Actividade Operacional/Exercícios

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Vitor Santos

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Re: Actividade Operacional/Exercícios
« Responder #30 em: Setembro 16, 2020, 01:53:29 am »
Segunda fase do Exercício BVR é concluída em Anápolis (GO)


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Treinamento tem por finalidade promover o intercâmbio operacional entre operadores da aeronave F-5M, além de treinar táticas e técnicas em cenários de combate BVR

A Ala 2 - Base Aérea de Anápolis (GO) sediou, entre os dias 23 de agosto e 5 de setembro, a segunda fase do Exercício Doutrinário que teve como foco principal o treinamento de missões de combate BVR (do inglês, Beyond Visual Range, ou seja, além do alcance visual).

Participaram dessa fase do treinamento o Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) - Esquadrão Jaguar, o Primeiro Esquadrão do Quarto Grupo de Aviação (1º/4º GAV) - Esquadrão Pacau e o Primeiro Esquadrão do Décimo Quarto Grupo de Aviação (1º/14º GAV) - Esquadrão Pampa, Esquadrões Aéreos que operam a aeronave F-5M. O Exercício contou, ainda, com a participação do Segundo Esquadrão do Sexto Grupo de Aviação (2º/6º GAV) - Esquadrão Guardião e do Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I) por meio do Centro de Operações Militares de Brasília (COpM-1), que realizaram o controle de voo das aeronaves durante os combates aéreos.

O Exercício tem por finalidade promover o intercâmbio operacional entre operadores de F-5M, treinar táticas e técnicas em cenários de combate BVR, além de permitir a integração entre pilotos e controladores da Força Aérea Brasileira (FAB). Todo o apoio logístico à operação das aeronaves envolvidas ficou sob responsabilidade do Grupo Logístico da Ala 2.

Para o Comandante da Ala 2, Coronel Aviador Gustavo Pestana Garcez, o Exercício alcançou todos os objetivos propostos. “O treinamento nesse cenário e a troca de experiências nesse tipo de missão são extremamente importantes para a manutenção do adestramento proposto pelo Comando de Preparo (COMPREP). O Exercício atingiu todos os objetivos propostos de maneira segura", declarou.

“Ao concluir com sucesso mais uma fase do Exercício Doutrinário de combate BVR, temos a certeza que nossos pilotos de F-5M e controladores de voo estão mais bem capacitados e treinados para atuarem em prol da garantia da soberania do espaço aéreo brasileiro”, destacou o Comandante do 1º GDA, Tenente-Coronel Aviador Leandro Vinicius Coelho.

Fotos: Capitão Gaspar e Soldado José Garcia / Ala 2


 

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Re: Actividade Operacional/Exercícios
« Responder #31 em: Setembro 22, 2020, 09:21:03 pm »
Futuros pilotos de caça da FAB participam de treinamento de tiro aéreo


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O Segundo Esquadrão do Quinto Grupo de Aviação (2°/5° GAV) – Esquadrão Joker iniciou, no dia 10 de setembro, a campanha de emprego ar-ar do Curso de Especialização Operacional na Aviação de Caça (CEO-CA) de 2020.

Durante três semanas, os futuros pilotos de caça da Força Aérea Brasileira (FAB) aprenderão as técnicas para emprego da aeronave A-29 Super Tucano contra alvos aéreos. Na oportunidade, a Unidade Aérea realizará a manutenção operacional dos seus instrutores.

A campanha ocorre a partir da sede do 2°/5° GAV, localizada na Ala 10, em Parnamirim (RN). Após a decolagem, a formação com quatro aeronaves equipadas com metralhadoras calibre .50 tem à disposição um espaço aéreo restrito sobre o mar, o que permite o emprego real do armamento sem interferir em regiões habitadas no solo.

“A fase de tiro aéreo exige mais preparo e dedicação dos alunos, pois, ao mesmo tempo em que se busca conseguir bons resultados nos tiros, o piloto deve estar com boa consciência situacional para manter-se adequado no circuito com as outras aeronaves”, explicou um dos estagiários do CEO-CA. Segundo ele, o bom desempenho só é possível com muito preparo antes do voo e dedicação dos instrutores em mostrar todos os detalhes da missão.


Para o Comandante do 2°/5° GAV, Tenente-Coronel Aviador José de Almeida Pimentel Neto, a fase de emprego ar-ar é uma das quais os pilotos em formação mais apresentam uma evolução na sua experiência operacional. “Uma vez que não estão empregando armamento em um alvo estático no solo, mas em um alvo que está em movimento, o que demanda elevado grau de percepção espacial, precisão, concentração e controle emocional, sendo, portanto, uma das que melhor representa a essência da Aviação de Caça”, disse.

Ainda segundo o Comandante do 2°/5° GAV, com o treinamento técnico de tiro aéreo, os estagiários terão adquirido habilidades necessárias para realizar ações de Força Aérea, como Defesa Aérea, Escolta e Varredura. “É essencial uma proficiência nessa fase, uma vez que, em breve, esses pilotos estarão posicionados estrategicamente nas fronteiras do País podendo empregar suas aeronaves contra tráfegos aéreos que contrariem os interesses nacionais”, finalizou.

O alvo aéreo


Para a realização da missão, uma quinta aeronave decola equipada com um casulo de alvo aéreo rebocável. Nele, a “biruta” (como é chamado o alvo aéreo pelos pilotos) de nove metros de comprimento por 1,8 metro de altura pode ser liberada de maneira segura com a aeronave já em voo. Após a soltura, a biruta fica presa por um cabo de pouco mais de 300 metros de comprimento.

As munições da metralhadora calibre .50 são pintadas (com cores azul, verde, amarela e vermelha) e, ao atingirem o alvo, deixam nele a marcação com a respectiva cor. Após o pouso da aeronave reboque, os pilotos podem conferir os seus acertos e analisar seu desempenho. A conferência da biruta após o tiro aéreo é um dos momentos mais tradicionais na Aviação de Caça.

 :arrow:  https://www.cavok.com.br/fab-futuros-pilotos-de-caca-da-fab-participam-de-treinamento-de-tiro-aereo