Actividade Operacional/Exercícios

  • 33 Respostas
  • 1984 Visualizações
*

Red Baron

  • Investigador
  • *****
  • 1277
  • Recebeu: 180 vez(es)
  • Enviou: 173 vez(es)
  • +90/-71
Re: Actividade Operacional/Exercícios
« Responder #15 em: Abril 13, 2020, 07:54:13 pm »
Vitor, como é que você vê uma possível participação da FAB em Moçambique. Teria o Brasil orçamento e sobretudo capacidade política para se meter uma missão de guerra ao terrorismo num pais tão distante de África?

Não creio que vá acontecer. Equipamentos (A-29 Super Tucano, UH-60L Black hawks, EC-725 Caracal, Mi-35M, C-295, KC-390, KC-130,  EMB145 R-99) e tropa treinada nós temos. O problema é a questão financeira. Os prognósticos em relação às consequências da quarentena, por conta da pandemia da COVID-19, na área econômica no Brasil, são desanimadores e alarmantes. Isso poderá impactar duramente os cofres das FFAAs.

Além disso, há a questão política. É pouco provável que um governo de direita do presidente Jair Bolsonaro (um nacionalista com ideias isolacionistas) queira se meter em questões africanas, mesmo que haja (ou havia) um interesse geopolítico brasileiro naquela porção do continente Africano.

Bolsonaro e seu gabinete ministerial, repleto de generais e almirantes, estão mais preocupados em questões domésticas. No campo das relações internacionais os esforços são no estreitamento dos laços com os Estados Unidos, resolução do conflito interno na Venezuela e contenção da influência chinesa (política e militar)  na América do Sul.

Pois embora exista no acordo dos PALOPS uma cláusula de defesa mutua.

Acho que qualquer intervenção na região vai estar dependente do apoio dos Franceses.
 

*

Vitor Santos

  • Moderador Global
  • *****
  • 4933
  • Recebeu: 439 vez(es)
  • Enviou: 338 vez(es)
  • +2610/-1883
Re: Actividade Operacional/Exercícios
« Responder #16 em: Junho 26, 2020, 02:20:32 am »
FAB avança em novo conceito de reconhecimento


Com data comemorativa celebrada hoje, 24 de junho, a Aviação de Reconhecimento da Força Aérea Brasileira está em pleno desenvolvimento de um novo conceito doutrinário. Chamado pela sigla IVR, significa a aplicação integrada da Inteligência, Vigilância e Reconhecimento. Isso quer dizer que, tanto em tempo de paz quanto em situações de conflito regular ou irregular, as aeronaves da FAB trabalham de maneira integrada essas atividades.

A evolução se tornou possível graças às novas aeronaves e sistemas utilizados. À capacidade de reconhecimento clássica, realizada com a obtenção de imagens de uma área, foram adicionadas as missões do escopo eletrônico. Isso significa que, além de trabalhar com a tradicional IMINT (Imagery Intelligence), a FAB atua no escopo da SINGT (Signals Intelligence) e ELINT (Electronic Intelligence). Atualmente, por exemplo, uma aeronave como o R-35AM pode detectar emissões eletromagnéticas e assim descobrir quais os radares e sistemas antiaéreos instalados em uma região.


Na prática, houve uma ampliação das formas de cumprir o que a Aviação de Reconhecimento faz há décadas. “A atividade precípua da Aviação de Reconhecimento é gerar produtos de inteligência para auxiliar na tomada de decisão, seja a nível tático e operacional, em curto prazo; ou estratégico e político, em médio e longo prazo”, explica o Comandante do Esquadrão Carcará, Tenente-Coronel Bruno Gadelha Pereira.

A unidade aérea está sediada em Anápolis (GO), voando os R-35AM, de reconhecimento eletrônico, configurados com o sensor Thales DR-3000 Mk.2B. O sistema permite captar dados eletromagnéticos e classificá-los, podendo atuar tanto na arena ar-superfície quanto ar-ar. Hoje, os R-35AM são usados em missões que vão da vigilância de sistemas radares até o apoio aos caças em combate além do alcance visual (BVR). O Esquadrão Carcará também é equipado, desde os anos 80, com o R-35A, a versão equipada com câmeras.


No hangar vizinho, o Esquadrão Guardião conta com o R-99, que possui sistemas capazes de realizar imageamento de perímetros ou objetos terrestres, como áreas de queimadas e desmatamento, auxiliando os órgãos de fiscalização ambiental. Em 2009, esta aeronave realizou uma missão que representou a mudança de patamar da Aviação de Reconhecimento: os primeiros destroços da aeronave da Air France acidentada no Oceano Atlântico não foram localizados de dia, pela tradicial busca visual, e sim de madrugada, quando um R-99 identificou objetos metálicos e não metálicos na água, o que permitiu que no dia seguinte aeronaves de busca tradicial confirmassem se tratar do Airbus A330 acidentado.



A busca ótica também evoluiu ao longo dos anos. Em Santa Maria (RS), o Esquadrão Hórus conta com as Aeronave Remotamente Pilotadas RQ-450 e RQ-900, que se destacam pela longa autonomia e por poderem sobrevoar seus alvos sem serem identificados a olho nú. “A discrição de uma ARP em vigilância é incomparável, o que demonstra uma vocação natural para as operações de inteligência”, explica o Comandante do Esquadrão Hórus, Tenente-Coronel Daniel Lames de Araujo.


Em Santa Maria também está sediado o Esquadrão Poker, que tem os RA-1, caças A-1 equipados com sensores como o Litening e Reccelite, que permitem a captação de imagens mesmo sob ameaça hostil. Os futuros F-39 Gripen também serão capazes de realizar missões de reconhecimento, tanto ótico quanto eletrônico.


A Aviação de Reconhecimento vai além. Há ainda as missões de Controle Aéreo Avançado, Posto de Comunicação no Ar (P Com-Ar) e Controle e Alarme em Voo (CAV), esta última realizada exclusivamente pelos aviões-radar E-99 do Esquadrão Guardião. Atualmente, os cinco E-99 passam por um processo de modernização, conduzido pela Embraer. O radar e os sistemas de comando e controle receberão melhorias, com aumento da capacidade de processamento. “O novo sistema trará maior precisão, confiabilidade e rapidez na identificação e no alerta antecipado de aeronaves suspeitas. Já o R-99 passa por um processo de revitalização dos sensores, tendo seu Radar de Abertura Sintética totalmente recuperado e, ainda, suas antigas câmeras substituídas”, conta o Comandante do Esquadrão Guardião, Tenente-Coronel Felipe Francisco Espinha.


