Documentos e Doutrina

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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #375 em: Janeiro 27, 2026, 07:24:20 pm »
A integração de Unidades de viaturas de rodas e de lagartas aos mais diversos escalões

https://comum.rcaap.pt/entities/publication/16011081-245e-4c20-a07f-ac7056678760
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“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
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1917 - The Russian Empire collapsed. 1991 - The Soviet Union collapsed.  The collapse of the Russian Federation is next
 

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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #376 em: Janeiro 28, 2026, 02:29:00 am »
Estudo comparativo da organização e doutrina das Unidades de Carros de Combate nos países da OTAN

https://comum.rcaap.pt/entities/publication/eb427471-596b-4c00-82c3-b75ba3f911fd
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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #377 em: Março 08, 2026, 02:44:35 pm »
O treino operacional no Exército : componentes e maximização de recursos na perspetiva da Força Terrestre do Futuro : contributos para o modelo de implementação.

https://comum.rcaap.pt/bitstreams/7dda7684-c53f-400a-a01a-b96e5bc3c978/download
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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #378 em: Março 08, 2026, 04:39:56 pm »
O treino operacional no Exército : componentes e maximização de recursos na perspetiva da Força Terrestre do Futuro : contributos para o modelo de implementação.

https://comum.rcaap.pt/bitstreams/7dda7684-c53f-400a-a01a-b96e5bc3c978/download

Duarte,

No futuro eles querem 2 unidades de OEs fora da Brigada Ligeira, isso implica dobrar o tamanho do CTOE/ROE ou CTOE + RCmds ?
Sendo assim uma especie de SOCOM ?

Ficando à Brigada Ligeira com 3 Bat de Infantaria Light ? sendo 1 Para ? e 2 Infantaria Light aerotransportada ?
Ou pode se manter 3 Bat Paras com apenas um, com capacidade Para em rotation ?
 

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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #379 em: Março 08, 2026, 05:37:35 pm »
O treino operacional no Exército : componentes e maximização de recursos na perspetiva da Força Terrestre do Futuro : contributos para o modelo de implementação.

https://comum.rcaap.pt/bitstreams/7dda7684-c53f-400a-a01a-b96e5bc3c978/download

Duarte,

No futuro eles querem 2 unidades de OEs fora da Brigada Ligeira, isso implica dobrar o tamanho do CTOE/ROE ou CTOE + RCmds ?
Sendo assim uma especie de SOCOM ?

Ficando à Brigada Ligeira com 3 Bat de Infantaria Light ? sendo 1 Para ? e 2 Infantaria Light aerotransportada ?
Ou pode se manter 3 Bat Paras com apenas um, com capacidade Para em rotation ?

Nos Powerpoints da FT45 parece-me que os SOLTG ficarão fora da brigada ligeira, que terá como referes, apenas 3 BI Ligeiros (Paras, Comandos, etc.) com VB 4x4.

A NATO não publica números exatos duma SOLTG, mas nos exercícios e certificações mostram que serão cerca de 200 a 400 militares no total

Comando: 40–60?

Cada SOTU: 60–100

Apoio combate/ serviços: 50–100?

é de de supor que teremos uma segunda FOpEsp ou que a atual vai duplicar em tamanho e dividida em dois SOLTG?

https://www.nshq.nato.int/contents/article/allied_special_operations_forces_command_validates_italian_special_operations

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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #380 em: Março 08, 2026, 05:39:06 pm »
Em lado nenhum foi dito que irão ficar fora da Brigada Ligeira
Para os interessados, um discord server para também falar sobre defesa

https://discord.gg/wjeNVqGXbq
 
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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #381 em: Março 08, 2026, 06:47:58 pm »
Em lado nenhum foi dito que irão ficar fora da Brigada Ligeira

Certo, mas há indícios que poderá ser assim...   até haver confirmação duma forma ou outra, haverá especulação.







Citar
Só que para criar uma brigada moderna pronta para o combate, ter veículos blindados capazes de proteger os militares não chega e a guerra na Ucrânia provou-o. A artilharia continua a ser “a rainha” do campo de batalha e o exército vai adquirir 36 peças de artilharia Caesar, da francesa KNDS. Estes sistemas móveis são vitais para um campo de batalha onde é cada vez mais difícil não ser detetado por drones inimigos. Os obuses franceses permitem disparar e fugir em poucos minutos, atirando munições de alta precisão a dezenas de quilómetros de distância.

Enquanto a Brigada Média está a ser criada a pensar no embate, o exército vai criar uma nova Brigada Ligeira focada na velocidade. Com o prazo de criação até 2036, esta unidade herda a genética dos Paraquedistas e Comandos. O seu propósito é a projeção estratégica, chegando primeiro a terrenos difíceis onde os blindados pesados não entram, valendo-se da frota modernizada de viaturas Pandur e de uma elevada mobilidade tática.

Arquipélagos e Forças Especiais
A reestruturação do exército português prevê também uma nova atenção à defesa territorial dos arquipélagos portugueses. Nos Açores e na Madeira, o antigo conceito de uma guarnição estática está prestes a ser abalado, com a criação de uma postura defensiva mais ativa. Os alvos capacitários da NATO para Portugal preveem a criação de batalhões de infantaria ligeira de alta mobilidade, desenhados para negar acesso ao território.
« Última modificação: Março 09, 2026, 01:27:50 pm por Duarte »
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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #382 em: Março 08, 2026, 07:03:54 pm »
Nas forças NATO as SOF geralmente não pertencem a brigadas de manobra.

Acho muito improvável que as SOLTG portuguesas farão parte da futura Brigada Ligeira. 
Elas ficam fora da estrutura das brigadas e passam a integrar um Comando de Operações Especiais equivalente a um mini‑SOCOM nacional, alinhado com o modelo NATO. Deverá ser algo como o Comando delle Forze Speciali dell'Esercito (COMFOSE) italiano talvez..

As SOLTG são forças estratégicas, não táticas. Não deverão ficar subordinadas a brigadas, não são forças de manobra convencionais,

Não são usadas como infantaria ligeira, não entram na cadeia de comando da Brigada Ligeira.

Há várias referências em documentos e apresentações FT‑45 que as SOLTG são geradas pelo CTOE e reportam diretamente a um escalão superior estratégico, não às brigadas. A própria doutrina NATO e os requisitos de certificação NATO dos SOLTG deverão exigir tanto.

Citar
AJP‑3.5 – Allied Joint Doctrine for Special Operations
Documento doutrinário central da NATO para SOF.
Afirma explicitamente que:

SOF operam sob comando operacional conjunto. As SOF não devem ser subordinadas a comandantes convencionais, são forças estratégicas, não táticas.

“SOF are normally controlled at the strategic or operational level and should not be subordinated to conventional tactical commanders.”

Fonte: AJP‑3.5 (NATO Standardization Office)

« Última modificação: Março 08, 2026, 07:07:42 pm por Duarte »
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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #383 em: Março 09, 2026, 06:23:54 am »
Nas forças NATO as SOF geralmente não pertencem a brigadas de manobra.

Acho muito improvável que as SOLTG portuguesas farão parte da futura Brigada Ligeira. 
Elas ficam fora da estrutura das brigadas e passam a integrar um Comando de Operações Especiais equivalente a um mini‑SOCOM nacional, alinhado com o modelo NATO. Deverá ser algo como o Comando delle Forze Speciali dell'Esercito (COMFOSE) italiano talvez..

As SOLTG são forças estratégicas, não táticas. Não deverão ficar subordinadas a brigadas, não são forças de manobra convencionais,

Não são usadas como infantaria ligeira, não entram na cadeia de comando da Brigada Ligeira.

Há várias referências em documentos e apresentações FT‑45 que as SOLTG são geradas pelo CTOE e reportam diretamente a um escalão superior estratégico, não às brigadas. A própria doutrina NATO e os requisitos de certificação NATO dos SOLTG deverão exigir tanto.

Citar
AJP‑3.5 – Allied Joint Doctrine for Special Operations
Documento doutrinário central da NATO para SOF.
Afirma explicitamente que:

SOF operam sob comando operacional conjunto. As SOF não devem ser subordinadas a comandantes convencionais, são forças estratégicas, não táticas.

“SOF are normally controlled at the strategic or operational level and should not be subordinated to conventional tactical commanders.”

Fonte: AJP‑3.5 (NATO Standardization Office)

O projeto FT45 não tem por objetivo ser adaptado para Portugal, mas sim para o serviço dos outros. E isso é muito grave...
 

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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #384 em: Março 09, 2026, 03:07:30 pm »

O projeto FT45 não tem por objetivo ser adaptado para Portugal, mas sim para o serviço dos outros. E isso é muito grave...

Se pertencemos à NATO, é claro que temos doutrina NATO e encargos NATO (capability targets).

