Kosovo - À Procura do Beijo Impossível

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Ataru

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Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
« Responder #345 em: Novembro 09, 2009, 10:31:10 pm »
Hoje a Nova Zelãndia reconheceu a independencia do Kosovo, apartir de agora 1/3 dos países do planeta ja reconheceram a republica do kosovo.
Greater Portugal = Portugal + Olivença + Galiza and the Eonavian Region + border villages that speak galaico-portuguese dialects + Cape Verde + St. Tomé and Principe + Cabinda + Timor
 

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Lusitano89

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Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
« Responder #346 em: Dezembro 04, 2009, 01:54:29 pm »
Brasil declara-se contra a independência do Kosovo


O Brasil declarou-se hoje no tribunal Internacional de Justiça, em Haia, contra a declaração de independência do Kosovo em Fevereiro de 2008, já que entende que o princípio de integridade territorial, neste caso da Sérvia, foi violado.

Representando o país, o embaixador do Brasil na Holanda, José Artur Denot Medeiros, disse que «as instituições de Governo provisório (estabelecidas pela resolução 1.244) tinham um grau substancial de auto-governo, mas na sua atribuição de poderes não menciona, nem implícita nem explicitamente, o da independência».

Para o Brasil, diante de um fracasso como o que aconteceu nas negociações de paz entre Sérvia e Kosovo, corresponderia ao Conselho de Segurança da ONU, e não ao Governo provisório kosovar, decidir sobre uma possível declaração de independência.

in Diário Digital
 

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Cabecinhas

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Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
« Responder #347 em: Dezembro 06, 2009, 06:52:53 pm »
E assim se levanta um grande voz contra... vamos ver os próximos capitulos!
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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Ataru

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Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
« Responder #348 em: Dezembro 16, 2009, 08:50:53 pm »
o Malawi reconheceu hoje a independência do Kosovo, já 64 (65) países no Mundo reconheceram a independência do Kosovo.
Greater Portugal = Portugal + Olivença + Galiza and the Eonavian Region + border villages that speak galaico-portuguese dialects + Cape Verde + St. Tomé and Principe + Cabinda + Timor
 

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Ataru

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Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
« Responder #349 em: Janeiro 26, 2010, 02:07:50 am »
Estou um pouco atrasado mas, a Mauritânia reconheceu, no passado dia 12, a indepêndencia do Kosovo.
Greater Portugal = Portugal + Olivença + Galiza and the Eonavian Region + border villages that speak galaico-portuguese dialects + Cape Verde + St. Tomé and Principe + Cabinda + Timor
 

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Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
« Responder #350 em: Abril 13, 2010, 05:51:48 pm »
A Suazilândia tornou-se o 66º (67º) país a reconhecer o Kosovo.
Greater Portugal = Portugal + Olivença + Galiza and the Eonavian Region + border villages that speak galaico-portuguese dialects + Cape Verde + St. Tomé and Principe + Cabinda + Timor
 

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Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
« Responder #351 em: Abril 13, 2010, 06:10:45 pm »
epa pensava que este tópico tinha morrido

uau, 67º!!! quando é que chegam aos 100????? Já estarão os NPOs operacionais?
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Lusitano89

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Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
« Responder #352 em: Julho 16, 2010, 11:20:57 pm »
Sérvia aguarda decisão do TIJ sobre independência do Kosovo


A Sérvia aguarda confiante o parecer do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) sobre a legalidade da proclamação da independência do Kosovo, não reconhecida por Belgrado, que será o prelúdio de novas "conversações" sobre o território, afirmou o primeiro ministro.

"Esperamos um parecer positivo do Tribunal", ao qual se seguirá "um debate na ONU que abrirá a perspetiva de novas conversações sobre o Kosovo", disse o primeiro ministro sérvio, Mirko Cvetkovic, à agência France Presse.

"O futuro de toda a região não pode ser construído sobre uma violação do direito internacional e o governo sérvio acredita que apenas o diálogo pode ajudar a ultrapassar a atual situação no Kosovo, que é difícil", acrescentou Cvetkovic.

O Tribunal Internacional de Justiça deve divulgar na quinta feira o seu parecer sobre a declaração de independência do Kosovo, proclamada a 17 de fevereiro de 2008 pelas autoridades kosovares albaneses de Pristina e já reconhecida por 69 países, incluindo os Estados Unidos e 22 dos 27 estados da União Europeia.

Para as autoridades kosovares, a possibilidade de voltar atrás na questão da independência não se coloca, mas Belgrado continua a considerar o Kosovo uma das suas províncias.

"O governo sérvio está pronto para conversações sobre o estatuto do Kosovo e os problemas que tornam difícil a vida diária dos cidadãos da nossa província meridional", afirmou o primeiro ministro sérvio.

