O Reapetrechamento da Marinha

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Duarte

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #3060 em: Março 04, 2026, 07:34:38 pm »
Aqui a grande incógnita é o que pretendem fazer com as BD e as VdG depois de 2030… quais se mantêm e quais são abatidas/vendidas? As BD têm ESSM e Harpoon block II, mas pelo que percebi (posso estar errado), não há grande intenção de as equipar com sonar rebocado ou com radar de longo alcance melhor, pelo que neste momento são razoáveis fragatas GP para emprego em missões de baixa e média intensidade, mas pouco mais… as VdG vão ter sanar rebocado e radar melhorado (certo? Alguém que me corrija se eu estiver enganado), mas os mísseis não vão ser modernizados (os SeaSparrow vão-se manter ou vão ser eliminados?) e vão levar o segundo Phalanx à proa, sendo a intenção transformá-los os em navios principalmente ASW.

Indo as FREEM ocupar o nicho de alta intensidade (NATO, defesa ABM se comprarem os Aster 30 B1 e B1 NT, etc.),  NPO 3S a defesa ASW costeira (e, presumivelmente, os 1S e 2S a luta MCM), a grande necessidade é luta AsW oceânica no triângulo estratégico português e nos acessos a Gibraltar. Isso, e o fato de que as VdG vão estar acabadinhas de terminarem o MLU em 2030, leva-me a crer que a intenção poderá ser vender as BD (que ainda vão render uns trocos decentes) e manter as VdG até meados da década e serem substituídas por EPC ou fragatas usadas em segunda mão (FREMM IT ASW?)

A Marinha planeia substituir cinco fragatas antigas por seis novas, mas isso só começará depois da assinatura do contrato FREMM e da sua construção.
Sem o MLU das VdG, haveria um “gap” operacional crítico.

O que sabemos:  o MLU já estava previsto desde 2020
O orçamento para modernizar as Vasco da Gama foi aprovado em 2020, mas só agora avançou devido a atrasos e prioridades anteriores (como a modernização das Bartolomeu Dias). O programa foi formalmente autorizado em 2022 com um teto de 120 milhões de euros.

A NSPA já lançou o concurso e o processo está em execução

O que o MLU realmente faz:
O MLU não transforma as fragatas, apenas garante que continuam seguras e operacionais por mais uns anos:

Revisão estrutural e mecânica
Atualização de sistemas de combate e comunicações
Modernização de sensores selecionados
Trabalhos de prolongamento de vida útil
Integração de novos sistemas de navegação e C2

É um programa de sobrevivência apenas, não de salto tecnológico.

O plano deve ser:

2026–2030: MLU das Vasco da Gama para manter 5 fragatas operacionais, que deve ser o mínimo exigido pela NATO

2030–2035: Chegada das FREMM EVO, substituição faseada das fragatas mais antigas, ou em pior estado.

2035–2045: Entrada de EPC, mais FREMM, outras fragatas em segunda mão ou fragatas ECV?  Substituição final das MEKO remanescentes

Sem o MLU, a Marinha não conseguiria cumprir compromissos NATO nem manter presença no Atlântico.
« Última modificação: Março 04, 2026, 07:35:14 pm por Duarte »
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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #3061 em: Março 04, 2026, 07:46:56 pm »
Aqui a grande incógnita é o que pretendem fazer com as BD e as VdG depois de 2030… quais se mantêm e quais são abatidas/vendidas? As BD têm ESSM e Harpoon block II, mas pelo que percebi (posso estar errado), não há grande intenção de as equipar com sonar rebocado ou com radar de longo alcance melhor, pelo que neste momento são razoáveis fragatas GP para emprego em missões de baixa e média intensidade, mas pouco mais… as VdG vão ter sanar rebocado e radar melhorado (certo? Alguém que me corrija se eu estiver enganado), mas os mísseis não vão ser modernizados (os SeaSparrow vão-se manter ou vão ser eliminados?) e vão levar o segundo Phalanx à proa, sendo a intenção transformá-los os em navios principalmente ASW.

Indo as FREEM ocupar o nicho de alta intensidade (NATO, defesa ABM se comprarem os Aster 30 B1 e B1 NT, etc.),  NPO 3S a defesa ASW costeira (e, presumivelmente, os 1S e 2S a luta MCM), a grande necessidade é luta AsW oceânica no triângulo estratégico português e nos acessos a Gibraltar. Isso, e o fato de que as VdG vão estar acabadinhas de terminarem o MLU em 2030, leva-me a crer que a intenção poderá ser vender as BD (que ainda vão render uns trocos decentes) e manter as VdG até meados da década e serem substituídas por EPC ou fragatas usadas em segunda mão (FREMM IT ASW?)

A Marinha planeia substituir cinco fragatas antigas por seis novas, mas isso só começará depois da assinatura do contrato FREMM e da sua construção.
Sem o MLU das VdG, haveria um “gap” operacional crítico.

O que sabemos:  o MLU já estava previsto desde 2020
O orçamento para modernizar as Vasco da Gama foi aprovado em 2020, mas só agora avançou devido a atrasos e prioridades anteriores (como a modernização das Bartolomeu Dias). O programa foi formalmente autorizado em 2022 com um teto de 120 milhões de euros.

