NRF - NATO Response Force

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Lightning

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NRF - NATO Response Force
« em: Fevereiro 08, 2008, 09:34:37 pm »
Em 11 de Janeiro de 2008, perante formatura regimental, efectuou-se a Cerimónia de Encerramento da MP/Coy NRF 09.

Esta Companhia comandada pelo Major de Cavalaria Rebordão de Brito foi criada com vista a ser utilizada no contexto da NATO em missões no Estrangeiro. Após o período de preparação quer a nível Nacional quer a Nível Internacional com as respectivas certificações atribuídas, ficou a MPCoy em período de Stand-by, para caso fosse necessário ser empregue em qualquer Teatro de Operações.

Findo este período e não tendo havido a necessidade do emprego desta Força, a mesma foi extinta sendo efectuada a cerimónia de encerramento com todo o brio e garbo, sendo o Estandarte da MPCoy entregue à guarda do Regimento de Lanceiros N.º 2, ficando este fiel depositário do mesmo.

O Exmo. Cmdt enalteceu o espírito de sacrifício, o empenho e a dedicação dos militares que serviram nesta Força, tendo expressado de forma veemente que para esta Força ter atingido a plenitude só faltou a mesma ser empregue, de forma a poder mais uma vez demonstrar o valor da PE, da Cavalaria e do Exército Português.

AA 1Sar Miguel Cruz
 
1/11/2008



Gostava de saber se existe algum site onde se possa consultar quais as unidades que já estiveram (visto que já é a 9ª rotação de forças) ou estão atribuidas à NRF, tenho andado à procura mas é algo pouco divulgado.

Proponho este tópico para concentrar as noticias sobre a NRF, quais unidades atribuidas e até se poderia alastrar a navios da Armada ou destacamentos da Força Aérea.
 


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Lightning

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« Responder #2 em: Fevereiro 09, 2008, 12:39:26 am »
obrigado pelo pps com as rotações na NRF, sempre dá para ter uma ideia.
 

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zecouves

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« Responder #3 em: Fevereiro 11, 2008, 09:23:57 am »
Neste momento o Exército Português tem uma Long Range Recce Coy que terminou a sua fase de aprontamento no CTOE e está em stand-by na NRF 10. Começou o aprontamento de um Agupamento Mecanizado no Campo Militar de Sta Guida para a NRF 12 que ficará em Stand-by em Janeiro de 2009.
 

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Lightning

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« Responder #4 em: Abril 10, 2008, 12:51:15 pm »
http://www.exercito.pt/portal/exercito/ ... sp?stage=3


Agrupamento Mecanizado NRF 12
 
 Na sequência da realização da Conferência de Geração de Forças para a NATO Response Force/12 (NRF 12), o Exército Português assumiu o compromisso de participar na NRF 12 através da organização e aprontamento de um Agrupamento Mecanizado, com um efectivo de cerca de 700 militares.

Foi cometida à Brigada Mecanizada a tarefa de aprontar este AgrMec, constituído pelo Comando do 1º Batalhão Infantaria Mecanizado, 02 CAtMec, CAC e CCS do 1º Batalhão Infantaria Mecanizado e 01 ECC do Grupo de Carros de Combate.

Desde Janeiro de 2008 que esta Força se encontra a executar um rigoroso e exigente programa de treino com vista a atingir os elevados padrões de exigência fixados pelos critérios de certificação NATO. A partir de Janeiro de 2009 o AgrMec/BrigMec/NRF 12 estará disponível para cumprir quaisquer missões OTAN que lhe venham a ser confiadas, com um grau de prontidão de 5 dias.

As potenciais missões para a NRF são: Evacuação de Não-Combatentes (NEO); Apoio e Gestão de Situações de Crise Humanitária (incluindo eventos NBQR); Operações de Resposta a Crises (incluindo Operações de Manutenção de Paz); Operações de Apoio ao Contra - Terrorismo; Operações de Embargo (marítimo, terrestre e zonas de interdição aérea); Operações de Imposição de Paz; Demonstração de Força e Força de Entrada Inicial (“Inicial Entry Force”).

