Aliança estratégica entre Portugal e Israel

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dremanu

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Aliança estratégica entre Portugal e Israel
« em: Maio 04, 2004, 01:45:47 am »
Os Israelitas têm uma excelente indústria de defesa. Sendo que eles são mais ou menos parecidos com a gente. País pequeno, poucos recursos, tendência para o desenrasco, aventureiros, dependentes nos Americanos e nos Britânicos, não seriam eles uns excelentes parceiros técnologicos para o nosso país?

Portugal e Israel poderiam cooperar para fabricarem material bélico em conjunto. Por exemplo tanques, e armas ligeiras. Eles já fábricam um produto interno, seguramente eles poderiam estar interessados em compartilhar com Portugal custos de I&D para explorar novas técnologias, ou melhorarem aquilo que já têm, e até vender a Portugal as licenças de produção para tanques e armas ligeiras.

Assim em vez de estarmos a fazer "upgrades" da velharia que temos hoje em dia, ou a comprar mais velharia em 2a mão, podia-se fabricar um tanque Português semelhante ao dos Israelitas.

Opiniões...
"Esta é a ditosa pátria minha amada."
 

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Fábio G.

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« Responder #1 em: Maio 04, 2004, 05:56:27 pm »
É uma de várias boas hipóteses de parcerias que poderiamos tentar, Israel é um pais com provas dadas no desenvolvimento de armamento sofisticado (com apoio dos EUA, claro) mas duvido que Portugal entre em parcerias de construção e desenvolvimento de "armas" nos próximos anos.

Até já estava a ver os Merkava IV versão nacional para substituir os M-60  :P  como está a fazer Israel, o Merkava parece ser um excelente tanque para mim mesmo um dos 3 ou 4 melhores do momento.

http://idfmodelling.free.fr/merkava4.html
 

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emarques

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« Responder #2 em: Maio 04, 2004, 06:49:25 pm »
Segundo algumas opiniões que li, o Merkava não é um MBT, é um IFV "dopado". :P O que não quer dizer que não fosse interessante para Portugal tê-lo, talvez até mais que MBTs ou IFVs "verdadeiros". Mas não sei se seria muito agradável enfrentar um Leo2 ou um M1 com aquilo. Por outro lado, quem é que vai enfrentar Leo2 ou M1?
Ai que eco que há aqui!
Que eco é?
É o eco que há cá.
Há cá eco, é?!
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dremanu

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« Responder #3 em: Maio 04, 2004, 07:27:00 pm »
Não sei se os tanques seram assim tão mauzinhos, aqui vai umas fotos:









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Fábio G.

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« Responder #4 em: Maio 04, 2004, 07:34:54 pm »
O Merkava IV é um tanque especial, diferente. É o melhor tanque de combate urbano, é mais polivalente : tem morteiro, compartimento para 4 soldados (por isso deves dizer que é derivado de um IFV), capacidade de disparara misseis AT e tem a melhor ou uma das melhores blindagens, mas é também pesado 65 tn penso eu o que o torna menos ágil .
 Por ser um tanque desenhado exclusivamente para as necessidades de Israel (não exportável até agora) é que digo que seria feita uma versão nacional adequada ás nossas necessidades mas seria um  Merkava IV.
 

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JNSA

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« Responder #5 em: Maio 04, 2004, 07:41:30 pm »
O quê, o Merkava é um IFV "dopado"??? Vocês têm a noção do que estão a dizer??  :shock:

Deêm uma vista de olhos em:
http://www.army-technology.com/projects ... index.html

Podem ver pelas características, que o Merkava 4 é, actualmente, um dos melhores MBT's do mundo.

O problema é que muita gente que fala muito, mas percebe pouco da matéria (não estou a referir-me directamente a si emarques, nem a ninguém do fórum  :?

