Modernização dos EH-101 MERLIN

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typhonman

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Re: Modernização dos EH-101 MERLIN
« Responder #45 em: Novembro 30, 2021, 02:00:22 pm »
Acho que se está a desviar a discussão daquilo que é essencial ser falado, a modernização do sistema de armas EH-101 Merlin.

O artigo na Mais Alto coligido pelo Cap. PILAV Rodolfo Gouveia é um alerta sério, na medida do possível, para a crescente obsolescência, deterioração de sistemas e falta de aproveitamento adequado de um aparelho extremamente capaz, e que modernizado o volta a colocar como o, ou um dos melhores do mundo na actualidade. Em Fevereiro, daqui a sensivelmente 3 meses, passam 17 anos da chegada das primeiras aeronaves, state-of-the-art na altura, mas hoje com tecnologia e sistemas com mais de duas décadas. É que, para aqueles que não haviam até agora reparado, o Merlin português tem a designação de EH-101 e não AW101 por ser oriundo dos modelos iniciais, embora com configuração avançada.

A modernização, actualização ou o que queiram chamar para o modelo Mark 612, é fundamental para o sucesso das missões, segurança das tripulações e ampliação do espectro/leque operacional. E, que se tenha visto ou saiba, até hoje não se fala em qualquer proposta nesse sentido ou constituição de um qualquer grupo de trabalho, naquela que é largamente considerada por muitos como a mais importante aeronave da Força Aérea Portuguesa.

O Canadá, cujos CH-149 Cormorant são versões praticamente civis do Merlin, vai avançar para a modernização para o padrão AW101-612 (designado por CMLU ou Cormorant Mid-Life Upgrade), juntando também à frota mais dois aparelhos, com o intuito de operar este sistema de armas até pelo menos 2042.

Citar
(...) The Cormorant Mid-Life Upgrade project is valued at up to $1.39 billion. The fleet will receive at least two additional helicopters and be upgraded to extend its life to at least 2042.(...)

(...) According to firm Leonardo in a release:

“The CMLU program will upgrade the Cormorants to the latest AW101-612 standard, currently being delivered to Norway, providing a low risk upgrade path with a modern, proven solution. These capability enhancements and equipment improvements will include state-of-the-art avionics, a new “glass cockpit”, the addition of the latest sensors, radar and search enhancement technology, more powerful digitally-controlled engines, wireless in-cabin communications, LED lighting, rescue hoist upgrades, synthetic training solutions and more, enabling the Cormorants to spend less time searching and more time rescuing stranded Canadians. (...)

https://ukdefencejournal.org.uk/canada-to-upgrade-and-expand-ch-149-cormorant-fleet/
   

E por cá, espera-se até a aeronave ter 3 décadas de serviço para pensar nisso? ::)
Quando se chega a isto, "a aeronave mais importante da FAP", não há muito mais a dizer....
 

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mafets

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Re: Modernização dos EH-101 MERLIN
« Responder #46 em: Novembro 30, 2021, 02:12:06 pm »
Mafets a classe M quando foi concebida o helideck estruturalmente  já  permitia a operacao de helis até 10 tons.

Penso que as alterações a que foram sujeitas as M Holandesas e Belgas quanto a flight deck se resumia ao seu aumento na popa preenchendo as duas reentrâncias laterais à ré unindo a popa em toda a sua largura de modo a facilitar a operação aos NH90 e restantes modelos da classe das 10 tons, mas apenas isso, mantendo o limite da operação a helis de 10 tons.

Abraços

Nas brochuras é de facto até 10 toneladas. Mas segundo informações as M holandesas e belgas levaram extenção e reforço (por segurança e em caso de queda). Também o hangar consta que precisa de modificação.





Saudações

 
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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Lightning

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Re: Modernização dos EH-101 MERLIN
« Responder #47 em: Novembro 30, 2021, 03:10:43 pm »
Citar
é manter os Linx e as M nacionais em paralelo até ao fim de vida.

Essa decisão já foi tomada à muito.
O novo heli naval deverá vir com a nova Fragata (a não ser que prefiram drones  :mrgreen:).
 

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tenente

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Re: Modernização dos EH-101 MERLIN
« Responder #48 em: Novembro 30, 2021, 03:40:16 pm »
Mafets a classe M quando foi concebida o helideck estruturalmente  já  permitia a operacao de helis até 10 tons.

Penso que as alterações a que foram sujeitas as M Holandesas e Belgas quanto a flight deck se resumia ao seu aumento na popa preenchendo as duas reentrâncias laterais à ré unindo a popa em toda a sua largura de modo a facilitar a operação aos NH90 e restantes modelos da classe das 10 tons, mas apenas isso, mantendo o limite da operação a helis de 10 tons.

Abraços

Nas brochuras é de facto até 10 toneladas. Mas segundo informações as M holandesas e belgas levaram extenção e reforço (por segurança e em caso de queda). Também o hangar consta que precisa de modificação.





Saudações

Mafets quando um heli deck é pensado, desenhado e construído para por exemplo, operar um heli de até 10 Tons, a sua estrutura é construida de modo a suster uma queda daquela classe de aeronave, de pelo menos 50 pés, com o PMD, imagina só o embate de um bicho de 10 tons em queda livre de quinze + metros.

