Uruguai - Ensino do Português

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Lusitanus

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« Responder #15 em: Fevereiro 13, 2008, 06:40:01 am »
Citação de: "P44"
Infelizmente nem "todos" pensam assim... :roll:

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George Bush corta financiamento à língua portuguesa
Secretário de Estado lamenta decisão
 

O secretário de Estado das Comunidades, António Braga, lamenta as declarações do Presidente norte-americano, George W. Bush, que na passada terça-feira criticou as despesas com o ensino de português nos Estados Unidos.

António Braga não concorda com a posição de George W. Bush, já que o Português é a língua oficial de oito países, com 250 milhões de falantes e instrumento de trabalho nas instâncias internacionais, como refere a Lusa, citada pelo jornal Sol.

O secretário de Estado das Comunidades reconhece legitimidade na posição do Presidente dos Estados Unidos, embora esta não corresponda à «crescente importância e afirmação do Português», que tem vindo a ser adoptado como segunda língua em outros países, como no Uruguai.

Recorde-se que o Presidente dos Estados Unidos suspendeu, na passada terça-feira, uma medida apresentada pelo congressista democrata, Patrick Kennedy, de financiamento de programas de educação, onde estava inserido o ensino de português como segunda língua.

FONTE


Cortavamos na base das lajes logo verias se ele não financiava esse projecto.

Mas atenção que o ensino deverá ser de Português e não de Português-Brasileiro.
"Cumpriu-se o mar e o império se desfez
Senhor, falta cumprir-se Portugal"
 

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papatango

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« Responder #16 em: Fevereiro 14, 2008, 06:48:39 pm »
Corrijam-me se me engano, mas...

Esta notícia já tem três meses.
Pelo que me lembro, embora o Bush tenha vetado, a verba acabou por passar na mesma.

Cumprimentos
 

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P44

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« Responder #17 em: Fevereiro 15, 2008, 08:32:13 am »
Citação de: "papatango"
Corrijam-me se me engano, mas...

Esta notícia já tem três meses.
Pelo que me lembro, embora o Bush tenha vetado, a verba acabou por passar na mesma.

Cumprimentos



Sim, os democratas conseguiram que fosse aprovada , apesar da oposição desse "senhor"
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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comanche

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« Responder #18 em: Março 26, 2008, 11:58:12 am »
Venezuela: Língua portuguesa chega às escolas secundárias, mas falta de professores condiciona o ensino

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Caracas, 26 Mar (Lusa) -- O governo venezuelano incluiu a língua portuguesa como disciplina opcional no currículo oficial do próximo ano lectivo, mas a falta de professores poderá condicionar o ensino, revelaram à Agência Lusa fontes relacionadas com o processo.

"No programa que será aplicado a partir de Outubro, incorporou-se o idioma português dentro do sistema curricular, mas temos problemas com os professores", disse à Agência Lusa Sarina Cascone, responsável para a educação média venezuelana.

Segundo Sarina Cascone, o programa oficial, que há três anos incluía apenas o inglês, foi transformado para incluir outros "idiomas modernos", passando agora a incorporar a língua portuguesa.

Como parte dessa transformação, as autoridades decidiram avançar com um programa piloto em 14 escolas do Estado de Carabobo, uma importante localidade situada 250 quilómetros a oeste de Caracas.

"Mas temos problemas porque faltam professores para esse idioma", adiantou.

Entretanto, segundo o professor David Pinho, que está envolvido neste processo, as escolas venezuelanas já receberam o novo programa curricular oficial para o ensino secundário, onde se prevê que "a partir de Outubro, além do castelhano, os alunos estudem dois idiomas opcionais".

"O programa, que no passado incluía apenas o inglês e o francês, tem agora, pela primeira vez, o português", disse.

David Pinho é director do Colégio de Nossa Senhora de Fátima -uma das instituições educativas que oferece aulas de português para crianças e adultos em Caracas -, e um dos promotores do projecto de inclusão da língua portuguesa no sistema oficial venezuelana.

Para tal reuniu-se, em diversas oportunidades, com uma delegação da Assembleia Nacional (parlamento) e representantes do Ministério de Educação para debater aspectos relacionados com a implementação do ensino da língua de Camões.

Segundo aquele responsável muitos professores luso-descendentes "trabalharam" para que o português fosse ensinado nas escolas venezuelanos.

