PJ compra armas Tavor

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balburdio

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« Responder #15 em: Julho 25, 2006, 02:34:49 pm »
Citação de: "othelo"
É ridiculo que com a crise que este pais atravessa, e onde já existem duas forças policiais de elite (PSP e GNR) vocacionadas e excelentemente preparadas e equipadas para OE, seja dado o aval para que exista uma terceira força de OE.
A isto chama-se "defender quintinhas" e é minha convicção que, só serve para encher os bolsos a alguns intervenientes no processo, sejam eles de intervenção directa ou indirecta.
Diga-mos que a PJ quer a comparação directa e exacta ao FBI, esquecendo no entanto que os elementos que vão integrar essa força, sõa "prata da casa" e por isso inspectores com cursos superiores, pagos na grande maioria pelos contribuintes e na sua grande maioria sem grande vocação para OE.


Não sejamos radicais.
Lá porque uma força policial tem armas de assalto isso não significa que passe a ter funções de OE, veja-se o caso das unidades territoriais da GNR dotadas de G-3.
Cada força tem as suas atribuições específicas e a PJ ao receber competências nas áreas da cooperação internacional  no combate ao terrorismo deve-se dotar de equipamento adequado, de notar que uma crítica desde sempre feita à organização é a da falta de armamento moderno e adequado, já que muitos agentes estão equipados com armas praticamente obsoletas (PPK).
Convém ainda referir que a PJ tem uma unidade de segurança e armamento com funções de protecção a pessoal, instalações e equipamentos e que actua no terreno com os agentes de investigação, sempre que tal se julgue necessário.
Essa unidade deve estar devidamente equipada e armada, mas
não estamos certamente perante uma força de operações especiais.

Dito isto aproveito para contrapor ao argumento de "quintinhas" o argumento de que também é errado "meter tudo no mesmo saco" e atribuir a 2 ou 3 forças existentes todo o peso da responsabilidade numa multitude de missões distintas e muitas vezes irreconciliaveis.
Não temos por exemplo unidades especiais ao nível dos comandos distritais que possam actuar à imagem das equipas SWAT americanas. Ora as SWAT actuam ao nível de Condado um conceito de certa forma equivalente ao nosso Districto.
Perante o crescimento progressivo da criminalidade violenta a não existencia presente nem planeada deste tipo de unidades policiais é uma falha primária!
Outra falha é a falta de uma força especial de intervenção vocacionada para o meio marítimo onde continuamos a assistir ao desenrrolar de um combate desigual entre as mal preparadas e estruturadas autoridades e um cada vez mais sofisticado narcotráfico.
Em Portugal o que temos é um nº reduzido de unidades especiais com um demasiado grande número de atribuições em contraste com o que se vai fazendo lá fora, onde temos um maior nº de unidades com um âmbito de missão mais restrito.
Convém lembrar que, por definição, uma força especial e uma missão genérica são contradições absolutas.
 

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Bravo Two Zero

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« Responder #16 em: Julho 25, 2006, 03:02:15 pm »
Falando nas Tavor:

Citar
Portugal — Made under license by the Fábrica Militar de Braço de Prata (Military Factory of Braço de Prata) and transferred currently to INDEP as the M/61 rifle. Now being replaced by the IMI Tavor rifle series.


http://en.wikipedia.org/wiki/Heckler_%26_Koch_G3

Alguém deu um passo em falso e talvez confundiu as Tavor entregues à  PJ com a futura espingarda de assalto das FAs e o seu concurso .....
"Há vários tipos de Estado,  o Estado comunista, o Estado Capitalista! E há o Estado a que chegámos!" - Salgueiro Maia
 

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lecavo

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Resposta ao Balburdio
« Responder #17 em: Agosto 04, 2006, 10:26:39 pm »
Viva!

