Guerra entre Portugal e Espanha?

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whiskey01

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Re: Guerra entre Portugal e Espanha?
« Responder #1485 em: Agosto 02, 2011, 01:48:21 pm »
Citação de: "PereiraMarques"
De momento não existe nenhum Pandur II com canhão de 105mm no Exército Português e, com 99,99% de certeza, nunca vai existir.

Eu não digo nada sem ter fontes fidedignas que sustentem a minha afirmação. Sim, existem Pandur II com canhões de 105 mm. Acontece que eu recebo a Revista Quadrimestral de Cavalaria, dado que o meu pai foi instrutor em Santa Margarida. Na última página, podes sempre ler:

Sistema de Armamento CT-CV de 105 MM

Testado com sucesso no Pandur II 8x8 no Campo Militar de Santa Margarida em Dezembro de 2007.

Como fundo, tens uma imagem do canhão da Pandur II referido acima e em baixo umas outras quantas do veículo a mover-se e a disparar. Se quiseres, coloco aqui uma digitalização dessa mesma página da revista.

A Wikipedia é muito bonita, mas nem sempre é verdade.
«Com quem saiba conduzi-los, eles irão a toda a parte e combaterão quem se quiser. Marcharão sujeitando-se às maiores fadigas, sem um murmúrio, vivendo apenas de pão e água com um dente de alho como condimento…»

Relato de um Oficial do Exército Britânico sobre os soldados portugueses (sec XVIII)
 

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sergio21699

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Re: Guerra entre Portugal e Espanha?
« Responder #1486 em: Agosto 02, 2011, 03:13:09 pm »
Uma coisa é terem sido feitos testes não quer dizer que o exército os tenha.
-Meu General, estamos cercados...
-Óptimo! Isso quer dizer que podemos atacar em qualquer direcção!
 

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PereiraMarques

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Re: Guerra entre Portugal e Espanha?
« Responder #1487 em: Agosto 02, 2011, 03:32:48 pm »
Já para não falar que a cláusula de opção para a compra das tais 33 Pandur II com canhão de 105mm nunca foi activada...mas ele tem uma fotografia numa revista!
 

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whiskey01

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Re: Guerra entre Portugal e Espanha?
« Responder #1488 em: Agosto 02, 2011, 03:43:49 pm »
Citação de: "PereiraMarques"
Já para não falar que a cláusula de opção para a compra das tais 33 Pandur II com canhão de 105mm nunca foi activada...mas ele tem uma fotografia numa revista!

Eu tenho uma fotografia numa revista, sim! E tu tens o quê? Palavras? Viste isso onde? No Metro, ou na Dica? Parabéns pela exclamação Sherlock, mas neste momento eu tenho mais do que tu e até prova em contrário, o que escreves acerca deste assunto não passa de lixo.
«Com quem saiba conduzi-los, eles irão a toda a parte e combaterão quem se quiser. Marcharão sujeitando-se às maiores fadigas, sem um murmúrio, vivendo apenas de pão e água com um dente de alho como condimento…»

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HSMW

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Re: Guerra entre Portugal e Espanha?
« Responder #1489 em: Agosto 02, 2011, 03:53:18 pm »
É como o Pereira Marques diz. A viatura foi testada e tudo mas a coisa nunca andou para a frente...
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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YOMISMO

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Re: Guerra entre Portugal e Espanha?
« Responder #1490 em: Agosto 02, 2011, 06:27:35 pm »
Buenas después de un tiempo.

Debo decir a "Whiskie01" que olvida muchos detalles dentro de SU imaginativo plan de invasión español:

Citar
Numa fase inicial da invasão, a primeira coisa que eles fariam era ganhar a superioridade marítima, que seria com certeza assegurada pelos seus Porta-Aviões ligeiros: O Juan Carlos I e o Principe das Asturias. Relativamente ao resto da Armada, prefiro nem falar.
O espaço aéreo seria totalmente dominado. Acredito, no entanto, que ainda seria custoso. No entanto, não esqueçamos que enquanto nós usamos os F-16 para bombardeamento e luta aérea, os F-18 espanhóis poderiam apenas concentrar-se em aniquilar a Força Aérea Portuguesa, enquanto os Matadores realizavam missões de bombardeamento. O pior está lá em baixo.
Em termos de combates no solo, acho que daríamos uma boa dor de cabeça aos espanhóis. As nossas Pandur II que também estão equipadas com um canhão de 105 mm podiam caçar uns quantos tanques castelhanos. Mas a qualidade deles também é elevada. Nós temos a Pandur II, eles o Pizarro. Nós estamos com o Leopard 2 A6 e M-60A3 TTS, eles com o Leopard 2 A4 e 2E. Ainda têm os Centauros. No entanto, o resultado muito dependeria da qualidade das tripulações. Os números ajudam, mas não garantem o sucesso.