A localização do Esquadrão em Anápolis (GO) se deve à necessidade de, em qualquer parte do ano, deslocar esses aviões para pontos do país para reforçar a cobertura de radares em solo, uma tarefa fundamental para coibir voos ilícitos, sobretudo porque um avião-radar é capaz de detectar alvos a baixíssima altura. Esses vetores também são estratégicos para caso de conflito: hoje, todas as guerras modernas ocorrem com a participação de aeronaves desse tipo para conduzir ações ofensivas e defensivas.

Em tempos de paz, o Reconhecimento contribui com imagens que são utilizadas em situações diversas, como monitoramento e análise de: invasão de fronteiras, crescimento de cidades, modelo digital de superfície, cursos dos rios, queimadas, desmatamentos, pistas clandestinas, garimpos, entre outros. Há, ainda, a vigilância aérea, de fundamental importância para eventos como Jogos Olímpicos, Copa do Mundo e demais Operações Interagências, como as de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).


 :arrow:  https://www.edrotacultural.com.br/fab-avanca-em-novo-conceito-de-reconhecimento/
 

*

Vitor Santos

  • Moderador Global
  • *****
  • 4933
  • Recebeu: 439 vez(es)
  • Enviou: 338 vez(es)
  • +2610/-1883
Re: Actividade Operacional/Exercícios
« Responder #17 em: Agosto 13, 2020, 03:27:21 am »
Exercício da FAB simula cenários de guerra irregular, assimétrica, regional e limitada


Citar
Treinamento é fundamental para a manutenção da operacionalidade da Força Aérea Brasileira

A Força Aérea Brasileira (FAB) realiza, no período de 10 de agosto a 04 de setembro, a terceira edição do Exercício Operacional Tápio (EXOP Tápio). O EXOP é dividido em duas fases, a primeira, de 10 a 14 de agosto, no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV) localizado em Cachimbo (PA) e a segunda, entre os dias 17 de agosto e 04 de setembro, na Ala 5 – Base Aérea de Campo Grande (MS). Os treinamentos têm como objetivo adestrar as Unidades Aéreas e de Infantaria do Comando de Preparo (COMPREP) no cumprimento de Ações de Força Aérea em cenário de Guerra Irregular, Assimétrica, Regional e Limitada. A primeira edição do EXOP Tápio ocorreu no ano de 2018 e a segunda, em 2019.

Reforçando a capacidade de atuação da Força Aérea Brasileira, a realização do Exercício Operacional Tápio é fundamental para garantir a continuidade da capacitação operacional dos militares da Instituição e a pronta-resposta para emprego em diversas missões que são executadas pela Força. A manutenção da qualificação e capacitação operacional garantem que os militares estejam preparados para atuarem em missões como as de combate aos focos de incêndio no Pantanal, a Operação Verde Brasil 2 e a Operação COVID-19 (de apoio no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus), que estão em curso no momento, além da atuação em casos de resgate de enfermos em navios, transporte logístico, entre outras.

Um exemplo da importância da capacitação operacional é a participação no Exercício, para treinamento das tripulações, das aeronaves C-130 Hércules e H-60L Black Hawk, que estão sendo empregadas nas missões de combate a incêndios no Pantanal desde o dia 27 de julho. O C-130 pode despejar cerca de 12 mil litros de água nos focos de incêndio em cada decolagem e o H-60L vem realizando o transporte dos brigadistas para o local de atuação.

Os militares e aeronaves da FAB também vêm sendo constantemente empregados nas diversas ações de combate à pandemia do novo coronavírus na Operação COVID-19, do Ministério da Defesa (MD). Sob a coordenação do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), a FAB realiza o transporte de equipamentos e materiais de saúde, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), medicamentos e profissionais de saúde para localidades em todo o Brasil. Os militares da Força Aérea também têm atuado diretamente no apoio à população com a realização de doação de sangue, higienização de ambientes públicos e distribuição de mantimentos.

De acordo com o Comandante de Preparo (COMPREP), Tenente-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, é importante reunir militares de diversos esquadrões para o Exercício Operacional Tápio, pois a eficácia dos treinamentos exige que as unidades operem em conjunto. “A atuação da FAB no território nacional ocorre mediante a alta capacitação doutrinária do efetivo e o EXOP Tápio permite a interoperabilidade entre unidades e aviações diferentes, como Caça, Transporte, Reconhecimento e Asas Rotativas. Por isso é fundamental todo o esforço que está sendo feito para que os meios de Força Aérea sejam treinados e preparados para os momentos em que a população brasileira necessita”, ressaltou.

Desenvolvimento do Exercício — O EXOP Tápio simula possibilidades reais de emprego, adestramentos doutrinários das tripulações e a adequação das limitações de segurança a um cenário condizente com a realidade. Equipagens de Voo e de Infantaria de todas as Regiões do Brasil participarão do Exercício, que visa, também, ao treinamento de Ações de Força Aérea considerando as seguintes possibilidades de atuação: Contribuição para a ordem e a paz mundiais e compromissos internacionais; Garantia da Soberania, integridade territorial e defesa patrimonial; e Ajuda humanitária com mitigação de efeitos de desastres.

A primeira fase ocorre no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), em Cachimbo, no Sul do Pará, de 10 a 14 de agosto, com a participação dos seguintes Esquadrões: Gordo (1°/1° GT), Arara (1°/9° GAV), Onça (1°/15° GAV), Harpia (7°/8° GAV) e Guará (6º ETA). No total, serão empregadas seis aeronaves: dois C-130, dois C-105, um H-60L e um U-100. As Unidades Aéreas participantes serão adestradas em Infiltração Aérea e Transporte Aéreo Logístico. Haverá, ainda, treinamento de formaturas táticas e lançamentos de cargas, treinamento de voos locais para pilotos-alunos e a realização de Alerta SAR (do inglês, Search And Rescue – Busca e Salvamento).

