União Europeia

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Malagueta

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Re: União Europeia
« Responder #435 em: Janeiro 27, 2026, 03:25:09 pm »
https://www.jornaldenegocios.pt/economia/europa/uniao-europeia/detalhe/concluimos-a-mae-de-todos-os-acordos-ue-e-india-fecham-acordo-comercial

Concluímos a mãe de todos os acordos". É desta forma que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirma que a União Europeia (UE) e a Índia finalizaram um mega-acordo comercial. "A Europa e a Índia estão a fazer história", referiu numa mensagem publicada na rede social X.

Este acordo cria um mercado de quase dois mil milhões de pessoas e que representa um quarto do produto interno bruto de todo o mundo. Os detalhes do acordo só serão conhecidos durante o desenrolar do dia, mas sabe-se à partida que o setor automóvel, a agricultura, a indústria vitivinícola e acordos na defesa deverão destacar-se no acordo comercial

"Criámos uma zona de comércio livre com dois mil milhões de pessoas, da qual ambas as partes irão beneficiar. Isto é apenas o começo", acrescentou a líder europeia.


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"Concluímos a mãe de todos os acordos". É desta forma que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirma que a União Europeia (UE) e a Índia finalizaram um mega-acordo comercial. "A Europa e a Índia estão a fazer história", referiu numa mensagem publicada na rede social X.

Este acordo cria um mercado de quase dois mil milhões de pessoas e que representa um quarto do produto interno bruto de todo o mundo. Os detalhes do acordo só serão conhecidos durante o desenrolar do dia, mas sabe-se à partida que o setor automóvel, a agricultura, a indústria vitivinícola e acordos na defesa deverão destacar-se no acordo comercial.

Leia Também
UE e Índia chegam a acordo histórico com tarifas dos EUA na sombra
"Criámos uma zona de comércio livre com dois mil milhões de pessoas, da qual ambas as partes irão beneficiar. Isto é apenas o começo", acrescentou a líder europeia.


O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, confirmou também nesta terça-feira de manhã que o acordo comercial entre o país asiático e a União Europeia está finalizado. "Este acordo comercial vai fortalecer a confiança dos investidores e dos negócios na Índia", disse o líder indiano.

Numa mensagem publicada na rede social X, também o presidente do Conselho Europeu, António Costa saudou o acordo e disse que o entendimento entre os dois blocos económicos é sobre "gerir benefícios concretos para os nossos cidadãos, trabalhar em conjunto para a nossa prosperidade e segurança e demonstrar liderança em questões globais".


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"Concluímos a mãe de todos os acordos". É desta forma que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirma que a União Europeia (UE) e a Índia finalizaram um mega-acordo comercial. "A Europa e a Índia estão a fazer história", referiu numa mensagem publicada na rede social X.

Este acordo cria um mercado de quase dois mil milhões de pessoas e que representa um quarto do produto interno bruto de todo o mundo. Os detalhes do acordo só serão conhecidos durante o desenrolar do dia, mas sabe-se à partida que o setor automóvel, a agricultura, a indústria vitivinícola e acordos na defesa deverão destacar-se no acordo comercial.

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"Criámos uma zona de comércio livre com dois mil milhões de pessoas, da qual ambas as partes irão beneficiar. Isto é apenas o começo", acrescentou a líder europeia.


O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, confirmou também nesta terça-feira de manhã que o acordo comercial entre o país asiático e a União Europeia está finalizado. "Este acordo comercial vai fortalecer a confiança dos investidores e dos negócios na Índia", disse o líder indiano.

Numa mensagem publicada na rede social X, também o presidente do Conselho Europeu, António Costa saudou o acordo e disse que o entendimento entre os dois blocos económicos é sobre "gerir benefícios concretos para os nossos cidadãos, trabalhar em conjunto para a nossa prosperidade e segurança e demonstrar liderança em questões globais".

