@dc, transferindo a discussão sobre o rácio pilotos/aviões do tópicos da substituição das VdG para aqui…
Continuas a não perceber que aqui ninguém (nem o Lampuka, acho) põe em causa a superioridade tecnológica do F-35, nem que, num mundo ideal, i.e., pré-2020, seria essa a solução mais adequada para a FAP. O que teimas em não querer entender é que esse raciocino é completamente ultrapassado pela situação geopolítica atual e que essa solução é inviável politicamente no curto e médio prazos. Quanto mais depressa aceitares essa realidade, menos vai doer, vais ver…
Quanto à questão do rácio de pilotos, espero que nunca ninguém te peça para fazeres planeamento estratégico ou comercial de uma empresa… então queres planear em função dos recursos existentes, em vez dos requisitos futuros? Imagina que és uma empresa que quer entrar num novo mercado e tens duas opções: a) fazes os investimentos necessários em recursos humanos e materiais; b) usas o que tens em armazém e rezas para conseguir vender o novo produto, mesmo que não seja ideal. Se alguém escolher a opção B deve ser despedido imediatamente por justa causa… voltando ao caso das FA, as FA NATO ex-EUA passaram os últimos 35 anos a colher os tais “dividendos da paz”. Mesmo os EUA não investiram como deviam em reservas de guerra, preferiram desenvolver brinquedos novos e caros, e agora estão no berbicacho que estão no Irão. A situação mudou e agora as FA, i.e., as empresas, estão a preparar-se para a nova realidade comercial, i.e., a perspetiva de guerra com a Rússia, e começaram a fazer os investimentos necessários, incluindo comprando aviões de combate e aumentando o número de pilotos. A FAP, como todas as outras forças aéreas, tem que definir as missões a executar em caso de guerra total, i.e., worst case scenario, ver quantos aviões são necessários e quais os tipos (e isso inclui as taxas de disponibilidade previstas, como é óbvio) e quantos pilotos são necessários (sabendo que o rácio tem que ser entre 1.3 e 1.5 no caso de caças). A partir daí tem que definir um plano de aumento de efetivos e formação e o governo, i.e., a gestão da empresa, tem que fornecer os recurso financeiros e logísticos necessários.