Uma terceira brigada para o Exército: sugestão

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Duarte

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Uma terceira brigada para o Exército: sugestão
« em: Março 13, 2026, 10:13:19 pm »
Isto é apenas pensar por alto um pouco, mas acho que teria alguma utilidade:  uma segunda brigada ligeira para defesa do TN, mais vocacionada para missões no litoral, nas ilhas, operações anfíbias, proteção de instalações marítimas e aéreas, reforço dos arquipélagos, proteção de cabos, portos, aeroportos, energia, bases, infraestruturas críticas, equipada com as mesma VB 4x4 que a Brigada Ligeira, mas com capacidade anfíbia.

Brigada Anfíbia Atlântica (BAA), se alguém tiver melhor sugestão, considero. Pessoalmente não gosto destas designações genéricas tipo Brigada Média, Ligeira, Mista, de Reação Rápida, Quartel de Cavalaria, Quartel de Artilharia, etc... Brigada Média = Brigada NUN’ÁLVARES: Brigada Ligeira = Brigada VIRIATO
Temos quase nove séculos de História militar. É aproveitar.

Brigada Anfíbia / Brigada EXPEDICIONÁRIA ATLÂNTICA = Brigada AFONSO DE ALBUQUERQUE
Efetivos: 4.200- 4.500
Função: operações anfíbias, apoio naval, projeção costeira, defesa das ilhas, cooperação CPLP, força projeção África

Unidades de manobra:
Unidade Escalão Batalhão - UPF de Fuzileiros (Marinha) seria a ponta de lança da brigada. Eu sei, é da Marinha. Sob comando brigada do Exército. Não é coisa inédita. Acalmem-se.  :mrgreen:

1 Batalhão de Inf. Ligeira - BI Anfíbio do Exército (4x4 blindado + viaturas anfíbias BvS10) Esta seria a unidade "follow-on", com VB.

2  Batalhões de Infantaria Ligeira - Defesa dos arquipélagos,

Fuzileiros abrem a porta (assalto).

Anfíbios do Exército entram e expandem (manobra).

Infantaria Ligeira segura e estabiliza (segurança).

Esquadrão de Reconhecimento -Anfíbio (drones marítimos + 4x4)

Unidades de apoio fogos
Grupo de Artilharia Costeira / Defesa de Ilhas c/ 12 obuses 155mm (CAESAR) para defesa costeira (e mais). Tal como os Finlandeses estão a pensar fazer..

https://en.defence-ua.com/news/finland_is_interested_in_french_caesar_ng_but_aims_to_complete_its_own_howitzer-11215.html

e 6 lançadores de mísseis costeiros (anti‑navio / multiuso) Spike NLOS em VB 4x4.

Grupo de Defesa Antiaérea c/ 1 Bateria NASAM e 2  Baterias VSHORAD (MANPADS + C‑UAS)

Unidades de apoio:
Batalhão de Engenharia (anfíbia, operações no litoral, treino marítimo)

Batalhão Logístico  (anfíbio, operações no litoral, treino marítimo)

Comando e CCS, 2 pel. PE, Comp CIS, etc.

Missões:
Defesa dos Açores e Madeira

Operações anfíbias limitadas

Proteção de instalações críticas

Apoio a operações navais

Controlo de portos e infraestruturas costeiras

Esta brigada iria operar a partir do futuro NPL, o PNM D.João II (em missões proteção civil, emergência, repatriação, etc.) e os novos NRE+ e os NPOs. Talvez uma LST ou outro navio anfíbio? LDGs?
« Última modificação: Março 13, 2026, 11:15:38 pm por Duarte »
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
1917 - The Russian Empire collapsed. 1991 - The Soviet Union collapsed.  The collapse of the Russian Federation is next
 

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Re: Uma terceira brigada para o Exército: sugestão
« Responder #1 em: Março 14, 2026, 02:20:44 am »
Na minha opinião, ter uma Brigada assim não trazia grande vantagem. Muitas das capacidades mencionadas, podiam facilmente ser obtidas através da expansão da Brigada Ligeira e Média, das forças da ZMA e ZMM, e da "militarização" da GNR (atribuir funções militares defensivas, e treino coincidente).

Só vejo 2 hipóteses de criar uma 3ª Brigada:
-uma Brigada Capacitária, que absorve as especialidades de apoio e tudo o que fosse externo às outras 2 Brigadas;
-ou uma Brigada Expedicionária, ou simplesmente uma Brigada Conjunta inter ramos.

O primeiro caso explica-se sozinho, seria essencialmente uma reorganização.

O segundo caso é que vou desenvolver.

Ora, eu juntava nesta "Brigada Expedicionária Conjunta" primariamente:
-o tal "mini-SOCOM"
-todas as Forças Especiais
-as tropas de elite (Comandos, Paras, Fuzileiros)
-o Comando Conjunto de Helicópteros (todos os helis militares da família Blackhawk, excepto ASW)
-FACs (CB-90 ou comparável)
-2/3 LST
-1 Bateria AA
-Esquadra UAV VTOL
-um GAC (com Morteiros, as Light Gun, Loitering Munitions e Spike NLOS)
-e claro unidades de Apoio

E colocava para debate a expansão com:
-a hipotética Legião Estrangeira
-uma Esquadra Lus-222 (transporte, lançamento de paraquedistas, treino, apoio logístico a operações em áreas remotas)
-uma potencial Esquadra UCAV para CAS e Armed ISR
-Chinooks como um after thought

Uma Brigada com maior sinergia entre os ramos, maior capacidade de operar em diversos tipos de conflito e TOs, capacidade de apoiar as unidades regulares, servir como multiplicador de força e muito mais.

