Na verdade o kc-390 no inicio do desenvolvimento era para ser uma aeronave lowcost para países com orçamento baixos e depois é que evoluiu para um avião superior ao Hércules.
Errado. A ideia do KC sempre foi a de ter ligeiramente mais capacidade de carga do C-130. Não houve em momento algum uma mudança de planos ou evolução do projecto.
Houve sim um aproveitamento da Embraer, em que fazia publicidade a custos baixíssimos (tipo metade do preço do A-400), mas depois cobrou muito mais a Portugal, sem aviso prévio durante o programa acerca do aumento do preço - preço este que se aproximou demasiado do A-400.
Quanto a ser superior ao C-130, isso só é em parte verdade. O C-130 é melhor a operar em pistas curtas e pistas semi-preparadas. O C-130 ao ter 4 motores tem mais resiliência em caso de algum deles ficar inoperacional.
De resto, era de esperar que o KC fosse superior ao C-130, tratando-se de um projecto muito mais recente. E praticamente ninguém defendia a compra do C-130, mas sim do A-400 (ou idealmente o binómio KC/A-400).
NOP, no inicio do projecto a Embraer queria criar o avião apartir do seu maior modelo o Embraer 190 e isso depois não foi para a frente.
Rapaz, na altura em que a Embraer falava de preços a rondar os 60M por unidade, já se sabia como é que seria o avião, já o avião tinha feito o primeiro voo:
https://pplware.sapo.pt/informacao/portugal-tem-novo-aviao-kc-390-que-custa-59-milhoes-de-euros/O conceito inicial, baseado no E190, antecede a qualquer conceito de preço aqui aplicado e falado. Era apenas um estudo, antes sequer de ser dado o nome oficial de C-390.
Desde 2006 que já se sabia que o avião ia ser comparável ao C-130.
10 anos depois disso, ainda se dizia que seria muito mais barato que a concorrência. Em 2016 custaria 60M, em 2019 o seu preço já estava nos 100+M.
Quando Portugal entrou no programa, e durante todo o seu desenvolvimento, o custo unitário era dado como a rondar 60M, tendo no máximo chegado a estimativas de 80M (de dólares).
Os factos são estes. O "preço mais baixo que o do C-130J e muito mais baixo que o do A-400M" foi sempre usado como selling point até 2019 pelo menos.
Hoje, apesar desse mito continuar a circular na internet, a estratégia de marketing agora assenta mais nos custos de operação mais baixos que a concorrência (pelo menos para os quadrimotor a hélice), aí sim, já é verdade.
Aliás, creio que foi este o critério que fez a Holanda escolher o avião em vez do C-130J, e sabendo que não precisavam do A-400M por fazerem parte do consórcio SAC com C-17.