Já a segunda fase ocorre na Ala 5, em Campo Grande (MS), entre os dias 17 de agosto e 04 de setembro, e conta com a participação de 26 Esquadrões das Aviações de Caça, Asas Rotativas, Transporte, Reconhecimento e Busca e Salvamento; do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS); dos três Grupos de Defesa Antiaérea (GDAAE) e do Terceiro Batalhão de Aviação do Exército (3° BAvEx). Nessa fase, serão utilizadas cerca de 50 aeronaves, entre elas, o C-130 Hércules, o C-105 Amazonas, o C-95 Bandeirante, o E-99, os caças A-1 e A-29 Super Tucano, e os helicópteros H-36 Caracal, AH-2 Sabre e H-60L Black Hawk.

A Tápio, portanto, é realizada como instrumento para a fundamentação doutrinária, bem como para o aprimoramento da capacidade de pronta-resposta, onde a Força Aérea atua em constante diálogo e apoio a outras instituições públicas e diversos setores da sociedade civil.

De acordo com o Diretor do Exercício, Brigadeiro do Ar Luiz Cláudio Macedo Santos, o treinamento proporciona a aquisição de conhecimentos e técnicas específicas para realização de missões de responsabilidade da FAB. “A operação de aeronaves militares, dependendo da situação, tem características particulares e depende de um treinamento inerente. Por exemplo, o C-130 Hércules que está sendo utilizado no combate aos incêndios em Corumbá tem tripulantes que passaram por processo de formação. Se os militares não executam esse treinamento, a missão passa a ficar comprometida”, complementa.

Medidas de Prevenção à COVID-19: Foi criada uma Comissão de Vigilância em Saúde do Exercício Operacional Tápio 2020, a data do Exercício foi alterada para que os meios e procedimentos de prevenção fossem aprimorados e foi elaborado um Plano de Biossegurança, que possui os seguintes pontos-chave. São eles: Testagem; Monitoramento dos participantes; Orientações frequentes sobre as medidas sanitárias; Distanciamento social; Adaptações de estruturas para eventual recebimento de casos confirmados; Pronta-resposta para eventual controle de disseminação do vírus; e Evacuação Aeromédica de pacientes graves.

Caso algum militar participante do Exercício tenha suspeita de COVID-19, este será direcionado para o isolamento social em um local, na Ala 5 – Base Aérea de Campo Grande, designado pela Direção do Exercício, e acompanhado por equipe médica. Caso haja confirmação de militares com COVID-19, eles serão isolados e tratados pelo Sistema de Saúde da Aeronáutica, não sobrecarregando, assim, o Sistema de Saúde de Campo Grande.

As instalações da Ala 5 também foram adaptadas para receberem, eventualmente, casos que necessitem de estabilização por conta de diagnóstico avançado decorrente de COVID-19 e militares com agravamento poderão ser evacuados para outras localidades.

Testagem – Todos os participantes da Tápio 2020, tanto os residentes de Campo Grande (MS) quanto os que moram fora do Estado, realizarão teste de detecção de COVID-19, em até dois dias de antecedência ao início do Exercício. Os militares com novo coronavírus detectável serão excluídos da mobilização e permanecerão em suas localidades sede.

Monitoramento – A Comissão de Vigilância em Saúde do Exercício Operacional Tápio 2020 terá controle dos locais de hospedagem e também das dependências da Ala 5, por meio de QRCode, para fins de monitoramento. Desta forma, caso seja detectado um militar infectado, será possível recuperar, por meio de rastreabilidade, os locais onde este participante circulou e os horários, permitindo, assim, identificar possíveis contatos com outros militares do Exercício.

Orientações sobre medidas sanitárias – Os militares utilizarão Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e material de higienização em todas as ações; organizar reuniões por etapas para reduzir o número de participantes e evitar aglomeração; utilizar auditórios com, no máximo, 40% da capacidade preenchida.

Distanciamento social – Os militares foram orientados a permanecerem em seus locais de hospedagem, saindo apenas quando necessário, para o atendimento das escalas de voo e engajamentos operacionais, e todas as atividades que não exijam, obrigatoriamente, a presença do militar, deverão ocorrer de maneira remota, de forma isolada, nos seus alojamentos. Os militares também seguirão as determinações das autoridades locais quanto ao assunto.

Adaptações de estruturas – Estruturas da Ala 5 – Base Aérea de Campo Grande foram destacadas para receber participantes que comunicarem sintomas e mantê-los em distanciamento social e o Esquadrão de Saúde de Campo Grande foi adaptado para receber casos que necessitem de estabilização por conta de diagnóstico avançado.

Evacuação Aeromédica de pacientes graves – Se houver caso de participantes com agravamento de sintomas, as aeronaves da FAB podem ser adaptadas para realizar a Evacuação Aeromédica destes pacientes para Organizações de Saúde da Aeronáutica fora do Estado do Mato Grosso do Sul.

FONTE: Força Aérea Brasileira


 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: HSMW

*

Vitor Santos

  • Moderador Global
  • *****
  • 4933
  • Recebeu: 439 vez(es)
  • Enviou: 338 vez(es)
  • +2610/-1883

*

Vitor Santos

  • Moderador Global
  • *****
  • 4933
  • Recebeu: 439 vez(es)
  • Enviou: 338 vez(es)
  • +2610/-1883
Re: Actividade Operacional/Exercícios
« Responder #19 em: Agosto 19, 2020, 01:51:08 am »
IMAGENS: FAB resgata brigadistas que combatiam incêndio no Pantanal


Citar
O Esquadrão Pantera (5º/8º GAV), sediado na Ala 4, em Santa Maria (RS), resgatou, na sexta-feira (14), brigadistas do Corpo de Bombeiros Militar dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Eles combatiam os focos de incêndios na região Centro-Oeste, por meio da Operação Pantanal, deflagrada pelo Ministério da Defesa, quando acionaram apoio da Força Aérea Brasileira (FAB).

Os militares estavam em uma área, quando as chamas se aproximaram e alastraram com rapidez. Em busca de local seguro para se abrigarem, foram surpreendidos por uma área de pântano, onde começaram a afundar. O helicóptero foi acionado e efetuou o resgate de seis homens.