Ter o Comando Conjunto de OEs e a respectivas forças, explica-se sozinho.

Ter Comandos, Paraquedistas e Fuzileiros nesta Brigada, permitia maior interoperabilidade, aquisições conjuntas, complementaridade, acesso a meios e capacidades que tipicamente não existiriam, ou simplesmente estariam dependentes de outro ramo.

O Comando Conjunto de Helis, deveria ter 2/3 Esquadras, consoante as versões e quantidades. Eu optaria por 3:
-1 Esquadra de UH-60 mais bem armados para ataque/escolta (6-8 helis)
-1 Esquadra de UH-60 de transporte/MEDEVAC, quicá U-Hawk (6-10 helis)
-1 Esquadra CSAR/operações especiais com uma variante especificamente equipada para estas funções (4-8 helis)

Estes helis seriam pensados também para operar a partir de navios da Marinha, em particular NRE+, PNM e potencial NAVPOL.

As FACs é fácil de perceber, oferecem uma embarcação para combate à pirataria, transporte, inserção de tropas, etc.

Os 2/3 LST, oferecem uma capacidade adicional de desembarque anfíbio, sem dependência dos grandes navios da Marinha. Servem como navio de Comando de Operações Especiais, de apoio logístico a forças desembarcadas, combate à pirataria, etc. Podem usar lanchas de desembarque ou CB-90.

3 seria um número decente. Têm guarnição reduzida. Podem operar UAVs VTOL, USVs e e UUVs. Utilizar a partir destes navios Camcopter S100 por exemplo, parece-me interessante.

A Bateria AA oferece a todas as forças abrangidas uma capacidade VSHORAD/C-UAS uniforme e robusta. Os Fuzos deixariam de precisar da sua própria unidade AA.

O GAC, tiraria partido sobretudo das LG, que ao que parece vão ser substituídas na Brigada Ligeira pelos Caesar.
Dá-se uma nova vida a esta arma, e encaixa na perfeição no conceito de uma Brigada com maior mobilidade aérea. Os Morteiros possivelmente em ATVs ou blindado 4x4, tal como os Spike NLOS. Loitering Munitions de curto/médio alcance em viaturas tácticas ligeiras.


Acho também interessante uma potencial Esquadra com Lus-222. Adequa-se para vários dos TOs de baixa intensidade, oferece a esta Brigada uma capacidade logística pelo ar permanente, não dependendo tanto dos C-295, permite sustentar forças especiais a longas distâncias, seja recorrendo a aeródromos de pistas curtas, ou lançando carga de paraquedas.

Também consideraria seriamente uma Esquadra de UCAVs, mais pequenos que os que se esperaria usar na FAP. Algo na classe do Bayraktar TB2.
Acho essencial que houvesse o mínimo de capacidade de realizar CAS em qualquer TO, e capacidade de reconhecimento de longa duração.

Em alternativa, criava-se uma Esquadta Conjunta de UCAVs a hélice, de maior dimensão e em maior número, que servisse para apoiar os 3 ramos. Ou ambas as opções.


Isto é uma perspectiva muito mais ambiciosa para uma terceira Brigada completamente diferenciada. Facilmente adaptável, com pegada logística mais reduzida, com forças capazes de operar de forma independente em unidades mais pequenas. Capaz de responder a diversos tipos de ameaças, convencionais e não convencionais.

Gosto particularmente da ideia de se ter acesso aos LSTs, e de possuir um navio que tanto pode fazer desembrque de tropas, como de navio de comando de operações de escala reduzida e longa duração, sem a pegada logística nem custos dos navios muito maiores. E também da maneira que permite transportar forças ligeiras, mas bem treinadas e equipadas, para os arquipélagos.
 

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Re: Uma terceira brigada para o Exército: sugestão
« Responder #2 em: Março 14, 2026, 04:48:18 am »
Na minha opinião, ter uma Brigada assim não trazia grande vantagem. Muitas das capacidades mencionadas, podiam facilmente ser obtidas através da expansão da Brigada Ligeira e Média, das forças da ZMA e ZMM, e da "militarização" da GNR (atribuir funções militares defensivas, e treino coincidente).

Só vejo 2 hipóteses de criar uma 3ª Brigada:
-uma Brigada Capacitária, que absorve as especialidades de apoio e tudo o que fosse externo às outras 2 Brigadas;
-ou uma Brigada Expedicionária, ou simplesmente uma Brigada Conjunta inter ramos.

O primeiro caso explica-se sozinho, seria essencialmente uma reorganização.

O segundo caso é que vou desenvolver.

