As VdG não podem, nem vão poder, disparar os Harpoon Block II, nem os ESSM Block II… os Harpoon e os SeaSparrow das VdG estão obsoletos (e mais vão estar em 2030) e não se perde muito em os retirar de serviço… quando as FREMM chegarem, vão ser elas a garantir a capacidade anti-navio e anti-aérea, sendo ambas muito superiores ao que as BD têm…
Os Harpoon Block II provavelmente só estariam dependentes da troca/modernização do lançador, para serem incorporados nas VdG com MLU. Os ESSM Block II provavelmente exigiriam um pouco mais, mas nada que não se resolvesse com 1 módulo Mk-41 como as Anzac.
Discordo da parte em que não se perderia muito com a retirada dos Harpoon velhos.
A melhor maneira de perfurar defesas AA, neste caso de navios, é com ataques de saturação. Ter mais 2/3 fragatas a lançar vários Harpoon cada uma, mesmo que mais obsoletos, teria a sua utilidade.
A única falha desse raciocino é que as fragata a abater têm que o ser ANTES das novas entrarem ao serviço, para permitir a transferência e treino de tripulações. Se as FREMM vão entrar ao serviço em 2029 e 2030, é nessa altura ou antes que as fragata a substituir ficam sem tripulação…
Não necessariamente. É bem possível que a guarnição das FREMM seja totalmente ou quase totalmente nova. Principalmente para o pessoal que está a pouco tempo de sair do ramo. A tecnologia é tão diferente, que deve haver poucas vantagens de colocar nas fragatas novas pessoal das antigas, sendo preferível colocar pessoal "novo" que pode dar mais anos à casa.
Em teoria, se tiveres 3 guarnições para as actuais fragatas, e formares 2 guarnições para as FREMM EVO, consegues justificar uma MGP de 7 ou mesmo 8 fragatas, sabendo que a taxa de disponibilidade da frota rondará os 60%,
tecnicamente não precisas de 7/8 guarnições distintas.
A questão depois, é durante quanto tempo é que temos de andar a formar pessoal para as fragatas mais antigas. Porque uma coisa é pegar no pessoal existente, e continuar a operar as fragatas, outra é ter que formar pessoal para as BD/VdG até 2040.
O planeamento é que importa. A MGP não deveria ter problema em aguentar as 7/8 fragatas até 2035, desde que a sua substituição estivesse assegurada nesta altura. 2040 é muito tarde.
Seja através da compra de fragatas usadas (4 Nansen ou 2-4 FREMM IT), seja de fragatas novas, sejam elas EPC, um segundo lote FREMM EVO, PPA EVO...
Se porventura a intenção for mesmo despachar as BD assim chegarem as FREMM, então o mínimo que se exigia era reforço da modernização das VdG, e alargamento do MLU às 3, e não apenas 2.
Não me faz sentido olhar para esta classe com primariamente ASW, e depois colocar num segundo plano a capacidade AAW destas, sabendo que muitos dos submarinos modernos têm mísseis anti-navio.
PS: o potencial das VdG e BD, também inclui o facto de possuírem mísseis "low-cost". Com a ameaça de drones, uma estratégia potencialmente interessante podia passar por usar estas fragatas com Sea Sparrow para interceptar drones baratos, poupando assim os muito mais caros Aster para ameaças mais high-end.