Si yo tuviera que hacer un plan de invasión haría algo diferente:

1- Supremacía aérea. Eliminación de radares y BA Montijo (neutralización de F-16). El stock de misiles AA (BVR) portugués es muy escaso y se conseguiría en 1 ó 2 días. La defensa aérea portuguesa NO existe (los Chaparral no valen para nada).Cobertura AA mediante Patriot en la frontera.La desproporción en aviones de combate es brutal (técnicamente es todavía mayor).

3- Minado de la barra del Tajo y destrucción de los 2 submarinos (ya sea mediante op. especiales, torpedos o ataque aéreo). El resto de la flota portuguesa presenta el riesgo de disponer de los medios SAM más importantes de Portugal pero son de pequeño alcance y no pueden defender los aeropuertos portugueses.Anuncio de invasión a Madeira (obligaría a lo que quede de la flota portuguesa a refugiarse en Madeira-Azores para no ser destruida).

3- Eliminación de bases de Leopard II (son solo 37). El resto de material acorazado no está en grandes condiciones o número (M60A3). Bombardeo con bombas guiadas laser. Destrucción puentes sobre el Tajo (isboa quedaría aislada de la parte sur del pais).

4. Ataque terrestre combinado desde Extremadura, Galicia y Salamanca. Cuando lo que quede del Exercito portugués vaya al encuentro de las tropas españolas haría un desembarco cerca de Lisboa y algún movimiento helitransportado-paracaidista dentro de las lineas portuguesas. Eliminación de artillería y medios blindados portugueses mediante la utilización de helos (Tigre-BO105-F-18   maverick, spike, etc).

5. Portugal hace muchos años que renunció a su defensa y a sus FF.AA.

Y se acabó.

Otra historia sería la defensa en plan taliban, guerrilla, etc....pero eso es otra historia. La realidad es que dependería de la zona del pais, supongo que sería más activa de Lisboa para arriba pero nula en el Alentejo o Algarve (históricamente siempre ha sido nula en estas regiones, por ejemplo Olivenza). La pérdida de Madeira sería irrecuperable, sin ayuda internacional.

Ojo, que estoy contestando a Whiskie01 a su plan, no quiero polémicas; para nada pienso que se debiera hacer. Nuestro enemigos comunes está abajo y fueron los que provocaron el inicio de la decadencia portuguesa en el siglo XVI en Alcazarquivir. Las fronteras dentro de la UE, si la UE aguanta, van a permanecer inalteradas (salvo Bélgica) por muchos años.

Saludos.
 

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whiskey01

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Re: Guerra entre Portugal e Espanha?
« Responder #1491 em: Agosto 02, 2011, 07:45:17 pm »
YOMISMO,

O teu plano de invasão até faz sentido, mas também falha muita coisa.

A destruição das bases dos Leopards e de outras viaturas blindadas só aconteceria caso vocês atacassem e nós nem déssemos por ela, o que nunca aconteceria. Os nossos Serviços Secretos Militares, tal como os vossos, não andam a dormir. Portanto o mais provável seria haver umas baixas antes de vocês tomarem essas bases.

Citação de: "YOMISMO"
La defensa aérea portuguesa NO existe (los Chaparral no valen para nada)

Os Chaparral não valem nada? Olha que essa é nova.
Os ataques de helicópteros falhariam. A nossa infantaria está equipada com mísseis Terra-Ar e facilmente abateria os Eurocopter Tigre.

Citação de: "YOMISMO"
supongo que sería más activa de Lisboa para arriba pero nula en el Alentejo o Algarve (históricamente siempre ha sido nula en estas regiones, por ejemplo Olivenza)

Então devo dizer-te que supões muito mal. A resistência portuguesa sempre foi mais feroz na zona do Alentejo do que em qualquer outra área. De facto, as grandes batalhas entre portugueses e espanhóis deram-se no Alentejo, e foi aqui que vocês sofreram as vossas maiores derrotas.

Todo o teu plano, bem como o meu, são pura imaginação. O meu plano funcionaria se nós conseguissemos mobilizar as nossas forças. O teu só seria bem sucedido caso nós nos sentássemos e nos limitássemos a "ver o circo a arder".

Para vocês, tomar Portugal seria fácil. O problema era o dia a seguir.
«Com quem saiba conduzi-los, eles irão a toda a parte e combaterão quem se quiser. Marcharão sujeitando-se às maiores fadigas, sem um murmúrio, vivendo apenas de pão e água com um dente de alho como condimento…»

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Digo

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Re: Guerra entre Portugal e Espanha?
« Responder #1492 em: Agosto 02, 2011, 07:55:44 pm »
Neste momento nos não temos muitos misseis AA para os F-16 mas neste momento também a situação diplomática entre Portugal e Espanha e boa,caso nos não tivéssemos boas relações diplomáticas nós também iríamos ter mais recursos para os f-16, agora como não há necessidade disso, não se vais estar a gastar dinheiro em misseis para depois não se utilizar-se
 

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whiskey01

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Re: Guerra entre Portugal e Espanha?
« Responder #1493 em: Agosto 02, 2011, 08:32:39 pm »
Sim, é verdade.

Mas 100 anos de República deterioraram gradualmente as nossas Forças Armadas. Quando éramos uma Monarquia, os nossos chefes de estado preocupavam-se com o país e, respectivamente, com as suas FA. Há uma maior preocupação em manter a dignidade e os estandartes que representam a nação. Valoriza-se muito mais as Forças Armadas. Numa República, os chefes de estado só se preocupam com eles, e é uma política de latrocínio. Anos e anos a mamar na teta da mesma vaca resultaram no nosso actual estado: A crise. A crise começou, porque já não há mais leite na vaca. Porque os negócios de ladroagem passam de pai para filhos, perpetuando-se até serem descobertos. Mas mais tarde tudo volta ao início.

É por isso que Portugal há muito que renunciou às suas FA. Não por não necessitar delas, mas porque pura e simplesmente não quer saber delas. A Espanha não está nessa situação porque ainda tem um símbolo, a Família Real, que segure as rédeas dos libertinos do Zapatero. Outros países que não têm Monarquia, mas que estão bem economicamente, como por exemplo, a França, assim o estão porque têm indústrias. O Salazar destruiu-nos as indústrias, investindo apenas na agricultura. A UE destruiu-nos a agricultura, porque os nossos políticos deixaram. Não temos indústria, não temos dinheiro. E a partir do momento que não se produz e só se importa, contrai-se uma coisa chamada dívida. É por isso que é escusado falar em guerras de Portugal com outros países. Se não há dinheiro para fazer guerra, não há guerra.
Fim da história.
«Com quem saiba conduzi-los, eles irão a toda a parte e combaterão quem se quiser. Marcharão sujeitando-se às maiores fadigas, sem um murmúrio, vivendo apenas de pão e água com um dente de alho como condimento…»

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Força aerea

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Re: Guerra entre Portugal e Espanha?
« Responder #1494 em: Agosto 03, 2011, 02:43:08 am »
Ó meu caro amigo espanhol

YOMISMO Escreveu:
La defensa aérea portuguesa NO existe (los Chaparral no valen para nada).
Queres ver... A espanha não é superior a Portugal fazemos os dois parte de dois país de merda (sem ofensa) mas o vosso tem merda em maior quantidade é so isso. Eramos dominados disso não tenho dúvida, mas também não tenho dúvida que no dia seguinte vós estavas lixados e que nos fariamos todos os possiveis para vos expulsar. Muita gente aqui ta-se a esqueçer que há vários séculos atrás Portugal dominou metade do planeta, descobriu nações, introduziu polvora ao japão, nós não somos assim tão inferiores quanto parecemos. Basta ver o assalto ao BES à alguns anos atras, excelente coordenação e acção).
Somos poucos, mas somos bons.
Além disso concordo com o Whiskey... Para metade desse plano se concretizar tinhamos que estar a dormir....
 