A NSPA já lançou o concurso e o processo está em execução

O que o MLU realmente faz:
O MLU não transforma as fragatas, apenas garante que continuam seguras e operacionais por mais uns anos:

Revisão estrutural e mecânica
Atualização de sistemas de combate e comunicações
Modernização de sensores selecionados
Trabalhos de prolongamento de vida útil
Integração de novos sistemas de navegação e C2

É um programa de sobrevivência apenas, não de salto tecnológico.

O plano deve ser:

2026–2030: MLU das Vasco da Gama para manter 5 fragatas operacionais, que deve ser o mínimo exigido pela NATO

2030–2035: Chegada das FREMM EVO, substituição faseada das fragatas mais antigas, ou em pior estado.

2035–2045: Entrada de EPC, mais FREMM, outras fragatas em segunda mão ou fragatas ECV?  Substituição final das MEKO remanescentes

Sem o MLU, a Marinha não conseguiria cumprir compromissos NATO nem manter presença no Atlântico.
Eu não estou a colocar em causa a necessidade de extensão de vida das VdG, só estou curioso para saber quais vão ser as fragatas abatidas ao serviço quando as FREMM chegarem, porque a Marinha não tem tripulações para sete fragata e 10 NPO…

Quanto ao número eventual de fragatas, onde viste que a Marinha pretende operar seis? Tens alguma fonte?

P.S.- E já li em vários sítios que as VdG iam ter os Harpoon retirados, um Phalanx adicionado à leoa e um sonar rebocado adicionado. Precisaria de ir ver se encontro as referências (já foi há algum tempo) e  não sei se a intenção se mantém, ou se é mesmo só colar com cuspo para ver se aguentam mas cinco ânimos..
 

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Re: O Reapetrechamento da Marinha Novo
« Responder #3062 em: Março 04, 2026, 09:09:46 pm »

Eu não estou a colocar em causa a necessidade de extensão de vida das VdG, só estou curioso para saber quais vão ser as fragatas abatidas ao serviço quando as FREMM chegarem, porque a Marinha não tem tripulações para sete fragata e 10 NPO…

Quanto ao número eventual de fragatas, onde viste que a Marinha pretende operar seis? Tens alguma fonte?

P.S.- E já li em vários sítios que as VdG iam ter os Harpoon retirados, um Phalanx adicionado à leoa e um sonar rebocado adicionado. Precisaria de ir ver se encontro as referências (já foi há algum tempo) e  não sei se a intenção se mantém, ou se é mesmo só colar com cuspo para ver se aguentam mas cinco ânimos..

O Subsea referiu aqui o desejo da Marinha de ter 6 fragatas. Este número deve-se com certeza não só às reais necessidades da Marinha, mas também, é de supor por algum target NATO? Mas já vi esta afirmação em vários lugares:

Citar
“A Marinha Portuguesa já está a procurar substituto para a sua atual frota de três fragatas da classe Vasco da Gama e duas da classe Bartolomeu Dias.”

“Portugal busca seis nuevas fragatas de hasta 6.000 toneladas, lo que da opciones a las F-110 españolas”

O aumento da força naval de 5 para 6 fragatas é referido como objetivo estratégico.

https://www.infodefensa.com/texto-diario/mostrar/5366331/portugal-busca-seis-nuevas-fragatas-hasta-6000-toneladas-da-opciones-f-110-espanolas

Parece-me que a classe Bartolomeu Dias será a primeira a ser desativada, seguida da classe Vasco da Gama.
Esta é a única sequência que faz sentido quando se conjuga a idade dos navios (as duas classes são mais ou menos da mesma geração, embora as BD são ligeiramente mais novas), o histórico de modernização e o atual plano de regeneração da Marinha Portuguesa.

Acho que a classe Bartolomeu Dias será a primeira a ser desativada por dois factos de reportagens recentes deixam claro:

https://defensearchives.com/editorials/portugals-frigate-mlu/

A classe Bartolomeu Dias já concluiu a sua modernização completa em 2022, e esta modernização foi concebida apenas para a manter operacional até meados da década de 2030.

Entraram ao serviço em 1994-1995, sendo um pouco mais novas que a classe Vasco da Gama, mas a sua modernização foi mais ligeira e concebida como uma ponte, não como um prolongamento da vida útil como a que se está a fazer às duas VdG.

A Marinha espera que estes navios se mantenham operacionais até cerca de 2035, após o que serão substituídos pelas primeiras entregas das FREMM EVO.

Porque é que a classe VdG será retirada mais tarde? Embora entraram ao serviço entre 1991 e 1992, pelo que são um pouco mais antigas que as BD, no entanto agora estão a receber um MLU especificamente para prolongar a sua vida útil até 2035 e talvez além.

Como o MLU está a acontecer agora, a Marinha pretende manter a classe Vasco da Gama em serviço durante mais tempo, provavelmente até ao início da década de 2040, dependendo dos calendários de entrega das FREMM e, posteriormente, das EPC, ECV, etc.

