciso frear a destruição de “um bem público”. Essas afirmações maliciosas ecoaram o que já fora dito, em fevereiro, por Pascal Lamy, antecessor de Mandelson na União Européia e atual diretor-geral da Organização Mundial do Comércio. Com imensa cara de pau, Lamy, o príncipe do protecionismo europeu, defendeu a internacionalização da Amazônia. Como se a floresta mais pujante do planeta, que ocupa 58% do território brasileiro, já não tivesse dono. Como se os europeus já não tivessem destruído 90% de suas próprias florestas.

Presença policial na Amazônia Plano do governo inclui Exército, fiscais do Ibama e combate ao desmatamento para tráfico de madeira
 
Desta vez, porém, a grita ecológica tinha um alvo preciso: a soja e, através dela, a exploração das riquezas naturais do Brasil. Não é por outro motivo que a cobertura mais agressiva sobre o desflorestamento concentrou-se na pessoa de Blairo Maggi, governador do Mato Grosso e maior plantador de soja do planeta. A revista britânica The Economist referiu-se a ele como “o estuprador da floresta” e “rei do desflorestamento”, explicando que o Mato Grosso foi responsável por 40% do desmatamento registrado no último biênio. O governo federal limitou-se a defender seus planos para a região – que são bons, diga-se de passagem – sem confrontar a histeria dos ambientalistas e seus patrocinadores no Hemisfério Norte. “Atacam a nossa soberania e ninguém sai em nossa defesa. Assim vão permitir o esquartejamento da Amazônia”, revolta-se Maggi. O general Luiz Gonzaga Lessa, presidente do Clube Militar e ex-comandante militar da Amazônia, também sentiu cheiro de fumaça. “Isso é lobby econômico disfarçado de ideologia ambientalista”, resume. O historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira, autor de “As Relações Perigosas: Brasil-Estados Unidos”, também vê interesses escusos na grita da semana passada. “Essas ONGs não são inocentes. Servem aos interesses das transnacionais que estão sendo afetadas pela competição agrícola do Brasil”, afirma o professor. “Essa celeuma visa apresentar à ONU um projeto de internacionalização da Amazônia.”