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Força aerea

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Re: Guerra entre Portugal e Espanha?
« Responder #1495 em: Agosto 03, 2011, 02:45:06 am »
Além disso não somos melhores porque Portugal rescindiu às suas FAs e eu temo que um dia iremos pagar por isso...
 

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YOMISMO

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Re: Guerra entre Portugal e Espanha?
« Responder #1496 em: Agosto 03, 2011, 12:38:54 pm »
No me gusta entrar a discutir estás cosas porque siempre hay foristas que no son capaces de distinguir un "juego de guerra" de otras historias (mi pilila es más grande que la tuya, nosotros somo mejores ,etc.).

Me gustaría que las repuestas fueran lógicas (como si estuviesemos hablando como franceses que analizan un plan que engloba a otros 2 paises diferentes...).

No se los conocimientos de los demás, los míos tampoco son enormes, pero desconozco que misiles SAM tiene Portugal distintos  a los Chaparral (que son sidewinder anticuados por guía IR de una generación muy antigua) para su uso terrestre. Prácticamente, el Chaparral tiene el mismo alcance que un "spike" aunque su cota mínima de lanzamiento es superior a un helo a baja altitud. Confío más en que un spike guiado por laser destruya a un lanzador chaparral que al revés. Respecto a un f-18, el Chaparral no tienen nada que hacer.

Creo que los más avanzados son los Sea Sparrow pero están embarcados y solo valdrían para defender Lisboa. Creo que la única posibilidad para derribar helos sería con artillería antiáerea aunque tampoco creo que las direcciones de tiro portuguesas estén actualizadas. Hay que recordar que con una buena suite de EW las direcciones de tiro no funcionan. Habría que tirar a ojo.....

UNa vez eliminados los F-16 (simplemente con la destrucción de las pistas de Monte Real) el resto de fuerza terrestre o naval (salvo los subs) quedaría a tiro de los f-18, EFA o Mirage F-1 y bombas guíadas por laser o TV (ya no hablo de guiado GPS....). Sería cuestión de aplicar ISTAR, es decir, de días. Después sería un paseo ya que Portugal hace muchos años que no compra material CC, ni SAM, ni artillería, ni helicópteros de combate (los aluette....). Da igual que Portugal conozca con 48 h una posible invasión ya que hoy por hoy no tiene capacidad material ni humana para contenerla. Le falta "masa crítica". Desconozco cuantos soldados con capacidad de combate hay en Portugal pero no serán más de 10.000 como mucho (3 brigadas) con 37 leopard 2A6 y poco artillería (los pandur solo valen para transportar no para parar una ofensiva ni a un leopard español). Podrían defender zonas en concreto alrededor de Lisboa o centro del pais pero quedarían "embolsados" (por ejemplo con un desembarco o una maniobra aerotransportada). Sería cuestión de días. Aun suponiendo que un soldado portugués vale por 2 españoles la relación es bastante superior. Desde luego un aloutte no vale 2 tigres ni un Pandur puede con 2 leopard 2E ni 1 F-16 puede con 3 EFA o 3 F-18. La "lógica" permite asegurar de que materialmente es imposible.

Atención, que hablo de capacidades técnicas y equipamiento actual, por supuesto que España y Portugal nunca entrarían en guerra, por lo menos en el contexto actual pero este hilo se refiere a eso.

No entro en el día después porque es muy difícil hacer esas predicciones (por supuesto, los porutgueses se defenderían y actuarían contra las fuerzas de ocupación). También es verdad que salvo las islas, Portugal continental no ofrece nada "extra" a España que no tenga ya (salida atlántica a través de Andalucía y Galicia). No hay materias primas y ya sabemos que los portugueses no quieren ser españoles. Las guerras se hacen por algo (salvo cuando un loco tiene el poder....).

Cumprimentos.
 