Ora, eu juntava nesta "Brigada Expedicionária Conjunta" primariamente:
-o tal "mini-SOCOM"
-todas as Forças Especiais
-as tropas de elite (Comandos, Paras, Fuzileiros)
-o Comando Conjunto de Helicópteros (todos os helis militares da família Blackhawk, excepto ASW)
-FACs (CB-90 ou comparável)
-2/3 LST
-1 Bateria AA
-Esquadra UAV VTOL
-um GAC (com Morteiros, as Light Gun, Loitering Munitions e Spike NLOS)
-e claro unidades de Apoio

E colocava para debate a expansão com:
-a hipotética Legião Estrangeira
-uma Esquadra Lus-222 (transporte, lançamento de paraquedistas, treino, apoio logístico a operações em áreas remotas)
-uma potencial Esquadra UCAV para CAS e Armed ISR
-Chinooks como um after thought

Uma Brigada com maior sinergia entre os ramos, maior capacidade de operar em diversos tipos de conflito e TOs, capacidade de apoiar as unidades regulares, servir como multiplicador de força e muito mais.

Ter o Comando Conjunto de OEs e a respectivas forças, explica-se sozinho.

Ter Comandos, Paraquedistas e Fuzileiros nesta Brigada, permitia maior interoperabilidade, aquisições conjuntas, complementaridade, acesso a meios e capacidades que tipicamente não existiriam, ou simplesmente estariam dependentes de outro ramo.

O Comando Conjunto de Helis, deveria ter 2/3 Esquadras, consoante as versões e quantidades. Eu optaria por 3:
-1 Esquadra de UH-60 mais bem armados para ataque/escolta (6-8 helis)
-1 Esquadra de UH-60 de transporte/MEDEVAC, quicá U-Hawk (6-10 helis)
-1 Esquadra CSAR/operações especiais com uma variante especificamente equipada para estas funções (4-8 helis)

Estes helis seriam pensados também para operar a partir de navios da Marinha, em particular NRE+, PNM e potencial NAVPOL.

As FACs é fácil de perceber, oferecem uma embarcação para combate à pirataria, transporte, inserção de tropas, etc.

Os 2/3 LST, oferecem uma capacidade adicional de desembarque anfíbio, sem dependência dos grandes navios da Marinha. Servem como navio de Comando de Operações Especiais, de apoio logístico a forças desembarcadas, combate à pirataria, etc. Podem usar lanchas de desembarque ou CB-90.

3 seria um número decente. Têm guarnição reduzida. Podem operar UAVs VTOL, USVs e e UUVs. Utilizar a partir destes navios Camcopter S100 por exemplo, parece-me interessante.

A Bateria AA oferece a todas as forças abrangidas uma capacidade VSHORAD/C-UAS uniforme e robusta. Os Fuzos deixariam de precisar da sua própria unidade AA.

O GAC, tiraria partido sobretudo das LG, que ao que parece vão ser substituídas na Brigada Ligeira pelos Caesar.
Dá-se uma nova vida a esta arma, e encaixa na perfeição no conceito de uma Brigada com maior mobilidade aérea. Os Morteiros possivelmente em ATVs ou blindado 4x4, tal como os Spike NLOS. Loitering Munitions de curto/médio alcance em viaturas tácticas ligeiras.


Acho também interessante uma potencial Esquadra com Lus-222. Adequa-se para vários dos TOs de baixa intensidade, oferece a esta Brigada uma capacidade logística pelo ar permanente, não dependendo tanto dos C-295, permite sustentar forças especiais a longas distâncias, seja recorrendo a aeródromos de pistas curtas, ou lançando carga de paraquedas.

Também consideraria seriamente uma Esquadra de UCAVs, mais pequenos que os que se esperaria usar na FAP. Algo na classe do Bayraktar TB2.
Acho essencial que houvesse o mínimo de capacidade de realizar CAS em qualquer TO, e capacidade de reconhecimento de longa duração.

Em alternativa, criava-se uma Esquadta Conjunta de UCAVs a hélice, de maior dimensão e em maior número, que servisse para apoiar os 3 ramos. Ou ambas as opções.


Isto é uma perspectiva muito mais ambiciosa para uma terceira Brigada completamente diferenciada. Facilmente adaptável, com pegada logística mais reduzida, com forças capazes de operar de forma independente em unidades mais pequenas. Capaz de responder a diversos tipos de ameaças, convencionais e não convencionais.

Gosto particularmente da ideia de se ter acesso aos LSTs, e de possuir um navio que tanto pode fazer desembarque de tropas, como de navio de comando de operações de escala reduzida e longa duração, sem a pegada logística nem custos dos navios muito maiores. E também da maneira que permite transportar forças ligeiras, mas bem treinadas e equipadas, para os arquipélagos.

O que estás a propor é mais um Comando Expedicionário Conjunto, com uma brigada de forças especiais e meios aéreos e navais em apoio. Mas criar uma brigada com paras e comandos deixa a brigada ligeira sem unidades de manobra e misturar unidades de operações especiais (FOE, DAE) com unidades de manobra vai contra a doutrina NATO.

Algumas ideias interessantes, como o comando conjunto de helis, que poderia apoiar tanto a Brigada Ligeira, como os Fuzos e o SOCOM nacional.

O mais sensato seria talvez incluir os Fuzos na Brigada Ligeira , ou melhor numa Brigada de Forças Especais / Reação Rápida - a UPF (Batalhão de Fuzileiros seria a minha preferência, estas modernices...) ::).

