Nada de novo apenas acrescentar se a trupe circense da le pen e companhia chegam ao poder em 2027 se aliam com os seus financiadores? Pois é... Ou rafale não faz actualizações de software? O f 35 é um risco grande mas é preciso pensar em todas as variáveis.
O mesmo pode acontecer coma Alemanha e o AfP. Como disse o CdM não há solução perfeita. Terá que ser a menos má.
E no meio disso, esquecem-se daquele que é o factor mais importante:
-Os eurocanards já são limitadas para os dias de hoje. Agora imaginem optar por um destes (como o artigo aponta), novos, e terem que aguentar até 2060/70.
Ou seja, se é um
risco optar por F-35 por questões de "dependência" caso haja um presidente americano como o Laranja, e que isto pode colocar em causa a operacionalidade da FAP em caso de conflito, a obsolescência dos Eurocanards não é apenas um risco, é uma
garantia.
Pior, é que os Eurocanards não funcionam como opção "low-cost", porque custam o mesmo que o F-35.
Das opções actuais, o F-35 é a que representa, menor risco, ironicamente.
De longe o meu favorito...
Já me dava por contente com 12 a 14 T2 actualizados usados, de imediato, para complementar os F16, que seriam "esticados" até 2035.
E uma esquadra de T5 novos nessa altura.
Já daria alguma margem de manobra para "poupar" os F16, aumentando significativamente as capacidades da FAP no curto prazo.
Em 2035 teríamos um Top europeu.
E entretanto decidiamos o que fazer relativamente ao F-35 e ao G6.
Como sempre defendi, não concordo com uma frota única de F35's, por isso considero que o EF T5 seria o ideal para o complementar ou, em caso de não virem, levar-nos até ao G6.
E dinheiro para isso tudo?
Comprar T2 e modernizá-los, custaria facilmente 2500M. Comprar Typhoon T5 novos custaria pelo menos 4000M. Depois comprar F-35 ou 6G, mesmo que apenas 16 aeronaves, outros 4000M (mínimo), com os 6G a poderem custar praticamente o dobro do F-35.
Fora custos de sustentação de 2 frotas caras.
Essa ideia é uma fantasia. Não existe qualquer benefício operacional de operar 2 modelos hi-low, em que o low custa o mesmo que o high, e não existe qualquer razão para estourar tanto dinheiro em Typhoon T5 novos, e depois sonhar que vai sobrar verba para os 6G.
A solução óbvia neste momento mantém-se: esperar mais uns 3 anos para tomar a decisão, e evitar o risco de sermos pressionados a adquirir um eurocanard obsoleto e caro.
Depois, se tudo correr bem, comprar o F-35, e para não colocar os ovos todos no mesmo cesto, aproveitar para entrar num programa de drones Loyal Wingman totalmente europeus e que possam ser integrados com os F-35.
Simples.