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PCartCast

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Re: Guerra entre Portugal e Espanha?
« Responder #1497 em: Agosto 03, 2011, 01:06:54 pm »
De uma forma geral concordo com a sua táctica... excepto neste ponto.
Citar
UNa vez eliminados los F-16 (simplemente con la destrucción de las pistas de Monte Real)

Um F-16 consegue levantar voo em pouco mais de 800m... Para inutilizar a pista de Monte-Real, seria necessário bem mais do que um míssil ou dois... A partir do momento em que atacassem a base entraria em alerta... os f-16 que estivessem em manutenção seriam rapidamente desmontados e deslocados por terra para uma base segura... Em suma, não estamos apenas a falar de inutilizar uma única pista... mas sim de 5 ou 6 pistas capazes de receber os f-16...

A forma mais rápida seria provavelmente atacar directamente os abrigos e inutilizar o máximo de f-16 possível que conseguirem logo no momento inicial... Se não conseguissem num prazo de 5 horas estariam operacionais noutra base e os vossos f-18 teriam uma grande dor de cabeça.

Para não falar que muito provavelmente as fragatas ficariam a guardar a barra do Tejo, o que dificultaria um ataque directo a Lisboa. O que a FAP faria com os F-16, provavelmente seria deslocá-los para Figo Maduro e concentrar os meios anti-aéreos nesse local.

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whiskey01

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Re: Guerra entre Portugal e Espanha?
« Responder #1498 em: Agosto 03, 2011, 01:14:18 pm »
Concordo com o Força aerea. Somos poucos mas somos bons.

Citação de: "YOMISMO"
No me gusta entrar a discutir estás cosas porque siempre hay foristas que no son capaces de distinguir un "juego de guerra" de otras historias (mi pilila es más grande que la tuya, nosotros somo mejores ,etc.).

Sim, aposto que a minha pila é maior que a tua. Eu, da minha parte, tudo faria para vos ver fora do meu país e aposto que mais uns quantos milhões de portugueses fariam o mesmo. E se morresse pelo meu país, morria com muita pena, não porque ia morrer, mas porque não tinha mais vidas para dar por Portugal. Portanto não me venhas com histórias de "embolsados" e merdelices dessas. Só vos digo:
Atrevam-se a invadir isto outra vez, e acontece-vos o mesmo que aconteceu em Aljubarrota, Atoleiros ou Linhas de Elvas.

Isto não significa que eu tenha ódio por ti, YOMISMO. Com certeza farias o mesmo caso algum país invadisse o teu. E aqueles que não defendessem o país deles eram cobardes e traidores à pátria. Não mereciam mais do que uma 7.62 enfiada na pinha.
«Com quem saiba conduzi-los, eles irão a toda a parte e combaterão quem se quiser. Marcharão sujeitando-se às maiores fadigas, sem um murmúrio, vivendo apenas de pão e água com um dente de alho como condimento…»

Relato de um Oficial do Exército Britânico sobre os soldados portugueses (sec XVIII)
 

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Malagueta

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Re: Guerra entre Portugal e Espanha?
« Responder #1499 em: Agosto 03, 2011, 02:14:10 pm »
Esta foi a de 1940. Fica por contar a do início do Século (no tempo do D. Carlos e do Campo Entrincheirado de Lisboa) e a de 1975...

E não há ainda o "Estudo de Estado-Maior" de Franco, ainda aluno na Academia Militar(??)
 

"Decidi preparar a invasão de Portugal"
Por Maria José Oliveira  (in Público)

Em 1940, o Alto Estado-Maior espanhol elaborou, a pedido de Franco, um plano de ataque a Portugal, com a ocupação de Lisboa e a tomada de toda a costa nacional. O documento foi descoberto pelo historiador espanhol Manuel Ros Agudo, que estará em Lisboa, na terça-feira, para dar uma palestra sobre o tema

 


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O plano não permitia qualquer falha. Tudo começaria com um ultimato (impossível de cumprir) e um prazo limite de 24 horas ou 48 horas, findas as quais teria início a invasão de Portugal.
 
A operação incluía intervenções por terra, ar e mar e as primeiras incursões terrestres, realizadas por um contingente de 250 mil combatentes espanhóis, avançariam em direcção a Ciudad-Rodrigo, Guarda, Celorico da Beira, Coimbra, Lisboa, Elvas, Évora e Setúbal - a ocupação da capital e a divisão do país em três parcelas constituíam os passos fundamentais para a conquista de Portugal. Ao longo de quase 70 anos, o Plano de Campanha nº 1 (34), o grande projecto de Franco para invadir Portugal, delineado em plena II Guerra Mundial (1940), esteve "adormecido" nos arquivos da Fundação Francisco Franco. Os rumores da tentação franquista de conquistar Portugal há muito que circulam no meio historiográfico - até porque uma das grandes orientações da política externa de António de Oliveira Salazar, durante o conflito mundial, consistia na independência nacional face à ameaça da anexação espanhola. Mas só recentemente foi possível confirmar que os temores de Salazar tinham justificação.