Citar
TARGETS NATO PARA PORTUGAL

Domínio         Target Principal                           Estado

Ar               1 esquadra de caça 4.5/5ª gen +   em transição (F‑16 → F‑35?)
Ar               1 unidade MPA   P‑3C  → aumento da frota e substituição a curto/médio prazo?  *
Ar              1 esquadra de transporte
Ar              1 esquadra de helis médios para apoio de forças terrestres
Mar            1 fragata para SNMG   Cumprido (MEKO) → substituição por FREMM EVO
Mar            1 unidade MCM   Parcial (EOD) → falta navio/drones
Mar           2 navios de patrulha oceânica (NPO)
Terra       1 batalhão ligeiro   FT‑45 (Brigada Ligeira) - brigada completa até 2036
Terra        1 batalhão médio (Boxer) FT-45- brigada completa até 2032
SOF               2 SOLTG                      em desenvolvimento, 1 SOLTG existe


* NATO is currently facing a shortage of maritime patrol aircraft, which affects its operational capabilities. Portugal, like other NATO members, is encouraged to enhance its defense spending and consider upgrading its military assets, including potentially acquiring advanced aircraft to improve interoperability within the alliance.

Outra referência que fala em forças de Operações Especais fora do contexto da brigada ligeira como elemento distinto no sistema de forças:

Citar
PALESTRA CONCEITO DE FORÇA TERRESTRE DE PRÓXIMA GERAÇÃO

Realizou-se no dia 27 de junho de 2025, nas instalações da Academia Militar (AM), na Amadora, uma palestra sobre “o Conceito de Força Terrestre de Próxima Geração”, ministrada aos Alunos do 4.º ano das Armas e Serviços do Exército, no âmbito das Unidades Curriculares (UC) de Sistemas de Armas de Infantaria e de Cavalaria.

A palestra foi conduzida pelo Tenente-Coronel de Infantaria Carlos Filipe Afonso, Chefe da Repartição de Planeamento Estratégico da Divisão de Planeamento Militar Terrestre do Estado-Maior do Exército, que para além de ser um Oficial com grande experiência no comando de Unidades operacionais, dentro e fora do Território Nacional, conta ainda uma extensa carreira académica e como docente.

Na comunicação efetuada, o Tenente-Coronel Dias Afonso abordou o atual ambiente estratégico e operacional terrestre, que contextualiza a estratégia genética de geração de forças terrestres por parte do Exército, bem como os eixos de modernização, os requisitos de uma força terrestre, com foco nos NATO Capability Targets, e os programas de modernização em curso no âmbito da Lei de Programação Militar (LPM). Neste particular, destacou os principais projetos de capacidades, com foco nos que alavancam o conceito de forças terrestres futuras, destacando-se, neste aspeto, a edificação de uma Brigada Média, uma Brigada Ligeira, a capacidade de Operações Especiais, bem como outras capacidades de apoio e de enablers, de que se evidenciam os helicópteros multiuso.

https://academiamilitar.pt/palestra-conceito-de-forca-terrestre-de-proxima-geracao.html
« Última modificação: Março 09, 2026, 03:12:03 pm por Duarte »
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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #385 em: Março 10, 2026, 12:01:22 am »
Nesse cenário hipotético, as "Forças Especiais" incluiriam CTOE, Comandos e Paraquedistas, ou seria apenas o CTOE?

Criar de propósito um Comando de Operações Especiais apenas para uma unidade de dimensão relativamente reduzida, não faz grande sentido.

Agora um Comando de Operações especiais que inclua todas as tropas especiais, dos 3 ramos, podia ser interessante.
 

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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #386 em: Março 10, 2026, 12:22:35 am »
Nesse cenário hipotético, as "Forças Especiais" incluiriam CTOE, Comandos e Paraquedistas, ou seria apenas o CTOE?

Criar de propósito um Comando de Operações Especiais apenas para uma unidade de dimensão relativamente reduzida, não faz grande sentido.

Agora um Comando de Operações especiais que inclua todas as tropas especiais, dos 3 ramos, podia ser interessante.

Em termos NATO, "Special Forces" são as Operações Especiais, e o DAE dos Fuzileiros, e talvez a unidade equivalente da PA/FAP (Núcleo de Operações Táticas de Proteção ou alguma potencial unidade RESCOM). Comandos e Paras são infantaria ligeira com treino especial (paraquedismo e infantaria de choque). Não querendo tirar nada a estas forças que muito admiro, e até tenho um amigo que é ex-Comando. Duma forma geral em Portugal chamamos a todas estas forças de "forças especiais", mas na terminologia NATO, Special forces são unidades tipo SAS, SBS, Kommando Spezialkräfte, Kampfschwimmer, GROM, 1er RPIMa, Commandos Marine, CPA 10,  9º Reggimento d’Assalto Paracadutisti “Col Moschin”, Gruppo Operativo Incursori da Marina Militare, 17º Stormo Incursori da Aeronautica Militare, Delta, US Special Forces (Green Berets), etc.

O nosso mini-SOCOM será algo ao nível EMGFA, com os 2 SOLTG e o SOMTG (DAE) mais forças da FAP (SOATU/ SOATG?) com pessoal RESCOM/NOTP e helis CSAR e de transporte, consoante a missão.
« Última modificação: Março 10, 2026, 12:59:12 am por Duarte »
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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #387 em: Março 10, 2026, 03:19:58 pm »
A questão é que pode decorrer de 2 formas.

Criam um Comando Conjunto sob alçada do EMGFA com "ligação directa" às Forças Especiais, com estas a manterem-se nas unidades actuais. Basicamente uma evolução do CPOE?

Ou criam um Comando Conjunto que "absorve" estas Forças.

A primeira opção é mais simples. A segunda opção é mais complicada e não aparenta trazer grandes vantagens, se for apenas mudar as unidades de "sítio".

Se é para fazer a segunda opção, se calhar mais valia criar uma espécie de "4⁰ Ramo", que incluísse as Forças Especiais, Ciberespaço, Inteligência, etc.

Mas igualmente importante para mim, era perceber se existe real interesse em reforçar este tipo de unidades, e não só em números. Por exemplo, vamos arranjar helis adaptados a Operações Especiais, numa esquadra dedicada? Ou vamos usar UH-60 básicos? Vamos ter Lus-222 em variante dedicada? Veículos submarinos de inserção de forças especiais (DAE)? Vai-se investir em capacidade de sustentar/apoiar Forças Especiais em missões longe do território e/ou de longa duração?

Quais seriam os alvos capacitários da NATO neste sentido?
 

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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #388 em: Março 10, 2026, 06:01:46 pm »
A questão é que pode decorrer de 2 formas.

Criam um Comando Conjunto sob alçada do EMGFA com "ligação directa" às Forças Especiais, com estas a manterem-se nas unidades actuais. Basicamente uma evolução do CPOE?

Ou criam um Comando Conjunto que "absorve" estas Forças.

A primeira opção é mais simples. A segunda opção é mais complicada e não aparenta trazer grandes vantagens, se for apenas mudar as unidades de "sítio".

Se é para fazer a segunda opção, se calhar mais valia criar uma espécie de "4⁰ Ramo", que incluísse as Forças Especiais, Ciberespaço, Inteligência, etc.

Mas igualmente importante para mim, era perceber se existe real interesse em reforçar este tipo de unidades, e não só em números. Por exemplo, vamos arranjar helis adaptados a Operações Especiais, numa esquadra dedicada? Ou vamos usar UH-60 básicos? Vamos ter Lus-222 em variante dedicada? Veículos submarinos de inserção de forças especiais (DAE)? Vai-se investir em capacidade de sustentar/apoiar Forças Especiais em missões longe do território e/ou de longa duração?

Quais seriam os alvos capacitários da NATO neste sentido?

Isto não sabemos, só podemos especular que vai ser dentro da doutrina NATO.
Os alvos capacitários da NATO não são do domínio público, mas podemos calcular muitos deles por informação pública disponível, em notícias, publicações, exercícios, etc.
Portugal é dos 10 países da NATO que tem um SOLTG certificado. Espanha, apesar der ter mais unidades SOF, não tem nenhum. A Polónia, com um exército muito maior, tem 1 só.
Curioso será ver como vamos gerar um segundo SOLTG. Se calhar vão cortar um dos BIParas para ter pessoal suficiente? Ou aumentar o recrutamento a partir doutras unidades?

Apenas países maiores, EUA, Reino Unido, etc geralmente têm unidades de aviação dedicadas exclusivamente a operações especiais. Nos países mais pequenos são as unidades de aviação normais que poderão ter treino adicional para desempenhar estas missões, o que podemos calcular será o caso em Portugal. A UHAPE deverá ter esta valência no futuro e talvez as Esq 751, 551/552 e a Esquadrilha helis da Marinha? Acho que não haverá unidades aéreas atribuídas exclusivamente ao SOCOM Tuga, será mais em termos ad hoc, consoante a missão. Mas com tantos helis a caminho, poderão formar uma esquadrilha/ ou subunidade da UHAPE para esta missão?
« Última modificação: Março 10, 2026, 06:59:38 pm por Duarte »
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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #389 em: Março 11, 2026, 01:31:59 am »
Duvido que cortem nos Paraquedistas. Especialidades diferentes, com níveis de treino diferente.

O mais normal seria simplesmente aumentar o recrutamento, não era preciso ir buscar a outras unidades.

A questão não é ter unidades de aviação dedicadas/orgânicas às Forças Especiais/Comando de OE. É mais que neste momento não tens um único heli adequado a este tipo de operações, e se não for acautelada esta missão, vais acabar por ter sempre helis sub-equipados para esse fim.

Se calhar fazia sentido ter uma esquadra de UH-60/MH-60 de "duplo uso" para CSAR e apoio a OEs.