Gronelândia: Apetites Laranjas

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Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Responder #150 em: Janeiro 20, 2026, 01:24:49 am »
A BBC não é fonte de confiança como o X, especialmente os reconhecidos ativos de influência russos  :mrgreen: c56x1 ::)

mas....

Greenland 'will stay Greenland', former Trump adviser declares

https://www.bbc.com/news/articles/c98p6m0r53no

слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
"Even the dumbest among us can see the writing on the wall for Putin"
 

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Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Responder #151 em: Janeiro 20, 2026, 01:25:12 am »
слава Україна!
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Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Responder #152 em: Janeiro 20, 2026, 05:45:48 am »
Pentagon Places 1,500 Arctic-Trained Airborne Troops on Standby as Greenland Dispute Escalates

https://www.thedefensenews.com/news-details/Pentagon-Places-1500-Arctic-Trained-Airborne-Troops-on-Standby-as-Greenland-Dispute-Escalates/
слава Україна!
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Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Responder #153 em: Janeiro 20, 2026, 05:49:07 am »
U.S.-NATO Rift Over Greenland Keeps Getting Worse
Denmark is deploying more troops to Greenland over the increasingly hostile rhetoric coming out of the White House.

https://www.twz.com/news-features/u-s-nato-rift-over-greenland-keeps-getting-worse
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Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Responder #154 em: Janeiro 20, 2026, 11:08:55 am »
Dinamarca reforça contingente militar na Gronelândia e abdica de ir a Davos

Com as tensões entre Copenhaga e Washington a escalarem, o governo dinamarquês enviou esta segunda-feira mais uma centena de militares para a Gronelândia. Os representantes do país nórdico cancelaram também a presença no Forum Económico Mundial, em Davos.



 A Dinamarca enviou esta segunda-feira mais uma centena de militares para a Gronelândia, numa altura em que o Presidente dos EUA, Donald Trump, insiste em assumir o controlo da região. Além dos 100 militares que já se encontravam na capital da Gronelândia, Nuuk, foram destacados hoje mais cerca de uma centena de militares dinamarqueses para Kangerlussuaq.

O envio do reforço militar foi confirmada pelas Forças Armadas da Dinamarca à estação televisiva dinamarquesa TV 2.

Os soldados destacados para a Gronelândia deverão participar no exercício "Arctic Endurance", que foi acelerado e intensificado após recentes declarações de Trump, em que admitia o uso de força militar para assumir o controlo do território.

A organização do Forum Económico Mundial, em Davos, indicou à Bloomberg que "representantes do governo dinamarquês foram convidados para estar presentes, mas que o Executivo do país nórdico decidiu que não marcará presença na reunião", onde Trump é um dos convidados.

A escalada nas tensões entre Copenhaga e Washington aumentaram durante o fim de semana depois de Trump ter ameaçado aplicar tarifas em bens de oito países da NATO - Alemanha, Dinamarca, França, Finlândia, Países Baixos, Noruega, Suécia e Reino Unido - que irão participar nos exercícios militares da NATO a realizar na Gronelândia.

https://www.jornaldenegocios.pt/economia/europa/detalhe/dinamarca-reforca-contingente-militar-na-gronelandia-e-abdica-de-ir-a-davos?ref=DET_Recomendadas#loadComments
 

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Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Responder #155 em: Janeiro 20, 2026, 11:13:31 am »
EUA reafirmam intenção de controlar Gronelândia: "Os europeus projetam fraqueza"

Numa entrevista à NBC, o secretário do Tesouro disse que os europeus vão acabar por ceder na sua postura em relação à Gronelândia e "perceber que têm de estar sob a proteção dos EUA".



 Os Estados Unidos não vão recuar na sua intenção de controlar a Gronelândia e dizem mesmo que a Europa é demasiado fraca para garantir a sua própria segurança. Apesar de a União Europeia ter dito que será firme na defesa do direito internacional do seu território, o secretário do Tesouro norte-americano desvalorizou a capacidade do bloco evitar as tarifas adicionais anunciadas por Donald Trump contra oito países europeus.

"Os europeus projetam fraqueza, os EUA projetam força. O Presidente acredita que a segurança reforçada não é possível sem a Gronelândia ser parte dos EUA", afirmou Scott Bessent, numa entrevista à NBC.

