6ª Geração

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Lampuka

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Re: 6ª Geração
« Responder #510 em: Janeiro 28, 2026, 11:07:10 am »
Citar
Mesmo tendo "a "dependência" do F-35 em "ligar-se" aos servidores do fabricante"

Este é o cerne da questão...

Bastava existir a possibilidade de uma segunda ligação a servidores controlados pelos parceiros europeus e estaria resolvido.

Um teste simples na "confiabilidade" do aliado seria propor precisamente esta opção. 
Técnicamente não seria difícil e aí,  sem dúvidas,  estaríamos em condições de avançar por um F-35 global e sem dependência crítica dos EUA.

Mas não me parece que o nosso aliado confie assim tanto em nós, e esse sentimento deverá ser retribuído a dobrar.
Abraço
João Pereira
 
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LM

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Re: 6ª Geração
« Responder #511 em: Janeiro 28, 2026, 12:22:06 pm »
Vou repetir-me... não comparem a posição de quem já tinha contratos assinados (ou concursos e negociações já decididas) com quem (nós!) estava a começar o processo; e não comparem um avião ter motores, parafusos, alguns sensores de empresas americanas com a "dependência" do F-35 em "ligar-se" aos servidores do fabricante (e ser 5G, com o desconhecimento da "dependência" que isso acarreta).

Certo.  Mas não nos podemos esquecer, que mesmo sendo propriedade intelectual e em parte material dos EUA, o F35 é um caça global com uma boa parte dos componentes produzidos por empresas de defesa, fora dos EUA,  e com uma linha de montagem em Itália. Mesmo tendo "a "dependência" do F-35 em "ligar-se" aos servidores do fabricante", com os problemas que acarreta, não deixa de ser um avião feito um pouco por todo o lado. Quando é pensado em deixar cair encomendas, temos de contar com a quebra industrial que isso acarreta para empresas desde o Canada ao Japão. No nosso caso, mesmo a LM tem acenado às industrias de defesa nacional, e esta continua a ter um avanço significativo no que diz respeito a tecnologia, quer perante a SAAB, Airbus ou mesmo Dassault.

O que reforça a maior relutância de quem já tem contratos em recuar - para além de "provocar o urso" (administração americana, não os russos, note-se) - pois têm perdas a considerar também; já nós estamos num momento diferente.

Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 
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Lampuka

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Re: 6ª Geração
« Responder #512 em: Janeiro 28, 2026, 12:45:40 pm »
Isto é a prova de que esta gente não sabe o que anda a fazer... e assumem, sem vergonha, nem se desculpando e demitindo.
O trio maravilha europeu. Esta senhora, a dos chips das batedeiras e o Costa.
Depois admiram-se...
Antes de avançarmos em qualquer projecto de defesa comum europeu, onde o ou os G6 serão peças essenciais,  havia que limpar esta gente do poder.
Ninguém votou neles, chegaram lá pela mão dos lobbys, mas são eles que nos representam.
França, Alemanha e Itália têm de ser a base. E o resto acompanhar, a uma só voz.
O problema, para já, é a incompatibilidade entre Macron e Meloni. Porque alinhamento entre Itália e Alemanha parece já existir.
Não tenho dúvidas que a cooperação técnica entre estes três países desenvolveria rapidamente um G6, pelo menos no essencial,  que poderia depois derivar em modelos específicos diferentes. Um pouco como no projecto FREMM,  salvaguardando as óbvias diferenças.

https://x.com/i/status/2016485751651705322
João Pereira
 

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mafets

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Re: 6ª Geração
« Responder #513 em: Janeiro 28, 2026, 01:44:15 pm »
Vou repetir-me... não comparem a posição de quem já tinha contratos assinados (ou concursos e negociações já decididas) com quem (nós!) estava a começar o processo; e não comparem um avião ter motores, parafusos, alguns sensores de empresas americanas com a "dependência" do F-35 em "ligar-se" aos servidores do fabricante (e ser 5G, com o desconhecimento da "dependência" que isso acarreta).

