A importância do moral

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A importância do moral
« em: Abril 26, 2004, 10:42:31 pm »
Neste forum tem-se debatido a importância dos equipamentos no desempenho das Forças Armadas, mas estes podem ser magníficos, mas se aqueles que os usam não tiverem espírito de sacrifício e determinação no cumprimento das suas missões de nada servem.
Tudo isto vem a propósito na notícia da morte em combate no Afeganistão de um militar americano das Forças Especiais chamado Pat Tillman. Até aqui nada de extraordinário, se não se tratasse de um jogador de futebol americano, que recusou um contrato de 3,6 milhões de dólares para se alistar no Exército. Nos tempos que correm não são nada vulgares posturas como esta. Ainda há pessoas para quem as convicções, a honra são mais importantes que os interesses materiais. Perante este indivíduo só me posso por em sentido !

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=41&id_news=124835
 

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Ricardo Nunes

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« Responder #1 em: Abril 26, 2004, 11:02:00 pm »
De facto já conhecia a notícia.

Concordo inteiramente com as suas palavras. É de louvar. Paz à sua alma.


Citar
From: Press Service <afisnews_sender@DTIC.MIL>
Subject: Former Football Star Killed in Afghanistan
To: DEFENSE-PRESS-SERVICE-L@DTIC.MIL
Precedence: list

By Donna Miles
American Forces Press Service

WASHINGTON, April 24, 2004 – He was so moved by the events of Sept. 11, 2001,
that he turned down a $3.6 million professional football contract to become an
Army Ranger.

Spc. Pat Tillman, 27, who was deployed with the 75th Ranger Regiment from Fort
Benning, Ga., was killed April 22 during a firefight in southeastern
Afghanistan. The Defense Department confirmed the soldier's identity late April
23.

U.S. Central Command officials said Tillman was part of a coalition combat
patrol that was ambushed near the village of Sperah, 40 kilometers southwest of
Khowst. The patrol responded immediately with direct fire, and a firefight
ensued before the enemy broke contact. Tillman and an Afghan Militia Force
soldier were killed during the engagement, and two coalition soldiers were
wounded, officials said.

Tillman and his brother, Spc. Kevin Tillman, made national news when they
walked away from careers as professional athletes to join the Army. Pat Tillman
played four seasons with the National Football League's Arizona Cardinals
before enlisting in May 2002. Kevin Tillman played minor league baseball in the
Cleveland Indians organization.

Both brothers earned their place among the elite Army Rangers and served
together in the same battalion during Operation Iraqi Freedom.

Last July, the Tillman brothers also won the Arthur Ashe Courage award at the
11th annual ESPY Awards on ESPN. The award is presented to those who serve a
greater good outside the sporting arena, officials said.

Officials said both brothers shunned publicity and maintained a low profile
while they served. Army Lt. Col. Don Sondo, deputy commander of the U.S. Army
Infantry Training Brigade at Fort Benning, Ga., told the Army News Service
neither wanted special treatment for their celebrity status. The difference
between sports and combat is the cost of being wrong, said Sondo. In a sport,
you lose a game; in combat, you lose lives, he said.

Today the military and sports communities alike mourned the loss of a soldier
who made the ultimate sacrifice in the war on terror.

Cardinals vice president Michael Bidwell remembered Tillman's determination,
focus and fierce sense of competition and called his death "a terrible loss for
the National Football League and the Arizona Cardinals."
"In sports, we have a tendency to overuse terms like 'courage' and 'bravery,'
and 'heroes,'" Bidwell said. "Then someone special like Pat Tillman comes
along. And it reminds us what those terms really mean." Bidwell said the
Cardinals and the NFL "were privileged to have Pat Tillman in its family and we
are all weaker today following his loss."

The Cardinals announced the team is retiring Tillman's number 40, and that the
perimeter of their new stadium, scheduled to open in 2006, will be named "Pat
Tillman Freedom Plaza." The team also is joining with Arizona State University,
where Tillman played his college football, to establish a scholarship.

"Pat knew his purpose in life," said former Cardinals head coach Dave McGinnis.
"He proudly walked away from a career in football to a greater calling, which
was to protect and defend our country. Pat represents those who have and will
make the ultimate sacrifice for our freedom. I am overwhelmed with a sense of
sorrow, but I also feel a tremendous feeling of pride for him and his service."

Pete Kendall of the Arizona Cardinals, Tillman's former teammate, said
Tillman's loss underscores the sacrifices America's armed forces make on a
daily basis during the war on terror. "My thoughts and my prayers go out to his
wife, his brother, his family, and to all the servicemen and women who are
making this sacrifice for us every day," he said.

