«Crise pode pôr em causa independência nacional»

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typhonman

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« Responder #15 em: Agosto 04, 2005, 12:10:49 am »
Aqui em Portugal vigora o sistema Cunhas :wink:
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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Rui Elias

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« Responder #16 em: Agosto 09, 2005, 05:11:38 pm »
Papatango:

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Aqueles que mais têm, aqueles que mais protecções sociais têm, aqueles que mais capacidade organizativa possuem, são aqueles que estão em melhores condições de defender os seus interesses corporativos, e exigir receber salários que são pagos pelos impostos daqueles que não estão nas manifestações.


Só uma dúvida:

Os funcionários públicos (desde os varredores de rua até aos altos dirigentes da Administração Pública) não pagam também impostos e gastam o dinheiro que recebem em Portugal?

Outra dúvida:

O Medina Carreira não foi aquele que recebeu do Estado (que ele tanto diz ser gastador) a módica quantia de 18.000 euros para escrever uma série de patacoadas a que ele chamou "Livro Branco" no tempo do Guterres?
 

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papatango

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« Responder #17 em: Agosto 10, 2005, 11:46:29 am »
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Só uma dúvida:
Os funcionários públicos (desde os varredores de rua até aos altos dirigentes da Administração Pública) não pagam também impostos e gastam o dinheiro que recebem em Portugal?

Não está em causa se o dinheiro é gasto em Portugal ou não.

O que está em causa, são as críticas e os protestos daqueles que estão mais protegidos, enquanto que as empresas privadas, que são o motor da economia enfrentam dificuldades e quase todos os dias há empresas que fecham as portas.

Os funcionários públicos, trabalham para um patrão incompetente, são pouco produtivos, e para cúmulo, podem fazer greve à vontade para defender os seus direitos, quando em termos comparativos são os mais beneficiados. Reformas antecipadas, horarios de trabalho de fazer qualquer cidadão ficar de cabelos em pé, e acima de tudo, um salário certo, quando no resto do país as pessoas pensam duas vezes se devem comprar um electrodomestico, porque não se sabe o que f«vai acontecer amanhã.

Num periodo de crise, em que os funcionários públicos são os mais protegidos, são indecentes e imorais os protestos.~

= = =

Quanto ao Medina Carreira, mesmo que em vez de receber os Euros, tivesse sido ele a paga-los, a análise efectuada, não sería diferente. Infelizmente o problema é a análise técnica estar certa e não a honorabilidade do analista.

Cumprimentos
 

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USB80

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« Responder #18 em: Setembro 12, 2005, 06:19:33 pm »
Citação de: "papatango"
Em primeiro lugar, temos que aceitar todos os protestos, porque estamos numa democracia.

No entanto:

Há décadas que a Pátria não pede que se morra por ela.
Há décadas que se criou nas Forças Armadas a ideia de que "arranha-se" um bocado no inicio, e depois é uma "peluda" até à reforma.

O que se passa é que "a Peluda" pode afinal não ser tão interessante como era suposto ser. O que mais ouvimos, é pessoas a dizer que "quando fiz o contrato, não era a isto que vinha".

Ou seja, o costume. Resolvam os problemas do país, mas deixem-me de fora.

O tradicional do funcionalismo público. Os "gajos dos privados", que trabalhem e que paguem impostos, que tenham poucas ou nenhumas regalias sociais. Afinal eles estão habituados a levar porrada, um aperto de cinto a mais não se vai sentir.

Agora EU? que consegui um empreguinho certinho e arrumadinho, para não ter que me chatear com essas coisas chatas como trabalhar e produzir senão vou para a rua....
Eu não!!!
Afinal, há que defender o estatuto de Funcionário Público.

Aqueles que mais têm, aqueles que mais protecções sociais têm, aqueles que mais capacidade organizativa possuem, são aqueles que estão em melhores condições de defender os seus interesses corporativos, e exigir receber salários que são pagos pelos impostos daqueles que não estão nas manifestações.

Estas pessoas deviam ter um pouco de vergonha e pensar:
Quase todos os dias ouvimos falar em empresas que fecham as portas, por causa das deslocalizações. Há pessoas que vivem tragédias porque podem não alimentar os filhos, o país perde parte do seu tecido produtivo, e perde postos de trabalhos que geravam impostos, e esta gente vem-se queixar porque lhe estão a lixar a reforma antecipada.