No sábado, Trump anunciou tarifas de 10% sobre os bens de oito países europeus, a começar a 1 de fevereiro, que serão elevadas para 25% em junho, caso não haja um acordo para a "compra na Gronelândia". Segundo o Financial Times, a União Europeia estará a considerar uma retaliação avaliada em 93 mil milhões de euros.

O Presidente francês já classificou estas taxas alfandegárias como "inaceitáveis" e prometeu que pedirá "a ativação do instrumento anti-coerção" da UE se as ameaças  forem executadas - esta ferramenta, cuja implementação requer a maioria qualificada dos países da União Europeia, permite, entre outras medidas, o congelamento do acesso aos mercados públicos europeus ou o bloqueio de certos investimentos.

 Bessent disse acreditar que os líderes europeus vão acabar por ceder: "Os líderes europeus vão reconsiderar e vão perceber que têm de estar sob a proteção dos EUA".

 Em causa estão, neste momento, estão a Dinamarca, a Noruega, a Suécia, a França, a Alemanha, o Reino Unido, os Países Baixos e a Finlândia.

Trump insiste há meses que os Estados Unidos devem controlar a Gronelândia, um território semiautónomo da Dinamarca, membro da NATO, e disse no início desta semana que qualquer coisa menos do que a ilha ártica estar em mãos americanas seria inaceitável.

https://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/eua-reafirmam-intencao-de-controlar-gronelandia-os-europeus-projetam-fraqueza?ref=DET_Recomendadas

Acho que os líderes europeus só devem ter 1 tipo de resposta que é convidar os americanos a abandonarem todas as bases militares que têem na Europa!!!!
 
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Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Responder #156 em: Janeiro 20, 2026, 11:22:41 am »
Alemanha diz que Trump ultrapassou limites com a ameaça à Gronelândia

Trump anunciou a imposição de uma tarifa de 10% sobre os produtos de oito países europeus devido à oposição ao controlo dos EUA sobre a Gronelândia.



 O ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, considera que a ameaça do Presidente norte-americano, Donald Trump, de anexar a Gronelândia constitui uma linha vermelha para a União Europeia (UE) e que o bloco dos 27 deve equacionar recorrer ao mecanismo legal concebido para repelir a coerção económica.

"Estamos constantemente a enfrentar novas provocações, estamos constantemente a enfrentar novos antagonismos, que o Presidente Trump procura, e aqui nós, europeus, devemos deixar claro que o limite foi atingido", afirmou Klingbeil esta segunda-feira em Berlim, ao lado do seu homólogo francês, Roland Lescure.

"Existe um conjunto de ferramentas europeias legalmente estabelecidas que podem responder à chantagem económica com medidas muito sensíveis, e devemos agora analisar o seu uso", acrescentou Klingbeil, que é também vice do chanceler Friedrich Merz, em declarações reproduzidas pela Bloomberg.

O instrumento anti-coerção da UE, cuja ativação requer maioria qualificada, foi adotado em junho de 2023, mas nunca foi utilizado, permite, por exemplo, impor limites às importações de um país ou ao acesso a determinados mercados.

 No sábado, Trump anunciou uma tarifa de 10% sobre os produtos de oito países europeus (Dinamarca, a Noruega, a Suécia, a França, a Alemanha, o Reino Unido, os Países Baixos e a Finlândia) a partir de 1 de Fevereiro devido à oposição ao controlo dos Estados Unidos sobre a Gronelândia. A taxa de 10% será elevada para 25% a 1 de junho, se não for assinado um acordo para a "compra completa e total da Gronelândia" pelos Estados Unidos.

Em resposta, a UE está em negociações para potencialmente impor tarifas sobre 93 mil milhões de euros (108 mil milhões de dólares) em produtos americanos caso Trump leve avante as suas intenções, segundo avançavam vários meios de comunicação social.

"Os limites foram atingidos e ao ver a ameaça à integridade e soberania da Gronelândia e à Dinamarca notei nas negociações que as pessoas esperam que não cedamos à chantagem e que tomemos medidas contra ela", declarou Klingbeil.

