AMX (A-1M)

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Vitor Santos

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Re: AMX (A-1M)
« Responder #30 em: Julho 21, 2019, 09:57:48 pm »
Em 1998, seis aeronaves, 22 pilotos e 68 técnicos de solo foram para a Base Aérea de Nellis, em Nevada, para participar da Red Flag 98-3. Naquela ocasião os pilotos voaram em missões “pacotes” ao lado dos F-15, F-16, A-10, B-52, E-3, CH-53, C-130 B-1B e KC-135.

De volta ao Brasil, o Esquadrão Adelphi adquiriu a doutrina do Mission Commander, responsável pelo planejamento e coordenação dos ataques, sendo o líder numa Missão Aérea Composta (Composite Air Operations – COMAO) utilizando uma força combinada de diferentes aeronaves (interceptadores, de reconhecimento, ataque, helicópteros, de alerta aéreo antecipado etc.) voando num mesmo pacote, todas juntas. Em 2001 essa doutrina foi transmitida pelos pilotos de AMX do 1º/16º GAV para os demais esquadrões de combate brasileiros. A Força Aérea Brasileira também conduziu, em novembro de 2000, a Operação Zeppelin, o primeiro exercício interno reunindo aviões de caça, interdição, patrulha marítima, helicóptero e transporte, atuando juntos no mesmo cenário, aplicando todas as lições aprendidas na Red Flag.

Em 1999, na Operação Tapete Verde, os AMX voaram para a região de fronteira com a Colômbia, na “Cabeça do Cachorro”, com a possibilidade de atacar posições guerrilheiras das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Armados com as munições de 30mm e lançadores de flare, cinco aviões voaram para Manaus de onde realizaram missões simuladas de ataque na fronteira do Brasil com a Colômbia.

Em 2002, quatro AMX do “Esquadrão Adelphi” atacaram e afundaram o navio G24 Belmonte, da Marinha do Brasil, depois que ele foi desativado da esquadra. Cada AMX estava carregando duas bombas BAFG-460 (400kg) e, após o ataque, o navio afundou em seis minutos.

Mais caças, mais esquadrões

Conforme as novas entregas foram feitas, a Força Aérea Brasileira previu a possibilidade de expandir a frota AMX para outros esquadrões.

Os aviões do primeiro e segundo lotes foram todos concentrados no 1º/16º GAV. Mas os aviões do terceiro lote passaram a equipar o 3º/10º GAV “Esquadrão Centauro”, sediado na Base Aérea de Santa Maria, no extremo sul do País.

Aquela unidade era equipada, até então, com outro projeto de sucesso italiano, o EMB-326GB Xavante nas missões de caça. Escolta ataque e na especialização do piloto de caça.

Para preparar a unidade para receber o AMX, dois anos antes a Força Aérea Brasileira passou a transferir pessoal de terra, especialistas em manutenção e armamentos do 1º/16º GAV para introduzir a nova doutrina em Santa Maria. Em 1998 os primeiros dois AMX foram entregues, sendo o A-1A 5534 e 5533 pilotados respectivamente pelo Tenente Coronel Rodolfo e pelo Major Cassé. O “Esquadrão Centauro” conduzia então as mesmas missões do pioneiro “Esquadrão Adelphi”, mas usando o AMX do terceiro e último lote.

O 3º/10º GAV logo começou a explorar todas as capacidades do AMX, incluindo o seu alcance. No dia 22 de agosto, dois A-1A quebraram o recorde nacional de uma missão de longa duração da aviação de caça brasileira ao permanecerem 10:05 em voo. A missão decolou cedo de Santa Maria com destino a Natal. Batizada de “Operação Gama Centauro”, três reabastecimentos aéreos foram feitos pelo Boeing KC-137E do 2º/2º Grupo de Transporte e a rota incluiu a região central do Brasil, norte e concluindo no nordeste, passando por voos na fronteira da Guiana e Suriname. No total, 6.700 km foram voados e ambos AMX foram equipados com dois tanques subalares de combustível com capacidade de 1.080 litros.

E não demorou para o “Esquadrão Centauro” ser empregado em missões reais. Uma delas foi a “Operação Princesa dos Pampas” para destruir na pista de pouso clandestina dentro da região amazônica e a apenas 3 km da fronteira com a Bolívia. Quatro A-1A e um A-1B decolaram de Santa Maria em 2 de novembro de 2003 para Manaus com uma parada de reabastecimento em Anápolis. O ataque foi realizado em 5 de novembro, usando duas bombas Mk.83 em cada aeronave.