 
Lamy, da OMC Amazônia é patrimônio internacional
Para entender os interesses em jogo na floresta, é preciso ter em conta que o Brasil tornou-se, nos últimos anos, o maior exportador de soja do mundo, com 36,2 milhões de toneladas. Ultrapassou os Estados Unidos. O Mato Grosso de Maggi lidera a produção nacional, sua soja esbarra na chamada Amazônia Legal e invade a zona de transição botânica entre o cerrado e a floresta equatorial. Os agricultores dizem que esse território é cerrado e insistem em plantar 50% da área de suas propriedades. O governo diz que é floresta e admite o plantio de apenas 20%. Adilton Sachetti, prefeito de Rondonópolis e um dos maiores plantadores de algodão do Mato Grosso, lembra que o Estado tem área de 90 milhões de hectares, dos quais apenas 8 milhões são de plantio. Outros 50 milhões de hectares são cobertos por florestas intocadas. Ele pondera que os americanos, a despeito das suas ONGs, têm 33% do seu PIB ancorado na agricultura: “Falar que a soja é responsável pela degradação do ambiente é fachada. Eles temem é que o Brasil roube mercado dos americanos”. Há outro mercado em jogo, o da madeira. Nos últimos três anos, a Amazônia multiplicou por cinco a sua área para exploração de madeira certificada, com selo verde para exportação legal. Mas a tese do Greenpeace é a de que a madeira da Amazônia não deve ser explorada nem mesmo como manejo florestal. No fundo desse debate, está o fato de que o Brasil caminha, rapidamente, para dominar tanto o mercado internacional de móveis e madeiras quanto o de papel e celulose. Há no segmento 40 projetos em andamento, com investimentos previstos de R$ 6,7 bilhões. “Muita gente não se conforma com o fato de uma área com o tamanho e o potencial da Amazônia ser controlada por um país subdesenvolvido como o Brasil”, afirma Lorenzzo Carrasco, organizador do best-seller “Máfia Verde”. “Algumas ONGs funcionam como forças de guerra irregulares e o governo brasileiro tem sido excessivamente submisso a essas pressões.”
Na tarde da terça-feira 24, houve uma reunião no Palácio do Planalto para tratar da pressão internacional. Coordenada por José Dirceu, ministro-chefe da Casa Civil, contou com cinco ministros em pessoa, como Marina Silva, do Meio Ambiente, e Aldo Rebello, da Coordenação Política. Dirceu abriu o encontro dizendo que estava efetivamente preocupado com as pressões internacionais. Ao final, o grupo concluiu que o problema pode ser resolvido caso o Brasil explique de forma detalhada nos foros internacionais todas as boas medidas que estão sendo tomadas pelo governo de um ano para cá, quando colocou em prática o Plano de Combate ao Desmatamento da Amazônia. Inaugurado em março do ano passado, esse plano prevê 149 ações de 13 ministérios e investimentos de R$ 390 milhões até 2007. Um dos focos do plano diz respeito à fiscalização da região, com intensificação da presença do Exército e a contratação de mais 600 fiscais do Ibama, ainda este ano. Outro foco é a criação de áreas de proteção para conter o desmatamento. Nos últimos dois anos, o governo reservou 376 mil km2 de florestas exclusivamente para projetos de assentamentos sustentáveis e extrativismo. A área é maior que a Alemanha. Também homologou 93 mil km2 de reservas indígenas e criou mais 83 mil km2 de reservas florestais. Equivale a uma Áustria. O plano é que essas reservas contenham a derrubada das árvores. A próxima meta é tentar aprovar no Congresso o projeto de lei que cria o Serviço Florestal Brasileiro, espécie de agência reguladora da floresta. A idéia central é que o governo faça concessões para exploração por manejo – da mesma forma que emite concessões de telecomunicações ou jazidas minerais. O SFB define a área de exploração, o Ibama fiscaliza. O projeto está pronto para ser votado em uma comissão da Câmara. Ao final da reunião de terça-feira, os ministros decidiram trabalhar melhor em quatro pontos: intensificar o policiamento, criar um selo verde para os produtos da Amazônia, efetivar a idéia de um pacto com os Estados (estabelecendo metas de redução da devastação) e, por fim, propor à equipe econômica uma linha de crédito subsidiada para os projetos verdes. “Não podemos ser simplesmente contra a soja”, diz a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente. “Temos de defender que as atividades produtivas, de qualquer natureza, sejam feitas em bases sustentáveis.” Essa é um conversa que os brasileiros podem entender, os produtores podem apoiar e o futuro não tratará como simples capitulação a interesses internacionais.
 

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fgomes

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« Responder #1 em: Maio 30, 2005, 05:52:12 pm »
Mais um exemplo da arrogância dos gringos! Só que a arrogância anda junta com a ignorância. Parece-me que a cultura da soja se tem desenvolvido na zona ocupada por um tipo de vegetação que é o cerrado, um tipo de savana, e não na floresta equatorial, portanto um bocado mais a sul da Amazónia. De qualquer modo é um disparate pedir a um país que estabeleça uma reserva natural com milhões de Km2.

Mas também é necessário dizer que nem todos os gringos são parvos, dando-se mesmo ao trabalho de fazer umas contas simples sobre a destruição da floresta amazónica, obtendo resultados surpreendentes!
Ora vejam:
 http://dailyablution.blogs.com/the_daily_ablution/2005/05/rain_forest_dis.html
 

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Sgt Guerra

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« Responder #2 em: Maio 31, 2005, 12:25:14 pm »
Citação de: "fgomes"
Mais um exemplo da arrogância dos gringos! Só que a arrogância anda junta com a ignorância. Parece-me que a cultura da soja se tem desenvolvido na zona ocupada por um tipo de vegetação que é o cerrado, um tipo de savana, e não na floresta equatorial, portanto um bocado mais a sul da Amazónia. De qualquer modo é um disparate pedir a um país que estabeleça uma reserva natural com milhões de Km2.

Mas também é necessário dizer que nem todos os gringos são parvos, dando-se mesmo ao trabalho de fazer umas contas simples sobre a destruição da floresta amazónica, obtendo resultados surpreendentes!
Ora vejam:
 http://dailyablution.blogs.com/the_daily_ablution/2005/05/rain_forest_dis.html


   fgomes,
   A soja brasileira é plantada n maior parte no sul do pais, onde fica a floresta araucaria, que não tem nada haver com a Amazonia, essa sim esta ameaçada. O Brasil tem 7 corredores ecologicos, cinco deles fica na Amazonia, o central, onde fica o cerrado brasileiro, era do tamanho da Grã-bretanha, foi aumentado em 800 km para se juntar ao pantanal. Esses 5 corredores formam uma area equivalente a 30% da Amazonia, e são intocaveis, nem o poder publico pode exercer atividade economica na area. Como foi dito a floresta representa 58% do territorio brasileiro, outra parte da Amazonia são reservas indigenas que representa uma area do tamanho de Portugal, Espanha, Alemanha e Bélgica juntos. Um estado como Roraima tem metade do territorio demarcado como area indigena e outra metade como Amazonia.
   Eu sou a favor da preservação da floresta, mas essa de patrimonio da humanidade eu não aceito. AAmazonia não pode ser o quintal do planeta.
 