A agência de notícias financeiras Bloomberg sublinha que as exportações da Índia para a União Europeia podem atingir os 42 mil milhões de euros já em 2031.

O acordo comercial entre a União Europeia e a Índia esteve a ser negociado durante quase duas décadas. Mas a recente agressividade norte-americana relativamente ao comércio internacional, através da aplicação de tarifas aos produtos oriundos de diferentes regiões do mundo, serviu como catalisador para o finalizar de acordos que estiveram em negociação durante longos períodos de tempo.

Além do acordo com a Índia, a UE fechou recentemente o acordo com os países da Mercosul. Já do lado indiano, Narendra Modi fechou novos acordos comerciais com o Reino Unido e a Nova Zelândia

 

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Duarte

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Re: União Europeia
« Responder #436 em: Janeiro 27, 2026, 11:48:26 pm »
Mark Rutte se dirige a los miembros del Comité de Asuntos Exteriores y de Seguridad y Defensa del Parlamento Europeo
"Querido Rutte, la UE puede y debe hacerse cargo de su seguridad": España y Francia plantan cara a la OTAN y reivindican un ejército europeo

https://www.infodefensa.com/portada-mundo.php
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
"Even the dumbest among us can see the writing on the wall for Putin"
 

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Viajante

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Re: União Europeia
« Responder #437 em: Fevereiro 07, 2026, 02:21:56 pm »
CIP pede a Bruxelas que feche mais acordos comerciais

O presidente da CIP, que integra a BusinessEurope, a maior organização empresarial da Europa, esteve numa reunião com a presidente da Comissão Europeia.



 O presidente da CIP --- Confederação Empresarial de Portugal defendeu neste sábado a importância de a União Europeia (UE) fechar mais acordos comerciais, na sequência dos acordos com o Mercosul e a Índia.

Numa reunião da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, com uma comitiva da BusinessEurope, a maior organização empresarial da Europa, da qual a CIP faz parte, Armindo Monteiro entregou uma mensagem à responsável na qual considerou que "a política comercial europeia deve ser menos ideológica e mais pragmática", segundo foi hoje anunciado em comunicado.

O presidente da CIP apelou a von der Leyen para que "acelere as negociações com parceiros-chave nas regiões de crescimento e investimento mais dinâmicas do mundo, do Sudeste Asiático à vizinha África, a fim de alcançar resultados tangíveis para as empresas europeias".

 Armindo Monteiro fez também uma referência, na mensagem, às tempestades que estão a assolar Portugal, salientando que "os fenómenos meteorológicos extremos tornaram-se mais frequentes e têm impactos diretos na atividade económica, na continuidade das cadeias de abastecimento e na integridade das infraestruturas críticas".

"O reforço dos mecanismos europeus para acelerar a recuperação, promover o investimento em infraestruturas resilientes e reduzir o risco de perturbações prolongadas é essencial para evitar perdas permanentes de capacidade produtiva", considerou o responsável.

A BusinessEurope entregou também um documento à líder do executivo comunitário, apelidado de "From Ambition to Delivery", no qual "condensa a ambição dos empresários europeus para concretizar uma agenda de competitividade".

A UE fechou em janeiro dois acordos comerciais, um com o Mercosul, que já estava a ser negociado há 25 anos, e também outro com a Índia, para reduzir significativamente as tarifas aplicadas às exportações.

https://www.jornaldenegocios.pt/lusa/detalhe/cip-pede-a-bruxelas-que-feche-mais-acordos-comerciais
 

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LM

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Re: União Europeia
« Responder #438 em: Fevereiro 07, 2026, 04:19:44 pm »
Financial Times
@financialtimes.com
Senior state department official Sarah Rogers travelled to European cities in December and has spoken to key figures in Nigel Farage’s populist Reform UK party about deploying grants to spread ‘American values’.
https://ft.trib.al/Kx8ta8a


Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 

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Viajante

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Re: União Europeia
« Responder #439 em: Fevereiro 09, 2026, 10:06:15 am »
European alternatives to Visa and Mastercard ‘urgently’ needed, says banking chief

US payment processing companies account for about two-thirds of card transactions in Eurozone



   Europe “urgently” needs to reduce its reliance on US groups such as Visa and Mastercard, the head of a banking alliance has said, as officials warn that their market dominance could be weaponised if transatlantic relations were to deteriorate.