A aeronave Black Hawk decolou da sede do Centro de Coordenação da Operação Pantanal, em Poconé (MT), às 11 horas e voou até a posição dos brigadistas para realizar o resgate. O helicóptero manteve o voo pairado, próximo ao solo para facilitar o acesso dos brigadistas até a aeronave, enquanto o homem de resgate SAR (do inglês, Search and Rescue – Busca e Salvamento), com apoio dos Bombeiros, desceu até área do pântano para o resgate. Ao final, o Esquadrão retornou com os militares para a sede. Toda a operação teve duração de 25 minutos na cena de ação.

A tripulação do helicóptero era formada por cinco militares, sendo dois pilotos, dois mecânicos e um homem de resgate. Esta foi a primeira missão real realizada pelo piloto, Tenente Aviador Paulo Sergio Martins Júnior. Para ele, é gratificante e recompensador, trabalhar para salvar vidas. “Atuar em um resgate como este mostra que toda exigência durante os treinamentos é de extrema importância, especialmente por ajudar as pessoas em momentos de dificuldades”, conta.

Operação Pantanal

O Centro de Coordenação da Operação está instalado no aeródromo do SESC Pantanal, em Poconé (MT), ponto estratégico para o emprego dos meios de Força Aérea. Participam da operação embarcações e helicópteros da Marinha, do Exército e da Aeronáutica; Fuzileiros Navais com curso de incêndio florestal; e agências federais e estaduais.

 :arrow:  https://www.cavok.com.br/imagens-fab-resgata-brigadistas-que-combatiam-incendio-no-pantanal





« Última modificação: Agosto 19, 2020, 01:53:26 am por Vitor Santos »
 

*

Vitor Santos

  • Moderador Global
  • *****
  • 4933
  • Recebeu: 439 vez(es)
  • Enviou: 338 vez(es)
  • +2610/-1883
Re: Actividade Operacional/Exercícios
« Responder #20 em: Agosto 19, 2020, 03:18:13 pm »
FAB inaugura Estação Radar para ampliar vigilância aérea em região de fronteira


Citar
O novo equipamento permitirá a identificação de aeronaves voando a baixa altura na região limítrofe ao Paraguai e Bolívia

Em continuidade ao processo de modernização da rede de radares de vigilância do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) e com o objetivo de aprimorar o controle dos tráfegos que voam na região de fronteira do Brasil com o Paraguai e a Bolívia, a Força Aérea Brasileira (FAB) inaugurou, nesta terça-feira, 18 de agosto, em Corumbá (MS), uma nova estação radar.

O Presidente da República, Jair Bolsonaro, presidiu a cerimônia de ativação da nova estação, sendo recebido pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez. Em seu discurso, o Presidente enalteceu a importância dos radares na região. "Estamos inaugurando aqui algo que ajudará e muito a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal no combate ao ilícito, especialmente o tráfico de drogas e de armas ilegais", disse.

Estavam presentes, ainda, o Governador do Estado do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja Silva; o Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva; a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias; o Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Augusto Heleno Ribeiro Pereira; o Senador da República Nelson Trad Filho e a Senadora Soraya Thronicke; os Deputados Federais Beto Pereira, Doutor Luiz Ovando e Bia Cavassa; integrantes do Alto-Comando da Aeronáutica; Oficiais Generais da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira; entre outras autoridades civis e militares.

A entrada em serviço desses novos equipamentos visa a potencializar a identificação de aeronaves voando a baixa altura na região de fronteira, trazendo benefícios operacionais, tanto para o controle civil de aeronaves, quanto para a defesa aérea, aumentando a capacidade de detecção de tráfegos não autorizados ou de emprego ilícito, colaborando, decisivamente, para o sucesso das ações de policiamento do espaço aéreo. Portanto, além de auxiliar no controle do espaço aéreo, a nova estação vai proporcionar a ampliação da vigilância aérea, com foco no centro-oeste brasileiro.

O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, falou sobre o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB). "A aquisição das capacidades advindas da operação desses radares norteia-se por um coerente alinhamento com os objetivos da Estratégia Nacional de Defesa, que considera a vigilância do espaço aéreo a primeira das responsabilidades e condicionante para consolidação das demais tarefas da Força Aérea Brasileira", afirmou.     

DECEA

O DECEA é a organização do COMAER responsável pelo planejamento e gerenciamento das atividades relacionadas com o controle do espaço aéreo, com a proteção ao voo, com o serviço de busca e salvamento e com as telecomunicações da FAB. Tem por missão contribuir para a garantia da soberania nacional, por meio do gerenciamento do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB).

O Departamento apoia, estratégica e taticamente, operações e exercícios aéreos de caráter estritamente militares, bem como a defesa do espaço aéreo sob responsabilidade do Estado brasileiro. Unidades dotadas de sistemas de telecomunicações, vigilância, meteorologia e navegação móveis, centros especializados de apoio a operações militares, dentre outros, estão dispostos ao longo do País para assegurar as atribuições sob sua responsabilidade.

O Diretor-Geral do DECEA, Tenente-Brigadeiro do Ar Heraldo Luiz Rodrigues, afirmou que a nova estação traz um importante incremento ao controle do tráfego aéreo na região. “Com a implantação destes radares em Corumbá, o DECEA poderá identificar qualquer aeronave que estiver voando dentro do território brasileiro nesta região, vindo da Bolívia ou do Paraguai;  e se for uma aeronave  ilícita ela será interceptada e as medidas de policiamento no espaço aéreo serão adotadas”, destaca.

RADARES

O equipamento de modelo LP23SST-NG, fabricado pela empresa Omnisys, faz parte de uma nova geração de radares primários de longo alcance, com capacidade para detectar aeronaves cooperativas e não-cooperativas. São equipados com a capacidade de altimetria, permitindo a identificação dos alvos com precisão, além de funções de proteção eletrônica que os resguardam contra interferências eletromagnéticas, sejam elas intencionais ou não.       

A FAB, por meio da Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), e a Omnisys, assinaram, no final de 2018, um contrato para o fornecimento de três radares. As localidades de Porto Murtinho e Ponta Porã, ambas no Mato Grosso do Sul, serão as próximas a receberem o equipamento. “Estamos aumentando a capacidade de vigilância do espaço aéreo no território nacional, reforçando as ações para manutenção da soberania e segurança de nossas fronteiras”, afirma o Presidente da CISCEA, Brigadeiro do Ar Sérgio Rodrigues Pereira Bastos Junior.       