"Há muitos alunos que querem estudar português", adiantou David Pinho, o que já motivou uma visita a Caracas do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga, que se reuniu com representantes do Ministério de Educação.

"Agora temos um compromisso e temos o problema da formação de professores e do material didáctico", apontou.

No seu entender, se esses problemas persistirem, o português poderá ser uma "disciplina dispensável" nas 2.500 escolas privadas venezuelanas por falta de professores, o que "é uma pena, porque o ensino do nosso idioma pode ser abandonado".

David Pinho precisou que "cada liceu deve ter pelo menos um professor" e que haverá também muitos inconvenientes com o material de apoio, prevendo situações semelhantes "ao que acontece actualmente com disciplinas como física e química onde há muitas deficiências", em parte "porque em vez da docência as pessoas optam por outras profissões melhor remuneradas".

Frisou ainda ter conhecimento de que em 150 escolas contactadas mais de 80 por cento manifestaram querer avançar, na prática, com o ensino da língua portuguesa.

O novo program educativo prevê que os alunos do ensino secundária tenham três horas semanais de aulas de português, nos três primeiros anos e mais uma hora semanal nos últimos dois.

Segundo aquele responsável, "haverá uma maior procura de idioma português como matéria opcional, em relação ao francês".

David Pinho explicou ainda que actualmente estão a decorrer cursos intensivos para professores, "sobre a nova metodologia curricular, ao nível dos colégios e da nova forma das aulas, tanto nas primárias como nas secundária".

"A maioria dos textos vão ser elaborados pelo Governo, sobretudo os textos sociais, os que têm a ver com a parte de socialismo e uma matéria contempla assuntos como os fundos comunais, os bancos comunais, as comunas, e fronteiras", disse.

A partir de Outubro "o ensino secundário venezuelano passa a estar dividido em seis áreas: comunicação e cultura, inter-acção de componentes, sociais e cidadania, endógenos e Libertador (Simón Bolívar), ética e sociedade, e física, desporto e recreação".

Trata-se de um novo programa que "tem ocasionado muita polémica, porque a maioria dos professores não está de acordo com alguns aspectos", disse.

 

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comanche

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« Responder #19 em: Março 31, 2008, 06:37:57 pm »
Venezuela: Lula e Chávez acordam ensino de língua portuguesa no país


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Brasília, 31 Mar (Lusa) - O Brasil vai cooperar com a Venezuela para garantir a adopção da língua portuguesa como primeiro idioma estrangeiro no país, informou hoje à Lusa o Ministério brasileiro da Educação (MEC).

Segundo o coordenador geral de Cooperação Internacional do MEC, Leonardo Barchini, os mecanismos de cooperação com a Venezuela para o ensino do português no país estão a ser articulados pelo MEC e pelo Ministério das Relações Exteriores.

O Governo venezuelano decidiu incluir a língua portuguesa como disciplina opcional no currículo oficial do próximo ano lectivo, mas a falta de professores poderá ser um obstáculo para a iniciativa.

Será desenvolvido inicialmente um programa piloto em 14 escolas do Estado de Carabobo, uma importante localidade a 250 quilómetros de Caracas.

De acordo com Barchini, os presidentes do Brasil e da Venezuela, Lula da Silva e Hugo Chávez, assinaram, durante um encontro na semana passada no Recife, um acordo na área de educação que prevê, entre outros pontos, o ensino da língua portuguesa.

"No acordo está prevista a formação de uma Comissão Binacional que tratará dos mecanismos a serem implementados. Isto é, vamos estudar conjuntamente a demanda e propor alternativas e soluções", declarou Leonardo Barchini à Lusa, sem adiantar detalhes.

Na semana passada, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Portugal justificou com a falta de dinheiro a incapacidade portuguesa para corresponder à iniciativa venezuelana.

"Portugal vive uma conjuntura de enormes oportunidades no que toca ao ensino da língua portuguesa e à promoção da língua portuguesa no estrangeiro conjugada com exiguidade de recursos", explicou então João Gomes Cravinho à Lusa.

A utilização de professores brasileiros decorre ainda do Brasil manter actualmente cinco leitorados na Escola de Idiomas Modernos, da Universidade Central da Venezuela, enquanto Portugal tem apenas um leitorado.