Em 1999, o terceiro e último esquadrão foi equipado com o AMX. O 1º/10º GAV “Esquadrão Poker”, uma das mais antigas unidades de combate da Força Aérea Brasileira, recebeu a primeira aeronave em 2 de março de 1999.

Para além das missões de ataque e apoio aéreo aproximado, já realizadas pelo 1º/16º GAV e 3º/10º GAV, o 1º/10º GAV é a única unidade aérea especializada para realizar reconhecimento táctico do campo de batalha em baixa altura e a grandes distâncias (stand off). Ter um esquadrão AMX equipado com sistemas de reconhecimento fazia parte dos planos da Força Aérea Brasileira desde meados dos anos 1980, então a escolha do 1º/10º GAV para cumprir essa missão era natural.

Antes da chegada do AMX, o “Esquadrão Poker” era equipado com o EMB-326GB e o novo avião inaugurou capítulo para a história desta unidade aérea. Com o AMX e a sua suíte de guerra eletrônica, chaff/flare, sistemas de navegação de precisão, robustez e longo alcance, o piloto pode retornar à base após uma missão de reconhecimento fotográfico mesmo depois de ter sido danificado em combate. As aeronaves são designadas RA-1 quando a missão é de reconhecimento e A-1 para os outros voos operacionais.

Durante o programa AMX foram desenvolvidos três pallets de reconhecimento fotográfico, instalados internamente na aeronave, sob o cockpit. O Pallet 1, para reconhecimento a baixa altura, tinha três câmeras perpendiculares grande angular Zeiss dispostas na linha do horizonte para cobrir 180º.

O Pallet 2 foi projetado para ter capacidade Stand off com uma lente Zeiss de longo alcance de 600 mm, montada em uma estrutura com 180º de movimento, da esquerda para a direita, perpendicular ao eixo de voo do AMX. O terceiro, Pallet 3, foi desenvolvido para realizar reconhecimento em altitude média e vertical do alvo, cobrindo grandes áreas e usado principalmente para produzir mapas e cartas de navegação. A câmera era um Zeiss RMK A com uma lente de 153 mm.

Em 2001, a empresa brasileira Gespi desenvolveu o que foi chamado Gespi pod e, depois, RTP (Reconaissance Training Pod). No interior, foram instaladas quatro câmeras W. Vinten Type 360/140 anteriormente usadas no EMB-326GB Xavante. O RTP foi amplamente utilizado pelo esquadrão.

Em 2004 foi descoberto que a Marinha do Brasil recebeu, junto com a frota da McDonnell Douglas A-4KU Skyhawk, quatro pods Vicon 57, que naquele momento estavam fora de serviço, com muitas de suas partes eletrônicas faltando sem nenhuma chance de encontrar peças sobressalentes no mercado, uma vez que o sistema em si era muito antigo.

Todos os quatro pods foram levados para Santa Maria e depois de alguns meses de trabalho um sistema foi colocado em operação. Algumas peças de reposição foram produzidas internamente pelo “Esquadrão Poker”, incluindo fiação e circuito integrado.

O conjunto de câmeras foi composto por três Vinten de 1 e ½ polegadas de distância focal dispostas em vertical e laterais (esquerda e direita), cobrindo 180º do horizonte. O nariz, com movimento de 360º, com oito posições para a direita e oito para a esquerda, com 14º de diferença em cada posição, possuía uma lente de 450 mm para realizar fotografia oblíqua de longo alcance.

Em 2009, finalmente, o esquadrão fez a transição do sistema analógico para o digital com a chegada dos casulos Rafael Reccelite.

Com esses sistemas de fabricação israelense, também vieram os pods de designação de alvos Rafael Litening III que permitiram a introdução das bombas guiadas a laser Rafael Lizard II – introduzindo essa capacidade de ataque de precisão que não existia anteriormente na Força Aérea.

Os dois sistemas foram introduzidos pelo “Esquadrão Poker”, e a capacidade de ataque de precisão também foi estendida para o “Esquadrão Centauro”.

