Aviação Naval Brasileira

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Vitor Santos

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Re: Aviação Naval Brasileira
« Responder #60 em: Março 19, 2020, 10:12:45 pm »
Marinha do Brasil envia último helicóptero Super Lynx para modernização


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No dia 11 de março de 2020, o Complexo Aeronaval de São Pedro da Aldeia enviou a última aeronave, modelo AH-11A (Super Lynx) N-4006, do 1º Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque (EsqdHA-1), rumo à sede da empresa Leonardo Marconi Westland (LMW), em Yeovil no Reino Unido, para modernização.

O contrato prevê a modernização de 8 aeronaves para o modelo AH-11B (Wild Lynx). Entre os diversos sistemas modernizados, destacam-se a instalação de novos motores CTS-800-4N, gerenciados através do sistema FADEC (Full Authority Digital Engine Control), e de um Glass Cockpit compatível com Night Vision Google (NVG).

Com o envio da N-4006, serão cinco helicópteros em diferentes fases de modernização na fábrica da LMW. Atualmente, no Esquadrão HA-1, a aeronave N-4005 encontra-se em processo de aceitação; e as aeronaves N-4001 e N-4004, já modernizadas, são empregadas nas mais diversas missões como parte componente do sistema de armas dos navios de Superfície da Esquadra.


 :arrow: https://www.naval.com.br/blog/2020/03/18/marinha-do-brasil-envia-ultimo-helicoptero-super-lynx-para-modernizacao/
 

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Re: Aviação Naval Brasileira
« Responder #61 em: Agosto 30, 2020, 08:38:59 pm »
 

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Re: Aviação Naval Brasileira
« Responder #62 em: Dezembro 01, 2020, 01:05:31 pm »
O VF-1 vai a caça de óleo


Numa manhã de sol intenso, dois pilotos de AF-1M (A-4KU) "Skyhawk" da Marinha do Brasil, caminham pelo pátio da ALA 10, base da Força Aérea Brasileira situada em Natal, seguem firmes e concentrados para seus caças, observam ao longe as equipes de terra nos preparos finais para sua decolagem. Rapidamente sobem as escadas e ocupam seus postos de trabalho.

Em pouco minutos já estão taxiando pela pista, logo estão decolando para uma das muitas missões realizadas durante a operação "Amazônia Azul – Mar Limpo é Vida". Tendo como ponto de apoio a ALA 10 em Natal, em alguns momentos da operação as aeronaves foram descolocadas para a ALA 9 em Belém do Pará, assim o esquadrão cobriu uma extensa faixa litorânea, tendo como grande vantagem sua velocidade, autonomia e o moderno radar.


Mas afinal qual era o papel do "Esquadrão VF-1 Falcão" nesta grande e incomum operação da Marinha do Brasil?

O esquadrão desempenhou uma atividade vital para a esquadra, que eram missões de patrulha e reconhecimento, rastreando eletronicamente e interceptando navios de bandeira estrangeira navegando pela costa nordestina. Estas grandes embarcações eram os alvos primários, as informações coletadas das missões de patrulha eram então enviadas para o Comandante de Operações Navais (ComOpNav), o Alte Esq Leonardo Puntel, estas informações eram analisadas detalhadamente, ajudando a direcionar os navios mais próximos para os alvos escolhidos, caso isto se fizesse necessário.


Muitos desconhecem o potencial dos modernizados AF-1M (A-4KU Skyhawk), estes ganharam mais capacidade ofensiva, e uma missão pouco conhecida, justamente a busca de alvos de superfície no mar.

Os AF-1M (A-4 Skyhawk) foram modernizados com o padrão glass cockpit, no seu painel foram mantidos alguns poucos instrumentos analógicos, os quais são redundantes aos digitais, além de vários outros equipamentos, como o moderno radar israelense EL/M 2032 da ELTA, que possui vários modos de operação. O novo radar é capaz de realizar buscas ar-ar, ar-mar e ar-solo, além da navegação, tem como principal tarefa detectar e rastrear alvos aéreos e de superfície, fornecendo medida de distância ar-solo para o subsistema de pontaria de armas.


O radar, no sub-modo TWS (Tracking While Scan), possui capacidade de localizar e rastrear simultaneamente 64 alvos, marítimos ou terrestres. No modo SAR (Synthetic-Aperture Radar), é possível fazer o mapeamento terrestre em operações de esclarecimento (reconhecimento).

