Chaparral e bitubo

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major-alvega

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« Responder #60 em: Maio 10, 2008, 05:01:07 pm »
http://www.militaryfactory.com/armor/de ... rmor_id=80


este link, tem umas informações sobre o sistema m-48 chaparral dos EUA.

já agora aconselho-vos a irem a este site:

http://www.militaryfactory.com/

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major-alvega

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« Responder #61 em: Maio 10, 2008, 05:02:29 pm »
o governo portugues não tem em vista a possivel troca do nosso sistema de defesa anti-aerea????

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PereiraMarques

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« Responder #62 em: Maio 10, 2008, 05:09:19 pm »
Fala-se de Avenger em 2012...

Citação de: "PereiraMarques"
Um panorama sobre a Artilharia Antiaérea em Portugal

Citar
(...)No que diz respeito à Artilharia Antiaérea, a Componente Operacional do Sistema de Forças Nacional – 2004, definida em Conselho Superior de Defesa Nacional, está prevista para a componente terrestre a missão de protecção da força e de participação na defesa imediata dos arquipélagos dos Açores e Madeira.

A Artilharia Antiaérea dá igualmente o seu contributo em Operações de Apoio à Paz. Actua, não só no âmbito da sua essência, a protecção antiaérea, como também na função dissuasora, na imposição de zonas de exclusão aérea e, como elemento integrante do controlo do espaço aéreo.

Tendo em conta o dispositivo territorial do Exército, as unidades de Artilharia Antiaérea da Força Operacional Permanente do Exército (FOPE) encontram-se distribuídas pelo continente e pelos arquipélagos dos Açores e Madeira[46].

Assim, encontram-se no Regimento de Artilharia Antiaérea Nº1 (RAAA1), em Queluz, as Forças de apoio Geral (FAG), com um efectivo de uma Bateria de Artilharia Antiaérea (BAAA), um Pelotão AAA, este último com a capacidade de reforçar, se necessário, a Brigada de Reacção Rápida (BRR), equipado com o sistema de míssil portátil Stinger e uma BAAA em apoio à Brigada de Intervenção (BI), composta por um Pelotão Míssil Ligeiro, um Pelotão Míssil Portátil e um Pelotão Radar.

Em Santa Margarida encontra-se uma Bateria, composta por um Pelotão de Míssil Ligeiro Chaparral e um Pelotão Radar que garante a protecção antiaérea da Brigada Mecanizada (BM).

Nos Arquipélagos da Madeira e dos Açores, encontram-se aquarteladas duas baterias no Regimento de Guarnição Nº3 (Funchal) e Regimento de Guarnição Nº2 (Ponta Delgada) respectivamente, em apoio do Agrupamento de Defesa Territorial (ADT), equipadas, cada uma delas, com dois Pelotões Canhão Bitubo de 20mm.


Uma pequena ressalva para a presença física de todos os tipos de sistemas de armas antiaéreas no RAAA1, em Queluz, mas apenas para efeitos de instrução.

Actualmente, os materiais que equipam a Artilharia Antiaérea Portuguesa dividem-se em sistema canhão e sistema míssil.

(...)O Exército não é o responsável pela organização da defesa aérea. Essa é a responsabilidade primária da Força Aérea. A responsabilidade do Exército recai sobre a colaboração com a Força Aérea na protecção de áreas e pontos sensíveis do Território Nacional, por intermédio de meios SHORAD e HIMAD, assim como das suas forças e instalações.

De acordo com as Missões Específicas das Forças Armadas, a Missão Específica do Exército é a de “Colaborar na defesa antiaérea de muito baixa e baixa altitude, de áreas e pontos sensíveis do Território Nacional”. Para tal, o Exército deve dispor de meios SHORAD orgânicos, para a protecção das suas Brigadas Independentes e de um Grupo de Artilharia Antiaérea com a responsabilidade de garantir a defesa antiaérea a baixas e muito baixas altitudes de instalações, tanto na zona avançada como na área de retaguarda, assegurar a defesa antiaérea de instalações e infra-estruturas essenciais ao esforço nacional de guerra, assim como colaborar nas operações de defesa aérea com outros Ramos das Forças Armadas, nomeadamente com a Força Aérea.

