Indústria Aeroespacial

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Malagueta

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Re: Indústria Aeroespacial
« Responder #90 em: Novembro 28, 2025, 09:05:03 am »
https://linktoleaders.com/lusospace-esta-a-captar-fundos-para-lancar-satelites-da-constelacao-lusiada/



A empresa espacial portuguesa procura angariar 500 mil euros para financiar o lançamento da constelação LUSÍADA, para reforçar a comunicação e a segurança marítima. Está na Goparity para angariar investimento.

Com o objetivo de dar um salto estratégico no setor espacial português, a LusoSpace, empresa de engenharia portuguesa que fornece soluções espaciais avançadas, está à procura de investimento e lançou uma campanha captação de fundos na plataforma Goparity.

Angariar 500 mil euros é a meta para acelerar a construção e o lançamento da LUSÍADA, a primeira constelação nacional de 12 satélites dedicados à comunicação e segurança marítima. A partir de 10 euros, qualquer pessoa pode participar no financiamento deste projeto espacial com impacto na proteção dos oceanos e na sustentabilidade ambiental.

Estão em causa dois sistemas avançados, o Sistema de Identificação Automática (AIS – Automatic Indentification System) e o Sistema de Troca de Dados por VHF (VDES – VHF Data Exchange System) –, através dos quais a LUSÍADA ajudará a divulgar avisos à navegação, a otimizar rotas marítimas, a reduzir o consumo de combustível e emissões, a detetar comportamentos invulgares e apoiar operações contra a pesca ilegal, bem como assegurar comunicação segura e atempada entre embarcações e autoridades.

Desenvolvidos com tecnologia portuguesa e em parceria com a AAC Clyde Space, os satélites serão enviados para o espaço a bordo de veículos da empresa aeroespacial norte-americana SpaceX.

Esta campanha surge após o lançamento do PoSat-2 (o primeiro satélite operacional da constelação), desenvolvido em homenagem ao PoSAT-1, o primeiro satélite português que contou com o contributo de Ivo Vieira, fundador e atual CEO da LusoSpace.

“Sempre acreditámos que Portugal tinha o talento e o conhecimento para liderar soluções globais nesta área. Com o apoio da comunidade Goparity, conseguimos convidar qualquer pessoa a investir nesta missão e acelerar a construção de uma constelação que vai reforçar a segurança e sustentabilidade marítima a nível internacional”, explica Ivo Vieira.
 
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Malagueta

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Re: Indústria Aeroespacial
« Responder #91 em: Janeiro 08, 2026, 12:28:12 pm »
https://eco.sapo.pt/2026/01/08/sul-coreana-innospace-escolhe-os-acores-para-lancar-foguetoes-na-europa/

Sul-coreana Innospace escolhe os Açores para lançar foguetões na Europa

Contrato fechado com o Atlantic Spaceport Consortium é válido até 2030. Está previsto para o final de 2026 o primeiro voo orbital e lançamentos regulares nos anos seguintes.



Asul-coreana Innospace escolheu a ilha de Santa Maria, nos Açores, para lançar na Europa os seus foguetões. O contrato, fechado com o Atlantic Spaceport Consortium, é válido até 2030, estando previsto para o final de 2026 o primeiro voo orbital e lançamentos regulares nos próximos anos a partir do centro de lançamento de Malbusca.

“Este contrato está alinhado com a visão do Atlantic Spaceport Consortium para um porto espacial aberto, e somos gratos à Innospace pela confiança depositada”, afirmou Bruno Carvalho “O porto espacial de Malbusca prosperará nos próximos anos e a Innospace certamente liderará o caminho para a órbita, a partir de Santa Maria”, diz o diretor do Atlantic Spaceport Consortium, citado em comunicado..

Com este acordo, a empresa sul-coreana tem acesso prioritário à rampa de lançamento nos Açores — local que se junta ao Brasil e Austrália –, permitindo à companhia operar os seus veículos globalmente. A Innospace desenvolveu uma família de foguetões híbrida, o Hanbit, com capacidade de transportar entre 90 a 1.300 kg.

“Este acordo representa um marco significativo para a Innospace, pois estabelece o nosso primeiro local de lançamento na Europa, após o Brasil e a Austrália, expandindo nossa rede global de lançamentos para a região europeia”, disse Soojong Kim. “Ao conectar locais de lançamento na América do Sul, Oceania e Europa, construímos uma estrutura global de operações de lançamento que permite aos clientes selecionar, de forma flexível, locais de lançamento e trajetórias orbitais adaptadas aos requisitos de suas missões”, refere o fundador e CEO da Innospace, citado em comunicado.