"Pedimos uma solução justa que garanta uma paz duradoura e estabilidade para a região e acreditamos que tal solução só pode ser encontrada mediante um diálogo sincero e aberto", reforçou.

Para Mirko Cvetkovic, "a Sérvia vai resolver os problemas no Kosovo através de meios pacíficos e diplomáticos".

Lusa
 

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Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
« Responder #353 em: Julho 22, 2010, 06:42:48 pm »
Declaração de independência do Kosovo 'não é ilegal' para o TIJ


A declaração unilateral de independência da antiga província sérvia do Kosovo não colide com nenhuma lei internacional, deliberou esta quinta-feira o Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas, em Haia.

O Tribunal Internacional de Justiça de Haia decidiu que a declaração unilateral de independência do Kosovo não viola as leis internacionais, ao contrário do que argumenta a Sérvia. O veredicto, não vinculativo, foi divulgado esta quinta-feira em Haia, na Holanda.

O juiz-presidente Hisashi Owada sustentou que a lei internacional «não contém qualquer proibição aplicável» relativa à declaração kosovar, proferida a 17 de Fevereiro de 2008.

O Kosovo, antiga província sérvia de maioria albanesa (apesar de ter contado, até meio do século XX, com uma maioria sérvia), era desde 1999 um protectorado internacional, depois da guerra lançada pela guerrilha albanesa contra as autoridades de Belgrado. A intervenção da NATO foi decisiva para a derrota das forças sérvias.

Ainda hoje, o território é palco de confrontos violentos entre albaneses e a minoria sérvia, concentrada a norte do rio Ibar.

Para além da Sérvia, também a China, Rússia, Espanha, Índia, Grécia, Roménia e a vizinha Bósnia, entre outras nações, não reconhecem a independência do Kosovo. A questão divide aliados da NATO e da União Europeia.

A 7 de Outubro de 2008, Portugal reconheceu formalmente a independência do país balcânico de 2 milhões de habitantes, um dos mais pobres da Europa, frequentemente referido como uma base logística de redes criminosas internacionais.

SOL
 

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Lusitano89

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Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
« Responder #354 em: Julho 23, 2010, 05:23:47 pm »
Madrid vai continuar a não reconhecer independência do Kosovo


O Governo de Espanha anunciou hoje que não alterou a sua posição sobre o Kosovo e vai continuar a não reconhecer a independência do território.

"Mantemos a nossa posição de não reconhecer (a independência do Kosovo) e continuamos a apelar para o diálogo e para um acordo entre as partes", afirmou em conferência de imprensa Maria Teresa de La Vega, "número dois" do Executivo de Madrid.

A Espanha, confrontada com tentações independentistas no País Basco e Catalunha, inclui-se entre os cinco Estados-membros da União Europeia (UE), com Eslováquia, Roménia, Grécia e Chipre, que não reconheceram a independência do Kosovo, autoproclamada em 17 de Fevereiro de 2008.

Após considerar "irrealista comparar a Espanha aos Balcãs", De La Vega precisou que a posição de Madrid se baseia na resolução 1244 do Conselho de Segurança da ONU sobre o Kosovo, aprovada em Julho de 1999, e que prevê "o respeito da soberania e integridade territorial" da ex-Jugoslávia, e de onde provém a Sérvia.

A reacção do Governo espanhol surgiu um dia após o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) da ONU ter emitido um parecer onde considera que a declaração unilateral de independência do Kosovo não viola a lei internacional "por não existirem provimentos em vigor que limitem as declarações de independência".

Na deliberação, a instância judicial precisou contudo que não se pronuncia sobre o direito à autodeterminação ou secessão.

Também hoje, o Ministério dos Negócios Estrangeiros romeno disse em comunicado que vai manter a posição "de não reconhecer o Kosovo enquanto Estado".

Após reiterar o seu "respeito constante e profundo face ao direito internacional (...) e ao TIJ", Bucareste considerou que a instância judicial da ONU apenas se pronunciou "sobre a legalidade da declaração da independência e não sobre as suas consequências jurídicas", relacionadas "com a criação de um novo e presumível Estado".

Em Chipre, o Ministério dos Negócios Estrangeiros emitiu ainda um comunicado em que refere a "posição de princípio sobre a questão do Kosovo e reafirma a resoluta posição de respeito sobre a soberania e integridade territorial da Sérvia, que incluiu a província do Kosovo e Metohija".

Lusa
 

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Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
« Responder #355 em: Agosto 01, 2010, 06:55:03 pm »
A independência do Kosovo
Alexandre Reis Rodrigues
 

Finalmente, quase dois anos depois, chegou a resposta ao pedido da Sérvia à ONU para que o Tribunal Internacional de Justiça se pronunciasse sobre se «a declaração unilateral de independência pelas instituições provisórias de autogovernação do Kosovo está de acordo com o Direito Internacional».

