Olivença

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Daniel

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Re: Olivença
« Responder #2835 em: Outubro 05, 2019, 02:42:05 pm »
Eu acho que se mandássemos 2 patrulhas da GNR (Mas GNR Alentejanos, com bigode, barriga e castiços como conheço alguns) todos os dias depois do almoço, para meio de Olivença para atrofiar com a Guarda Civil Espanhola. Ao fim de 1 mês aquilo era nosso.  :mrgreen: :mrgreen:

Mas pelo que li sobre a vila nem tão cedo Portugal vai ter direito ao que é seu, Espanha tem investido muito na Vila (basta comparar as infraestruturas que a vila tem com outras a volta) a colonização que foi feita,... Mas é interessante manter estas iniciativas, nem que seja para ir moendo a cabeças aos Espanhóis, só para eles se lembrarem dos seus Hermanos  :G-beer2:

O que a gente precisa é de um Presidente e um governo com eles no sítio. Pois assim como os espanhóis fazem muito barulho por Gibraltar, deviamos também nós fazer o mesmo por Olivença.
Mas como temos uns políticos de meia fralda, não passamos do mesmo.  :N-icon-Axe: :2gunsfiring:
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Viajante

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Re: Olivença
« Responder #2836 em: Outubro 08, 2019, 10:10:11 am »
Espanhóis de Olivença com dupla nacionalidade também puderam votar e "fazem história"

Pela primeira vez, foi dada aos oliventinos a possibilidade de votar. Espanha anexou o território em 1801. Mas, em 1817, foi decidido que Olivença é portuguesa — decisão que não foi cumprida até hoje.



Cerca de 500 habitantes de Olivença com dupla nacionalidade são os primeiros espanhóis a poder votar nestas legislativas, de acordo com a publicação Rayanos Magazine, de Valência de Alcântara, Badajoz, para quem estes oliventinos “fazem história”. Foi a primeira vez que lhes foi dada esta oportunidade — “algo insólito“, escreve a Rayanos.

A população de Olivença com dupla nacionalidade recebeu durante esta semana uma carta a informar que podiam votar e depois um boletim de voto — ou uma nota de “boas-vindas à democracia portuguesa”, como apelida a publicação espanhola.

“Costumo brincar com os meus colegas portugueses a dizer que será aqui onde finalmente será decidido quem governará no país deles”, conta um dos habitantes de Olivença.”
De acordo com a publicação, os requisitos para se ter dupla nacionalidade vão variando. “Em alguns casos, é necessário apresentar uma árvore genealógica, enquanto noutros casos uma certidão de nascimento é suficiente”, explica um dos habitantes. Além dos 500 oliventinos, foram ainda chamados a votar os portugueses que vivem em Olivença.

“Quem sabe, daqui a um ano, sejam mil. Ou, daqui a cinco, sejam 10 mil”, escreve a publicação.”

Espanha anexou o território de Olivença em 1801. Mas, no dia 7 de Maio de 1817, a Ata Final do Congresso de Viena confirmava que Olivença é uma terra portuguesa, sendo exigido a Espanha à coroa espanhola que restituísse o território. A decisão foi aceite pelos espanhóis, mas não foi cumprida até hoje. O assunto nunca foi abordada pelos governos portugueses que se seguiram.

https://observador.pt/2019/10/06/espanhois-de-olivenca-com-dupla-nacionalidade-tambem-puderam-votar-e-fazem-historia/

Pode ser que achem muito mais útil votarem nas eleições portuguesas do que as espanholas que nunca mais atam nem desatam :)
 

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Daniel

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Re: Olivença
« Responder #2837 em: Março 20, 2021, 04:50:54 pm »
José Ribeiro e Castro: "Portugal precisa de superar o esquecimento em relação a Olivença"
https://sol.sapo.pt/artigo/728657/jose-ribeiro-e-castro-portugal-precisa-de-superar-o-esquecimento-em-relacao-a-olivenca

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Olivença encontrou em Lisboa um aliado. Ribeiro e Castro ‘apaixonou-se’ pela terra e pelas suas gentes, contribuindo decisivamente para que, hoje, mais de 1.300 oliventinos já tenham requerido a nacionalidade portuguesa.