Para aquela região estratégica no sul do Brasil, considerando o contexto geopolítico em relação aos demais países, a chegada do AMX representou a capacidade de 3.800 kg de carga bélica com um sistema de armas de última geração, aumentando a precisão dos ataques. Na Força Aérea Brasileira o AMX é capaz de empregar as bombas convencionais Mk.82-84 (ou similar nacional), de alto arrasto ou de baixo arrasto; bombas incendiárias BINC 300 (300 kg); lançador de foguetes e bombas de exercício SUU-20; lançador de flare SUU-25; lançador de foguetes de 70 mm com 19 foguetes cada (não disponível na versão modernizada); bomba de fragmentação BLG-252 com 248 submunições; bombas Lizard II 230 (230 kg); e Lizard II 460 (460 kg). Nenhum míssil ar-ar foi integrado.

Em comparação com o Xavante AT-26, que poderia transportar 1.814kg de armamento, o AMX deu um salto na qualidade de uma plataforma de ataque robusta com maior poder de fogo e precisão.

Em dezembro de 2016 a FAB optou por desativar o 1º/16º GAV e concentrar toda a frota no 1º/10º GAV e 3º/10º GAV em Santa Maria. Parte dos pilotos e mecânicos foram transferidos para essas duas unidades, bem como todas as peças de reposição, ferramentas e um simulador de voo.

A partir desse momento, houve outra mudança para os dois esquadrões em Santa Maria.

Até então cada esquadrão possuía sua própria aeronave, com marcas individuais e até mesmo os nomes dos pilotos aplicados nas fuselagens. No entanto, após uma reorganização, os aviões passaram a ser utilizados em conjunto pelas unidades. As marcações foram removidas e a operação combinada resultou em um aumento na disponibilidade da frota.

Por fim, na FAB, o AMX teve outra tarefa. O caça-bombardeiro foi empregado pelo Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo para apoiar as atividades de formação de novos pilotos e engenheiros de ensaios em voo e para certificar novas armas e sistemas das indústrias de defesa brasileiras como Mectron, Avibrás, Equipaer e outras.

Modernização

Para manter atualizada essa frota de valor e poder estratégico, a Força Aérea assinou um pacote de modernização para os AMX. O programa incluiu inicialmente 43 aeronaves, sendo a primeira entregue ao 1º/16º GAV “Esquadrão Adelphi” em 2013. No entanto, após atrasos no programa e com a proximidade da chegada do Saab Gripen E/F a partir de 2021, a Força Aérea Brasileira optou por reduzir a modernização para 14 aeronaves com 11 A-1AM (monoplace) e três A-1BM (biplace). Hoje cinco aeronaves modernizadas foram recebidas e o programa está previsto para ser concluído em 2020.

O protótipo do programa, o A-1A FAB 5530, foi entregue na unidade da Embraer em Gavião Peixoto (SP) em 30 de maio de 2007. Um segundo avião, o A-1A FAB 5526, também serviu como protótipo tendo sido o primeiro do programa a voar em 19 de junho de 2012.

A aeronave incorporou um cockpit digital com dois displays de 6×8 polegadas e um de 5×5 polegadas compatíveis com operações com óculos de visão noturna. O AMX recebeu um novo interferidor de guerra eletrônica e um novo RWR, além de incorporar o sistema de alerta de aproximação de mísseis (MAWS) e a tecnologia NAV-Flir, que fornece visão infravermelha projetada no head-up do cockpit. Eles também foram compatibilizados para operarem com o pod de interferência eletrônica Rafael Sky Shield.

Outro destaque é o radar multimodo SCP-01 desenvolvido pela antiga brasileira Mectron e a italiana Selex Galileo, que possui os modos ar-ar, ar-solo e ar-superfície com a capacidade look down/look up. Trabalhando na Banda I, o radar é capaz de identificar um alvo de 100 metros quadrados no mar a 50 milhas e tem alcance de 20 milhas contra um alvo aéreo de 5 metros quadrados. Outro objetivo da modernização foi o de padronizar as diferenças ao longo do primeiro, segundo e terceiro lote.

Durante 30 anos de operação, apenas três A-1A e dois A-1B foram perdidos em acidentes, com os pilotos mortos (um deles teve uma desorientação espacial e colidiu com o avião no mar).


