Votação

Qual das prioridades a incluir, face ao aumento das tensões a leste ?

Aquisição de novas fragatas, multi-propósito? (3)
14 (43.8%)
Encomenda de 20 F-35A?
2 (6.3%)
Modernizar 1 ESQ F-16 para "V" e aderir ao programa F-35?
1 (3.1%)
Sistemas de Defesa Aérea a Média e Alta Altitude, e sistemas CI3/4?
4 (12.5%)
Novos blindados para a Brig Int (com sistemas A/C, SAM etc)?
0 (0%)
Capacidade de transporte estratégico ? A-400?
0 (0%)
Capacidade de reabastecimento em voo? A-330?
0 (0%)
Compra de 1 SSG adicional?
0 (0%)
Denúncia do contrato de KC-390 e adquirir C-130J ex-RAF?
0 (0%)
Aquisição de sistemas A/C modernos, SPIKE?
2 (6.3%)
Aquisição de 12 helis médios ? Black-Hawk?
0 (0%)
Aquisição de 10 M-346 Master?
0 (0%)
Todos os acima listados?
9 (28.1%)

Votos totais: 32

Revisão LPM 2022

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typhonman

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Re: Revisão LPM 2022
« Responder #45 em: Março 03, 2022, 02:04:32 pm »
Termos forças na linha da frente, seria expectável. Mas eu partiria do princípio que seriam unidades pesadas do Exército no centro da Europa, para reforçar os exércitos dos países centrais.

No mar não temos muito que oferecer, só se for uma fragata (obsoleta) para fazer número num Battle Group da NATO. Enviar um submarino (de apenas 2 que temos) para espaço altamente contestado (Mediterrâneo ou Báltico) e possivelmente sobre-lotado de outros navios e submarinos inimigos e aliados, era "desnecessário" e ainda um risco para fogo amigo. Sendo os nossos subs muito melhor aproveitados na defesa do Atlântico (nomeadamente face à ameaça de submarinos russos).

No ar, P-3 ou F-16. Se os F-16 faz sentido serem usados na linha da frente, ou pelo menos numa segunda linha (desde que devidamente armados, com mísseis de cruzeiro ou JSOW ou SDBs), ou para funções de escolta, os P-3 seriam mais úteis por cá, novamente na caça de submarinos russos no Atlântico.

Entretanto, levanto uma questão que, até à bem pouco tempo, seria motivo de risos: BMD. Se calhar a substituição das VdG, devia incluir navios com esta capacidade, mesmo que não seja ao nível de uns Arleigh Burke, era importante. Na NATO poucos navios têm esta capacidade, e os que têm, em caso de conflito, estariam a executar outras funções, ou a defender outras área. Não nos fazia mal nenhum ter fragatas AAW, com esta capacidade. No mínimo, fragatas AAW que permitam defender pontos estratégicos de ataques com mísseis de cruzeiro.

Como disse aqui o Subsea7, pelos vistos era um objetivo da Marinha, se depois disto não é....
 

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PereiraMarques

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Re: Revisão LPM 2022
« Responder #46 em: Março 03, 2022, 03:16:41 pm »

Disse que em caso de ataque que Portugal tem estudado que deveram os Açores ser reforçados com uma brigada de intervenção ligeira

O Sr. Coronel já deve estar na reserva/reforma há 15 anos ou mais. Além da Brigada já não se chamar Brigada Ligeira de Intervenção (BLI), desde 2006 que é apenas Brigada de Intervenção (BrigInt), as Forças Armadas não têm capacidade de projetar para os arquipélagos, nem metade do material da BrigInt, nomeadamente as viaturas Pandur II, em tempo minimamente útil, ou seja, uma semana...
 

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dc

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Re: Revisão LPM 2022
« Responder #47 em: Março 03, 2022, 04:04:30 pm »
Faria sentido enviar para os Açores, Pandur? Uns ST5 e outras viaturas tácticas não chegavam?
 

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nelson38899

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Re: Revisão LPM 2022
« Responder #48 em: Março 03, 2022, 04:33:00 pm »
Faria sentido enviar para os Açores, Pandur? Uns ST5 e outras viaturas tácticas não chegavam?

Tantos nos açores como na madeira a única coisa que nos valia apenas enviar é um sistema AA decente e submarinos, o resto pode ficar.
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

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PereiraMarques

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Re: Revisão LPM 2022
« Responder #49 em: Março 03, 2022, 06:51:57 pm »
Queria apenas destacar que o Sr. Coronel ainda raciocinou em função da estrutura do Exército que esteve em vigor entre 1994 e 2006, em que a BAI e a BMI tinham essencialmente funções atribuídas à NATO e em que a a BLI era a única brigada operacional/levantada (havia ainda teoricamente uma Brigada de Defesa Territorial por cada região militar)  com funções exclusivas de Defesa Territorial, entre as quais o reforço da defesa dos arquipélagos.
 

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Lightning

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Re: Revisão LPM 2022
« Responder #50 em: Março 03, 2022, 09:31:37 pm »
Não acho que devemos ter grande receio de desembarques anfibios russos nos Acores (antes dos Açores ocupam é a Islândia).

Acho que a ameaça russa actual é mais os seus misseis, sendo o jogo deles actual  o "se sinto fraqueza avanço, se sinto força paro e aviso que se alguém me atacar uso armas nucleares, assim nunca dão passos atrás".

Como grande plano a NATO/EUA/UE, tem que melhorar o escudo anti-missil, seja também apostando em mísseis hipersónicos, seja armas de energia (laser), ou outra coisa qualquer, a segurança do continente está dependente disto, ou então do regime em Moscovo mudar para um menos agressivo.

Portugal em particular sendo um país maritimo, temos que impedir as plataformas de dispará-los, seja os submarinos, seja algum bombardeiro de longo alcance (menos provável que chegue perto), por isso de volta ao básico, marinha e FAP tem que melhorar a capacidade ASW, marinha também ter capacidade BMD, pois acho que o escudo anti-missil não sei se cobre os arquipélagos.

O exercito visto não termos ameaças próximas continua a fazer o que tem feito, projecção de forças, talvez mais vocacionado para a frente sul, isto é, contribuir para a estabilidade de África, e talvez se necessário forças mecanizadas para a frente leste, os restantes ramos militares também contribuem para a frente sul e leste com os meios que melhor se adequem à missão.
« Última modificação: Março 03, 2022, 09:37:26 pm por Lightning »
 
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Re: Revisão LPM 2022
« Responder #51 em: Março 04, 2022, 02:56:46 am »
Faria sentido enviar para os Açores, Pandur? Uns ST5 e outras viaturas tácticas não chegavam?
Não não faz.
 

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dc

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Re: Revisão LPM 2022
« Responder #52 em: Março 04, 2022, 01:56:51 pm »
Não acho que devemos ter grande receio de desembarques anfibios russos nos Acores (antes dos Açores ocupam é a Islândia).

Acho que a ameaça russa actual é mais os seus misseis, sendo o jogo deles actual  o "se sinto fraqueza avanço, se sinto força paro e aviso que se alguém me atacar uso armas nucleares, assim nunca dão passos atrás".

Como grande plano a NATO/EUA/UE, tem que melhorar o escudo anti-missil, seja também apostando em mísseis hipersónicos, seja armas de energia (laser), ou outra coisa qualquer, a segurança do continente está dependente disto, ou então do regime em Moscovo mudar para um menos agressivo.

Portugal em particular sendo um país maritimo, temos que impedir as plataformas de dispará-los, seja os submarinos, seja algum bombardeiro de longo alcance (menos provável que chegue perto), por isso de volta ao básico, marinha e FAP tem que melhorar a capacidade ASW, marinha também ter capacidade BMD, pois acho que o escudo anti-missil não sei se cobre os arquipélagos.

O exercito visto não termos ameaças próximas continua a fazer o que tem feito, projecção de forças, talvez mais vocacionado para a frente sul, isto é, contribuir para a estabilidade de África, e talvez se necessário forças mecanizadas para a frente leste, os restantes ramos militares também contribuem para a frente sul e leste com os meios que melhor se adequem à missão.