Isto é apenas especulação minha, mas acho que os factos confirmam mais esta possibilidade. Só o facto de haver concurso NSPA para adicionar 2 x RWS 12,7mm às VdG (e não as BD) indica que estas são para ser usadas por mais tempo. Pormenor, mas significativo.
« Última modificação: Hoje às 02:07:45 am por Duarte »
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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #3063 em: Março 04, 2026, 09:49:02 pm »
Citar
P.S.- E já li em vários sítios que as VdG iam ter os Harpoon retirados

Acho improvável.. a Marinha adquiriu kits Harpoon Block II em 2024 para modernizar o inventário existente .
Estes kits destinam‑se a manter a capacidade antinavio ativa até à chegada das FREMM EVO.
Remover os Harpoon agora seria contraditório com a modernização recente do inventário e com a necessidade de manter capacidade de superfície até 2035–2040.

Quanto aos Phalanx extra, mais depressa vão parar nos NRE+, mas o concurso NSPA fala em "additional CIWS"

Citar
Government Furnished Equipment will be a second Phalanx CIWS (Portugal is said to have two more in stock), a Towed Array Sonar with an active and passive mode, 12.7mm RWS, SATCOM, etc.

The vessels current armament will only be refurbished, this includes the 100mm main gun, the Phalanx currently installed, the Mk.29 launcher for RIM-7 Sea Sparrow, HSCLCS V6/7 Harpoon launchers and sonar.

Below is the scope of supply for the ships, and a graph detailing who supplies which systems via NSPA.

« Última modificação: Março 04, 2026, 10:07:19 pm por Duarte »
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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #3064 em: Março 04, 2026, 10:42:58 pm »
Citar
P.S.- E já li em vários sítios que as VdG iam ter os Harpoon retirados

Acho improvável.. a Marinha adquiriu kits Harpoon Block II em 2024 para modernizar o inventário existente .
Estes kits destinam‑se a manter a capacidade antinavio ativa até à chegada das FREMM EVO.
Remover os Harpoon agora seria contraditório com a modernização recente do inventário e com a necessidade de manter capacidade de superfície até 2035–2040.

Quanto aos Phalanx extra, mais depressa vão parar nos NRE+, mas o concurso NSPA fala em "additional CIWS"

Citar
Government Furnished Equipment will be a second Phalanx CIWS (Portugal is said to have two more in stock), a Towed Array Sonar with an active and passive mode, 12.7mm RWS, SATCOM, etc.

The vessels current armament will only be refurbished, this includes the 100mm main gun, the Phalanx currently installed, the Mk.29 launcher for RIM-7 Sea Sparrow, HSCLCS V6/7 Harpoon launchers and sonar.

Below is the scope of supply for the ships, and a graph detailing who supplies which systems via NSPA.


As VdG não podem, nem vão poder, disparar os Harpoon Block II, nem os ESSM Block II… os Harpoon e os SeaSparrow das VdG estão obsoletos (e mais vão estar em 2030) e não se perde muito em os retirar de serviço… quando as FREMM chegarem, vão ser elas a garantir a capacidade anti-navio e anti-aérea, sendo ambas muito superiores ao que as BD têm…
 

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #3065 em: Março 04, 2026, 10:48:53 pm »

Eu não estou a colocar em causa a necessidade de extensão de vida das VdG, só estou curioso para saber quais vão ser as fragatas abatidas ao serviço quando as FREMM chegarem, porque a Marinha não tem tripulações para sete fragata e 10 NPO…

Quanto ao número eventual de fragatas, onde viste que a Marinha pretende operar seis? Tens alguma fonte?

P.S.- E já li em vários sítios que as VdG iam ter os Harpoon retirados, um Phalanx adicionado à leoa e um sonar rebocado adicionado. Precisaria de ir ver se encontro as referências (já foi há algum tempo) e  não sei se a intenção se mantém, ou se é mesmo só colar com cuspo para ver se aguentam mas cinco ânimos..

O Subsea referiu aqui o desejo da Marinha de ter 6 fragatas. Este número deve-se com certeza não só às reais necessidades da Marinha, mas também, é de supor por algum target NATO? Mas já vi esta afirmação em vários lugares:

Citar
“A Marinha Portuguesa já está a procurar substituto para a sua atual frota de três fragatas da classe Vasco da Gama e duas da classe Bartolomeu Dias.”

“Portugal busca seis nuevas fragatas de hasta 6.000 toneladas, lo que da opciones a las F-110 españolas”

O aumento da força naval de 5 para 6 fragatas é referido como objetivo estratégico.

https://www.infodefensa.com/texto-diario/mostrar/5366331/portugal-busca-seis-nuevas-fragatas-hasta-6000-toneladas-da-opciones-f-110-espanolas

Parece-me que a classe Bartolomeu Dias será a primeira a ser desativada, seguida da classe Vasco da Gama.
Esta é a única sequência que faz sentido quando se conjuga a idade dos navios (as duas classes são mais ou menos da mesma geração, embora as BD são ligeiramente mais novas), o histórico de modernização e o atual plano de regeneração da Marinha Portuguesa.

