Cibersegurança

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Re: Cibersegurança
« Responder #30 em: Janeiro 05, 2020, 08:23:18 pm »
Áustria vítima de ciberataque de outro Estado


 

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Re: Cibersegurança
« Responder #31 em: Janeiro 14, 2020, 11:20:03 am »
Rússia volta a pôr cibersegurança em causa



 

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Re: Cibersegurança
« Responder #32 em: Fevereiro 11, 2020, 10:33:59 am »
EUA acusam militares chineses pelo ciberataque à agência de crédito Equifax


 

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Re: Cibersegurança
« Responder #33 em: Maio 19, 2020, 05:25:02 pm »
Easyjet alvo de ciberataque



 

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Viajante

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Re: Cibersegurança
« Responder #34 em: Junho 07, 2020, 07:40:11 pm »
Mistério marítimo está a desorientar navios e estes navegam em círculos

No último dia de maio, foi registado um incidente nas águas do Atlântico, a oeste da Cidade do Cabo, na África do Sul. Em causa esteve a orientação do petroleiro Willowy que foi vítima de um raro fenómeno. Segundo o que foi reportado na altura, os oficiais deram conta que, tanto o seu navio, como outros quatro que estavam na área, navegavam em círculos, incapazes de seguir o rumo estabelecido.

Surpreendidos com tal situação, os responsáveis pela embarcação inicialmente apontaram que o problema estaria nas fortes correntes. Contudo, nada disso estava referenciado e algo estranho se passava.



Mistério dos navios a navegar em círculos tem mais exemplos

Nas primeiras horas de domingo, dia 31 de maio, oficiais superiores a bordo do petroleiro Willowy foram chamados à ponte. Então, estes foram alertados para o facto de o seu navio e outros quatro vizinhos estarem a navegar misteriosamente em círculos. Era impossível fazer com que seguissem a rota traçada e o trajeto que estavam a usar era de aproximação.

Num primeiro momento, com eventual pânico, equacionaram haver fortes correntes marítimas que os estivessem a empurrar. Contudo, não existiam correntes por onde os navios navegavam, no sul do Oceano Atlântico, a oeste da sul-africana Cidade do Cabo.

Apesar de ser raro, o fenómeno parece estar a tornar-se cada vez mais comum. Há vários relatos do mesmo comportamento com navios a navegar em círculos perto de vários portos na costa da China, especialmente perto de terminais de petróleo e instalações do governo. Contudo, este petroleiro está no meio do nada.



Autoridades alertadas e investigadores estudam já o mistério

Um grupo de investigadores dedicou-se a verificar estes círculos bizarros perto da costa chinesa. Segundo as suas conclusões iniciais, acreditam que provavelmente são o resultado de manipulação sistemática de GPS, projetada para minar um sistema de rastreio que todos os navios comerciais devem usar, de acordo com a lei internacional.

Conhecida como AIS (Sistema de Identificação Automatizada), a tecnologia transmite identificadores exclusivos de cada embarcação. Ademais, informa a localização GPS, o curso e a velocidade da embarcação aos outros navios próximos.

Além disso, estes sinais são também recolhidos por satélites e usados ​​para monitorizar comportamentos suspeitos, incluindo contrabando, pesca ilegal e – o mais relevante – comércio de petróleo sancionado.

Os círculos localizados perto da costa chinesa foram atribuídos à interferência do GPS, algo que coincidiu com as sanções dos EUA ao Irão, de acordo com Phil Diacon, executivo-chefe da empresa de inteligência marítima Dryad Global.

No entanto, de acordo com uma análise global destes dados pelos grupos ambientais SkyTruth e Global Fishing Watch, uma série de incidentes circulantes também ocorreram numa localização bastante distante dos portos chineses, com alguns destes círculos a aparecerem perto de São Francisco.



Navios a milhares de quilómetros de distância do seu caminho

Na investigação, a SkyTruth encontrou a localização real destes navios. Muitas vezes estavam perdidos e a milhares de quilómetros de distância, perdidos nas tais rotas circulares de navegação. Ao desviarem-se, iam ter novamente a terminais de petróleo ou a locais onde a interrupção do GPS havia sido relatada antes.

Contudo… este não foi o caso do petroleiro Willowy!

Era cerca de 1h da manhã de domingo, quando o navio de petróleo bruto com bandeira da Libéria, subitamente virou estibordo e começou a navegar em círculos. Os sistemas do navio, que são responsáveis pela navegação autónoma, não foram capazes de o levar para onde deveria ter ido. A tripulação relatou que outras quatro embarcações próximas foram presas numa espiral semelhante, convergindo lentamente entre si, por um motivo desconhecido.