Qualquer contribuição para as NRF deverá cumprir, com especial ênfase e entre outros, os seguintes requisitos:

a) Prontidão 5 a 30 dias.

b) A 95%.

c) Adequada protecção NBQR.

d) Auto-sustentável por um período de 30 dias (podendo actuar por períodos superiores a 30 dias com capacidades logísticas adicionais).

e) Projectável e interoperável.

f) Uma vez atribuída e durante o período de Stand-By (6 meses) não deverá integrar nenhum outro compromisso (dupla atribuição).

g) Uma estrutura de comando flexível.
 

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Lightning

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« Responder #5 em: Abril 10, 2008, 12:52:41 pm »
http://www.exercito.pt/portal/exercito/ ... =2&id=9010

Exercício "Lince 081"

No período entre 18FEV08 e 26FEV08 o AgrMec NRF 12 realizou um Exercício do tipo FTX da série LINCE, neste caso o LINCE 081. Este Exercício visou praticar o planeamento e a execução das tarefas associadas à projecção e sustentação da Força. Com o AgrMec bivacado na região de VALEIRA ALTA e MONTE NOVO pretendeu-se criar as condições adequadas para que as Unidades de Escalão Companhia (UEC) conduzissem o treino das Tarefas Essenciais ao Cumprimento da Missão (TECM) na área das Operações Defensivas e de Retardamento até Pelotão. Nesta sequência de treino Operacional as UEC conduziram também a avaliação das suas Secções. Concorrentes com o treino táctico, foram completadas as tabelas de tiro de precisão para Espingarda Automática e executada, por parte do AgrMec, a tabela de iniciação de tiro instintivo para a mesma arma. No que toca a armas pesadas realizaram-se tabelas de Carro de Combate M 60 e de Morteiro Pesado 10,7. No culminar do Exercício o AgrMec realizou um “Situational Training Exercise” (STX) de uma Operação de Retardamento. Estiveram envolvidos no LINCE 081 52 viaturas de lagartas, 37 viaturas de rodas e um total de 480 militares. Para além dos Objectivos tangíveis do Exercício esteve sempre presente a intenção de reforçar a coesão e o espírito de corpo entre os militares do AgrMec NRF 12.
 

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« Responder #6 em: Outubro 05, 2008, 12:38:59 pm »
http://www.emfa.pt/www/detalhe.php?cod=035.154&lang=pt

De 3 a 17 de Outubro, na Base Aérea de Mont-de-Marsan, França, a Força Aérea Portuguesa irá participar no Destacamento “Noble Ardent 08” com seis aeronaves F-16 e 70 militares.  

A participação desta força neste exercício de certificação tem por objectivo testar a integração e a interoperabilidade em operações combinadas, validando desta forma as suas capacidades e nível de prontidão com vista ao emprego na componente aérea da “NATO Response Force 12” (NRF 12).  

O conceito “NATO Response Force” (NRF) surgiu na Cimeira de Praga em Novembro de 2002, com o objectivo de permitir à Aliança dispor de uma Força credível de resposta rápida a cenários de crise ou potencial instabilidade, dentro ou fora da área de responsabilidade da NATO.  

A NRF consiste numa força conjunta e combinada, gerada a partir das contribuições dos Estados-Membros, com missão específica atribuída (Task) e unidades individuais pré-designadas adequadas à mesma (Tailored to the mission). Mantém-se em elevada prontidão (5-30 dias) e com capacidade para se auto-sustentar por um período de 30 dias. Em termos de comando e controlo, a NRF integra a estrutura de forças e comando NATO (NATO Force Structure – NFS/NATO Command Structure-NCS).  

A certificação das unidades/forças por entidades externas, sem a qual não poderão ser empregues, implica a participação das mesmas em exercícios de certificação previstos para a respectiva componente.
 

