Sudão - Darfur

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ricardo_m

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Sudão - Darfur
« em: Abril 18, 2007, 05:37:44 pm »
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Aviões sudaneses com cores da ONU bombardeiam Darfur
O governo sudanês utiliza aviões que ostentam fraudulentamente as cores da ONU para bombardeamentos no Darfur, relata hoje o New York Times, citando um relatório confidencial das Nações Unidas.

O Sudão é igualmente acusado de violações das resoluções da ONU por transportar armas por via aérea nesta região do ocidente do país, segundo a mesma fonte.

Fotografias mostram um avião militar sudanês cujas cores nacionais foram substituídas pelas da ONU (UN em inglês) nas asas, segundo o New York Times.

De acordo com o jornal, este e outros aviões foram utilizados para bombardear algumas localidades e para transportar carga para o Darfur, onde a violência provocou uma crise humanitária.

O relatório da ONU acrescenta que os rebeldes do Darfur também são culpados de violação das resoluções da ONU e das regras humanitárias. O texto recomenda um reforço do embargo de armas com destino ao Sudão.

A ONU e a União africana (UA) terminaram terça-feira em Nova York dois dias de debates sobre o Darfur com pressões sobre o Sudão para permitir a instalação imediata de 3 mil elementos da ONU na sua província.

Uma guerra civil opõe desde há quatros anos no Darfuur rebeldes saídos das populações negras locais a milícias árabes (Janjawids) apoiadas pelo exército sudanês.

A guerra e as suas consequências provocaram 200 mil mortos e dois milhões de deslocados, segundo números das Nações Unidas, contestados pelo Sudão, que fala apenas de 9 mil mortos.

Diário Digital / Lusa


Fonte

Noticia original do NY Times com fotos das mencionadas aeronaves:

http://www.nytimes.com/2007/04/18/world/africa/18sudan.html?_r=2&oref=slogin&oref=slogin

No minimo chocante...
 

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ricardo_m

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« Responder #1 em: Abril 18, 2007, 05:44:49 pm »
Entretanto encontrei o seguinte:

http://www.ab-ix.co.uk/Updates.pdf - Soviet Transports 2004 updated till 01jan05 (procurar pelo An-26 nº. 26563!!!)

relatorio da ONU - o dito An-26 nº. 26563 aparece na pagina 52...
 

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ricardo_m

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« Responder #2 em: Abril 22, 2007, 10:35:11 am »
Para reflectir:

É curioso que o tópico de Olivença continue a motivar discussão... e que um genocídio em curso seja alvo de desinteresse...
 

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Luso

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« Responder #3 em: Abril 22, 2007, 11:22:23 am »
Citação de: "ricardo_m"
Para reflectir:

É curioso que o tópico de Olivença continue a motivar discussão... e que um genocídio em curso seja alvo de desinteresse...


É natural que num forum português sobre defesa se fale sobre Olivença, nem faria sentido ser de outra maneira.

Mas tem razão num especto. O silêncio em relação em Darfur resulta da conivência entre imprensa (marxista) e os seus aliados, os islamo-fascistas. Não há aqui dúvidas sobre essa ponto.
Por esses lados, Portugal já fez muito, no século XVI, ao salvar a Etiópia cristã dos muçulmanos.  
Mas pode começar a fazer ao limpara a casa da escória que a destrói, cada vez mais depressa e descaramente.
Lamento Darfur mas as coisas aqui...bem as coisas aqui... pode ser que um dia descambem.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Von Einsamkeit

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« Responder #4 em: Abril 23, 2007, 10:15:52 pm »
Porque os Islamicos sao Fascistas?

Eles pregam o corporativismo? O Militarismo?

Ha que se usar bem a palavra, sem ofenças

 :)
Ele é um soldado unido,
Quer na paz ou quer no perigo,
O seu lema é avançar.
Respeita o seu comandante,
Gritando sempre: Avante!
Por SALAZAR! SALAZAR!
 

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Luso

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« Responder #5 em: Abril 23, 2007, 11:15:26 pm »
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Porque os Islamicos sao Fascistas?

Eles pregam o corporativismo? O Militarismo?

Ha que se usar bem a palavra, sem ofenças


O militarismo, sem dúvidas. Quanto ao resto... provavelmente!

do Abrupto (uma das referência da blogosfera lusitana)

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21.4.07 09:02 (JPP)

DAQUI A UNS ANOS, NA EUROPA, SERA' QUE SERA' ASSIM?