Ficava assim a Brigada Ligeira com 3 BI na mesma , para operações aeromóveis, operações no litoral/ ilhas com treino em operações aeronavais e marítimas. Estes 3 BI seriam equipados com VB 4x4 e seriam uma força expedicionária nacional para a NATO ou reforço das ilhas.

A Brigada de Forças Especiais teria um BParas, um BCmds e um Bat Fuzos. GAC com os LG 105mm como sugeres. ERec, etc..

Esta BriFEsp, juntamente com a FOE e DAE ficavam sob um SOCOM Nacional ao nível EMGFA, mantendo as unidades de manobra especiais distintas e separadas das SOF, mas podendo atuar em proveito delas quando necessário  (FOE/DAE). As LST, PNM, NPL/LHD, e outra unidades aérea seriam atribuídas consoante as missões ao SOCOM-PT quando necessário, ficando uma potencial unidade de helis SOF apenas atribuída em permanência.
« Última modificação: Março 14, 2026, 04:53:48 am por Duarte »
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Re: Uma terceira brigada para o Exército: sugestão
« Responder #3 em: Março 15, 2026, 04:05:14 pm »
Citar
O que estás a propor é mais um Comando Expedicionário Conjunto, com uma brigada de forças especiais e meios aéreos e navais em apoio. Mas criar uma brigada com paras e comandos deixa a brigada ligeira sem unidades de manobra e misturar unidades de operações especiais (FOE, DAE) com unidades de manobra vai contra a doutrina NATO.

Não necessariamente. A Brigada Ligeira receberia reforço de pessoal, e eventualmente a inclusão de forças da ZMM e ZMA - as forças da ZMM/ZMA passariam a ser desenhadas com base na Brigada Ligeira, ou seja, com total interoperabilidade.

Esta Brigada Ligeira seria feita à imagem da Brigada Média, apenas com meios mais leves, e ambas com tropas convencionais. Estas seriam as 2 brigadas que receberiam pessoal em caso de mobilização.

A "Brigada Expedicionária Combinada", seria uma Brigada que de certa forma não seria assim tão diferente dos USMC, enquanto unidade com capacidades próprias que uma Brigada normal não tem. A grande diferença, é que seria uma Brigada inter-ramos, idealmente sob comando do EMGFA.

De notar que esta Brigada teria uma estrutura menos rígida que a Brigada Média e a Ligeira, fruto também da diversidade de forças nela incluídas.

Ao ter as 3 tropas de elite aqui, torna-se mais fácil a uniformização, a interoperabilidade, mas também a definição de funções de cada uma. Isto permite especializar mais cada uma.

Eu vejo esta Brigada como sendo uma força mais versátil. Que tanto pode ser empregue em FNDs de baixa intensidade, como pode ser empregue em números extremamente reduzidos com OEs, como pode fazer contra-terrorismo, como apoiar/reforçar as outras brigadas, ser a ponta da lança que abre caminho para as outras Brigadas, etc.

Enquanto as outras 2 Brigadas são mais vocacionadas para a guerra convencional.
 

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Duarte

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Re: Uma terceira brigada para o Exército: sugestão
« Responder #4 em: Março 15, 2026, 07:46:11 pm »
A "Brigada Expedicionária Combinada" teria os seus pros e contras.

Seria uma força formidável para um país com os recursos de Portugal, mas o custo seria o fim da autonomia das forças de elite da Marinha e do Exército, algo que as chefias militares dos ramos dificilmente aceitariam.

Acho que os Fuzileiros deveriam continuar a pertencer à Marinha para garantir a defesa da nossa ZEE, mas com a possibilidade de ser atribuídos a esta brigada quando necessário (organização modular/ semelhante ao Exército). Uma atribuição hierárquica de linha pontilhada.

Os argumentos contra seriam o abandono da lógica da especialização e a perda de Identidade e "ADN" das unidades de elite.

Os Fuzileiros são a infantaria da Marinha; o seu treino é focado em ambiente anfíbio, assalto a partir do mar e segurança naval.
Os Paraquedistas são focados em projeção aérea e retenção de terreno até à chegada de reforços.
Os Comandos são tropas de choque, focadas em ações diretas de curta duração e alta intensidade.

Ao misturá-los, corremos o risco de criar um "pau para toda a obra, mestre de nada"?

Também não devemos esquecer as rivalidades históricas: a integração de unidades de ramos diferentes (Marinha e Exército) sob o mesmo comando é politicamente explosiva. Cada ramo teme perder orçamento e influência se as suas "joias da coroa" forem transferidas para uma estrutura conjunta.

 Se colocarmos todas as unidades de elite numa só brigada, cria-se um único ponto de falha. Se essa brigada estiver empenhada ou sofrer baixas pesadas, o país fica sem reservas de elite em qualquer outro ramo.

Mas as vantagens se calhar seriam suficientes para colmatar estes "contras".