(...)É, de certo modo, despropositado julgar-se que é possível a aquisição de toda a panóplia dos sistemas de armas, detecção, localização, comando e controlo, pois são conhecidas as dificuldades orçamentais para esta área. Em sintonia com esta realidade, o RAAA1 tem vindo a desenvolver estudos no domínio da viabilidade da aquisição de novos equipamentos, uma vez que tem a responsabilidade de unidade de ensino na vertente da Artilharia Antiaérea e de subcomissão Técnica da Arma no programa de reequipamento em Portugal.

A adopção dos sistemas SHORAD, não reflecte a preferência doutrinária, mas torna-se cada vez mais uma referência na definição das unidades de Artilharia Antiaérea em Portugal.

(...)Actualmente, o Exército Português não apresenta condições para fazer face às novas ameaças (mísseis cruzeiro, UAV’s e aeronaves de asa fixa de ultima geração). Os sistemas de armas existentes sofrem de desactualização e falta de manutenção. As restrições económicas conduzem a isso mesmo. No entanto, a Lei de Programação Militar (LPM) 5/22 prevê a aquisição de novos sistemas SHORAD, devendo esta ser executada de forma integrada e tendo em conta a interoperabilidade com os restantes ramos das Forças Armadas.

Na Proposta de Revisão da LPM, constava a aquisição de sistemas do tipo Linebacker [Nota própria: mas instalados em que chassis? Bradley não temos, M-113 é possível?] que se destinam a suprimir as falhas, mais que evidentes, no sistema de defesa antiaérea, vindo substituir o ultrapassado sistema Chaparral da Brigada Mecanizada até 2014. Este sistema, para além de garantir uma protecção antiaérea mais eficaz da Força, integra-se com muito maior facilidade nas operações da manobra, típicas de uma unidade mecanizada.

Para a Brigada de Intervenção, está prevista[54] a aquisição de sistemas do tipo Avenger até 2012, visto tratar-se da unidade que irá responder com maior frequência aos compromissos internacionais, logo terá de usufruir de uma Artilharia Antiaérea suficientemente credível, quanto mais não seja pela sua função dissuasora. Para 2007 ainda está prevista a aquisição do radar Sentinel (3D), que contribuirá fortemente para alargar o espectro de actuação dos sistemas de armas.

Para a BAAA das Forças de Apoio Geral, está prevista a constituição de Pelotões equipados com sistemas do tipo Avenger e de Pelotões MANPAD[55], capazes de responder aos pedidos de reforço endereçados a esta unidade.

Brevemente entrará ao serviço o recentemente adquirido radar P-STAR (2D), e posteriormente, prevê-se a aquisição do radar Sentinel[56].

Todos os sistemas que forem substituídos pelos mais modernos, serão colocados nas respectivas BAAA dos Agrupamentos de defesa territorial dos Açores e Madeira, complementando o sistema canhão existente.

(...)O sistema míssil existente é composto pelo míssil ligeiro Chaparral e pelo míssil portátil Stinger. Este último, apesar da idade avançada, continua a servir de referência para o sistema SHORAD do Exército Norte-americano, sofrendo apenas algumas adaptações ao nível do sistema de guiamento, sendo portanto assim uma aposta segura. Acresce o facto de o seu fabrico se manter, o que já não acontece com o sistema Chaparral, o que leva a situações de anos de espera por peças sobresselentes para colocar os materiais dentro dos níveis mínimos de operacionalidade, causando insuficiências graves no sistema de defesa antiaérea.
Fonte: http://www.revista-artilharia.pt/97405.htm
 

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major-alvega

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« Responder #63 em: Maio 10, 2008, 05:46:52 pm »
Citação de: "PereiraMarques"
Fala-se de Avenger em 2012...

Citação de: "PereiraMarques"
Um panorama sobre a Artilharia Antiaérea em Portugal

Citar
(...)No que diz respeito à Artilharia Antiaérea, a Componente Operacional do Sistema de Forças Nacional – 2004, definida em Conselho Superior de Defesa Nacional, está prevista para a componente terrestre a missão de protecção da força e de participação na defesa imediata dos arquipélagos dos Açores e Madeira.

A Artilharia Antiaérea dá igualmente o seu contributo em Operações de Apoio à Paz. Actua, não só no âmbito da sua essência, a protecção antiaérea, como também na função dissuasora, na imposição de zonas de exclusão aérea e, como elemento integrante do controlo do espaço aéreo.