Tocou num ponto sensível. Na verdade não temos mesmo qualquer força policial de carácter especial preparada para intervir em alto mar. É na verdade uma grande lacuna, já que o narcotráfico em grande escala passa pelo mar (e chega próximo da nossa costa, basta observar as grandes “apreensões" de fardos que aparecem a flutuar ou dão à costa).

Não sou favorável à participação dos militares em operações policiais finais no terreno (detenção de criminosos), essa parte deve ser da exclusiva competência das polícias. Não acho que devam ficar completamente afastados. Os meios militares podem e devem coadjuvar as forças policiais civis sempre que isso seja necessário, imprescindível ou oportuno. Nesta lógica de pensamento, não me chocava nada que o DAE da marinha fosse usado nesse tipo de operações. Conheço muito pouco, quase nada acerca dessa força, embora conheça um antigo membro, que hoje milita na Polícia Marítima, nunca falamos acerca do DAE. Mas quase de certeza que não há mais ninguém neste país tão capaz, sequer próximo de actuar ao nível de operações especiais no alto mar.

Todos neste forum sabem que o Lecavo é apologista incondicional de uma força policial única. Mas até lá, a GNR (Brigada Fiscal) ou a Polícia Marítima deveria apostar numa força de operações especiais capaz de actuar no alto mar. Bem a verdade é que se calhar os responsáveis já pensaram nisso, mas se calhar também esbarraram num grande problema: meios para os levar para o alto mar!!!!!!! Certamente serão necessários meios navais próprios ou pelo menos adaptados a tal missão e possivelmente (quase de certeza) não existem.
 
Um abraço
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--Lecavo
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #18 em: Agosto 05, 2006, 10:32:01 am »
Caro Lecavo são amplamente conhecidas as missões feitas pela PJ com a colaboração do DAE na captura em alto mar de embarcações com estupefacientes. Compreendo que queira que seja uma força policial a fazer essas missões, mas em Portugal a guerra antiterrorista marítima está entregue ao DAE. O Corpo de Fuzileiros tb tem o PelBord, que é um pelotão especializado nas abordagens a navios.
Posso lhe dizer que ambas unidades estão excepcionalmente bem treinadas e equipadas (o que é raro em Portugal).  :wink:
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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lecavo

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« Responder #19 em: Agosto 06, 2006, 01:47:15 pm »
Viva!

Ainda bem, fico mais descançado.

Se não há uma força policial capaz ou treinada para o fazer, pois que seja utilizado o que há. Se o melhor que temos nessa área é o DAE, seria um grande disparate não o utilizar.

Um abraço.
Um abraço.

--Lecavo
 

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Bravo Two Zero

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« Responder #20 em: Agosto 20, 2006, 10:07:33 pm »
E depois das Tavor, os sprays e as armas não letais:

Citar
Governo pondera o uso pela PJ de sprays e pistolas não letais

O Ministério da Justiça disse hoje que a utilização de sprays de gás de pimenta e pistolas de defesa não letais por parte da Polícia Judiciária (PJ) pode ser equacionada.

Fonte do Ministério de Alberto Costa disse à agência Lusa que o tipo de armas de defesa não letais «não se enquadra no âmbito funcional da PJ, mas que o assunto poderá ser equacionado no futuro».

A reacção do Ministério da Justiça deve-se ao facto de terça- feira entrar em vigor a nova Lei das Armas, que permite a utilização por civis de sprays de gás de pimenta e pistolas eléctricas, mas que impede a utilização destas armas de defesa por parte dos operacionais da PJ.

Segundo a edição de hoje do jornal Correio da Manhã, vários elementos da PJ consideram fundamental a utilização deste tipo de armamento.

Porém, o Ministério da Justiça refere que «só às forças de manutenção da ordem [PSP e GNR] é permitido o uso destas armas».

A mesma fonte não coloca de parte a hipótese de a utilização deste tipo de armas ser utilizado, no futuro, por elementos da PJ, mas refere que «a natureza da Polícia Judiciária centra-se na área da investigação».

