Alpoim Calvão 'detido' na Guiné

  • 0 Respostas
  • 2220 Visualizações
*

Lancero

  • Investigador
  • *****
  • 4125
  • Recebeu: 29 vez(es)
  • +61/-0
Alpoim Calvão 'detido' na Guiné
« em: Setembro 03, 2007, 10:02:51 pm »
Citar
Guiné-Bissau: Empresário Alpoim Calvão sob termo de identidade e residência em Bissau    

   Bissau, 03 Set (Lusa) - O empresário Alpoim Calvão foi impedido, sexta-feira,  de sair da Guiné-Bissau e está sujeito a termo de identidade e residência  por alegado envolvimento no desaparecimento de uma estátua na ilha de Bolama,  disse hoje à Lusa a Polícia Judiciária guineense.  

     

   A estátua em bronze do antigo presidente norte-americano Ulisses Grant  foi erguida em Bolama, no arquipélago dos Bijagós, em memória do papel decisivo  que o antigo presidente dos Estados Unidos teve no desfecho do diferendo  entre Lisboa e Londres sobre a ilha guineense.  

     

   O desaparecimento da estátua da ilha de Bolama foi denunciado em meados  de Agosto por um cidadão anónimo, tendo o caso sido entregue à Polícia Judiciária  da Guiné-Bissau.  

     

   "As investigações ocorreram na sequência de uma denúncia", afirmou um  inspector da PJ guineense, acrescentando que a estátua foi encontrada enterrada  num buraco.  

     

   "Há nacionais e estrangeiros envolvidos, nomeadamente Alpoim Calvão",  sublinhou.  

     

   Segundo o inspector, o empresário português já foi ouvido e reconheceu  que a sua empresa de sucata comprou uma parte da estátua.  

     

   "Ficou com termo de identidade e residência até o caso ser esclarecido",  afirmou.  

     

   Alpoim Calvão, comandante das forças especiais portuguesas na Guerra  Colonial na Guiné, está em Bissau desde 2004 com um projecto de investimento  no sector de recolha de sucata e transformação de caju, principal produto  agrícola do país.  

     

   Alpoim Calvão dá emprego a cerca de 1.500 guineenses na ilha de Bolama,  de onde desapareceu a estátua do antigo presidente norte-americano.  

     

   A Agência Lusa está a tentar o contacto com o empresário português mas,  até ao momento, tal ainda não foi possível.  

     
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito