Soldado Norte-Americano condenado a 24 anos de prisão por morte planeada de civis afegãos 
O soldado norte-americano Jeremy Morlock foi condenado a 24 anos de prisão por ter participado no assassinato planeado de três civis afegãos, cujas mortes foram encenadas para parecerem baixas legítimas de guerra. Morlock é um dos soldados que aparece a posar com cadáveres de civis afegãos em fotografias recentemente divulgadas pela revista alemã
Der Spiegel.
Morlock, de 23 anos, declarou-se culpado de três homicídios premeditados e crimes de conspiração, obstrução da justiça e consumo ilegal de drogas.
A pena de prisão foi atenuada após ter conseguido um acordo. Teria de dar-se como culpado dos casos e testemunhar contra quatro companheiros, também acusados das mortes ocorridas na província afegã de Kandahar, noticiou a BBC.
A intenção do juiz, o tenente-coronel Kwasi Hawks, era condená-lo a prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional.
Durante o julgamento, o soldado norte-americano descreveu o seu papel nas mortes dos civis afegãos, cujos assassinatos foram encenados para parecerem baixas legítimas.
“O plano era matar pessoas”, disse Morlock durante a sentença, segundo descreve a BBC. O soldado admitiu que na altura sabia “que o que estava a fazer era errado” e pediu desculpa às famílias das vítimas e ao povo afegão.
O soldado afirmou que o plano dos assassínios foi conduzido pelo líder da unidade, o sargento Calvin Gibbs. Segundo a rádio NPR, Morlock acusou-o de ter sido quem deixou as armas nos corpos das vítimas, para parecer que tinham agido em auto defesa. Gibbs também está acusado das mortes, mas afirma terem sido justificadas.
Os outros soldados acusados de assassinato premeditado são Michael S. Wagnon II, Adam C. Winfield e Andrew H. Holmes.
Esta semana a revista alemã
Der Spiegel publicou algumas fotos, em que militares norte-americanos posam com cadáveres de civis afegãos que teriam assassinado. Morlock foi identificado como um dos soldados presentes nas fotografias, referiu a BBC.
Público