"Pat Tillman personified all the best values of his country and the NFL. He was
an achiever and leader on many levels who always put his team, his community
and his country ahead of his personal interests," said NFL Commissioner Paul
Tagliabue. "Like other men and women protecting our freedom around the world,
Pat made the ultimate sacrifice and gave his life in the service of our
country."

White House spokesman Taylor Gross called Tillman "an inspiration both on and
off the football field."

"As with all who have made the ultimate sacrifice in the war on terror, his
family is in the thoughts and prayers of President and Mrs. Bush," Gross said.

Related Sites:
U.S. Central Command [http://www.centcom.mil/]
75th Ranger Regiment [http://www.soc.mil/75thrr/75th_home.htm]
U.S. Army Infantry Training
Brigade [http://www.infantry.army.mil/itb/]
<spacer type= vertical size=5>

Related Article:
Ranger
Brothers Get ESPY Award [http://defendamerica.mil/profiles/jul2003/pr071803a.html]
 


Ricardo Nunes
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dremanu

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« Responder #2 em: Abril 27, 2004, 12:12:15 am »
De facto admirável o exemplo deste homem. Os Americanos têm um grande senso de patriotismo e dedicação ao país. Mesmo sendo a sociadade mais individualista que existe na terra, quanto eles tem uma situação que afeta a vida nacional, unem-se e trabalham em grupo de uma forma extraordinária.

Eu acredito que nós tb temos um bom senso de comunidade, só que é preciso algo verdadeiramente dramático para trazer ao de cima esse espírito. E acredito que se o nosso país estivesse em vias de ser atacado militarmente por um outro país, a maioria do povo Português estaria disposto a lutar pela pátria.
"Esta é a ditosa pátria minha amada."
 

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Rui Elias

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« Responder #3 em: Abril 28, 2004, 12:22:36 pm »
Lamento ir contra a corrente dominante, mas acho que o que lhe aconteceu é o que normalmente acontece aos invasores.

Decerto que as características da campanha no Afeganistão são diferentes das do Iraque, havendo maior legitimidade na intervenção contra o regime dos talibãs afegãos.

Mas o que é um facto é que 2 anos depois o governo fantoche de Karzay apenas governa Kabul, rodeado de guarda-costas estrangeiros, porque o resto do país continua nas mãos dos senhores da guerra e de produtores de ópio.

Foi para isso que se fez a campanha militar?

Lamenta-se o que aconteceu ao soldado Tilmman.

Mas alguem aqui já lamentou o que aconteceu aos civis afegãos vítimas do B-52?
 

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Ricardo Nunes

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« Responder #4 em: Abril 28, 2004, 02:47:45 pm »
Compreendo perfeitamente as críticas à invasão iraquiana mas não concebo nenhuma no caso afegão.

Citar
Mas alguem aqui já lamentou o que aconteceu aos civis afegãos vítimas do B-52?

E as vítimas do 11 de Setembro?

E as vítimas da guerra colonial portuguesa? Eu considero-os herois que lutaram corajosamente pelo seu país.  
Pela sua lógica também os nossos soldados eram "invasores" ? Afinal de contas dou tanta legitimidade de existência ao povo angolano como dou ao povo afegão ( que não está a ser ocupado no veradeiros sentido da palavra).
Devo dizer que a situação hoje no Afeganistão é bem melhor em tantos aspectos do que era à 3 anos atrás.

Esta visão única e simplista de uma questão não favorece. Gostaria de saber se tivesse sido um dos militares da Força Aérea Portuguesa que estiveram presentes no Afeganistão que tivesse falecido se também diria a mesma coisa?

Estou convencido que não. Mas como Tillman era americano aí o caso muda de figura.

Nada disto tira a impressionante coragem e determinação demonstrada por este soldado. Recusar um contrato de 3.6 milhões de dollars para se alistar nos Rangers devido a um enorme sentido de dever pelo seu país é um acto louvável.

Admito, se fosse eu provavelmente aceitava antes o contrato.

Estou de acordo com o nosso camarada Dreamu:
Citar
De facto admirável o exemplo deste homem. Os Americanos têm um grande senso de patriotismo e dedicação ao país. Mesmo sendo a sociadade mais individualista que existe na terra, quanto eles tem uma situação que afeta a vida nacional, unem-se e trabalham em grupo de uma forma extraordinária.


Cumprimentos
Ricardo Nunes
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Rui Elias

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« Responder #5 em: Abril 28, 2004, 03:01:21 pm »
Caro Ricardo Nunes

Olhe que eu não sou anti-americano.

Pelo facto de se contestar a política da pandilha que rodeia Bush, não significa que se seja anti-americano, tal como contestar Barroso ou Sampaio, não significa falta de patriotismo.

Quanto à guerra colonial, creio que as caracteríticas e motivações desta nada têm a ver com o que se passa no Afeganistão.

