A questão é que pode decorrer de 2 formas.
Criam um Comando Conjunto sob alçada do EMGFA com "ligação directa" às Forças Especiais, com estas a manterem-se nas unidades actuais. Basicamente uma evolução do CPOE?
Ou criam um Comando Conjunto que "absorve" estas Forças.
A primeira opção é mais simples. A segunda opção é mais complicada e não aparenta trazer grandes vantagens, se for apenas mudar as unidades de "sítio".
Se é para fazer a segunda opção, se calhar mais valia criar uma espécie de "4⁰ Ramo", que incluísse as Forças Especiais, Ciberespaço, Inteligência, etc.
Mas igualmente importante para mim, era perceber se existe real interesse em reforçar este tipo de unidades, e não só em números. Por exemplo, vamos arranjar helis adaptados a Operações Especiais, numa esquadra dedicada? Ou vamos usar UH-60 básicos? Vamos ter Lus-222 em variante dedicada? Veículos submarinos de inserção de forças especiais (DAE)? Vai-se investir em capacidade de sustentar/apoiar Forças Especiais em missões longe do território e/ou de longa duração?
Quais seriam os alvos capacitários da NATO neste sentido?
Isto não sabemos, só podemos especular que vai ser dentro da doutrina NATO.
Os alvos capacitários da NATO não são do domínio público, mas podemos calcular muitos deles por informação pública disponível, em notícias, publicações, exercícios, etc.
Portugal é dos 10 países da NATO que tem um SOLTG certificado. Espanha, apesar der ter mais unidades SOF, não tem nenhum. A Polónia, com um exército muito maior, tem 1 só.
Curioso será ver como vamos gerar um segundo SOLTG. Se calhar vão cortar um dos BIParas para ter pessoal suficiente? Ou aumentar o recrutamento a partir doutras unidades?
Apenas países maiores, EUA, Reino Unido, etc geralmente têm unidades de aviação dedicadas exclusivamente a operações especiais. Nos países mais pequenos são as unidades de aviação normais que poderão ter treino adicional para desempenhar estas missões, o que podemos calcular será o caso em Portugal. A UHAPE deverá ter esta valência no futuro e talvez as Esq 751, 551/552 e a Esquadrilha helis da Marinha? Acho que não haverá unidades aéreas atribuídas exclusivamente ao
SOCOM Tuga, será mais em termos ad hoc, consoante a missão. Mas com tantos helis a caminho, poderão formar uma esquadrilha/ ou subunidade da UHAPE para esta missão?