Tecnologia Portuguesa

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« Responder #150 em: Junho 04, 2008, 11:29:02 pm »
FCTUC desenvolve robô de detecção de minas antipessoais

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Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu um Robô de Desminagem – LADERO - já testado no campo da Royal Military Academy da Bélgica (um campo localizado em Meerdaal, nos arredores de Bruxelas, e certificado para testar este tipo de robôs), registando um bom comportamento ao conseguir detectar todas as minas existentes.

É o resultado de uma longa investigação, iniciada em 1999 com o desenvolvimento de um sensor baseado na utilização de micro-ondas e radiação infravermelha para detectar minas antipessoais de plástico (as mais difíceis de localizar) em solos de conflito.
Coordenada pelos investigadores do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da FCTUC, Lino Marques e Aníbal Traça de Almeida, a construção deste Robô teve por base várias preocupações: criar uma plataforma fiável, financeiramente acessível, para ser utilizada nos países de conflito, de fácil manutenção e reparação, em caso de avaria, e com uma estrutura mecânica robusta, construída essencialmente a partir de componentes industriais.

Aparentemente simples, o robô LADERO tem no seu interior “um delicado hardware e complexos algoritmos de software que processam toda a informação sensorial e decidem como o robô se deve movimentar no ambiente que o rodeia. É composto por múltiplos detectores de minas e outros engenhos explosivos para garantir uma informação robusta e reduzir muito os alarmes falsos”, explica o investigador Lino Marques

As minas antipessoais são um grave problema a nível mundial. De acordo com os últimos dados, existem cerca de 120 milhões de minas deste tipo espalhadas por mais de 70 países. Estas minas matam aproximadamente 25 mil pessoas por ano e mutilam muitas mais, das quais 80 por cento são civis.

À taxa actual de desminagem, seriam necessárias muitas décadas e mais de 57 biliões de dólares para remover todas as minas existentes. Esta situação é particularmente grave “se considerarmos que as minas estão essencialmente distribuídas por países subdesenvolvidos sem recursos para pagar a desminagem e que vêem desta forma o seu desenvolvimento comprometido pelas perdas humanas, pela inutilização de terrenos aráveis e de vias de comunicação”, observa o Docente da FCTUC.

Assim, afirma o investigador da FCTUC, “qualquer avanço na investigação e desenvolvimento de sistemas fiáveis, bem como na automação das tarefas inerentes à desminagem humanitária é um grande desafio que pode salvar a vida a muitos milhares de pessoas”.


Desenvolvido especialmente para mapear áreas irregulares em solos de conflito, o LADERO apresenta outras potencialidades, por exemplo, na pesquisa geológica, podendo fazer a reconstrução tridimensional de objectos escondidos no subsolo, avança Lino Marques

O projecto, que foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, obteve a classificação de Excelente e terminou no passado dia 20 de Maio, com a apresentação de uma Tese de Doutoramento de uma estudante oriunda da Rússia.

 

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« Responder #151 em: Junho 06, 2008, 10:28:17 pm »
Docente da FEUP conquista Prémio de Inovação Ambiental

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O professor Romualdo Salcedo, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), acaba de ser distinguido com o primeiro lugar no Prémio Nacional de Inovação Ambiental. O galardão tem o Alto Patrocínio do Presidente da República, o apoio do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, por intermédio da Revista Técnica Indústria e Ambiente – Publindústria, ramo nacional da European Environmental Press (EEP) – e corresponde à selecção nacional de candidatos ao galardão europeu, o EEP Award.

Denominado “ReCyclone Electrostático”, o invento premiado e apresentado pelo docente da FEUP consiste num sistema de ciclones para captura de partículas finas, emitidas por processos industriais. Estas partículas são altamente prejudiciais para a saúde, podendo conduzir a doenças graves, e até mesmo mortais, do foro respiratório e circulatório. Os ReCyclone Mecânicos, percursores dos ReCyclone Electrostáticos foram desenvolvidos entre 1998 e 2001, tendo como função capturar as partículas finas, através de forças centrífugas, concentrando de seguida, e pelo mesmo método, parte das partículas que escapariam para a atmosfera. A implementação de alta tensão nos recirculadores mecânicos, transformando-os em electrostáticos, permite reduzir as emissões adicionalmente em 50 por cento, com diminuição da potência despendida em 40 por cento.
De acordo com a FEUP, Romualdo Salcedo desenhou, com o auxílio de um programa de simulação/optimização, o ciclone colector, que apresenta eficiências superiores a qualquer ciclone existente no mercado: reduz em cerca de 50 por cento as emissões para a atmosfera, relativamente aos outros ciclones de elevada eficiência. Juntando o concentrado electrostático, a taxa de absorção de emissões sobe para 90 por cento. A aplicação deste invento é variada: saída de caldeiras de queima de biomassa, secadores de recuperação de produtos químicos, caldeiras a fuel, etc. Este sistema não tem o inconveniente dos filtros, que podem incendiar, ou dos electrofiltros, muito dispendiosos para as pequenas e médias empresas.

O “ReCyclone Electrostático” reduz as emissões para a atmosfera a níveis inferiores aos limites legais, o que até à data só era possível com a instalação de ciclones seguidos de filtros de mangas ou electrofiltros. O primeiro sistema foi instalado em 2001 na CUF – Indústrias Químicas SA, uma substituição de sucesso do sistema de mangas. Para o desenvolvimento deste sistema, colaboraram Alexandre Campos, Maria da Graça Cândido, Ana Fonseca, Vânia Chibante, Filipe Mergulhão, António Cardoso e Júlio Paiva.