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« Responder #7 em: Outubro 05, 2008, 12:41:41 pm »
Por uma questão de resgisto histórico também vou colocar a seguinte informação.

http://www.nato.int/issues/commitment/d ... rtugal.pdf

Since Jan 04 (NRF 2), Portugal is contributing to all the NRF rotations;
during 2006, on both standby periods, Portugal engaged 945 personnel to NRF 6 and 7
[NRF 6: 1 Airborne Battalion (650), 1 TACP (6), 1 EOD (06);
NRF 7: 1 SOF Group (75), 1 FFGH (200), 1 C-130H (4) and NBQ JAT experts (4)].
 

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« Responder #8 em: Outubro 16, 2008, 04:29:24 pm »
http://www.revista-artilharia.pt/95904.htm

Citar
GRUPO DE ARTILHARIA DE CAMPANHA

Cap Art Siborro Alves

Ao aceitar o desafio de fazer um artigo para a Revista de Artilharia, sobre a participação dos militares do Grupo de Artilharia de Campanha (GAC) no Agrupamento Mecanizado da Brigada Mecanizada Independente (BMI) Nato Response Force 5 (NRF), não poderia deixar de fazer uma breve contextualização para um melhor enquadramento de todo o trabalho efectuado.

A OTAN ao longo dos anos tem executado com imenso sucesso a sua missão, no entanto, tem vindo a enfrentar novos desafios e riscos num ambiente de segurança permanentemente ameaçado.

Com todos estes contingentes, a OTAN, iniciou um processo de transformação e renovação de forma a estar preparada para fazer face aos desafios actuais e futuros. Isto incluindo a transformação da Estrutura de Comando e a criação duma Força de Reacção.

A segurança internacional, em constante ameaça e mutação, bem diferente dos convencionais e tradicionais reptos do século XX, obrigou à reestruturação das Forças Armadas da Aliança. Sentiu-se necessidade de prepara-las para enfrentar as ameaças como o terrorismo internacional, redes criminais transnacionais e as ameaças assimétricas cada vez mais usuais.

 

Estas decisões foram acordadas na Cimeira de Praga em Novembro de 2002 onde foram implementadas medidas radicais na forma de actuar da OTAN.

Anteriormente à reestruturação, qualquer país membro ajudaria a dissuadir a ameaça através de uma mobilização de forças a nível nacional. Actualmente, estas têm de ser ágeis e aptas a serem utilizadas em pouco tempo, com capacidade de iniciativa e manobráveis no campo de batalha sem linhas de combate definidas.

Uma das decisões mais importantes da Cimeira de Praga foi modificar a Estrutura de Comando da OTAN para que esta fosse mais simples, eficaz, eficiente e destacável, com vista a satisfazer os requisitos operacionais para as variadíssimas missões da Aliança. A OTAN desactivou o Comando Supremo Aliado do Atlântico, baseado em Norfolk, Virginia, e atribuiu todas as responsabilidades operacionais ao Comando Aliado das Operações (ACO). Também o novo Comando Aliado da Transformação (ACT) foi simultaneamente activado em Norfolk, Virginia, e é responsável pela transformação militar da Aliança. Toda a funcionalidade operacional da OTAN é concentrada num só Comando Estratégico o ACO responsável por toda a área de responsabilidade da OTAN. Mas num mundo em rápida evolução, não basta concentrarmo-nos no “aqui e agora”, é essencial pensar no futuro, é este o papel do ACT, que dirige os esforços militares que visam transformar a Aliança, a divisão da funcionalidade não esta tão definida como esta simples síntese sugere, na verdade, as capacidades dos dois Comandos Estratégicos estão integradas e são intrinsecamente interdependentes. As responsabilidades de liderança são partilhadas entre os dois Comandos Estratégicos mas, para quase todas as questões ou tarefas, um deles dirige e o outro actua em seu apoio.

Os resultados obtidos com estas mudanças têm sido impressionantes. As linhas hierárquicas sobrepostas e confusas foram eliminadas. Estabeleceu-se uma bem definida divisão de trabalho entre o ACO e o recentemente criado ACT. O Primeiro define critérios que as unidades terão de satisfazer para servir num comando da OTAN e o Segundo desenvolve o treino necessário para estas unidades. Tanto o ACO como o ACT verificarão se as unidades satisfazem os critérios necessários.