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J.Ricardo

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« Responder #3 em: Junho 03, 2005, 03:22:02 pm »
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PF realiza operação contra extração ilegal de madeira
 
da Folha Online

Após nove meses de investigação, a Polícia Federal em Mato Grosso deflagrou nesta quinta-feira a Operação Curupira, para desarticular uma organização composta por madeireiros e despachantes especializados na extração e transporte ilegal de madeira.

Segundo a PF, o esquema contava com a ajuda de servidores públicos do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e da Fema (Fundação Estadual do Meio Ambiente).

Entre os presos estão o gerente-executivo do Ibama em Cuiabá, Hugo José Scheuer Werle, e o seu substituto Marcos Pinto Gomes --policial rodoviário federal cedido ao Ibama--, acusados de corrupção passiva e enriquecimento ilícito.

Segundo as investigações, nos últimos dois anos à frente da gerência do órgão no Estado, Werle teria aumentado seu patrimônio em R$ 426 mil. Também foram interditadas três madeireiras que atuavam na região --Sulmap, Ancacil e Madeplacas.

Os policiais estão cumprindo mandados de prisão e de busca e apreensão nos Estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia e Paraná. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Federal de Cuiabá.

De acordo com levantamentos preliminares dos analistas ambientais do Ibama, que acompanharam as investigações realizando auditorias nos postos do órgão, o volume de madeira ilegal transportado pelos integrantes da quadrilha, avaliado em R$ 890 milhões, daria para encher 66 mil caminhões, que enfileirados atingiriam a distância entre Salvador (BA) e Curitiba (PR).

Ainda segundo estudo preliminar, a União terá que arcar com R$ 108 milhões para promover a recomposição da área devastada. Parte desse dinheiro sairá do bolso dos próprios investigados, que terão seus bens seqüestrados a pedido da Polícia Federal. O destino da madeira era a comercialização no país e no exterior, para onde era enviada através do Porto de Paranaguá (PR).

Investigações

Segundo as investigações, o núcleo da fraude consistia no fornecimento ilícito, pelos servidores corruptos, de ATPF (Autorização para Transporte de Produtos Florestais), como forma de "esquentar" estoque ilegal de madeira existente nos pátios das grandes madeireiras.

Isto porque o documento, fabricado pela Casa da Moeda e controlado pelo Ibama, serve para lastrear não só o transporte, mas também a origem do produto florestal. No mercado negro, cada ATPF em branco é comercializada ao custo de R$ 2 mil.

As ATPF's são fornecidas a quem tem o direito de extrair madeira, ou seja, detentores de plano de manejo ambiental, autorização de desmate, comprador de outra empresa ou de créditos de reflorestamento. Madeireiros e despachantes criavam empresas fantasmas para obter um maior número de ATPF's e corrompiam servidores públicos para fornecer irregularmente o documento, além de facilitar a fiscalização quando os documentos eram falsificados.

Os envolvidos devem ser indiciados pelos crimes de corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações, prevaricação, advocacia administrativa, falsidade ideológica, autorização indevida de desmate, extravio de documento público, formação de quadrilha e estelionato contra a administração pública.

 :Palmas:
 

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Rhanges

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Bonjour
« Responder #4 em: Outubro 10, 2006, 11:19:00 am »
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #5 em: Outubro 10, 2006, 11:39:39 am »
Deviam explicar a esses senhores o que significa "Soberania Nacional"!  :?
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Paisano

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« Responder #6 em: Maio 20, 2008, 05:07:26 am »
Não há índio ianomâmi*

Fonte: www.tribunadaimprensa.com.br

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Em abril de 91, o príncipe Charles, da Inglaterra, aquele que trocou a deusa Diana pela bruxa Camila, promoveu, a bordo do iate real inglês Brittania, ancorado no rio Amazonas, um seminário de dois dias.