 

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Xô Valente

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« Responder #20 em: Abril 01, 2008, 04:40:57 pm »
Boas!
Concordo plenamente com o Lusitanus. É que fazem-nos isto (entre outras coisas como o embargo dos EUA e e de outros países "obrigados" pelos EUA durante o Estado Novo) e depois vêm cá pedir bases, etc...
 Mas falando de coisas boas, é muito bom o Português ser falado na América Latina, pois nós também somos latinos.
 :D
http://valente-city.myminicity.com/  -  Cria a tua minicidade também.
 

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Lusitanus

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« Responder #21 em: Abril 03, 2008, 04:17:28 am »
Citação de: "Tomasis"
Boas!
Concordo plenamente com o Lusitanus. É que fazem-nos isto (entre outras coisas como o embargo dos EUA e e de outros países "obrigados" pelos EUA durante o Estado Novo) e depois vêm cá pedir bases, etc...
 Mas falando de coisas boas, é muito bom o Português ser falado na América Latina, pois nós também somos latinos.
 :D


As pessoas têm que se mentalizar que os nossos politicos republiquenos não sabem usar aquilo que temos para negociar em prol dos nossos interesses.

Enfim,mas eu já estou a ver,os brasileiros percebem-nos com alguma dificuldade (novidade para alguns,mas é verdade),mtos brasileiros não nos percebem,e já estou a ver a haver uma lingua para aprender o Português-Brasileiro (Brasileiro),se o Lula já começou assim na Venezuela,então preparem-se,já na america o que se ensina é o Portugues do Brasil infelizmente.
"Cumpriu-se o mar e o império se desfez
Senhor, falta cumprir-se Portugal"
 

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zocuni

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« Responder #22 em: Maio 06, 2008, 12:32:55 am »
Citação de: "Lusitanus"
Enfim,mas eu já estou a ver,os brasileiros percebem-nos com alguma dificuldade (novidade para alguns,mas é verdade),mtos brasileiros não nos percebem,e já estou a ver a haver uma lingua para aprender o Português-Brasileiro (Brasileiro),se o Lula já começou assim na Venezuela,então preparem-se,já na america o que se ensina é o Portugues do Brasil infelizmente.


Lusitanus,

Tem de ver que o Brasil por sua proximidade e infuência regional,tende a ser o motor do ensino do português na América Latina.Embora tenhamos uma emigração considerável na Venezuela e que tem difundido bastante o português,no Uruguai não.É natural que assim ocorro.Para mim tanto faz é saudável que o português se expanda.

Abraços,
zocuni
 

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comanche

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« Responder #23 em: Junho 24, 2008, 01:48:59 pm »
Língua: Portugal tem de definir política objectiva para a língua portuguesa no mundo - Malaca Casteleiro

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Macau, China, 24 Jun (Lusa) - Portugal tem de definir uma "política concreta e objectiva de médio e longo prazo" para a língua portuguesa no mundo, defendeu o professor catedrático Malaca Casteleiro.

Em Macau para coordenar uma acção de formação para professores de língua portuguesa, que decorre no Instituto Politécnico local, o linguista defendeu a necessidade da definição de uma política de médio e longo prazo para que situações de ruptura financeira, como aconteceu recentemente com o Instituto Português do Oriente, não se repitam.

"Se uma política de língua fosse claramente definida com objectivos concretos a médio e longo prazo, com certeza que os recursos para levar a cabo essa política deviam surgir", disse o professor universitário, salientando que os problemas que existem são uma consequência da falta de "planeamento e afectação de recursos àquilo que é essencial".

"Não é só para a Ásia. É geral a nível internacional", disse.

Malaca Casteleiro sublinhou também que Portugal está a perder oportunidades na China onde "nunca foi, como é agora, tão grande o interesse pela língua portuguesa".

"O interesse tem que ver com esta época áurea da China e com a sua projecção internacional, nomeadamente nos países lusófonos de África e Brasil, onde há grandes investimentos da parte da China e necessidade de pessoas chinesas que conheçam a língua portuguesa", afirmou.

Salientando que se vive uma "época de ouro para a língua portuguesa", o linguista defende também que Portugal "deveria apoiar nas coisas essenciais através do envio de leitores, concessão de bolsas, financiamento à elaboração de materiais didácticos, para a promoção da cultura" portuguesa.

Malaca Casteleiro identificou como uma das lacunas a ausência de materiais didácticos bilingues de iniciação, ou seja com o "centro da língua fixado no português, mas com explicações em chinês para ajudar os alunos chineses a aprender uma língua tão difícil do ponto de vista gramatical como é a língua portuguesa".