Ao atribuir todas as responsabilidades operacionais a um único comando e centrando este segundo comando estratégico nos desafios da transformação em curso e na melhoria da inter operacionalidade dos países membros, a OTAN assumiu uma atitude de constante mutação para enfrentar os actuais desafios.

Outra das mudanças inovadoras resultantes da Cimeira supra citada foi a criação uma Força de Reacção da OTAN, tecnologicamente avançada, flexível, destacável, inter operacional e com capacidade de subsistência verdadeiramente integrada, conjunta e combinada, incluindo elementos terrestres, navais e aéreos e estando apta a deslocar-se rapidamente, mediante ordens do Conselho do Atlântico Norte (órgão superior de tomada de decisões da OTAN).

 

Com orientações e directrizes bem definidas, o Quartel-General Supremo das Potências Aliadas na Europa (SHAPE), tem agora autoridade para fazer da NRF uma verdadeira força de transformação, desejada por qualquer Comandante militar.

Logo que a NRF esteja operacional, a OTAN terá, pela primeira vez na sua história, uma força integrada que poderá executar as missões tais como Força Isolada (Stand Alone Force), como Força de Entrada Inicial (Initial Entry Force), em Operações de Demonstração da Força, Operações de Resposta a Crises (CRO), Operações de Apoio ao Contra-Terrorismo e Operações de Interdição Marítima, Terrestre e Aérea. Esta força treinará e será verificada em conjunto e, se necessário, também será destacada em conjunto.

 O elemento de maior prontidão da NRF terá capacidade para iniciar o deslocamento no prazo de cinco dias, após ter recebido o aviso para se movimentar, e com capacidade para auto-sustentação até 30 dias com altos níveis de prontidão. A NRF deve estar pronta para se deslocar e auto-sustentar-se em qualquer parte do mundo. Esta força operacional conjunta e combinada é designada por NATO Response Force (NRF). Este Comando é designado por Combined Joint Task Force (CJTF) HQ, o qual pode conduzir operações a partir do seu QG permanente ou através de um Deployable Joint Task Force Headquarters (DJTF HQ).

Com um efectivo total de 21.000 militares, a NRF apresenta a seguinte organização base:

-   Componente Terrestre (LCC – Land Component Command) com um Quartel General, incluindo capacidades de CIS, engenharia, PSYOPS, helicópteros, defesa NBQR, ISTAR, EW, CIMIC e MSU, uma força de escalão Brigada composta por 5 Batalhões de manobra e onde estão representados todos os sistemas de combate, apoio de combate e de apoio de serviços e um elemento de reconhecimento do SPOD (Seaport of Debarkation) bem como um elemento de apoio logístico;

-   Componente Naval com a composição aproximada de uma Naval Task Force;

-   Componente Aérea que garante uma capacidade de até 200 missões de combate por dia e capacidade de transporte estratégico para projecção de Forças;

-  Componente de Operações Especiais com um CJSOCC HQ (Combined Joint Special Operation Component Command Head Quarters) e vários SOTG (Special Operation Task Group).

É de ressalvar a natureza transformacional da NRF, pois ao contrário de outras forças da OTAN criadas para uma missão específica, esta está permanentemente disponível para emprego imediato em qualquer missão considerada adequada pelo Conselho do Atlântico Norte e onde poderá agir com iniciativa.

Em Julho de 2003, foi aprovado o conceito NRF e iniciado o processo para a sua implementação. A Aliança inaugurou a primeira força de rotação NRF protótipo, a chamada “NRF 1”, no Quartel-General Regional Norte em Brunssum, Holanda, a 15 de Outubro de 2003. As duas primeiras rotações da NRF, embora operacionais foram experimentais. Foram concebidas para serem de âmbito reduzido e limitado para desenvolver as doutrinas, treino, normas de verificação, requisitos operacionais e os requisitos de prontidão necessários para assegurar o êxito da NRF quando atingiu a sua capacidade operacional inicial (IOC - Initial Operational Capability) em Outubro de 2004 composta por 17000 militares. Ficará totalmente com a sua capacidade operacional completa (FOC - Full Operational Capability) em Outubro de 2006 com 21000 militares.