Certo.  Mas não nos podemos esquecer, que mesmo sendo propriedade intelectual e em parte material dos EUA, o F35 é um caça global com uma boa parte dos componentes produzidos por empresas de defesa, fora dos EUA,  e com uma linha de montagem em Itália. Mesmo tendo "a "dependência" do F-35 em "ligar-se" aos servidores do fabricante", com os problemas que acarreta, não deixa de ser um avião feito um pouco por todo o lado. Quando é pensado em deixar cair encomendas, temos de contar com a quebra industrial que isso acarreta para empresas desde o Canada ao Japão. No nosso caso, mesmo a LM tem acenado às industrias de defesa nacional, e esta continua a ter um avanço significativo no que diz respeito a tecnologia, quer perante a SAAB, Airbus ou mesmo Dassault.

O que reforça a maior relutância de quem já tem contratos em recuar - para além de "provocar o urso" (administração americana, não os russos, note-se) - pois têm perdas a considerar também; já nós estamos num momento diferente.
Não só mas também. Existe sempre o outro lado. E embora o F35 seja possível de ser exclusivamente produzido nos EUA, os custos de produção nunca são os mesmos. A LM referiu que após a saída da Turquia do F35, outras empresas passaram a fabricar os cerca de 900 peças que os turcos produziam. Dizem que o aparelho sofreu um atraso de 3 meses, mas nunca referiram quanto é que a empresa em termos de custos foi convidada a gastar a mais. Até porque fazer na Turquia não custa o mesmo que em Espanha ou no Japão.  ;)

Saudações

P.S. E KF21 made in europe?  :mrgreen:

https://www.flightglobal.com/fixed-wing/kai-sees-fa-50-kf-21-supporting-european-rearmament/163384.article

"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

http://mimilitary.blogspot.pt/
 

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JohnM

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Re: 6ª Geração
« Responder #514 em: Janeiro 30, 2026, 08:30:04 pm »
Parece que as comadres se zangaram de vez… particularmente, parece que as comadres alemãs estão prontas a mandar a comadres francesas comer m*#%da….

 https://www.ft.com/content/6f65417d-8e4c-48ff-a2c3-4437d881ae1c
 
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Re: 6ª Geração
« Responder #515 em: Fevereiro 05, 2026, 04:47:56 pm »
João Pereira
 

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Lampuka

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Re: 6ª Geração
« Responder #516 em: Fevereiro 05, 2026, 07:09:47 pm »
Ao que parece,  as coisas entre o Reino Unido e Itália parece também não estarem famosas no projecto GCAP...
João Pereira
 

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Pilotasso

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Re: 6ª Geração
« Responder #517 em: Fevereiro 05, 2026, 07:24:17 pm »
está em desenvolvimento uma crise politica no UK, Starmer foi apanhado nos ficheiros Epstein. :bye: Tá bonito tá.
« Última modificação: Fevereiro 05, 2026, 07:24:37 pm por Pilotasso »
 

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JohnM

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Re: 6ª Geração
« Responder #518 em: Fevereiro 05, 2026, 07:42:28 pm »
está em desenvolvimento uma crise politica no UK, Starmer foi apanhado nos ficheiros Epstein. :bye: Tá bonito tá.
Não é bem assim… o Starmer é amigo do Mendelson, que era o antigo embaixador britânico nos States e uma das principais figuras Trabalhistas e foi o Mendeslon que foi apanhado nos ficheiros Espstein… o Starmer está a levar por tabela..

Quanto aos desacordos, a BAe está relutante em partilhar segredos antes da assinatura do acordo de desenvolvimento final, o que está preso no lado inglês porque estão a ter sticker shock… quando souberam que os italianos puseram a boca no trombone e disseram que iam precisar de 18.6 Bi€ para o projeto, o Starmer borrou-se todo… o Defense Implementation Plan, que é a LPM lá do sítio, e onde ficaria vinculado o gasto com o GCAP, era suposto ter sido publicado em Setembro e está a ser revisto porque chegaram à conclusão que havia um buraco de 28 Bi£. Espera-se agora que o DIP revisto seja divulgado em Março e o comprometimento oficial do RU seja feito depois disso.
 
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Duarte

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Re: 6ª Geração Novo
« Responder #519 em: Fevereiro 05, 2026, 09:50:31 pm »
Por não perceber bem o que se passa, e não ter nada melhor que fazer de momento, perguntei à IA  :mrgreen:
Haverão outras possibilidades para o final da novela FCAS? Uma parceria Alemã com com a SAAB? Talvez o pessoal do norte se entenda melhor?