Tendo em conta o dispositivo territorial do Exército, as unidades de Artilharia Antiaérea da Força Operacional Permanente do Exército (FOPE) encontram-se distribuídas pelo continente e pelos arquipélagos dos Açores e Madeira[46].

Assim, encontram-se no Regimento de Artilharia Antiaérea Nº1 (RAAA1), em Queluz, as Forças de apoio Geral (FAG), com um efectivo de uma Bateria de Artilharia Antiaérea (BAAA), um Pelotão AAA, este último com a capacidade de reforçar, se necessário, a Brigada de Reacção Rápida (BRR), equipado com o sistema de míssil portátil Stinger e uma BAAA em apoio à Brigada de Intervenção (BI), composta por um Pelotão Míssil Ligeiro, um Pelotão Míssil Portátil e um Pelotão Radar.

Em Santa Margarida encontra-se uma Bateria, composta por um Pelotão de Míssil Ligeiro Chaparral e um Pelotão Radar que garante a protecção antiaérea da Brigada Mecanizada (BM).

Nos Arquipélagos da Madeira e dos Açores, encontram-se aquarteladas duas baterias no Regimento de Guarnição Nº3 (Funchal) e Regimento de Guarnição Nº2 (Ponta Delgada) respectivamente, em apoio do Agrupamento de Defesa Territorial (ADT), equipadas, cada uma delas, com dois Pelotões Canhão Bitubo de 20mm.


Uma pequena ressalva para a presença física de todos os tipos de sistemas de armas antiaéreas no RAAA1, em Queluz, mas apenas para efeitos de instrução.

Actualmente, os materiais que equipam a Artilharia Antiaérea Portuguesa dividem-se em sistema canhão e sistema míssil.

(...)O Exército não é o responsável pela organização da defesa aérea. Essa é a responsabilidade primária da Força Aérea. A responsabilidade do Exército recai sobre a colaboração com a Força Aérea na protecção de áreas e pontos sensíveis do Território Nacional, por intermédio de meios SHORAD e HIMAD, assim como das suas forças e instalações.

De acordo com as Missões Específicas das Forças Armadas, a Missão Específica do Exército é a de “Colaborar na defesa antiaérea de muito baixa e baixa altitude, de áreas e pontos sensíveis do Território Nacional”. Para tal, o Exército deve dispor de meios SHORAD orgânicos, para a protecção das suas Brigadas Independentes e de um Grupo de Artilharia Antiaérea com a responsabilidade de garantir a defesa antiaérea a baixas e muito baixas altitudes de instalações, tanto na zona avançada como na área de retaguarda, assegurar a defesa antiaérea de instalações e infra-estruturas essenciais ao esforço nacional de guerra, assim como colaborar nas operações de defesa aérea com outros Ramos das Forças Armadas, nomeadamente com a Força Aérea.

(...)É, de certo modo, despropositado julgar-se que é possível a aquisição de toda a panóplia dos sistemas de armas, detecção, localização, comando e controlo, pois são conhecidas as dificuldades orçamentais para esta área. Em sintonia com esta realidade, o RAAA1 tem vindo a desenvolver estudos no domínio da viabilidade da aquisição de novos equipamentos, uma vez que tem a responsabilidade de unidade de ensino na vertente da Artilharia Antiaérea e de subcomissão Técnica da Arma no programa de reequipamento em Portugal.

A adopção dos sistemas SHORAD, não reflecte a preferência doutrinária, mas torna-se cada vez mais uma referência na definição das unidades de Artilharia Antiaérea em Portugal.

(...)Actualmente, o Exército Português não apresenta condições para fazer face às novas ameaças (mísseis cruzeiro, UAV’s e aeronaves de asa fixa de ultima geração). Os sistemas de armas existentes sofrem de desactualização e falta de manutenção. As restrições económicas conduzem a isso mesmo. No entanto, a Lei de Programação Militar (LPM) 5/22 prevê a aquisição de novos sistemas SHORAD, devendo esta ser executada de forma integrada e tendo em conta a interoperabilidade com os restantes ramos das Forças Armadas.