A 13 de Julho de 2004, decorreu a conferência de geração de forças para a NRF5, onde foi definido que Exército Português ia participar na NRF5 com um Agrupamento Mecanizado da Brigada Mecanizada

 Independente (BMI), com inicio a 01SET04 até Julho de 2005 fase de aprontamento e prolongando-se até 11JAN06, tendo lugar o período de emprego ou de stand-by. Este Agrupamento localizado no 1º Batalhão de Infantaria Mecanizado (1ºBIMec) constituído por uma Companhia de Comando e serviços (CCS), duas Companhias de Atiradores Mecanizada (CAt), um Esquadrão de Carros de Combate (ECC) e uma Companhia de Apoio ao Combate (CAC). Com um efectivo de 697 elementos, 65 viaturas de rodas e 95 viaturas de lagartas num total de 160 viaturas, esta força deve estar preparada para cumprir missões, no interior e exterior da área de responsabilidade da OTAN, podendo actuar como força: isolada “Stand Alone force” ou força de entrada inicial “Initial Entry Force” em ambiente hostil ou permissivo, em operações de “Crisis Response Operations” (CRO), de Apoio ao Contra-Terrorismo e Interdição Terrestre, sendo no entanto a projecção para o Teatro de Operações (TO), sustentação inicial e retracção da força de responsabilidade nacional.

Ao longo da fase de formação e treinos (colectivo, de aperfeiçoamento operacional e operações), tentou-se assegurar em permanência três princípios:

(a)  Projecção; no âmbito do emprego prioritário de forças para o exterior do Território Nacional;

(b)  Adaptabilidade para fazer face às contínuas alterações do Ambiente Operacional;

(c)  Versatilidade, para agir, simultaneamente, em situações de combate próximo e situações de gradação da força;

Esta Força deverá cumprir, com especial ênfase e entre outros, os seguintes requisitos:

(a)  Prontidão de 5 dias (categoria 2);

(b)  Pessoal e equipamento a 95%;

(c)  Adequada protecção Nuclear, Biológica, Química e Radiológica (NBQR);

(d)  Auto-sustentável por um período de 30 dias (podendo actuar por períodos superiores a 30 dias com capacidades logísticas adicionais);

(e)  Projectável e interoperával;

(f)    Uma vez atribuída, durante os períodos de treino conjunto e de stand-by, não deverá integrar nenhum outro compromisso (dupla atribuição);

(g)  Uma estrutura de comando flexível.

O GAC tem colaborado com militares no aprontamento do AgrMec/BMI/NRF5, nomeadamente com uma equipa constituída por um Oficial (OAF) e um Sargento de Apoio de Fogos (SAF) que têm participado em quase toda a fase da preparação e em todos os exercícios efectuados pelo AgrMec/BMI/NRF5 (exercícios série Dragão que visa a organização, adaptação do treino individual, colectivo e de aperfeiçoamento operacional a nível Pelotão, Companhia e Batalhão, ARCO 04 e ROSA BRAVA 05, exercícios ao nível da BMI com o respectivo FTX, exercício COHESION 05 no campo militar de “San Gregorio”em Saragoça ao nível de projecção de forças no Terreno (FTX) e com Fogos Reais (LFX), assistido por Sistemas de informação (CAX), certificação da BrigNRF, treino para a certificação do NRDC-SP e Retracção das Forças participantes).Quando solicitado, o GAC tem igualmente disponibilizado uma equipa de Observadores Avançados (OAv´s), que têm oferecido uma preciosa ajuda, para o planeamento e coordenação do Apoio de Fogos das Companhias de manobra do Agrupamento.