Abraços
JNSA
 

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TazMonster

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« Responder #6 em: Maio 04, 2004, 07:43:12 pm »
Pois é, mas essas fotos são do Merkava III e não do IV como podem fazer a comparação através do link que o JNSA colocou.
Taz
 

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emarques

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« Responder #7 em: Maio 04, 2004, 08:03:05 pm »
Citação de: "JNSA"
O quê, o Merkava é um IFV "dopado"??? Vocês têm a noção do que estão a dizer??  :shock:
JNSA


Quem eu vi a dizer isto foi um "tanquista" americano. Que também dizia que, de um modo geral, preferia o M1A1 ao M1A2, porque o A2 tem "tralha" demais. :D

Quanto ao posicionamento do motor do Merkava, o que ele dizia é que isso lhe dá uma vantagem contra certas armas, como RPGs, mas que num combate tanque a tanque o tornaria mais vulnerável aos disparos do adversário. Ou seja, seria uma característica mais de IFV do que de MBT. (e tb que um tanque verdadeiro não tem nada que andar a transportar "grunhos", o que ele quer é munição. :))
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JNSA

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« Responder #8 em: Maio 04, 2004, 08:17:04 pm »
Não creio que os "tanquistas" americanos sejam escolhidos pelo seu brilhantismo, emarques  :roll:  A blindagem do Merkava 4 é equivalente à do A2, logo, se uma for penetrada por armanento anti-carro (quer à base de energia cinética - SABOT - quer à base de energia química - HEAT) a outra também será. Mas no Merkava, a tripulação pode sobreviver graças ao posicionamento do motor... No A2 ela estaria morta. Logo, não vejo como é que o Merkava é mais vulnerável...

Abraços
JNSA
 

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Fábio G.

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« Responder #9 em: Maio 04, 2004, 08:54:49 pm »
O Merkava IV usa o motor MTU do Leopard2 acho eu o que lhe veio dar maior potência e fiabilidade, mas as suas melhores caracteristicas são os sistemas, potencia de fogo e protecção. É um tanque excelente por isso é que digo que é um dos 3 ou 4 melhores porque é sempre dificil dizer qual é o melhor.
 

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Ricardo Nunes

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« Responder #10 em: Maio 04, 2004, 09:53:54 pm »
Quanto às relações com Israel devo dizer que as forças armadas portuguesas, e em particular a força aérea portuguesa, sempre mantiveram excelentes relações.

Prova disso foi a visita por parte de A-7P portugueses a Israel ( uma das únicas e raras visitas de forças aéreas estrangeiras a Israel ) e a compra de equipamento electrónico para os nossos F-16 ( sejam Pod´s, Softwares de treino e ECM ) que foram em larga medida adquiridos a empresas Isrealitas. O que não é de estranhar visto que elas produzem de facto o melhor da sua classe.
Ricardo Nunes
www.forum9gs.net
 

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Spectral

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« Responder #11 em: Maio 04, 2004, 10:19:10 pm »
O Merkava não deixa de ser um excelente tanque, e sofreu uma grande evolução desde os primeiros modelos.

De facto desde o início foi desenhado com um campo de batalha bastante específico, o que facilitou e bastante a tarefa dos projectistas. Exemplo disso é a velocidade, relativamente reduzida, o grande alcance ( de acordo com a doutrina táctica israelita), e o próprio tipo de suspensão.

A colocação do motor à frente tem uma desvantagem: coloca a parte mais vísivel do tanque aos visores térmicos no hemisfério frontal, fazendo com que tenha uma maior assinatura térmica nessa zona. Como hoje em dia todos os tanques modernos ( até os nossos :P
I hope that you accept Nature as It is - absurd.

R.P. Feynman
 

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emarques

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« Responder #12 em: Maio 04, 2004, 11:55:14 pm »
Citação de: "JNSA"
Não creio que os "tanquistas" americanos sejam escolhidos pelo seu brilhantismo, emarques  :D Mas os "azuis" não tinham tido tempo para se familiarizar com o tanque.)

Citar
A tal "tralha" a mais que o A2 tem permite-lhe interagir com as restantes forças no TO, de forma a criar uma força de combate muito mais versátil do que o A1 alguma vez foi... Já para não falar nos upgrades do sistema de tiro, que lhe melhoram a performance contra alvos em movimento, e em condições atmosféricas degradadas... Pergunte aos americanos que estiveram no Iraque se acharam que estes upgrades no A2 são apenas "tralha"...