Os radares são fabricados no Brasil pela empresa Omnisys, em São Bernardo do Campo (SP), o que permite rápido acesso a toda cadeia produtiva, agilizando os procedimentos de assistência técnica por parte do fabricante. O projeto prevê, ainda, a absorção do conhecimento técnico pelo Comando da Aeronáutica (COMAER), visando à realização das atividades de manutenção preventiva e corretiva, minimizando os custos de logística e mantendo um alto nível de disponibilidade dos equipamentos.

“A inauguração dessa estação radar de vigilância é mais um importante marco para o Brasil e estamos honrados em fazer parte, fornecendo o estado da arte em tecnologia, desenvolvida em território nacional, e soluções para o controle de tráfego aéreo que contribuirão ainda mais com a soberania do País”, afirma o CEO da Omnisys, Luiz Henriques.      

CISCEA

Criada em 23 de julho de 1980, a CISCEA é um organização subordinada ao DECEA e tem a missão de promover as atividades relacionadas com a implantação de projetos voltados para o desenvolvimento do SISCEAB e de outros projetos de interesse do COMAER que lhe forem atribuídos, bem como a modernização de sistemas já implantados.

 :arrow: FAB



« Última modificação: Agosto 19, 2020, 03:19:13 pm por Vitor Santos »
 

*

Vitor Santos

  • Moderador Global
  • *****
  • 4933
  • Recebeu: 439 vez(es)
  • Enviou: 338 vez(es)
  • +2610/-1883
Re: Actividade Operacional/Exercícios
« Responder #21 em: Agosto 19, 2020, 03:23:04 pm »
 

*

Vitor Santos

  • Moderador Global
  • *****
  • 4933
  • Recebeu: 439 vez(es)
  • Enviou: 338 vez(es)
  • +2610/-1883
Re: Actividade Operacional/Exercícios
« Responder #22 em: Agosto 23, 2020, 05:46:30 pm »
TAPIO – A FAB no combate da guerra irregular


Citar
Por João Paulo Moralez -ago 23, 2020

Na mitologia finlandesa, Tapio representa o Deus das florestas, da caça e mestre dos espíritos. Na Força Aérea Brasileira (FAB), trata-se de um dos três maiores exercícios operacionais que acontecem todos os anos empregando diferentes modelos de aviões e helicópteros, em ações conjuntas, coordenadas e complementares umas as outras.

É o momento em que unidades aéreas e organizações militares, de várias localidades do país, podem operar de forma integrada, compartilhando experiências, reforçando o adestramento conjunto e evoluindo a doutrina.

Sendo a terceira edição de um exercício do Comando de Preparo (COMPREP), o foco é a atuação da FAB no contexto de uma guerra irregular, limitada, assimétrica e no âmbito regional.

O exercício é dividido em duas etapas. Em Cachimbo, no Campo de Provas Brigadeiro Velloso, de 10 a 14 de agosto, com o 1º/1º Grupo de Transporte empregando dois C-130 Hercules; o 1º/9º GAV com um C-105 Amazonas; o 1º/15º GAV com um C-105 Amazonas; o 6º ETA com um U-100 (Embraer Phenom 100) e o 7º/8º GAV com um UH-60L Black Hawk. Essas unidades desempenharam missões de infiltração aérea, transporte aerologístico, formatura tática, lançamento de cargas, instrução de novos alunos e voos SAR (busca e salvamento).

Em Campo Grande, na Ala 5, de 17 de agosto a 4 de setembro, passou a envolver as demais unidades aéreas e outras tarefas como a de ataque, policiamento do espaço aéreo, resgate de piloto abatido além das linhas inimigas (C-SAR), SAR, escolta aérea, ações com Forças Especiais, guiamento aéreo avançado, reconhecimento para controle de danos ao inimigo e outros. Além disso estão sendo realizadas missões do tipo “pacote”, em que aeronaves de diferentes tipos decolam e atuam simultaneamente para atingir um mesmo objetivo. Enquanto algumas vão realizar o ataque, outras fazem o seu guiamento, a escolta, o controle do espaço aéreo e a interferência nos sistemas de defesa do inimigo, por exemplo.

Além das unidades mencionadas anteriormente, na segunda fase participam os esquadrões 1º/3º GAV, 2º/3º GAV e 3º/3º GAV com o Super Tucano; 1º/10º GAV e 3º/10º GAV com o AMX A-1; 1º/8º GAV, 3º/8º GAV e 5º/8º com H-36; o 2º/8º GAV com o Mi-35M; o 1º/6º GAV com o R-35AM; o 2º/6º GAV com o E-99 e R-99, o 2º/10º com o UH-60L e o C-105 Amazonas SAR; 1º, 2º, 3º e 5º ETA com o C-95M Bandeirante; o PARA-SAR e o 1º Grupo de Defesa Antiaérea.

Houve ainda a participação de 300 militares do Exército Brasileiro e 45 da Marinha do Brasil.

“Necessidade de a Força Aérea não parar”

A frase do diretor do exercício, Brigadeiro do Ar Luiz Claudio Macedo Santos reflete a realidade. É inegável que a pandemia do COVID-19 afetou a população mundial e os militares não ficaram isentos disso. Mas, gradativamente, é preciso voltar a uma situação de normalidade até que uma solução definitiva seja encontrada para essa doença.

Entretanto, a manutenção mínima do adestramento deve ser mantida tendo em vista que, a interrupção desse preparo causa, posteriormente, uma série de efeitos catastróficos.

Nas duas edições anteriores (2018 e 2019) a Tapio foi realizada no mês de maio, também em Campo Grande e esse atraso na realização da Tapio de 2020 mostra o preparo dos protocolos e medidas de seguranças envolvidas para minimizar a contaminação do vírus entre os envolvidos.

Comparando número anteriores, a quantidade de aviões e militares se manteve praticamente a mesma. Em 2018 o contingente envolvido foi de 700 militares e em 2020 em torno de 600, ou seja, muito equivalente. O número de aeronaves participantes ficou na média do exercício, aproximadamente 50 aviões e helicópteros.

Mas é claro que agora o cenário é outro. Distanciamento social, uso de máscaras, álcool em gel e dezenas de outras ações de sanitização são feitas das salas até no cockpit dos aviões.