 :arrow: João Paulo Moralez é jornalista pós-graduado com 17 anos de experiência no segmento de aviação e na cobertura de eventos e operações militares. Atua em veículos nacionais e internacionais como Tecnologia & Defesa, Força Aérea, Air Forces Monthly e Combat Aircraft. É autor dos livros Aviação do Exército – 25 anos, EMB-312 Tucano Brazil’s turboprop success story, e EMB-314 Super Tucano Brazil’s turboprop success story continues.

FONTE:  https://velhogeneral.com.br/2019/07/18/amx-30-anos-de-um-projeto-de-sucesso/
 
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Re: AMX (A-1M)
« Responder #31 em: Julho 22, 2019, 04:23:28 am »













Créditos: João Paulo Zeitoun Moralez
 

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Re: AMX (A-1M)
« Responder #32 em: Julho 23, 2019, 02:27:07 pm »







Créditos: João Paulo Zeitoun Moralez
 

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Re: AMX (A-1M)
« Responder #33 em: Novembro 13, 2019, 05:53:49 pm »
Esquadrões de AMX A-1 comemoram aniversário na Ala 4

O Tenente-Coronel Aviador Murilo Grassi Salvatti (esquerda), comandante do 1º/10º GAV “Esquadrão Poker”, ao lado do Tenente-Coronel Aviador Nicolas Silva Mendes, comandante do 3º/10º GAV “Esquadrão Centauro”

Citar
Na sexta-feira passada (08), o 1º/10º GAV “Esquadrão Poker” e o 3º/10º GAV “Esquadrão Centauro” comemoraram os seus 72 anos e 41 anos de história, respectivamente. As duas unidades são sediadas na Ala 4, em Santa Maria (RS) e operam com os jatos de interdição e reconhecimento Embraer A-1.

As unidades são responsáveis por guarnecer e garantir a manutenção do espaço aéreo brasileiro numa região estratégica composta por terrenos de planície e com a presença de diversas unidades do Exército Brasileiro.

O 1º/10º GAV foi criado em 24 de março e ativado em 1º abril de 1947 na Base Aérea de São Paulo, incorporando as aeronaves Douglas A-20K que pertenciam ao 1º e 2º Grupo de Bombardeio Leve. Inicialmente o esquadrão dedicou-se para as atividades de bombardeio e ataque, entretanto, em 10 de novembro de 1952 a unidade realizou a primeira missão de reconhecimento foto-meteorológico utilizando câmeras K-17B, K-17C e K-20. A data virou então o símbolo da comemoração do seu aniversário. Em 1955 o esquadrão recebeu os bimotores a pistão Beechcraft RT-11 e North American B-25 Mitchell para a missão de instrução, ataque leve e principalmente reconhecimento.

A partir de 1962 começou a receber os Douglas B-26 Invader e a missão de reconhecimento deixou de ser realizada pela unidade que concentrou os seus esforços apenas em atividades de bombardeio, ataque e contra-insurgência.

Em 1976, porém, com a chegada do Embraer RT-26 Xavante, o Poker voltou a assumir a exclusivamente a missão de reconhecimento e, no ano seguinte, assimilou a doutrina de reconhecimento tático através de uma missão de instrução da USAF conduzida na Base Aérea de Santa Cruz. O Poker é o pioneiro e o único na FAB a realizar esse tipo de missão que se caracteriza por penetrar na profundidade do território do inimigo, em velocidade, fotografar a sua ordem de batalha e alvos de interesse, e retornar para as linhas amigas trazendo informações de inteligência.

Em 1978 a sua sede foi transferida para Santa Maria. Na década de 1980 o Poker passou a realizar as missões de ataque e, em 1988 foi reconhecido como um esquadrão de caça. Em 1999 recebeu as aeronaves Embraer RA-1 continuando as missões de ataque, bombardeio, caça e reconhecimento.

O 3º/10º GAV “Esquadrão Centauro” foi o primeiro a ser estabelecido em Santa Maria, em 1978, e a sua história se confunde com a da base (atual Ala 4).

Cumprindo vários tipos de missões com os AT-26 Xavante, da escolta até o ataque e apoio aéreo aproximado, a unidade também foi a encarregada, até fins dos anos de 1990, pela formação dos líderes da aviação de caça, tendo em vista que o Xavante era o mesmo equipamento utilizado para a formação básica dos caçadores no 2º/5º GAV, em Natal (Ala 10). Dessa maneira o aluno precisava apenas fazer uma readaptação no avião depois de ter voado outro modelo de aeronave, como o Northrop F-5E, Dassault Mirage IIIE/D, o Embraer A-1 ou o Embraer EMB-312 Tucano. Entretanto, com a chegada do AMX para o 3º/10º GAV, a FAB transferiu essa missão para o 1º/4º GAV “Esquadrão Pacau”, que ainda usava o AT-26 Xavante.