Na Proposta de Revisão da LPM, constava a aquisição de sistemas do tipo Linebacker [Nota própria: mas instalados em que chassis? Bradley não temos, M-113 é possível?] que se destinam a suprimir as falhas, mais que evidentes, no sistema de defesa antiaérea, vindo substituir o ultrapassado sistema Chaparral da Brigada Mecanizada até 2014. Este sistema, para além de garantir uma protecção antiaérea mais eficaz da Força, integra-se com muito maior facilidade nas operações da manobra, típicas de uma unidade mecanizada.

Para a Brigada de Intervenção, está prevista[54] a aquisição de sistemas do tipo Avenger até 2012, visto tratar-se da unidade que irá responder com maior frequência aos compromissos internacionais, logo terá de usufruir de uma Artilharia Antiaérea suficientemente credível, quanto mais não seja pela sua função dissuasora. Para 2007 ainda está prevista a aquisição do radar Sentinel (3D), que contribuirá fortemente para alargar o espectro de actuação dos sistemas de armas.

Para a BAAA das Forças de Apoio Geral, está prevista a constituição de Pelotões equipados com sistemas do tipo Avenger e de Pelotões MANPAD[55], capazes de responder aos pedidos de reforço endereçados a esta unidade.

Brevemente entrará ao serviço o recentemente adquirido radar P-STAR (2D), e posteriormente, prevê-se a aquisição do radar Sentinel[56].

Todos os sistemas que forem substituídos pelos mais modernos, serão colocados nas respectivas BAAA dos Agrupamentos de defesa territorial dos Açores e Madeira, complementando o sistema canhão existente.

(...)O sistema míssil existente é composto pelo míssil ligeiro Chaparral e pelo míssil portátil Stinger. Este último, apesar da idade avançada, continua a servir de referência para o sistema SHORAD do Exército Norte-americano, sofrendo apenas algumas adaptações ao nível do sistema de guiamento, sendo portanto assim uma aposta segura. Acresce o facto de o seu fabrico se manter, o que já não acontece com o sistema Chaparral, o que leva a situações de anos de espera por peças sobresselentes para colocar os materiais dentro dos níveis mínimos de operacionalidade, causando insuficiências graves no sistema de defesa antiaérea.
Fonte: http://www.revista-artilharia.pt/97405.htm




obrigado pelo esclarecimento, e já agora tem alguma ideia de quanto pode vir a custar o avenger e o sistema SHORAD???

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major-alvega

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« Responder #64 em: Maio 10, 2008, 06:04:36 pm »
o avenger é de 1989!!!!

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PereiraMarques

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« Responder #65 em: Maio 10, 2008, 08:47:59 pm »
Tanto o Avenger, como o Stinger, ou o Chaparral são sistemas Short Range Air Defense (SHORAD).

E o Stinger é de 1981...o que interessa é que são mais modernos que o Chaparral...Preços não sei...e também não sei até que ponto os valores de unidades novas serão relevantes para esta análise, porque muito provavelmente os sistemas a adquirir serão em 2.ª mão...
 

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major-alvega

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« Responder #66 em: Maio 10, 2008, 09:42:18 pm »
Citação de: "PereiraMarques"
Tanto o Avenger, como o Stinger, ou o Chaparral são sistemas Short Range Air Defense (SHORAD).

E o Stinger é de 1981...o que interessa é que são mais modernos que o Chaparral...Preços não sei...e também não sei até que ponto os valores de unidades novas serão relevantes para esta análise, porque muito provavelmente os sistemas a adquirir serão em 2.ª mão...



mas o chaparral está desactualizado, mas será que está assim tanto, o exército portugues faz bem se adquirir novos sistemas de defesa anti aerea, mas não será possivel fazer umas alterações no m-48 chaparral,ou seja,colocar uma nova torre  de lançamento que tenha a capacidade de "lançar" misseis mais modernos???
e já agora, estes veiculos chaparral possuem uma fraca blindagem, o exército português poderia acrescentar blindagem neste veiculo??? o que acha??

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PereiraMarques

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« Responder #67 em: Maio 10, 2008, 09:52:06 pm »
Qual é o interesse para um país com limitada capacidade económica acarretar com os custos de desenvolvimento/modernização de um míssil terra-ar? Além disso, os próprios sistemas mecânicos e hidráulicos do veículo e do sistema de lançamento, como indicado no próprio texto, já estão muito degradados, diminuindo a operacionalidade e dificultando/encarecendo a manutenção...pelo que tinha que ser investido mais dinheiro nessa área.