Nas próximas matérias iremos detalhar melhor cada uma dessas atividades. Uma delas foi a testagem antes, durante e ao final do exercício, como forma de identificar casos de militares com COVID-19. Dos cinco suspeitos, dois foram descartados e três acabaram sendo afastados das atividades.

 :arrow:  https://tecnodefesa.com.br/tapio-a-fab-no-combate-da-guerra-irregular/







 

*

Vitor Santos

  • Moderador Global
  • *****
  • 4933
  • Recebeu: 439 vez(es)
  • Enviou: 338 vez(es)
  • +2610/-1883
Re: Actividade Operacional/Exercícios
« Responder #23 em: Agosto 24, 2020, 08:15:24 pm »
Exercício Operacional Tápio 2020 realiza a primeira missão aérea composta


Citar
O primeiro COMAO simulou um cenário de guerra não convencional

Um total de 20 aeronaves de aviações distintas realizaram, neste sábado (22), a primeira Missão Aérea Composta (COMAO, do inglês Composite Air Operation) do Exercício Operacional Tápio 2020, que acontece na Ala 5 – Base Aérea de Campo Grande (MS), entre os dias 17 de agosto e 4 de setembro. No COMAO, também chamado de pacote, dezenas de aeronaves decolam em um curto espaço de tempo para cumprir ações de Força Aérea complementares, visando a um objetivo comum. As aeronaves treinaram em cenário simulado de guerra não convencional, no qual o combate é contra forças insurgentes ou paramilitares e não entre dois estados constituídos. É o perfil encontrado em missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU).

Dentro do voo de pacote, foi estabelecido, de forma coordenada, um cenário com três missões distintas, entre elas, a simulação de ataque a alvos estratégicos em terreno ocupado por Força Oponente, Busca e Resgate em Combate (CSAR) de possível evasor militar integrante do COMAO, além de Assalto Aeroterrestre com lançamento de suprimento e tropas para apoio ao território de Forças amigas.

O COMAO envolveu as aeronaves A-1 e A-29 Super Tucano, para as missões de Ataque; H-36 Caracal, H-60L Black Hawk, AH-2 Sabre e SC-105, para as missões CSAR; C-105 Amazonas e C-95 Bandeirante nas missões de Assalto Aeroterrestre; além da aeronave E-99, que realizou o Posto de Comunicação no Ar, para complementar o fluxo de comunicações do COMAO.

O planejamento de um voo de pacote é realizado pelo Mission Commander, que é o piloto responsável por coordenar toda a missão. O Major Aviador Rodolfo Santos Moura foi o primeiro Mission Commander do Exercício Operacional Tápio. Segundo ele, o voo de pacote conta com o envolvimento de todos os Esquadrões, tanto no planejamento quanto nos voos. “Esse formato de COMAO dentro do Exercício Operacional Tápio promove a participação de praticamente todas as aviações da FAB em um mesmo contexto de treinamento”, ressalta.

Após receber um documento chamado Ordem de Tarefa Aérea, onde constam todas as ações a serem executadas por cada player do COMAO, o Mission Commander tem apenas 24 horas para fazer a coordenação e realizar a primeira decolagem. Nesse intervalo, são realizadas reuniões e um briefing com todas as tripulações envolvidas.

De acordo com o Mission Commander, o maior desafio é conseguir priorizar a segurança de voo, sem prejudicar a operacionalidade. “Prover treinamento com segurança é o foco principal do pacote”, destacou.

Exercício Operacional Tápio

Reforçando a capacidade de atuação da Força Aérea Brasileira, a realização do Exercício Operacional Tápio é fundamental para garantir a continuidade da capacitação operacional dos militares da Instituição e a pronta-resposta para emprego em diversas missões que são executadas pela Força. A manutenção da qualificação e capacitação operacional garantem que os militares estejam preparados para atuar em missões como as de combate aos focos de incêndio no Pantanal, a Operação Verde Brasil 2 e a Operação COVID-19 (de apoio no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus), que estão em curso no momento, além da atuação em casos de resgate de enfermos em navios, transporte logístico, entre outras.

Esta edição do Exercício Operacional Tápio (EXOP Tápio) tem como diferencial  as medidas adotadas para combate e prevenção à COVID-19. O treinamento conta com a execução de um Plano de Biossegurança, instalação de uma Unidade Celular de Saúde (UCS), aeronaves adaptadas para Evacuação Aeromédica, locais designados para eventual isolamento social e um Esquadrão de Saúde equipado para receber pacientes com agravamento do quadro clínico. Todas essas ações fazem parte do planejamento de saúde elaborado para o Exercício.

FONTE: FAB



 

*

Vitor Santos

  • Moderador Global
  • *****
  • 4933
  • Recebeu: 439 vez(es)
  • Enviou: 338 vez(es)
  • +2610/-1883
Re: Actividade Operacional/Exercícios
« Responder #24 em: Agosto 26, 2020, 03:32:51 pm »
Conheça a atuação dos helicópteros AH-2, H-60 e H-36 na simulação de guerra irregular


Citar
Cada helicóptero possui características complementares nos treinamentos de guerra não convencional

As decolagens diárias dos helicópteros AH-2 Sabre, H-60L Black Hawk e H-36 Caracal para realizar missões conjuntas já são rotina no Exercício Operacional Tápio 2020, que teve início no dia 17 de agosto e acontece até 04 de setembro na Ala 5 - Base Aérea de Campo Grande. Ao todo, são cerca de 10 surtidas por dia para missões que incluem Busca e Resgate em Combate (CSAR), Infiltração e Exfiltração.

Todos os esquadrões operacionais de Asas Rotativas da Força Aérea Brasileira (FAB) estão participando do Exercício Operacional Tápio 2020, que é um dos principais treinamentos realizados pelo Comando de Preparo (COMPREP). O objetivo é alinhar a doutrina e aperfeiçoar procedimentos das Ações de Força Aérea nos cenários similares aos encontrados nas missões de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU), em que as tropas inimigas são países insurgentes, guerrilheiros ou paramilitares. Nesse contexto, os helicópteros são empregados de forma furtiva, em conjunto com militares de Operações Especiais.

