A questão é que em termos das capacidades que as respectivas classes oferecem, fazia mais sentido manter as 2 BD como navios de segunda linha. Além de possuírem VLS com ESSM Block II, e Harpoon modernizados, as VdG ao que parece não terão nada disso. Além do canhão de 76mm ser superior ao de 100mm, e era um calibre em comum com as FREMM.
Se o MLU das VdG fosse mais robusto e alargado aos 3 navios, com a troca do canhão por um de 76mm, troca do Mk-29 por Mk-41 com ESSM, e modernização dos Harpoon, a somar ao que já está planeado, aí sim, fazia mais sentido manter as VdG...
Neste caso, a venda das BD permitia pagar um upgrade mais robusto às 3, ou pelo menos 2 delas.
Concordo, até porque as BD podem levar um sonar rebocado… apenas estou a dizer que pode ser esse o raciocínio da Marinha. Não faz sentido acabar os MLU dos dois navios em 2029 e vende-los de seguida… mas já vi coisas mais estranhas acontecerem…
Ainda por cima, colocaríamos as ditas fragatas à venda, na mesma altura que os holandeses e belgas devem colocar as suas M, os noruegueses as suas Nansen,
possivelmente as Iver, provavelmenteas Type 23 britânicas, as Halifax canadianas, os alemães possivelmente as suas F-123, e mais tarde ou mais cedo acabariam por ser colocadas no mercado as DZP, Sachsen e F100. E isto só de navios NATO, não incluído opções do resto do mundo.
Dificilmente as nossas Meko teriam muito mercado, se não baixássemos o seu preço para valores ridículos (como aconteceu com as João Belo).
Depois é a tal cena, vender as BD é perder os ESSM Block II, e Harpoon Block II, para manter fragatas com armamento muito mais antigo (Sea Sparrow e Harpoon originais).
Se é este o raciocínio na MGP, o aconselhável é mesmo reforçar a modernização das VdG, já que vão sofrer trabalhos de modernização.
Mas a compra das FREMM EVO antecipadamente, acaba por ser uma oportunidade única da MGP ter 7/8 combatentes de superfície. Se conseguissem arranjar pessoal para todas, era de aproveitar.