O ELM-2032 é um avançado radar FCR (Fire Control Radar) multimodal, projetado para caças multi-missão, orientado para missões ar-ar, ar-mar e ataque. O radar compreende três módulos principais (transmissor, processador receptor e antena) que podem ser personalizados e configurados para caber em todos os tipos de cones do nariz das aeronaves de combate (como FA-50, F-5, Mirage, MIG 21 dentre outros).

Detalhes do radar ELM-2032

TIPO: Radar Pulse Doppler multimodo avançado
PESO: 100kg

MODOS DE BUSCA:

Ar-Ar (alcance de detecção e rastreamento de até 120 NM):

• Modo de conscientização da situação (SAM)
• Trilha de duplo alvo (TDT)
• Avaliação de Raides (RA)
• Modos de Combate Aéreo (ACM):

Ar-Terra (Imagem e detecção de alvo na superfície até 120 NM):

• Mapeamento de alta resolução – modo SAR com pixels de imagem de 3000x3000
• Prevenção de terrenos

Ar-Mar (detecção, rastreamento e classificação até 200 NM):

• Pesquisa no Mar (SS)
• Metas marítimas TWS
• Trilha Contínua de Alvo Marítimo (STCT)
• Classificação do alvo marítimo de SAR Inversa (ISAR)
• Classificação do alvo no mar (RS) Range Signature

PERFORMANCE:

• Suporta todas as interfaces aviônicas
• Controle total do software
• De tamanho pequeno e muito leve, requer recursos de energia e refrigeração muito baixos


O esquadrão VF-1 com suas as aeronaves fizeram uma firme ação de presença nos limites da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do mar territorial brasileiro, além de deixar bem claro que após a modernização as aeronaves estão plenamente aptas a cumprir uma ampla gama de missões.

Depois de um logo período fora de sua casa, as equipes de terra, pilotos e as aeronaves do esquadrão retornaram no dia 28 de novembro de 2019 a sua casa, a Base Aérea Naval de São Pedro D’Aldeia (BAeNSPA) sem incidentes.

 :arrow:  http://www.gbnnews.com.br/2019/12/o-vf-1-vai-caca-de-oleo.html#.X8Y14vlKjIW
 
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Re: Aviação Naval Brasileira
« Responder #63 em: Abril 14, 2021, 02:47:22 am »
Fourth Modernised Super Lynx Mk21B Helicopter Delivered to Brazilian Navy


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The fourth modernized Super Lynx Mk21B (designated AH-11B in Brazil) has been delivered to Brazilian Naval Aviation (Aviação Naval Brasileira). The hoist was replaced by a newer model with a 60m cable, faster and electrically powered. The upgraded aircraft features new Honeywell/Rolls-Royce LHTEC CTS800-4N engines, developing 1,326shp and increasing maximum takeoff weight from 5,126 to 5,330kg; installation of a full glass cockpit with three 30x32cm screens compatible with night vision goggles; chaff and flare launchers; the MAGE EW support measures system; a radar warning receiver; ILS; TCAS; and AIS.

In 1978, the Brazilian Navy became the first foreign operator of the Lynx helicopter, having taken delivery of its first of a batch of five that year. During overseas deployments for multinational training exercises and United Nations operations, the Lynx has been described as “eyes and the ears of the fleet”. In 2014, a mid-life upgrade process was agreed for Brazil’s Lynx fleet, they shall receive LHTEC CTS800-4N engines, new avionics, satellite navigation systems, countermeasures, and night vision-compatible cockpit displays.

All aircraft undergo structural reinforcement, mainly in the engine area to support the greater weight and stresses incurred under maximum load. The first aircraft to be delivered under the $160 million (€135 million) contract achieved its first flight in September 2017 and was delivered to the ist Reconnaissance and Attack Helicopter Squadron in February 2019, together with the second aircraft, which had meanwhile been operated by the UN Interim Force in Lebanon (UNIFIL). The third example was delivered in May last year and the programme should be fully completed by 2022.