“As aeronaves de asas rotativas possuem a característica de poder voar o mais próximo do solo, utilizando a técnica de navegação entre obstáculos. Nesse caso, o terreno e os obstáculos são utilizados literalmente para se esconder do inimigo”, explica o Comandante do Esquadrão Harpia (7°/8° GAV), Tenente-Coronel Aviador Leonardo Ell Pereira.

No Exercício Operacional Tápio 2020, em voos de formatura, uma aeronave H-60L Black Hawk e uma aeronave H-36 Caracal decolam para realizar as missões de resgate, em conjunto com dois AH-2 Sabre, os quais possuem alta capacidade bélica, para realizar a missão de escolta. As quatro aeronaves se complementam para concluir uma tarefa comum.

O AH-2 Sabre possui características essencialmente ofensivas, com elevado poder de fogo e blindagem. De acordo com o Oficial de Operações do Esquadrão Poti (2°/8° GAV), Major Aviador Carlos Vítor Palhão Machado, quando a aeronave atua em conjunto com outras que possuem características mais relacionadas ao resgate em combate, a importância reside em alinhar procedimentos doutrinários e buscar a sinergia das equipagens no cumprimento da missão. As preparações, os briefings e os voos realizados na Tápio permitem que os Esquadrões avancem juntos no desenvolvimento doutrinário da FAB nas Ações de CSAR e Escolta com os AH-2.

"No caso do AH-2 Sabre, as tripulações treinam a proteção das aeronaves do pacote CSAR durante toda a rota e aplicam as TTP (Táticas, Técnicas e Procedimentos) treinadas em sede, consolidando a doutrina ou registrando os fatos observados para propor estudos e mudanças se necessário", ressaltou o Major Vítor.

Já o H-60L Black Hawk é uma aeronave com a concepção voltada para realizar CSAR, infiltração e exfiltração. “O H-60 possui características de voo e robustez bastante alinhadas com o tipo de missão encontrado na Tápio, o que dá uma segurança operacional bastante elevada para as tripulações”, explica o Tenente-Coronel Ell.

O H-36 Caracal possui emprego similar aos do H-60, pois, ambos são empregados primariamente como veículos de resgate pela FAB. “O treinamento conjunto é importante para que os elementos possam operar de forma coordenada e eficiente, aproveitando as vantagens e cobrindo as desvantagens que cada um possa ter”, explica o Comandante do Esquadrão Falcão (1º/8º GAV), Tenente-Coronel Aviador Délcio Claudio Santarém Junior.

Ele explica que participar do Exercício Operacional Tápio é determinante para a manutenção da capacitação operacional dos tripulantes, “Os treinamentos fazem parte de uma das etapas da progressão operacional dos pilotos. Os pilotos adquirem habilidades como saber operar coordenadamente com os diversos elementos que podem cumprir uma missão de CSAR, como identificar, autenticar, prover suporte e resgatar os evasores em meio a possíveis ameaças”, complementa o Tenente-Coronel Santarém.

FONTE: FAB




 

*

Vitor Santos

  • Moderador Global
  • *****
  • 4933
  • Recebeu: 439 vez(es)
  • Enviou: 338 vez(es)
  • +2610/-1883
Re: Actividade Operacional/Exercícios
« Responder #25 em: Agosto 30, 2020, 08:31:36 pm »
Operadores Especiais fazem treinamento conjunto em formato inédito no Exercício Tápio


Citar
Além dos Operadores Especiais da FAB e da Marinha, o treinamento contou com a participação de 23 aeronaves em voo de pacote

Militares de Operações Especiais da Força Aérea Brasileira (FAB) participaram, nesta quarta-feira (26/08), na Ala 5 – Base Aérea de Campo Grande, de um treinamento conjunto com formato inédito no Exercício Operacional Tápio. Com o objetivo de simular um cenário de guerra não convencional, o treinamento também envolveu operadores especiais do Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC) e do Batalhão de Operações Especiais dos Fuzileiros Navais (Tonelero), da Marinha do Brasil, além de um voo de pacote com 23 aeronaves simulando uma coalizão de tropas amigas.

O treinamento foi articulado pelo Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR) e apresentou alto grau de complexidade por envolver diversas Ações de Clique aqui para baixar a imagem originalForça Aérea executadas por operadores especiais, entre elas, Infiltração por meio de salto livre operacional, Guiamento Aéreo Avançado, Ação Direta e Exfiltração de ambiente hostil por helicóptero

O objetivo da Ação Direta perpassou a missão como um todo. Na simulação proposta, dois alvos deveriam ser abordados pelos militares de Operações Especiais em solo.

“Um dos principais desafios foi conseguir integrar todas as equipes espalhadas pelo terreno para que as ações fossem executadas de forma sequencial na janela de tempo previsto. Também foi um desafio a coordenação entre as tropas em solo e o grande volume de aeronaves no local”, explicou um dos operadores do PARA-SAR que participou da missão.

Já o terceiro alvo, um arsenal de carros de combate, foi atingido por um lançamento realizado pela aeronave A-29, a qual foi Guiada pelos operadores especiais em solo.

O A-29 foi uma das 23 aeronaves que participaram da Missão Aérea Composta (COMAO, do inglês Composite Air Operation) designada para apoiar a operação dos militares no terreno. O Mission Commander, Major Paulo Roberto Falcão, piloto responsável por coordenar o voo de pacote, ressaltou a complexidade da missão.

"Além do fluxo normal das Unidades Aéreas durante o pacote, havia fluxo específico no solo também, que tinha que ser controlado e dosado de forma que nós conseguíssemos cumprir a missão com segurança, tanto de voo, quanto no cenário fictício hostil”, ressalta.

O Adjunto da Divisão de Controle Operacional Terrestre do Comando de Preparo (COMPREP), Major de Infantaria Antonio Luiz Moura Junior, ressaltou a importância de realizar treinamentos coordenados entre militares de Operações Especiais em solo com apoio das aeronaves em voos de pacote.

“As missões de Operações Especiais demandam muito do Apoio Aéreo Aproximado e se não houver um real entendimento de que a Força Aérea pode potencializar o trabalho dos operadores, a missão pode não ser cumprida com êxito”, esclarece.