Acho que a classe Bartolomeu Dias será a primeira a ser desativada por dois factos de reportagens recentes deixam claro:

https://defensearchives.com/editorials/portugals-frigate-mlu/

A classe Bartolomeu Dias já concluiu a sua modernização completa em 2022, e esta modernização foi concebida apenas para a manter operacional até meados da década de 2030.

Entraram ao serviço em 1994-1995, sendo ligeiramente mais novas que a classe Vasco da Gama, mas a sua modernização foi mais ligeira e concebida como uma ponte, não como um prolongamento da vida útil como a que se está a fazer às duas VdG.

A Marinha espera que estes navios se mantenham operacionais até cerca de 2035, após o que serão substituídos pelas primeiras entregas das FREMM EVO.

Porque é que a classe VdG será retirada mais tarde? Embora entraram ao serviço entre 1991 e 1992, pelo que são um pouco mais antigas que as BD, no entanto agora estão a receber um MLU especificamente para prolongar a sua vida útil até 2035 e talvez além.

Como o MLU está a acontecer agora, a Marinha pretende manter a classe Vasco da Gama em serviço durante mais tempo, provavelmente até ao início da década de 2040, dependendo dos calendários de entrega das FREMM e, posteriormente, das EPC, ECV, etc.

Isto é apenas especulação minha, mas acho que os factos confirmam mais esta possibilidade. Só o facto de haver concurso NSPA para adicionar 2 x RWS 12,7mm às VdG (e não as BD) indica que estas são para ser usadas por mais tempo. Pormenor, mas significativo.
Concordo, só acho que os prazos que avanças não são realistas. A Marinha não consegue guarnecer 7 fragatas e 10 NPO entre 2030 e 2035-40, duas ou três das fragata atuais vão ter que ser retiradas/vendidas em 2030 para guarnecer as FREMM. Ambos achamos que o mas provável é serem as BD. Se as venderem, juntamente com os Harpoon II e os ESSM II, só vai aumentar ao preço de venda e torná-las mais desejáveis… se vamos migra para a linha logística da MBDA, então esses mísseis tornam-se redundantes…
 
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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #3066 em: Março 04, 2026, 11:11:58 pm »
Tenho vários pontos para comentar.

Nunca li nada sobre serem retirados os Harpoon às VdG. As mesmas vão ter sonares rebocados, um segundo Phalanx e RWS.

As Freem em princípio não serão entregues até tão tarde (2035), mas não se esqueçam que não é só entregá-las, é preciso tempo até estarem totalmente operacionais nas mãos da Marinha.

As BD se recebessem os radares que as VdG estão para receber aguentavam perfeitamente até 2035, até porque podem levar os ESSM block 2 e em maior quantidade que as VdG. A questão poderá passar pela falta de fiabilidade dos motores numa das Fragatas.
Contra a Esquerda woke e a Direita populista marchar, marchar!...

 

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #3067 em: Março 04, 2026, 11:16:10 pm »
Tenho vários pontos para comentar.

Nunca li nada sobre serem retirados os Harpoon às VdG. As mesmas vão ter sonares rebocados, um segundo Phalanx e RWS.

As Freem em princípio não serão entregues até tão tarde (2035), mas não se esqueçam que não é só entregá-las, é preciso tempo até estarem totalmente operacionais nas mãos da Marinha.

As BD se recebessem os radares que as VdG estão para receber aguentavam perfeitamente até 2035, até porque podem levar os ESSM block 2 e em maior quantidade que as VdG. A questão poderá passar pela falta de fiabilidade dos motores numa das Fragatas.
Não vou morrer na praia dos mísseis serem retirados das VdG, é algo que me recordo de ter lido, mas nunca vi conformado oficialmente…

Quanto aos horizontes temporais. Se é verdade que as fragatas vão chegar às três até 2030, então mesmo que só fiquem completamente operacionais em 2031 ou 2032, às tripulações vão ter que estar nos navios aquando da entrada ao serviço, por isso as fragatas a bater terão que o ser nessa altura, porque vão ficar sem tripulação…
 

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Duarte

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #3068 em: Março 04, 2026, 11:46:06 pm »
O diabo que venha e escolha  :mrgreen:

Citar
A resposta direta: **pós‑MLU, as Vasco da Gama (MEKO 200PN) continuam a ser mais capazes no conjunto “armamento + sensores + capacidade de combate”, mas as Bartolomeu Dias (Karel Doorman) mantêm vantagens claras em ASW e em integração de sistemas mais modernos**. A utilidade depende do tipo de missão — e é isso que realmente separa as duas classes.

A seguir tens a comparação estruturada, com base no que é conhecido sobre o MLU das VG e no MLU já concluído das BD (2022)   [defensearchives.com](https://defensearchives.com/editorials/portugals-frigate-mlu/).

---

## ⚔️ Armamento: vantagem para **Vasco da Gama (pós‑MLU)**
As MEKO 200PN foram concebidas como fragatas de combate oceânico com maior ênfase em poder de fogo.