Importa ainda destacar que em Maio de 2008 foi criada a empresa Advanced Cyclone Systems SA. Inserida no programa Cohitec II, gerido pela Cotec Portugal, a nova entidade visa o desenvolvimento e a comercialização destes equipamentos a nível internacional.

 

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« Responder #152 em: Junho 06, 2008, 10:45:08 pm »
Agricultura: Centro de investigação português passa a presidir ao Consórcio Europeu para a Investigação Agrícola Tropical

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Lisboa, 06 Jun (Lusa) - O Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT) foi hoje eleito para presidir por três anos ao Consórcio Europeu para a Investigação Agrícola Tropical (ECART), um grupo de pesquisa que se vem debruçando sobre a actual crise alimentar.

Segundo disse à agência Lusa o presidente do IICT, Jorge Braga de Macedo, trata-se de um fórum financiado pelas quotas dos membros, que capta fundos europeus para projectos de desenvolvimento agrícola e promove uma política pró-activa de apoio ao sector junto da Comissão Europeia e dos vários governos.

Para o responsável, a decisão hoje tomada em Paris pela assembleia do Consórcio Europeu representa o reconhecimento de um trabalho com projecção internacional, num ano particularmente importante para a instituição portuguesa.

"Calha muito bem, tendo em conta que o IICT está a celebrar 120 anos e a colaborar com o Grupo Consultivo para a Investigação Agrícola Internacional. Vem na linha daquilo a que no Instituto chamamos de 'lusofonia global' - em vez de Portugal, os PALOP e o Brasil olharem apenas uns para os outros, viramos o nosso olhar para o resto do mundo", afirmou Jorge Braga de Macedo.

Fundado em 1992 e com estatuto jurídico europeu desde há quatro anos, o ECART reúne sete organismos de investigação de Portugal, França, Itália, Grã-Bretanha, Holanda e, mais recentemente, Espanha.

O presidente do IICT adiantou que um dos objectivos centrais do Consórcio é aproveitar a atenção dada actualmente ao sector agrícola, no contexto da crise alimentar, para levar o problema à agenda política e mediática, respondendo a mais perguntas e inquietações dos agricultores e dos consumidores.

"Os estudos em curso sobre a desertificação, a assistência às doenças ou a gestão dos riscos para pequenos agricultores já previam que a crise era inevitável. A agricultura estava a ser ignorada quer nos países ricos ou pobres, durante trinta anos houve um desprezo total", lamentou Braga de Macedo.

"O reconhecimento político surge, agora, um pouco tardio, mas mais vale tarde do que nunca", concluiu o responsável.

 

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« Responder #153 em: Junho 08, 2008, 02:23:54 pm »
Medicamento: Produção do 1º fármaco em Portugal abre caminho ao desenvolvimento de uma indústria do sector- investigador

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Coimbra, 20 Mai (Lusa) - A produção do primeiro medicamento desenvolvido em Portugal abre caminho à fabricação de novos fármacos e ao desenvolvimento de uma indústria do sector, afirmou hoje um cientista ligado à sua concepção.

Para Amílcar Falcão, professor da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra e consultor da farmacêutica portuguesa Bial, que desenvolveu um antiepiléptico que já comercializado para os EUA e Canadá, a produção deste fármaco em Portugal "desbravou muito caminho", e o facto de ter sido o primeiro faz com que qualquer outra tentativa "seja mais facilitada, porque há um conhecimento acumulado".

"A Bial tem várias moléculas em desenvolvimento que, suponho, poderão ter um sucesso tão grande ou maior do que teve esta primeira", afirmou, em declarações à agência Lusa este cientista, que na concepção do novo medicamente pôs em prática uma metodologia que está a dar os primeiros passos a nível internacional - a farmacometria.

Amílcar Falcão, que colabora com a Bial desde 2000, confessou que a integração nessa equipa da farmacêutica constitui para si uma descoberta, ao encontrar "pessoas extremamente competentes, extremamente eficazes, que pensava que não existiam".

"Do meu ponto de vista abriu-me horizontes que não tinha; conhecia-os teoricamente. Deu-me uma percepção distinta das coisas. Isso comprova que o sistema português de investigação, e a forma como a academia se relaciona com as empresas, não é saudável e não proporciona o avanço que gostaríamos que houvesse", explicou.

A experiência de desenvolvimento de um fármaco em Portugal veio revelar que no país "há capacidade instalada para desenvolver coisas desta dimensão, e o que é preciso é dar oportunidade para que elas surjam".

Trata-se de uma área que Portugal deve desenvolver do ponto de vista industrial, sustentou Amílcar Falcão, acrescentando que as competências utilizadas na produção do medicamento estão no país, e o que é preciso é dar-lhe oportunidade de participar em futuros projectos, em vez de recorrer ao estrangeiro.

O êxito conseguido pela Bial "vai impulsionar novas apostas nesta área", porque o que fez "dá-lhe uma imagem distinta para o resto do mundo. Torna-a um parceiro credível", abre-lhe a possibilidade de ter relações com a indústria internacional, sublinhou, em declarações à agência Lusa.

Entrar para a lista das 50 primeiras europeias da indústria farmacêutica "tem um valor muito importante", acrescentou.

"Temos de ter a noção de que temos de aproveitar este bom exemplo e reproduzi-lo com inteligência. Não se pense que foi conseguido em dois dias, e sem muito trabalho. Houve risco empresarial, visão estratégica e elevado investimento", advertiu Amílcar Falcão.

A Bial já assinou um contrato com uma farmacêutica norte-americana que irá introduzir esse medicamento para tratamento da epilepsia (acetato de eslicarbazepina) nos mercados dos EUA e Canadá, em 2009, recebendo como contrapartida 120 milhões de euros pela cedência da licença para esses dois mercados.