Segundo ele, o treinamento teve um saldo positivo. “A avaliação de todos os participantes é de que foi uma missão muito positiva. Foi um treinamento de alta complexidade, onde todos conseguiram fazer com que a ação no objetivo, que tinha uma janela pré-determinada, fosse bem sucedida”, destaca.

Exercício Operacional Tápio

Reforçando a capacidade de atuação da Força Aérea Brasileira, a realização do Exercício Operacional Tápio é fundamental para garantir a continuidade da capacitação operacional dos militares da Instituição e a pronta-resposta para emprego em diversas missões que são executadas pela Força. A manutenção da qualificação e capacitação operacional garantem que os militares estejam preparados para atuar em missões como as de combate aos focos de incêndio no Pantanal, a Operação Verde Brasil 2 e a Operação COVID-19 (de apoio ao enfrentamento à pandemia do novo coronavírus), além da atuação em casos de resgate de enfermos em navios, transporte logístico, entre outras.

Esta edição do Exercício Operacional Tápio (EXOP Tápio) tem comodiferencial as medidas adotadas para combate e prevenção à COVID-19. O treinamento conta com a execução de um Plano de Biossegurança, instalação de uma Unidade Celular de Saúde (UCS), aeronaves adaptadas para Evacuação Aeromédica, locais designados para eventual isolamento social e um Esquadrão de Saúde equipado para receber pacientes com agravamento do quadro clínico. Todas essas ações fazem parte do planejamento de saúde elaborado para o Exercício.

 :arrow: FAB





 

*

Vitor Santos

  • Moderador Global
  • *****
  • 4933
  • Recebeu: 439 vez(es)
  • Enviou: 338 vez(es)
  • +2610/-1883
Re: Actividade Operacional/Exercícios
« Responder #26 em: Agosto 30, 2020, 08:32:41 pm »
 

*

Vitor Santos

  • Moderador Global
  • *****
  • 4933
  • Recebeu: 439 vez(es)
  • Enviou: 338 vez(es)
  • +2610/-1883
Re: Actividade Operacional/Exercícios
« Responder #27 em: Setembro 02, 2020, 04:05:22 pm »
FAB lança paraquedistas e cargas das aeronaves C-130, C-105 e C-95


Citar
A Aviação de Transporte cumpre a tarefa de sustentação ao combate, fundamental nas missões de Guerra Irregular

Lançar paraquedistas e suprimentos para auxiliar tropas amigas. Esse é um dos principais cenários simulados no treinamento das aeronaves C-130 Hércules, C-105 Amazonas e C-95 Bandeirante no Exercício Operacional Tápio 2020, que teve início em 17 de agosto e acontece até 04 de setembro, na Ala 5 – Base Aérea de Campo Grande. O objetivo é capacitar as tripulações das aeronaves da Aviação de Transporte para atuação em Guerra Irregular. Ao todo, são realizadas, diariamente, cerca de 12 decolagens das aeronaves dos Esquadrões Gordo (1°/1° GT), Onça (1°/15° GAV), Arara (1°/9° GAV), Tracajá (1° ETA), Pastor (2° ETA), Pioneiro (3° ETA) e Pégaso (5° ETA).

“A Aviação de Transporte pode incrementar significativamente o poder de ação dClique aqui para baixar a imagem originalas tropas terrestres, levando material e pessoal de modo a obter a vantagem necessária em relação ao oponente. As características de velocidade e alcance das aeronaves são bastante exploradas”, ressalta o Comandante do Esquadrão Onça (1°/15° GAV), Tenente-Coronel Aviador Marcelo Alexandre Browne Issa.

Os lançamentos fazem parte da Ação de Força Aérea conhecida como Assalto Aeroterrestre, ou seja, o emprego de Meios de Força Aérea para introduzir paraquedistas em áreas de interesse. Os principais desafios em realizar essas missões são identificar as condições mínimas de visibilidade e vento para a realização de um lançamento seguro e eficaz, além de atingir a Clique aqui para baixar a imagem originalZona de Lançamento (ZL) evitando a exposição às ameaças vindas do solo.

A aeronave C-105 Amazonas realiza o lançamento de paraquedistas a uma altura de cerca de 300 metros sobre terreno, com uma velocidade de mais de 200 km/h. Já o lançamento de carga é realizado a cerca de 180 metros, com uma velocidade de cerca de 240 km/h. De acordo com o Comandante do Esquadrão Arara (1°/9° GAV), Tenente-Coronel Aviador Leonardo Amorim de Oliveira, são realizados cálculos balísticos para saber o momento exato do lançamento. "Para lançamento de pessoal e carga é fundamental que tripulação e tropa estejam bem treinadas", Clique aqui para baixar a imagem originalressalta.

Em um dos treinamentos, o C-130 Hércules chegou a lançar uma viatura de mais de duas toneladas. De acordo com o Comandante do Esquadrão Gordo (1°/1° GT), Tenente-Coronel Aviador Rogério Vieira Maciel Júnior, o principal desafio é o gerenciamento do compartimento de carga para que esta chegue com segurança e em boas condições. "O elevado peso deste tipo de carga influencia diretamente no centro de gravidade da aeronave, o que exige apurada coordenação no momento deste lançamento", explica.

O C-130, o C-105 e o C-95 também realizam em conjunto os voos de pacote. De acordo com o Comandante do Esquadrão Pégaso (5° ETA), Tenente-Coronel Aviador Fabiano Pinheiro da Rosa, a complexidade da missão aérea composta está em integrar um grupo composto por aeronaves que possuem missões distintas, além de configurações, velocidades e altitudes diferentes, na mesma área e de forma coordenada e sincronizada. “Nessa situação, a margem para erros, mudanças e adaptações é reduzida”, comenta.

FONTE: FAB




 

*

Vitor Santos

  • Moderador Global
  • *****
  • 4933
  • Recebeu: 439 vez(es)
  • Enviou: 338 vez(es)
  • +2610/-1883
Re: Actividade Operacional/Exercícios
« Responder #28 em: Setembro 05, 2020, 02:11:54 pm »
 

*

Vitor Santos

  • Moderador Global
  • *****
  • 4933
  • Recebeu: 439 vez(es)
  • Enviou: 338 vez(es)
  • +2610/-1883
Re: Actividade Operacional/Exercícios
« Responder #29 em: Setembro 10, 2020, 09:21:11 pm »