“We are highly dependent on international [payment] solutions,” said Martina Weimert, chief executive of the European Payments Initiative (EPI), a consortium of 16 European banks and financial services companies.

“Yes, we have nice national assets like domestic [payment] card schemes . . . but we don’t have anything cross-border.’’

“If we say independence is so crucial and we all know it’s a timing issue . . . we need action urgently,’’ she said.

   Visa and Mastercard accounted for almost two-thirds of card transactions in the Eurozone in 2022, according to the European Central Bank, with 13 member countries lacking a national alternative to the US providers. Even where domestic schemes exist, they are declining in use.

   With cash use falling, European officials have become increasingly concerned that US payment companies’ power could be weaponised in the event of a serious breakdown in relations.

It is one of several critical areas where officials fear the bloc has become too dependent on US companies, with Belgium’s cyber security chief recently warning that Europe had “lost the internet” owing to the dominance of American tech giants.

“Deep integration created dependencies that could be abused when not all partners were allies,” warned Mario Draghi, former ECB president, in a recent speech. “Interdependence, once seen as a source of mutual restraint, became a source of leverage and control.”

   The EPI, whose members include BNP Paribas and Deutsche Bank, launched a European alternative to Apple Pay called Wero in 2024. The digital payments scheme now claims to have 48.5mn users in Belgium, France and Germany, with plans to expand to online and in-store payments by 2027.

Weimert said banks and merchants largely had ‘’awareness’‘ of the need to build a cross-border European payments network, but the “geopolitical context” meant it was now “becoming a mainstream topic”.

   The ECB said that private sector initiatives in the past, including an earlier plan by the EPI to launch a rival card scheme, “have shown the difficulty of scaling”, with a spokesperson citing how “actors involved struggle to align on common standards”.

The central bank is promoting the digital euro, a public initiative to make payments digitally across the Eurozone, to strengthen the bloc’s monetary sovereignty.

   Piero Cipollone, the ECB executive board member in charge of the project, emphasised its importance last week. “As European citizens, we want to avoid a situation where Europe is overly dependent on payment systems that are not in our hands,” he said.

The project is proving divisive among European politicians, and some lenders have lobbied against it, claiming it would undermine private-sector efforts. A vote in the European parliament later this year is likely to go down to the wire.

   Merchants in the Eurozone would need to accept digital euros in store and online by 2029, when the ECB plans to start issuing the token. The underlying infrastructure would also be open to private-sector initiatives to build on.

The digital euro could ‘‘provide this foundation upon which, after consolidation, the equivalent of a European Visa or Mastercard can potentially be built”, said Aurore Lalucq, chair of the European parliament’s economic committee and a supporter of the project.

But Weimert warned that if geopolitical tensions were to deteriorate, the digital euro could arrive too late.

“The problem with the digital euro is it will come in a couple of years, maybe after the mandate of [US President] Donald Trump. So I think we are a little bit out of time,” she added.

https://www.ft.com/content/fcc215bb-b7b8-4a62-87ed-03f603eb3d14
« Última modificação: Fevereiro 09, 2026, 10:17:23 am por Viajante »
 
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Re: União Europeia
« Responder #440 em: Fevereiro 09, 2026, 10:15:50 am »
Europe is not as weak as it acts



   Many were mesmerised by Canadian Prime Minister Mark Carney’s Davos speech three weeks ago. He told “middle powers” to drop the pretence that the US-founded rules-based order delivered what it promised, and to pair up with like-minded countries when and where they could.