 :arrow:  https://militaryleak.com/2021/04/10/fourth-modernised-super-lynx-mk21b-helicopter-delivered-to-brazilian-navy/
 

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Re: Aviação Naval Brasileira
« Responder #64 em: Maio 19, 2021, 01:48:40 am »
Esquadrão HS-1 atinge marca de 8.000 horas de voo em aeronaves Seahawk


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No dia 10 de maio, o 1° Esquadrão de Helicópteros Antissubmarino (HS-1) alcançou a histórica marca de 8.000 horas de voo com a aeronave SH-16 Seahawk. A materialização deste feito aconteceu durante um voo simulado de guerra antissubmarino (ASW), o qual representa a principal missão do Esquadrão: “detectar, localizar, acompanhar e atacar submarinos e alvos de superfície, a fim de contribuir para a proteção das forças e unidades navais”.

No mês em que completa 56 anos de sua criação, o Esquadrão HS-1 atinge esta importante marca, que foi iniciada com a chegada das primeiras aeronaves SH-16 em agosto de 2012. As 8.000 horas de voo com SH-16 possibilitaram o avanço das qualificações operativas e de manutenção dos militares do Esquadrão, renovam a confiabilidade desta aeronave e ratificam o propósito da única unidade aérea de helicópteros de guerra ASW da aviação militar brasileira.

 :arrow:  https://www.defesaaereanaval.com.br/aviacao/esquadrao-hs-1-atinge-marca-de-8-000-horas-de-voo-em-aeronaves-seahawk

 

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Re: Aviação Naval Brasileira
« Responder #65 em: Junho 15, 2021, 10:26:21 pm »
Marinha recebe o quarto helicóptero modernizado WildLynx MK-21B


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Foi realizado, em 10 de junho, o voo de aceitação final e entrega pela empresa Leonardo UK Ltd. à Marinha do Brasil da ANV N-4003.

Nessa ocasião, o Setor do Material, por intermédio da Diretoria de Aeronáutica da Marinha, retornou a aeronave, agora modernizada, para o Comando da Força Aeronaval.

O Primeiro Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque (EsqdHA-1) passa a dispor de quatro aeronaves WildLynx. Futuramente serão recebidos mais quatro helicópteros, quando passará a operar com o inventário final de oito aeronaves modernizadas MK-21B.

 :arrow:  https://www.cavok.com.br/brasil-marinha-recebe-o-quarto-helicoptero-modernizado-wildlynx-mk-21b
 

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Re: Aviação Naval Brasileira
« Responder #66 em: Junho 15, 2021, 10:28:02 pm »
Esquadrão da Marinha passou 10 anos sem praticar tiro terrestre com canhão


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O 1ª Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (EsqdVF-1) da Marinha do Brasil, equipado com caças AF-1 (A-4 Skyhawk), passou mais de 10 anos sem praticar tiro terrestre com os canhões de 20mm. A informação foi divulgada pela própria força naval em seu site oficial.

A situação mudou em 2021. Entre os dias 22 de abril e 15 maio o Esquadrão realizou uma campanha de emprego ar-solo. Um AF-1B (monoplace modernizado) e AF-1C (biplace modernizado) operaram a partir da Base Aérea de Natal para utilizarem o estande de tiro de Maxaranguape (RN).

O comunicado divulgado pela Marinha do Brasil informou que foram treinadas as modalidades de Bombardeio de Média Altura (BMA) com lançamento de BEX -11 e Tiro Terrestre (TT) com uso da metralhadora de 20mm. Em seguida, foi esclarecido que esta última modalidade não era realizada há mais de 10 anos pelo esquadrão.

Na campanha realizada em abril e maio, foram utilizadas 113 bombas BEX-11 e 470 cartuchos de 20mm. Foi o suficiente para qualificar/requalificar oito pilotos em Ataque Ar-Solo, além de formar dois líderes de formatura em estande para emprego do armamento. Adicionalmente foram realizados diversos testes do software operacional de voo (OFP) das aeronaves modernizadas, avaliando a precisão do sistema de pontaria nos mais variados perfis de emprego.

Vale lembrar que os pilotos da Marinha realizam esse tipo de missão durante sua formação como pilotos, realizada na Força Aérea Brasileira e na US Navy.

 :arrow:  https://www.edrotacultural.com.br/esquadrao-da-marinha-passou-10-anos-sem-praticar-tiro-terrestre-com-canhao/
 

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Re: Aviação Naval Brasileira
« Responder #67 em: Junho 20, 2021, 08:09:14 pm »
Not a valid vimeo URL
 

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Re: Aviação Naval Brasileira
« Responder #68 em: Junho 29, 2021, 02:54:35 am »

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MISSILEX 2021: Lançamento de míssil antinavio AM39 Exocet por helicóptero AH-15B contra o casco da ex-corveta Jaceguai

A Marinha do Brasil realizou no dia 24/6 a Operação MISSILEX 2021, com o lançamento de um míssil antinavio Exocet AM39 contra o casco da ex-corveta Jaceguai.