Já quanto a bolsas de estudo, o linguista, um dos mentores do acordo ortográfico, considerou que devem ser atribuídas em maior número e criticou o que diz ter visto na Universidade de Línguas Estrangeiras de Pequim: "foram pedidas duas bolsas para pós-graduação e apenas foi concedida uma".

"Este alunos quando não vão para Portugal acabam algumas vezes por ir para o Brasil e nós, que muitas vezes nos colocamos numa situação de um certo despique com o Brasil, quando se trata de factos concretos damos lugar ao Brasil", disse.

Salientando que Portugal ou investe na língua e cultura portuguesas ou "acaba por perder oportunidades", Malaca Casteleiro sustentou também que o português é um património cultural de vários países que se "deviam juntar e cooperar na divulgação internacional do idioma".

Recordou também que em 1999, no fim da administração portuguesa de Macau, a "opinião predominante do lado português era que a língua portuguesa era um caso perdido nesta parte do mundo".

"Nunca acreditei nisso, antes pelo contrário e a prova está aí: a língua portuguesa nunca esteve tão viva e tão dinâmica em Macau e na China como agora, já que são milhares os estudantes que aprendem o português em Macau e na China", afirmou, destacando que no continente chinês são já oito as universidades que concedem licenciatura em português.

"E a tendência é para aumentar o número", garante.

Já quanto a Macau, o professor universitário sublinha que o português "vai continuar activo, dinâmico e vivo por muitos e muitos anos".

"Macau é uma plataforma de entendimento entre a China e os países de língua portuguesa e há grande necessidade de apostar no português como instrumento de promoção, não apenas cultural, mas sobretudo profissional", concluiu.

 

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comanche

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« Responder #24 em: Julho 23, 2008, 09:28:09 pm »
Língua Portuguesa: Governo garante relançamento do ensino do Português no estrangeiro


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Horta, Portugal, 23 Jul (Lusa) - O secretário de Estado Adjunto e da Educação português garantiu hoje que o Governo de Lisboa está apostado no "relançamento do ensino da Língua Portuguesa no estrangeiro".

Na sessão de encerramento do XVI Encontro de Professores de Português dos Estados Unidos e Canadá, realizado na ilha do Faial, Açores, Jorge Pedreira adiantou que Portugal tem uma "nova estratégia" para o ensino da Língua Portuguesa no estrangeiro.

Segundo explicou, de acordo com uma resolução do Conselho de Ministros, aprovada a 16 deste mês, o ensino do Português nos outros países será alvo de uma atenção especial, que passa pela "qualificação" dos professores e pela "certificação" das aprendizagens.

No entender do secretário de Estado Adjunto e da Educação português, é necessário criar uma "rede qualificada, com professores qualificados", que garantam a existência de uma "quadro de referência" da Língua Portuguesa no estrangeiro.

Jorge Pedreira entende ainda que a melhoria do ensino da Língua Portuguesa nos outros países passa também pela certificação das aprendizagens, de modo a que o "esforço" dos professores corresponda a um "impacto no futuro" dos alunos.

Garantiu ainda que o Governo português vai resolver, "a muito curto prazo", o problema da falta de preenchimento das vagas de coordenação do ensino do Português nos Estados Unidos.

"O risco de perda de alunos nas escolas dos Estados Unidos, por falta de coordenação, não pode continuar", afirmou.

Na ocasião, a directora açoriana das Comunidades, Alzira Silva, alertou os professores de Português dos Estados Unidos e Canadá para a necessidade de fazerem ouvir a sua "voz" nos países de acolhimento através do "voto", um instrumento que considerou não estar a ser bem exercido naqueles países.

"Será que cada um exerce o poder que tem? Fica a pergunta e o alerta", sublinhou Alzira Silva.

O XVI Encontro de Professores de Português dos Estados Unidos e Canadá, que decorreu nas ilhas Faial, Pico e São Jorge, reuniu mais de 120 docentes que ensinam a Língua Portuguesa nas escolas comunitárias (cerca de 50) e no ensino oficial, que abrangem mais de 15 mil alunos.

