Brain drain - "fuga de cérebros" portugueses

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Brain drain - "fuga de cérebros" portugueses
« em: Outubro 12, 2006, 03:29:08 pm »
Visto que não encontrei nenhum outro tópico mais relacionado com este assunto deixo aqui esta  e outras notícias relacionadas com o brain drain de cientistas portugueses.

Citação de: "Bruno Henriques da Silva, PortugalDiário"
Gago nega «fuga» de cérebros
2006-10-11 18:10
Mariano Gago não se mostra preocupado com a eventual fuga de «cérebros» que venham a nascer no âmbito da parceria estabelecida com o MIT - Instituto de Tecnologia do Massachusets.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que falava aos jornalistas no final da assinatura do acordo com aquela universidade norte-americana, esta quarta-feira, no CCB, em Lisboa, recusa mesmo a ideia de que em Portugal exista uma «fuga» de «cérebros» para o estrangeiro.

«Não temos em Portugal um problema de fuga de cérebros, como têm por exemplo os países do Leste da Europa», referiu Gago.

O ministro desdramatizou mesmo uma possível «saída» de talentos fabricados pelo «MIT- Portugal» para o estrangeiro. «Não estamos a formar portugueses apenas para o mercado português, queremos formar pessoas para o mercado internacional que também deverá passar por aqui», argumentou Mariano Gago.

A parceria com o MIT vai envolver cerca de seis centenas de alunos e duas centenas de professores e investigadores, de sete universidades nacionais.

Entre os 600 alunos vão estar doutorados e mestrados, mas haverá também lugar para jovens licenciados, em especial na área de engenharia, garantiu aquele membro do Governo.

«É muito importante ter estudantes licenciados envolvidos neste projecto», referiu Gago.

A selecção dos alunos que irão integrar a parceria com o MIT já começou, informou o ministro, explicando que esta teve início ao mesmo tempo que, no terreno, os responsáveis daquela instituição foram tomando contacto com as sete universidades portuguesas.

Quanto à selecção, Mariano Gago deixou a garantia, tentando dissipar dúvidas: «Serão escolhidos os melhores. É um princípio de discriminação daqueles que são os melhores».

«Ninguém muito competente ficará de fora», reiterou o ministro.

Mariano Gago esclareceu ainda o processo de escolha das sete universidades nacionais que vão integrar o «MIT- Portugal», garantindo que este foi feito com «transparência» e com base numa avaliação feita por aquela instituição norte-americana.

«Quando termina a avaliação, nem todos ficam contentes, mas todos ganham. Os piores devem aprender e os melhores saber responder às exigências», referiu o ministro respondendo às críticas de algumas universidades que ficaram de fora desta parceria.

fonte: http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=731774&div_id=291

Citação de: "EurActiv"
Germany, Italy ‘wasting human capital’
Wednesday 11 October 2006 | Updated: 07:06
According to a report [link] published on 11 October 2006 by the 'Lisbon Council', "painfully little" is being done to develop and maintain the human capital necessary to guarantee our future economic prosperity.

The study warns that countries ranking at the bottom of its ‘European Human Capital Index’ will face “long-term economic stagnation”. Indeed, in an increasingly globalised and competitive world, Europe’s economic future relies on its ability to innovate, which, in turn, depends highly on the quality of our human capital.

Furthermore, states the report, the gap that is growing between top and bottom performers undermine the convergence of living standards between European regions and countries: “As growth and wealth diverge, highly-skilled citizens from stagnating economies are unlikely to merely watch their standard of living decline relative to their European neighbours…emigrating to European regions with brighter economic growth prospects and the ability to pay attractive salaries, creating a brain drain within Europe.”

The report shows top scorers to be Sweden and Denmark, which spend more than twice as much on school, university and adult education as Spain, Ireland and Portugal. It also states that countries like France, Belgium, Germany and Italy are wasting their available human capital, using just over 50% of it, because the young, the old and the less-skilled are too often excluded from employment policies.

Lastly, the Lisbon Council warns that if current demographic and immigration patterns continue, Europe could lose 12.4 million employees – 8% of its workforce - by 2030, with 70% of this drop accounted for by Germany and Italy. Immigration, states the report, is the most obvious solution.

fonte: http://www.euractiv.com/en/innovation/germany-italy-wasting-human-capital/article-158708


Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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Marauder

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« Responder #1 em: Outubro 12, 2006, 04:37:58 pm »
A Fuga de cerebros é algo natural. Não podemos meter algemas neles..

O que é importante é que..."Há Mar e Mar..há ir e VOLTAR.."

Desde que ao fim de algum tempo esses cerebros regressem com know-how..

É claro que uma parte não volta...da mesma forma como nós também temos empresários, etc, estrangeiros, que vieram e por cá ficaram.
 

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Luso

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« Responder #2 em: Outubro 12, 2006, 10:17:56 pm »
Há pelo menos um "brain" que pode ficar por lá. E não volte!
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Azraael

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« Responder #3 em: Outubro 12, 2006, 10:58:03 pm »
Citação de: "Mariano Gago"
Ninguém muito competente ficará de fora
Eu diria que o mais provavel e' ninguem muito competente ficar ai dentro...
Os "cerebros", especialmente em areas tecnologicas e cientificas que exijam grandes investimentos em termos de infraestruturas e meios, irao sempre para onde tiverem melhores condicoes para exercerem as respectivas actividades profissionais. Actualmente contam-se pelos dedos da mao, os locais dentro da Europa com tais condicoes, e, escusado sera dizer, nenhum deles na Peninsula Iberica... mais do que nunca, so ai fica, quem nao tem possibilidades de sair, e dificilmente a situacao se invertira num futuro proximo. O acordo com o MIT e' um passo no bom sentido (se nao for como o PoSat...), mas e' um passo de bebe qd estamos a dezenas de kilometros de distacia da meta.
 