Tendo um papel participante como OAF do AgrMec/BMI/NRF5, tenho praticado as mais diversas acções no grande espectro de missões cometidas ao AgrMec nomeadamente no Apoio à decisão do Cmdt no emprego coordenado dos órgãos de aquisição de objectivos, armas de tiro directo, indirecto (morteiros, artilharia de campanha) e das Operações Aéreas.

Em proveito da manobra da força e com a possibilidade de utilizar morteiros e obuses de diversos calibres, mísseis e foguetes de variado alcance, e bombas de grande potência, ou seja colaborador do Cmdt pela integração de todos os fogos disponíveis no seu plano de manobra, tudo isto representado no Anexo de Apoio de Fogos e Matriz de Execução de Apoio de Fogos.

O Comandante da força e o OAF, em trabalho conjunto, têm criado no momento e local apropriados o máximo potencial de combate, através de uma adequada análise dos factores de decisão - missão, inimigo, terreno, meios, tempo disponível e assuntos civis. Com estes factores tem-se:

(a)  Determinado o local onde o inimigo deve ser retardado e onde podem ser optimizados os efeitos globais dos fogos disponíveis;

(b)  Atribuído prioridades aos possíveis objectivos a bater, de acordo com o grau de ameaça que representam, tendo em atenção os danos colaterais e respectivas regras de empenhamento;

(c)  Considerado o emprego de todos os elementos do sistema de apoio de fogos ao seu dispor e, quando aplicável e combinação das suas armas e munições;

(d)  Executado o planeamento concorrente no processo de tomada a decisão militar e o estudo do campo de batalha (IPB), desde o recebimento ou dedução da missão, desenvolvendo as modalidades de acção e emitido o conceito de operação, até à execução do plano de operações.

No que respeita ao planeamento e coordenação de Apoio de Fogos e segundo orientações do escalão superior e das próprias necessidades e decisões do Cmdt da força, numa perfeita integração com o S2, S3, representante da Engenharia e Elementos do Apoio de Fogos (Morteiros Pesados e Médios e representante do Apoio Aéreo) tem-se:

Planeamento:

(a)  Previsto as necessidades de forma a poder aconselhar o Comandante sobre a melhor forma de utilizar o apoio de fogos.

(b)  Avaliado os meios de apoio de fogos disponíveis e a missão da força, de forma a estar apto a propor prioridades nos fogos e na atribuição dos meios de apoio.

(c)  Assegurado que todos os órgãos que podem fornecer notícias sobre objectivos são utilizados eficazmente.

(d)  Estudado em coordenação com o S2 a situação do inimigo e a missão da força a fim de propor quais os objectivos a baterem e como serão batidos.

(e)  Elaborado os planos necessários para fazer face a situações imprevistas.

(f)    Orientado e coordenado os representantes de todos os órgãos de apoio de fogos nomeadamente os representantes do EAF.

(g)  Determinado quais as medidas de coordenação que melhor facilitam as acções de manobra e estabelecido as medidas de segurança necessárias para proteger os elementos amigos.

(h)  Desenvolvido e coordenando um plano de apoio de fogos eficiente e completamente integrado.

Coordenação:

(a)  Previsto as alterações pelo desenrolar do combate e propor actualização do plano de apoio de fogos.

(b)  Dirigido o ataque aos objectivos, de acordo com as prioridades estabelecidos pelo Comandante e necessidades das forças de manobra.

(c)  Atribuído missões de tiro aos meios de apoio de fogos mais eficazes para baterem os objectivos a tempo.

(d)  Coordenado todos os fogos na zona de acção ou sector à responsabilidade do Comandante.

(e)  Garantido a segurança dos elementos amigos através de medidas restritivas e permissivas.

(f)    Assegurado o fluxo contínuo de notícias sobre objectivos principalmente com os Pelotões de Reconhecimento.