Criando-se esta "Brigada Expedicionária Combinada" que unidades de manobra ficavam na Brigada ligeira? 3 ou 4 BI (um aeromóvel, 3 dos arquipélagos especializados em operações marítimas, defesa costeira) com VB 4x4?
Um dos atuais BIPara passa a aeromóvel, outro transita para a Brigada Expedicionária Combinada
No fundo ficamos com 3 brigadas como atualmente, mas mais completas e uniformes em termos de equipamento e missões:

Atuais BrigMec e BrigInt -> Brigada Média (força pesada blindada)
Atual BriRR -> Brigada Expedicionária Combinada (força expedicionária inter-ramos com unidades de elite)
Elementos da BriRR mais forças dos arquipélagos ->  Brigada Ligeira (força ligeira blindada, semelhante `a brigada média em termos de organização, mas mais ligeira)

As UEB de manobra atuais (onze)*ficam mais ou menso iguais, mas completas.

1 BIMec pesado
1 GCC
2 BIMec rodas
1 GRec
2 BIParas
1 BCmds
3 BI arquipélagos

passamos a:
1 Agrup Mec (Leopard 2 A7 PT e Boxer lagartas?)
3 BIMec rodas ( Pandur e Boxer 8x8)
1 BI Aeromóvel (VB 4x4)
3 BI Ligeiros (VB 4x4)
1 BI Paras (VB 4x4)
1 BCmds (VB 4x4)
1 BFuzos .....
« Última modificação: Março 15, 2026, 07:50:57 pm por Duarte »
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Re: Uma terceira brigada para o Exército: sugestão
« Responder #5 em: Março 16, 2026, 07:12:00 pm »
Citar
Seria uma força formidável para um país com os recursos de Portugal, mas o custo seria o fim da autonomia das forças de elite da Marinha e do Exército, algo que as chefias militares dos ramos dificilmente aceitariam.

As forças de elite não têm autonomia, no verdadeiro sentido da palavra. Todas elas estão dependentes de CAS dado pela FAP, e no caso dos Paraquedistas, estes dependem de aviões da FAP para serem lançados. Os Fuzileiros também são insuficientes para realizar um desembarque anfíbio sozinhos - sendo que numa missão real, apenas assegurariam uma zona de desembarque, para depois desembarcar forças do EP.

Estas unidades estarem dentro de uma Brigada Conjunta, significa que podem continuar afectas aos respectivos ramos, e que estes podem.

Citar
Acho que os Fuzileiros deveriam continuar a pertencer à Marinha para garantir a defesa da nossa ZEE, mas com a possibilidade de ser atribuídos a esta brigada quando necessário (organização modular/ semelhante ao Exército). Uma atribuição hierárquica de linha pontilhada.

Nesta força conjunta, os Fuzos continuariam a fazer o que fazem. O que mudava era que faziam também parte de uma força mais robusta, e com uma estrutura mais completa (com GAC, BAAA, etc).

Citar
Os argumentos contra seriam o abandono da lógica da especialização e a perda de Identidade e "ADN" das unidades de elite.

Pelo contrário. Quando tens as diferentes forças na mesma unidade conjunta, deixa de haver a necessidade de que determinada força seja "pau para toda a obra". Ou seja, os Fuzos podem especializar-se ainda mais na vertente anfíbia e costeira e protecção de embarcações, sabendo que a parte da mobilidade aérea está entregue aos Paras (apesar de em parte todas as forças ligeiras poderem ser aeromóveis), e os Comandos continuariam a ser a tropa de choque.

Num assalto anfíbio real, é provável que se visse o emprego das 3 tropas em simultâneo, mas em tarefas distintas.

Citar
Os Fuzileiros são a infantaria da Marinha; o seu treino é focado em ambiente anfíbio, assalto a partir do mar e segurança naval.
Os Paraquedistas são focados em projeção aérea e retenção de terreno até à chegada de reforços.
Os Comandos são tropas de choque, focadas em ações diretas de curta duração e alta intensidade.

Ao misturá-los, corremos o risco de criar um "pau para toda a obra, mestre de nada"?

Não, porque a ideia é que estas forças se complementem, não substituam.

Isto também permitia que os Fuzileiros deixassem de precisar de ter as suas próprias unidades de apoio, já que gozariam das mesmas unidades de apoio inerentes a esta Brigada Conjunta. A única excepção seriam as LARC, que provavelmente continuariam orgânicas aos Fuzileiros.

Citar
Também não devemos esquecer as rivalidades históricas: a integração de unidades de ramos diferentes (Marinha e Exército) sob o mesmo comando é politicamente explosiva. Cada ramo teme perder orçamento e influência se as suas "joias da coroa" forem transferidas para uma estrutura conjunta.

Rivalidades resolvem-se. O orçamento nunca vai ser igual, mas com cada força a ter maior especialização, a diferença de investimento entre elas deverá ser comparável, sabendo que as vertentes de apoio estão na dita Brigada, não nas tropas de elites/ramo.

Quando a preocupação de cada ramo é "perder orçamento", estamos mal.

Citar
Se colocarmos todas as unidades de elite numa só brigada, cria-se um único ponto de falha. Se essa brigada estiver empenhada ou sofrer baixas pesadas, o país fica sem reservas de elite em qualquer outro ramo.

Nem por isso.

Esta Brigada não seria feita nos mesmos moldes que as outras duas. Em contexto nenhum irias colocá-la toda de uma vez num TO, nem precisas de colocar em missão forças destas de dimensão específica.

Além disso, esse problema podia ser aplicado a qualquer vertente das FA. Se tiveres todos os F-16 empenhados e/ou sofreres muitas perdes, não tens nada que os substitua.