Sim, no máximo forças especiais lançadas de submarinos, mas nada mais que isso. A ameaça aos arquipélagos seria sobretudo de mísseis.

Para o Exército a necessidade de investir era menor, mas ainda existente.É preciso:
-Atingir o efectivo necessário, modernizar o equipamento individual do soldado, reforço dos MANPADS (Stinger), reforço do armamento anti-tanque portátil (Spike SR, Spike ER, Carl Gustaf M4).
-Prosseguir com as melhorias na frota Pandur, além da versão PM, também AT (substituir os lançadores TOW por RWS capaz de lançar Spike, e incluir mais alguns da versão APC com esta RWS+ATGM) e AA (preferência pelo M-SHORAD).
-Adquirir mais ST5, sobretudo nas versões PM, AA e AT (estas duas recorrendo à RWS Protector RS6), e também equipar alguns com o radar Giraffe 1X. Em alternativa à versão AA, comprar Avenger em segunda-mão.*
-Modernizar ou substituir os M-113, e no que respeita às versões AT e AA, tal e qual os Pandur mencionados acima.
-Adquirir 18 Leopard, totalizando 55, modernizar para o padrão A7, preferencialmente com um APS como o Trophy. Adquirir IFVs, CV-90 por exemplo.
-Substituir de vez os V150, seja por Centauro II ou por Jaguar EBRC.
-Substituir os M-114.
-Renovação da frota de viaturas tácticas e logísticas.
-Reforço da capacidade AA (é essencial, e seria partilhada pelos 3 ramos), com sistemas de médio alcance (NASAMS, com os lançadores convencionais e lançadores HML, incluir além dos AMRAAM, também AIM-9X e AMRAAM-ER. Em alternativa algo como o Spyder MR/LR). Também adquirir sistemas de canhões, como o Oerlikon Skyguard, para conferir uma camada extra de defesa anti-míssil em locais estratégicos. Adquirir também radares de longo-alcance, como o Giraffe AMB, para complementar (e substituir em caso de destruição) as estações de radar existentes.

*Convidava a darem uma olhadela a algo chamado "MADIS MK2". É um sistema C-UAS, montado num único veículo, com uma RWS com uma Minigun, radar, sensor EO e sistema EW para interferir com os drones. O MADIS MK-1 e MK-2 poderiam ser a alternativa para sistemas SHORAD em veículos ligeiros.

A Marinha e FAP, receberiam o maior investimento.
Marinha:
-abrir de imediato concurso para novas fragatas, AAW, com capacidade BMD (AH140 ou Meko A300 as possíveis favoritas)
-comprar um AOR, Wave Knight ou Wave Ruler
-negociar o JdW
-encomendar mais 2 submarinos "U-214 Mk2"
-entrar no programa das ASWF, F110, Type 26 ou Constellation, para substituir as BD em 2035
-modernizar o Corpo de Fuzileiros, à imagem das melhorias da BRR (equipamento individual, MANPADS, AT portáteis, ST5 nas mesmas versões). Caso viesse a haver LPD, incluir novos veículos anfíbios
-armar decentemente os NPOs desarmados do batch 2. Radar militar e Marlin WS, quiçá com Mistral incluídos nas Marlin. Construir de uma vez os Batch 3.
-UAVs VTOL, militares, embarcados (Camcopter S100 ou Airbus VSR700)
-lanchas CB-90
-conceptualizar o que virá a substituir os Tejo, de preferência com capacidade de guerra de minas