Nos últimos dez anos a Bial investiu 300 milhões de euros em investigação e está actualmente a desenvolver mais cinco medicamentos.

 

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« Responder #154 em: Junho 08, 2008, 02:30:01 pm »
Aparelho prevê crise epiléptica

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Uma crise de epilepsia chega sem avisar. Em qualquer hora ou lugar, com todos os perigos para a segurança do doente. Desafiando a Ciência, uma equipa de investigadores portugueses lidera um projecto, único na Europa, para o desenvolvimento de um sistema de alarme inteligente transportável por pacientes com epilepsia que não reagem ao tratamento nem podem ser operados.

Coordenado por António Dourado, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, o projecto Epilepsiae – Evolving Platform for Improving Living Expectations of Patients Suffering from Ictal Events – está a ser desenvolvido em parceria com grupos de investigadores e hospitais franceses e alemães. Uma empresa italiana já se disponibilizou para fabricar o alarme.

"Pretendemos encontrar uma forma de prever as crises de epilepsia, desenvolver uma ferramenta transportável que recebe em permanência os sinais do cérebro", revela António Dourado, explicando que para isso estão a ser desenvolvidos "algoritmos de inteligência computacional".

Os cientistas pretendem alcançar uma previsão com pelo menos 15 minutos de antecedência e construir um sistema que tenha uma taxa de sucesso na ordem dos 90%. O objectivo final é criar, dentro de três anos, o Brainatics, aparelho discreto que avalie em permanência, através do electroencefalograma e electrocardiograma, o estado do doente e seja capaz de prever as crises.

"A concretizar-se, este dispositivo muda completamente a vida do doente, permitindo-lhe precaver-se da exposição social e de situações de risco", diz António Dourado.

 

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« Responder #155 em: Junho 08, 2008, 02:46:01 pm »
'Start-up' portuguesa tenta patentear compostos farmacêuticos

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Empresa portuguesa na área da Biotecnologia identifica dois compostos para o controlo da dor e de Doenças do Sistema Nervoso e solicita concessão de patente internacional.  
 BIOALVO, ‘start-up’ portuguesa na área da Biotecnologia, após a obtenção de resultados importantes relativos a toxicidade, eficácia e comportamento de dois novos compostos, submete pedidos de patente internacional (PCT) para desenvolvimento de futuros medicamentos.

Medicamentos que poderão vir a ser indicados para o tratamento de «dor crónica, aguda e neuropática, bem como doenças neurodegenerativas como Alzheimer e outras demências», revela Helena Vieira, Directora Executiva da BIOALVO, em declarações à TV Ciência.

Para a elaboração do dossier de informação para o pedido de patentes, a especialista adianta que se «efectuaram testes de toxicidade e eficácia em modelos celulares e animais e que se utilizaram culturas de células humanas e/ou de mamíferos e modelos de doença em animais roedores».

Um trabalho que foi realizado em conjunto com um grupo de investigação do Departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências, da Universidade de Lisboa. Um grupo, liderado pelo investigador Miguel Castanho, e que se «ocupou, previamente, com a caracterização das propriedades biofísicas desta molécula e alguns testes iniciais em modelos de patologias neurológicas».

Posteriormente, os especialistas da BIOALVO desenvolveram um trabalho «através das nossas tecnologias inovadoras de rastreio de novas drogas, que se veio a revelar muito frutífero, tendo sido identificado o potencial terapêutico desta molécula para o tratamento de Alzheimer e demências fronto-temporais, entre outras neurodegenerescências», adianta Helena Vieira.

Para além disso, a especialista afirma que «o nosso ‘know-how’ em desenvolvimento de novas drogas permitiu ainda acelerar significativamente o planeamento e desenvolvimento dos testes necessários para aplicação terapêutica em humanos desta molécula».

O trabalho conjunto, desenvolvido com base na parceria entre académicos e a BIOALVO, revela que «as relações entre a academia e a indústria estão a mudar para melhor. E o acordo de transferência de tecnologia alcançado com a BIOALVO é um sinal disso mesmo. Não se limitando a um simples contrato de IP, já que consolida uma cooperação científica e tecnológica que se prolongará no futuro», afirma Miguel Castanho, citado em comunicado da BIOALVO.

Esta cooperação entre as duas instituições vai permitir à BIOALVO adquirir a exclusividade dos direitos comerciais e Propriedade Intelectual (PI) à Universidade. O que irá fazer valer à Universidade de Lisboa ‘royalties’, ou seja, direitos sobre os lucros da BIOALVO na comercialização do produto.

A eficácia da plataforma biotecnológica da empresa portuguesa, criada em 2005 por jovens cientistas, veio revolucionar de tal forma o mercado farmacêutico que já atraiu a atenção de algumas empresas internacionais lideres nas áreas de dor e doenças do sistema nervoso central.

Após oito meses do início de funcionamento da plataforma tecnológica, a BIOALVO submete agora os primeiros pedidos de patente que cobrem o uso terapêutico de compostos identificados através da sua tecnologia de rastreio de alto débito.

A BIOALVO propõe-se criar e desenvolver soluções tecnológicas inovadoras, de cariz biológico e molecular, que podem vir a constituir uma nova geração de fármacos e terapias, mais potentes e eficazes para combater doenças do foro neurológico, nomeadamente a Alzheimer, amiloidoses (doença dos pezinhos), Parkinson, Hungtinton ou até mesmo o cancro.
 
 
 

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« Responder #156 em: Junho 23, 2008, 10:37:27 pm »
Tecnologias de Informação: Investimento da Administração Pública deverá chegar aos 490 milhões de euros em 2008

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Lisboa, 23 Jun (Lusa) - O Estado deverá gastar este ano mais de 490 milhões de euros em tecnologias de informação na administração pública, mais 30 milhões de euros do que no ano passado, revela um estudo da consultora IDC, hoje divulgado.