Quanto à blindagem, isso é uma situação secundária num sistema de armas deste tipo, ele não está projectado para combater com forças terrestres e no caso de ser atacado por uma aeronave a blindagem, normalmente, serve de pouco...
 

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major-alvega

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« Responder #68 em: Maio 10, 2008, 09:58:38 pm »
Citação de: "PereiraMarques"
Qual é o interesse para um país com limitada capacidade económica acarretar com os custos de desenvolvimento/modernização de um míssil terra-ar? Além disso, os próprios sistemas mecânicos e hidráulicos do veículo e do sistema de lançamento, como indicado no próprio texto, já estão muito degradados, diminuindo a operacionalidade e dificultando/encarecendo a manutenção...pelo que tinha que ser investido mais dinheiro nessa área.

Quanto à blindagem, isso é uma situação secundária num sistema de armas deste tipo, ele não está projectado para combater com forças terrestres e no caso de ser atacado por uma aeronave a blindagem, normalmente, serve de pouco...


você percebe mais disto que eu, eu so agora me comecei a interessar-me por estes tipos de assuntos.

tambem eu ainda sou um jovem, por isso ainda estou a aprender, e quem sabe eu até poderei ir para ao exército.

voltando ao tema, portugal adquirio os pandur, vai adquirir uns tanques, leopard, que custam uma batolada de dinheiro. agora, na minha opinião,penso que é importantissimo ter um sistema de defesa anti aerea evoluido, não acha???

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PereiraMarques

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« Responder #69 em: Maio 10, 2008, 10:19:53 pm »
Não há dinheiro...ou melhor, não há interesse para disponibilizar dinheiro para essa área. Se considerarmos que a missão principal das FFAA deixou de ser a Defesa Territorial do país :roll:
 

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PereiraMarques

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« Responder #70 em: Maio 10, 2008, 10:27:26 pm »
Já agora as declarações do Sr. GEN CEME...

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Defesa: Falta de sistema antiaéreo de media altitude diminui resposta de Portugal - CEME

Marinha Grande, Leiria, 27 Mar (Lusa) - O chefe do Estado-Maior do Exército defendeu hoje a compra de um sistema de defesa anti-aéreo de média altitude para completar os equipamentos existentes para distâncias mais curtas, alguns dos quais necessitam de substituição a curto prazo.


Durante um exercício de fogos reais de antiaéreas que teve lugar numa praia da Marinha Grande, o general Pinto Ramalho admitiu que o sistema de defesa português nesta área só será completo com a aquisição de um sistema de defesa contra alvos de média altitude.

O exercício de hoje envolveu disparos contra alvos voadores de mísseis Chaparral (assentes em lagartas) e Stinger (uso a pé) e de canhões de 20 milímetros mas, numa situação de conflito real, as aeronaves inimigas poderiam voar acima dos cinco quilómetros de altitude, sobrevoando o território nacional imunes à artilharia.

Por isso, um "sistema de defesa de média altitude é credibilizante" para a protecção nacional, permitindo o combate a um "meio aéreo que suba acima da altitude de empenhamento" dos recursos existentes, que se limitam à baixa e muito-baixa distâncias.

"É necessário que haja outro sistema que impeça que eles (os adversários) fujam", explicou Pinto Ramalho, salientando que esses equipamentos estão a ser estudados pela hierarquia e deverão ser uma das propostas de aquisição do Exército no quadro da revisão da Lei de Programa Militar (LPM).

Também o equipamento português de defesa antiaéreo mais evoluído, os mísseis terra-ar Chaparral, está a atingir o seu prazo de validade tecnológica (cuja base estrutural data dos anos 60 embora tenha sofrido várias modernizações) já que, dentro da Nato, somente a Turquia ainda utiliza este sistema.

A LPM previa a sua substituição a partir de 2010 mas Pinto Ramalho aponta 2012 como a data mais provável para iniciar o processo de aquisição de novos equipamentos, que representará o maior esforço financeiro do Exército de modernização depois dos novos helicópteros e dos carros de combate.

O objectivo é dotar o país de "sistemas de armas credíveis e actuais que possam ser parceiros num contexto internacional e multinacional", uma situação que actualmente Portugal cumpre, mas com dificuldade.