Ao nível de pedidos de tiro, o OAF do Batalhão escuta e recebe pedidos de tiro ao seu nível sob sua supervisão. Quando os meios disponíveis a nível da Companhia são inadequados passa o pedido de tiro para o escalão superior, o OAF também é uma origem de pedidos de tiro através do seu próprio planeamento para satisfazer as necessidades de apoio do Comandante. Quando o OAF recebe um pedido de missão de apoio ou toma essa iniciativa, analisa o objectivo para determinar como o bater e com qual dos meios disponíveis no seu escalão. Se escolher os morteiros pesados do Batalhão, ele atribui a missão directamente ao PCT do pelotão dos morteiros pesados ou médios. Se for escolhida o CAS para bater o objectivo, o OAF limita-se a dar uma indicação ao OLFA, presente no EAF. O OLFA comunica, através do sistema de comunicações “ar-solo” com as aeronaves e com os elementos de controlo o pedido imediato de CAS e é transmitido pelo OLFA directamente ao Centro de Coordenação de Operações Aéreas (AOCC) no CE.

Todos estes procedimentos de planeamento e coordenações que se andou a treinar foram certificados no exercício COHESION 05 realizado entre 1 a 21 de Abril, com a finalidade de integração das unidades multinacionais, completar o treino operacional em missões NRF, certificação da Land Component Comander (LCC) da NRF5 com as unidades, validação da LCC e preparação do exercício “Allied Action 05”. Para que pudesse ser possível, o AgrMec participou com cerca de 300 militares, 35 viaturas de lagartas e 36 de rodas, tudo por via férrea no total de duas colunas, um grande esforço para projecção das forças por parte do Exercito Português talvez executado o maior para o exterior do território nacional.

 

O Agrupamento ficou sob controlo táctico da Brigada NRF, e sobre o comando de um Oficial General do Exército espanhol, que deslocou para aquele Campo, a totalidade das suas Unidades, num total de cerca de 5000 militares e 2000 viaturas.

Este exercício constituiu a primeira oportunidade, desde a criação da NRF, para reunir a Brigada que integra a sua componente terrestre. Demonstrou a credibilidade e a prontidão das unidades que integram esta Força de Reacção da NATO. Portugal, e o seu Exército nomeadamente o Agrupamento, deram, provas de que estão prontos a responder aos desafios que o novo ambiente operacional coloca.

Neste exercício o OAF ligou-se ao Coordenador de Apoio de Fogos do “GACA” a única força de Artilharia de Campanha existente no NRF5, e fez-se um briefing sobre o “GACA”, suas origens, localização e estrutura. Após a apresentação, efectuou-se uma visita às Baterias do “GACA”, duas baterias da Legião e uma bateria pára-quedista, todas equipadas com o obús 10,5 Light Gun num total de 18 obuses.

Foram visualizados também os sistemas de Aquisição de Objectivos e o Comando, Controlo e Coordenação de Apoio de Fogos do “GACA”. Aqui deparámo-nos com as acções tácticas e técnicas necessárias para bater, rápida e eficazmente os objectivos planeados e inopinados.

Após a apresentação do “GACA” no campo militar de “San Gregorio,” procedeu-se a reconhecimentos no terreno e a posições de tiro tanto para Artilharia como Morteiros.

Reconheceu-se também posições de observação para os observadores avançados poderem regular os fogos e por ultimo deslocamo-nos a uma posição onde se fez a declinação dos aparelhos de pontaria dos morteiros pesados e médios.

Recebida a missão começou-se o processo de planeamento e coordenação de Apoio de Fogos foi realizado da seguinte forma:

·                    Avaliação dos meios de apoio de fogos disponíveis a integrar na manobra;

·                    Avaliação dos meios de aquisição de objectivos disponíveis;

·                    Planeamento com um apoio de fogos adequado á manobra;

Na fase seguinte, após o planeamento, fez-se a sessão de tiro real (FTX) onde foi atribuída uma Bateria de Bocas de Fogo do “GACA” ao agrupamento e se cumpriu a seguinte sessão:

·                    Regulação Mort Pes (2 HE);

·                    Descarga Mort Pes (6 HE);

·                    Btr para 6 (72 HE);

·                    3 cortinas de fumos durante dez minutos pela Artilharia (18 HC);

·                    Fumos por parte dos Mort Pes 17 granadas;

·                    Btr para 5 (60 HE);

·                    Supressão imediata por parte da Artilharia;

É de salientar que estava previsto ser executado tiro iluminante por parte da Bateria de Artilharia para a regulação dos Mort Pes, só que devido às condições atmosféricas não se pode realizar.