De acordo com o estudo "Administração Pública Central e Local, Saúde e Educação: Sondagem e Previsões, 2006-2011", levado a cabo pela IDC, o investimento para 2008 traduz-se num crescimento anual médio de 6,4 por cento.

Seguindo a consultora, até 2011 deverão ser investidos "perto de 600 milhões de euros" em Tecnologias da Informação (TI), que representa "um crescimento acumulado de 36,4 por cento", desde 2006.

A análise baseou-se numa sondagem efectuada em 123 organizações da administração pública e do sector da Saúde, concluindo que o maior volume do investimento "continua a ser canalizado para a administração central".

Segundo a IDC, a administração central deverá receber este ano cerca de 50 por cento das verbas a aplicar em TI, com um índice de crescimento de 6,8 por cento entre 2006 e 2011.

Segundo o estudo da IDC, o segmento da saúde é aquele que apresenta maior índice de crescimento em TI no período em análise, com uma taxa de 7,5 por cento.

Em 2008, o sector da saúde recebeu 45 milhões de euros para investir em TI e em 2011, "quase 60 milhões".

Nos dias 24 e 25 de Junho, a IDC promove no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, um debate sobre as tendências que estão a dinamizar o investimento da administração pública em tecnologias de informação, onde fará um balanço da aposta nos processos electrónicos a nível nacional e europeu.

 

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« Responder #157 em: Junho 23, 2008, 10:43:47 pm »
Guimarães: Acessos ao Avepark inaugurados no "Dia Um" de Portugal

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Guimarães, 23 Jun (Lusa) - A abertura terça-feira dos acessos ao Avepark (Parque de Ciência e Tecnologia de Guimarães) vai permitir o seu arranque, no Outono, com uma incubadora da Universidade do Minho e o Instituto Europeu de Medicina Regenerativa de Tecidos.

Segundo disse hoje à Lusa José Nobre, do Gabinete da Presidência da autarquia de Guimarães, o acesso ao Centro Tecnológico "teve como base os alinhamentos já definidos e fornecidos pela Câmara de Guimarães".

Tem a sua origem na rotunda da circular das Taipas e o seu término na rotunda do Centro Tecnológico.

O acto inaugural ocorre, a 24 de Junho, feriado municipal, em que se celebra o dia em que se deu a Batalha de S. Mamede.

Nesta, D. Afonso Henriques venceu os partidários de sua mãe, Dona Teresa, pelo que é considerado pelos vimaranenses o «Dia Um» da fundação de Portugal.

A efeméride inclui várias inaugurações de melhoramentos camarários, e uma sessão solene que será presidida pelo ministro da Cultura.

O Parque de Ciência e Tecnologia de Guimarães, que deve abrir, oficialmente, em Outubro, está projectado para acolher, no prazo de 10 anos, 200 empresas tecnológicas.

Segundo fonte do Avepark, a instalação das empresas, a concluir num prazo de 10 a 15 anos, vai permitir a criação de quatro mil empregos qualificados, entre cientistas e investigadores, que assim se fixarão na região do Minho.

O parque, que tem como suporte natural a Universidade do Minho, está instalado em 80 hectares de terrenos nos arredores da vila das Caldas das Taipas, em pleno Vale do Ave.

O AvePark, que recebeu um subsídio governamental de 3,2 milhões de euros, é uma sociedade constituída pela Câmara de Guimarães, com 51 por cento do capital, pela Universidade do Minho, a Associação Industrial do Minho e a Associação do Parque de Ciência e Tecnologia do Porto (15 por cento cada) e pela Associação Industrial e Comercial de Guimarães, com quatro por cento.

O investimento total em infra-estruturas e no chamado edifício central - já terminado - atinge os 10 milhões de euros, verba a que haverá que somar os milhões do valor dos terrenos doados pela Câmara.

A construção da via rápida, orçada em 1,93 milhões de euros, esteve a cargo do empreiteiro ABB - Alexandre Barbosa Borges, de Braga.

O traçado adoptado foi estudado para que venham a obter as características mínimas regulamentares para uma velocidade base de 50 km/h e, nos nós de ligação, 40 km/h.

No "Dia Um de Portugal", o município procede, ainda, à abertura oficial do Centro Escolar de Infantas, construído pela firma Norlabor, Sa, obra orçada em 1, 5 milhões de euros.

Os melhoramentos incluem os arranjos urbanísticos da envolvente da Capela da Senhora dos Remédios, que custaram 73 mil de euros, e da envolvente do Mercado Oratório do Senhor da Agonia, onde foram investidos 120 mil euros.

Envolve ainda obras no Parque da Ínsua - Ponte, no Parque Desportivo Aldeamento Vimaranes, na Horta Pedagógica - Veiga de Creixomil, e o arranjo junto ao cemitério - Souto S. Salvador.

 

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« Responder #158 em: Junho 23, 2008, 10:48:37 pm »
Saúde: Investigadores portugueses comprovam efeitos terapêuticos em plantas medicinais de São Tomé


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Lisboa, 23 Jun (Lusa) - Uma equipa científica portuguesa comprovou efeitos anti-bacterianos e anti-fúngicos em 75 por cento de um conjunto de 50 plantas medicinais usadas por terapeutas tradicionais para combater infecções em São Tomé e Príncipe.

Estes dados constam do livro "Estudo Etnofarmacológico de Plantas Medicinais de S. Tomé e Príncipe", que será apresentado terça-feira no jardim Botânico Tropical, em Lisboa, pela coordenadora da equipa, Prof. Maria do Céu Madureira, do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz.