"Há hoje sistemas melhores, mais adequados, com maior tratamento da ameaça e maior capacidade de empenhamento e de contra-medidas", explicou Pinto Ramalho.

"Como em tudo na vida ou vamos evoluindo ou perdemos capacidade" operacional, acrescentou, elogiando a "capacidade técnica, de formação e aptidão dos nossos apontadores".

"Provavelmente nunca seremos novidade nos recursos materiais que apresentarmos no campo de batalha mas seremos certamente reconhecidos pela qualidade dos nossos recursos humanos", salientou o chefe do Estado-Maior do Exército.

No ano passado, num exercício semelhante, dos oito mísseis Chaparral que deveriam ser disparados, todos falharam o objectivo, uma situação que motivou alguma apreensão na preparação da operação deste ano.

Desta vez, dos seis mísseis disparados (dois Stinger e quatro Chaparral), três acertaram efectivamente, dois "acertaram tecnicamente" (passaram tão próximo do alvo que se ele fosse uma aeronave teria sido destruída) e somente um falhou.

Para Pinto Ramalho, foi uma experiência "extremamente encorajadora" e o "Exército deu uma demonstração daquilo que é capaz", cumprindo as missões que lhes estão incumbidas.

O exercício de hoje foi também o primeiro que teve uma mulher como apontadora de um dos mísseis Chaparral, que acertou no alvo.

No final da sessão de tiros, a militar Ana Almeida, oriunda do Seixal e a prestar serviço em Santa Margarida, considerou que a sua participação é "um orgulho" para si mas também para os seus camaradas mais próximos.

"Eu tinha que acertar", disse, minimizando o facto de ter sido a primeira mulher portuguesa a disparar um míssil numa sessão de fogo real.

"Nós na tropa somos todos homens e damos apoio" uns aos outros, disse, rejeitando ter tido um tratamento especial por ser mulher pelos seus colegas de armas.

No exercício, participaram 230 militares de várias unidades operacionais do continente e estiveram também convidados estrangeiros para assistir às operações.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.


 :arrow: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?ar ... l=26&rss=0
 

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major-alvega

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« Responder #71 em: Maio 12, 2008, 04:50:19 pm »
consideram a opção avenger boa???

mesmo este tendo alguns anos.

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Bravo Two Zero

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« Responder #72 em: Maio 13, 2008, 01:36:19 am »
Citação de: "major-alvega"
consideram a opção avenger boa???

mesmo este tendo alguns anos.


Porreiro, porreiro era uns sistemas HIMAD como o NASAMS norueguês ou o futuro SLAMRAAM, complementados com uns MANPADS de 3ª geração como o FIM-92E Stinger ou os 9K38 Igla-1S.

E para completar o "cabaz", uns PRTL 35 mm GWI - variante holandesa do Gepard alemão, que, recorde-se, foram oferecidos à Roménia.


http://www.designation-systems.net/dusrm/m-92.html
http://www.mil.no/multimedia/archive/00 ... 42203a.jpg
http://www.mil.no/multimedia/archive/00 ... 42204a.jpg
http://www.globalsecurity.org/military/ ... amraam.htm


Mas o orçamento não permite tais "devaneios"
"Há vários tipos de Estado,  o Estado comunista, o Estado Capitalista! E há o Estado a que chegámos!" - Salgueiro Maia
 

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Duarte

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« Responder #73 em: Maio 13, 2008, 01:52:55 am »
A concretizar-se a compra de Avenger para a BrigInt, acho que se deveria comprar unidades suficientes para mais dois pelotões para as BtrrAA dos ADT dos Açores e Madeira. Quebra-se este ciclo de enviar materiais já obsoletos para as ilhas.
Assim as BtrAAA das ilhas ficam com um ou dois Pel. can bitubo e a um Pel. miss. Avenger.
 

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zocuni

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« Responder #74 em: Maio 13, 2008, 03:02:06 am »
Citação de: "Bravo Two Zero"

Mas o orçamento não permite tais "devaneios"


Pelo que leio considero algo mais grave,o abandono do conceito de territorialidade,para mim razão primordial em qualquer conceito de forças armadas,de repente sou muito antiquado e desatualizado.Devo ser jurássico.Vou-me reciclar,só não garanto progressos.

Abraços,
zocuni