20 F-35 em termos de NATO capability requirements faz sentido:
1 Esquadra de Caça 4.5/5ª geração (QRA + Expeditionary)
Capaz de Air Policing nacional e Báltico
Capaz de 1 destacamento expedicionário (6 aeronaves)
Capaz de sustentar operações por 6 meses
Fonte: NATO Air Policing + declarações do MDN sobre substituição F‑16.
Ou seja uma esquadra para o TN: 10 a 12 +2 reserva + 2 treino + 4 a 6 para destacamento aéreo = 20, a quantia mínima de caças.
Interessante será saber quanto tempo e com quantos F-16 haverá uma segunda esquadra? A FAP operará os F-35 apenas, e uma segunda esquadra cada vez menor com F-16 até se comprar um 6G? Haverá outro modelo de caça pelo meio: 4,5G (novo ou usado) , caça ligeiro/ treino avançado, algum modelo usado? 8 a 10 F-16V usados, ou mais 8 a 10 F-35 para completar uma segunda esquadra? Ou UAVs loyal wingman ?
Como as células do F-16 estão no limite, a FAP precisa urgentemente de um avião de transição para não "derreter" as horas de voo dos caros F-35 em missões de treino ou policiamento básico.
Apostar num Jato Ligeiro, com a compra de aviões como o Leonardo M-346 Master ou o KAI T-50 Golden Eagle faz muito sentido.
São aviões novos, com células para 30 ou 40 anos, que podem fazer o policiamento aéreo do dia-a-dia e treinar pilotos, deixando os F-35 guardados para missões de alta complexidade.
F-35 em duas fases (Batch 1 e Batch 2)
Em vez de comprar 8-10 F-16V usados (que também estariam desgastados), a estratégia mais lógica para Portugal é:
Fase 1: Comprar 14-20 F-35 para substituir a primeira esquadra de F-16.
Fase 2: Poucos anos depois, adquirir mais 8-14 F-35 para substituir a segunda esquadra, uniformizando a frota.
O papel dos Drones (Loyal Wingman)
A segunda esquadra pode não ser composta por 12 aviões tripulados, mas sim por 4 F-35 comandando 12 a 16 drones de combate. Isto resolveria o problema das células velhas sem a necessidade de comprar dezenas de caças tripulados caríssimos.
Em resumo: Manter o F-16 até ao 6G (2045+) é quase impossível devido à fadiga do metal. A FAP será forçada a escolher entre uma frota total de F-35 ou um mix de F-35 com um caça ligeiro de treino/ataque.
Faz sentido para este cenário de uma frota única de F-35 complementada por drones de combate, ou a FAP tentará manter o F-16 a "soro" o máximo de tempo possível?
Qual o cenário mais provável?