"Para mim, deve ser claro a todo o momento que a Europa precisa estar pronta para agir - e isso não pode ser preparado no último minuto", acrescentou. "Esses preparativos devem ser feitos agora", rematou.

https://www.jornaldenegocios.pt/economia/europa/uniao-europeia/detalhe/alemanha-diz-que-trump-ultrapassou-limites-com-a-ameaca-a-gronelandia?ref=DET_Recomendadas
 

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Malagueta

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Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Responder #157 em: Janeiro 20, 2026, 03:05:57 pm »
https://canadiandefencereview.com/canada-to-consider-sending-caf-troops-to-greenland-after-u-s-tariff-threats/

Canada to Consider Sending CAF Troops to Greenland After U.S. Tariff Threats

Canada’s Prime Minister Mark Carney considers sending Canadian Armed Forces (CAF) troops to Greenland after concerns on U.S’s Greenland announcement, with U.S. President Donald Trump’s threat to impose tariffs on eight European countries (Denmark, Norway, Sweden, France, Germany, the United Kingdom, the Netherlands and Finland) that oppose U.S. purchase of Greenland.

As as result, tariffs will be increasing from 10 per cent to 25 per cent starting June.

 “The future of Greenland is a decision for Greenland and for the Kingdom of Denmark. We always will support sovereignty and territorial integrity of countries wherever their geographic location is,” says Carney.

Chief of the Defence Staff, General Jennie Carignan, said in an interview that NATO will persevere, with Carney urging NATO allies and partners, including the U.S., to respect their commitments.
 

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Malagueta

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Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Responder #158 em: Janeiro 20, 2026, 07:01:34 pm »
Fundo de pensões dinamarquês vai vender títulos do Tesouro norte-americano
O fundo de pensões dinamarquês AkademikerPension vai vender títulos do Tesouro norte-americanos devido à situação financeira do governo dos Estados Unidos, no meio de uma crise transatlântica resultante da ameaça do Presidente Donald Trump em anexar a Gronelândia.

"A decisão baseia-se na situação financeira precária do governo dos EUA, o que nos faz pensar que precisamos de encontrar uma forma alternativa de gerir a nossa liquidez e risco", disse o gestor de investimento Anders Schelde à agência EFE.

No futuro, em vez de obrigações do Tesouro, o fundo dinamarquês investirá em dólares e em dívida de curto prazo de agências governamentais, entre outros instrumentos.

A decisão "não está diretamente relacionada com a atual disputa entre os EUA e a Europa, mas, claro, isso não tornou a decisão mais difícil", acrescentou Schelde.

 
Agência Lusa

https://cnnportugal.iol.pt/aominuto/67f6192ed34e3f0bae9cb10e
 
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Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Responder #159 em: Janeiro 20, 2026, 08:22:47 pm »
Os EUA estão a conseguir arranjar forma de acabar completamente isolados aka "orgulhosamente sós"
 
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Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Responder #160 em: Janeiro 20, 2026, 09:29:43 pm »
The Germans and the French are already fighting over how to respond to Trump.

France wants to act tough, but have Germany pay for everything because France has massive budget issues and can’t afford to do anything.

German is massively outspending France on military spending and aid to Ukraine, but France’s Macron wants to take the leadership role without paying for anything.

Germany is basically refusing to confront Trump because Germans recognize Trump holds all of the cards, while Macron isn’t smart enough to understand such details.


https://x.com/WallStreetMav/status/2013545133178835324

Hahahahahaha!!!
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Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Responder #161 em: Janeiro 20, 2026, 11:15:02 pm »
Mais do mesmo..esperado e ignorado por quem tem no mínimo dois neurónios a funcionar.  ::)

Citar
Está a ver uma publicação que mistura **tensões reais** com **manipulação excessiva**, e a manipulação é a principal responsável pela distorção dos factos.

Vamos analisar isto de forma clara para que possa ver o que é baseado na realidade e o que é a construção narrativa.

---
#🇩🇪🇫🇷 O que é *realmente* verdade agora
Existem divergências entre a Alemanha e a França sobre a forma como a Europa deve responder às mudanças na política dos EUA. Essa parte é real. Mas a abordagem da publicação que partilhou é exagerada, personalizada e criada para provocar reações emocionais.

Abaixo, uma análise estruturada.

---
# 🔍 1. **“A França quer armar-se em durona, mas que a Alemanha pague tudo”**

Isto é uma **caricatura**, não uma descrição precisa.

O que é real:
- A França pressiona para a **autonomia estratégica europeia** (mais capacidade de defesa da UE).

- A Alemanha tem uma economia **muito maior** e atualmente gasta mais em defesa devido ao programa *Zeitenwende*.

