A antiguidade deixou de ser um posto

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ricardonunes

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A antiguidade deixou de ser um posto
« em: Março 24, 2007, 08:52:09 am »
A antiguidade deixou de ser um posto

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Na Força Aérea, o critério para o desempenho de funções vai passar a ser o da competência técnica, em vez do posto. Se um major estiver mais habilitado a desempenhar um cargo normalmente atribuído a um tenente-coronel, é o primeiro que avança em detrimento do segundo, segundo revelaram ao DN fontes do ramo.Para o mais antigo ou mais graduado haverá outros cargos a desempenhar, acrescentaram.

A revisão em curso nas carreiras da Força Aérea praticamente inverte a secular lógica de funcionamento da instituição militar, ao privilegiar a competência técnica sobre a antiguidade no exercício de funções.

A ruptura com o modelo tradicional estende-se à própria nomenclatura, acabando a organização por divisões e concentrando "ao máximo" as funções actuais, permitindo que militares de diferentes postos as possam desempenhar (sem acréscimo de custos), sublinhou uma das fontes.

A chegada de novos meios, como o helicóptero EH101 ou o avião de transporte táctico C-295, traz "capacidades acrescidas" para a Força Aérea e o risco de aumentar o número de cargos no Estado-Maior - que se vai evitar a todo o custo, garantiu uma das fontes.

Mesmo antes de conhecidas as novas soluções, o despacho do chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA) já acabou com a existência de oficiais e sargentos a receber pelo posto hierárquico superior, originando poupanças significativas no orçamento do ramo e o desagrado em muitos dos militares afectados, admitiram as fontes.

No documento de Fevereiro, a que o DN teve acesso, o CEMFA, general Luís Araújo, constata haver "um pedido exorbitante de desempenho de funções" decorrente da incoerência e contradições no quadro legal do ramo. A racionalização em curso estabelece o fim de 2007 como data-limite para concluir o novo quadro legal da organização do ramo - e agenda reuniões mensais para acompa- nhar o processo.

Luís Araújo não poupa nas palavras para descrever o quadro legal em que se move: "O suporte regulamentar da Força Aérea está em muitos casos obsoleto, noutros é inexistente, em diversos casos não respeita o processo de aprovação estabelecido ou é incoerente com legislação a montante, verificando-se ainda a existência de regulamentos de igual nível e contraditórios em termos de funções e postos para a mesma unidade."

Mas a reestruturação da Força Aérea é mais profunda, envolvendo a redistribuição das esquadras de voo. Quanto à área de instrução sedeada na Ota, onde se prevê construir o novo aeroporto de Lisboa, vão iniciar-se estudos para avaliar a sua transferência para Ovar, uma infra-estrutura que também deverá receber um helicóptero EH101 para fazer operações de busca e salvamento nocturnas.

No futuro dispositivo da Força Aérea, a base do Montijo recebe até ao fim do ano os aviões de transporte Aviocar, que serão substituídos pelos novos CASA C-295. Desta unidade saem no último trimestre deste ano os P-3P Orion, aviões de patrulhamento marítimo que vão ficar na base aérea de Beja e mais perto da sua área de operações: Norte de África e Atlântico.

DN
Potius mori quam foedari
 

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Lightning

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« Responder #1 em: Março 24, 2007, 10:28:07 am »
Em Beja ficam mais perto do Atlântico :lol: , devo ter um mapa diferente do deles.