Citar
O FCAS não está morto — mas moribundo, está absolutamente em perigo, e os problemas estruturais são agora tão profundos que são possíveis vários caminhos futuros. Os três cenários realistas para o FCAS entre agora e 2035, desde "sobrevive" a "implode", e o que cada um significa para o poder aéreo europeu.

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 CENÁRIO 1 — O FCAS SOBREVIVE (POUCO)
 Probabilidade: Média
Este é o cenário do "casamento politicamente forçado".

 O que acontece
- França e Alemanha chegam a acordo sobre o software de controlo de voo
- A Dassault mantém a liderança no desenvolvimento do caça
- A Airbus obtém maior quota no desenvolvimento de drones, computação em nuvem e sensores
- Espanha garante uma fatia do desenvolvimento da fuselagem e da aviónica
- Os governos investem mais dinheiro para manter a indústria alinhada

 Resultado
O FCAS passa a ser:
- Atrasado (primeiro voo cerca de 2040)
- Extremamente caro
- Politicamente importante
- Tecnologicamente ambicioso

Mas de facto produz um caça de 6ª geração e um sistema de sistemas.

 Impacto estratégico
A Europa acaba com dois programas de 6ª geração:
- FCAS (França–Alemanha–Espanha)
- GCAP (Reino Unido–Itália–Japão)

Isto divide o mercado e enfraquece o potencial de exportação de ambos.

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 CENÁRIO 2 — FCAS FRAGMENTA-SE EM PROGRAMAS NACIONAIS
 Probabilidade: Média–Alta
Este é o cenário que os especialistas discretamente temem.

 O que acontece
- Dassault e Airbus não chegam a acordo sobre sistemas críticos de voo
- Alemanha prioriza atualizações do Eurofighter + F-35
- França recusa abdicar do controlo soberano
- Espanha recusa-se a aceitar um papel reduzido
- A paciência política esgota-se

 Resultado
- França constrói sozinha o Rafale NG
- Alemanha e Espanha focam-se no Eurofighter NG
- O FCAS torna-se um demonstrador de tecnologia, e não um caça

 Impacto estratégico

A Europa fica com:
- Rafale NG
- Eurofighter NG
- GCAP

Três caças concorrentes, nenhum com a escala do F-35.

Esta é novamente a divisão “Eurofighter vs Rafale” — só que pior.

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 CENÁRIO 3 — O FCAS COLAPSA E A EUROPA CONSOLIDA-SE EM TORNO DO GCAP
 Probabilidade: Baixa a Média, mas crescente
Este é o cenário da “revolução silenciosa”.

 O que acontece
- O GCAP (Reino Unido–Itália–Japão) continua a avançar rapidamente
- Mais países demonstram interesse (Arábia Saudita, Suécia, talvez Espanha)
- A Alemanha está frustrada com os atrasos do FCAS
- A França recusa-se a fazer concessões
- O FCAS é discretamente abandonado entre 2030 e 2032

 Resultado
O GCAP torna-se o caça de 6ª geração europeu de facto, com:
- O Reino Unido na liderança
- A Itália como principal parceiro
- O Japão como potência tecnológica
- Possivelmente a Espanha ou a Alemanha juntando-se posteriormente

 Impacto estratégico
A Europa acaba com:
- O GCAP como plataforma principal de 6ª geração
- A França isolada com um sucessor nacional para o Rafale

Isso seria um terramoto geopolítico na defesa europeia.

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 Qual o cenário mais provável?
Neste momento, o cenário atual é o seguinte:

 Cenário  Probabilidade  Porquê 

 1. O FCAS sobrevive  ~45%  Pressão política de Paris/Berlim

 2. O FCAS fragmenta-se  ~40%  Impasse industrial + requisitos divergentes

 3. O GCAP supera o FCAS  ~15%  O GCAP é mais rápido, mas a política ainda favorece o FCAS

O ponto principal: O FCAS não está em colapso hoje, mas é estruturalmente instável.

Se a próxima ronda de negociações (2026–2027) falhar, o Cenário 2 tornar-se-á dominante.

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« Última modificação: Fevereiro 05, 2026, 11:58:14 pm por Duarte »
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
"Even the dumbest among us can see the writing on the wall for Putin"