Quem terá usado esta tecnologia para confundir a navegação por GPS?

O mundo vive uma situação anormal e, como temos visto, intensifica-se o braço de ferro entre o Irão e os Estados Unidos. O petróleo tem estado no centro das atenções e a esta altura os petroleiros são peças de um xadrez complexo.

Nesse sentido, há sugestões de que o bloqueio do GPS foi usado pelo Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana, para enganar as embarcações comerciais, levando-as a entrar nas águas iranianas. Segundo é referido, as capacidades de guerra eletrónica chinesa foram propostas como uma causa potencial para a informação sobre alguns navios ditar que estes estavam a milhares de quilómetros de distância de onde realmente estavam.

Contudo, a Agência Espacial Europeia detetou algo mais. Ninguém sabe a razão, mas o campo magnético da Terra – que perdeu quase 10% da sua força nos últimos dois séculos – está a ficar particularmente fraco numa grande região, que se estende da África à América do Sul, afetando satélites e naves espaciais.

Conforme já foi referido, esta situação é conhecida como Anomalia do Atlântico Sul. A força do campo nesta área diminuiu rapidamente nos últimos 50 anos, assim como a própria área afetada cresceu e moveu-se para oeste. Nos últimos cinco anos, um segundo centro de intensidade mínima desenvolveu-se a sudoeste da África, muito perto de onde o Willowy estava a navegar.

Segundo o que fora até à data adiantado, existe alguma especulação sobre este enfraquecimento. Alguns investigadores referem que este fenómeno pode ser um sinal de que a Terra está a caminhar para uma inversão de polos. Este evento leva a que os polos magnéticos norte e sul troquem de posições.

Assim, caso seja o início deste fenómeno, a mudança não acontecerá imediatamente. Haverá, sim, uma alteração que se dá ao longo de alguns séculos, durante os quais haverão vários polos magnéticos norte e sul no mundo.

Havia algum problema na inversão dos polos magnéticos?

O impacto seria enorme para as embarcações marítimas cuja navegação fosse baseada em bússolas magnéticas. Na verdade, além de navegarem em círculos, poderiam nem dar conta que tal estaria a acontecer.

Felizmente, tal como a tripulação e os responsáveis da empresa pela navegação sabiam, há décadas que as bússolas magnéticas não gerem a navegação marítima. Assim, navios modernos como o Willowy utilizam algo chamado bússola giroscópica, que encontra o norte verdadeiro, determinado pela gravidade e pelo eixo de rotação da Terra, em vez do norte magnético.

A bússola giroscópica é utilizada, em conjunto com outros sistemas do navio, para detetar o norte verdadeiro, identificar o rumo do navio e orientá-lo. No entanto, se este equipamento falhasse, poderia causar exatamente os problemas que o Willowy estava a enfrentar.

A tripulação, com os superintendentes marítimos da empresa em terra, investigou e identificou que a bússola giroscópica primária do navio estava, de facto, a funcionar mal. Como tal, o navio retomou o seu rumo em segurança, quando passou a utilizar a bússola giroscópica secundária, auxiliada por uma bússola magnética antiquada. Tal conjunto permitiu uma boa medida.

Questionada sobre a causa da avaria, a empresa descreveu-a como “uma avaria acidental” e acrescentou que “a reparação será feita no próximo porto, onde a causa será identificada pelos técnicos, em terra”.

E os outros navios nas imediações do Willowy que também navegavam em círculos?

Segundo o que foi descrito pela Executive Ship:

    A presunção inicial da causa que levou o Willowy a navegar em círculos foram as correntes fortes, o que levou a tripulação a perceber que outros navios estavam também a navegar em círculos.

Com tantos mistérios nos oceanos, no campo magnético da Terra e nas relações entre os seres humanos não deverá ser fácil chegar a uma conclusão. Contudo, estes mistérios são cada vez mais.

https://pplware.sapo.pt/ciencia/misterio-maritimo-esta-a-desorientar-navios-e-estes-navegam-em-circulos/

Alguém sabe o que se passa nestes ataques misteriosos ao GPS mundial que afecta os navios?
 

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Re: Cibersegurança
« Responder #35 em: Junho 08, 2020, 10:38:24 am »
Ninguém faz ideia do que se passa nestas "avarias" dos GPS de navios em vários locais do mundo?
 

