As declarações do Chefe de Estado Maior da Armada

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Rui Elias

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As declarações do Chefe de Estado Maior da Armada
« em: Junho 07, 2004, 12:26:11 pm »
Em Viana do Castelo, pior ocasião do Dia da Marinha, ou as declarações do CEMA foram mal interpretadas pelos jornalistas presentes, ou algo vai mal no planeamento de forças:

Disse ele que o actual navio reabastecedor Bérrio não "aguentava" até 2010.

Como na Lei de Progmamação Militar não está prevista a construção ou aquisição de um novo reabastecedor, parece que o velho Bérrio terá que aguentar muito, perante o que para aí vem: Repare-se que as fragatas Vasco da Gama apenas estão agora a meio de vida e terão um horizonte de vida de pelo menos mais 15 anos, as João Belo serão substituídas pelas Perry (duas ou três?) e os submarinos chegarão a partir de 2009.

Para além disso está prevista a construção do NPL.

Em que ficamos, sem capacidade de reabastecimento de esquadra, num teatro de operações, após 2010?

Claro que para além da LPM, a Marinha poderá tentar com o seu próprio orçamento adquirir um novo reabastecedor, embora eu ache que para as futuras forças planeadas, um segundo reabastecedor seria útil.

Se no contexto da NATO não podemos concorrer com os outros países em termos de capacidades de ataque, porque não apostar mais na infra-estrutura logística?

Bem sei que o negócio do Bérrio foi de ocasião, que ele era usado, inglês, e que até participara na guerra das Malvinas.

Mas será que isso está de facto previsto?