Talvês o Tillman fosse um idealista, tal como o talibã americano que foi encontrado em Mazzar Xariff, e que se sujeita a ser condenado.

Provavelmente se Che Guevara se se tivesse dedicado à medicina  e desse consultas em Buenos Aires não tivesse sido morto às ordens da CIA na Bolívia.

Há pessoas que morrem pelos seus sonhos.

Mas como disse lamento a sua morte, como a dos afegãos civis.

E também não apoio os atentados do 11 de Setembro.

Tal como condeno o terrorismo de estado do talhante Sharon.

Cumprimentos.
 

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JNSA

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« Responder #6 em: Abril 28, 2004, 06:04:41 pm »
Concordo completamente consigo, Rui Elias - não podemos deixar que o exemplo de um homem (que de resto demonstrou enorme amor à sua pátria, isso é inegável) nos faça esquecer a "big picture".

Ricardo, o Afeganistão dificilmente está melhor hoje do que antes da guerra:
- os talibans e os senhores da guerra continuam a governar quase todo o território
- a cultura do ópio aumentou ainda mais, e continua a ser a principal fonte de rendimento
- a tão apregoada liberdade para as mulheres não chegou, excepto em nichos residuais, e mesmo assim, só na capital
- as vias de abastecimento de comida e outros bens de primeira necessidade ficaram completamente desorganizadas com a guerra - há pessoas a passar fome em todo o lado, e mesmo assim não têm a verdadeira liberdade como compensação...

Citar
E também não apoio os atentados do 11 de Setembro.

Tal como condeno o terrorismo de estado do talhante Sharon.


Estou consigo, Rui...
 

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Spectral

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« Responder #7 em: Abril 28, 2004, 07:52:59 pm »
Sinceramente,  acho que não há comparação possível entre as guerras no Afeganistão e Iraque, a todos os níveis.

Apoio completamente a intervenção no Afeganistão, mas não digo o mesmo da "aventura" no Iraque.

E sim a situação no Afeganistão está melhor. Basta ver que os lunáticos dos Talibans já não controlam a maior parte do país. No entanto, o futuro do pais parece-me negro enquanto que não se livrarem dos senhores feudais como o Gen. Dostum ou o Ismail Khan ( o de Herat).


cumptos
I hope that you accept Nature as It is - absurd.

R.P. Feynman
 

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Ricardo Nunes

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« Responder #8 em: Abril 28, 2004, 08:51:11 pm »
Citar
Ricardo, o Afeganistão dificilmente está melhor hoje do que antes da guerra:
- os talibans e os senhores da guerra continuam a governar quase todo o território
- a cultura do ópio aumentou ainda mais, e continua a ser a principal fonte de rendimento
- a tão apregoada liberdade para as mulheres não chegou, excepto em nichos residuais, e mesmo assim, só na capital
- as vias de abastecimento de comida e outros bens de primeira necessidade ficaram completamente desorganizadas com a guerra - há pessoas a passar fome em todo o lado, e mesmo assim não têm a verdadeira liberdade como compensação...


Estás a brincar não estás? Por favor, diz-me que sim!  :lol:
Ricardo Nunes
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Rui Elias

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« Responder #9 em: Abril 29, 2004, 11:18:06 am »
Caro Ricardo Nunes

Infelizmente a situação no Afeganistão não está famosa a nível militar e social.

Se  estivesse, para que seria necessário o reforço militar dos ocidentais lá?

E porque é que o fantoche Karzay não pode sair de Kabul, a não ser de avião, e fortemente escoltado?

Há hábitos e culturas que não são fáceis de terminar, principalmente se forem impostas de cima para baixo.

Numa revolução, o que resulta é a conquista da liberdade pelo seu próprio povo, e não a sua outorga por uma potência estrangeira.

De qualquer modo não foi para devolver a liberdade aos afegãos que os EUA e outros países aí intervieram, mas apenas para acabar com o apoio dos talibãs ao Bin Ladden.
 

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Ricardo Nunes

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« Responder #10 em: Abril 29, 2004, 11:26:44 am »
Oh Rui,

Mas que não está famosa também eu sei.

Mas dizer que o Afeganistão é hoje um país pior do que era à 3 anos atrás é uma grande falácia.

Segundo os mais recentes dados da ONU, por ex., a produção de ópio baixou em cerca de 22% - o que já é bastante significativo.

A quantidade de liberdades individuais que o povo afegão ganhou são inquantificáveis. As mulheres já podem ir à escola, já se pode ouvir música, já se pode ver TV, o uso da "burka" já não é obrigatório ( embora muitas mulheres ainda as usem ).

