Falta de Recursos Humanos nas Forças Armadas

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LM

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Re: Falta de Recursos Humanos nas Forças Armadas
« Responder #30 em: Março 06, 2020, 09:50:53 am »
Voltando aos exemplos de fora: como é a progressão para categoria de sargento? Pelo que entendo em Portugal é muito similar ao de oficial "do quadro", com um curso em escola própria de 3 anos (distinto do sargento RC, de 6 meses?) e em nenhum dos casos é obrigatório começar como soldado - como funciona nos EUA (RU), por exemplo? Existe uma "divisão" marcada entre NCO  "do quadro" e RC? Há formação 2 / 3 anos em escola desde o inicio para os do "quadro"? Iniciam como soldados (há especialidades que não, julgo - há bastantes na categoria de "Warrant officer" que devido à especialidade "civil", não iniciam como soldados)?   
Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 

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Trafaria

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Re: Falta de Recursos Humanos nas Forças Armadas
« Responder #31 em: Março 16, 2020, 01:58:18 am »
Acreditem que só agora descobri este tópico e acho-o importante e interessantíssimo. A ele voltarei mais vezes, com certeza.

Começo por saudar as intervenções anteriores, algumas foram simplesmente brilhantes - embora pessoalmente nao concorde com tudo, como é normal.

Por hoje vou só dar uns toques num assunto aqui referido, já muitas vezes tocado noutros tópicos, que é a obrigatoriedade de servir nas FA para se poder concorrer às Forças de Segurança. Devo dizer que enquanto ex-militar e policia sou contra. É sacudir, criar ou transportar, problemas para onde eles não existem.

Sabiam que, por exemplo, a PSP tem uma quota de 15% de vagas reservadas para ex voluntários e ex-contratados das FA e que nos mais dos concursos ficam por preencher?
Na PJ e SEF, idem, os mesmos 15%, mas ai é pior, aparece lá de vez em quando um ou outro ex-militar a concorrer.

Na GNR são 30% e normalmente essa quota é mais ou menos preenchida. Mas sabiam que ao tempo do ex-Ministro da defesa Paulo Portas se fez essa experiência na GNR, a de alistar unicamente ex-militares das FA, e que a coisa correu muito mal? Tiveram que à pressa reverter a situação.

Um pequeno contributo para animar o debate.
Tenham uma boa noite e, se puderem, mantenham-se em casa.


« Última modificação: Março 16, 2020, 02:01:49 am por Trafaria »
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Re: Falta de Recursos Humanos nas Forças Armadas
« Responder #32 em: Março 19, 2020, 11:36:20 pm »
Vou repetir-me em alguns pontos já mencionados noutros tópicos mas são a meu ver soluções.

1 só ramo militar com 3 vertentes obedecendo ao mesmo comando
Menos especialidades e mais fusão entre elas:
                                                                                 Música desaparece
                                                                                 Logística (compreende Transportes e Material)
                                                                                 Administração Militar (passa a compreender Serviços Gerais e Secretariado)
                                                                                 Engenharia (passa a ter debaixo da sua alçada Transmissões)

Policia Militar passa a ter a mesma formação base podendo receber especializações se necessário, mas a sua missão é igual em qualquer força, não faz sentido existirem 3. Outra alternativa será a GNR acumular estas funções e absorver o pessoal.
Policia Marítima passa para o MAI que façam o que bem entender dela
Menos especiais, já foi sugerido há anos noutro tópico uma tropa especial e uma tropa de elite, nada mais
Aumento da idade de adesão às FA's sendo dos 18 aos 35 anos para ambos os sexos, com exactamente as mesmas regras e grau de exigência
Alterar as regras da promoção militar, podendo ser possível um praça ir subindo de patente à medida que vai fazendo cursos e provas
1 só Academia Militar e fechar vagas enquanto não escoar o número de oficiais, não se pode continuar a formar por excesso
Apostar nas redes sociais e na promoção da carreira militar como futuro junto dos jovens. Pode passar por simplesmente falar aos ouvidos das televisões de fazerem um programa tipo ou
Isto não pode continuar a ser visto do ponto de vista de quintais, mas sim da gestão tendo em conta o que é Portugal hoje, o que quer fazer e não nos anos 70 ou na guerra do ultramar.