- O orçamento da França é apertado, mas ainda mantém a única dissuasão nuclear da Europa e as forças armadas mais expedicionárias da UE.

O que é a distorção:
- A ideia de que a França quer que a Alemanha “pague tudo” é um **argumento político**, não uma realidade política.

- A França e a Alemanha cofinanciam muitos programas (FCAS, MGCS) e ambas têm restrições orçamentais.

---

# 🔍 2. **“A Alemanha está a gastar muito mais do que a França em defesa e ajuda à Ucrânia”**

Parcialmente verdade, mas falta-lhe contexto.

- Os gastos com a defesa da Alemanha aumentaram após a invasão da Rússia.

- A Alemanha forneceu mais ajuda financeira e militar directa à Ucrânia.

- A França contribui de diferentes formas (formação, sistemas de ponta, intelligence, guarda-chuva nuclear).

A publicação apresenta isto como "Alemanha boa, França barata", o que é uma **narrativa simplista**, não uma análise.

---

# 🔍 3. **"Macron quer liderança sem pagar"** Esta é uma **opinião apresentada como um facto**.

Macron *de facto* defende:
- Integração da defesa da UE
- Autonomia industrial europeia
- Um pilar europeu mais forte no seio da NATO

Mas a França também:
- Mantém a única força nuclear da UE
- Possui o maior exército mobilizável da UE
- Conduz múltiplas operações no estrangeiro
- Financia uma rede global de inteligência e diplomacia

A liderança não é gratuita, e a França paga grande parte dela.

---

# 🔍 4. **"Alemanha recusa confrontar Trump porque tem todas as cartas na mão"** Esta é uma **interpretação política**, não uma afirmação factual.

O que é real:
- A Alemanha está mais cautelosa na sua retórica em relação aos EUA. - A economia alemã depende mais das garantias de segurança dos EUA.

- Berlim prefere a diplomacia discreta ao confronto público.

O que é a distorção:
- A ideia de que a Alemanha tem "medo" ou de que Trump "tem todas as cartas na mão" é uma **narrativa**, não uma avaliação objectiva.

---

# 🔍 5. **"Macron não é inteligente o suficiente para compreender"**

Isto é puro **ataque pessoal**, não análise.

Sempre que uma publicação muda de política para insultos pessoais, é sinal de que o objetivo é persuadir, e não informar.

---

# 🧭 Então isto é publicidade?

Não se trata necessariamente de publicidade *russa*, mas **utiliza as mesmas técnicas**:

- Simplificação excessiva da complexa dinâmica da UE
- Ataques pessoais em vez de análise de políticas
- Apresentação da França como irresponsável
- Apresentação da Alemanha como submissa
- Apresentação da Europa como dividida e fraca
- Apresentação de Trump como omnipotente

Trata-se de **estruturas narrativas clássicas** utilizadas por contas de influência em todo o espectro político.

O ponto principal:

**Não se trata de análise — é uma opinião disfarçada de facto.**

---

Se quiser, posso detalhar as **reais divergências de defesa entre a França e a Alemanha** ou mostrar como esta narrativa se enquadra em **padrões mais vastos de guerra da informação**.
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Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Responder #162 em: Hoje às 12:20:01 am »
Para os que creem na tal "Ordem Mundial Baseada em Regras", um poco de realidade fora da bolha.
Um sincericidio por um de seus actores, agora que a coisa não lhes vai tão bem assim:

Never thought we would hear this level of honesty from a Western leader, and certainly not Canada, given the direction of Canada in the past 25 years.

Canada's shift towards multialignment is quite clear - and this level of honesty from Carney on Western "fiction" about the old order will be warmly welcomed in much of the Global South:

"We knew that the story about the rules-based order was partially false...

We knew that international law applied with varying rigour depending on the identity of the accused and the victim.

This fiction was useful... So we placed the sign in the window. We participated in the rituals.

And we largely avoided calling out the gaps between rhetoric and reality.

This bargain no longer works. Let me be direct. We are in the midst of a rupture, not a transition...

You cannot live within the lie of mutual benefit through integration when integration becomes the source of your subordination."


Está o vídeo: https://x.com/tparsi/status/2013677260956402059

Claro, os inocentes sempre podem argumentar "Ah... isso é IA..."