Estavam lá David Triper, ministro do Meio Ambiente da Inglaterra, William Reilly, diretor da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, Carlo Ripa di Meana, coordenador do Meio Ambiente da Comunidade Européia, Robert Horton, presidente da Britsh Petroleum, e o ministro brasileiro José Lutzenberger, do Meio Ambiente (governo Collor).

No dia 15 de novembro de 91, o ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, assinou a portaria 580, criando a Reserva Indígena dos Ianomâmis: uma área contínua de 91 mil quilômetros quadrados, na fronteira de Roraima e do Amazonas com a Venezuela.

Príncipe Charles

No começo de 2000, quando a população de Roraima se insurgiu contra a criação, em área continua, da Reserva Indígena Raposa-Serra do Sol, o príncipe Charles, aquele que trocou a divina Diana pelo fantasma Camila, visitou a Guiana, onde participou da inauguração da "reserva ambiental" de Iwokrama, com 400 mil hectares, na região do rio Rupunini.

O secretario do Ministério de Relações Exteriores inglês, Paulo Taylor, e o secretário da embaixada britânica no Brasil, John Pearson, estiveram em Roraima "para conhecer de perto a realidade indígena".

Em 15 de abril último, o governo Lula assinou a criação, em terras contínuas, da Reserva Indígena Raposa-Serra do Sol: 1,75 milhão de hectares, cuja constitucionalidade o Supremo Tribunal está julgando.

Agora, o mesmo Charles, o príncipe cego, convidou governadores e parlamentares da Amazônia para uma "segunda rodada sobre a Amazônia" em Londres. O que eles querem? Fincar uma estaca inglesa na Amazônia.

Curt Nimuendajú

Do embaixador Adriano Benayon, recebo estudo sobre a gula externa pela Amazônia, com uma pesquisa do professor Mario Drumond:

1 - "Consultei o `Mapa Etno-Histórico de Curt Nimuendajú' (IBGE/MEC - edição de 1981), considerado exaustivo como estudo científico das tribos, etnias, migrações e populações índigenas no Brasil, e verifico que não se registra nele nenhuma tribo chamada "ianomami", nem com I nem com Y, e nem com qualquer tipo de semelhança nominal ou ortográfica. Significa, portanto, que não existe e nunca existiu tal tribo".

2 - "Os estudos e pesquisas do naturalista e etnólogo alemão Curt Unkel (que adotou o nome indígena de Curt Nimuendajú), realizados no Brasil ao longo de 40 anos (1905 e 1945) de ininterruptos trabalhos de campo, relacionam nominalmente, mapeiam (inclusive as migrações e perambulações) e comprovam cientificamente a existência de mais de 1.400 tribos indígenas de diferentes etnias em todo o território brasileiro, com enfase na Amazônia e países fronteiriços a oeste e norte do Brasil. É considerado o mais importante e minucioso estudo jamais realizado em qualquer parte do mundo sobre as populações indígenas amazônicas".

A farsa

3 - "A `nação indígena inomami' é uma patifaria, uma ficção histórico-indígena que vem se criando e desenrolando em conivência com interesses apátridas e antinacionais. Não existem índios inanomamis. Os que estão na `reserva' foram levados por ONGs controladas e financiadas por entidades estrangeiras, com a ajuda da FunaiI, a partir dos anos 70".

4 - "Tudo isso está documentado no livro `A farsa ianomâmi', do coronel Carlos Alberto Menna Barreto, em trabalhos do coronel Gelio Fregapani e em artigo do almirante Gama e Silva: `Ianomâmi? Quem?'".

A ameaça

Para que a perda de nossos territórios se torne também "de direito", basta que nações mandem os índios, que já controlam através de ONGs, entidades religiosas, etc., proclamarem-se "cidadãos de países independentes" atraves da "independência" de países inventados, apoiados externamente.

Fantasia? Leiam a "Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas", aprovada dias atrás pela ONU, inclusive com o voto do Brasil. É da maior gravidade, sobretudo se o Congresso aprovar e incorporar à Constituição, conforme o art. 5º, parágrafo 3º, da emenda nº 45, de 2004:

"Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos, que forem aprovados, em cada casa do Congresso, em dois turnos, por 3/5 dos votos, serão equivalentes às emendas constitucionais".

Autonomia e governos

A "Declaração" tem 46 artigos, que o País não discutiu. Por exemplo:

Art. 4: "Os povos indígenas, no exercício de seu direito de livre determinação, têm direito à autonomia (sic) ou ao autogoverno (sic)... a reforçar suas instituições políticas, jurídicas, econômicas, sociais, culturais".