E digo mais, isto leva uma reviravolta séria ou é acabar com as FA's pois para a maioria dos portugueses as ditas não servem para nada e é isto que ouço da boca do povo todos os dias!
 
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Re: Falta de Recursos Humanos nas Forças Armadas
« Responder #33 em: Março 20, 2020, 12:23:51 am »

Menos especialidades e mais fusão entre elas:
                                                                                 Música desaparece
                                                                                 Logística (compreende Transportes e Material)
                                                                                 Administração Militar (passa a compreender Serviços Gerais e Secretariado)
                                                                                 Engenharia (passa a ter debaixo da sua alçada Transmissões)

É que fiquei logo por aqui... Administração Militar e Secretariado? Finanças não é o mesmo que processos individuais. Serviços Gerais nem existe.

E o que tem a ver o ponteneiro e o operador de máquinas pesadas com o segurança de rede, ciberdefesa, informática e servidores, material cripto...
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Re: Falta de Recursos Humanos nas Forças Armadas
« Responder #34 em: Março 20, 2020, 09:56:26 am »

Menos especialidades e mais fusão entre elas:
                                                                                 Música desaparece
                                                                                 Logística (compreende Transportes e Material)
                                                                                 Administração Militar (passa a compreender Serviços Gerais e Secretariado)
                                                                                 Engenharia (passa a ter debaixo da sua alçada Transmissões)

É que fiquei logo por aqui... Administração Militar e Secretariado? Finanças não é o mesmo que processos individuais. Serviços Gerais nem existe.

E o que tem a ver o ponteneiro e o operador de máquinas pesadas com o segurança de rede, ciberdefesa, informática e servidores, material cripto...

Eu propunha a junção de todas as polícias das forças armadas, assim como de todas as unidades de engenharia. Assim como a criação de unidades conjuntas, por exemplo, em Tancos  como as respetivas atualizações dos edifícios,  cabiam bem os paraquedistas e a unidade de transporte da FAP. 
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

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Re: Falta de Recursos Humanos nas Forças Armadas
« Responder #35 em: Março 20, 2020, 10:04:10 am »
Vou repetir-me em alguns pontos já mencionados noutros tópicos mas são a meu ver soluções.

1 só ramo militar com 3 vertentes obedecendo ao mesmo comando
Menos especialidades e mais fusão entre elas:
                                                                                 Música desaparece

Já praticamente não há disso e o que há andam sempre de um lado para o outro. Uma cerimónia militar sem banda/fanfarra não é nada.

                                                                               
Citar
Policia Militar passa a ter a mesma formação base podendo receber especializações se necessário, mas a sua missão é igual em qualquer força, não faz sentido existirem 3. Outra alternativa será a GNR acumular estas funções e absorver o pessoal.

O que é que ganhavas com isso? Diminuias o número de militares? Não.  Perdias alguma coisa? Sim!

Citar
Menos especiais, já foi sugerido há anos noutro tópico uma tropa especial e uma tropa de elite, nada mais

Estarás a dizer uma Tropa Especial (Paraquedistas, Comandos e Fuzileiros) e uma Força de Operações Especiais (FOEsp e DAE)?
Primeiro, essas unidades estariam sob que Ramo? Inseridas em que Comando? Os militares dessa Tropa Especial seriam todos capacitados com o Curso de Paraquedismo? Seriam todos capacitados para fazer Operações Anfíbias? Estariam todos capacitados para operações em pequeno escalões?

O Curso para os "Especiais" seria onde e baseado em que curso actual? Trocando por miúdos, quem "comia" quem?

Citar
Alterar as regras da promoção militar, podendo ser possível um praça ir subindo de patente à medida que vai fazendo cursos e provas

O que não faltam por esta tropa fora são antigos Praças que são hoje em dia Sargentos e Oficiais QP.

« Última modificação: Março 20, 2020, 12:19:55 pm por Cabeça de Martelo »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Falta de Recursos Humanos nas Forças Armadas
« Responder #36 em: Março 20, 2020, 10:33:22 am »

Eu propunha a junção de todas as polícias das forças armadas, assim como de todas as unidades de engenharia. Assim como a criação de unidades conjuntas, por exemplo, em Tancos  como as respetivas atualizações dos edifícios,  cabiam bem os paraquedistas e a unidade de transporte da FAP.

Se é para mudar, que se mude para melhor. Sabias que a PE tem coisas que a PA não tem e vice-versa?! Sabias que as necessidades de cada Ramo são diferentes uns dos outros? Com isso ia-se melhorar o quê? Menos militares? Não. Menos custos? Não.

Quantos Regimentos de Engenharia há no Exército? Dois? Que unidades desse género há nos outros Ramos das Forças Armadas?

As unidades Paraquedistas são o Regimento de Paraquedistas com o Batalhão de Formação e o Batalhão Operacional Aeroterrestre, o RI10 com o 2º BIPara e o RI15 com o 1º BIPara. No meu tempo falava-se em criar um Centro de Precursores em São Jacinto (RI10), dado as condições que há nessa unidade militar. Não estou a ver os Paraquedistas a perderem São Jacinto de animo eleve...

Os C-295M ou os C-130/KC390 em Tancos na actual Unidade de Apoio (antiga BA3) seria um espectáculo.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Falta de Recursos Humanos nas Forças Armadas
« Responder #37 em: Março 20, 2020, 12:18:43 pm »
Voltando aos exemplos de fora: como é a progressão para categoria de sargento? Pelo que entendo em Portugal é muito similar ao de oficial "do quadro", com um curso em escola própria de 3 anos (distinto do sargento RC, de 6 meses?) e em nenhum dos casos é obrigatório começar como soldado - como funciona nos EUA (RU), por exemplo? Existe uma "divisão" marcada entre NCO  "do quadro" e RC? Há formação 2 / 3 anos em escola desde o inicio para os do "quadro"? Iniciam como soldados (há especialidades que não, julgo - há bastantes na categoria de "Warrant officer" que devido à especialidade "civil", não iniciam como soldados)?   


Voltando aos exemplos de fora: como é a progressão para categoria de sargento? Pelo que entendo em Portugal é muito similar ao de oficial "do quadro", com um curso em escola própria de 3 anos (distinto do sargento RC, de 6 meses?) e em nenhum dos casos é obrigatório começar como soldado - como funciona nos EUA (RU), por exemplo? Existe uma "divisão" marcada entre NCO  "do quadro" e RC? Há formação 2 / 3 anos em escola desde o inicio para os do "quadro"? Iniciam como soldados (há especialidades que não, julgo - há bastantes na categoria de "Warrant officer" que devido à especialidade "civil", não iniciam como soldados)?   

Um Oficial do QP passa pela Academia, onde os cursos variam de Arma para Arma, sendo o normal 5 anos, sendo o quinto o Tirocínio.

Já os Sargentos QP os cursos também variam de duração, mas o normal são 2 anos. Tanto os Oficiais como os Sargentos RC têm uma formação de curta duração (um pouco maior que os Praças), visto que são apenas contratados e terão na sua maioria, uma curta passagem  pelo Exército.

Para ingressar na Academia vindo da vida civil é preciso:
a)     Ser cidadão português;
b)     Não completar 22 anos até Dezembro do ano em que se está a concorrer;
c)     Ter pelo menos 1.64 m ou 1.60 m de altura, conforme seja do sexo masculino ou feminino;
d)     Não ter antecedentes criminais;
e)     Possuir a robustez física indispensável ao exercício da profissão militar;
f)      Estar autorizado a concorrer, pelos pais ou por quem exerça a responsabilidade paternal, no caso de ter menos de 18 anos de idade;
g)     Estar em situação militar regular, tendo cumprido as obrigações militares fixadas na Lei do Serviço Militar;
h)     Não ter sido eliminado dos estabelecimentos de ensino superior público militar ou policial exceto se por desistência.
i)      Não ter sido dado como incapaz para o serviço militar em Junta Hospitalar de Inspeção;
k)     Realizar o exame nacional de acesso ao ensino superior de 2019, da(s) disciplina(s) específica(s) estabelecida(s) para cada curso ou as equivalentes dos anos de 2017 ou 2018, segundo a deliberação n.º 441/2019, da CNAES;
l)      Ter aprovação num curso de ensino secundário ou habilitação legalmente equivalente, certificada pelo Ministério da Educação;
m)    Apresentar o original ou fotocópia autenticada da ficha dos exames nacionais do ensino secundário (ficha ENES) de 2019, para a candidatura ao ensino superior, satisfazendo esta a(s) disciplina(s) específica(s) estabelecida(s) para cada curso pretendido;
n)     Satisfazer os pré-requisitos fixados para os cursos da Academia Militar.

Para militares dos três Ramos das Forças Armadas e GNR é preciso:

a)   Ser cidadão português;
b) Estar autorizado a concorrer pelo Chefe do Estado-Maior do ramo a que pertence ou pelo Comandante-Geral da Guarda Nacional Republicana;
c) Estar na efetividade de serviço em 19 de novembro de 2019 (exceto os militares abrangidos pelo Decreto-Lei n.º 76/2018, de 11 de outubro, na sua redação atual);
d) Completar, no mínimo, um ano de serviço efetivo em RV/RC até novembro de 2019;
e) Ter avaliação individual positiva e ter revelado qualidades que o recomendam para a admissão aos cursos;
f) Não completar 26 anos até 31 de dezembro de 2019;
g) Não ter sido eliminado dos estabelecimentos de ensino superior público militar ou policial, exceto se por desistência;
h) Não ter sido dado como incapaz para o serviço militar em Junta Hospitalar de Inspeção;
i) Não ter sido eliminado, por qualquer motivo, dos cursos da Academia Militar;
j) Realizar o exame nacional de acesso ao ensino superior de 2019, da(s) disciplina(s) específica(s) estabelecida(s) para cada curso ou as equivalentes dos anos de 2017 ou 2018, segundo a deliberação n.º 441/2019, da CNAES;
k) Ter aprovação num curso de ensino secundário ou habilitação legalmente equivalente, certificada pelo Ministério da Educação;
l) Apresentar o original ou fotocópia autenticada da ficha dos exames nacionais do ensino secundário (ficha ENES) de 2019, para a candidatura ao ensino superior, satisfazendo esta a(s) disciplina(s) específica(s) estabelecida(s) para cada curso pretendido;
m) Satisfazer os pré-requisitos fixados para os cursos da Academia Militar.


Para a ESE:

 (1) Ser Sargento ou Praça de qualquer ramo das Forças Armadas, na efetividade de serviço ou na situação de Reserva de Disponibilidade, tendo prestado pelo menos 01 (um) ano de serviço efetivo, até 31 de dezembro do ano do concurso, inclusive;
(2) Estar autorizado a concorrer pelo Chefe de Estado-Maior do ramo a que pertence;
(3) Ter aprovação num curso do ensino secundário ou possuir habilitação legalmente equivalente, à data de abertura do concurso (data da publicação do aviso no Diário da República);
(4) Os candidatos que não possuam aprovação num curso do ensino secundário ou habilitação legalmente equivalente, podem concorrer de forma condicional, devendo fazer prova de inscrição num dos cursos supracitados. Devem ainda fazer prova da conclusão do curso do ensino secundário ou habilitação legalmente equivalente, através de certificado de habilitações, após publicação dos resultados. Esta prova de habilitação não poderá exceder a data de conclusão da 4.ª Fase - Prova de Desempenho Militar;
(5) Não completar 25 anos de idade até ao dia 31 de dezembro do ano do concurso. Para os candidatos à Área C, licenciados em música, aplica-se um limite de idade de 27 anos até ao dia 31 de dezembro do ano do concurso. A contagem da idade para a verificação dos limites apresentados, decorre de acordo com o previsto no artigo 36.º do Decreto-Lei n.º 76/2018, de 11 de outubro;
(6) Ter Ficha de Informação do Comandante (FIC) favorável em todos os parâmetros para os candidatos em efetividade de serviço, ou última Ficha de Avaliação Individual (FAI)/Ficha de Avaliação (FAV) favorável, sem parâmetros negativos para os candidatos que estão na situação de Reserva de Disponibilidade;
(7) Ter bom comportamento moral e cívico, não ter antecedentes criminais e não ter punições por infração disciplinar a que corresponda pena disciplinar superior a repreensão agravada;
(8) O candidato que, à data de realização do concurso de admissão, tenha processo criminal ou disciplinar pendente pode ser admitido à frequência do curso, ficando, no entanto, a frequência condicionada à pena que lhe vier a ser aplicada, de acordo com os limites previstos no ponto anterior;
(9) Ficar APTO nas diversas provas de admissão descritas nos requisitos específicos das presentes normas de admissão;
(10) Não ter sido eliminado de outros estabelecimentos de ensino militar por motivos disciplinares ou por incapacidade para o serviço militar;
(11) Não ter sido dado incapaz para o serviço militar em Junta Hospitalar de Inspeção;
(12) Não ter desistido ou sido eliminado da frequência de qualquer CFS ou Estágio Técnico-Militar (ETM) do Exército;
(13) Não estar em Teatro de Operações (TO) (e.g. integrado numa Força Nacional Destacada) durante o período de realização das provas da 2.ª, 3.ª e 4.ª Fases do concurso de admissão ao CFS;
(14) O CFS é regimentado pelo disposto na Portaria n.º 60/2014, de 10 de março - Regulamento Escolar dos Cursos de Formação de Sargentos e dos Estágios Técnico-Militares dos Quadros Permanentes do Exército. Ao abrigo do disposto no n.º 2 do Artigo 8, a frequência do CFS faz-se em regime de internato, devendo os candidatos estar cientes do mesmo e comunicar à Comissão de Admissão qualquer impedimento previamente.
b) Requisitos Específicos:
(1) Para ingresso nos cursos da Área B:
(a) Ter obtido classificação igual ou superior a 10 valores (95 pontos, se expressa na escala de 0 a 200 pontos) na disciplina de Matemática A frequentada no 12.º ano de escolaridade ou ter obtido classificação igual ou superior a 10 valores (95 pontos, se expressa na escala de 0 a 200 pontos), no conjunto de disciplinas de Matemática e Físico-Química do 12.º ano do ensino secundário;
(b) Ter obrigatoriamente classificação igual ou superior a 10 valores (95 pontos, se expressa na escala de 0 a 200 pontos) na prova de Matemática da PAC.
(2) Caso não haja candidatos em número suficiente para preencher as vagas, conforme condições definidas em 2.b.(1) serão considerados os candidatos que, mantendo a sua ordenação de concurso, tenham obtido classificação igual ou superior a 10 valores (95 pontos, se expressa na escala de 0 a 200 pontos) na prova de Matemática da PAC.
(3) Para ingresso no Quadro Especial de Clarins da Área C.
Realizar Prova Instrumental em instrumento de sopro de bocal.
(4) Durante o 1.º semestre, os instruendos-alunos devem obter os pré-requisitos para alguns quadros especiais conforme anexo M.


7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Falta de Recursos Humanos nas Forças Armadas
« Responder #38 em: Março 20, 2020, 02:36:15 pm »
É que fiquei logo por aqui... Administração Militar e Secretariado? Finanças não é o mesmo que processos individuais. Serviços Gerais nem existe.

São burocráticos, papeis de secretaria, logo uma chefia pode bem tratar de gerir ambos. Serviços Gerais existe: https://www.exercito.pt/pt/recrutamento/especialidades

E o que tem a ver o ponteneiro e o operador de máquinas pesadas com o segurança de rede, ciberdefesa, informática e servidores, material cripto...

São todos engenheiros ou operam debaixo das ordens de engenheiros. Uma qualquer empresa consegue gerir engenheiros ou técnicos de diferentes especialidades, só nas FA's é que são especiais de corrida e não se sabem gerir?

Uma cerimónia militar sem banda/fanfarra não é nada.

Não faltam fanfarras, bandas, músicos profissionais, contratam-se pontualmente sempre que necessário. Não faz sentido manter este tipo de postos.

O que é que ganhavas com isso? Diminuias o número de militares? Não.  Perdias alguma coisa? Sim!

Menos chefias, mais dinheiro disponível. Grande parte do capital está alocado a recursos humanos, se analisarmos esses recursos humanos iremos identificar que faltam executantes e há demasiados chefes logo é preciso reverter a pirâmide.

Estarás a dizer uma Tropa Especial (Paraquedistas, Comandos e Fuzileiros) e uma Força de Operações Especiais (FOEsp e DAE)?
Primeiro, essas unidades estariam sob que Ramo? Inseridas em que Comando? Os militares dessa Tropa Especial seriam todos capacitados com o Curso de Paraquedismo? Seriam todos capacitados para fazer Operações Anfíbias? Estariam todos capacitados para operações em pequeno escalões?

Todos obedeceriam ao Comando de Operações Especiais.
A especificação das missões seria algo avaliar de acordo com as necessidades do presente e futuro e não do passado. Mas sim a opção de serem todos aerotransportados e anfíbios é obviamente uma capacidade que se tem de imputar, pequenas economias não podem ter demasiada dispersão, há que saber fazer um pouco de tudo. Que dentro da força se possam criar subunidades com melhores qualidades para certos cenários, nada contra.

O Curso para os "Especiais" seria onde e baseado em que curso actual? Trocando por miúdos, quem "comia" quem?

É tudo uma questão de avaliar as condições de todas as bases militares e perceber qual que a reúne as melhores condições.
Não existem quem come quem, basicamente quem iria ficar amuado são os mesmos do costume: oficiais do topo.

O que não faltam por esta tropa fora são antigos Praças que são hoje em dia Sargentos e Oficiais QP.

Isso é generalizar, não são o grosso, o que não falta é pessoal a vir embora no final dos seus contratos e isso tem que ser alterado. Não faz sentido estar a pagar a pessoas para estarem temporariamente nas Forças e andar sempre a recrutar gente. Isto é um claro desincentivo aos candidatos, se sabem à partida que não ficam ou não têm futuro, então nem concorrem ou concorrem apenas porque não há mais nada.
Além disso tens o limite rigoroso das idades que continuam a imputar e não faz qualquer sentido.
 

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Re: Falta de Recursos Humanos nas Forças Armadas
« Responder #39 em: Março 21, 2020, 12:33:53 am »
Citar
O que não faltam por esta tropa fora são antigos Praças que são hoje em dia Sargentos e Oficiais QP.

Isso é generalizar, não são o grosso, o que não falta é pessoal a vir embora no final dos seus contratos e isso tem que ser alterado. Não faz sentido estar a pagar a pessoas para estarem temporariamente nas Forças e andar sempre a recrutar gente. Isto é um claro desincentivo aos candidatos, se sabem à partida que não ficam ou não têm futuro, então nem concorrem ou concorrem apenas porque não há mais nada.
Além disso tens o limite rigoroso das idades que continuam a imputar e não faz qualquer sentido.

