CM: 60 por cento quer deixar Força Aérea

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ricardonunes

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« Responder #45 em: Fevereiro 22, 2008, 10:11:13 am »
Aumentar pilotos da FAP para travar sangria

O relatório final das carreiras militares defende o aumento das condições salariais dos pilotos da Força Aérea Portuguesa (FAP), como forma de garantir a sua permanência nas fileiras.

A reforma das carreiras militares deve "promover a diferenciação positiva de algumas funções, no âmbito do suplemento da condição militar e de suplementos conferidos em virtude de especial responsabilidade, penosidade, risco e desgaste permanente", afirma o documento, a que o DN teve acesso na íntegra. Mas esta solução suscita a oposição frontal do Exército, garantiram fontes militares. A Armada aceita-a "desde que abranja os [seus] pilotos" dos helicópteros que operam nas fragatas Vasco da Gama.

O relatório assinala que, para fazer face à "dificuldade de retenção de militares altamente qualificados", tal já é permitido pelo actual Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR). "Para a Força Aérea é particularmente premente a revisão/valorização do Suplemento de Serviço Aéreo que permita evitar a saída continuada de militares pilotos-aviadores, podendo comprometer a capacidade de cumprimento da Missão". Como tal, "a referida revisão deverá levar em linha de conta as particularidades da actividade desenvolvida pelos pilotos, quer em termos de risco quer de desgaste".

A FAP considera que o problema é grave entre os pilotos comandantes, que actualmente ameaça a gestão da frota dos Aviocar - já que três dos seus 11 pilotos-comandantes anunciaram a saída do ramo (para a TAP). Como lembram fontes ouvidas pelo DN, as tripulações daqueles aviões de transporte - que não têm o dom da uniquidade - também vão ter de operar nos próximos dois anos, em simultâneo, os novos C-295.

"A retenção de alguns desses militares traduz-se num ganho avultado para a fazenda nacional, tendo em conta o investimento associado à qualificação e a experiência que se perde e que não é valorizável", enfatiza o relatório do grupo de trabalho (GT) presidido pelo vice-almirante Correia Gonçalves, que acrescenta: "Esta medida é aceitável e adequada, sendo eventualmente questionável a sua exequibilidade em termos orçamentais. No entanto, este acréscimo de despesa deverá sempre ser confrontado com os custos de formação e qualificação e o capital de experiência que se perde com a saída destes militares", alerta o texto.

Na análise da "dificuldade de retenção de militares altamente qualificados" (Anexo B do relatório), o GT aborda três linhas de actuação. A primeira - onde os autores declaram "[ser] preocupante constatar que as indicações de contenção de despesa prejudicam a análise de soluções consequentes" - passa por "valorizar a vertente horizontal da carreira", através da diferenciação salarial ou do enriquecimento das funções a desempenhar.

A segunda envolve a "revisão dos tempos de permanência (mínimos) nos quadros permanentes", dado haver "desproporcionalidade nos tempos de formação versus tempos mínimos nas fileiras". A terceira, que passa por "reforçar o reconhecimento externo das qualificações", suscita grandes reservas ao GT: "Para os ramos, o seu objectivo não pode ser o reconhecimento externo das qualificações, na medida em que o que se pretende é assegurar as competências necessárias ao cumprimento das respectivas missões. O reconhecimento externo, pelo prestígio ou qualidade da formação ministrada, é complementar e secundário e pode ter o efeito perverso de estimular saídas."

O relatório assume que essas saídas melhoram "os fluxos das carreiras envolvidas" mas, na prática, "correspondem a uma perda de conhecimento estruturado da organização e investimento efectuado".

DN
Potius mori quam foedari
 

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senisga

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« Responder #46 em: Fevereiro 22, 2008, 11:00:05 pm »
É pela primeira vez que estou a escrever neste forum, se bem que o tenho acompanhado "de longe", só para deixar um comentário, que acho pertinente em relação a este assunto.