Art. 9: "Os povos indígenas têm direito a pertencer a uma comunidade ou nação (sic) indígena".

Art. 26: "Os povos indígenas têm direito às terras, territórios e recursos que tradicionalmente tenham possuído, ocupado ou utilizado".

Art. 30: "Não se desenvolverão atividades militares (sic) nas terras ou territórios dos povos indígenas, a menos que tenham solicitado".

Art. 36: "Os povos indígenas, sobretudo os separados por fronteiras internacionais (sic), têm direito de manter e desenvolver contatos, relações e cooperação com outros povos, através das fronteiras" (sic).

*Sebastião Nery
As pessoas te pesam? Não as carregue nos ombros. Leva-as no coração. (Dom Hélder Câmara)
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Paisano

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« Responder #7 em: Maio 22, 2008, 04:45:55 am »
Os "ianomâmis" e os "misquitos"*

Fonte: http://www.tribunadaimprensa.com.br

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Tomás Borge, moreno, baixo, forte, atarracado, que conheci na Nicarágua, em julho de 79, como ministro do Interior, logo depois que os sandinistas puseram o ditador Somoza para correr, era o mais velho dos líderes da guerrilha e, na hora da vitória, o único sobrevivente dos 10 que fundaram a Frente Sandinista e subiram as montanhas em 1961.

Anos depois, na redação dos "Cadernos do Terceiro Mundo", aqui no Rio, o universal deputado do Maranhão Neiva Moreira contou ao jornalista José Augusto Ribeiro, outro batalhador incansável, que, numa reunião da Opaal, a organização dos partidos da América Latina, em São Domingos, capital da República Dominicana, onde Neiva representava o PDT, o Tomás Borge, que lá estava em nome da Frente Sandinista, lhe perguntou:

- Que grupo é esse, na fronteira norte do Brasil com a Venezuela, uns "iano e mais qualquer coisa", de que temos ouvido falar lá em Manágua?

- São os "ianomâmis", uns índios que apareceram agora por lá.

Tomás Borge

O experiente Tomás Borge puxou uma cadeira, falou com Neiva:

- Olha, vocês no Brasil tomem cuidado. Na Nicarágua, na luta contra Somoza, os índios "misquitos", que viviam numa das nossas fronteiras, creio que com Honduras, não apoiaram os sandinistas. Nós decidimos não hostilizá-los e até, no poder, pensamos em nos aproximarmos deles.

- E como é que as coisas se desenrolaram?

- Logo começaram a aparecer, na mídia hostil à Nicarágua sandinista, "informações" sobre o "genocídio dos misquitos" pelo novo governo ou com a nossa cumplicidade.

"Informações", é claro, acompanhadas de apelos em favor da criação e reconhecimento de uma nação independente dos "misquitos", destacada do território da Nicarágua e de território correspondente do outro lado da fronteira.

- Já apareceram coisas parecidas em certa imprensa internacional.

- Pois é. Se os "ianomâmis" estão situados dos dois lados da fronteira brasileira, preparem-se para a campanha internacional em favor da criação de um país independente para eles. Independente do Brasil, não dos grupos econômicos internacionais, que querem avançar sobre o riquíssimo subsolo dessa região, grupos aos quais algumas ou muitas ONGs servem de biombo.

Neiva Moreira

E Neiva Moreira disse a Zé Augusto Ribeiro que estava preocupado:

- Quando penso nisso, lembro-me das alegações de "imperialismo brasileiro" na questão do Acre, há pouco mais de 100 anos: se não ficasse com o Brasil, o Acre também não poderia ficar com a Bolívia, mas com uma empresa tentacular, o Bolivian Syndicate, controlada por interesses norte-americanos e europeus. Agora, deveríamos perguntar se aos "ianomâmis" não se aplica também a advertência do padre Antonio Vieira, ainda no Brasil Colônia:

"O que querem não é nosso bem, mas nossos bens"
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Re: Amazônia: querem tomar essa riqueza
« Responder #8 em: Julho 08, 2019, 04:30:25 pm »

Desmatamento na Amazónia dispara
« Última modificação: Julho 08, 2019, 04:31:01 pm por HSMW »
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"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

 

Marinha do Brasil na Amazônia

Iniciado por J.Ricardo

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Riqueza Ameaçada

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