Citar
Criando-se esta "Brigada Expedicionária Combinada" que unidades de manobra ficavam na Brigada ligeira?

2/3 Batalhões de Infantaria Ligeira, talvez 4, se conseguisses 1 Batalhão por Arquipélago.

Seria basicamente uma Brigada à imagem da Média, com a diferença a ser na tipolotia dos meios.

Já a Brigada Expedicionária Conjunta, não precisava de ser formatada estritamente em BIs. Até porque acabaria por abranger forças distintas, com dimensões diferentes umas das outras.
 

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Re: Uma terceira brigada para o Exército: sugestão
« Responder #6 em: Março 16, 2026, 11:22:06 pm »
Este conceito não é inédito e muito provavelmente poderia funcionar muito bem em Portugal se implementado com cabeça tronco e membros.

A brigada expedicionária seria algo parecida com o "United Kingdom Commando Force" (UKCF), anteriormente  "3 Commando Brigade", a Força de Comandos do Reino Unido composta por comandos dos Royal Marines e pessoal qualificado para os comandos da Royal Navy, do Exército Britânico e da Royal Air Force. Esta GU tem forças de manobra dos Royal Marines e unidades de apoio de combate, logística e aviação do Exército e da RAF.

https://en.wikipedia.org/wiki/United_Kingdom_Commando_Force

Também temos a 11ème Brigade Parachutiste francesa, que, não sendo uma unidade inter-ramos (é composta por unidades exclusivamente do exército) tem unidades de paraquedistas de "Infanterie de Marine", da Legião Estrangeira, e do exército regular, e tem unidades comando (GCP). Forças de elite com diversas valências.

Noutros países NATO com grandes unidades aerotransportadas, como em Espanha, a  Brigada "Almogávares" VI (BRIPAC) treina regularmente com a infantaria de marinha da Armada e o Korps Marniers (da Holanda) treina com a 11a. brigada aeromóvel (11 Luchtmobiele Brigade) do exército.

A BRIPAC espanhola é a unidade de projeção por excelência espanhola e tem evoluído para uma força polivalente. Aos paraquedistas, a sua base histórica e principal forma de inserção, juntas-se a capacidade Anfíbia, através do conceito de "Brigada Polivalente", a BRIPAC treina para operações conjuntas com a Infantaria de Marinha, embora esta última permaneça administrativamente na Armada.

Em Itália temos a Brigata Marina “San Marco”, que no passado foi integrada com unidades do Esercito na Forza di Proiezione dal Mare, uma unidade anfíbia conjunta da Marina e do Esercitohttps://it.wikipedia.org/wiki/Forza_di_proiezione_dal_mare
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Cabeça de Martelo

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Re: Uma terceira brigada para o Exército: sugestão
« Responder #7 em: Hoje às 03:16:13 pm »
𝗗𝗢 𝗖𝗢𝗡𝗖𝗘𝗜𝗧𝗢 𝗗𝗔 𝗙𝗢𝗥𝗖̧𝗔 𝗧𝗘𝗥𝗥𝗘𝗦𝗧𝗥𝗘 𝟮𝟬𝟰𝟱 (𝗙𝗧𝟰𝟱)

Para satisfazer o 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗿𝗼𝗺𝗶𝘀𝘀𝗼 𝗽𝗼𝗹𝗶́𝘁𝗶𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝗹𝗼𝗻𝗴𝗼 𝗽𝗿𝗮𝘇𝗼 assumido no seio da Aliança Atlântica e cumprir os exigentes alvos capacitários NATO, definidos em 2025, o 𝗽𝗿𝗼𝗱𝘂𝘁𝗼 𝗼𝗽𝗲𝗿𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 do Exército do futuro - a Força Terrestre 2045 - terá de gerar 𝗰𝗶𝗻𝗰𝗼 𝘁𝗶𝗽𝗼𝗹𝗼𝗴𝗶𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗳𝗼𝗿𝗰̧𝗮𝘀:

- 𝗨𝗺𝗮 𝗚𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗨𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 (escalão Brigada) de forças de características 𝗠𝗘́𝗗𝗜𝗔𝗦, construída com renovadas capacidades e meios provenientes da Brigada de Intervenção e da Brigada Mecanizada;

- 𝗨𝗺𝗮 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗮 𝗚𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗨𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 (escalão Brigada) de forças de características 𝗟𝗜𝗚𝗘𝗜𝗥𝗔𝗦, com génese na atualização das capacidades e meios residentes na Brigada de Reação Rápida;

- Um 𝗖𝗼𝗺𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗲 𝗘𝘀𝘁𝗿𝘂𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝗖𝗼𝗺𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗲 𝗖𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼𝗹𝗼 projetável, agregador das Forças de Apoio Geral e de Sustentação Logística, também elas projetáveis;

- Forças destinadas à 𝗱𝗲𝗳𝗲𝘀𝗮 𝗶𝗺𝗲𝗱𝗶𝗮𝘁𝗮 𝗱𝗼𝘀 𝗮𝗿𝗾𝘂𝗶𝗽𝗲́𝗹𝗮𝗴𝗼𝘀, assente em Batalhões de Infantaria de grande mobilidade e rápida intervenção e sistemas de Defesa Antiaérea;

- 𝗢𝘂𝘁𝗿𝗮𝘀 𝗰𝗮𝗽𝗮𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗲𝘀𝘁𝗿𝗮𝘁𝗲́𝗴𝗶𝗰𝗮𝘀  fundamentais, tais como os Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação (HAPE),  o Apoio Militar de Emergência (AME) e as Reservas de Guerra.