Fui militar da FAP durante 9 anos, um colega meu que entrou no mesmo dia concorreu para PILAV e segundo o psicólogo o rapaz não tinha perfil para piloto. Entretanto, foi para Praça, e foi tirar o curso de Piloto págo à custa dele fora da FAP. O psicólogo que lhe fez os testes, fora da FAP, foi o mesmo que lhe fez o teste na FAP, ou seja, na FAP não tinha perfil mas cá fora já tinha. Quando o CEMFA da altura soube que o rapaz tava a tirar o curso de Piloto, convidou o "praça" a fazer um estágio na AFA, coisa que ele naturalmente não aceitou.

Agora digam-me se isto é justo, eu não estou com isto a dizer que todos podem ir para PILAV, mas que muitas vezes as "cunhas" falam mais alto, isso tambem é verdade.... infelizmente


cumprimentos
 

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Lightning

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« Responder #47 em: Fevereiro 23, 2008, 12:32:38 am »
Eu sei de um caso identico, mas o psicologo até aconselhou o jovem a ir para a aviação civil já que os testes psicotecnicos estavam muito bons, o que lhe faltava era perfil de oficial ou de militar ou algo assim, isto é, para piloto estava bom mas para oficial ou militar já não estava.
 

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typhonman

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« Responder #48 em: Fevereiro 23, 2008, 02:06:16 am »
Caso típico. Alguns que la estavam quando fiz concurso vangloriavam-se das "cunhas" e diziam-me ""oh rapaz sem cunhas não vais la"..
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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Uriel

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« Responder #49 em: Março 29, 2008, 10:03:57 am »
Isto realmente é revoltante. Tanta gente (como eu) que sonha em ser PILAV e não entra por pormenores (tatuagens, chumbos nos dentes, visão a 99% invés de 100% num olho, etc) e depois deixam entrar estes "traidores" que os chu... forte e feio e depois mandam-nos à §€@%& :(
 

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Logan

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« Responder #50 em: Março 30, 2008, 07:25:09 pm »
Citação de: "Uriel"
Isto realmente é revoltante. Tanta gente (como eu) que sonha em ser PILAV e não entra por pormenores (tatuagens, chumbos nos dentes, visão a 99% invés de 100% num olho, etc) e depois deixam entrar estes "traidores" que os chu... forte e feio e depois mandam-nos à §€@%& :(


Em primeiro lugar os pormenores existem pois dos 700 ou 800 candidatos só entram cerca de 20 para a especialidade PILAV. A selecção tem que ser feita de alguma maneira, e se não concorda com ela não se devia ter sujeitado desde o principio.

Em segundo lugar assiste-se a muita conversa nos psicotécnicos, as pessoas estão mal informadas, incluindo o senhor.

Façamos as contas:
4 anos de formaçao na AFA (que não descontam no tempo de contrato obrigatório)
+
1 ano e meio de tirocinio (caso seja nos EUA conta como 3 anos que têm que ser "devolvidos" à organização.. Também não conta para os 12 anos de contrato )
+
12 anos de contrato obrigatório

Feitas as contas são cerca de 17 ou 19 anos.
Garanto-lhe que se não for por amor à causa e à organização ninguém aguenta tanto tempo. Quem sai tem os seus motivos como em qualquer outra profissão, não devem ser julgados por isso.

Espero que tenha ficado melhor elucidado, e só tenho pena que uma pessoa que sonha ser PILAV tenha essa opinião sobre eles..

Cumprimentos
 

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routechecker

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« Responder #51 em: Março 30, 2008, 08:51:28 pm »
Citação de: "Uriel"
Isto realmente é revoltante. Tanta gente (como eu) que sonha em ser PILAV e não entra por pormenores (tatuagens, chumbos nos dentes, visão a 99% invés de 100% num olho, etc) e depois deixam entrar estes "traidores" que os chu... forte e feio e depois mandam-nos à §€@%& :(



Já agora, e por pura curioxidade, o xor xonha tanto em ser PILAVICO por qué???

rgds
When people speak to you about a preventive war, you tell them to go and fight it. After my experience, I have come to hate war. War settles nothing: Dwight David Eisenhower : 34th president of the United States, 1890-1969
 