O Centauro passou a ser a ponta da lança da FAB no extremo sul do Brasil caso fosse necessário responder, imediatamente, a qualquer tipo de agressão. Em 1998 a unidade iniciou o processo de desativação do seus AT-26 Xavante para receber, de maneira pioneira em Santa Maria, os Embraer A-1, sendo um alento para as missões de caça, ataque e bombardeio feitas pelo esquadrão.

A chegada desse novo vetor criou um cenário ainda mais vantajoso para o Brasil em termos de dissuasão e trazendo um grande diferencial devido ao seu longo raio de ação, capacidade de penetração a baixa altura, considerável capacidade bélica com grande poder de destruição podendo levar 3,8 toneladas de armamentos mais os dois canhões orgânicos de 30 mm com 150 munições cada. De Santa Maria ou de outra localidade no Brasil é possível atingir qualquer ponto da América do Sul com o AMX. Atualmente, o Poker e o Centauro são os únicos esquadrões de caça da FAB a empregar bomba guiada, no caso as Elbit Lizard 230 e 460. Também são os únicos a operar com o pod designador Rafael Litening III e o pod de reconhecimento Rafael Reccelite (exclusivo do Esquadrão Poker). Dessa maneira os ataques, além de terem excelente precisão sobre o alvo, são feitos de maneira stand-off (fora do alcance das defesas antiaéreas do inimigo). O mesmo acontece para o Reccelite.

Com o A-1, o Centauro bateu o recorde de permanência em voo da aviação de caça, numa missão que teve 10h05 de duração e percorrendo uma distância de 6.700km.

Desde 2016 Santa Maria concentra toda a frota de AMX da FAB. Com a sua modernização, a aeronave continua sendo um importante vetor para a defesa e soberania do Brasil na região de fronteira do extremo sul do país.




 

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Re: AMX (A-1M)
« Responder #34 em: Janeiro 14, 2020, 01:22:15 pm »
AMX da FAB: ‘Abelha’ brasileira?


Citar
Por que os norte-americanos apelidaram o jato A-1 da FAB de ‘Abelha’?

Você sabia que o AMX recebeu o apelido de “Samambaia”? Sim a Embraer irritada com os AMX estocados nos anos 90, esperando pelo pagamento da FAB, os apelidaram de Samambaia, pois ficavam muito tempo esperando pela entrega.

Mas quanto ao apelido “Abelha”, em 1994, na Operação Tiger I, seis caças AMX e seis caças F-5E da FAB, mediram forças contra os F-16A/B Block 15 ADF dos “Bucaneros” da Guarda Aérea Nacional de Porto Rico ANG/USAF.

O AMX foi a estrela dessa operação, ao conseguir um índice de acerto de 100% de seus alvos muito superior aos F-16 dos Bucaneiros, para piorar a situação os F-16 que defendiam os alvos foram abatidos pelos A-1.

Como nessa operação não havia AWACS, os A-1, ficavam invisíveis aos radares de Porto Rico, usando a curvatura da terra em ataques Lo-Lo-Lo, pegando os defensores de surpresa.

Perfil do F-16A ADF dos Bucaneros do 198th Fighter Squadron

Contrariados com as duas derrotas que o F-16 ADF sofreram em dofight contra os A-1, eles resolveram fazer um tira teima, desafiando a FAB para um combate dissimilar 1×1. O o piloto da FAB sabia que não devia entrar no jogo do F-16, pois o AMX perde energia depois de 3 ou 4 curvas, enquanto o F-16 não, pois tem um poder de aceleração incrível.

Assim, quando começou o combate o A-1 usou seu trunfo que é um raio de curva menor que o F-16 e já no início do combate ficou às 6 horas do F-16 e chamou “Fox two”** pelo rádio.

Impressionados, os norte-americanos apelidaram o A-1 AMX de “Abelha”, pois é pequeno mas ferroa de forma letal se provocado.

Houve vários pedidos atendidos pela FAB, de pilotos americanos para voar de “saco” na versão “B” do AMX.