FAP:
-modernizar os F-16 do PA I (+1 bilugar para totalizar 20) e encomendar 20 F-35, com entregas em meados de 2027/28
-adquirir armamento moderno para os caças (JASSM, JASSM-ER, AIM-120C7/C8/D, AIM-9X Block 2, JSOW, SDB, SDB-2, Harpoon incluindo certificação para os F-16, ou em alternativa JSM ou LRASM, pod Legion)
-2 A330 MRTT
-helicópteros médios (UH-60 ou AW-139)
-substituição dos Alpha Jet (se for turboprop, que substituam também os Epsilon, adquirindo um maior número)
-UAVs (Tekever AR5 e MQ-9B Sea Guardian)
-UCAVs (MQ-20 Avenger ou MQ-9 Reaper, alternativa low cost e também mais limitada em alcance, Bayraktar TB2)
-equacionar seriamente a compra de pelo menos 2 aeronaves AEW, extremamente úteis no controlo do espaço aéreo, e na detecção de mísseis de forma antecipada (C-295 AEW, num programa conjunto com os espanhóis? Em alternativa, uma solução da Embraer, ou E2 Hawkeye usados)
-modernização das frotas Merlin e C-295 (aquisição de mais uns exemplares deste último)
-modernização dos P-3, e eventualmente compra de 4 ou 5 P-8 Poseidon, para entrarem em serviço em meados de 2030.

A lista é longa, mas obviamente que não seria para se resolver em 2 ou 3 anos, mas sim a 12/15 anos.
 
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Re: Revisão LPM 2022
« Responder #53 em: Março 04, 2022, 02:56:17 pm »
Não acho que devemos ter grande receio de desembarques anfibios russos nos Acores (antes dos Açores ocupam é a Islândia).

Acho que a ameaça russa actual é mais os seus misseis, sendo o jogo deles actual  o "se sinto fraqueza avanço, se sinto força paro e aviso que se alguém me atacar uso armas nucleares, assim nunca dão passos atrás".

Como grande plano a NATO/EUA/UE, tem que melhorar o escudo anti-missil, seja também apostando em mísseis hipersónicos, seja armas de energia (laser), ou outra coisa qualquer, a segurança do continente está dependente disto, ou então do regime em Moscovo mudar para um menos agressivo.

Portugal em particular sendo um país maritimo, temos que impedir as plataformas de dispará-los, seja os submarinos, seja algum bombardeiro de longo alcance (menos provável que chegue perto), por isso de volta ao básico, marinha e FAP tem que melhorar a capacidade ASW, marinha também ter capacidade BMD, pois acho que o escudo anti-missil não sei se cobre os arquipélagos.

O exercito visto não termos ameaças próximas continua a fazer o que tem feito, projecção de forças, talvez mais vocacionado para a frente sul, isto é, contribuir para a estabilidade de África, e talvez se necessário forças mecanizadas para a frente leste, os restantes ramos militares também contribuem para a frente sul e leste com os meios que melhor se adequem à missão.

Sim, no máximo forças especiais lançadas de submarinos, mas nada mais que isso. A ameaça aos arquipélagos seria sobretudo de mísseis.

Para o Exército a necessidade de investir era menor, mas ainda existente.É preciso:
-Atingir o efectivo necessário, modernizar o equipamento individual do soldado, reforço dos MANPADS (Stinger), reforço do armamento anti-tanque portátil (Spike SR, Spike ER, Carl Gustaf M4).
-Prosseguir com as melhorias na frota Pandur, além da versão PM, também AT (substituir os lançadores TOW por RWS capaz de lançar Spike, e incluir mais alguns da versão APC com esta RWS+ATGM) e AA (preferência pelo M-SHORAD).
-Adquirir mais ST5, sobretudo nas versões PM, AA e AT (estas duas recorrendo à RWS Protector RS6), e também equipar alguns com o radar Giraffe 1X. Em alternativa à versão AA, comprar Avenger em segunda-mão.*
-Modernizar ou substituir os M-113, e no que respeita às versões AT e AA, tal e qual os Pandur mencionados acima.
-Adquirir 18 Leopard, totalizando 55, modernizar para o padrão A7, preferencialmente com um APS como o Trophy. Adquirir IFVs, CV-90 por exemplo.
-Substituir de vez os V150, seja por Centauro II ou por Jaguar EBRC.
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-Renovação da frota de viaturas tácticas e logísticas.
-Reforço da capacidade AA (é essencial, e seria partilhada pelos 3 ramos), com sistemas de médio alcance (NASAMS, com os lançadores convencionais e lançadores HML, incluir além dos AMRAAM, também AIM-9X e AMRAAM-ER. Em alternativa algo como o Spyder MR/LR). Também adquirir sistemas de canhões, como o Oerlikon Skyguard, para conferir uma camada extra de defesa anti-míssil em locais estratégicos. Adquirir também radares de longo-alcance, como o Giraffe AMB, para complementar (e substituir em caso de destruição) as estações de radar existentes.

*Convidava a darem uma olhadela a algo chamado "MADIS MK2". É um sistema C-UAS, montado num único veículo, com uma RWS com uma Minigun, radar, sensor EO e sistema EW para interferir com os drones. O MADIS MK-1 e MK-2 poderiam ser a alternativa para sistemas SHORAD em veículos ligeiros.

A Marinha e FAP, receberiam o maior investimento.
Marinha:
-abrir de imediato concurso para novas fragatas, AAW, com capacidade BMD (AH140 ou Meko A300 as possíveis favoritas)
-comprar um AOR, Wave Knight ou Wave Ruler
-negociar o JdW
-encomendar mais 2 submarinos "U-214 Mk2"
-entrar no programa das ASWF, F110, Type 26 ou Constellation, para substituir as BD em 2035
-modernizar o Corpo de Fuzileiros, à imagem das melhorias da BRR (equipamento individual, MANPADS, AT portáteis, ST5 nas mesmas versões). Caso viesse a haver LPD, incluir novos veículos anfíbios
-armar decentemente os NPOs desarmados do batch 2. Radar militar e Marlin WS, quiçá com Mistral incluídos nas Marlin. Construir de uma vez os Batch 3.
-UAVs VTOL, militares, embarcados (Camcopter S100 ou Airbus VSR700)
-lanchas CB-90
-conceptualizar o que virá a substituir os Tejo, de preferência com capacidade de guerra de minas

FAP:
-modernizar os F-16 do PA I (+1 bilugar para totalizar 20) e encomendar 20 F-35, com entregas em meados de 2027/28
-adquirir armamento moderno para os caças (JASSM, JASSM-ER, AIM-120C7/C8/D, AIM-9X Block 2, JSOW, SDB, SDB-2, Harpoon incluindo certificação para os F-16, ou em alternativa JSM ou LRASM, pod Legion)
-2 A330 MRTT
-helicópteros médios (UH-60 ou AW-139)
-substituição dos Alpha Jet (se for turboprop, que substituam também os Epsilon, adquirindo um maior número)
-UAVs (Tekever AR5 e MQ-9B Sea Guardian)
-UCAVs (MQ-20 Avenger ou MQ-9 Reaper, alternativa low cost e também mais limitada em alcance, Bayraktar TB2)
-equacionar seriamente a compra de pelo menos 2 aeronaves AEW, extremamente úteis no controlo do espaço aéreo, e na detecção de mísseis de forma antecipada (C-295 AEW, num programa conjunto com os espanhóis? Em alternativa, uma solução da Embraer, ou E2 Hawkeye usados)
-modernização das frotas Merlin e C-295 (aquisição de mais uns exemplares deste último)
-modernização dos P-3, e eventualmente compra de 4 ou 5 P-8 Poseidon, para entrarem em serviço em meados de 2030.

A lista é longa, mas obviamente que não seria para se resolver em 2 ou 3 anos, mas sim a 12/15 anos.

Bem podes esquecer essa lista, só para a FAP tinhas que investir uns 8/9MM€, quase o mesmo para a Marinha, só em cinco fragatas e dois 214, com os SA e munições adequadas não gastas menos de 5/6MM€, se todas essas aquisições fossem aprovadas rondariam os 25/30MM€, mesmo com os 2% do PIB para a Defesa nem daqui a vinte/vinte e cinco anos anos tinhas todo esse equipamento/Armamento !!!

Abraços
« Última modificação: Março 04, 2022, 03:12:12 pm por tenente »
Quando um Povo/Governo não Respeita as Suas FFAA, Não Respeita a Sua História nem se Respeita a Si Próprio  !!
 