Ele não negou que toda a tralha fosse útil, só que tem o problema de obrigar o tanque a carregar metade do combustível. O que, especialmente no Abrams, é muito sério. Quanto aos americanos que estiveram no Iraque, também não me lembro de que tenham tido grandes problemas em '91. Não me custa muito acreditar que os americanos tenham exagerado um bocado nos "gadgets" que puseram no tanque.

Citar
Este é outro comentário brilhante  :roll:  A blindagem do Merkava 4 é equivalente à do A2, logo, se uma for penetrada por armanento anti-carro (quer à base de energia cinética - SABOT - quer à base de energia química - HEAT) a outra também será. Mas no Merkava, a tripulação pode sobreviver graças ao posicionamento do motor... No A2 ela estaria morta. Logo, não vejo como é que o Merkava é mais vulnerável...

A blindagem de um tanque não é toda igual. Um dos pontos fracos costuma ser, segundo o tipo, a cobertura do motor. Colocar essa parte da blindagem à frente aumenta a probabilidade de que seja atingida por um disparo do tanque inimigo.

Um dos comentários dele sobre os Abrams:
Citar
M1A1, you could fire the M-2 machinegun from the inside without having to expose yourself to fire. As proven in Iraq recently, that is a good thing. M1A2 you have to totally expose your upper body and head to fire the machinegun. 64 tons of depleted uranium around you and you have to stick your friggin' head out to shoot?
Gas guzzler, 2 gallons to the mile. On the M1A2 there are so many electronics inside, that if you shut the engine off and leave the turret powered up, your batteries would die in 15 minutes. To solve this oops, they removed the left rear fuel tank and installed a generator. Now you can not carry as much fuel.
« Última modificação: Maio 05, 2004, 12:15:00 am por emarques »
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emarques

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« Responder #13 em: Maio 05, 2004, 12:12:37 am »
Mas, é claro, existem outras fontes de informação sobre tanques. Uma delas é a "Forecast International" e o seu ranking de tanques. Em 2002 o ranking era:

1 - Leopard 2A6X
2 - M1A2
3 - Type 90
4 - Merkava IV
5 - Leclerc
6 - Challenger 2
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dremanu

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« Responder #14 em: Maio 05, 2004, 01:06:11 am »
Alinho ao lado da opinião do JNSA. Custa-me a acreditar que um tanque que continuamente entra em ação, e na maioria dos casos com sucesso a seu favor, não sejá uma arma de valor. Aliás, senão fosse à muito que os Israelistas não o usavam.

Penso que seria interessante para Portugal usar este tanque porque se fosse possível fábrica-lo nacionalmente, ao mesmo tempo poderiamos participar em conjunto com os Israelitas no contínuo melhoramento do mesmo. Com certeza saíria mais barato aos Israelistas puderem compartilhar os custos de I&D do tanque em conjunto com Portugal, do que terem que o fazer sózinhos. Sem esqueçer os custos de compra de matéria prima e fábrico de partes, onde se poderia obter poupanças adicionais para ambos países.

Já existem tantas alianças na europa entre vários países, para compartilhas custos de desenvolvimento e fábrico de armas, como por exemplo: França/Alemanha/Espanha, ou Alemanha/Holanda/Suécia.

Sendo assim porque não ter um Portugal/Israel/USA, ou Portugal/Israel/Brasil?

Aqui vão mais umas armas fábricadas pelos Israelitas

Howitzers de 155 mm - Rascal -
 

GRADLAR - Multiple Launch Rocket System -


Defesa anti-áerea



Sniper Rifles:

SR-99                                                                    
Galatz

Adicionalmente:

Os serviços secretos dos Israelitas devem ser dos melhores do mundo, porque não pedir que eles colaborassem conosco para treinar os nossos agentes secretos? Especialmente em táticas de espionagem internacional, porque nisso estes gajos são mestres. Eles conseguem "apropriar" segredos aos Americanos, Inglêses, Francêses a todo o momento. Com certeza nós poderiamos fazer uso de capacidades desse tipo.

Talvéz outras opções a explorar seria mandar tropas especiais portuguesas para treinar em conjunto com tropas Israelitas, e até participar em algumas operações clandestinamente. Seria uma boa forma de manter as nossas tropas em "fighting shape".
"Esta é a ditosa pátria minha amada."
 

 

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