"Os resultados do estudo comprovam a veracidade da utilização empírica e o potencial farmacêutico dessas plantas", disse a investigadora à agência Lusa.

Entre as plantas em causa, cujas características químicas e farmacológicas estudou, Maria do Céu Madureira destacou a Tithonia diversifolia, chamada localmente girassol ("parecida com o girassol mas muito mais pequena"), com comprovada actividade anti-malárica.

Foram também encontradas espécies com actividade anti-viral comprovada "in vitro" na replicação do VIH (vírus da imunodeficiência humana) e contra os vírus herpes simplex e da hepatite B, nestes casos "in vivo" - salientou.

Este trabalho insere-se no Projecto Pagué ("Papagaio" em português e o nome de um distrito da ilha de Príncipe), que consiste na recolha e investigação etnofarmacológica de plantas medicinais por farmacêuticos e botânicos portugueses com a colaboração do Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe.

As receitas do livro revertem na totalidade para a melhoria das condições de vida e de trabalho de três terapeutas tradicionais santomenses (Sum Pontes, Sum gino e Sum Costa), que trabalharam mais directamente com os investigadores, facultando os seus conhecimentos, sendo por isso seus co-autores.

"Os terapeutas tradicionais são pessoas com muita experiência, alguns com mais de 80 anos, que dedicam as suas vidas a cuidar de outras pessoas, muitas vezes sem receberem nada em troca, e vivendo em condições muito precárias", disse a investigadora.

O livro, que já foi lançado em S. Tomé e Príncipe a 21 de Março, com a presença do ministro da Saúde santomense, Martinho do Nascimento, regista informações recolhidas junto de alguns dos mais conceituados terapeutas tradicionais em exercício nas duas ilhas, e que são muito procurados para acudir a vários tipos de doenças, principalmente a malária e outras doenças infecciosas, nomeadamente infecções das vias respiratórias, dermatológicas e do tracto urinário e gastrointestinal, entre muitas outras.

"As preparações tradicionais consistem em infusões, decocções ou macerações aquosas de cascas ou raízes deixadas numa garrafa de um dia para o outro", referiu. "Podem também fazer macerações com bebidas alcoólicas, como aguardente ou vinho de palma, e há casos de misturas complexas em que chegam a juntar três, quatro ou cinco plantas" - acrescentou.

Os dados recolhidos nesta obra resultaram de um trabalho de três anos iniciado em 2002 por um primeiro grupo de jovens investigadores farmacêuticos (Ana Fernandes, António Gonçalves, Cátia Fernandes, Carlos Catalão, Jaime Atalaia, Jorge Vieira e Verónica Gaspar) e que foi financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, estando um segundo grupo, ainda sem financiamento, a trabalhar desde 2005 no estudo de mais 80 espécies de plantas recolhidas nas ilhas.

Com financiamento da Cooperação Portuguesa, através do IPAD (Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento), está na forja a publicação um livro mais centrado na medicina tradicional, que coligirá em cerca de 500 páginas todos os conhecimentos recolhidos ao longo de 15 anos de estudos etnofarmacológicos realizados em São Tomé e Príncipe por Maria do Céu Madureira e os seus colegas Ana Paula Martins e Jorge Paiva.

"Será uma Bíblia da medicina tradicional, isto é, uma verdadeira farmacopeia tradicional", disse em síntese.

Questionada pela Lusa sobre o eventual interesse farmacêutico na investigação e desenvolvimento de novos medicamentos com base nas plantas estudadas, a cientista considerou que tudo "dependerá do empenho das autoridades e da própria indústria, uma vez que há excelentes exemplos recentes de desenvolvimento de novos medicamentos pelas indústrias portuguesas".

O objectivo do livro, salientou, é contribuir para a resolução de problemas de Saúde específicos de S. Tomé e Príncipe e de outros países em desenvolvimento, incentivando a criação de riqueza através do aproveitamento racional dos recursos locais em plantas medicinais.

Mas é também "um potencial reservatório de conhecimentos que podem ser utilizados em prol de toda a humanidade, se existirem estudos subsequentes que permitam o desenvolvimento de novos fármacos" - concluiu.

 

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« Responder #159 em: Junho 23, 2008, 10:54:16 pm »
Concurso “Catch a Star”: aluna portuguesa entre as três melhores

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Andreia Nascimento, aluna do 12º ano da Escola Secundária da Cidadela conseguiu o terceiro lugar no concurso “Catch a Star” promovido anualmente pelo Observatório Europeu do Sul (ESO). Ainda sem saber ao certo qual será o próximo passo na vida de estudante esta determinada, aluna da Professora Leonor Cabral, sempre gostou de Astronomia. Frequentadora assídua do Clube de Astronomia da Escola participou em vários outros eventos como por exemplo o acompanhamento do trânsito de Vénus, eclipses da Lua ou simples sessões em que entusiasticamente contagiou outros estudantes com o gosto de olhar para o céu.

Concorrer ao “Catch a Star” desde 2002, tem sido uma norma dentro das actividades realizadas pelo NIAC (Núcleo de Investigação em Astronomia da Cidadela) da Escola Secundária da Cidadela, reporta a orgulhosa tutora enquanto esclarece que o grupo tem tido sempre o apoio científico do NUCLIO, representante do projecto Hands-on Universe em Portugal.
Nesta colaboração Andreia, elemento do NIAC desde o 7ºano, desenvolveu na disciplina de Área de Projecto do seu 12º ano um projecto de investigação promovido pelo NUCLIO e apoiado por um cientista com o tema “Hunting for Open Clusters in O Stars surroundings” (Procura de Enxames Abertos na vizinhança de estrelas do tipo “O”), que foi submetido ao concurso “Catch a Star” 2008.