O míssil AM39 foi lançado de um helicóptero AH-15B (H225M ASuW) Super Cougar, validando o novo míssil Exocet AM39 B2M2 e o console de sistema tático de missão (NTDMS).

Um helicóptero SH-16 Seahawk também lançou um míssil Penguin contra o alvo.

O Sistema Tático de Missão Naval, desenvolvido pela Helibras especialmente para as missões antinavio do AH-15B, integra o radar de patrulha APS-143, sistema Chaff & Flare de contramedidas e dois mísseis Exocet AM39 B2M2 de última geração.

O desenvolvimento e a fabricação da versão ASuW do H225M foram realizadas sob a liderança da Helibras em colaboração com a ATECH e ADS, responsáveis pelo sistema tático de Missão Naval, que é o coração da integração do míssil com a aeronave e sensores; e a Avibras e a Mectron, que realizaram a motorização do míssil Exocet AM39 B2M2, fabricado pela MBDA.

O Sistema Tático de Missão Naval instalado no H225M permite ao comandante da missão estabelecer e avaliar no cockpit uma situação tático-operacional complexa, em coordenação com um operador no console tático na cabine do helicóptero, e autorizar o lançamento do míssil AM39 nas melhores condições.

 :arrow:  https://www.naval.com.br/blog/2021/06/28/missilex-2021-lancamento-de-missil-antinavio-am39-exocet-por-helicoptero-ah-15b-contra-o-casco-da-ex-corveta-jaceguai/
 

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Re: Aviação Naval Brasileira
« Responder #69 em: Julho 09, 2021, 03:17:01 pm »
FAB certifica míssil em helicóptero da Marinha do Brasil (MB)


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O DCTA realizou a Campanha de Certificação do Míssil AM39B2M2 Exocet, em conjunto com o Subdepartamento Técnico (SDT), a Divisão de Projetos (DPJ), o Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV) e o Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI)

O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), localizado em São José dos Campos (SP) realizou, de 14 a 25 de junho, a Campanha de Certificação do Míssil AM39B2M2 Exocet, empregado pela primeira vez a nível mundial em um helicóptero H225M. A ação foi um trabalho conjunto entre a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), o Subdepartamento Técnico (SDT), a Divisão de Projetos (DPJ), o Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV) e o Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) do DCTA, visando aumentar a capacidade operacional da Marinha do Brasil (MB).


A Campanha consistiu em dois lançamentos do míssil AM39B2M2 em uma área de ensaio selecionada pela Marinha, afastada mais de 130 milhas do litoral. A operação contou com a participação de diversas outras Companhias e Organizações Militares, como a Airbus Helicopters/Helibras, a empresa MBDA e a Marinha do Brasil.

De acordo com o Coordenador-Geral da Operação (CGO), Coronel Aviador José Ricardo Scarpari, “mais do que uma etapa contratual, a certificação de integração do míssil AM39 Exocet ao H225M versão Naval, viabilizará o aumento da capacidade de emprego da Marinha do Brasil, que obterá novamente a capacitação de lançamento dessa categoria de armamento inteligente, a partir de uma plataforma de Asas Rotativas. É a Força Aérea Brasileira (FAB) contribuindo para o poder dissuasório das Forças Armadas”, afirma.

Ainda segundo o Oficial, a Campanha exigiu meses de planejamento e preparação, sendo realizadas ações de treinamento e de simulações para tornar possível o ensaio com o nível de segurança apropriado. Dentre as atividades preparatórias, destacam-se o treinamento no laboratório de testes de sistemas da Helibras (CSIB – Complete System Integration Bench), o treinamento na Unidade de Treinamento de Escape para Aeronaves Submersas (UTEPAS) e a qualificação de pouso a bordo em navio da Marinha do Brasil.

Preparação para a Campanha

O treinamento no CSIB foi realizado em abril, na cidade de Itajubá (MG), local onde fica a sede da empresa Helibras. Na oportunidade, pilotos e engenheiros de prova puderam se familiarizar com o sistema embarcado na versão Naval do helicóptero H225M, bem como analisar e ajustar os detalhes operacionais e de segurança relativos aos voos da Campanha de Certificação.