### Onde as VG ganham
- **Mísseis antinavio Harpoon** (modernizados para Block II em 2024)   [Army Recognition](https://www.armyrecognition.com/news/navy-news/2024/portugal-modernizes-naval-arsenal-with-harpoon-block-ii-missile-kits
- **Canhão de 100 mm** com maior alcance e efeito que o 76 mm das BD 
- **Dois lançadores Mk.32 de torpedos** (igual às BD, mas com melhor integração no CMS pós‑MLU) 
- **Melhor reserva de peso e espaço para upgrades de armamento** (mesmo que não sejam instalados)

### Onde as BD ficam atrás
- Apenas **76 mm** 
- Apenas **Goalkeeper CIWS** (excelente, mas único) 
- Menor margem para crescimento estrutural

**Síntese:** Em poder de fogo bruto e flexibilidade de armamento, as VG continuam superiores.

---

## 📡 Sensores e eletrónica: vantagem para **Bartolomeu Dias**
O MLU das BD (2016–2022) foi profundo e substituiu sensores-chave, enquanto o MLU das VG é mais limitado e focado em extensão de vida.

### Onde as BD ganham
- Radar de vigilância **SMART‑S Mk2** (muito superior ao DA08/MW08 das VG) 
- CMS atualizado para padrão holandês moderno 
- ESM/ECM mais recentes 
- Melhor integração de comunicações e redes táticas

### Onde as VG ficam atrás
- Radares antigos (mesmo modernizados, não chegam ao nível SMART‑S) 
- CMS STACOS atualizado, mas não ao nível do sistema holandês 
- Suite EW mais antiga

**Síntese:** Em sensores e consciência situacional, as BD são claramente superiores.

---

## 🌊 Guerra Submarina (ASW): vantagem para **Bartolomeu Dias**
Apesar de ambas terem sonar de casco, as BD têm:

- Sonar de casco mais moderno 
- Melhor integração ASW no CMS 
- Menor ruído estrutural (CODAD vs CODOG das VG)

As VG não vão receber sonar rebocado no MLU, o que mantém a vantagem das BD.

---

## 🛡️ Defesa aérea: empate técnico, mas com nuances
Nenhuma das duas classes tem capacidade AAW moderna de área; ambas são essencialmente **self‑defense**.

- **BD**: Goalkeeper é superior ao Phalanx das VG. 
- **VG**: melhor canhão principal para defesa terminal e maior reserva para upgrades (teóricos).

---

## 🚢 Plataforma e capacidade oceânica: vantagem para **Vasco da Gama**
As MEKO 200PN foram desenhadas para operações oceânicas prolongadas:

- Maior deslocamento 
- Maior autonomia 
- Melhor comportamento em mar grosso 
- Maior capacidade de crescimento estrutural

As BD são excelentes fragatas, mas mais compactas e com menor margem de modernização futura.

---

## 🧭 Utilidade operacional por tipo de missão

### Missões onde as **Bartolomeu Dias** são mais úteis
- ASW séria 
- Operações de escolta com forte dependência de sensores 
- Missões NATO onde a qualidade dos sensores é crítica 
- Defesa de ponto com Goalkeeper

### Missões onde as **Vasco da Gama (pós‑MLU)** são mais úteis
- Presença oceânica prolongada 
- Patrulha de alto-mar com capacidade de combate real 
- Missões de superfície com Harpoon 
- Operações onde a robustez da plataforma é mais importante que sensores de topo

---

## 📌 Tabela comparativa (resumo)

| Área | Bartolomeu Dias | Vasco da Gama (pós‑MLU) | Melhor |
|------|------------------|--------------------------|--------|
| Armamento | Mais fraco | Mais forte | **VG** |
| Sensores | Muito superiores | Modernizados mas inferiores | **BD** |
| ASW | Melhor | Adequado | **BD** |
| Defesa aérea | Goalkeeper superior | Phalanx + 100 mm | Empate |
| Plataforma | Boa | Mais robusta e oceânica | **VG** |
| Crescimento futuro | Limitado | Maior margem | **VG** |

---

## 🧠 Conclusão estratégica
- **BD = fragata mais moderna, mais “NATO”, melhor em sensores e ASW.** 
- **VG = fragata mais “combatente”, mais oceânica, mais armada e com mais margem estrutural.**

Se a Marinha tivesse de manter apenas uma classe até 2035, a escolha dependeria da missão: 
- **NATO / ASW / escolta → Bartolomeu Dias** 
- **Presença oceânica / combate de superfície → Vasco da Gama**.
« Última modificação: Março 04, 2026, 11:59:48 pm por Duarte »
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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #3069 em: Março 04, 2026, 11:58:07 pm »

As VdG não podem, nem vão poder, disparar os Harpoon Block II, nem os ESSM Block II… os Harpoon e os SeaSparrow das VdG estão obsoletos (e mais vão estar em 2030) e não se perde muito em os retirar de serviço… quando as FREMM chegarem, vão ser elas a garantir a capacidade anti-navio e anti-aérea, sendo ambas muito superiores ao que as BD têm…

Pois isto gera-me confusão também...   talvez este equipamento possa ser transferido paras as VdG? Ou não vale a pena o esforço?

