As eleições de ontem - para além de terem permitido a eleição de um socialista, dos melhorezinhos, também é justo reconhecer - demonstraram que o Ventura falhou conseguir a direita... e isso é um problema para quem a quer liderar; nem conseguiu o voto da minha Mãe, que sempre votou "nas direitas" e se lembra dele de calções e simpático. 
Agora lembrou-me de algo que aconteceu ontem... Uma tia minha que não votava há mais de 25 anos, depois da missa foi à urna de voto. E não foi seguramente para votar no Ventura.
Tentar afirmar que o Chega é a mesma coisa que a votação do Ventura, quando muitos portugueses não gostam do PS nem com molho Bechamel, não é ser sério em qualquer análise.
Eu não gosto do José Seguro. Não gosto desde o período da Troika em que o Deficit previsto era de 6%, mas na realidade ficou-se pelos 3%. Daí vem o Seguro dizer que podíamos gastar dinheiro porque havia uma folga de 3%
O homem parece que não entendeu, que uma divida de 3 é menor que uma divida de 6, mas continua a ser uma divida.
Desde essa altura, que passei a referir-me ao Seguro, como o "Homem da folga".
Jamais votaria no Seguro, contra qualquer dos outros candidatos. Mas eu, como muitíssima gente neste país, se fosse preciso até votava nalguma menina do berloque.
Eu só votaria no Ventura, se do outro lado estivesse um candidato do Partido Comunista Russo. E mesmo assim, levava sais de fruto comigo para a assembleia de voto.
Isto não tem nada, absolutamente nada a ver com esquerda contra direita. Isto foi uma escolha entre um mínimo de decência, e o cumulo da falta de vergonha na cara.
E o Ventura fez de tudo para parecer moderado... De tudo. Mesmo tentando moderação, a direita verdadeira foi votar no socialista.
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