Em 2005, o historiador espanhol Manuel Ros Agudo foi o primeiro investigador a aceder às cem páginas que compõem o plano de ataque contra Portugal, elaborado pela 1ª secção do Alto Estado-Maior (AEM) espanhol no segundo semestre de 1940. O ineditismo da descoberta levou o investigador, de 47 anos, a dedicar-lhe um capítulo na sua obra A Grande Tentação - Franco, o Império Colonial e o projecto de intervenção espanhola na Segunda Guerra Mundial, recém-editada em Portugal pela Casa das Letras. Na próxima terça-feira, Ros Agudo é um dos oradores da conferênciaA Península Ibérica na II Guerra Mundial - Os planos de invasão e defesa de Portugal, a realizar no Instituto de Defesa Nacional, a partir das 14h30, numa iniciativa conjunta com o Instituto de História Contemporânea.

Devastador e célere

O projecto de invadir Portugal não configurava uma "acção isolada", como se pode ler numa das alíneas dos documentos analisados por Ros Agudo. Tratava-se de uma operação preventiva, no âmbito da ambição franquista de declarar guerra à Inglaterra. Numa altura em que França já caíra sob o domínio da Alemanha nazi, Espanha, então com o estatuto de país não-beligerante, acalentava o sonho de um império norte-africano. Nem Hitler nem Mussolini podiam, em 1940, garantir a Franco a concretização deste desejo. Mas isso não fez esmorecer as ideias expansionistas e bélicas do "Caudilho".

A guerra contra a Inglaterra teria início com a tomada de Gibraltar. Porém, os estrategas do AEM prenunciavam que a primeira resposta britânica a este ataque fosse "um desembarque em Portugal com a ideia de montar uma cabeça-de-ponte para a invasão da península". Por isso, no plano ofensivo, determinava-se o emprego dos "meios necessários para bater o Exército português e o seu Aliado; ocupação do país e defesa das suas costas".

Tudo isto seria realizado sem o conhecimento prévio de Hitler e Mussolini. Porque Franco "queria manter o carácter secreto das operações, ter liberdade de manobra e também por questões de orgulho", explicou Ros Agudo ao P2.

Contudo, após iniciados os ataques a Gibraltar e a Portugal, Espanha previa o apoio da aviação alemã, "nomeadamente com o reforço de bombardeiros e caças". A participação da aviação espanhola estava também definida no plano de ataque (com as missões de "destruir a aviação inimiga e as suas bases" e de "atacar os núcleos de comunicação, especialmente nas direcções da invasão, e os transportes de tropas"). Mas Espanha receava que o vasto contingente de homens em terra se confrontasse com a superioridade luso-britânica no ar. Neste âmbito, o reforço alemão seria indispensável. Assim como se afigurava prioritário um ataque terrestre devastador e célere.

Para a Marinha, o AEM planeara um conjunto de acções de defesa ("exercer acções com os submarinos sobre as comunicações inimigas", "proteger as comunicações com o Protectorado de Marrocos e Baleares"; "efectuar acções de minagem nos próprios portos") que pressupunham uma reacção rápida da Marinha britânica.

E Salazar?

Em Dezembro de 1940, quando Franco escreveu, assessorado pelo AEM, que decidira atacar Portugal - "Decidi [...] preparar a invasão de Portugal, com o objectivo de ocupar Lisboa e o resto da costa portuguesa" -, o Tratado de Amizade e Não Agressão, firmado pelos dois países em Março de 1939, não passava de um documento sem importância para o "Caudilho". Mas foi a partir desse acordo que os franquistas intensificaram as pressões diplomáticas para Portugal deixar de respeitar os compromissos da aliança luso-britânica: fizeram-no através de Nicolau Franco, irmão do ditador espanhol e embaixador em Lisboa; e também "aconselharam" o então embaixador português em Madrid, Pedro Teotónio Pereira.