Impacto para Portugal
Em agosto do ano passado, Portugal atribuiu a primeira licença do país para operar um centro de lançamento, autorizando o Atlantic Spaceport Consortium a gerir do centro de lançamento de Malbusca em Santa Maria.

“A decisão da Innospace de realizar lançamentos a partir de Santa Maria é um forte sinal da confiança internacional nas ambições espaciais de Portugal. Este acordo contribui para acelerar o desenvolvimento de serviços de lançamento orbital seguros, sustentáveis ​​e regulamentados a partir dos Açores, criando oportunidades para atividades de elevado valor na região”, refere Ricardo Conde, presidente da Agência Portuguesa Espacial.

A ilha de Santa Maria irá acolher o futuro Centro Tecnológico Espacial de Santa Maria (Space Hub Açores). Irá ter um investimento de 15 milhões de euros, no quadro da subscrição nacional dos programas da Agência Espacial Europeia (ESA), incluindo um contributo de três milhões de euros do Governo Regional dos Açores.

Santa Maria foi ainda o local de aterragem escolhido para o Space Rider — um veículo orbital reutilizável, não tripulado, concebido para missões de curta duração em órbita baixa — cujo voo inaugural está previsto para 2028, a bordo de um lançador Vega-C, a partir do Porto Espacial da Guiana Francesa, com regresso à ilha de Santa Maria.

 
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Re: Indústria Aeroespacial
« Responder #92 em: Janeiro 12, 2026, 03:51:57 pm »
CEiiA compra dois satélites por 18 milhões para a Atlantic Constellation

Portugal vai ter mais dois satélites em órbita este ano. Os dois equipamentos que a CEiiA adquiriu deverão entrar no espaço no segundo trimestre.



 O Centro de Engenharia e Desenvolvimento (CEiiA) comprou dois satélites para integrá-los no projeto ibérico Atlantic Constellation. O centro fundado por José Rui Felizardo pagou 18 milhões de dólares (15,4 milhões de euros, à taxa de câmbio atual) à Satellogic pelos dois dispositivos que vão orbitar no espaço.

De acordo com um comunicado da Satellogic, que vai construir os satélites, tratam-se de dois dispositivos de imagem NewSat Mark V, ambos de 50 centímetros. Estes dois aparelhos serão compostos por 85% de componentes europeus e deverão ser colocados em órbita durante o segundo trimestre de 2026, depois do centro português ter pedido rapidez na entrega.

“Portugal e a Atlantic Constellation representam uma abordagem inovadora para a inteligência espacial resiliente", destaca Emiliano Kargieman, CEO da Satellogic, citado na missiva, apontando que o centro vai "beneficiar das implementações de capacidades de observação da Terra mais rápidas do setor".

No mesmo comunicado, Jorge Cabral, diretor científico do Conselho de Administração do CEiiA, lembra que o centro está a liderar "o desenvolvimento de uma nova geração de constelações de satélites que respondem às necessidades combinadas dos mercados institucional, comercial e de defesa" e que o fornecimento destes dois equipamentos "representa mais um marco importante para a concretização da Atlantic Constellation".

 A Atlantic Constellation vai somar um total de 16 satélites, entre portugueses e espanhóis, de observação da Terra em órbita, servindo para ter acesso a imagens de alta resolução para missões civis, ambientais, segurança e de defesa.

No ano passado, a Força Aérea Portuguesa anunciou a compra de um satélite radar de abertura sintética, com o objetivo de prever fenómenos meteorológicos e catástrofes naturais, mas também auxiliar em missões de salvamento ou para fins militares. Além de auxiliar este segmento das Forças Armadas, o satélite também fará parte da Atlantic Constellation.

Portugal tem intensificado os esforços no que requer ao espaço e à tecnologia espacial, estando prevista uma contribuição 204,8 milhões de euros para o orçamento da Agência Espacial Europeia entre 2026 e 2030, um aumento de 51% face ao valor fixado em 2022. Em entrevista ao Eco em abril do ano passado, o presidente da Agência Espacial Portuguesa, Ricardo Conde, admitia que "Portugal deu um passo pioneiro com a Atlantic Constellation", permitindo posicionar o país como "um pilar na Europa".

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/telecomunicacoes/detalhe/ceiia-compra-dois-satelites-por-18-milhoes-para-a-atlantic-constellation
 
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