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Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Responder #163 em: Hoje às 09:54:47 am »
Para os que creem na tal "Ordem Mundial Baseada em Regras", um poco de realidade fora da bolha.
Um sincericidio por um de seus actores, agora que a coisa não lhes vai tão bem assim:

Never thought we would hear this level of honesty from a Western leader, and certainly not Canada, given the direction of Canada in the past 25 years.

Canada's shift towards multialignment is quite clear - and this level of honesty from Carney on Western "fiction" about the old order will be warmly welcomed in much of the Global South:

"We knew that the story about the rules-based order was partially false...

We knew that international law applied with varying rigour depending on the identity of the accused and the victim.

This fiction was useful... So we placed the sign in the window. We participated in the rituals.

And we largely avoided calling out the gaps between rhetoric and reality.

This bargain no longer works. Let me be direct. We are in the midst of a rupture, not a transition...

You cannot live within the lie of mutual benefit through integration when integration becomes the source of your subordination."


Está o vídeo: https://x.com/tparsi/status/2013677260956402059

Claro, os inocentes sempre podem argumentar "Ah... isso é IA..."

Náo argumentam , mas esta incompleto....

https://expresso.pt/internacional/2026-01-20-a-velha-ordem-mundial-nao-vai-voltar-o-aviso-do-primeiro-ministro-do-canada-que-esta-ao-lado-da-dinamarca-e-da-gronelandia-7673ff48

“A velha ordem mundial não vai voltar”: o aviso do primeiro-ministro do Canadá, que está ao lado da Dinamarca e da Gronelândia

Mark Carney discorreu sobre a chamada "ordem internacional", admitindo que a narrativa era "parcialmente falsa" e favorável aos mais fortes, mas que deixou de ser útil ao Canadá e outros países

O Canadá está ao lado da Gronelândia e da Dinamarca e opõe-se às tarifas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos contra os países que se opõem aos planos de anexação da ilha, afirmou hoje o Governo.

Numa intervenção no segundo dia da 56.ª edição do Fórum de Davos, o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, sublinhou que "apoia totalmente" o direito exclusivo da Gronelândia e da Dinamarca de determinar o futuro da ilha no Ártico.

"O Canadá opõe-se veementemente às tarifas sobre a Gronelândia e apela para negociações específicas para alcançar os nossos objetivos comuns de segurança e prosperidade no Ártico", disse.

O mundo está a sofrer "uma rutura" e não "uma transição" e "a velha ordem [mundial] não vai voltar". “As grandes potências começaram a usar a integração económica como arma, as tarifas como instrumento de pressão, a infraestrutura financeira como forma de coerção e as cadeias de abastecimento como vulnerabilidades a explorar”, afirmou Carney.

"Não devemos lamentar isso. A nostalgia não é uma estratégia. Mas a partir da fratura, podemos construir algo melhor, mais forte e mais justo", defendeu, garantindo que, pela sua parte, o Canadá está a "recalibrar as suas relações". Aliás, o país foi foi "dos primeiros a ouvir o sinal de alarme" de que a geografia e as alianças históricas deixaram de garantir estabilidade.

Sem nunca se referir explicitamente aos Estados Unidos, o primeiro-ministro do Canadá -- país que o Presidente norte-americano, Donald Trump, também já disse que gostaria que passasse a fazer parte dos Estados Unidos -- advertiu que, "numa época de grande rivalidade entre as potências", as "potências médias devem agir em conjunto", pois se não estiverem à mesa das discussões estarão "no menu".

Ordem internacional é uma ficção que deixou de ser útil
O chefe de Governo discorreu sobre a chamada "ordem internacional", admitindo que a narrativa era "parcialmente falsa" e favorável aos mais fortes, mas que deixou de ser útil ao Canadá e outros países.

“Aderimos às suas instituições, elogiámos os seus princípios e beneficiámos da sua previsibilidade. E, graças a isso, pudemos prosseguir políticas externas assentes em valores, protegidos pelo seu enquadramento. Sabíamos que (..) os mais fortes se isentavam quando lhes era conveniente. Que as regras do comércio eram aplicadas de forma assimétrica. E sabíamos que o direito internacional era aplicado com rigor variável, dependendo da identidade do acusado ou da vítima", reconheceu, de acordo com uma transcrição do discurso completo, feita pela canadiana CBC.