Eu não disse que a Marinha ia operar 7 fragatas ao mesmo tempo. Acho que as BD serão abatidas lá para 2032/3 quando as FREMM atingirem FOC. As duas BD e a terceira VdG sem MLU serão substituídas e a Marinha fica nesta altura com apenas 5 fragatas. Se entretanto houver alguma falha grave nas VdG, a Marinha poderá reter uma das BD em melhor estado? Acho que as fragatas extra no papel são mais um "seguro de vida" contra algum imprevisível. Lá para 2035-2036 serão compradas mais 3 fragatas. Fragatas usadas, FREMM em segunda mão, ECV, ou outra? e em 2038-2040 as restantes fragatas vintage serão abatidas ou vendidas.
« Última modificação: Hoje às 12:00:43 am por Duarte »
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
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1917 - The Russian Empire collapsed. 1991 - The Soviet Union collapsed.  The collapse of the Russian Federation is next
 

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #3070 em: Hoje às 12:05:04 am »
O diabo que venha e escolha  :mrgreen:

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A resposta direta: **pós‑MLU, as Vasco da Gama (MEKO 200PN) continuam a ser mais capazes no conjunto “armamento + sensores + capacidade de combate”, mas as Bartolomeu Dias (Karel Doorman) mantêm vantagens claras em ASW e em integração de sistemas mais modernos**. A utilidade depende do tipo de missão — e é isso que realmente separa as duas classes.

A seguir tens a comparação estruturada, com base no que é conhecido sobre o MLU das VG e no MLU já concluído das BD (2022)   [defensearchives.com](https://defensearchives.com/editorials/portugals-frigate-mlu/).

---

## ⚔️ Armamento: vantagem para **Vasco da Gama (pós‑MLU)**
As MEKO 200PN foram concebidas como fragatas de combate oceânico com maior ênfase em poder de fogo.

### Onde as VG ganham
- **Mísseis antinavio Harpoon** (modernizados para Block II em 2024)   [Army Recognition](https://www.armyrecognition.com/news/navy-news/2024/portugal-modernizes-naval-arsenal-with-harpoon-block-ii-missile-kits
- **Canhão de 100 mm** com maior alcance e efeito que o 76 mm das BD 
- **Dois lançadores Mk.32 de torpedos** (igual às BD, mas com melhor integração no CMS pós‑MLU) 
- **Melhor reserva de peso e espaço para upgrades de armamento** (mesmo que não sejam instalados)

### Onde as BD ficam atrás
- Apenas **76 mm** 
- Apenas **Goalkeeper CIWS** (excelente, mas único) 
- Menor margem para crescimento estrutural

**Síntese:** Em poder de fogo bruto e flexibilidade de armamento, as VG continuam superiores.

---

## 📡 Sensores e eletrónica: vantagem para **Bartolomeu Dias**
O MLU das BD (2016–2022) foi profundo e substituiu sensores-chave, enquanto o MLU das VG é mais limitado e focado em extensão de vida.

### Onde as BD ganham
- Radar de vigilância **SMART‑S Mk2** (muito superior ao DA08/MW08 das VG) 
- CMS atualizado para padrão holandês moderno 
- ESM/ECM mais recentes 
- Melhor integração de comunicações e redes táticas

### Onde as VG ficam atrás
- Radares antigos (mesmo modernizados, não chegam ao nível SMART‑S) 
- CMS STACOS atualizado, mas não ao nível do sistema holandês 
- Suite EW mais antiga

**Síntese:** Em sensores e consciência situacional, as BD são claramente superiores.

---

## 🌊 Guerra Submarina (ASW): vantagem para **Bartolomeu Dias**
Apesar de ambas terem sonar de casco, as BD têm:

- Sonar de casco mais moderno 
- Melhor integração ASW no CMS 
- Menor ruído estrutural (CODAD vs CODOG das VG)

As VG não vão receber sonar rebocado no MLU, o que mantém a vantagem das BD.

---

## 🛡️ Defesa aérea: empate técnico, mas com nuances
Nenhuma das duas classes tem capacidade AAW moderna de área; ambas são essencialmente **self‑defense**.

- **BD**: Goalkeeper é superior ao Phalanx das VG. 
- **VG**: melhor canhão principal para defesa terminal e maior reserva para upgrades (teóricos).

---

## 🚢 Plataforma e capacidade oceânica: vantagem para **Vasco da Gama**
As MEKO 200PN foram desenhadas para operações oceânicas prolongadas:

- Maior deslocamento 
- Maior autonomia 
- Melhor comportamento em mar grosso 
- Maior capacidade de crescimento estrutural

As BD são excelentes fragatas, mas mais compactas e com menor margem de modernização futura.