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tompzz

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« Responder #52 em: Maio 17, 2008, 08:41:47 pm »
A malta fala sem ter conhecimento da realidade.
  Ninguém não entra pa piloto por ter dentes chumbados, podem ser tratados e substituir o chumbo por "massa branca" que evita que os dentes rebentem em altitude...
  As cunhas já eram, há cursos onde não se preenchem as vagas todas, mas é pq a malta hoje em dia já nem matemática do 12o consegue fazer...
  Um piloto operacional tem de fazer alertas d 24H, fora os restantes serviços, em detrimento da vida pessoal e familiar. Pôe a pp vida em risco cada vez que tira as rodas do chão.(4 pilotos morreram a voar no ultimo mês na força aerea americana).
   É + barato ao Estado aumentar o suplemento aereo, numa medida que agrade aos pilotos(pois todos preferem voar, até o chipmunk, a um a320) que ter de formar pilotos de raíz para suportar a saída dos mesmos.
JP-8 is my aftershave...
 

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PereiraMarques

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« Responder #53 em: Setembro 28, 2008, 10:11:04 pm »
Citar
28 Setembro 2008 - 21h30

Defesa: Um tenente-coronel aviador receberá cerca de 6500 euros por mês

Pilotos geram guerra na Defesa

O novo regime dos suplementos remuneratórios dos militares das Forças Armadas (FA), atribuído em função do risco exercido em funções, está a gerar uma guerra do Exército e da Marinha contra a Força Aérea. A ser aprovado como está, o novo regime irá duplicar em média a diferença salarial entre oficiais pilotos-aviadores e oficiais do Exército e da Marinha.

Em alguns postos a diferença é ainda superior. Por exemplo, se um tenente-coronel piloto, no início do posto, ganhará quase 6500 euros por mês, um oficial dos outros dois ramos com patente similar (tenente-coronel corresponde a capitão de Fragata na Marinha) receberá quase 2400 euros. João Mira Gomes, secretário de Estado da Defesa, reúne amanhã com as chefias militares para tentar um acordo.

Ao que o CM apurou, os chefes do Estado-Maior da Armada, almirante Melo Gomes, e do Exército, general Pinto Ramalho, não têm poupado críticas ao novo regime dos suplementos remuneratórios, concluído na última semana, nem têm escondido o seu desacordo em relação à proposta do Ministério da Defesa.

No essencial, as chefias militares da Marinha e do Exército consideram que os montantes previstos para o suplemento de serviço aéreo, composto por uma componente fixa e outra variável, serão factores de desmotivação e discriminação nas FA. Somando as novas componentes fixa e variável do suplemento de serviço aéreo ao salário e ao suplemento da condição militar, atribuído a todos os militares das FA, os pilotos da Força Aérea ficarão, segundo fontes conhecedoras da proposta do Governo, a ganhar em média o dobro do vencimento recebido pelos seus camaradas com o mesmo posto de oficial no Exército e na Marinha.

Com a proposta, o Ministério da Defesa pretende estancar a sangria de pilotos da Força Aérea. Só que, como diz fonte conhecedora do meio, "a fuga dos pilotos é uma questão de organização de carreiras e não de dinheiro".

SAIBA MAIS

SUPLEMENTOS

O novo regime de suplementos tem em conta a nova lei de vínculos e carreiras na Função Pública.

300
pilotos-aviadores integram a Força Aérea. A maioria tem mais de nove anos de serviço. A formação dura cinco anos.

129
pilotos receberam suplementos mensais de risco de voo no segundo semestre de 2005 sem terem pilotado, segundo relatório da Inspecção-Geral de Finanças.

António Sérgio Azenha


 :arrow: http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx ... 49B2631E26
 

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SSK

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« Responder #54 em: Outubro 05, 2008, 01:11:46 pm »
Citação de: "tompzz"
A malta fala sem ter conhecimento da realidade.
  Ninguém não entra pa piloto por ter dentes chumbados, podem ser tratados e substituir o chumbo por "massa branca" que evita que os dentes rebentem em altitude...
  As cunhas já eram, há cursos onde não se preenchem as vagas todas, mas é pq a malta hoje em dia já nem matemática do 12o consegue fazer...
  Um piloto operacional tem de fazer alertas d 24H, fora os restantes serviços, em detrimento da vida pessoal e familiar. Pôe a pp vida em risco cada vez que tira as rodas do chão.(4 pilotos morreram a voar no ultimo mês na força aerea americana).
   É + barato ao Estado aumentar o suplemento aereo, numa medida que agrade aos pilotos(pois todos preferem voar, até o chipmunk, a um a320) que ter de formar pilotos de raíz para suportar a saída dos mesmos.