Dois A-1B com a primeira e segunda camuflagem adotada pela FAB

 :arrow:  https://www.aereo.jor.br/2020/01/13/amx-da-fab-abelha-brasileira/
___________________________________________________________________________________________________________________________

* F-16 ADF, era a versão do F-16 usada na defesa dos EUA continental, foi a primeira versão do F-16 com capacidade BVR, usando o AIM-7 Sparrow.
** Fox two: código para míssil infravermelho; Fox One é para míssil BVR com radar semi-ativo (AIM-7 Sparrow) e Fox Three para míssil BVR guiado por radar ativo (como o AIM-120).


NOTA DO PODER AÉREO: O texto do post foi encaminhado por um oficial da reserva da FAB.

 

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Re: AMX (A-1M)
« Responder #35 em: Janeiro 14, 2020, 01:28:51 pm »
Os AMX da FAB no Red Flag 98-3

AMX (A-1) da FAB no Red Flag 98-3

Citar
Os AMX (A-1) brasileiros também mostraram sua capacidade no Exercício Red Flag, em Nellis nos EUA.

Em agosto de 1998, seis AMX do primeiro lote do 1°/16° GAv (Esquadrão Adelphi) na Base Aérea de Santa Cruz e 22 pilotos voaram 52 saídas de ataque em 18 missões nas duas últimas semanas da operação.

Os AMX atuaram junto com os F-5E Tiger III chilenos, F-16A/B MLU belgas e holandeses, CF-18 canadenses e caças americanos. Singapura participou com os CH-47D Chinooks para CSAR.

Os AMX da FAB acertaram mais de 75% dos alvos contra uma média de 60% dos outros participantes, penetrando defesas em terra e no ar. Nenhum AMX foi “derrubado” e ainda conseguiram duas vitórias contra os caças inimigos que tentaram interceptá-los a baixa altitude.

Os pilotos aprenderam táticas como “dog legs”, “action point” e “cross viper” que agora são usadas extensivamente.


Os pilotos da FAB realizara um total de 36 surtidas, divididas pelas duas semanas. Os AMX da FAB não precisaram realizar nenhum reabastecimento em voo durante o exercício devido à sua grande autonomia.

Para poderem participar de um exercício complexo como este, a FAB teve de se preparar para ensinar aos pilotos do 1°/16° a usarem todo um leque de ferramentas e fluxos de planejamento de missões novos.

Até aquele momento o planejamento de missões e a prestação de contas pós missão eram feitos na FAB segundo procedimentos aprendidos na Segunda Guerra Mundial. Os americanos, devido a operarem um grande número de aviões distintos, simultaneamente, tiveram de criar o conceito do ataque por pacotes e isso foi implementado pela primeira vez durante a Guerra do Vietnam na década de 60.

Desde então este tem sido o padrão em todos os conflitos aéreos subseqüentes, inclusive com a participação coordenada de forças aéreas não americanas. O Red Flag é um ambiente muito complexo onde muitos pilotos e aviões de esquadrões e forças aéreas diferentes tem de interagir de forma transparente e fluida entre si.

AMX da FAB durante o Red Flag 98-3 com um pod ACMI (Air Combat Maneuvering Instrumentation) na ponta da asa

Durante quatro meses os Adelphis decolaram e navegaram exatamente como viriam a fazer mais tarde nos EUA. Até mesmo a fonia deste controle de terra, excepcionalmente, era toda feita em inglês e seguindo o formato que seria encontrado lá. Nesta fase, além da fonia, mesmo os briefings e debriefings passaram a ser realizados em inglês, para melhor simular a experiência que viria a seguir.

Dos 21 pilotos que foram a Red Flag apenas doze pilotos estavam efetivamente registrados como pilotos no exercício. Aos demais cabia estar na reserva caso algum dos selecionados tivesse algum problema que impedisse sua participação, além de se revezarem no comando dos seis AMX durante as cinco pernas do longo traslado tanto na ida quanto na volta.

O grupo que viajou incluía um total de 90 homens. Esse número foi considerado enxuto pela FAB, uma vez que normalmente esquadrões de outros países traziam até 140 pessoas para realizar o mesmo exercício.

Os lançadores de mísseis nas pontas das asas do AMX tiveram que ser modernizados para poder receber o pod ACMI de gravação de dados dos combates. O lançador nem tinha fiação de energia.