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Contra a Esquerda woke e a Direita populista marchar, marchar!...

 
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Duarte

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Re: Uma terceira brigada para o Exército: sugestão
« Responder #8 em: Hoje às 06:07:34 pm »
𝗗𝗢 𝗖𝗢𝗡𝗖𝗘𝗜𝗧𝗢 𝗗𝗔 𝗙𝗢𝗥𝗖̧𝗔 𝗧𝗘𝗥𝗥𝗘𝗦𝗧𝗥𝗘 𝟮𝟬𝟰𝟱 (𝗙𝗧𝟰𝟱)

Para satisfazer o 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗿𝗼𝗺𝗶𝘀𝘀𝗼 𝗽𝗼𝗹𝗶́𝘁𝗶𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝗹𝗼𝗻𝗴𝗼 𝗽𝗿𝗮𝘇𝗼 assumido no seio da Aliança Atlântica e cumprir os exigentes alvos capacitários NATO, definidos em 2025, o 𝗽𝗿𝗼𝗱𝘂𝘁𝗼 𝗼𝗽𝗲𝗿𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 do Exército do futuro - a Força Terrestre 2045 - terá de gerar 𝗰𝗶𝗻𝗰𝗼 𝘁𝗶𝗽𝗼𝗹𝗼𝗴𝗶𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗳𝗼𝗿𝗰̧𝗮𝘀:

- 𝗨𝗺𝗮 𝗚𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗨𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 (escalão Brigada) de forças de características 𝗠𝗘́𝗗𝗜𝗔𝗦, construída com renovadas capacidades e meios provenientes da Brigada de Intervenção e da Brigada Mecanizada;

- 𝗨𝗺𝗮 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗮 𝗚𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗨𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 (escalão Brigada) de forças de características 𝗟𝗜𝗚𝗘𝗜𝗥𝗔𝗦, com génese na atualização das capacidades e meios residentes na Brigada de Reação Rápida;

- Um 𝗖𝗼𝗺𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗲 𝗘𝘀𝘁𝗿𝘂𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝗖𝗼𝗺𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗲 𝗖𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼𝗹𝗼 projetável, agregador das Forças de Apoio Geral e de Sustentação Logística, também elas projetáveis;

- Forças destinadas à 𝗱𝗲𝗳𝗲𝘀𝗮 𝗶𝗺𝗲𝗱𝗶𝗮𝘁𝗮 𝗱𝗼𝘀 𝗮𝗿𝗾𝘂𝗶𝗽𝗲́𝗹𝗮𝗴𝗼𝘀, assente em Batalhões de Infantaria de grande mobilidade e rápida intervenção e sistemas de Defesa Antiaérea;

- 𝗢𝘂𝘁𝗿𝗮𝘀 𝗰𝗮𝗽𝗮𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗲𝘀𝘁𝗿𝗮𝘁𝗲́𝗴𝗶𝗰𝗮𝘀  fundamentais, tais como os Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação (HAPE),  o Apoio Militar de Emergência (AME) e as Reservas de Guerra.



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Eu sei bem que o lano da FT45 são duas brigadas, uma até 2032 (Média)  e outra até 2036 (Ligeira). A discussão era em que moldes poderíamos ter uma terceira brigada de manobra (não de capacitação). Esta poderia ser uma prioridade para 2040.

As hipóteses seriam:

Brigada Expedicionária (algo como a BriRR, mas juntando os Fuzos) com forças de elite: Comandos, Paras e Fuzos. Este seria a verdadeira brigada ligeira, com VTLB 4x4;

Brigada Ligeira com 3 BIs Ligeiros com Pandur e mais tarde uma VB 6x6 - BIS polivalentes com capacidades aeronaval e aeromóvel;

Brigada Média com 3 BI Mec Boxer + Agrup. Mec. Leopard 2 A7PT e Boxer lagartas.

ou

Brigada do Atlântico (com os 3 BI Ligeiros de Defesa imediata dos arquipélagos + 1 BI de reforço vindo do continente, todos com VTLB 4x4, mais um GAA com IRIS-T ou NASAM e VSHORAD, GA Def.. Costeira com CAESAR e Spike NLOS;

Brigada Ligeira com 3 BIs Ligeiros com VTLB 4x4 (1 Paras, 1 Comandos, 1 Aeromóvel)

Brigada Média com 3 BI Mec Boxer + Agrup. Mec. Leopard 2 A7PT e Boxer lagartas.

ou

Brigada Ligeira com 3 BIs Ligeiros com VTLB 4x4 e Pandur e mais tarde com VB 6x6

Brigada Média com 3 BI Mec Boxer

Brigada Pesada com 2 BI Boxer lagartas e 1 GCC Leopard 2 A8 em 2045
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
1917 - The Russian Empire collapsed. 1991 - The Soviet Union collapsed.  The collapse of the Russian Federation is next
 