 

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André

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« Responder #25 em: Agosto 14, 2008, 01:04:05 pm »
Cerca de 17 mil alunos aprendem Português no ensino médio e secundário no Senegal

Cerca de 17 mil alunos do ensino médio e secundário do Senegal estudam a Língua Portuguesa e 700 estudantes frequentam o curso universitário de Português. Na região da Casamança, o ensino do Português ultrapassa o Espanhol, a língua preferida pelos senegaleses.
Cerca de 17 mil alunos do ensino médio e secundário do Senegal estudam a Língua Portuguesa e 700 estudantes frequentam o curso de Português da Faculdade de Letras e Ciências Humanas da Universidade Cheick Anta Diop (UCAD) de Dacar.
 
«O Senegal é um caso único em África no que se refere ao ensino da Língua Portuguesa, que é aprendida nos liceus de dez das onze regiões do país», disse à agência Lusa o responsável no Senegal pelo Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões.

José Horta acrescentou que existem mais alunos a aprender Português no Senegal do que em França, país com uma grande comunidade de luso-descendentes.
 
«Desde a independência do país, em 1960, é obrigatório os alunos a partir do 8º ano aprenderem - além do Francês e Inglês, obrigatórios - uma outra língua estrangeira e entre elas está o Português. Este factor foi significativo para a divulgação da nossa língua no Senegal», referiu.

José Horta disse que, consoante a região, o Português é a segunda ou terceira língua estrangeira opcional mais ensinada no Senegal, sendo o Espanhol a língua de preferência dos estudantes.

Segundo o responsável, a região de Casamança - que pertenceu a Portugal até o século XIX e que fica próxima da fronteira com a Guiné-Bissau – o ensino do Português ultrapassa o Espanhol.  

Os alunos universitários que concluem o curso de Português acabam por tornar-se professores, tradutores ou trabalham na área do turismo.

O Senegal, que recebeu o estatuto de observador associado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em Julho, tem cerca de 12,8 milhões de pessoas, situa-se na costa ocidental da África e faz fronteira com a Guiné-Bissau, Mauritânia, Mali, Guiné-Conacri e Gâmbia.

TSF

 

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Nuno Bento

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« Responder #26 em: Agosto 15, 2008, 06:40:30 pm »
O governo portugues disponibilizou recentemente 30 milhões de euros para o ensino e defesa da lingua portuguesa no mundo, pelo que isso vai proporcionar o envio de centenas de professores portugueses para africa e quem sabe america do sul para ensinarem e divulgarem o portugues (de Portugal)

O Brasil se quiser ensinar o Portugues do Brasil pode o fazer, mas faca-o com o dinheiro deles.
 

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comanche

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« Responder #27 em: Outubro 19, 2008, 04:24:23 pm »
Língua: Português leccionado em universidades abrange metade do Canadá



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Toronto, Canadá, 17 Out (Lusa) - A língua portuguesa é leccionada presentemente em cerca de 20 universidades em seis províncias canadianas, ou seja, em mais de metade do país, indicou José Pedro Ferreira, docente da Universidade de Toronto.

José Pedro Ferreira, que prestou declarações à Lusa no decurso do Congresso Internacional sobre o Ensino de Português nas Universidades da América do Norte, que encerra sábado em Toronto, frisou que "o ensino do Português no Canadá tem crescido nos últimos anos. Está de boa saúde e recomenda-se".

A expansão verificada deve-se, primeiro, ao interesse crescente de alunos em cursos em português, quer sejam de língua, literatura ou história", referiu.

Outro factor preponderante no ciclo de crescimento é "o trabalho que tem sido feito pelas universidades no sentido de alargarem os seus programas e poderem oferecer cursos diversos aos seus alunos".

São conclusões de uma pesquisa preliminar sobre o ensino do Português em academias canadianas efectuada recentemente por José Pedro Ferreira em co-autoria com Rita Rolim, atribuindo-lhe por isso um valor ainda meramente indicativo.

Segundo este leitor do Instituto Camões na Universidade de Toronto, a língua lusa é leccionada de costa a costa do Canadá, nas províncias de Ontário, Quebeque, Columbia Britânica, Alberta, Manitoba e Saskatchewan, por intermédio de 19 estabelecimentos universitários.

Nestas seis províncias canadianas onde o Português está presente a nível universitário há, contudo, que fazer distinções, quer ao nível e tipo de cursos existentes como na atribuição de graus correspondents.

Os graus podem ir desde a licenciatura, a certificações mais baixos como o "major" ou "minor", ou uma mera aprovação numa disciplina de português ou cadeira relativa a cultura ou área técnica de um países da lusofonia.

