Tendo em conta que há 10 anos ninguém imaginava uma guerra na Europa, uma corrida ao armamento desenfreada, e diversos focos de conflito por esse mundo fora... acho imprudente achar que de hoje até 2050 a FAP só vai fazer QRAs e outras missões regulares.
Se usarmos isso como premissa, então mais vale poupar dinheiro, não comprar um 4.5G novo que custaria o mesmo que F-35, e ficarmos reduzidos a uma variante de combate de um jacto de treino avançado, que hoje em dia até radar AESA têm.
Para contextualizar, as Filipinas comprou em 2025 um lote adicional de 12 FA-50, por 700M de dólares.
Se é para serviços mínimos, uns FA-50 Block 70 cumprem o serviço, por metade do preço dos 4.5G normais.
Se é para uma solução "tier 2" abaixo do F-35, mas que não compromete na sobrevivabilidade, e que pode permitir participação nacional, tens o KF-21 ou o Kaan, que supostamente também seriam mais baratos de adquirir que os 4.5G. O Kaan deverá pecar por custos de operação comparáveis ao F-15.
A conclusão é a mesma, 4.5G novos não compensam. Vais tar a pagar "F-35 money" por algo menos capaz.
Se queres fazer como tu dizes, operar um caça mais barato, mas que "cumpre", e adiar a compra de um 6G só para a década de 50, então a solução KF-21 enche as medidas todas:
-abertura para participação industrial;
-4.5++ com maior sobrevivabilidade que os 4.5G que conhecemos;
-integração gradual de armamento europeu;
-custos de operação teoricamente inferiores ao F-35;
-se os custos dos 6G se tornarem proibitivos, opção de compra da versão mais avançada do KF-21 que houver na altura (Block III ou EX ou o que seja).