---

## 🧭 Utilidade operacional por tipo de missão

### Missões onde as **Bartolomeu Dias** são mais úteis
- ASW séria 
- Operações de escolta com forte dependência de sensores 
- Missões NATO onde a qualidade dos sensores é crítica 
- Defesa de ponto com Goalkeeper

### Missões onde as **Vasco da Gama (pós‑MLU)** são mais úteis
- Presença oceânica prolongada 
- Patrulha de alto-mar com capacidade de combate real 
- Missões de superfície com Harpoon 
- Operações onde a robustez da plataforma é mais importante que sensores de topo

---

## 📌 Tabela comparativa (resumo)

| Área | Bartolomeu Dias | Vasco da Gama (pós‑MLU) | Melhor |
|------|------------------|--------------------------|--------|
| Armamento | Mais fraco | Mais forte | **VG** |
| Sensores | Muito superiores | Modernizados mas inferiores | **BD** |
| ASW | Melhor | Adequado | **BD** |
| Defesa aérea | Goalkeeper superior | Phalanx + 100 mm | Empate |
| Plataforma | Boa | Mais robusta e oceânica | **VG** |
| Crescimento futuro | Limitado | Maior margem | **VG** |

---

## 🧠 Conclusão estratégica
- **BD = fragata mais moderna, mais “NATO”, melhor em sensores e ASW.** 
- **VG = fragata mais “combatente”, mais oceânica, mais armada e com mais margem estrutural.**

Se a Marinha tivesse de manter apenas uma classe até 2035, a escolha dependeria da missão: 
- **NATO / ASW / escolta → Bartolomeu Dias** 
- **Presença oceânica / combate de superfície → Vasco da Gama**.
Esse é o problema da IA… os Harpoon Block II foram adquiridos para as BD, mas as VdG, enquanto já foi explicitado várias vezes que as VdG vão receber sonar renovado e as BD não têm, nem vai ter… estes dois “pequenos” pormenores “furam” essa análise por completo… :mrgreen:
 

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JohnM

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #3071 em: Hoje às 12:07:32 am »

As VdG não podem, nem vão poder, disparar os Harpoon Block II, nem os ESSM Block II… os Harpoon e os SeaSparrow das VdG estão obsoletos (e mais vão estar em 2030) e não se perde muito em os retirar de serviço… quando as FREMM chegarem, vão ser elas a garantir a capacidade anti-navio e anti-aérea, sendo ambas muito superiores ao que as BD têm…

Pois isto gera-me confusão também...   talvez este equipamento possa ser transferido paras as VdG? Ou não vale a pena o esforço?

Eu não disse que a Marinha ia operar 7 fragatas ao mesmo tempo. Acho que as BD serão abatidas lá para 2032/3 quando as FREMM atingirem FOC. As duas BD e a terceira VdG sem MLU serão substituídas e a Marinha fica nesta altura com apenas 5 fragatas. Se entretanto houver alguma falha grave nas VdG, a Marinha poderá reter uma das BD em melhor estado? Acho que as fragatas extra no papel são mais um "seguro de vida" contra algum imprevisível. Lá para 2035-2036 serão compradas mais 3 fragatas. Fragatas usadas, FREMM em segunda mão, ECV, ou outra? e em 2038-2040 as restantes fragatas vintage serão abatidas ou vendidas.
A única falha desse raciocino é que as fragata a abater têm que o ser ANTES das novas entrarem ao serviço, para permitir a transferência e treino de tripulações. Se as FREMM vão entrar ao serviço em 2029 e 2030, é nessa altura ou antes que as fragata a substituir ficam sem tripulação…
 

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Duarte

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #3072 em: Hoje às 12:22:25 am »

As VdG não podem, nem vão poder, disparar os Harpoon Block II, nem os ESSM Block II… os Harpoon e os SeaSparrow das VdG estão obsoletos (e mais vão estar em 2030) e não se perde muito em os retirar de serviço… quando as FREMM chegarem, vão ser elas a garantir a capacidade anti-navio e anti-aérea, sendo ambas muito superiores ao que as BD têm…

Pois isto gera-me confusão também...   talvez este equipamento possa ser transferido paras as VdG? Ou não vale a pena o esforço?

Eu não disse que a Marinha ia operar 7 fragatas ao mesmo tempo. Acho que as BD serão abatidas lá para 2032/3 quando as FREMM atingirem FOC. As duas BD e a terceira VdG sem MLU serão substituídas e a Marinha fica nesta altura com apenas 5 fragatas. Se entretanto houver alguma falha grave nas VdG, a Marinha poderá reter uma das BD em melhor estado? Acho que as fragatas extra no papel são mais um "seguro de vida" contra algum imprevisível. Lá para 2035-2036 serão compradas mais 3 fragatas. Fragatas usadas, FREMM em segunda mão, ECV, ou outra? e em 2038-2040 as restantes fragatas vintage serão abatidas ou vendidas.
A única falha desse raciocino é que as fragata a abater têm que o ser ANTES das novas entrarem ao serviço, para permitir a transferência e treino de tripulações. Se as FREMM vão entrar ao serviço em 2029 e 2030, é nessa altura ou antes que as fragata a substituir ficam sem tripulação…

Bom, neste momento temos 5 fragatas no papel, mas quantas estão tripuladas e a navegar? 2? 3?
Acho que a Marinha deve ter planos para tal, e a rotação de tripulações e o aumento de efetivos deverão fazer parte do plano.

A tripulação das FREMM EVO será significativamente menor do que a das VdG e das BD, refletindo 35+ anos de evolução em automação, integração de sistemas e desenho de plataforma.