De acordo com os responsáveis do NUCLIO, o projecto teve início no ano lectivo de 2006-2007 quando André Moitinho de Almeida, investigador do Laboratório de Sistemas, Instrumentação e Modelação em Ciências e Tecnologias do Ambiente e do Espaço e associado do NUCLIO, propôs à professora a implementação em sala de aula de uma projecto de investigação. Um projecto que aguardava na gaveta a possibilidade de ter novos colaboradores e a obtenção de tempo de telescópio. Os colaboradores foram os estudantes, o tempo de telescópio ficou garantido no âmbito das parcerias do NUCLIO com o LCOGT (responsável pela gestão dos Telescópios Faulkes), e do apoio do British Council em Portugal.  


Munidos de um catálogo de estrelas e de uma professora aguerrida, os estudantes partiram em busca de novos enxames. Com apoio dos astrofísicos do NUCLIO e utilizando os Telescópios Faulkes e IronWood os estudantes partiram à descoberta de um mundo ainda desconhecido, do mundo da investigação cientifica.

Na primeira fase do projecto foram escolhidas as estrelas candidatas. Estrelas do tipo O que por serem muito brilhantes tornam difícil a observação de outras estrelas nas sua vizinhança. O objectivo era observar a região ao redor destas candidatas e tentar perceber, recorrendo a diferentes métodos, se a estrela estaria imersa num enxame aberto, o enxame no qual se teria originado.

Neste ano lectivo, 2007-2008, alguns dos candidatos seleccionados foram observados com o Telescópio Faulkes Norte e pelo Telescópio no Observatório IronWood, no âmbito da parceria do NUCLIO com o projecto Hands-on Universe.

Os resultados ainda não foram conclusivos, serão necessárias mais observações, um refinar do método e eventualmente a observação de mais candidatos.

Tal como informa o comunicado do NUCLIO, os estudantes envolvidos no projecto puderam sentir o entusiasmo que acompanha os cientistas e os resultados positivos do seu envolvimento sugeriram fortemente à professora que este seria certamente um caminho a prosseguir. Leonor relata que reencontrou o entusiasmo em partilhar o seu conhecimento com os estudantes, agora companheiros de aventura. Construiu uma relação especial com estes estudantes, que admitiram finalmente que a ciência é algo que pode ser muito interessante. A equipa do NUCLIO, muito orgulhosa pelo merecido reconhecimento do excelente trabalho realizado espera que este seja um exemplo a seguir e que muitos cientistas passem a adoptar escolas.

 

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« Responder #160 em: Junho 24, 2008, 01:53:17 pm »
UA estuda tecnologias para aproveitamento do potencial energético das marés

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Uma equipa de investigadores e alunos finalistas do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro avaliaram, recentemente, o potencial da Barra do Porto de Aveiro para receber uma estação de conversão da energia de correntes e de marés. A partir de um estudo hidrodinâmico, que recorreu a um modelo computacional de mecânica dos fluidos, este projecto de final de curso simulou as correntes de maré, tendo sido possível identificar os locais mais adequados à implementação de turbinas, de acordo com a capacidade de produção das mesmas.

As correntes de maré são uma fonte energética renovável, sendo pertinente o estudo da sua integração no actual sistema energético, de forma a melhorar a sua sustentabilidade. O Departamento de Engenharia Mecânica pôs mãos à obra e, com o apoio directo da Administração do Porto de Aveiro e de alguns investigadores dos departamentos de Física e Engenharia Civil da UA, empreendeu o primeiro estudo de análise das várias opções tecnológicas para a Ria de Aveiro, como explica o Prof. Nelson Martins, coordenador do projecto.
 “O campo gravítico provocado pela lua e pelo sol origina fluxos da massa de água nos oceanos e consequentemente nas zonas de estuário. Esta movimentação de águas encerra um enorme potencial energético por explorar. Transpondo o conceito do aproveitamento energético proveniente da energia eólica ao dos fluxos de massas de água, geradas pelos ciclos de marés, impunha-se que fosse feito um estudo exaustivo relativamente aos locais favoráveis onde fosse possível implementar tecnologias que possibilitassem um aproveitamento energético eficiente a partir desta fonte de energia renovável. A nossa investigação permitiu-nos avaliar tecnicamente a possibilidade de produzir electricidade usando como fonte de energia primária as correntes de maré na zona da Barra do Porto de Aveiro”.

De acordo com a UA, após um ano de trabalho, durante o qual se fez uma revisão bibliográfica sobre o estado da arte relativamente às tecnologias disponíveis para a conversão do potencial energético das correntes de maré em potencial eléctrico e um estudo computacional do canal da Barra do Porto de Aveiro, para albergar um parque de turbinas de maré, os especialistas verificaram que a turbina Verdant, pelas suas dimensões, seria a mais indicada, como explica o investigador. “A solução que apresentou maior compatibilidade com as características do canal em estudo é proposta pela Verdant Power, consistindo em turbinas do tipo free-flow, instaladas no topo de mastros submersos, fixados no fundo do canal, apresentando características em tudo idênticas às turbinas eólicas de eixo horizontal. Estas turbinas mais conhecidas por KHPS, têm uma capacidade nominal de produção de 35 KW, com rotor de três lâminas com cinco metros diâmetro, apresentando uma elevada resistência e impermeabilidade”.

Neste momento a tecnologia usada na obtenção de energia eléctrica, a partir de correntes marítimas, encontra-se ainda em fase embrionária. As soluções mais consolidadas baseiam-se na tecnologia das centrais hidroeléctricas, devidamente adaptadas ao ambiente salino, contudo, a necessidade de um dique limita de forma significativa a utilização do estuário, nomeadamente no que se refere à navegação colocando-se ainda sérios problemas relacionados com o assoreamento devido aos sedimentos arrastados pelos rios. A tendência actual centra-se na utilização de turbinas abertas (free-flow) de forma a minimizar o impacto ambiental, interferência com outras utilizações do estuário e custo da manutenção.