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Re: Revisão LPM 2022
« Responder #54 em: Março 04, 2022, 03:30:39 pm »
Em vez de equipar com biliões de euros, dever-se-ia começar por despedir os generais todos, cada vez que oiço um deles, na televisão só me apetece mudar de canal, de tão fracos que são.
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

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Lightning

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Re: Revisão LPM 2022
« Responder #55 em: Março 04, 2022, 03:32:48 pm »
Pode ser que a Alemanha, com aquele PIB enorme, compre material para os outros países europeus  :mrgreen:.
« Última modificação: Março 04, 2022, 03:45:35 pm por Lightning »
 
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dc

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Re: Revisão LPM 2022
« Responder #56 em: Março 04, 2022, 03:34:59 pm »
Não tive a fazer uma "orçamentação" (que por cá vale o que vale, porque entre cativações ou luvas, o orçamento nunca se cumpre). Mas serve de "blueprint" para o que se poderia fazer, existindo claro prioridades. Aliás, perante um hipotético aumento dos gastos com a Defesa, que tem de ser feito, a questão passa mesmo a ser o que seria visto como prioridade.
 

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raphael

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Re: Revisão LPM 2022
« Responder #57 em: Março 04, 2022, 04:35:49 pm »
Em vez de equipar com biliões de euros, dever-se-ia começar por despedir os generais todos, cada vez que oiço um deles, na televisão só me apetece mudar de canal, de tão fracos que são.

Não desgostei da análise do MGEN Agostinho Costa na SIC Noticiais, aqueles dois jornalistas é que interrompiam as linhas de pensamento todas do homem!
Um abraço
Raphael
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Re: Revisão LPM 2022
« Responder #58 em: Março 14, 2022, 05:37:28 pm »
Para percebermos o que poderá eventualmente ser possível conseguir até 2035, é preciso vermos que cada 0.1% do PIB de aumento do orçamento para a Defesa equivale a cerca de 210 milhões, a valores de 2021. Dando de barato que contabilidade criativa haverá sempre e assumindo como ponto de partida os tais 1.68% em 2024, passarmos para 2% representa um aumento anual de cerca de 650 milhões, ou seja, cerca de 8000 milhões a mais até 2035. Portanto, e no caso mais otimista, teremos cerca de 8000 milhões para gastar em renovação do equipamento até 2035… agora é ver o que é prioritário.
 

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Duarte

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Re: Revisão LPM 2022
« Responder #59 em: Março 14, 2022, 07:46:29 pm »

Não acho que devemos ter grande receio de desembarques anfibios russos nos Acores (antes dos Açores ocupam é a Islândia).

Acho que a ameaça russa actual é mais os seus misseis, sendo o jogo deles actual  o "se sinto fraqueza avanço, se sinto força paro e aviso que se alguém me atacar uso armas nucleares, assim nunca dão passos atrás".

Como grande plano a NATO/EUA/UE, tem que melhorar o escudo anti-missil, seja também apostando em mísseis hipersónicos, seja armas de energia (laser), ou outra coisa qualquer, a segurança do continente está dependente disto, ou então do regime em Moscovo mudar para um menos agressivo.

Portugal em particular sendo um país maritimo, temos que impedir as plataformas de dispará-los, seja os submarinos, seja algum bombardeiro de longo alcance (menos provável que chegue perto), por isso de volta ao básico, marinha e FAP tem que melhorar a capacidade ASW, marinha também ter capacidade BMD, pois acho que o escudo anti-missil não sei se cobre os arquipélagos.

O exercito visto não termos ameaças próximas continua a fazer o que tem feito, projecção de forças, talvez mais vocacionado para a frente sul, isto é, contribuir para a estabilidade de África, e talvez se necessário forças mecanizadas para a frente leste, os restantes ramos militares também contribuem para a frente sul e leste com os meios que melhor se adequem à missão.

Os Ivãs nem conseguem invadir e conquistar um país vizinho, que conhecem intimamente.. quanto mais fazer um desembarque nos Açores.  :mrgreen:

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Є дві можливості: або ти російський агент, який поширює їхню брехню.. або ти дебіл, який вірить їхній брехні.. яке твердження вірне?
 
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