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Re: Cibersegurança
« Responder #36 em: Junho 08, 2020, 11:44:34 am »
Ninguém faz ideia do que se passa nestas "avarias" dos GPS de navios em vários locais do mundo?

https://marineindustrynews.co.uk/solving-the-mystery-of-ships-sailing-in-circles/
 
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Re: Cibersegurança
« Responder #37 em: Julho 16, 2020, 03:57:12 pm »
Ciberataques a centros de investigação de vacina da Covid-19. Reino Unido, Canadá e EUA acusam Rússia

Dezanove centros de investigação de vacina para a Covid-19 sofreram ciberataques. Reino Unido, Canadá e EUA acreditam que hackers russos estão detrás dos ataques.



Piratas informáticos (hackers) russos estão a atacar centros de investigação para encontrar uma vacina para a Covid-19. A notícia é avançada pela CNN, depois de autoridades do Reino Unido, Canadá e Estados Unidos da América terem lançado um alerta esta quinta-feira contra o grupo “APT29”, também conhecido como “the Dukes” ou “Cozy Bear”. Estes países acreditam que estes hackers trabalham com o governo da Rússia.

De acordo com o Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido (NCSC, nas siglas originais) este grupo de piratas informáticos teve como objetivo atacar apenas centros norte-americanos, canadianos e britânicos. O grupo APT29 “quase de certeza que opera como parte do dos serviços de inteligência russos”, diz o NCSC.

A campanha de atividades maliciosas da APT29 está em andamento, predominantemente contra alvos governamentais, diplomáticos, grupos de think tank, de assistência médica e de energia para roubar valiosas propriedades intelectuais”, diz o NCSC.

O grupo APT29 tem sido acusado estar ligado ao Kremlin. Este é o mesmo grupo de piratas informáticos que tem sido acusado de ter acedido indevidamente aos sistemas do Partido Democrata, o principal partido de oposição a Donald Trump (do Partido Republicano), durante a campanha presidencial norte-americana em 2016.

Em maio, estes três países já tinham emitido um alerta a afirmar que havia a possibilidade de ciberataques coordenados para perturbar e roubar dados de investigações para uma vacina e cura para a Covid-19. Segundo os responsáveis de inteligência, foram atacados hospitais, laboratórios de pesquisa, empresas farmacêuticas e outras entidades ligadas à investigação. Além disso, Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA [US Department of Health and Human Services], foi também um dos alvos.

https://observador.pt/2020/07/16/ciberataques-a-centros-de-investigacao-da-covid-19-reino-unido-canada-e-eua-acusam-russia/
 

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Lusitano89

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Re: Cibersegurança
« Responder #38 em: Julho 17, 2020, 03:40:08 pm »
Rússia nega acusações de tentativa de roubo de investigação à Covid-19


 

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Re: Cibersegurança
« Responder #39 em: Agosto 28, 2020, 12:50:59 am »
Tesla e FBI impedem ataque de ransomware a Gigafactory de Nevada

Tesla colaborou com o FBI de forma a evitar ataque de ransomware dirigido à fábrica de Elon Musk, a Gigafactory de Nevada.

O ataque veio de um cidadão russo de 27 anos que contactou um funcionário da empresa para instalar software malicioso nos computadores da empresa em troca de um milhão de dólares.



Uma tentativa de ataque de ransomware à Tesla

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou recentemente a detenção de Egor Igorevich Kriuchkov, um homem russo de 27 anos, que tentou aplicar um ataque de ransomware à Gigafactory de Nevada.

O homem estaria de viagem nos Estados Unidos em julho, quando contactou um funcionário da empresa, fluente em russo, com uma proposta de um milhão de dólares em troca da instalação de software malicioso nos computadores da empresa.



O objetivo principal do russo era o de extrair informações valiosas da Tesla em troca de um resgate milionário.

A Tesla contou com a seriedade do seu funcionário que, prontamente informou a entidade empregadora do esquema que estaria a ser preparado. Posteriormente, o FBI tomou conta do caso, conduzindo uma operação que levou à prisão de Kriuchkov, no momento em que tentava abandonar o país.

Casos recentes de ataques a gigantes da tecnologia

Outros ataques já teriam sido levados a cabo por este homem. No entanto, o FBI não divulgou quais em concreto. A imprensa especula, contudo, que o ataque em julho ao CWT Group seja um deles. Neste caso em concreto terá sido pago um resgate no valor de 4,5 milhões de dólares.

Recentemente, vimos também empresas como a Garmin ou a Canon serem vítimas de ataques semelhantes. No caso da Garmin, sabe-se que a empresa terá pago o resgate de “vários milhões de dólares”. No entanto, a empresa dos relógios inteligentes terá resolvido o problema através de uma empresa especializada neste tipo de casos.

https://pplware.sapo.pt/informacao/tesla-e-fbi-impedem-ataque-de-ransomware-a-gigafactory-de-nevada/