FONTE: Sistema de Armas / https://www.aereo.jor.br/2020/01/13/os-amx-da-fab-no-red-flag-98-3/
 

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Re: AMX (A-1M)
« Responder #36 em: Janeiro 14, 2020, 08:20:09 pm »
Jatos AMX da FAB demonstraram capacidade estratégica em 2003


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Duas aeronaves A-1 do Terceiro Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (3°/10° GAV), Esquadrão Centauro, da Base Aérea de Santa Maria (RS), realizaram com sucesso um voo de longa duração no dia 22 de agosto de 2003.

A missão, que teve início às 7h15 em Santa Maria (RS), sobrevoou a Região Centro-Oeste, contornou o Cabo Orange, Estado do Amapá, e chegou, por fim, à Natal (RN), às 17h15.

Na chegada, as aeronaves foram interceptadas por outros dois A-1 da mesma Unidade, que fizeram passagens sobre o Forte dos Reis Magos e sobre a pista de pouso. Logo no desembarque os pilotos concederam entrevista para a imprensa, e foram recepcionados por integrantes das Unidades Aéreas da Base Aérea de Natal (1°/4° GAV e 2°/5° GAV), por um médico do Esquadrão de Saúde, pelo Comandante da BANT e também pelo Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER).

O voo teve a duração de 10 horas, sem escalas, e percorreu cerca de 6.800 Km. Em termos comparativos, esta distância corresponde, por exemplo, aos trechos Paris-Moscou-Paris ou Roma-Bagdá-Roma.

Para cumprir esse longo percurso, os A-1 foram reabastecidos em voo, três vezes, por uma aeronave KC-137 (Boeing 707) do Segundo Esquadrão do Segundo Grupo de Transporte (2°/2° GT), Esquadrão Corsário, da Base Aérea do Galeão (RJ).

O objetivo do voo de longa duração foi avaliar a capacidade das equipagens de combate e da aeronave A-1 para cumprirem missões de cunho estratégico.


 :arrow:  https://www.aereo.jor.br/2020/01/14/jatos-amx-da-fab-demonstraram-capacidade-estrategica-em-2003/
 

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dc

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Re: AMX (A-1M)
« Responder #37 em: Janeiro 14, 2020, 10:43:19 pm »
AMX da FAB: ‘Abelha’ brasileira?


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Por que os norte-americanos apelidaram o jato A-1 da FAB de ‘Abelha’?

Você sabia que o AMX recebeu o apelido de “Samambaia”? Sim a Embraer irritada com os AMX estocados nos anos 90, esperando pelo pagamento da FAB, os apelidaram de Samambaia, pois ficavam muito tempo esperando pela entrega.

Mas quanto ao apelido “Abelha”, em 1994, na Operação Tiger I, seis caças AMX e seis caças F-5E da FAB, mediram forças contra os F-16A/B Block 15 ADF dos “Bucaneros” da Guarda Aérea Nacional de Porto Rico ANG/USAF.

O AMX foi a estrela dessa operação, ao conseguir um índice de acerto de 100% de seus alvos muito superior aos F-16 dos Bucaneiros, para piorar a situação os F-16 que defendiam os alvos foram abatidos pelos A-1.

Como nessa operação não havia AWACS, os A-1, ficavam invisíveis aos radares de Porto Rico, usando a curvatura da terra em ataques Lo-Lo-Lo, pegando os defensores de surpresa.

Perfil do F-16A ADF dos Bucaneros do 198th Fighter Squadron

Contrariados com as duas derrotas que o F-16 ADF sofreram em dofight contra os A-1, eles resolveram fazer um tira teima, desafiando a FAB para um combate dissimilar 1×1. O o piloto da FAB sabia que não devia entrar no jogo do F-16, pois o AMX perde energia depois de 3 ou 4 curvas, enquanto o F-16 não, pois tem um poder de aceleração incrível.

Assim, quando começou o combate o A-1 usou seu trunfo que é um raio de curva menor que o F-16 e já no início do combate ficou às 6 horas do F-16 e chamou “Fox two”** pelo rádio.

Impressionados, os norte-americanos apelidaram o A-1 AMX de “Abelha”, pois é pequeno mas ferroa de forma letal se provocado.

Houve vários pedidos atendidos pela FAB, de pilotos americanos para voar de “saco” na versão “B” do AMX.