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Re: Uma terceira brigada para o Exército: sugestão
« Responder #9 em: Hoje às 06:11:31 pm »
𝗗𝗢 𝗖𝗢𝗡𝗖𝗘𝗜𝗧𝗢 𝗗𝗔 𝗙𝗢𝗥𝗖̧𝗔 𝗧𝗘𝗥𝗥𝗘𝗦𝗧𝗥𝗘 𝟮𝟬𝟰𝟱 (𝗙𝗧𝟰𝟱)

Para satisfazer o 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗿𝗼𝗺𝗶𝘀𝘀𝗼 𝗽𝗼𝗹𝗶́𝘁𝗶𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝗹𝗼𝗻𝗴𝗼 𝗽𝗿𝗮𝘇𝗼 assumido no seio da Aliança Atlântica e cumprir os exigentes alvos capacitários NATO, definidos em 2025, o 𝗽𝗿𝗼𝗱𝘂𝘁𝗼 𝗼𝗽𝗲𝗿𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 do Exército do futuro - a Força Terrestre 2045 - terá de gerar 𝗰𝗶𝗻𝗰𝗼 𝘁𝗶𝗽𝗼𝗹𝗼𝗴𝗶𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗳𝗼𝗿𝗰̧𝗮𝘀:

- 𝗨𝗺𝗮 𝗚𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗨𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 (escalão Brigada) de forças de características 𝗠𝗘́𝗗𝗜𝗔𝗦, construída com renovadas capacidades e meios provenientes da Brigada de Intervenção e da Brigada Mecanizada;

- 𝗨𝗺𝗮 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗮 𝗚𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗨𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 (escalão Brigada) de forças de características 𝗟𝗜𝗚𝗘𝗜𝗥𝗔𝗦, com génese na atualização das capacidades e meios residentes na Brigada de Reação Rápida;

- Um 𝗖𝗼𝗺𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗲 𝗘𝘀𝘁𝗿𝘂𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝗖𝗼𝗺𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗲 𝗖𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼𝗹𝗼 projetável, agregador das Forças de Apoio Geral e de Sustentação Logística, também elas projetáveis;

- Forças destinadas à 𝗱𝗲𝗳𝗲𝘀𝗮 𝗶𝗺𝗲𝗱𝗶𝗮𝘁𝗮 𝗱𝗼𝘀 𝗮𝗿𝗾𝘂𝗶𝗽𝗲́𝗹𝗮𝗴𝗼𝘀, assente em Batalhões de Infantaria de grande mobilidade e rápida intervenção e sistemas de Defesa Antiaérea;

- 𝗢𝘂𝘁𝗿𝗮𝘀 𝗰𝗮𝗽𝗮𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗲𝘀𝘁𝗿𝗮𝘁𝗲́𝗴𝗶𝗰𝗮𝘀  fundamentais, tais como os Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação (HAPE),  o Apoio Militar de Emergência (AME) e as Reservas de Guerra.



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Eu sei bem que o plano da FT45 são duas brigadas, uma até 2032 (Média)  e outra até 2036 (Ligeira). A discussão era em que moldes poderíamos ter uma terceira brigada de manobra (não de capacitação). Esta poderia ser uma prioridade para 2040.

As hipóteses seriam:

1- Brigada Expedicionária (algo como a BriRR, mas juntando os Fuzos) com forças de elite: Comandos, Paras e Fuzos. Este seria a verdadeira brigada ligeira, com VTLB 4x4;

Brigada Ligeira com 3 BIs Ligeiros com Pandur e mais tarde uma VB 6x6 - BI polivalentes com capacidades aeronaval e aeromóvel;

Brigada Média com 3 BI Mec Boxer + Agrup. Mec. Leopard 2 A7PT e Boxer lagartas.

ou

2- Brigada do Atlântico (com os 2 BI Ligeiros de Defesa imediata dos arquipélagos + 2 BI de reforço vindos do continente, todos com VTLB 4x4, mais um GAA com 1 ou 2 Btr MRAD com IRIS-T ou NASAM e 2 Btr VSHORAD, Grupo Art. Def. Costeira com CAESAR e Spike NLOS;

Brigada Ligeira com 3 BIs Ligeiros com VTLB 4x4 (1 Paras, 1 Comandos, 1 Aeromóvel)

Brigada Média com 3 BI Mec Boxer + Agrup. Mec. Leopard 2 A7PT e Boxer lagartas.

ou

3- Brigada Ligeira com 3 BIs Ligeiros com VTLB 4x4 e Pandur e mais tarde com VB 6x6

Brigada Média com 3 BI Mec Boxer

Brigada Pesada com 2 BI Boxer lagartas e 1 GCC Leopard 2 A8 em 2045
« Última modificação: Hoje às 06:46:42 pm por Duarte »
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
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1917 - The Russian Empire collapsed. 1991 - The Soviet Union collapsed.  The collapse of the Russian Federation is next
 

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Re: Uma terceira brigada para o Exército: sugestão
« Responder #10 em: Hoje às 07:14:05 pm »
Cada vez vejo mais as brigadas, em "paz quente", como GU "administrativas" e que são os batalhões as unidades de manobra, capazes de serem projectados e ter subunidades juntas a outras subunidades, de outra brigada...
Quidquid latine dictum sit, altum videtur