But in a speech in Leuven last week, Europe’s supreme elder statesman, Mario Draghi, saw Carney’s hand and raised it. The old order is indeed “defunct”, he said — but not “because it was built on illusion. It delivered real and widely shared gains.” What it could not survive was the willed weaponisation of economic interdependence. The EU’s response — strengthening domestic capabilities while seeking deeper relationships where possible — is very Carneyesque. But, Draghi warned, this can only ever be a “holding strategy”.

The reason? “Individually, most EU countries are not even middle powers capable of navigating this new order by forming coalitions,” Draghi said. “[But of] all those now caught between the US and China, Europeans alone have the option to become a genuine power themselves.” In short, Europe is not Canada: it must either accept the greatness being thrust upon it, or be divided and ruled.

But how? Draghi’s answer is a “pragmatic federalism” — where EU members willing to share more sovereignty opt in to unite in as many areas as they can find ways to progress in. On the ground, this approach is already being put to the test.

   Take the Spanish-led “competitiveness lab” initiative, open to EU members keen to accelerate common rules for financial markets. Perhaps in reaction, the finance ministers of the six largest EU economies recently vowed to forge agreements between themselves. To rebut the inevitable charge that this is a wreckers’ initiative, however, the group had better produce serious progress fast.

In security and defence, the new Safe common borrowing facility covers only about half of EU countries (and includes a few non-EU ones). Strong proposals now exist for coalitions of willing European capitals to jointly fund and build strategic military capacities previously provided by the US. In macro policy, leaders have agreed to issue new EU bonds (for Ukraine) but with side payments to let unwilling countries in effect opt out.

The increasingly geopolitical approach to EU enlargement supports a similar “pragmatically federal” logic. As the FT reports, the high stakes surrounding Ukraine’s future have provoked discussion of turning the current accession process on its head. Instead of crowning a long process of EU alignment, membership would instead come first, but with only core rights and obligations. More would be added gradually as and when the new member gets through the required reforms at home.

   Such a template could invigorate talks with other EU candidates, including Turkey, whose long-frozen relationship with the bloc has been showing faint hints of a thaw. A less binary membership path could also be attractive to Iceland, due a referendum soon, Norway and even the UK. If the eventual result is a larger EU but one of many speeds, it would be not by design but through the organic growing together of those wanting to do more in common.

Still, many will think Draghi’s pragmatic federalism doomed by Europe’s internal divisions. US Treasury secretary Scott Bessent hit a nerve with his lethal quip about the EU wheeling out its “dreaded working group”. Draghi offers two insights in response.

First, lack of unity is not an argument for waiting to act: “Unity does not precede action; it is forged by taking consequential decisions together, by the shared experience and solidarity they create, and by discovering that we can bear the result.” When Europeans dared to jointly push back against Donald Trump’s claim on Greenland, they were forced to “carry out a genuine strategic assessment”, and the “willingness to act” clarified “the capacity to act”.

Second, Europe’s necessity to bring people on board — the demands of a union of national democracies — is itself a precious value. Where the US system lets the executive ram its will through and China happily pushes the cost of its economic advance on to other economies, Draghi points out that “European integration is built differently: not on force, but common will; not on subjugation, but shared benefit”.

Europeans are, slowly but surely, waking up to what they are able to do. Something a senior EU minister said to me recently is typical of this shift: “Europe is not as weak as it behaves.”

https://www.ft.com/content/52d2b108-7a9e-4558-abb3-920adc60bf24

Uma visão muito pragmática do Mario Draghi que aponta para uma maior integração da UE e fala mesmo num Federalismo Pragmático, se os países concordarem ceder mais soberania para a UE. Se quiserem ser novamente uma potência mundial (economicamente já o são) e se os egos permitirem!
« Última modificação: Fevereiro 09, 2026, 10:25:09 am por Viajante »
 
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Re: União Europeia
« Responder #441 em: Hoje às 04:01:42 pm »
Macron defende eurobonds para financiar investimentos estratégicos na UE e “desafiar” hegemonia do dólar
Lusa

Presidente francês quer recorrer ao endividamento comum para financiar investimentos na transição ecológica, IA e tecnologia quântica, dizendo que seria "um grave erro não aproveitar esta capacidade”.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu o uso de um novo empréstimo conjunto dos 27 Estados-membros da União Europeia (UE), que financiaria investimentos estratégicos e permitiria ao bloco comunitário “desafiar a hegemonia do dólar”.