Dois A-1B com a primeira e segunda camuflagem adotada pela FAB

 :arrow:  https://www.aereo.jor.br/2020/01/13/amx-da-fab-abelha-brasileira/
___________________________________________________________________________________________________________________________

* F-16 ADF, era a versão do F-16 usada na defesa dos EUA continental, foi a primeira versão do F-16 com capacidade BVR, usando o AIM-7 Sparrow.
** Fox two: código para míssil infravermelho; Fox One é para míssil BVR com radar semi-ativo (AIM-7 Sparrow) e Fox Three para míssil BVR guiado por radar ativo (como o AIM-120).


NOTA DO PODER AÉREO: O texto do post foi encaminhado por um oficial da reserva da FAB.

Tendo em conta que na altura o F-16 era provavelmente o caça mais ágil da USAF, e consequentemente um dos mais ágeis do mundo, e que os eurocanards estavam no início, cálculo que num cenário igual ao apresentado no texto, o A-1 derrotasse todos os oponentes numa situação igual, fossem eles F-18, F-15, SU-27, Mig-29, etc.
 

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HSMW

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Re: AMX (A-1M)
« Responder #38 em: Janeiro 15, 2020, 01:06:56 am »


Assim já percebo porque foi um enorme sucesso de vendas...
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Vitor Santos

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Re: AMX (A-1M)
« Responder #39 em: Janeiro 15, 2020, 02:42:15 am »


Assim já percebo porque foi um enorme sucesso de vendas...

Pode-se informar melhor a respeito no tópico "Exportação" desse excelente e completo artigo:

 :arrow:  http://sistemasdearmas.com.br/amx/amx01intro.html
 

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mafets

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Re: AMX (A-1M)
« Responder #40 em: Janeiro 15, 2020, 10:12:20 am »


Assim já percebo porque foi um enorme sucesso de vendas...

Pode-se informar melhor a respeito no tópico "Exportação" desse excelente e completo artigo:

 :arrow:  http://sistemasdearmas.com.br/amx/amx01intro.html

Só por curiosidade e visto que não vão modernizar todos os AMX "biplace", não se arranjam aí umas 6 células a preço de amigo para a FAP converter em T.  :-P ;)

https://www.aereo.jor.br/2009/09/27/versoes-do-amx-que-nao-decolaram/

Citar
A AMX International tentou emplacar outras versões do AMX para exportação. Um delas foi o AMX-T, que foi oferecido como LIFT (Lead-in fighter trainer).





Saudações
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Vitor Santos

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Re: AMX (A-1M)
« Responder #41 em: Janeiro 15, 2020, 12:51:33 pm »
Citar
Só por curiosidade e visto que não vão modernizar todos os AMX "biplace", não se arranjam aí umas 6 células a preço de amigo para a FAP converter em T.  :-P ;)

https://www.aereo.jor.br/2009/09/27/versoes-do-amx-que-nao-decolaram/

Acho mais fácil pedirem aos italianos, são vossos parceiros de NATO. ;) :D
 

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Re: AMX (A-1M)
« Responder #42 em: Janeiro 15, 2020, 01:24:34 pm »


Assim já percebo porque foi um enorme sucesso de vendas...

Pensei logo nisso... com um sucesso destes em dogfight contra um dos melhores caças de sempre nesta vertente, parece-me que seria um grande ponto de marketing para vender o caça a muitas forças aéreas de baixo orçamento.
 

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Re: AMX (A-1M)
« Responder #43 em: Junho 01, 2020, 08:57:01 pm »


Assim já percebo porque foi um enorme sucesso de vendas...

Pensei logo nisso... com um sucesso destes em dogfight contra um dos melhores caças de sempre nesta vertente, parece-me que seria um grande ponto de marketing para vender o caça a muitas forças aéreas de baixo orçamento.

Vitor já há novidades do que o FAB vai fazer com os 10 A-1B que não vão ser modernizados?
 

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Vitor Santos

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Re: AMX (A-1M)
« Responder #44 em: Junho 01, 2020, 10:30:20 pm »


Assim já percebo porque foi um enorme sucesso de vendas...

Pensei logo nisso... com um sucesso destes em dogfight contra um dos melhores caças de sempre nesta vertente, parece-me que seria um grande ponto de marketing para vender o caça a muitas forças aéreas de baixo orçamento.

Vitor já há novidades do que o FAB vai fazer com os 10 A-1B que não vão ser modernizados?

Sem novidades.