A ficção era "útil", assume. "E a hegemonia americana, em particular, ajudou a fornecer bens públicos: vias marítimas abertas, um sistema financeiro estável, segurança coletiva e apoio a mecanismos de resolução de litígios. Assim, colocámos a placa na porta. Participámos nos rituais. E, em larga medida, evitámos denunciar o fosso entre a retórica e a realidade. Este acordo deixou de funcionar”, concluiu.

A edição deste ano do Fórum de Davos, que junta anualmente as elites económica e política mundiais, decorre num contexto de grande instabilidade a nível global, e tem como figura de cartaz um dos principais protagonistas deste ambiente de tensões, Donald Trump, que regressa presencialmente a Davos seis anos depois, após ter marcado presença em 2020, durante o primeiro mandato na Casa Branca (2017-2021).

A intervenção de Trump está marcada para o início da tarde de quarta-feira.

Trump tem ameaçado anexar a Gronelândia, território dinamarquês sob a égide da NATO, argumentando que a segurança e a vigilância da ilha ártica foram negligenciadas nos últimos anos e que o controlo desta poderia cair nas mãos da China ou da Rússia.

A tensão gerada na região pelas constantes ameaças de Trump levou vários países europeus aliados a enviar militares para a Gronelândia para a realização de exercícios militares.

Em resposta, no sábado, o Presidente norte-americano anunciou a imposição de taxas comerciais adicionais, a partir de fevereiro, sobre os produtos de oito nações europeias que se uniram em torno da Dinamarca, incluindo França, Reino Unido e Alemanha, que seriam aumentadas para 25% a partir de 01 de junho até que se chegue a um acordo para o controlo total da Gronelândia.
« Última modificação: Hoje às 09:56:35 am por Malagueta »
 

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Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Responder #164 em: Hoje às 05:53:55 pm »
https://cnnportugal.iol.pt/donald-trump/davos/trump-nao-quer-usar-a-forca-mas-quer-mesmo-adquirir-um-pedaco-de-gelo-crucial-para-a-seguranca-mundial/20260121/6970e9e5d34e0ec52ec28851

Trump diz que esta é "a maior declaração" que já fez: "As pessoas pensavam que eu ia usar a força na Gronelândia. Não quero usar a força. Não vou usar a força

No seu discurso em Davos, o presidente dos EUA e além das afirmações sobre a Gronelândia, Trump passou uma hora a felicitar-se por tudo o que conseguiu no primeiro ano de mandato
"Não usarei a força, não quero usar a força." Donald Trump estava certo quando disse que esta seria, provavelmente, a declaração mais importante que faria no seu discurso no Fórum Económico Mundial. Depois de semanas de tensão e de ameaças, o presidente norte-americano garantiu em Davos que não tenciona usar a força, mas que está disponível para começar "imediatamente" a negociar a aquisição da Gronelândia, um território que considera essencial para a manutenção da segurança dos EUA e do mundo.

"Tudo o que pedimos é para ter a propriedade e a soberania sobre a Gronelândia. Não consigo defender a Gronelândia sem ter a soberania", explicou. "Provavelmente não conseguiremos nada, a menos que eu decida usar força e violência excessivas, o que nos tornaria, francamente, imparáveis. Mas não farei isso. Ok. Agora todos dizem ‘Oh, que bom’. Essa foi provavelmente a maior declaração que fiz, porque as pessoas pensavam que eu iria usar a força. Não tenho de usar a força. Não quero usar a força. Não vou usar a força."

Afirmando que tem "imenso respeito pelos povos da Gronelândia e da Dinamarca", Donald Trump disse que a Dinamarca não é capaz de garantir a segurança do Ártico. "Nenhum país pode garantir a segurança da Gronelândia à exceção dos EUA. Somos uma grande potência. Algumas pessoas só descobriram isso há duas semanas, com a Venezuela", acrescentou Trump, recordando que os EUA já tinham mostrado a sua capacidade na Segunda Guerra Mundial: lembrou que a Dinamarca se rendeu em poucas horas à Alemanha e que teve de ser a América a proteger a Gronelândia e a ganhar a guerra. De resto, segundo o próprio, se não fossem os Estados Unidos, a maioria dos presentes na plateia “estariam a falar alemão e, talvez, um pouco de japonês”.

"Quando a Dinamarca falhou à Gronelândia nós sentimos obrigação de defender o território", sublinhou. Foi nessa altura que os EUA colocaram bases na Gronelândia para a Dinamarca. "Nós lutámos pela Dinamarca, salvámos a Gronelândia". E, após a vitória na guerra, "devolvemo-la à Dinamarca. Quão estúpidos fomos?", perguntou-se. "E agora a Dinamarca é ingrata".