“Chegou o momento de a União Europeia lançar uma capacidade de endividamento comum, através das eurobonds“, afirmou Macron numa entrevista publicada esta terça-feira por sete jornais europeus, entre eles Le Monde, The Economist e Süddeutsche Zeitung, dois dias antes de uma reunião informal de chefes de Estado e de Governo da UE centrada em como impulsionar a competitividade europeia.


O objetivo dessa emissão conjunta de dívida seria investir em conjunto na transição ecológica, na inteligência artificial e na tecnologia quântica, para que a UE não fique para trás nestes setores.

Na entrevista, que teve lugar na segunda-feira no Palácio do Eliseu, em Paris, Macron apostou na criação de uma capacidade de endividamento comum para estas despesas futuras: “eurobonds com visão de futuro“, sublinhou.

“Esta é uma oportunidade única, que também nos permitiria desafiar a hegemonia do dólar. Na verdade, o mercado global tem cada vez mais medo do dólar americano. Procura alternativas. Ofereçamos-lhe dívida europeia”, propôs Macron, para quem seria “um grave erro não aproveitar esta capacidade de endividamento”.

Macron também exortou a que não se sucumba a uma “sensação covarde de alívio” na crise da Gronelândia, que o Presidente norte-americano quer anexar, porque a diminuição da tensão, na sua opinião, será de curta duração.

Neste contexto, para o Presidente francês, chegou o momento do “despertar” europeu nos domínios económico, financeiro, de defesa e segurança, e democrático.

E é preciso começar, disse ele, pela simplificação e aprofundamento do mercado interno, e continuar com o regime 28 (que visa criar um código europeu de direito comercial), a união dos mercados de capitais e a integração das redes elétricas dos Estados-membros da UE porque “o mercado nativo para as empresas não pode ser vinte e sete mercados diferentes, mas 450 milhões de pessoas”.

O segundo pilar, continuou, é a diversificação, a assinatura de novas alianças comerciais, como a UE acaba de fazer com a Índia, uma vez que esta estratégia oferece uma nova fonte de crescimento e também permite reduzir as dependências, disse.

Questionado sobre o acordo comercial com o Mercosul, ao qual a França se opõe no seu estado atual, Macron afirmou que é “um mau negócio”, que está “desatualizado” e foi “mal negociado”. “De qualquer forma, o Mercosul não terá o impacto drástico na nossa agricultura que alguns temem, nem o impacto positivo no nosso crescimento que outros imaginam”, acrescentou.

Finalmente, o chefe de Estado francês defendeu a proteção da indústria da UE e a não imposição aos produtores europeus de normas que não são exigidas aos importadores não europeus.

No domínio das parcerias industriais europeias, Macron defendeu o projeto do futuro avião de combate europeu (SCAF) como “um bom projeto”, e argumentou que “as coisas devem avançar”, apesar das tensões entre franceses e alemães.

“É um bom projeto e não tive qualquer indicação da parte alemã de que não seja um bom projeto. Quando os industriais tentam criar dissensão, é uma coisa, mas não nos cabe a nós apoiá-los”, afirmou, garantindo que voltaria a discutir o assunto com o chanceler alemão, Friedrich Merz.

https://eco.sapo.pt/2026/02/10/macron-defende-eurobonds-para-financiar-investimentos-estrategicos-na-ue-e-desafiar-hegemonia-do-dolar/

Contra a Esquerda woke e a Direita populista marchar, marchar!...