Perante os planos de anexação, Espanha não desprezava apenas o pacto de não agressão, mas também a intervenção activa e material do Governo de Salazar no apoio aos franquistas durante a Guerra Civil de Espanha - três a cinco mil "viriatos" combateram nas fileiras das milícias da Falange, do Exército e da Legião espanhola, muitos deles recrutados através de anúncios nos jornais pagos pelo Estado; a rádio emitia propaganda franquista; e Salazar promoveu a mobilização anticomunista (recolhendo benefícios para a sustentação do Estado Novo).

 Atentando no rigor e na determinação plasmadas no Plano de Campanha nº 1 (34), urge questionar qual o destino que reservava Franco para o ditador português, na eventualidade de a ocupação ter avançado.

A documentação descoberta por Ros Agudo cinge-se aos aspectos puramente militares e não contempla a "sorte pessoal" do presidente do Conselho. Mas o historiador, professor de História Contemporânea na Universidade San Pablo, em Madrid, avançou ao P2 duas hipóteses: "O destino de Salazar e do seu Governo, no caso de Portugal não conseguir resistir à invasão, seria estabelecerem-se nas colónias (Angola ou Moçambique); ou podiam exilar o Governo em Londres, como aconteceu com alguns países europeus ocupados pelo Eixo".

Palavras encomendadas

Quanto ao futuro de Portugal, não há qualquer referência nos documentos, ficando sem resposta a pergunta sobre se a ocupação seria ou não temporária. No entanto, Ros Agudo cita no seu livro as "inquietantes" palavras de Serrano Suñer, ministro dos Assuntos Exteriores espanhol, ao seu homólogo alemão, Joachim von Ribbentrop, datadas de Setembro de 1940: "(...) ninguém pode deixar de se dar conta, ao olhar para o mapa da Europa, que, geograficamente falando, Portugal na realidade não tinha o direito de existir. Tinha apenas uma justificação moral e política para a sua independência pelo facto dos seus quase 800 anos de existência".

Ros Agudo acredita que estas palavras, proferidas em Berlim, foram "encomendadas" a Suñer por Franco, com a intenção de averiguar "a reacção de Hitler perante a ideia de um Portugal integrado num futuro grande Estado ibérico". Mas "oFührer não quis fazer qualquer compromisso sobre este assunto", nota o historiador.

Apesar das declarações de Serrano Suñer, Manuel Ros Agudo não crê que Franco pretendesse "uma integração pura e dura num Estado ibérico" Porque isso arrastaria "muitos problemas". "É possível que, sob uma Nova Ordem europeia, na eventualidade da vitória fascista e da derrota da Grã-Bretanha, Franco tivesse permitido a existência de um Portugal marioneta, fascista e inofensivo", diz. E, continuando num exercício de História virtual, acrescenta: "Se a Rússia tivesse sido eliminada por Hitler, o grande confronto, ou a Guerra Fria dos anos 50 e décadas porteriores, teria acontecido entre os EUA, por um lado, o grande bloco euro-africano fascista, pelo outro, assumindo este último um papel semelhante ao bloco soviético que conhecemos. Tanto Espanha como Portugal teria feito parte desse bloco constituído pelas potências do Eixo".

Nos últimos meses de 1940, o Plano de Campanha nº 1 (34) esteve prestes a ser realizado. Franco ordenara a prontidão militar para o ataque. Mas o que lhe sobrava em meios operacionais faltava-lhe em condições políticas, nomeadamente a garantia dos apoios alemão e italiano e a concretização das ideias imperialistas. "Os requisitos políticos para dar esse passo - as garantias de obtenção de um império em África - acabaram por não ser dados", explica Ros Agudo.

O plano foi então depositado em arquivo e tornado inacessível durante quase sete décadas.


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http://economico.sapo.pt/forumbolsa/ind ... ic=22840.0
 

 

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Última mensagem Agosto 27, 2015, 03:24:41 am
por GALO-CIDRÃO
Qual a futura ameaça externa a Portugal ? (10/20? anos)

Iniciado por Shar[K]

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Última mensagem Novembro 28, 2017, 01:36:51 pm
por Daniel