Aviação Comercial

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Re: Aviação Comercial
« Responder #285 em: Junho 11, 2020, 12:13:08 pm »
Lufthansa diz que estão em perigo 22 mil empregos devido à pandemia
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/lufthansa-diz-que-estao-em-perigo-22-mil-empregos-devido-a-pandemia-599683

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O objetivo da companhia aérea é reduzir ao máximo os despedimentos, recorrendo a iniciativas como a redução da jornada laboral e outras medidas de poupança, segundo o administrador Michael Niggeman, citado pelos media alemães.

“Sem uma redução significativa dos custos de pessoal durante a crise perderemos a oportunidade de sair da crise com um reinício melhor e arriscaremos que o grupo Lufthansa saia claramente debilitado da crise”, afirmou Niggeman.


Em comunicado, o sindicato do pessoal de cabine UFO sublinhou que, para o setor aéreo, “o reinício bem sucedido” carece de alternativa, destacando que para isso a Lufthansa deve mudar de atitude.

“Os trabalhadores de todas as operadoras do consórcio devem estar protegidos contra o despedimento e poder ter fé de que a direção está disposta a empreender um rumo conjunto”, referiu o represante do UFO, Nicoley Baublies, no final da ronda de negociações.

Tanto sindicatos como a entidade patronal aspiram chegar a um acordo antes de 25 de junho, altura em que decorre a assembleia-geral extraordinária de acionistas da Lufthansa para decidir sobre o resgate da companhia aérea, que já foi aprovado pela administração do grupo.

O plano de resgate acordado com o Governo alemão e renegociado com a Comissão Europeia prevê que o grupo aéreo, fortemente afetado pela pandemia do novo coronavírus, receba 9.000 milhões de euros em ajudas, sendo que em troca o Estado alemão tornar-se-á acionista maioritário.

A Lufthansa deixará de estar cotada na bolsa de Frankfurt (DAX) a partir de 22 de junho devido à drástica desvalorização das suas ações, depois de registar no primeiro trimestre perdas líquidas de 2.100 milhões de euros.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 412 mil mortos e infetou quase 7,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados, embora com menos mortes.
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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Daniel

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Re: Aviação Comercial
« Responder #286 em: Julho 07, 2020, 11:39:26 am »
Companhia aérea Avianca Brasil entra com pedido de falência na Justiça
https://www.sapo.pt/noticias/economia/companhia-aerea-avianca-brasil-entra-com_5f03e47dca90365470998628

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A companhia aérea Avianca Brasil, que atravessa uma grave crise financeira, pediu à Justiça para converter a sua recuperação judicial em falência, informou na segunda-feira o administrador judicial da empresa.A informação foi avançada pelo portal de notícias G1, que recebeu a confirmação através do escritório Alvarez&Marsal, nomeado administrador judicial da empresa.

Segundo o escritório, a Avianca, oficialmente denominada de Oceanair Linhas Aéreas, decidiu requerer falência à justiça na sexta-feira, "uma vez que a empresa não estava a operar, e não tinha condições de cumprir o plano que tinha sido aprovado".

No final do ano passado, o administrador judicial da Avianca já tinha entrado com um pedido para que a companhia fosse declarada falida.

Em dezembro de 2018, a companhia aérea entrou com o pedido de recuperação judicial - uma ação para tentar evitar a falência da empresa -, após declarar que não tinha condições de pagar as suas dívidas, que rondam os 2,7 mil milhões de reais (cerca de 450 milhões de euros).

Contudo, em maio de 2019, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) brasileira suspendeu todos os voos da Avianca Brasil, alegando uma possível falta de capacidade da empresa para operar com segurança.

A companhia aérea viu-se ainda obrigada a devolver as 48 aeronaves que tinha.

Ainda no ano passado, a Avianca Brasil, na sua tentativa de recuperação judicial e amparada pela lei de falências, leiloou ainda os seus "slots", - licenças para descolagens e aterragens -, em alguns dos aeroportos mais movimentado do país, como os de São Paulo e Rio de Janeiro.

No entanto, aquela que era a quarta maior companhia aérea do Brasil não pôde receber os 147 milhões de dólares (129,7 milhões de euros) resultantes dessa venda às companhias Latam Brasil e à Gol porque o leilão não obteve a aprovação final da ANAC e esses recursos, que seriam usados para pagar os credores, nunca chegaram à Avianca.

A ANAC optou por redistribuir essas licenças entre as outras companhias aéreas locais: Gol, Latam Brasil, Azul, Passaredo e MAP.

Face a toda a crise a envolver a companhia, a 'Star Alliance' - aliança de companhias aéreas, que tem como um dos membros a portuguesa TAP - informou em agosto do ano passado que a Avianca Brasil iria deixar formalmente o grupo em 01 de setembro do mesmo ano.
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Re: Aviação Comercial
« Responder #287 em: Julho 07, 2020, 05:08:59 pm »
Lufthansa vai cortar mil empregos administrativos e reduzir novas aeronaves a metade

Como parte do plano de reestruturação, a companhia aérea anunciou que os cortes nos postos de trabalho vão incluir também os cargos administrativos e de gestão.



A transportadora alemã Lufthansa anunciou, esta terça-feira, novas medidas do seu plano de reestruturação que incluem uma redução de 20% nos cargos de direção e a redução de mil postos de trabalho nos serviços administrativos.

De acordo com a notícia avançada pela “Reuters”, a decisão vem depois da Lufthansa ter adotado um plano de reestruturação da empresa que inclui também uma redução para metade da sua lista de compras de novos aviões, uma lista que até agora incluía a compra de cerca de 80 aeronaves até 2023. Entre os quase 200 aparelhos que estavam encomendados, contam-se 61 Airbus A320neos, 35 A321neos, 27 A350-900s, 20 Boeing 777-9s e 20 787-9s.

Para além do corte de mil postos de trabalhos administrativos, o grupo alemão vai avançar com uma redução da força de trabalho de 22 mil empregos num universo de cerca de 138 mil trabalhadores em todo o mundo.

Em junho, os acionistas da Luftansa aprovaram um pacote de ajuda da ordem dos 9 mil milhões de euros do governo. O colapso da empresa foi, assim, evitado depois de 98% dos detentores de capital terem votado (online) a favor do plano que permitirá que Berlim passe a ter participação de 20% e dois lugares no conselho de administração da transportadora área.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/lufthansa-vai-cortar-mil-empregos-administrativos-como-parte-da-reestruturacao-610487

Para se ter uma ideia de uma reestruturação:
Redução de quase 20% do número de trabalhadores e corte de metade dos aviões encomendados!!!!!