Como especificou o Professor “as turbinas ficam totalmente submersas, sendo a manutenção realizada abaixo da superfície da água, o que sendo um inconveniente, apresenta a vantagem de não haver qualquer indício da existência da instalação acima da superfícies, aspecto particularmente interessante tratando-se de um canal navegável, como acontece no local em análise”.

Segundo a UA, este projecto realizou, ainda, através da aplicação do software de mecânica de fluidos computacional CFX® 5.6, um estudo hidrodinâmico do canal de navegação de modo a verificar quais os locais mais adequados para a colocação de turbinas e possível implantação de um parque. “Após se ter efectuado uma simulação para uma configuração A (turbinas alinhadas a montante e a jusante), foi verificada uma zona menos eficiente a nível energético junto ao molhe intermédio na terceira parte do canal, onde a esteira provocada por duas turbinas afecta as próximas alinhadas a jusante. Este fenómeno também pode ser devido à própria geometria do canal e à proximidade das turbinas ao molhe intermédio. Ao ser simulada uma alternativa (configuração B), onde as turbinas se encontravam desalinhadas respeitando as mesmas distâncias empíricas verificou-se uma melhoria, constatando-se apenas que uma das esteiras afectava as turbinas imediatamente a jusante”.

 

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comanche

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« Responder #161 em: Julho 01, 2008, 01:25:23 am »
Incêndios: Portugal inventa nova farda "inteligente" para proteger bombeiros

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Aveiro, 30 Jun (Lusa) - O Instituto de Telecomunicações (IT), a "Miguel Rios Design" e a "YDreams" desenvolveram uma farda "inteligente" que transmite a localização e os sinais vitais de bombeiros, envolvidos no combate a incêndios, anunciou hoje o IT.

Incorporado com um sistema de telecomunicações e sensores, desenvolvido pelo pólo de Aveiro do IT, o novo fato de bombeiro passou no teste de certificação e foi ensaiado em simulações de combate a fogo, tanto em campo aberto como em floresta, tendo já a respectiva patente registada, com três protótipos.

O sistema, denominado I-Garment, foi financiado pela Agência Espacial Europeia e desenvolvido para a gestão de catástrofe, "uma das áreas onde a comunicação via satélite desempenha um importante papel".

O vestuário incorpora componentes de aquisição de sensibilidade e de dados, telecomunicações e software, procurando responder à necessidade de se saber onde cada membro da equipa se encontra durante a emergência.

Visa ainda determinar as suas condições de saúde, em tempo real, permitindo que as substituições sejam organizadas, adequadamente, e que as equipas sejam deslocadas de acordo com as necessidades operacionais da situação.

Segundo o IT, "a investigação permitiu desenvolver um serviço para a Protecção Civil portuguesa que, de forma integrada, permita gerir os recursos humanos no terreno, em tempo quase real, garantindo que o serviço irá funcionar mesmo quando as comunicações terrestres estão indisponíveis".

O serviço surge no formato de um fato de bombeiro que incorpora um sistema de telemetria útil para quem está a coordenar as equipas no terreno, nomeadamente sensores de posição (GPS), de sinais vitais (temperaturas e batimentos cardíacos), de silhueta e alguns botões de emergência ou pânico.

A informação é enviada, via ligação sem fios, para as patentes da Protecção Civil no quartel-general, processada e emitida de volta aos chefes de operações no terreno equipados com PDA e/ou PC.

Ao IT coube a função de construir e desenhar todo o sistema de comunicação e de telecomunicações, dimensionando as comunicações rádio que interrelacionam o bombeiro e os Veículos Operacionais no Terreno (VTO) e entre estes e o servidor principal localizado no centro de gestão, podendo ser efectuadas através de comunicação por satélite ou por wi-fi, como explica o coordenador do projecto no IT, Nuno Borges de Carvalho.

"Esta tarefa integra toda a estrutura de telecomunicações entre o fato e o camião de bombeiros mais próximo que transporta a água. Com a ajuda da protecção civil, que nos especificou todas as providências necessárias desse processo, foi incorporada uma antena no fato do bombeiro que comunica com a antena instalada no carro dos bombeiros, o qual está equipado com uma mini-rede com a identificação de todos os bombeiros que estão na zona.

Esta antena está ligada a uma central (servidor web) que está no quartel ou numa estação-base, via GSM.

Quando há uma situação de pânico, o chefe de bombeiros recebe essa informação na central, "sendo possível, ao mesmo tempo, localizá-lo in loco graças a um besouro que a farda integra".

Nas operações de emergência da Protecção Civil as redes terrestres encontram-se muitas vezes indisponíveis devido ao congestionamento do tráfico, à distância do local ou à destruição de antenas, pelo que o novo equipamento irá permitir uma disponibilidade permanente do serviço através da comunicação por satélite.


MSO.

Lusa/Fim
 

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Tiger22

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« Responder #162 em: Julho 22, 2008, 08:24:28 am »
Citação de: "Público"
Na Universidade Nova de Lisboa

Cientistas portugueses desenvolvem o primeiro transístor com papel

21.07.2008 - 18h26 Nicolau Ferreira
Investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa desenvolveram os primeiros transístores com papel, uma descoberta que pode permitir a criação de sistemas electrónicos descartáveis a baixo custo.

“O transístor é a peça de lego para construir qualquer coisa”, explicou ao PÚBLICO Elvira Fortunato, que juntamente com Rodrigo Martins, são os coordenadores do grupo de investigação Cenimat/I3N, responsável pela descoberta.