Sim, não é generalizável.  O ultimo (Coronel que entrou no exercito como soldado) foi o cmdt dos comandos exonerado por causa do seu discurso a seguir ao desastre do curso 127º, e não há neste momento nenhum com essa possibilidade.
« Última modificação: Março 21, 2020, 12:34:58 am por Trafaria »
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Re: Falta de Recursos Humanos nas Forças Armadas
« Responder #40 em: Março 21, 2020, 12:48:26 am »
Quantos Regimentos de Engenharia há no Exército? Dois? Que unidades desse género há nos outros Ramos das Forças Armadas?

A FAP até recentemente tinha o GEAFA (Grupo de Engenharia de Aeródromos da Força Aérea), teoricamente unidade escalão batalhão, penso que foi extinto e os seus meios agora dependem directamente da Repartição de Engenharia de Aeródromos.

Resumo historico
https://www.emfa.pt/unidade-33-direcao-de-infraestruturas

Citar
Os C-295M ou os C-130/KC390 em Tancos na actual Unidade de Apoio (antiga BA3) seria um espectáculo.

O problema aí é o dinheiro necessário para recuperar essa unidade para nível Base Aérea, por exemplo a pista acho que está uma desgraça, a torre de controlo, ajudas rádio à navegação, iluminação de pista, hangares para manutenção de aeronaves, como estão?
 

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Re: Falta de Recursos Humanos nas Forças Armadas
« Responder #41 em: Março 21, 2020, 12:51:12 am »
Quanto à Música:

As Forças Armadas têm uma componente de exibição, que é muito importante. Sem musica essa parte ficaria muito diminuída, deficiente.

Se calhar há é musica a mais, pelo menos uma banda no Porto, outra em Lisboa, cada região autónoma com a sua, mais a banda sinfónica. Há ainda a Orquestra Ligeira, mais umas nem sei quantas fanfarras. Isto só no exército.

Não estaremos longe se disser-mos que as forças armadas pagam ordenados a mais músicos do que o ministério da cultura.

Há dias vi um video da cerimónia do dia do RL2 e só vos digo que os músicos eram (perto de) metade das forças em parada. Sem eles aquilo seria pouco mais que uma guarda de honra do meu tempo. A exiguidade começa a aproximar-se do ridículo.
::..Trafaria..::
 

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HSMW

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Re: Falta de Recursos Humanos nas Forças Armadas
« Responder #43 em: Março 21, 2020, 01:03:54 am »
É que fiquei logo por aqui... Administração Militar e Secretariado? Finanças não é o mesmo que processos individuais. Serviços Gerais nem existe.

São burocráticos, papeis de secretaria, logo uma chefia pode bem tratar de gerir ambos. Serviços Gerais existe: https://www.exercito.pt/pt/recrutamento/especialidades

Eu compreendo essa confusão pois durante algum tempo também não sabia bem a diferença entre as duas.
Mas muito basicamente, a administração militar trata de todas as aquisições, gestão de verbas da unidade, processos em SIG. É tudo o que mete dinheiro, faturas e material. Trata também da alimentação da tropa, principalmente em campanha.
Pessoal e Secretariado, é só para Sargentos e acho que já nem estão a ser formados mais na ESE. Trata de todos os processos de militares, promoções, justiça, cursos. Em campanha trata também dos óbitos.
E o que tem a ver o ponteneiro e o operador de máquinas pesadas com o segurança de rede, ciberdefesa, informática e servidores, material cripto...

São todos engenheiros ou operam debaixo das ordens de engenheiros. Uma qualquer empresa consegue gerir engenheiros ou técnicos de diferentes especialidades, só nas FA's é que são especiais de corrida e não se sabem gerir?
Mas uns são engenheiros civis e os outros são engenheiros de comunicações! Uns são pedreiros e os outros técnicos da PT!
Não tem nada em comum!!