Deviam por a mão na consciência e entender que se continuamos assim NÃO VAI HAVER REFORMA PARA NINGUÉM, PORQUE NÃO VAI HAVER DINHEIRO PARA PAGAR NEM AOS FUNCIONARIOS PUBLICOS, QUANDO O PAÍS ENTRAR EM COLAPSO E ACABARMOS NUMA GUERRA CIVIL.

O país não está à beira de um precipício.
O PAÍS JÁ ESTÁ EM QUEDA LIVRE!!!

E AS CORPORAÇÕES RECUSAM-SE A PUXAR A ARGOLA DO PARA-QUEDAS, PORQUE ISSO NÃO ESTAVA NO CONTRATO.

O adjectivo que conheço que melhor define a situação é:

PREVERSO.

Cumprimentos


 :Palmas:  :G-Ok: :G-Ok:
"Common sense is the less common of the senses"
 

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USB80

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« Responder #19 em: Setembro 12, 2005, 06:24:47 pm »
Citação de: "Luso"
Alguém viu o Medina Carreira no "Prós e Contras"?
Antológico e de serviço público ímpar.
Mas poucos o viram. Incluindo gente que tinha obrigação de o ver...


 :G-Ok: :G-Ok: :G-Ok:
"Common sense is the less common of the senses"
 

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USB80

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« Responder #20 em: Setembro 12, 2005, 06:40:07 pm »
Citação de: "Rui Elias"
Outra dúvida:

O Medina Carreira não foi aquele que recebeu do Estado (que ele tanto diz ser gastador) a módica quantia de 18.000 euros para escrever uma série de patacoadas a que ele chamou "Livro Branco" no tempo do Guterres?

Mais uma falácia (argumentação inválida) "Ad Hominem Circunstancial". Como abundam em Portugal e neste fórum, dá jeito, não é?, quando não se tem outra coisa e quando os argumentos válidos dos outros incomodam!...

http://www.intelliwise.com/books/trecho5.htm

Citar
Ad Hominem
Ataque Ao Homem
Ad Hominem Abusivo

Esta falácia consiste em referir-se ao oponente de forma pessoal e abusiva através de insultos e ataques verbais. Contudo, não é simplesmente "xingar" o oponente, mas usar isso como arma para desacreditar ou reduzir a força de sua argumentação. Essa falácia ocorre naquelas situações em que se confunde atacar o argumento com atacar a pessoa que o proferiu.

"Todos sabemos que o nobre Deputado é um mentiroso e trapaceiro e contumaz, portanto como podemos concordar com sua idéia de redução de impostos?"

"Ateismo é uma filosofia malévola, praticada por comunistas e assassinos"

"Foi só pôr aquela peruca, e passei quatro meses sem falar uma coisa inteligente"
Sigourney Weaver, que usou peruca loira para o filme Galaxy Quest

"Senhor, vi no balcão do açougueiro uns miolos parecidos com os seus"

Infelizmente, o Ad Hominem é uma das táticas mais comuns, mesmo em discussões educadas e formais. Afinal, é muito mais fácil atacar uma pessoa do que suas idéias. Para atacar estas últimas, é necessário achar contra-argumentos e evidências em contrário, tarefa frequentemente árdua. Contudo, para atacar uma pessoa basta dispor de um bom dicionário de palavrões.


 :no:
"Common sense is the less common of the senses"
 

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C. E. Borges

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« Responder #21 em: Setembro 13, 2005, 01:09:05 pm »
Eu também concordo com o que «Papatango» escreveu, embora os FP paguem impostos como toda a gente e, em média, tenham um salário muito inferior ao sector privado.
Mas a grande questão que se coloca - sem prejuízo de se aceitarem os sacrifícios pedidos - é a questão da responsabilidade política deste estado de coisas. Então não há responsáveis ? Quem são ? Onde estão ? Não há sanções ? Não, não há.
Os oligarcas do regime, pedem desculpa por este «incómodo» e já se alcandroam à CGD, ao Tribunal de Contas, às negociatas com a TVI, etc, etc, etc. Todavia - e quem quiser que tome nota - os ganhos financeiros do Estado com o aumento da idade da reforma e os novos cálculos (leoninos) das aposentações, são quase irrelevantes e claramente insuficientes se os compararmos com a «bola de neve» das despesas do Estado que, e chamemos os bois pelos seus nomes, o PS e o PSD, ambos, não souberam prever em devido tempo como lhes competia no dever de governar com competência. São eles os responsáveis. Aliás, quem poderia ser, com um Estado que em menos de 30 anos já teve 17 (dezassete) Governos ?! De modo que, barbas de molho, não tarda muito e vão os 13º e 14º meses pró galheiro. Uma aposta ?
 

 

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