Os transístores nasceram no final dos anos 40 e substituíram as válvulas utilizadas nos computadores e nas redes telefónicas. Tiveram o condão de reduzir o tamanho dos equipamentos, aumentar a velocidade e a durabilidade. Hoje, qualquer aparelho com um circuito integrado contém estes “interruptores” electrónicos.

O “interruptor” é formado por três componentes. Um material semicondutor que tem uma entrada e uma saída, chamadas fonte e dreno, por onde passa a corrente. E uma porta que é o que induz e controla a corrente, mas que está separada do semicondutor por um material isolante, impedindo curto-circuitos.

É esta porta que “liga” e “desliga” o transístor e que equivale ao sistema binário 0/1 em que toda a informação está codificada. É assim que os computadores, os ecrãs, os telefones, as aparelhagens funcionam. Com muitos milhões destas unidades.

O material isolante, que é a componente dieléctrica do transístor, era feito de vários materiais como o silício. As unidades eram construídas a 1200 graus célsius, por exemplo. Agora, os investigadores conseguiram o fabrico à temperatura ambiente, utilizando papel que é um “dois em um” porque também funciona como o suporte do transístor.

A celulose tem outras propriedades e não é tão boa como o silício. “Mas pode-se fazer sistemas descartáveis a baixo custo”, explicou Elvira Fortunato. E mais, pode dobrar-se que não se estraga. Estas características permitem explorar várias ideias como ecrãs de papel, etiquetas, pacotes inteligentes, chips de identificação ou aplicações médicas.

“Pode utilizar-se nos sensores biológicos para diagnóstico [na saúde]. Muitos sensores são de papel, funcionam através de uma reacção química, com o transístor pode haver uma mais-valia”, exemplificou a investigadora.

O artigo com a descoberta já foi aceite pela revista científica “Electron Device Letters” e vai ser publicado em Setembro. O pedido de patente também está feito. Agora é só ficar à espera de uma próxima plataforma digital que, antes de se deitar fora, ainda pode servir como post-it, porque, como explica a investigadora, os novos transístores “não deixam de ser papel”.
"you're either with us, or you're with the terrorists."
 
-George W. Bush-
 

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comanche

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« Responder #163 em: Julho 28, 2008, 08:39:39 pm »
Investigador da FEUP distinguido com prémio internacional

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O investigador do Instituto de Biologia Celular e Molecular (IBMC), doutorado da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), Pedro Martins, foi recentemente distinguido na primeira edição do prémio "EFCE Excellence Award in Industrial Crystallization 2008".

O galardão, atribuído pela Federação Europeia de Engenharia Química (EFCE) no âmbito do trabalho de investigação  "Modelling Crystal Growth from Pure and Impure Solutions - A Case Study on Sucrose", visa distinguir a melhor  tese de doutoramento na área da cristalização no período dos três anos que antecedem a atribuição.
A tese, desenvolvida no Departamento de Engenharia Química da FEUP e orientada pelo professor Fernando Rocha, foi premiada pelo seu grau de inovação, profundidade e alcance bem como pela sua relevância industrial. O trabalho consiste na investigação do crescimento cristalino sob os pontos de vista teórico e experimental, dando particular ênfase à cristalização da sacarose em soluções puras e impuras. Desenvolvida no domínio da indústria do açúcar, esta investigação engloba estudos fundamentais dos mecanismos de crescimento à escala molecular.

Financiada por uma bolsa de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), a tese compreendeu também um estágio no Audubon Sugar Institute, Louisiana State University, nos Estados Unidos, parcialmente subsidiado pela Fundação Calouste Gulbenkian. O prémio atribuído ascende a 1.500 euros, comportando ainda a participação no 17th International Symposium on Industrial Crystallization - ISIC 17 – que se realizará de 14 a 17 de Setembro 2008 em Maastricht, na Holanda.
 

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comanche

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« Responder #164 em: Julho 28, 2008, 08:41:45 pm »
Universidade de Aveiro campeã do Mundo de futebol robótico

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A equipa de futebol robótico da Universidade de Aveiro, Cooperative Autonomous Mobile roBots with Advanced Distributed Architecture (CAMBADA) sagrou-se, pela primeira vez, campeã do mundo na classe Middle Size League (MSL) do Robocup 2008, uma das mais importantes e prestigiadas competições de robótica móvel a nível mundial. O concurso, que decorreu de 14 a 20 de Julho, em Suzhou, China, contou com a presença, na liga MSL, de treze equipas provenientes dos cinco continentes.

A liga MSL põe em confronto equipas formadas por seis robots, completamente autónomos, que jogam entre si num campo de futebol de 18x12m. Estes robots, que medem até 80cm de altura e pesam até 40Kg, encontram-se na linha da frente da investigação de ponta, em áreas tão dispares como a visão artificial, fusão sensorial, controlo dinâmico, cooperação robótica ou inteligência artificial, entre outras.
A equipa CAMBADA venceu 11 dos 13 jogos realizados, tendo perdido apenas dois pela diferença mínima, com um total de 73 golos marcados e apenas 11 sofridos (melhor goal average da competição). No jogo da final, frente à equipa holandesa dos Tech United (actuais campeões da Europa) a equipa CAMBADA venceu de forma peremptória por uns expressivos 7-1.

Recorde-se que a CAMBADA surgiu em 2003, por iniciativa de um grupo de docentes e investigadores do Instituto de Engenharia Electrónica e Telemática de Aveiro (IEETA). Este ano, a equipa campeã do mundo alcançou também o segundo título de campeã nacional, no Festival Nacional de Robótica, realizado em Aveiro, em Abri
 

 

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