Se bem percebi o seu português, que demonstra graves deficiências, o senhor parece-me ser conhecedor da realidade dos passarinhos.

Sabe-me dizer quantos dias por ano um PILAV destacado na Base Aérea de Monte Real não vai a casa? Quantos dias por ano tem de missão atribuída?
Existem muitos mais militares a arriscar a sua vida todos os dias, não são é tão elitistas. O que não quer dizer que as suas missões não envolvam mais riscos e as suas condições para as realizarem não sejam bem inferiores.

Será que os Senhores Oficiais pilotos da FA quando se alistaram na mesma não sabiam que tinham de voar, que voar não tinha riscos, que os vencimentos não eram similares aos da TAP e outras companhias aéreas, que têm de realizar "alertas" de 24 horas e tudo o resto inerente à condição militar. Que eu saiba existem escolas onde se pagam cursos para se poder pilotar aeronaves civis, porque não se matricularam logo nessas escolas em vez de na Academia da Força Aérea?

As unidade das Forças Armadas não me parece que fique ameaçada. O que me parece é que pode vir a haver algumas "agitações" entre Infantes, Rangers, Comandos, Pilotos do Exercito, Mergulhadores da Armada, Submarinistas, Fuzileiros e Pilotos Navais. Será que estes não correm riscos diários?
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
1º Ten Fontes Pereira de Melo
 

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jmg

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« Responder #55 em: Outubro 05, 2008, 01:43:16 pm »
Por acaso estava a lembrar-me dos submarinistas que passam dias submersos e meses longe das familias.
Não te fies de mim, se te faltar valentia.
(Inscrição gravada num antigo punhal.Autor desconhecido)

ΜΟΛΩΝ ΛΑΒΕ
 

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Lightning

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« Responder #56 em: Outubro 05, 2008, 02:36:44 pm »
Como já foi aqui referido muitas vezes, as Forças Armadas não são prisões e um militar QP não pode ser obrigado a ficar no serviço até à idade da reforma, o militar QP pode pedir para sair ao fim de x anos de serviço, (ainda o ano passado saiu um 1º sargento da minha unidade porque foi para uma universidade dar aulas) mas a maior parte não tem essas pretensões e fica nas Forças Armadas, e alguns até conseguem conciliar o serviço militar com trabalho "civil" como por exemplo os médicos, os engenheiros, etc, por isso o numero de pessoal a sair das Forças Armadas regra geral é uma minoria.

O problema com os pilotos é que tem saido um numero exageradamente grande em comparação com o seu total. Mas isso não tem nada a ver com o facto do risco de vida, ou de não ir a casa, etc. Tem sim a ver com o dinheiro, um piloto na aviação civil ganha muito mais que um oficial das Forças Armadas e é normal uma pessoa querer mudar para onde se ganha mais.

À primeira vista há duas soluções, ou tenta-se equilibrar essa diferença salarial para que os pilotos já não tenham essa necessidade ou faz-se alguma lei que restrinja a saida de tantos pilotos, do género só podem sair um máximo de x pilotos por cada ano, aumentarem os anos de serviço obrigatório para os pilotos, ou os pilotos terem que pagar quantias cada vez mais avultadas para sair.

É completamente verdade que há outras funções nas Forças Armadas em que o risco é tanto ou maior que o de piloto, mas como já referi o que interessa aqui não é o risco de vida mas sim a função de ser piloto que é muito solicitada pela aviação civil e tem esses ordenados avultados.
Imaginemos num mundo paralelo que os oficias da Marinha começavam todos a sair para ir para a Marinha mercante, ou que o pessoal do Exército começava a ir para as empresas de segurança/militares privada para ganhar balurdios iria acontecer o mesmo que acontece agora com os pilotos.
 