O treinamento UTEPAS, ocorrido no mês de maio, foi realizado no Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval (CIAAN), na cidade de São Pedro da Aldeia (RJ). Desenvolvido pela Marinha do Brasil, o treinamento teve a finalidade de melhorar a possibilidade de sobrevivência das tripulações de ensaio em caso de queda da aeronave no mar. Foram feitas simulações de queda do helicóptero na água e o treinamento de escape pelos tripulantes.


A qualificação de pouso a bordo em navio da Marinha do Brasil foi realizada em duas etapas, nos meses de março e junho. Na primeira, pilotos e engenheiros de prova puderam acompanhar os procedimentos para pouso a bordo no NAM (Navio-Aeródromo Multipropósito) Atlântico. Na segunda etapa, ocorreu a qualificação para pouso a bordo do NDM (Navio Doca Multipropósito) Bahia, navio utilizado em apoio à Campanha de Certificação, com instruções teóricas e práticas. As instruções teóricas ocorreram no aeródromo da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA) e as instruções práticas ocorreram no NDM Bahia navegando em alto-mar. A qualificação ocorreu com o navio em movimento no mar e seguiu o mesmo programa de formação realizado pelos pilotos da Marinha do Brasil.

De acordo com o Piloto de Prova Principal da Campanha (PP1), Major Aviador Javé Ferreira da Costa, “o planejamento e as ações realizadas em período anterior da Campanha permitiram que os objetivos dos ensaios fossem alcançados com segurança”, disse.


Após a realização da Campanha, as próximas etapas serão finalizar discussões contratuais e ensaios entre o DCTA/IPEV e a Helibras/Airbus Helicopters, de maneira que se possa viabilizar o recebimento da primeira unidade da versão Naval ainda no ano de 2021.

 :arrow:  FAB

 

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Re: Aviação Naval Brasileira
« Responder #70 em: Julho 09, 2021, 03:17:51 pm »
 

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Re: Aviação Naval Brasileira
« Responder #71 em: Julho 31, 2021, 02:43:12 am »
KC-390 opera com a Marinha e é visto de perto pelo Comando da Aviação Naval


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Enquanto mantém planos para operar a versão cargueira do antigo patrulheiro marítimo P-16 / S-2 Tracker, a Marinha do Brasil recebeu uma visita de um KC-390 da Força Aérea Brasileira. A aeronave pousou na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA) no dia 21 de julho.

O jato do Esquadrão Zeus da Força Aérea Brasileira participou de um treinamento com o Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC) da Marinha. Na oportunidade, o KC-390 foi visto de perto pelo Comandante da Força Aeronaval, Contra-Almirante Vicente Alvarenga, pelo Comandante da BAeNSPA, Capitão de Mar e Guerra José Fábio Carneiro, e pelo Capitão de Fragata Eduardo Luís Guimarães, Comandante do Esquadrão VF-1, que opera os caças AF-1 Skyhawk.


A Marinha precisa de um vetor para atuar no reabastecimento aéreo dos caças AF-1, além de realizar missões como apoio logístico e operações especiais. Para isso, comprou aviões C-1 Trader usados da US Navy e iniciou o processo de modernização que se arrasta há mais de dez anos. Designados KC-2 Turbo Trader, os aviões foram selecionados para poderem operar a partir do porta-aviões São Paulo. Porém, a Marinha desativou o navio, e o plano passou a ter voos somente a partir do continente.

O contrato para a modernização dos KC-2 foi assinado em 2011 e previa a entrega de quatro aeronaves entre 2014 e 2015. Nada disso ocorreu: só em 2018 houve o primeiro acionamento de um motor, com a promessa de um primeiro voo em 2019, o que também não se tornou realidade. A última notícia de 2021 mostra que o primeiro avião ainda está em montagem. A Argentina acaba de aposentar o último S-2 Tracker do mundo que estava em serviço ativo em forças armadas.


Desenvolvido e fabricado no Brasil, o KC-390 pode realizar todas as missões previstas para os KC-2, com exceção de pousar em porta-aviões. Porém, adiciona mais capacidade de carga, possibilita reabastecer mais aviões e tem até módulos de vigilância marítima com seu radar, além de poder utilizar sensores eletro-ópticos.

 :arrow:  https://www.edrotacultural.com.br/kc-390-opera-com-a-marinha-e-e-visto-de-perto-pelo-comando-da-aviacao-naval/