Tem-se dedicado, nos últimos anos, à causa de Olivença. Como ‘despertou’ para esta terra e para as suas gentes?

A questão de Olivença é conhecida da minha juventude. Nos anos de 1970, visitei a cidade mas nem percebi a sua riqueza extraordinária. Só em 2010, quando era presidente da comissão dos Negócios Estrangeiros da Assembleia da República, é que despertei verdadeiramente para Olivença, através de uma petição antiga, que estava pendente e resolvi ‘desenterrar’. A petição era sobre Olivença e é nesse processo, através dos peticionários que pertenciam ao Grupo ‘Amigos de Olivença’, que conheci a associação ‘Além Guadiana’. Já tinha lido algumas coisas sobre o que se passava em Olivença, a recuperação de registos e património de origem portuguesa, a toponímia ou a calçaça nas ruas... E sabia que esse era um trabalho desenvolvido, desde 2008, pela ‘Além Guadiana’. Convidei-os a virem à Assembleia da República e foi aí que os conheci. Havia quatro grandes impulsionadores: Joaquin Becerra, José Carrillo, Eduardo Machado e Raquel Antuñez, ‘Os Três Mosqueteiros’, como lhes chamava (que neste caso também eram quatro). A partir desse momento, tem sido uma relação muito intensa. E tenho visitado assiduamente Olivença.

Assumiu um papel fundamental para que os oliventinos pudessem passar a requerer a nacionalidade portuguesa. Porquê e como?

Surgiu nessa altura, nas conversas na Assembleia da República. Perguntaram-me se os oliventinos poderiam, se quisessem, requerer nacionalidade portuguesa e disse-lhes que sim. A posição oficial do Estado português é que Olivença é portuguesa, portanto, quem nasce em Olivença nasce em Portugal. Mais tarde, vim a encontrar um parecer da Procuradoria-Geral da República de 1951 que tinha sido homologado e dava enquadramento legal para que os oliventinos pedissem a nacionalidade. Aliás, o grosso dos oliventinos que têm obtido a nacionalidade portuguesa têm-no conseguido por nacionalidade originária. O processo levou algum tempo a implementar, mas está nos ‘carris’ desde 2014/2015.

E como tem assistido a este ressurgimento do interesse dos oliventinos por Portugal? Foram apresentados até ao momento mais de 1.300 pedidos de nacionalidade portuguesa...

Creio que é muito natural. Os próprios oliventinos vivem isso com naturalidade. E em Espanha isso não causa celeuma. Às vezes, o problema é mesmo do lado de cá. Temos uns mitos que bloqueiam um bocadinho o processo mental relativamente a Olivença. E os oliventinos, de alguma forma, sentem isso. Há um grande contraste entre a intensidade das reclamações destas pessoas, que sentem Olivença como terra portuguesa, e o enorme desinteresse de Portugal e da maioria dos portugueses em relação a Olivença.

Foi para despertar Portugal para Olivença que lhe dedicou o seu discurso de despedida da Assembleia da República?

Sim, Portugal precisa superar o esquecimento em relação a Olivença.

O passado tem sido tema polémico e de debate em Portugal. Acontece em relação aos Descobrimentos, aconteceu na morte de Marcelino da Mata. Olivença é outro exemplo de como é difícil para os portugueses lidarem com o seu passado?