O que não faltam por esta tropa fora são antigos Praças que são hoje em dia Sargentos e Oficiais QP.

Isso é generalizar, não são o grosso, o que não falta é pessoal a vir embora no final dos seus contratos e isso tem que ser alterado. Não faz sentido estar a pagar a pessoas para estarem temporariamente nas Forças e andar sempre a recrutar gente. Isto é um claro desincentivo aos candidatos, se sabem à partida que não ficam ou não têm futuro, então nem concorrem ou concorrem apenas porque não há mais nada.
Além disso tens o limite rigoroso das idades que continuam a imputar e não faz qualquer sentido.

Por acaso até é o grosso. Todos os Sargentos saídos da ESE eram Praças ou Sargentos RC.
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Camuflage

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Re: Falta de Recursos Humanos nas Forças Armadas
« Responder #44 em: Março 21, 2020, 04:42:23 pm »
Eu compreendo essa confusão pois durante algum tempo também não sabia bem a diferença entre as duas.
Mas muito basicamente, a administração militar trata de todas as aquisições, gestão de verbas da unidade, processos em SIG. É tudo o que mete dinheiro, faturas e material. Trata também da alimentação da tropa, principalmente em campanha.
Pessoal e Secretariado, é só para Sargentos e acho que já nem estão a ser formados mais na ESE. Trata de todos os processos de militares, promoções, justiça, cursos. Em campanha trata também dos óbitos.

Portanto tudo cargos burocráticos, não é que sejam inferiores ou superiores, simplesmente em termos de gestão não faz sentido ter quintais e não vão andar à porrada por papeis, até faz sentido ficarem juntos. Uns gastam outros contabilizam é tão simples quanto isto. Vantagens da fusão de serviços? Menos dispersão de meios, menos chefias, menos recursos humanos alocados a áreas de não-combate.

Mas uns são engenheiros civis e os outros são engenheiros de comunicações! Uns são pedreiros e os outros técnicos da PT!
Não tem nada em comum!!
 

Na especialidade de Saúde tens medicina, dentistas e veterinários, "não têm nada em comum", a começar pelas Ordens que são autónomas e bem distintas, mas estão os 3 na mesma especialidade.
Se médicos podem coabitar com dentistas e veterinários, porque não pode um engenheiro civil coabitar com um engenheiro informático? Não sei qual é mesmo o problema. Até as instituições que formam ambos são as mesmas, ao contrário das instituições que formam dentistas, médicos e veterinários que essas sim são completamente independentes.
Pedreiros ou técnicos da PT, na saúde tens técnicos de próteses dentárias, análises clínicas e fisioterapeutas.
Se o teu medo é que metam um Engenheiro Informático a fazer o papel de um Engenheiro Civil ou vice-versa, esquece que esse não é o propósito, se tal acontece é porque a chefia é incompetente, mas isto é outra questão. Aqui é saber gerir e ter menos gente possível em cargos de chefia e mais gente a executar.

Por acaso até é o grosso. Todos os Sargentos saídos da ESE eram Praças ou Sargentos RC.

Só vendo dados dos 3 ramos.

https://sicnoticias.pt/especiais/coronavirus/2020-03-20-Diretor-do-hospital-das-Forcas-Armadas-exonerado-em-plena-pandemia?fbclid=IwAR1mfEyWaYy-qd37NH1mAICB8q0PlL87FncT_pvPtYykKH0trgzAb4TLl68

Os 3 ramos não se entendem nem para gerir um hospital quanto mais forças operacionais...

Demasiados galos no mesmo galinheiro, é este o resultado.



A acrescentar ao que sugeri anteriormente:

Sou a favor da existência de despromoções ou da expulsão/exoneração de qualquer membro da FA's que cometa crimes desde julgados e provados em tribunal. Sendo que a expulsão das Forças significa perda total de regalias e retirada de qualquer graduação/titulo que o individuo tenha, não importa o posto ou idade. Já chega de impunidade.
 

 

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