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Luso

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« Responder #4 em: Outubro 12, 2006, 11:02:44 pm »
Citação de: "Marauder"
É claro que uma parte não volta...da mesma forma como nós também temos empresários, etc, estrangeiros, que vieram e por cá ficaram.


Nem mais. Há mais marés que marinheiros.
E de amputados mentais já estamos cheios.
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Azraael

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« Responder #5 em: Outubro 12, 2006, 11:08:15 pm »
Citação de: "Luso"
Citação de: "Marauder"
É claro que uma parte não volta...da mesma forma como nós também temos empresários, etc, estrangeiros, que vieram e por cá ficaram.
Nem mais. Há mais marés que marinheiros.
E de amputados mentais já estamos cheios.
E ha muitos "marinheiros" mais a partirem do que a chegarem... ate que finalmente so os  "amputados mentais" ficarao na doca por falta de barco (e mare) para partirem...
 

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papatango

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« Responder #6 em: Outubro 12, 2006, 11:26:05 pm »
O problema atinge todos os países europeus, e depende desses países evitar a fuga de cérebros para os Estados Unidos.

Os países de leste, por exemplo têm um problema inimaginavelmente maior que Portugal.

Quanto a Portugal, se aproveitarmos melhor os que vêm, mas que não são reconhecidos, o saldo será claramente positivo.

Temos um problema com parte das nossas elites, em que os "instalados" fazem tudo para garantir o seu lugar, e acabam expulsando quem chega.

É um problema antigo.

Sempre tivemos emigrantes. Basta lembrar que Miguel de Cervantes era filho de portugueses que migraram de Bragança para Castela.

Mas não foi por isso que deixamos de ter Camões ou Pessoa.

O problema do "Brain Drain" não é exclusivamente nosso, é acima de tudo um problema de uma Europa que está em muitos aspectos decadente.


Cumprimentos
 

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Varilarguero

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« Responder #7 em: Outubro 13, 2006, 12:54:22 am »
Citar
Sempre tivemos emigrantes. Basta lembrar que Miguel de Cervantes era filho de portugueses que migraram de Bragança para Castela.

De donde sacaste ese dato? La familia de Cervantes era oriunda de Córdoba, donde los investigadores has rastreado sus orígenes hasta llegar a su tatarabuelo, empadronado en una parroquia de dicha ciudad ya el 1463. Sin descartar una  lejana ascendencia portuguesa, hijo de portugueses cuando menos no era.

Citar
Mas não foi por isso que deixamos de ter Camões ou Pessoa.


Mal ejemplo. De ser realmente Cervantes de ascendencia portuguesa, eso probaría lo pernicioso de la fuga de cerebros, pues El Quijote ha sido mas leido y traducido que las obras de los otros dos juntos...
Llora como mujer lo que no supistes defender como hombre.
 

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papatango

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« Responder #8 em: Outubro 13, 2006, 05:23:43 pm »
(INTERREGNO)

Senhor Varilarguero, eu posso estar enganado neste caso, com o grau de parentesco (pai, avô, bisavô)
A ideia que tenho é de que li isso ou em Oliveira Martins ou em Hermano Saraiva. O primeiro é insuspeito, porque é o mais "espanholista" dos historiadores portugueses. Terei que confirmar.
No entanto, pelas razões que todos conhecemos a confirmação só poderá ser feita por fontes não espanholas.

= = =

Citar
Mal ejemplo. De ser realmente Cervantes de ascendencia portuguesa, eso probaría lo pernicioso de la fuga de cerebros, pues El Quijote ha sido mas leido y traducido que las obras de los otros dos juntos...


O senhor está a começar a passar das marcas!

A qualidade e a genialidade dos autores, não é expressa pela quantidade de obras ou quantidade de exemplares impressos.
Por esse raciocinio a senhora J.K.Rowling seria sem dúvida uma génio da literatura universal, por ser das mais lidas na História da Literatura.

Mas a senhora Rowling, escreveu apenas histórietas de feiticeiros, duendes e feitiços para fazer as pernas moles.

A genialidade de Camões, está no facto de ser com Virgilio e Homero, o autor das três únicas Histórias Epicas da literatura europeia.

Mas, o sr. Verilarguero, sendo espanhol, provavelmente nunca ouviu falar disso, e a mim não me pagam para lhe ensinar.

(FIM DE INTERREGNO)

Prossigamos com a questão da fuga de cérebros...
 

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Spectral

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« Responder #9 em: Outubro 13, 2006, 07:13:15 pm »
Como outros já disseram, o tal "brain drain" é algo que acontece há muito, independentemente dos tais acordos com o MIT (ainda estou para ver o que vai sair daí). É natural que as pessoas vão atrás dos sítios onde lhes oferecem melhores condições, quer de trabalho quer monetárias ( e pelo que ouvi dos remunerações nas universidades americanos, realmente faz uma pessoa ficar a pensar...)

Até aqui em Inglaterra, o meio universitário (pelo menos a nível científico) tem cada vez mais noção que é do lado de lá do Atlântico que está o dinheiro, essencial para os grandes projectos.
I hope that you accept Nature as It is - absurd.

R.P. Feynman
 

 

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