Nao se pode comer carne de porco. Nao se pode comer invertebrados. Logo nao se pode comer marisco. Nao se pode comer carne com sangue. Nao se pode comer carne que saiba a alguma coisa. Nao se pode comer animais sem cascos. Pode-se comer girafa. Nao se pode comer passaros a nao ser algumas excepc.oes veementemente discutidas. Nao se pode comer na mesma refeic.ao leite ou manteiga e carne. Se se comer carne so se pode beber leite a nao ser seis horas depois pelo menos. Existe tambem um grande debate sobre se sao seis horas ou mais. Etc., etc. Podem-se comer gafanhotos, mas nem todos os tipos.


- Pelo rojão, contra o Islão!
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Von Einsamkeit

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« Responder #6 em: Abril 24, 2007, 06:59:27 am »
Só reafirmo, se Europa chegar a este ponto, a culpa é toda dos vossos governos
Ele é um soldado unido,
Quer na paz ou quer no perigo,
O seu lema é avançar.
Respeita o seu comandante,
Gritando sempre: Avante!
Por SALAZAR! SALAZAR!
 

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André

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« Responder #7 em: Agosto 04, 2007, 08:08:41 pm »
Rebeldes do Darfur reunidos na Tanzânia

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Facções rebeldes envolvidas no conflito na região sudanesa do Darfur contra Cartum estão reunidas a partir de hoje na cidade de Arusha, na Tanzânia, para tentar unificar posições.
O encontro decorre sobre os auspícios das Nações Unidas e da União Africana e foi combinado em Julho ultimo em Tripoli.

O objectivo do encontro, que se prolonga até domingo, é limar as diferenças entre os distintos grupos, todos em luta contra o governo sudanês, para se poderem apresentar com uma posição unificada nas futuras negociações com o governo de Cartum.

O encontro é a última etapa das pré-negociações de paz com Cartum apesar das ausências de alguns grupos, nomeadamente do Movimento pela Libertação do Sudão (SLM).

O líder do SLM, Addelwahid Mohammed Nur, decidiu boicotar a reunião de Arusha, alegando que um cessar-fogo deveria ser uma condição prévia para qualquer eventual diálogo com Cartum.

Quando o conflito começou em Fevereiro de 2003, as forças rebeldes que se levantaram para protestar contra a pobreza e a marginalização da zona foram o SLM e o Movimento de Justiça e Igualdade, uma facção do SLM.

Desde então as forças rebeldes entraram num processo de fraccionamento, até chegar a uma dúzia, para o qual contribuiu o frustrado acordo de paz de Abuya, na Nigéria, assinado por uma única facção em Julho do ano passado.

Na última terça-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou o destacamento de uma força de paz mista da ONU e da UA com 26 mil soldados.

A decisão do conselho de Segurança foi aceite pelo governo sudanês um dia depois.

O conflito do Darfur, que envolve grupos rebeldes de etnia africana e milícias árabes apoiadas pelo governo de Cartum, já provocou mais de 200 mil mortos desde 2003.

Diário Digital / Lusa

 

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André

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« Responder #8 em: Agosto 04, 2007, 10:43:38 pm »
Portugal «regozija-se» com envio capacetes azuis para o Darfur

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Portugal, que preside à União europeia este semestre, saudou a resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a instalação de uma força híbrida da ONU/União africana no Darfour.

«Regozijamo-nos por esta decisão ter sido tomada pelas Nações Unidas. Ela era esperada há muito tempo», declarou a porta-voz da presidência portuguesa da UE, Clara Borja.

O Conselho de Segurança da ONU adoptou hoje a instalação de uma força da ONU/UA na província sudanesa do Darfour, teatro de um sangrento conflito entre o poder central e os movimentos rebeldes. Esta força híbrida da ONU/UA, baptizada Unamid, será constituída por cerca de 26 mil soldados e policias.

Interrogada sobre uma eventual participação da UE nesta força, a responsável portuguesa respondeu que de momento não estava decidida nenhuma participação ao nível europeu.

«Isso poderá ser eventualmente feito ao nível dos Estados membros», explicou.

Vários países europeus já manifestaram a sua disponibilidade para contribuir para esta futura força militar. A única excepção foi a Alemanha, cujo porta-voz governamental anunciou que para Berlim a prioridade é o Afeganistão e o Kosovo.

No entanto, o Alto Representante da UE para a política Externa, Javier Solana, disse hoje em Manila que a UE encarava a hipótese de contribuir para esta força internacional.

Diário Digital / Lusa

 

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Get_It

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« Responder #9 em: Agosto 04, 2007, 10:56:10 pm »
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regozijar, v. tr. causar regozijo a; alegrar muito.
regozijo, s. m. grande alegria; contentamento.