Destruiu-se o maior abrigo internacional de apoio a terroristas, os talibans viram a sua influência diminuida drasticamente ( ao contrário do que o JNSA diz - não confundir senhores da guerra com talibans - ) e os seus lideres encontram-se refugiados nas montanhas do país.

A situação no afeganistão é algo díficil de avaliar, especialmente por nós que não temos um contacto com a realidade em concreto, mas se é verdade que o Afeganistão ainda está longe de ser um país seguro ( o que é normal ) também é verdade que caminha nesse sentido a bom ritmo e que mesmo a ONU admite que não existe comparação entre o Afeganistão de 2001 e o Afeganistão de 2004.  :roll:
É verdade que algumas coisas estão mal, e ainda existe muito por fazer, mas muitas coisas melhoraram. O Afeganistão é um país melhor hoje do que era em 2001. Pelo menos para os Afegãos.
« Última modificação: Abril 29, 2004, 01:02:38 pm por Ricardo Nunes »
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« Responder #11 em: Abril 29, 2004, 11:35:18 am »
PS

Penso que já nos deslocámos demasiado do propósito do topic. Afinal de contas estávamos aqui para discutir a atitude de louvar do soldado Tillman e acabámos por discutir a intervenção no Afeganistão.  :roll:

Nada disto tira o mérito a este soldado. Que descanse em paz.
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Ricardo Nunes

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« Responder #12 em: Maio 01, 2004, 08:46:36 am »
Citar
(CNN) -- A Silver Star has been awarded posthumously to Cpl. Pat Tillman, the former football player who died last week after returning to an ambush to save the remainder of his platoon, Army Special Operations Command said Friday.

Tillman was killed while performing his duty "without regard to his personal safety," the Army said in a statement.

Tillman left behind his NFL career as a safety with the Arizona Cardinals to join the Army after the attacks of September 11, 2001.

He served as an Army Ranger in Afghanistan.

He was shot and killed April 22 during a ground convoy assault not far from Khowst, Afghanistan, near the eastern border with Pakistan.

Al Qaeda remnants are thought to be holed up along the border region.

The Army gave the following account of Tillman's actions:

"Tillman's platoon was split into two sections. Tillman was the team leader of the lead section when the trail section began receiving suppressive mortar and small-arms fire. ... [The] cavernous terrain made it extremely difficult to target enemy positions, and there was no room for the trail element to maneuver out of the kill zone.

Even though his element was out of the area that had come under fire, Tillman "ordered his team to dismount and maneuvered his team up a hill toward the enemy's location," the Army said.

During the battle, he issued "fire commands to take the fight to the enemy on the dominating high ground," the statement continued.

"Only after his team engaged the well-armed enemy did it appear their fires diminished."

Because of Tillman's leadership and his team's efforts, the trail section under fire "was able to maneuver through the ambush to positions of safety without a single casualty," the Army said.

Tillman was a member of A Company, 2nd Battalion, 75th Ranger Regiment based at Fort Lewis, Washington.

He was promoted posthumously from specialist to corporal, an Army spokeswoman told The Associated Press on Thursday.

"The Army always notes that rank and promotion are not a reward of what was done well, but a recognition that you have the potential to do more," Army spokeswoman Martha Rudd told the AP. "This promotion is essentially saying he would have been a fine leader."
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« Responder #13 em: Maio 05, 2004, 11:55:57 pm »
Já que este tópico fala de moralidade, aproveito para deixar aqui um link para um site onde podem ver os videos de um Apache dos EUA a matar três iraquianos em circunstâncias de duvidosa legalidade e de um iraquiano ferido a ser morto por soldados dos EUA que festejam o evento. Neste site também podem ver as transcrições dos pilotos do Apache e a opinião de um general e de um especialista em direito internacional. Porque na guerra também há regras...

Confiram em: http://www.indymedia.org.uk/en/2004/02/286153.html
"If you don't have losses, you're not doing enough" - Rear Admiral Richard K. Turner
 

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emarques

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« Responder #14 em: Maio 06, 2004, 01:28:54 am »
Já me tinham falado desse vídeo da execução do ferido. Aquilo fazia parte de uma reportagem da CNN sobre psicologias de grupo. Basicamente, quais são as reacções de um grupo de soldados em combate. Aquele soldado estava a dizer que a primeira sensação é aquela do "awesome, let's do it again". Mas que depois se começa a pensar "porra, acabo de matar uma pessoa, que tipo de monstro é que eu sou?". Essa parte já não mostrava o americano como um animal sem sentimentos, por isso corta-se em alguns sites de "propaganda anti-americana"...

Isso desculpa o facto de executar um ferido? Claro que não. Mas de vez em quando fazem-se coisas muito estúpidas durante uma guerra.
Ai que eco que há aqui!
Que eco é?
É o eco que há cá.
Há cá eco, é?!
Há cá eco, há.