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FREMM EVO
As FREMM atuais (Aquitaine/Bergamini) operam com cerca de 145–170 tripulantes, dependendo da versão e do país.
A Marinha Francesa anunciou recentemente um aumento de cerca de 20 tripulantes para reforço de resiliência, elevando algumas unidades para ~150–160 sem destacamento aéreo .

A FREMM EVO, sendo uma evolução com maior automação, deverá manter-se na faixa dos 150–170.
As BD têm uma tripulação típica de 174 elementos e as VdG operam com 180 tripulantes
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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #3073 em: Hoje às 12:43:39 am »

As VdG não podem, nem vão poder, disparar os Harpoon Block II, nem os ESSM Block II… os Harpoon e os SeaSparrow das VdG estão obsoletos (e mais vão estar em 2030) e não se perde muito em os retirar de serviço… quando as FREMM chegarem, vão ser elas a garantir a capacidade anti-navio e anti-aérea, sendo ambas muito superiores ao que as BD têm…

Pois isto gera-me confusão também...   talvez este equipamento possa ser transferido paras as VdG? Ou não vale a pena o esforço?

Eu não disse que a Marinha ia operar 7 fragatas ao mesmo tempo. Acho que as BD serão abatidas lá para 2032/3 quando as FREMM atingirem FOC. As duas BD e a terceira VdG sem MLU serão substituídas e a Marinha fica nesta altura com apenas 5 fragatas. Se entretanto houver alguma falha grave nas VdG, a Marinha poderá reter uma das BD em melhor estado? Acho que as fragatas extra no papel são mais um "seguro de vida" contra algum imprevisível. Lá para 2035-2036 serão compradas mais 3 fragatas. Fragatas usadas, FREMM em segunda mão, ECV, ou outra? e em 2038-2040 as restantes fragatas vintage serão abatidas ou vendidas.
A única falha desse raciocino é que as fragata a abater têm que o ser ANTES das novas entrarem ao serviço, para permitir a transferência e treino de tripulações. Se as FREMM vão entrar ao serviço em 2029 e 2030, é nessa altura ou antes que as fragata a substituir ficam sem tripulação…

Bom, neste momento temos 5 fragatas no papel, mas quantas estão tripuladas e a navegar? 2? 3?
Acho que a Marinha deve ter planos para tal, e a rotação de tripulações e o aumento de efetivos deverão fazer parte do plano.

A tripulação das FREMM EVO será significativamente menor do que a das VdG e das BD, refletindo 35+ anos de evolução em automação, integração de sistemas e desenho de plataforma.

Citar
FREMM EVO
As FREMM atuais (Aquitaine/Bergamini) operam com cerca de 145–170 tripulantes, dependendo da versão e do país.
A Marinha Francesa anunciou recentemente um aumento de cerca de 20 tripulantes para reforço de resiliência, elevando algumas unidades para ~150–160 sem destacamento aéreo .

A FREMM EVO, sendo uma evolução com maior automação, deverá manter-se na faixa dos 150–170.
As BD têm uma tripulação típica de 174 elementos e as VdG operam com 180 tripulantes
O que muitas Marinhas por esse mundo fora, incluindo a US Navy com os LCS, têm vindo a descobrir é que em tempo de paz conseguem operar com tripulações menores, mas em tempo de crise precisam de mais tripulantes, essencialmente para controlo de danos e para evitar burn out… a US Navy teve que aumentar 20 tripulantes a ambas as classes de LCS, por exemplo… de uma forma geral, aa FREMM e as fragatas atuais têm tripulações semelhantes, a grande diferença vai ser se/quando se adquirir o segundo lote… duas VdG/BD têm cerca de 350/360 tripulantes, o que dá para três fragatas ligeiras, tipo EPC, por exemplo…  claro que há mais complicações, por causa das especialidades, mas de uma forma geral é mas ou menos isto…
« Última modificação: Hoje às 12:46:14 am por JohnM »
 

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #3074 em: Hoje às 01:09:22 am »

O que muitas Marinhas por esse mundo fora, incluindo a US Navy com os LCS, têm vindo a descobrir é que em tempo de paz conseguem operar com tripulações menores, mas em tempo de crise precisam de mais tripulantes, essencialmente para controlo de danos e para evitar burn out… a US Navy teve que aumentar 20 tripulantes a ambas as classes de LCS, por exemplo… de uma forma geral, aa FREMM e as fragatas atuais têm tripulações semelhantes, a grande diferença vai ser se/quando se adquirir o segundo lote… duas VdG/BD têm cerca de 350/360 tripulantes, o que dá para três fragatas ligeiras, tipo EPC, por exemplo…  claro que há mais complicações, por causa das especialidades, mas de uma forma geral é mas ou menos isto…

A França parece que aumentou as tripulações das suas FREMM em 20 elementos precisamente por esta razão.

Se comprarmos mais 2 ou 3 FREMM, ficava o problema resolvido. Com 5 ou 6 FREMM, bastavam 4 ou 5 tripulações completas em cada momento no método minimalista tão ao nosso gosto::)

Se a Marinha tem por objetivo ter 6 fragatas o melhor é ter mesmo para 6 (ou até 7) tripulações que é o ideal. Toca a aumentar os salários e recrutar pessoal!
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