É neste contexto que o docente faz a ressalva de que cada vez mais se vê os estudos portugueses como "lusófonos", sendo a língua lusa o denominador comum.

No que respeita ao ensino da língua portuguesa propriamento dita, é no Ontário e no Quebeque que existem os programas mais desenvolvidos e completos, informou.

No Ontário seis universidades têm cursos em português: Toronto, York, Otava, Brock, Waterloo e Western Ontario.

Quanto aos graus conferidos são igualmente diversos. Na Universidade de Montreal, Quebeque, há um curso de "mineure" em estudos e cultura lusófona.

No caso da Universidade de Toronto, detentora de um departamento de Português desde 1947, há a licenciatura com variante de Português, um "minor" ou pode-se concluir simplemente a disciplina como cadeira inserida num curso de licenciatura diverso.

Por sua vez, a Universidade de York lançou no presente ano lectivo o "major e um minor em estudos portugueses", sendo que o "major" nesta academia é o equivalente a uma licenciatura, garantiu à Lusa a professora Maria João Dodman.

Na realidade, o programa da Universidade de York tem uma índole lusófona, dado integrar uma forte componente de cultura brasileira, quer seja no campo literário - centrada obra de Jorge Amado como na abordagem de aspectos do Brasil moderno", visando responder à procura de boa parte dos seus 180 alunos inscritos.
EF.
 

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André

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« Responder #28 em: Outubro 21, 2008, 04:45:06 pm »
Extremadura espanhola tem dois terços dos alunos de português

Dois terços dos alunos espanhóis de português encontram-se na Extremadura, região do país vizinho em que a língua lusa é estudada por quase dez mil pessoas, graças a uma aposta pública iniciada na década de 90.

Estes dados foram destacados na edição deste ano da iniciativa "Ágora - O Debate Peninsular", promovido pelo Gabinete de Iniciativas Transfronteiriças (GIT) da Junta da Extremadura e que decorre em Mérida, até domingo.

À margem do encontro, Javier Figueiredo, da Junta da Extremadura e antigo professor de português na região, explicou hoje à agência Lusa que o interesse pela língua portuguesa e por Portugal tem vindo a crescer.

"Nós moramos ao pé de Portugal e, no início, foi uma coisa de pessoas que gostavam imenso de Portugal", lembrou, recuando ao final dos anos 80, quando surgiram os primeiros alunos.

Na altura, o interesse pelo português suscitava mesmo dúvidas: "Aprender português na Extremadura era uma coisa tão esquisita como aprender uma língua da Dinamarca ou da Suécia. As pessoas perguntavam porquê?".

Mas, a partir dos anos 90, com o apoio do GIT, que anualmente financia, com comparticipação comunitária, cursos de português destinados a grupos profissionais que, pela natureza da sua actividade, lidam com esta língua, os alunos aumentaram e as suas motivações diversificaram-se.

"Já não são tanto aquelas pessoas que, desde sempre, gostaram da cultura portuguesa e de Portugal, mas também pessoas que sabiam que o ter conhecimentos de português ia ser uma boa forma de arranjar um melhor emprego", explicou.

Essa aptidão, frisou, não era até então valorizada, mas na cidade fronteiriça de Badajoz, a "dois passos" da cidade alentejana de Elvas, por exemplo, passou a ser uma mais-valia.

"Para trabalhar numa cidade como Badajoz, onde uma de cada cinco pessoas que compram são portugueses, saber português não era um ponto a favor na hora de fazer um currículo. Mas, nos anos 90, [a situação] começa a mudar e são as próprias empresas que procuram que os trabalhadores tenham formação em língua portuguesa", disse.

As actividades culturais oriundas de Portugal que, ao longo do ano, têm lugar na Extremadura, como concertos e exposições, também contribuíram para o interesse crescente, segundo Javier Figueiredo.

"Agora, já há muitas pessoas que querem aprender português pelo facto de falar uma língua que tem muitos falantes no mundo e que tem uma cultura atrás dela, uma literatura muito interessante", sustentou.

Com perto de dez mil alunos de português, a Extremadura é a "única região" de Espanha, vincou Javier Figueiredo, em que esta língua é ministrada "em absolutamente todas" as escolas oficiais de idiomas.

Nesses estabelecimentos, que integram o sistema público de ensino e são frequentados por jovens e adultos, o português é até a segunda língua estrangeira mais procurada, logo atrás do inglês e superando o francês.