Creio que essa questão não se atravessa com Olivença. Acho que o problema, aqui, é um pouco ao contrário. Sente-se que há ali uma injustiça histórica na relação com Espanha e, muitas vezes, é isso que vem ao de cima. Existe, de facto, um diferendo entre Estados, porque Portugal entende, e bem, que tem a razão jurídica do seu lado e Espanha entende que a posse daquele território deve estar, de facto, do seu lado. Há aqui um problema de melindre. Por exemplo, há uma história bastante conhecida das curvas e contracurvas burocráticas para a construção da nova Ponte da Ajuda, no final do século passado, mas também acredito que existe uma solução para isso. E na prática as pessoas aceitam-na. O discurso que há bocado referiu foi muito nessa linha: Portugal tem de declarar que Olivença é um território português sob administração espanhola. E declará-lo com naturalidade. A partir daqui, tudo o que fizermos em colaboração com as autoridades espanholas, sejam nacionais, regionais ou locais, fica coberto por esta declaração e não podem ser utilizadas contra Portugal. Isso é fundamental. Por exemplo, se houver interesse de se aprender português em Olivença, o Ministério da Educação poderia organizar cursos na cidade.
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legionario

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Re: Olivença
« Responder #2838 em: Março 20, 2021, 08:25:59 pm »
Muito importante não esquecer e relembrar a Historia, pelo menos, para não se repetir erros ; mas em termos práticos, não estou a ver como Portugal poderia recuperar Olivença, pelos seguintes motivos :

1) um referendo em Olivença, Gibraltar, Ceuta ou Melilla veria legitimado o status quo atual. A "colonização" destes territórios pelas potências "ocupantes" e o secular processo  de assimilação cultural levaria os indígenas a excluir a mudança de soberania.

2) Já ouço falar dos Amigos de Olivença desde criança, desde então nunca vi alguma mudança na opinião publica portuguesa no sentido de forçar o que quer que seja, resumindo, a esmagadora maioria dos portugueses nem sabe que Olivença é, de jure, portuguesa.  No caso das ilhas Selvagens, penso que ganhamos, ja não é nada mau, quanto a Olivença, humm...

3) o entusiasmo pelo facto de muitos oliventinos (acho que é assim que se chamam) terem solicito a dupla nacionalidade, tem a ver talvez com razões fiscais ??

4) Puxando pela imaginação : poderemos talvez reocupar o território, fazendo tipo uma Marcha Verde, como fez o Hassan II no antigo Sahara espanhol, mas ai receio bem que não exista pouco mais de meia-duzia de participantes e que a Guardia Civil se desmanche a rir com tanta inocência. Terão tanta pena dos participantes que em vez de bastonada, distribuam garrafas de agua e pacotes de bolacha-maria  8)

5) ainda puxando pela imaginação : invadimos !  Os leopardo em linha debaixo da proteção das nossas armas AA, com as manivelas e as alavancas bem oleadas e... todos ao monte e fé em Deus, como antigamente ;D

6) ainda a melhor solução é esperar que a Espanha se transforme numa república, se desagregue completamente em micro-estados feudais como antigamente, e ai aproveitamos para entrar, o que acham ? Em qualquer dos casos, não contem comigo, já estou a ficar com problemas nas cruzes  :D
« Última modificação: Março 20, 2021, 08:27:12 pm por legionario »
A pior das ditaduras é a que se disfarça de democracia
 

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Lightning

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Re: Olivença
« Responder #2839 em: Março 23, 2021, 08:58:28 am »
https://sol.sapo.pt/artigo/728657/jose-ribeiro-e-castro-portugal-precisa-de-superar-o-esquecimento-em-relacao-a-olivenca

Um artigo interessante sobre Olivença, o título leva ao engano, o que ele pretende não é esquecer que Olivença foi território português, mas como não vamos avançar com o exército por lá dentro, ao menos podíamos fazer acções culturais, educacionais, etc, pois a situação actual não o permite.

E outra verdade que me ocorreu, quantos portugueses é que já visitaram Olivença? O pessoal bate com a mão no peito e tal, mas depois se for a Espanha pensa é ir a Madrid ou Barcelona...
« Última modificação: Março 23, 2021, 08:59:47 am por Lightning »
 
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