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SSK

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« Responder #57 em: Outubro 05, 2008, 02:59:11 pm »
Na minha opinião tem toda a razão!!! A grande questão é o dinheiro, tudo o resto são desculpas do tipo "tapar o sol com a peneira".
Equilibrar as o vencimento dos PILAV's só pode ser feito de três maneiras, na minha opinião, que são as seguintes: remuneração base, subsídio de risco (gratificação de voo) e a criação de um subsídio para pilotos militares.
:arrow: Subsídio de risco, parece-me a mim que seria o mas lógico e fácil de "mexer". Mas, coloca sempre em questão as outras gratificações do mesmo tipo nos outros ramos. Não me parece também que o governo queira aumentar tantos militares.
:arrow: Esta última é mais só para gozo, mas nunca se sabe o que podem inventar para segurar mercenários nas forças armadas.

A inserção de novas regras para a saída para a vida civil é o mais equilibrado. Embora para mim e olhando para o meu umbigo fosse a do aumento para todos dos subsídios de risco, mas não é assim que se melhora a vida de todos. E, como muitas vezes existem uns que têm de se sacrificar pelo bem da comunidade, julgo que o mais equilibrado é o aumento de anos de exclusividade/permanência nas Força Aérea ou então o aumento substancial da indemnização a pagar para poder ir enriquecer para a TAP/outras...
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HSMW

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« Responder #58 em: Outubro 05, 2008, 03:04:23 pm »
Citar
o mais equilibrado é o aumento de anos de exclusividade/permanência nas Força Aérea ou então o aumento substancial da indemnização a pagar para poder ir enriquecer para a TAP/outras...

Aposto nessa.  c34x
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Ricardo Nunes

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« Responder #59 em: Outubro 05, 2008, 06:11:20 pm »
Ora viva.
Vamos lá esclarecer uns pontos que me parecem difusos.

Primeiro que tudo - e extremamente importante - é o facto de a proposta de revisão de lei se aplicar a todos os membros navegantes da Força Aérea Portuguesa. Sejam Pilotos, Navegadores, Mecânicos de voo, Recuperadores Salvadores, Operadores de Sistemas, etc.
A juntar a isto, a proposta inicial da Força Aérea previa a aplicação da mesma aos pilotos navais e pilotos do UALE que, como sabem, usufrem igualmente do subsídio de condição aérea.
Não serão apenas os pilotos a usufruiram de um possível aumento.

Perante todos os comentários que tenho visto ocorre-me apenas uma palavra - pragmatismo. Ou melhor, a falta dele.
A saída de pilotos da instituição não é linear. Bem pelo contrário. Cada caso é um caso. Existem pilotos que saem por razões monetárias como existem os que o fazem por razões pessoais e mesmo por razões de "prazer profissional" ( a possibilidade de voar regularmente torna-se impossível com a progressão na carreira ).

Nenhum piloto merece - ou pretende - ser tratado de forma diferente de outro militar. Contudo, e é-o evidente, a sua condição  é muito específica.

Como já tive a oportunidade de referir, a formação de um piloto não é cara por mera casualidade ou fruto de simples mordomias. É-o por clara necessidade. E nesse aspecto - o monetário - tornam-se de facto os elementos das forças armadas mais caros de se formar.
Agora, sejamos pragmáicos. Temos um problema definido: a saída de pilotos para a aviação civil.
O aumento do subsídio de condição de voo é solução única para o problema? Não. A solução passará por um conjunto de medidas, sejam elas a nível monetário, de planeamento ou de evolução de carreiras. Mas que não haja dúvidas, é uma significativa ajuda ( que mudará muita coisa ) e que acaba por ficar bem mais barato ao país do que a constante sangria de elementos para a aviação civil.

Todos os militares têm o seu valor. Têm as suas valências e as suas condições específicas. Nenhum é melhor, nenhum é pior. Mas a realidade é simples: existe um problema concreto. Vamos tentar resolvê-lo ou vamos mais uma vez permanecer na inércia?

Cumprimentos,
Ricardo Nunes
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