Como Artilheiro, foi com enorme prazer que tenho participado no aprontamento do Agr/Mec/NRF5 e principalmente neste exercício, onde me foi dada a oportunidade de colaborar com camaradas de outras nacionalidades, o que veio naturalmente enriquecer a minha experiência tanto a nível táctico como técnico, no entanto fica-me na duvida o porque de não haver Artilharia no Agrupamento, uma força tão ágil e capaz de intervir em qualquer sitio do mundo mas com um Apoio de fogos frágil limitando-se aos morteiros orgânicos.

Espero assim, e desta forma partilhar convosco alguns dos momentos mais relevantes vividos durante este exercício, ficando disponível para dúvidas ou esclarecimentos que possam surgir.
 

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« Responder #9 em: Junho 20, 2009, 12:15:59 pm »
Segundo informações a que tive acesso:

NRF 10 (1º Semestre de 2008)

 - Exército
        > 1 Companhia de Operações Especiais (50 elementos)

 - Força Aérea
        > 1 Avião P-3P Orion
        > Equipa de Informação Publica
        > Equipa EOD
        > Equipa de Descontaminação
        (total 29 elementos)


NRF 11 (2º Semestre de 2008)

 - Marinha
        > 1 Fragata (200 elementos)
        > NCAGS - Naval Coordination and guidance for shipping
        (3 elementos)


NRF 12 (1º Semestre de 2009)

 - Exército
        > Batalhão de Infantaria Mecanizada (700 elementos)

 - Força Aérea
        > 6 F-16 Fighting Falcon (105 elementos)


NRF 13 (2º Semestre de 2009)

 - Exército
        > Batalhão de Infantaria Pára-quedista (700 elementos)

 - Marinha
        > 1 Comando de TaskGroup (11 elementos)
        > 1 Pelotão de Abordagem (25 elementos)
        > 1 Fragata (a do SNMG 1) (200 elementos)


NRF 14 (1º Semestre de 2010)

 - Exército
        > Grupo de Artilharia de Campanha (130 elementos)
        > Equipa de Controlo de Movimentos do Exército (10 elementos)

 - Força Aérea
        > 6 F-16 Fighting Falcon (105 elementos)
        > 1 C-130H Hercules (30 elementos)
        > Equipa EOD (6 elementos)
        > Equipa de Descontaminação (5 elementos)
 

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voador

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« Responder #10 em: Junho 21, 2009, 01:10:12 am »
Entre 21 e 27 de Junho de 2009, vai decorrer na area compreendida entre o DGME-BA6-CTA, o Exercicio Apolo 09, onde entre outras actividades as NRF 13 (2BParas) e NRF 14 (BArtCamp/GAC/BrigRR e MCT/CmdOP) participarão.

Neste exercicio está prevista a permanencia de Oficiais do ARRC, a fim de tomarem contacto com as capacidades da BrigRR e das NRF´s.

Decorreram na semana transacta as certificações (nacional e internacional, respectivamente) das NRF 14 e NRF 13 (essencialmente análise de planos e cumprimento dos critérios NATO.

Há quem diga que as NRF estão para acabar na NATO, porque cada vez mais os países não atribuem forças às NRF, em virtude do seu empenho em outras missões NATO.

Com Portugal é exactamente ao contrário  :lol:  pois sai muito mais barato dizer que se tem uma força pronta (com material em stand-by em mais de uma duzia de quarteis) do que enviar nem que seja um contigente reduzido para qualquer TO. (e ficamos bem na foto .....)
 

 

Qual a melhor força especial das forças armadas da Nato?

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