Até tive de ir ao dicionário ver essa palavra. :?

Citação de: "Diário Digital / Lusa"
Vários países europeus já manifestaram a sua disponibilidade para contribuir para esta futura força militar. A única excepção foi a Alemanha, cujo porta-voz governamental anunciou que para Berlim a prioridade é o Afeganistão e o Kosovo.

Portugal estará incluido nesses vários países? É que pessoalmente acho que deviamos fazer que nem a Alemanha - as nossas prioridades deveriam ficar-se pelo Kosovo, Afeganistão, e Líbano. E já chega por esta temporada.

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #10 em: Agosto 05, 2007, 12:18:17 am »
Não sabias o significado da palavra "regozija-se"? O ensino em Portugal está pior do que eu pensava.

Não estou a ver Portugal a mandar um contigente para lá, no máximo dos máximos uns médicos e umas enfermeiras como fizemos no Afeganistão.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Jorge Pereira

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« Responder #11 em: Agosto 05, 2007, 12:37:12 am »
Citação de: "Get_It"
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regozijar, v. tr. causar regozijo a; alegrar muito.
regozijo, s. m. grande alegria; contentamento.

Até tive de ir ao dicionário ver essa palavra. :?

Citação de: "Diário Digital / Lusa"
Vários países europeus já manifestaram a sua disponibilidade para contribuir para esta futura força militar. A única excepção foi a Alemanha, cujo porta-voz governamental anunciou que para Berlim a prioridade é o Afeganistão e o Kosovo.
Portugal estará incluido nesses vários países? É que pessoalmente acho que deviamos fazer que nem a Alemanha - as nossas prioridades deveriam ficar-se pelo Kosovo, Afeganistão, e Líbano. E já chega por esta temporada.

Cumprimentos,


Eu sou da opinião de que Portugal deveria estar presente no Darfur e “em força”.

Retirem-se as tropas do Kosovo e do Líbano.

África para Portugal deve ser uma espécie de “Destino Manifesto”, para além do que aquilo que se passa no Darfur é uma tragédia dantesca e uma vergonha para toda a humanidade em geral, e para o mundo ocidental em Particular.

Ontem era tarde!
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

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Cabecinhas

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« Responder #12 em: Agosto 05, 2007, 12:41:13 am »
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África para Portugal deve ser uma espécie de “Destino Manifesto”, para além do que aquilo que se passa em Darfur é uma tragédia dantesca e uma vergonha para toda a humanidade em geral, e para o mundo ocidental em Particular.


Por acaso estou de acordo, além que sempre Portugal vincava mais o seu interesse em África como sempre fez. No passado recente o que representa, o médio Oriente para Portugal, estou a falar do Iraque, a não ser ajudar os EUA. O que representa o Afeganistão para Portugal? O Kosovo ainda vá que não vá porque se refere à Europa.
Deixava-se as tropas, GNR em Timor Leste e o resto seria transferido para o Darfur.
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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Jorge Pereira

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« Responder #13 em: Agosto 05, 2007, 01:06:33 am »
Citação de: "Cabecinhas"
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África para Portugal deve ser uma espécie de “Destino Manifesto”, para além do que aquilo que se passa em Darfur é uma tragédia dantesca e uma vergonha para toda a humanidade em geral, e para o mundo ocidental em Particular.

Por acaso estou de acordo, além que sempre Portugal vincava mais o seu interesse em África como sempre fez. No passado recente o que representa, o médio Oriente para Portugal, estou a falar do Iraque, a não ser ajudar os EUA. O que representa o Afeganistão para Portugal? O Kosovo ainda vá que não vá porque se refere à Europa.
Deixava-se as tropas, GNR em Timor Leste e o resto seria transferido para o Darfur.


O Kosovo está estabilizado, e mesmo que alguma incerteza advenha com a questão da futura independência, outras potências estão mais perto para controlar essa zona.

O Afeganistão é também uma responsabilidade portuguesa. Lá joga-se em parte o futuro da guerra contra o terrorismo. Uma derrota lá, e acabamos por ter de combater o terrorismo nas nossas cidades.
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






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Cabecinhas

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« Responder #14 em: Agosto 05, 2007, 01:12:30 am »
Mas politica estrangeira portuguesa passa por África e uma forte presença nesse continente traria mais frutos de certeza para Portugal que o Afeganistão, antes do terrorismo Islamico chegar a Portugal ainda tem que passar por muito lado primeiro.
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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