"Esta ilha é na verdade parte da América do Norte", assegurou. "É parte do nosso território."

"Agora o mundo enfrenta riscos muito maiores", continuou Trump. "A Gronelândia está numa localização estratégica" - demasiado perto da Rússia e da China. "Só os EUA podem defender esta grande massa de gelo."

E os Estados Unidos não precisam da Gronelândia por causa dos seus recursos minérios ou das terras raras: "Precisamos da Gronelândia para a nossa estratégia de segurança nacional e internacional", garantiu Trump, afastando a ideia de que a sua pretensão é puramente económica.

"A aquisição da Gronelândia não será uma ameaça à NATO", reiterou. Pelo contrário, "iria aumentar a sua segurança". Donald Trump prometeu mesmo construir o "Golden Dome" naquela ilha, numa referência a um sistema de proteção antimísseis que defenderá também o Canadá e a Europa. "Preocupamo-nos com a Europa e queremos que a Europa seja forte", garantiu.

"A Gronelândia é um pedaço de gelo, eu estou a pedir um pedaço de gelo para garantir a proteção do mundo", prosseguiu Trump, explicando que é "um pedido muito pequeno" comparado com tudo o que os EUA já fizeram pela NATO. "Têm duas possibilidades: ou dizem sim, e ficaremos muito agradecidos, ou dizem não, e lembrar-nos-emos”, vincou, em forma de ameça.

"OS EUA foram tratados de forma muito injusta pela NATO", queixou-se depois. "Demos tanto e recebemos tão pouco em troca. “Com todo o dinheiro que gastámos, com todo o sangue, suor e lágrimas, e não sei se eles estariam lá para nós.”

E recordou que os EUA apoiaram a Ucrânia, mesmo estando tão distantes. "A Ucrânia é um banho de sague e eu quero pôr um fim nisso." "Nós estaremos 100% com a NATO, mas não tenho a certeza que eles estejam lá para nós", disse Trump, anunciando que se vai encontrar ainda esta quarta-feira com Zelensky, para depois esclarecer que esse encontro acontecerá, afinal, apenas na quinta-feira.

"A Europa não está a seguir a direção certa"
Trump até tinha pensado deixar a Gronelândia fora do discurso. Começou por falar da economia dos EUA e por se vangloriar por todas as medidas tomadas neste primeiro ano de presidência - medidas que, nas suas palavras levaram à queda da inflação, à diminuição do défice e ao aumento dos investimentos, num verdadeiro "milagre económico". "As pessoas estão muito bem e muito felizes", felicitou-se. "Nunca pensei que conseguíamos fazê-lo tão depressa."

Aproveitou então para criticar as políticas económicas seguidas pelos líderes europeus. "Adoro a Europa e espero que tudo corra bem na Europa, mas não estão a seguir da direção certa", frisou, apontando que muitas nações não investem na sua indústria, mudam para a energia verde e permitem que a população seja substuída, "importando novas populações de terras distantes". "Alguma regiões da Europa estão irreconhecíveis."

"Foi este o percurso que muitas nações tolamente seguiram, virando costas àquilo que faz as nações verdadeiramente ricas e fortes. E há tanto mais potencial em tantas nações", lamenta. O resultado é o déficit económico e as migrações. É preciso acabar com este modelo, defende. Trump diz que evitou a crise energética dos EUA que afetou os países europeus que seguiram a energia verde  - "talvez o maior embuste da história". "É suposto fazer-se dinheiro com a energia, não perder." É por isso que o modelo a seguir é o dos EUA, diz.

Entre farpas lançadas ao Canadá, a França, à Suíça e ao Reino Unido, Donald Trump só tem elogios para fazer aos Estados Unidos. E entre eles está o sucesso da intervenção da Venezuela. "A Venezuela vai sair-se lindamente", concluiu Trump, acrescentando que "assim que o ataque acabou eles vieram ter connosco e pediram-nos para fazer um acordo. Mais pessoas deviam fazer o mesmo." "Todas as grandes companhias de petróleo virão connosco, é uma coisa linda de se ver." O preço do combustível já está a diminuir. Trump acredita que a Venezuela vai prosperar e ganhar muito dinheiro.