Segundo a actual lei orgânica da PJ, só é permitida a utilização de «armas de fogo».

Diário Digital / Lusa

20-08-2006 16:37:00


http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=240149
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ricardonunes

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« Responder #21 em: Agosto 21, 2006, 10:40:46 am »
Citar
O Ministério da Justiça disse hoje que a utilização de sprays de gás de pimenta e pistolas de defesa não letais por parte da Polícia Judiciária (PJ) pode ser equacionada.

Citar
Segundo a actual lei orgânica da PJ, só é permitida a utilização de «armas de fogo».


Que argumentos vai usar a PJ para adquirir as Taser?
Será que é este  :twisted:

Potius mori quam foedari
 

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lecavo

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« Responder #22 em: Agosto 24, 2006, 11:07:38 pm »
Viva!

É um absurdo que a PJ não possa usar qualquer "tipo" de arma, seja ela letal ou não letal. Não faz sentido que os elementos da PJ ao deter um qualquer criminoso perigoso, não se possam valer de um bastão; gás pimenta ou uma arma tipo a taser ou outra semelhante, de modo a poderem mais facilmente neutralizar o indivíduo, sem ter de recorrer a armas letais. É um absurdo, não faz qualquer sentido. Mais ainda, com a nova lei das armas, em que “qualquer” cidadão pode portar uma arma não letal, os elementos da PJ vão continuar proibidos de as usar em serviço!!!!!!!!!!!!!  Mas afinal que país é este? Mas será que à frente destes serviços não há pessoas dotadas de inteligência capaz de perceber da necessidade destes equipamentos?

Era sabido que os elementos da PJ não estavam autorizados a portar um bastão extensível. Sempre achei esta proibição uma estupidez. Mas agora, que a nova lei das armas permite o uso por parte de civis, ainda é menos compreensível que os elementos da PJ continuem a não poderem usá-los em serviço. É muito mais fácil/confortável e seguro controlar um indivíduo violente usando spray de gás pimenta do que dar-lhe um tiro, com todas as implicações físicas (saúde do individuo) e legais de um acto dessa natureza.

Nunca soube quais eram os argumentos para proibir o uso destes equipamentos por parte dos elementos da PJ, se os havia, no meu ponto de vista não faziam sentido (já que não vejo nenhum argumento razoável), mas espero francamente que essa situação seja revista, para bem de todos, mas sobretudo dos homens e mulheres da PJ, que diariamente têm de enfrentar indivíduos violentos e não estão dotados de todos os meios que lhes possam facilitar a vida nessa tarefa.

Um abraço.
Um abraço.

--Lecavo
 

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« Responder #23 em: Abril 06, 2008, 02:27:42 pm »
A razão para a P.J. ter tavors passa por outro tipo de situações. A negociação de reféns devia ser só com a P.J. e a cobertura do negociador pode ser feita com estas armas. Não existe nem pode existir um GOE em cada cidade. As situações por vezes percepitam-se e não esperam pela chegadas de shrp-shooters do GOE. Assim, também nestas situações se justifica tais armas. Agora pareçe-me um desperdicio de recursos a P.J. ter "especiais". Aliás só devia existir um grupo, o GOE, a possuir estes atributos. Já começa a existirem muitas capelinhas. è como na investigação criminal. Já tudo mundo investiga. Um desperdício. Apenas uma Polícia a Investigar. A P.J.. è a sua anamnese, é a sua razão de existir. Não tem pessoal que chega, formem-nos.
 

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« Responder #24 em: Abril 06, 2008, 02:40:17 pm »
Gostava de vos dizer que não existem armas não letais. Podem é ser menos letais. Um taser tem capacidade para matar uma pessoa em determinadas circunstâncias. A imanente dignidade da pessoa humana, impões a todos os polícias um particular respeito. Porquê utilizar uma arma de fogo quando se pode utilizar um taser?. Não me repugna que os atribuam á P.J.
 

 

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