Numa votação de 10 votos a favor e quatro contra, o Tribunal emitiu o parecer, não vinculativo para a ONU, de que a declaração era legal à luz do direito internacional. É uma resposta directa à questão posta pelo Estado sérvio; no entanto, não encerra o assunto. O acesso à independência pressupõe que no seguimento da declaração venha o reconhecimento formal da situação por outros países; terão que ser, pelo menos dois terços do número actual de membros da ONU. Presentemente, são apenas 69 os que se pronunciaram favoravelmente; enquanto este número não atingir o nível dos 128, o Kosovo não será reconhecido, pelas Nações Unidas, como país independente e soberano.

O assunto será sempre polémico porque, ao contrário dos seis países que se tornaram independentes na sequência do desmembramento da antiga República da Jugoslávia, o Kosovo era apenas uma província da Sérvia; não era um país membro da Federação. A Resolução 1244 do Conselho de Segurança, de 10 de Junho de 1999, que autorizou uma presença civil e de segurança sob a égide das Nações Unidas para pôr fim à tragédia humana por que estava passar o Kosovo, confinou as acções a tomar à observação dos princípios de soberania e integridade territorial.

Na falta de um entendimento entre as partes (Sérvia e representantes do Kosovo) e com as opiniões muito divididas é duvidoso que a deliberação do Tribunal venha a ajudar a evitar que o “problema” do Kosovo se eternize, como vários outros com que o mundo se debate hoje.

O Parlamento sérvio já adoptou uma resolução que recusa em definitivo a possibilidade de algum dia reconhecer a independência da antiga província. A Rússia insiste que a decisão não chega para dar base legal à independência. Os EUA, que sempre estiveram na linha da frente da defesa da independência, continuam a defender que o Kosovo representa uma situação única que não abre precedente para outros movimentos separatistas reclamarem também o direito a independência. No entanto, a argumentação usada em defesa desta posição, como aliás na das outras, não prima pela coerência. Basta lembrar, por exemplo, o encorajamento que a Rússia deu às duas províncias separatistas da Geórgia (Ossétia do Sul e Abkázia) e o aproveitamento que fez do precedente do Kosovo para apoiar a sua independência.

As opiniões vão certamente continuar divididas, mesmo no âmbito da União Europeia, entre os que encaram a declaração de independência como o desfecho esperado da tragédia humana por que os Kosovares passaram, admitindo uma espécie de “justa causa”, e os cinco Estados-membros que estão contra essa conclusão (Espanha, Grécia, Chipre, Eslovénia e Roménia). Compreende-se o receio de que o reconhecimento de uma entidade separatista contra a vontade do poder central constitua um precedente que fragiliza a situação dos que têm movimentos separatistas dentro das suas fronteiras.

Curiosamente, esta situação não impediu Catherine Ashton de dar por bem-vinda a deliberação do Tribunal e afirmar que tanto a Sérvia como o Kosovo «têm o seu futuro na UE». A Europa tem confiado que a atracção de uma próxima admissão vai moderar a postura das partes e, em especial, da Sérvia que quer evitar o regresso ao isolamento internacional por que passou durante a crise dos Balcãs. Estranha-se, no entanto, que a postura dos cinco membros atrás referidos não tenha sugerido à Alta Representante a necessidade de uma maior contenção na formulação das hipóteses de adesão da Sérvia e do Kosovo, apresentadas como algo de garantido.

Ora esse desfecho ainda está muito distante. Para a Sérvia fala-se em 2020; para o Kosovo não se fala em qualquer data porque os Kosovares ainda nem sequer conseguiram demonstrar que conseguem construir um país viável, capaz de vencer a luta contra a corrupção e criminalidade e de gerar alguma esperança, quer quanto às expectativas de emprego (90% dos jovens com menos de 25 anos não conseguem ocupação), quer quanto às condições de vida. Aparentemente, este aspecto não tem interessado grandemente aos EUA, os principais animadores da independência do país, mas terá que preocupar a Europa, a quem cabe, em primeira instância lidar com a situação.

É verdade que, contra as previsões de muitos, a declaração unilateral de independência não provocou a faísca que se receava, quer por parte de reacções excessivas da Sérvia ou da Rússia, quer pela “reabertura da caixa de Pandora” dos Balcãs, particularmente no frágil arranjo da situação na Bósnia-Herzegovina. No entanto, seja qual for a interpretação dada à deliberação do Tribunal, esta reduziu drasticamente as esperanças que Belgrado tinha em solucionar o assunto pela via diplomática. Estamos, portanto, perante um desenvolvimento político que vai envolver a Europa num problema de grande complexidade e riscos acumulados e que vai perdurar por muitos anos.