A estrutura inicial dos fligh decks em causa não necessita(va) de ser reforçada, para as operações dos NH90.

Exactamente o mesmo quando se constroi uma pista para operar aeronaves até por exemplo as 200 tons, o PCN é escolhido de modo a suportar uma aeronave com PMD superior, para as situações de alternãncia ou em caso de emergência declarada O/B.

Abraços


Quando um Povo não Respeita as Suas FFAA, Não Respeita a Sua História nem se Respeita a Si Próprio  !!
 

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mafets

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Re: Modernização dos EH-101 MERLIN Novo
« Responder #49 em: Novembro 30, 2021, 04:14:31 pm »
Tenente, a mim o que me foi explicado é que como o Nh90 totalmente carregado exede as 10 t (mais especificamente 10,600kg de peso máximo), existiu a necessidade de reforço e aumento do deck como medida de segurança.  Essa informação também foi transmitida, salvo erro, na Revista da Marinha (a qual inclusive refere o peso das nossas m em termos de deck para os 5 000kg, peso de um Lynx, 5330kg).

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Modernisation
The Royal Netherlands Navy and Belgium Navy decided to upgrade the four frigates by rebuilding both hangar and helicopter deck for the NH-90 as well to replace the forward mast for fitting the new Thales SeaWatcher 100 phased array surface search radar and Gatekeeper electro-optical surveillance system. The first ship to receive the upgrade was HNLMS Van Speijk (F828) in April 2012, next was BNS Leopold I (F930), followed by HNLMS Van Amstel (F831) and BNS Louise Marie (F931) is currently undergoing the modernization. SMART-S 3D search radars will not be replaced by SMART-S MK2.

https://en.wikipedia.org/wiki/Karel_Doorman-class_frigate

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« Última modificação: Dezembro 02, 2021, 02:50:16 pm por mafets »
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Red Baron

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Re: Modernização dos EH-101 MERLIN
« Responder #50 em: Novembro 30, 2021, 07:49:42 pm »
Acho que se está a desviar a discussão daquilo que é essencial ser falado, a modernização do sistema de armas EH-101 Merlin.

O artigo na Mais Alto coligido pelo Cap. PILAV Rodolfo Gouveia é um alerta sério, na medida do possível, para a crescente obsolescência, deterioração de sistemas e falta de aproveitamento adequado de um aparelho extremamente capaz, e que modernizado o volta a colocar como o, ou um dos melhores do mundo na actualidade. Em Fevereiro, daqui a sensivelmente 3 meses, passam 17 anos da chegada das primeiras aeronaves, state-of-the-art na altura, mas hoje com tecnologia e sistemas com mais de duas décadas. É que, para aqueles que não haviam até agora reparado, o Merlin português tem a designação de EH-101 e não AW101 por ser oriundo dos modelos iniciais, embora com configuração avançada.

A modernização, actualização ou o que queiram chamar para o modelo Mark 612, é fundamental para o sucesso das missões, segurança das tripulações e ampliação do espectro/leque operacional. E, que se tenha visto ou saiba, até hoje não se fala em qualquer proposta nesse sentido ou constituição de um qualquer grupo de trabalho, naquela que é largamente considerada por muitos como a mais importante aeronave da Força Aérea Portuguesa.

O Canadá, cujos CH-149 Cormorant são versões praticamente civis do Merlin, vai avançar para a modernização para o padrão AW101-612 (designado por CMLU ou Cormorant Mid-Life Upgrade), juntando também à frota mais dois aparelhos, com o intuito de operar este sistema de armas até pelo menos 2042.

Citar
(...) The Cormorant Mid-Life Upgrade project is valued at up to $1.39 billion. The fleet will receive at least two additional helicopters and be upgraded to extend its life to at least 2042.(...)

(...) According to firm Leonardo in a release:

“The CMLU program will upgrade the Cormorants to the latest AW101-612 standard, currently being delivered to Norway, providing a low risk upgrade path with a modern, proven solution. These capability enhancements and equipment improvements will include state-of-the-art avionics, a new “glass cockpit”, the addition of the latest sensors, radar and search enhancement technology, more powerful digitally-controlled engines, wireless in-cabin communications, LED lighting, rescue hoist upgrades, synthetic training solutions and more, enabling the Cormorants to spend less time searching and more time rescuing stranded Canadians. (...)

https://ukdefencejournal.org.uk/canada-to-upgrade-and-expand-ch-149-cormorant-fleet/
   

E por cá, espera-se até a aeronave ter 3 décadas de serviço para pensar nisso? ::)

Primeiro é preciso conseguir ter a frota minimamente operacional.
É que me parece que o FISS ainda não foi assinado, andamos com despachos todos os anos a aprovar verbas.

E depois temos o caso do 19612, que deve andar ai perdido em algum armazém a espera de verbas para ser reparado

É bom lembrar que todos os anos saem da LPM verbas para pagar o leasing operacional(sim o helicopteros não é da FAP) mais verbas para pagar o FISS e ainda para a manutenção dos motores.

A brincar a brincar estamos a falar de valores acima dos 20M€ todos os anos a sair da LPM para a DEFLOC, apenas para se andar a fazer SAR e ambulância.