O professor de português Jacques Songy trocou uma escola profissional em Évora pelo ensino numa das escolas de línguas da Extremadura, situada em Almendralejo, perto de Mérida, e passou de uma turma de primeiro ano com 24 alunos, no ano passado, para 40 alunos este ano.

"Cada vez há mais alunos, os espanhóis estão realmente interessados e as motivações são várias. Há muitas empresas que trabalham com Portugal e há muitas pessoas que vão por turismo e querem saber pedir um café", contou à Lusa, também à margem do encontro "Ágora".

Só que, no meio deste "encantamento" com Portugal, os alunos espanhóis de português têm uma queixa, segundo o docente.

"A grande queixa é que os espanhóis que vão a Portugal acabam por não poder falar português porque os portugueses rapidamente começam a falar espanhol", afirmou.

Lusa

 

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comanche

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« Responder #29 em: Novembro 13, 2008, 11:07:27 pm »
Portugueses serão menos 700 mil em 2050

Língua vai ser falada por 357 milhões

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população de Portugal vai diminuir em mais de meio milhão até 2050. O relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) que foi divulgado hoje, mostra que Portugal está dentro da tendência dos 27 países da União Europeia (UE) mas é a excepção da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Em conjunto, os países de língua portuguesa vão ter mais 110 milhões de pessoas a meio do século.

Segundo as conclusões do relatório sobre o "Estado da População Mundial de 2008", do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), em 2050, a população portuguesa vai perder 700 mil pessoas, passando de 10,7 milhões em 2008 para os 10 milhões, o que representa uma diminuição de 6,5 por cento.

Já países como Espanha, França, Bélgica, Holanda, Reino Unido, Irlanda, Áustria, Finlândia e Suécia verão, pelo contrário, a sua população crescer ao longo dos próximos 40 anos. Mas em conjunto, a União Europeia apresenta uma queda populacional, com a Alemanha a liderar - em 2050 haverá menos 8,4 milhões de alemães do que actualmente. A Polónia e Itália estão igualmente entre os que mais perdem, com uma diminuição projectada de 7,7 milhões e de 4,3 milhões, respectivamente.

Com uma população projectada de mais 7,7 milhões em 2050, o Reino Unido beneficia do maior aumento populacional entre os países da Europa Ocidental, logo seguido da França, que terá um crescimento de cerca de 6,5 milhões de habitantes.

Quatro por cento do mundo a falar português

A taxa de fecundidade registada no país situa-se nos 1,46 filhos por mulher, abaixo da média da Europa ocidental, fixada em 1,59. Ainda assim, o número de adolescentes grávidas continua a ser acima da média: por cada mil adolescentes portuguesas dos 15 aos 19 anos, 14 são mães, mais seis do que a média da Europa Ocidental.

Mas no mundo a língua portuguesa vai ser falada por mais gente. Nos sete dos oito países da CPLP (o relatório do UNFPA não traz dados sobre São Tomé e Príncipe que conta com 206 mil pessoas), haverá mais 110 milhões de habitantes em 2050, passando para cerca de 357 milhões de pessoas, quase quatro por cento do total da população mundial.

Segundo as estimativas da ONU, Angola passará de 17,5 para 44,6 milhões de habitantes, a Guiné-Bissau de 1,7 para 5,3 milhões e Timor-Leste de 1,2 para 3,5 milhões.

Em 2050, segundo o relatório, Moçambique terá 39,1 milhões de habitantes, em vez dos actuais 21,8 milhões, e Cabo Verde deverá atingir um milhão de habitantes, quase o dobro dos actuais 540 mil. O Brasil, o país mais populoso da CPLP, passará dos actuais 194,2 milhões de habitantes para 254,1 milhões.

O relatório aponta ainda em 2008 a existência de populações maioritariamente urbanas em Angola (57 por cento), Cabo Verde (60 por cento), e Brasil (86 por cento). Portugal, com 59 por cento da população em zonas urbanas, vai continuar nos próximos dois anos a "retirar" pessoas do campo, crescendo cerca de 1,4 por cento.

O acesso a água potável não registou melhorias em nenhum dos países da CPLP analisados no relatório, mantendo Moçambique a pior taxa neste domínio, com apenas 43 por cento da população coberta. No extremo oposto está o Brasil, com uma cobertura de 90 por cento, embora o relatório não disponibilize indicadores sobre Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe nesta área.

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