Jornal Defesa
 

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Lusitano89

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Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
« Responder #356 em: Agosto 02, 2010, 09:15:15 pm »
Kosovo pede nova resolução da ONU sobre estatuto


O Kosovo pediu hoje à ONU para substituir a atual resolução sobre o seu estatuto por um outro texto que permita à ex-província sérvia aderir à organização mundial, anunciou o ministro kosovar dos Negócios Estrangeiros.

“O objetivo último (do Kosovo) é tornar-se membro das Nações Unidas”, declarou o chefe da diplomacia kosovar, Skender Hyseni, durante uma reunião em Nova Iorque com o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, e de acordo com um comunicado.

Os líderes albaneses do Kosovo autoproclamaram a independência do território em 17 de fevereiro de 2008 e foram reconhecidos até ao momento por 69 países, incluindo os Estados Unidos e 22 dos 27 Estados-membros da União Europeia (UE).

Portugal legitimou a independência kosovar em 7 de outubro de 2008.

Hyseni solicitou que a resolução 1244 – que em 1999 legitimou a administração local da ONU (Unmik) na província secessionista sérvia com larga maioria de população albanesa – seja substituída por outro texto, após a recente deliberação do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ).

Esta instância judicial da ONU emitiu em 22 de julho um parecer consultivo onde considerou que a declaração unilateral de independência do Kosovo não viola a lei internacional, “por não existirem provimentos em vigor que limitem as declarações de independência”.

Na deliberação, a instância judicial precisou, contudo, que não se pronuncia sobre o direito à autodeterminação ou secessão.

Lusa
 

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Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
« Responder #357 em: Agosto 26, 2010, 07:15:33 pm »
MNE alemão exorta Belgrado a aceitar independência do Kosovo


O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Guido Westerwelle, pediu hoje aos líderes da Sérvia para “enfrentarem a realidade” e reconhecerem a independência do Kosovo.

“O Kosovo independente é uma realidade e a opinião do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) confirmou-o sem ambiguidades”, disse o ministro alemão durante uma conferência para estudantes na universidade de Belgrado.

Em 22 de julho, o TIJ da ONU emitiu um parecer não vinculativo onde refere que a declaração unilateral de independência do Kosovo não viola a lei internacional “por não existirem provimentos em vigor que limitem as declarações de independência”.

Na deliberação, a instância judicial precisou contudo que não se pronuncia sobre o direito à autodeterminação ou secessão.

Westerwelle, que iniciou quarta feira em Zagreb um périplo balcânico que termina sexta feira em Pristina, capital do Kosovo, pediu à liderança sérvia para “enfrentar a realidade” e disponibilizarem-se para um diálogo com os líderes albaneses do Kosovo, mediado pela União Europeia (UE) e não pela ONU.

Na sua alocução, o ministro alemão aconselhou ainda Belgrado a prescindir de eventuais trocas territoriais. “O mapa geográfico do sudeste da Europa está traçado e terminado”, sentenciou.

Após aludir à possibilidade de “conversações diretas” entre Belgrado e Pristina, Westerwelle voltou a insistir que o diálogo “deve decorrer em Bruxelas e não em Nova Iorque”.

O Governo sérvio prepara-se para apresentar uma nova resolução sobre o Kosovo na assembleia-geral da ONU, que deverá ser debatida a 9 de setembro e na qual se apela à rejeição da “independência unilateral do Kosovo”.

Os media sérvios têm-se referido a intensas pressões sobre Belgrado por parte das potências ocidentais que apadrinharam a independência da ex-província sérvia, declarada em fevereiro de 2008, para que seja alterado o conteúdo da resolução que vai ser debatida no fórum das Nações Unidas.

Caso Belgrado insista nas suas posições, referem diversos observadores, poderá ficar comprometido o seu processo de aproximação à UE.

A independência unilateral do Kosovo foi reconhecida até ao momento por 69 países, incluindo os Estados Unidos e por 22 dos 27 Estados-membros da UE. Portugal optou pelo reconhecimento em outubro de 2008.

Entre os países que apoiam a posição de Belgrado incluem-se a Rússia e a China, dois membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

Lusa
 

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Chico Xavier

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Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
« Responder #358 em: Agosto 26, 2010, 08:33:08 pm »
Quem esteve por detrás da  dissolução da Jugoslávia foi a Alemanha e este comunicado é mais uma prova desse ataque à Sérvia.
 

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Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
« Responder #359 em: Agosto 27, 2010, 04:40:54 pm »
é nostálgia dos bons velhos tempos do Ante Pavelic...

"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas